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1 no maior calor do dia. A hora em que os viajantes procuram sombra e descanso (Bíblia de Genebra).
2 três homens. O Senhor e dois anjos (vs 1, 13, 19.1). Admoestação neotestamentária [do Novo Testamento] para se mostrar hospitalidade (Hb 13.2) é baseada nos incidentes dos caps. 18-19 (Bíblia de Genebra).
correu ao seu encontro. Hospitalidade é um valor nas culturas do Velho Testamento, assim como em muitas culturas orientais. Pessoas correndo para encontrar pessoas aparecem em outros lugares da Bíblia (29:13, 33:4; Luc. 15:20), mas Abraão curvou-se até o solo. O termo hebraico usado aqui é também usado para indicar adoração quando Deus é o objeto (Gên. 24:26; Êx. 20:5) (Andrews Study Bible).
Observando o costume de hospitalidade do antigo oriente Próximo, Abraão tipifica o gracioso anfitrião e se coloca ao inteiro dispor de seus convidados. Seu comportamento contrasta com a imoralidade dos sodomitas (19.4-5) (Bíblia de Genebra).
4 lavai os pés. Uma vez que as sandálias de couro eram os únicos calçados usados então, tornara-se uma exigência de boas maneiras que algum servo da casa corresse a lavar os pés ao hóspede ou oferecesse água para que este o fizesse. Era ainda esta a maneira de proceder nos dias de Cristo (cf 2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23) (Bíblia Shedd).
11 já lhe havia cessado o costume das mulheres. Lit. “Sara não mais experimentou o ciclo das mulheres”. Seu corpo não era mais apto à concepção [havia passado a menopausa] (Hb 11.11-12; Rm 4.19) (Bíblia de Genebra).
12-13 O riso de Sara faz paralelo com o riso de Abraão em 17:17, (Andrews Study Bible).
14 para o Senhor há coisa demasiado difícil? Compare com Jer. 32:17, 27. Esta pergunta retórica pede um sonoro “não” como resposta, especialmente em se levando em conta as histórias da criação e dilúvio (Andrews Study Bible).
Apesar de seu ceticismo inicial, Sara também veio a crer na promessa (Hb 11.11) e ajuntou-se a seu marido na fé (Rm 4.13-25) (Bíblia de Genebra).
17 Ocultarei a Abraão…? Visto que Abraão tinha de tornar-se pai de muitas nações, convir-lhe-ia saber que Deus havia de destruir Sodoma e Gomorra, capacitando-se, assim, para transmitir a advertência à posteridade, como se percebe no v 19 (cf Sl 78.1-8) (Bíblia Shedd).
16-31 Registra a intercessão de Abraão por Sodoma, seguindo um estilo familiar. Começando com cinquenta, o tamanho de aproximadamente metade de uma pequena cidade (cem, de acordo com Amós 5:3), Abraão finalmente chega a dez, que é um número que ainda marca uma comunidade. Pelo menos dez homens eram necessários em uma cidade para formar uma corte legal (Rute 4:2) (Andrews Study Bible).
19 escolhi. A palavra hebraica traduzida “escolhi” significa “escolhi em amor” (Bíblia de Genebra).
20 clamor. Opõe-se diretamente à retidão/justiça de Abraão (v.19) Em hebraico, as palavras tem som muito parecido (Is. 5:7) (Andrews Study Bible).
Todos os clamores de injustiça voltam sua atenção ao “Juiz de toda a terra” (v 25; cf 4:10) (Bíblia de Genebra).
seu pecado. A pecaminosidade de Sodoma era proverbial e extensa (13.13; Jr 23:14). Esta envolvia demonstrações extremas de deprevação sexual (particularmente homossexualidade, 19.5; Jd 7), arrogância e abuso dos pobres (Ez 16.49-50) e falta de qualquer demonstração de hospitalidade (19.8) (Bíblia de Genebra).
22 Notas textuais antigas de pesquisadores bíblicos sugerem que a leitura original deste verso poderia ser: “enquanto o SENHOR permaneceu na presença de Abraão” ao invés de Abraão permanecendo na presença do SENHOR. Esta modificação foi feita por razões teológicas, tendo em vista que “permanecer na presença” significa “servir” alguém e frequentemente marca posição social (41:46; Lev. 9:5; Jer. 15:19). As implicações teológicas são que Deus está desejoso para servir a humanidade – mesmo até a morte (Mat. 20:28) (Andrews Study Bible).
A intercessão diante de Deus supõe certa condição que se observa claramente no caso de Abraão: 1) Ele estava na presença de Deus […]; 2) Ele se aproximou de Deus (v 23); 3) Ele reconhecia o quanto a vontade de Deus estava associada à justiça e à retidão (vv 23-25) (Bíblia Shedd).
25 A petição de Abraão é baseado na justiça de Deus (Andrews Study Bible).
26 pouparei. Esta passagem não apenas revela que Deus ouve e responde as orações dos retos, mas também preserva os iníquos por causa dos retos (cf Mt 5.13). Mesmo o pequeno número de dez justos seria suficiente para evitar o julgamento divino (v 32) (Bíblia Shedd).
32 dez. Menos de dez poderiam ser individualmente salvos, como acontece no cap. 19 (Bíblia de Genebra).
33 Tendo cessado de falar. Ou por indevido otimismo ou por ignorância, Abraão não chegou a pedir a preservação das cidades por causa de menor número do que os dez justos. Contraste-se com este fato a intercessão de nosso Senhor Jesus Cristo que não conhece limites, visto que é capaz de salvar completamente… “uma vez que Ele vive para interceder” (Hb 7.25). Esta já é a segunda intervenção, por parte de Abraão, em favor de Sodoma (cf 14.14), assinalando como o mundo inteiro seria abençoado através dele (12.3) (Bíblia Shedd).
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Deus tinha uma benção para Abraão e queria que este soubesse. Deus tinha planos para Sodoma e Gomorra e também decidiu contá-los para Abraão. Abraão, um mortal, foi achado digno de ser conhecedor dos planos divinos por causa de sua fé no Deus imortal. Que privilégio!
O patriarca foi visitado por três seres celestiais e dentre eles o próprio Deus. Ofereceu-lhes comida e descanso e sua hospitalidade, demonstrando amor celestial. Mas Deus é que lhe havia trazido o maior presente. Deus é assim mesmo. Procura o ser humano para conceder presentes.
O Senhor, criador da vida, trouxe a certeza de um filho a um casal de idosos. Sara, à porta da tenda, ouviu da promessa e riu. Riu de alegria pela certeza de um filho em seus braços? Não. Riu pela incredulidade diante da impossibilidade de uma mulher de sua idade gerar um bebê. Somos tentados a, como Sara, olhar apenas para o que nossos olhos podem enxergar. Assim, menosprezamos a soberania e o poder de um Deus que não conhece o impossível em nenhuma de suas promessas. A fé e a incredulidade estavam muito próximas na casa de Abraão. Creiamos sempre!
Wilma Raquel B. Ribeiro Spagnolo
Professora de Psicologia da Faculdade Adventista da Bahia – FADBA
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-17/
Enquanto Abrão duvidava da promessa de Deus, Deus continuava a lembrá-lo da Sua aliança. Deus mudou o nome de Abrão para Abraão para refletir como Deus viu que ele se tornaria: “um pai de muitas nações”. O nome de Sarai também foi mudado, para Sara, refletindo também seu futuro. Deus queria que seus nomes, sua identidade, fossem envolvidos em Sua promessa miraculosa. Deus nos vê como quem nos tornaremos mesmo quando não podemos ver por nós mesmos.
É nesse momento íntimo de reafirmação que Deus dá instruções a Abraão de como cumprir sua parte da aliança. Através do comprometimento da alteração fisica da circuncisão, cada descendente masculino e membro da família levaria a marca da promessa.
Abraão não questionou essa ordem. Em vez disso, ele expressou a dúvida que Sara conceberia. Abraão não conseguia entender como a promessa de Deus se cumpriria e apresentou sua própria oferta, esperando que isso fosse o suficiente.
Enquanto Deus graciosamente abençoou Ismael, Ele deixou muito claro que o pacto da aliança se cumpriria com o futuro filho de Sara, Isaque. Deus afirmou que Ele poderia fazer o impossível. Nós, muitas vezes, lutamos para aceitar as promessas de longo alcance de Deus e, embora possamos perder algo por conta de nossos erros, Deus nunca se esquece da promessa original que Ele fez.
Kathlyn Mayer
Troy, Nova Iorque, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=262
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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1 Deus Todo Poderoso. heb El Shaddai. (Bíblia Shedd).
Sê perfeito [sem defeito]. O mesmo termo em hebraico é usado para descrever a qualidade dos animais sacrificais (Lev 1:3,10) a ressalta um compromisso de todo o coração para com Deus, não perfeição moral (Jó 1:1,8) (Andrews Study Bible).
3 pai de numerosas nações. Abraão foi o pai físico de muitas nações – o Israel étnico através do filho prometido, Isaque; os ismaelitas (v 20; 21.13; 25.12-18); os edomitas (25.23; 36.1-43); e seus descendentes através de Quetura (25.1-4). Porém esta promessa encontra seu cumprimento final na multidão de cada tribo, língua e nação que compartilha com Abraão a mesma fé e são batizados em jesus Cristo (Rm 4.16-17, 15.8-12; Gl 3.29; Ap 7.9) (Bíblia de Genebra).
5 Abrão… Abraão. Reconhecendo a grandeza de Deus, Abrão (cujo nome significa “pai exaltado”) se prostra diante de Deus que muda o seu nome para Abraão, “o pai de muitos” [Bíblia de Genebra: “pai de uma multidão”]. Novamente, este é um ato antes de um fato (Andrews Study Bible).
O antigo nome representava seu passado aristocrático; o novo representa sua grande descendência […] A mudança de nome do patriarca e da matriarca mostram que eles estão sob o governo de Deus (1.5) e são chamados a um novo destino e missão (Bíblia de Genebra).
7 A aliança (concerto) da graça de Deus é repetidamente chamada de uma “aliança eterna” (veja também vv. 13, 19). Para outros exemplos de aliança eterna, veja 9:16, 2 Sam. 23:5; 1 Cron. 16:17; Is. 55:3; 61:8; Jer. 43:40; Ez. 37:26; Heb. 13:20) (Andrews Study Bible).
perpétua. A natureza unilateral e graciosa da aliança de Deus com Abraão é enfatizada pelo seu caráter eterno (v.2). A aliança de Deus dura para sempre porque Ele não muda e porque Jesus Cristo cumpre cada condição dela (2Co 1.20; Ef 2.12-13) (Bíblia de Genebra).
para ser o teu Deus. Embora exista uma dimensão jurídica da aliança (v.2), o relacionamento pactual de Deus com o Seu povo é primeira e principalmente de comunhão (Êx 6.7; Dt 29.13). Deus graciosamente habita com seu povo e este, agradecidamente, responde com fé, amor e obediência (Bíblia de Genebra).
Aqui vemos, em síntese, a essência da aliança que Deus fez com Abraão e sua descendência. Essa essência é pessoal, comparável com a nova relação que o crente tem com Deus, depois de aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal (cf Jo 1.12) (Bíblia Shedd).
10 A circuncisão de todo macho é o sinal da aliança. Textos bíblicos posteriores ligam a circuncisão com obediência e enfatizam a circuncisão do coração (Lev. 26:41; Deut. 10:16; 30:6; Jer. 4:4). A circuncisão também não era limitada somente aos membros da família mas também aos servos (que eram também considerados parte dos moradores da casa, de modo diferente ao conceito ocidental de “empregado”). Falhar quanto a circuncisão resultava em exclusão da comunidade (Gen. 17.14) (Andrews Study Bible).
Por meio deste ritual, o órgão de procriação era consagrado a Deus (cf Lev 19.23). Mais ainda, Deus queria o coração e ouvidos consagrados a Ele (Dt 10.16, 30.6; Jr 4.4, 6.10; Ez 44.7,9). A simples circuncisão da carne é inadequada para agradar a Deus (17.11-14; Jr 9-25-26) (Bíblia de Genebra).
12 oito dias. Ver Lc 1.59, 2.21; Fp 3.5. Algumas culturas do antigo Oriente Próximo circuncidavam seus filhos na puberdade como um rito de passagem da infância para a idade adulta. Deus empregou este sinal para crianças para mostrar que os filhos de pais crentes são “santos” (são separados do mundo profano e pertencem á comunidade da aliança. Rm 11.16; 1Co 7.14). Deus continua a usar a instituição da família (At 16.31). O rito de iniciação para entrada na comunidade da aliança hoje é o batismo. Em Cristo, não há mais homem ou mulher, judeu ou gentio, de forma que todos podem participar (Gl 3.26-29; Cl 2:11-12) (Bíblia de Genebra).
15 Sarai… Sara. Sarai significa “minha princesa”; Sara significa “princesa” [Nota: o sufixo “i”, ao final do nome significando “minha” tem relação com o final do pronome pessoal “ani”, que que dizer “eu”: lit. “princesa de eu/de mim”, ou, de forma correta, “minha princesa” ]. Tal mudança de nome servia para que se fizesse mais explícita a promessa de que o descendente viria através de Sara e não de outra qualquer, como Abraão havia sugerido no v 17 (cf Hb 11.11,12) (Bíblia Shedd).
O seu nome de nascimento pretendia, provavelmente, lembrar sua nobreza de família, enquanto o nome pactual tinha em vista a sua nobre descendência (Bíblia de Genebra).
Dando a ela um novo nome, Deus confirma o fim de sua infertilidade (Andrews Study Bible).
19 Isaque significa riso, visto que tanto Abraão, como Sara, riram-se admitindo que se tratava de uma promessa irrealizável. Por ocasião do nascimento de Isaque, porém, eles riram-se por motivo diferente (21.6) (Bíblia Shedd).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-16/
É fácil para nós, leitores, culparmos Sarai e Abrão por serem impacientes. Afinal, sabemos que cinco capítulos à frente Isaque nascerá e então o casal terá seu tão esperado final feliz. No entanto, quando se trata de nossas próprias vidas, muitas vezes lutamos com o mesmo desafio básico da caminhada cristã: a espera.
Esperar que as promessas de Deus se concretizem pode parecer um dos períodos mais difíceis de nossa vida. Do nosso ponto de vista, a espera parece longa e, assim, achamos justificativas para cumprir a promessa do nosso próprio modo. Achamos que talvez Deus queira que façamos algo para fazer que as coisas aconteçam. Quando não confiamos no tempo de Deus, nos machucamos e inevitavelmente também afetamos a vida daqueles que nos rodeiam. No entanto, servimos a um Deus que não nos abandona a nossas escolhas precipitadas.
Deus não mostrou a Hagar o resultado dos futuros relacionamentos de Ismael em consequência das decisões de seus pais e das suas próprias. Ao mesmo tempo, Deus escolheu abençoar a criança, como filho de Abrão, com muitos descendentes. Deus ouve nossos gritos de miséria, sejam eles próprios ou de outros. Ele não se faz de surdo.
Kathlyn Mayer
Troy, Nova Iorque, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=266
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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1-6 O homem de fé está lutando contra as limitações práticas da fé. A história mostra também a tensão nos relacionamentos familiares que longos períodos de espera podem originar. Note também o silêncio de Deus neste capítulo – exceto pelo longo diálogo com a banida Hagar (Andrews Study Bible).
1 Serva. O termo hebraico denota uma serva pessoal da esposa, não uma escrava qualquer (cf 21.10). O relacionamento dela com Sara é semelhante ao de Eliézer com Abraão (15.2) (Bíblia de Genebra).
2 Possuí minha serva. Deus tinha recentemente reconhecido a fé de Abrão (15:6) mas Abrão agora aparece como simples peça do plano de Sara. Contudo, para entender o plano desesperado de Sara, a vergonha associada a ser estéril precisa ser completamente entendida (1 Sam. 1:5-6). A esterilidade não significava somente a falta de um filho (e portanto de um futuro), mas também apontava para um desgosto divino. Por outro lado, a prática sugerida por Sara para chegar à maternidade por todo o antigo Oriente, do terceiro até o primeiro milênio a.C (Andrews Study Bible).
“A substância da fé possuída por Abraão e por Sara era deficiente, não em relação à promessa, mas em relação ao método pelo qual ela se cumpriria” (Calvino). O comportamento de Sara estava errado, mas tinha precedentes no Código de Amurabe e nos tabletes de argila descobertos em Nuzi. Em ambas estas fontes vemos que os contratos de casamento estabeleciam a obrigação de prover-se de uma serva para o marido, caso a mulher não chegasse a dar-lhe filhos. O resultado foi o aparecimento da discórdia no lar (4-6) (Bíblia Shedd).
Dentro deste costume [… ] a autoridade sobre os filhos resultantes desta união era da esposa legítima e não da esposa-escrava (Bíblia de Genebra).
Anuiu [concordou]. A frase “anuiu ao conselho” (Gen. 6:2) somente aparece em 3:17, onde se descreve a decisão de Adão de comer o fruto proibido. Este tipo de obediência é autodestrutiva. Outros elementos e ligações verbais (p. ex: “tomou” [3:6/16:3]) conectam esta história à história da queda do homem no cap. 3(Andrews Study Bible).
5-6 A gravidez de Hagar alterou os relacionamentos na casa de Abrão. As reclamações de Sara resultam na confirmação da posição de Sara na casa. Quando Abrão autoriza sua esposa para fazer o que lhe parecer bem com Hagar, Sara “humilhou-a”/ (veja 31:50) (Andrews Study Bible).
Essa geração natural não trouxe paz; apenas o maior descendente de Abraão (Gl 3.16), o Filho do Deus da paz, pode fazê-lo (Bíblia de Genebra).
7-13 Anjo do SENHOR. O nome final – dado no v. 13 (“Tu és Deus que vê”) – sugere que o Anjo de Deus é o próprio Deus (Andrews Study Bible).
Como a Anjo do Senhor fala em nome de Deus na primeira pessoa do singular (v. 10) e como Hagar deu “ao SENHOR que lhe havia falado” o nome “Tu é o Deus que me vê” (v. 13), o anjo parece ao mesmo tempo ser diferenciado do Senhor “por ser chamado mensageiro” – que é o significado da palavra hebraica traduzida por “anjo”) e identificado com ele. Diferenciacação e identificação semelhantes acham-se em 19.1, 21; 31.11, 13; Êx 3.2, 4; Jz 2.1-5; 6.11, 12, 14; 13.3, 6, 8-11, 13, 15-17, 20-23; Zc 3.1-6; 12.8. Segundo a interpretação cristã tradicional, esse “anjo” era uma manifestação pré-encarnada da Cristo como Mensageiro-Servo de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 O caminho de Sur se refere a uma muralha ou a fortificações existentes ao longo da fronteira oriental do Egito contra forças estrangeiras vindas de, ou através da Palestina (Bíblia Shedd).
11 Ismael. Heb “Deus ouve” (Bíblia Shedd).
15 Abrão dá nome ao filho e, portanto, o legitimiza. Ele tem agora 86 anos de idade e tem estado em Canaã por onze anos (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-15/
Abrão era muito parecido conosco. Quando lemos as promessas da Bíblia, também nos perguntamos como podemos saber que serão cumpridas. Ao examinar a resposta de Deus às perguntas de Abrão, vemos a paciência de Deus. Deus se humilhou, estendendo a mão a Abrão no seu nível.
Quando Deus pediu os animais específicos, Abrão entendeu o que Deus estava fazendo. Deus estava seguindo as tradições culturais de um contrato entre duas pessoas, típico do dia de Abrão. Ele estava fazendo um pacto de sangue. A chama de Deus passando entre os animais era a promessa de Deus de que Ele viria através de Abrão. Quando Abrão estava dormindo, Deus revelou a ele o futuro de seus descendentes. Deus lhe disse que levaria séculos antes que a promessa fosse realizada. Deus escolheu trazer Abrão como amigo ao Seu círculo de conhecimento.
O mesmo Deus de Abrão é o nosso Deus hoje. Nós temos nosso próprio pacto de sangue com Deus através da morte de Jesus na cruz. A ressurreição de Jesus é a nossa garantia de que Deus está vivo e nos redimiu. Através das escrituras, Deus expôs o futuro da raça humana. Isso culmina na promessa de que Ele voltará para nos levar para o Céu.
Kathlyn Mayer
Troy, Nova Iorque, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=265
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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1 veio a palavra do SENHOR. Esta frase tipicamente introduz uma revelação a um profeta (12.7, 20.7; Jr 18.1; Ez 6.1; Os 1.1) (Bíblia de Genebra).
A promessa divina é introduzida pela primeira declaração “não temas” encontrada na Escritura (26:24, 46:3; Num. 21:34; Deut. 1:21) (Andrews Study Bible).
2 mas Abrão disse. Embora o endereçamento seja respeitoso, o diálogo de Abrão com Deus sugere um relacionamento íntimo. Ele ainda está pronto a questionar Deus (Andrews Study Bible).
sem filhos. Esta expressão, no hebraico, pode significar “viver sem filhos” ou “morrer sem filhos”. Abraão estava perplexo, talvez em parte porque não ter filhos era visto como um sinal de castigo divino (Lv 20.20-21; 1Sm 1.11; Jr 22.30) (Bíblia de Genebra).
3 um servo… será o meu herdeiro. Esta prática de um casal sem filhos adotar um escravo como herdeiro é confirmada nos textos de Nuzi (cerca de 1.500 a.C.), uma coleção de mais de 4.000 tábuas de argila encontrados pertos de Kirkuk, no Iraque (Bíblia de Genebra).
6 creu… imputado para justiça. Definição clássica de fé. Mesmo apesar de Abrão não poder ver o cumprimento da promessa, ele “acreditou”. A fé é demonstrada em momentos de crise (Is. 7:9; Jon. 3:5; Sal. 78:22, 32). imputado para justiça. A terminologia sugere uma interação que vai além de um sentido relacional. Deus declarou Abrão justo não por causa de suas grandes ofertas ou sacrifícios, mas com base em sua fé (Andrews Study Bible).
Neste significativo versículo aparecem, pela primeira vez, as palavras: “creu”, “imputado” e “justiça”, que fazem parte do contexto da “fé salvadora”. Em todos os tempos, a salvação fora oferecida aos homens sob a base da fé. Os santos do AT olhavam para Cristo e eram salvos mediante Sua morte expiatória, exatamente como nós olhamos para aquela morte vicária em nosso lugar e recebemos os benefícios dela mediante a fé (cf. Rm 4.18-24) (Bíblia Shedd).
Este verso nos dá o mais antigo núcleo da doutrina da justificação pela fé e não pelas obras (Gl 3.6-14). Abraão creu na promessa do nascimento de um herdeiro dentre os mortos (Rm 4.17-21; Hb 11.11-12), e Deus imputou isto como justiça a Abraão, satisfazendo o mandato da sua aliança. A justificação de Abraão pela fé é um modelo para a nossa fé na ressurreição de Jesus Cristo, o sacrifício de Deus pelo pecado e o ato de Deus em nos imputar justiça pela fé (Rm 4.22-25) creu. Abraão é o pai de todos aqueles que creem (Rm 4.11) e todos os que creem são filhos de Abraão (Gl 3.7) (Bíblia de Genebra).
7 Eu sou o SENHOR que te tirei. Uma forma de autoidentificação de Deus depois do êxodo (Ex 20.2) (Bíblia de Genebra).
8 O nome “Senhor Deus” (em heb Adonai Jahweh) significa “dono”, indicando a submissão de Abraão como escravo de Deus. O mesmo nome (“Senhor”) é empregado pela mulher em relação ao marido, indicando a intimidade do amor e a dependência em submissão ao marido (cf 1 Pe 3.6) (Bíblia Shedd).
11 aves de rapina. Um simbolismo das nações impuras tentando destruir os descendentes de Abraão. enxotava. Abraão simbolicamente defende a sua herança prometida contra os agressores estrangeiros (Bíblia de Genebra).
12-14 Israel deverá herdar Canaã através do ato sobrenatural de Deus, redimindo-os da escravidão (Bíblia de Genebra).
13-16 quatrocentos anos…quarta geração. Descrição profética do tempo de escravidão no Egito. Aparentemente, uma geração significa 100 anos. Estes números devem ser entendidos como número arredondados (Ex. 12:40 refere-se a 430 anos). Os amorreus representavam todos os povos de Canaã (Andrews Study Bible).
15 ditosa velhice. Ver 25.8 (Bíblia de Genebra).
17 fogareiro fumegante e tocha de fogo. O ritual tem seu clímax em fumaça e fogo, que são frequentemente símbolos da presença de Deus (Ex. 12:21; 19:18; 20:18). Jer. 34:18 provê um texto paralelo ao ritual da aliança. Todo animal sacrifical possível está incluído neste significante ritual de aliança (Andrews Study Bible).
Símbolos da presença de Deus com Israel no seu caminho para a Terra Prometida (Ex 13.21, 19.18; 20.18). (Bíblia de Genebra).
passou entre os pedaços. Assim como indicado em outros textos do Oriente Próximo e em Jr 34.18, passar entre os pedaços de animais significava a punição daqueles que quebram a aliança… Deus jura por si mesmo que manteria os termos da aliança. Ver 22.16-17; Hb 6.13 (Bíblia de Genebra).
18 desde o rio o Egito ao grande rio Eufrates. Provavelmente a extensão da terra prometida a Abraão e a sua semente; compreendia desde a corrente que dividia a Filístia do Egito até o rio Eufrates. Estas foram, efetivamente, as fronteiras de Israel no tempo do rei Salomão (Bíblia Shedd).
19-21 Além das fronteiras geográficas, a terra é identificada por seus ocupantes. Ver 10.15-18 (Bíblia de Genebra).
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Prezados,
tendo em vista a boa aceitação e os pedidos que abríssemos mais oportunidades para participação no Reavivados, queremos convidar você, que gosta de escrever, a nos enviar, pelo email jquimelli@gmail.com, devocional sobre Êxodo 15.
Vocês tem até dia 05 de novembro para nos enviar o seu texto.
O melhor texto será publicado no blog mundial, em inglês e aqui, no dia 16 de dezembro.
O devocional deverá ter até 200 palavras, tem uma boa estruturação (introdução/começo, desenvolvimento/meio e conclusão/fim) e boa concatenação de ideias.
Então… mãos à obra!!!