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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-14/
A escolha de Ló de se estabelecer perto das cidades de Sodoma e Gomorra o colocou em sério perigo. Quando Quedorlaomer, rei de Elão e seus aliados pagãos atacaram Sodoma, Ló foi levado cativo. Ao ouvir a trágica notícia, Abraão reuniu seus homens para libertar Ló. É notável que Abraão não culpou Ló por sua infeliz escolha de se estabelecer perto de Sodoma. Nem exibiu uma atitude de superioridade deixando Ló sofrer as consequências de suas más escolhas.
Há momentos em que o amor age de forma imprudente. O amor busca e recupera os que fazem escolhas erradas. Certamente há momentos em que as pessoas devem enfrentar o resultado de suas escolhas, mas também há momentos em que o amor deve agir, apesar das escolhas dos outros.
É digno de nota que quando Abraão retornou da peleja, ele deu um dízimo dos despojos a Melquisedeque, o “sacerdote do Deus Altíssimo” (v. 18 NVI). Ao devolver fielmente o dízimo, Abraão reconheceu as bênçãos de Deus sobre sua vida.
Há um outro notável ato de Abraão neste capítulo que não devemos perder: ele se recusou a tomar para si mesmo dos despojos, mesmo “uma correia de sandália” que fosse (v. 23). Ele deu tudo que foi capturado pelos seus homens ao rei de Sodoma. Corações altruístas e espírito de doação abrem caminho para que as bênçãos do armazém celeste fluam sobre nós.
Mark Finley
Evangelista
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=264
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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731 palavras
1-24 Abraão demonstrou uma fé obediente, numa guerra arriscada, para libertar seu sobrinho Ló. Sua vitória é surpreendente, já que esta confederação de saqueadores, composta por cinco reis, havia acabado de conquistar muitos cananeus e uma confederação de cinco reis da região do mar Morto (Bíblia de Genebra).
1 Anrafel… Arioque… Quedorlaomer… Tidal. Os nomes dos quatro reis que aterrorizaram as cidades-estado do vale do Jordão sugere uma união etnicamente mista, incluindo grupos elamitas, amoritas, horeus e hititas (Andrews Study Bible).
Monumentos recentemente descobertos confirmam a narrativa acerca da confederação dos reis, (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
Nenhum desses reis foi identificado concretamente em fontes extrabíblicas. Um vem de Elão (parte do Irã moderno), um da Babilônia (parte do Iraque moderno) e dois, provavelmente, da região da Turquia moderna (Bíblia de Genebra).
3 Mar Salgado. Isto é, o mar Morto (Bíblia NVI).
O mar Morto cobre parte do que foi, no passado, o “vale de Sidim”, onde teria sido travada a batalha, próximo às cidades de Sodoma e Gomorra (Bíblia Shedd).
4 Serviram. Eles foram sujeitos como vassalos ao rei de Elão, com a obrigação de pagar tributo (Bíblia de Genebra).
5-11 Havia uma grande diferença entre o vale do Eufrates e Sodoma. Os pequenos reis confederados ousaram rebelar-se contra Quedorlaomer, que veio contra eles como um furacão e subiu o vale do Jordão carregado despojos e levando Ló. Não podemos gozar das doçuras do mundo sem provar também suas amarguras (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
5 refains… zuzins… emins. A menção destes gigantes derrotados enfatiza ainda mais quão impressionante foi a vitória de Abraão (Bíblia de Genebra).
12 morava em Sodoma. Note a progressiva identificação de Ló com Sodoma: acampava perto dela (13.12), morava nela e residia como um respeitado cidadão da mesma (19.1,6; cf. Sl 1.1) (Bíblia de Genebra).
13 irmãos. Ou parentes; ou, ainda aliados. Amorreu. Ás vezes, um rermo genérico para os antigod habitantes da Palestina (48.22; Dt 1.11; Js 2.10). Manre, o amorreu, um aliado de Abrão que o acompanhou em batalha, foi abençoado através de sua identificação com Abrão (v 24; 12.3) (Bíblia de Genebra).
14 seu sobrinho. No hebraico, “seu irmão”, explicando o caráter da ação de Abrão: os justos demonstram lealdade amorosa com seus irmãos (Bíblia de Genebra). Homens dos mais capazes. Homens treinados no uso de armas. Uma força de trezentos homens era um exército considerável nos tempos de Abrão (Bíblia de Genebra).
18 Salém. Isto é, Jerusalém (Bíblia NVI).
Melquisedeque. Lit. “rei de justiça”. A palavra hebraica melech significa “rei” e zedek significa “justiça” (Bíblia de Genebra).
rei de Salém… sacerdote de Deus. A apresentação de Melquisedeque não só enfatiza que ele era um rei, mas também um sacerdote.Desta forma, ele é um tipo de Cristo, que é nosso Profeta, Sacerdote e Rei (Bíblia Shedd).
19 Deus altíssimo. No hebraico, El Elyon (Bíblia de Genebra).
20 de tudo. Dos despojos. dízimo. A décima parte. A prática de se pagar o dízimo ao rei ou a um deus era comum no antigo Oriente Próximo e é anterior à lei mosaica (28.22; 27.30-33; Nm 18.21-32). O presente de Abrão a Melquisedeque… era… uma oferta que refletia o respeito de Abrão para com Melquisedeque como sacerdote do Deus verdadeiro (Bíblia de Genebra).
23 nada tomarei de tudo o que te pertence. Em contraste com seu procedimento com relação a Melquisedeque, de quem aceitou pão e vinho (v. 18) e a quem deu o dízimo (v.20) , Abraão não queria nenhuma relação com o ímprio rei de Sodoma (Bíblia de Genebra).
O momento de sucesso é sempre um momento de perigo. O rei de Sodoma traiçoeiramente propôs que repartissem os despojos! Mas como Abraão poderia depender exclusivamente dos cuidados de Deus se enchesse seus bolsos da maculada riqueza de Sodoma? Abrão tivera antes uma entrevista que o fortalecera. Melquisedeque era sacerdote e rei da tribo que habitava em Jeerusalém. (Ler Hebreus 7). Ele trouxe pão e vinho, e uma nova revelação do caráter do Deus no qual Abrão descansava sua alma. Que tinha ele a ver com Sodoma, ele que era filho de um Pai tão poderoso? (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
Verifique-se o contraste nas atitudes de Abraão diante dos dois reis: o de Sodoma e o de Salém: 1) Diante do primeiro, uma demonstração de independência, enquanto, para o segundo, sua atitude é de dependência (cf Hb 7.4-10); 2) Diante do rei de Sodoma, um comportamento de igual para igual, enquanto, diante de Melquisedeque, a admissão de inferioridade; 3) Para com o rei de Sodoma, dignidade; para como rei de Salém, humildade (Bíblia Shedd).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-13/
Gênesis 13 começa com Abraão adorando em um altar (verso 4) e termina com Abraão adorando em um altar (verso 18). Embora Abraão, em sua humanidade, tivesse exibido falta de fé quando estava no Egito, ele não desistiu de sua fé. Ele permaneceu leal a Deus. Ele tinha deficiências como cada um de nós, mas seu coração estava comprometido com Deus. Seus erros não o desencorajaram a ponto de desistir de sua fé, assim como também não devemos desistir. A descrença de Abraão no Egito levou-o a uma dependência mais profunda de Deus em Betel.
Quando surgiu um conflito sobre direitos de terra e água, Abraão disse ao seu sobrinho, Ló: “Não haja desavença entre mim e você” (verso 8). Então ele graciosamente deu a Ló o direito de escolher a terra que ele desejava. Abraão desinteressadamente abriu mão de sua primazia em prol da paz. Ló escolheu o que ele acreditava ser a melhor terra na fronteira com as cidades de Sodoma e Gomorra, o que se revelou um desastre para a sua família. O espírito desprendido de Abraão o preparou a receber a abundância de Deus. As mais ricas bênçãos do Céu fluem aos corações dos que possuem espírito de doação.
Mark Finley
Evangelista
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=268
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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595 palavras
2 Já sendo rico antes de ir para o Egito, Abraão voltou com seus bens grandemente aumentados devido à generosidade de Faraó. Pela primeira vez a Bíblia menciona prata e ouro como metais preciosos, e o fato de que a posse deles tornava alguém rico. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 296.
3 Jornadas. A palavra aqui traduzida por “jornadas” significa “estações” ou locais onde ele armou sua tenda. … uma jornada feita em etapas graduais, de uma pastagem a outra, na direção geral de Betel. CBASD, vol. 1, p. 296.
4 Até ao lugar do altar. Moisés salienta que Abraão voltou a um local onde já havia realizado um culto público. … O local de cada acampamento de Abraão era marcado por um altar no qual nômades cananeus aprendiam sobre o Deus verdadeiro e ao qual, depois de Abraão ter ido embora, voltavam para adorar esse Deus (PP, 128). Um importante ponto a se considerar na escolha de um lar é “o lugar do altar”. CBASD, vol. 1, p. 296.
6 Eram muitos os seus bens. A prosperidade do tio se estendeu ao sobrinho. Ló, o único membro da família de Tera que obedeceu à ordem de Deus para ir a Canaã, participou d bênção prometida a Abraão. Uma vez que a terra já estava ocupada pelos cananeus e as montanhas de Canaã eram cheias de florestas, como mostram registros antigos, havia poucas pastagens permanentes para os grandes rebanhos de gado e ovelhas dos recém-chegados. CBASD, vol. 1, p. 297.
8-9 Se fores. Apesar de Abrão, por ser o mais velho da família, merecer mais respeito e prioridade de escolha, deu esta oportunidade a Ló. Andrews Study Byble.
10-13 Ló escolheu o fértil vale do Jordão e se mudou em direção ao leste; A escolha de Ló por um ambiente urbano alerta o leitor cuidadoso de Gênesis sobre os possíveis problemas, tendo em vista terem sido as cidades serem retratadas sob uma luz negativa (4:17-22, 11:1-9). Andrews Study Byble.
10 Sodoma e Gomorra. Pela primeira vez as duas ímpias cidades de Sodoma e Gomorra são vinculadas ao destino de Ló. Essas cidades parecem ter estado situadas ao sul do mar Morto, que no tempo de Abraão era muito menor do que hoje (ver Gn 14:3 [NTLH] e 19:24, 25). CBASD, vol. 1, p. 297.
Como o jardim do SENHOR. O fértil vale do Jordão, com sua vegetação tropical, parecia comparável ao que Moisés havia ouvido falar do paraíso perdido, e ao fértil Delta do Nilo, pelo qual Ló e Abraão haviam passado havia pouco. CBASD, vol. 1, p. 298.
12 Ia armando as suas tendas até Sodoma. A experiência de Ló é uma lição para o cristão tentado a trocar a felicidade eterna por vínculos terrenos e ganhos temporais. Primeiro, ele “viu” e depois “escolheu”. Deixando o vale do Jordão, ao norte do Mar Morto, ele armou sua tenda em direção a Sodoma e depois acabou se mudando para dentro da cidade (ver Gn 14:12; 19:1). Embora ele próprio fosse justo, sua fatídica decisão significou a perda de quase tudo que lhe era caro (PP, 168). CBASD, vol. 1, p. 298.
13 Os homens de Sodoma. Em geral, há mais depravação entre pessoas situadas em terras mais férteis e que desfrutam as vantagens de uma civilização avançada. … Constitui um dos perigos morais da prosperidade o fato de que os seres humanos se tornam tão satisfeitos com as coisas deste mundo que não sintam necessidade de Deus. CBASD, vol. 1, p. 298.
14-17 Abrão recebe outra promessa divina de terras. O resultado das escolhas de Ló e Abrão serão vistos nos próximos capítulos. Andrews Study Byble.
18 Um altar ao SENHOR. Cada memorial ao verdadeiro Deus expressava gratidão por Suas misericórdias e lealdade a Seus princípios. CBASD, vol. 1, p. 299
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Amigos,
Recomendo muito a leitura do livro Reavivados pela Palavra de Deus, disponibilizado gratuitamente pela Associação Ministerial mundial através do endereço abaixo.
Um excelente livro!
Destaco a frase da última capa: “O estudo da Palavra de Deus, que conduz a uma experiência transformadora com Jesus, está no próprio centro do reavivamento.” Mark Finley
http://cdn.ministerialassociation.org/docs/languages/portuguese/RevivedByGodsWord-Portuguese.pdf
Jeferson
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-12/
A promessa do Senhor a Abraão em Gênesis 12:2 revela outra verdade eterna, de longo alcance: “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção” (NVI). As bênçãos que Deus nos dá não devem ser egoisticamente acumuladas. Somos abençoados para abençoar. Ao compartilhamos as bênçãos que Deus nos deu, trazemos glória ao Seu nome.
E “…por meio de você todos os povos da terra serão abençoados” (v. 3 NVI). Deus abençoou Abraão para que ele pudesse abençoar a outros. Ele nos abençoa para que nossas famílias possam ser abençoadas através de nós. Nós nos tornamos um canal de bênçãos celestes para aqueles que nos rodeiam.
O caminho do sucesso e o caminho do fracasso andam muito próximos um do outro. Abraão comprometeu sua integridade ao declarar que Sara, sua esposa, era sua irmã. Sua falta de fé quase resultou em tragédia. Como o faraó afirmou corretamente: “eu poderia tê-la levado como minha esposa” [v. 17 tradução do autor]. A incredulidade de Abraão poderia ter causado a perda de quem ele mais amava. Anos mais tarde, Deus conduziu Abraão a um teste semelhante de fé. Quando Deus disse que Sara iria conceber na velhice, será que Abraão agora acreditaria em Deus?
Quando falhamos em um ponto, Deus nos leva ao mesmo lugar novamente e novamente. As aulas na escola do Senhor não podem ser desprezadas. Graças a Deus Abraão passou no teste. Do igual maneira, nós também podemos passar no teste.
Mark Finley
Evangelista
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=247
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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7 tua descendência. Literalmente, “tua semente” (singular). Faz referência à “semente” em 3:13. Andrews Study Byble.
13 minha irmã. A meia verdade de Abrão é tacitamente aceita por Sara. Tanto Abrão quanto Sara tinham o mesmo pai (20:12) […] O leitor é lembrado que mesmo sendo Abrão o pai da fé (Heb. 11:8-11, 17-19), ele ainda é um ser humano, com medos e falhas de caráter e é resgatado por Deus e pelas esposas/mães da fé, Como se verá, seus medos eram bem fundados. Andrews Study Byble.
17-20 Apesar de Abrão não parecer considerar a honra e integridade de Sara, Deus considera. Em resposta a pragas, o Faraó devolve Sara a Abrão e os manda de volta a Canaã. Note a importante ligação desta história com a posterior narrativa do Êxodo: Tanto Abrão quanto Israel são benvindos no Egito; eles sofrem e Deus intervem enviando pragas (o mesmo termo em Êx. 11.1); eles retornam carregando riquezas do Egito para Canaã. Andrews Study Byble.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-11/
Gênesis 11 apresenta pelo menos três verdades vitais.
A primeira é esta: o orgulho humano descontrolado leva ao desastre espiritual. Os construtores da torre de Babel queriam construir um nome para si (v. 4). Ao invés de glorificar a Deus e somente Deus, eles desejaram glorificar a si mesmos.
Em segundo lugar, os construtores de Babel rejeitaram a palavra explícita de Deus. Ele prometeu que este mundo não seria destruído novamente por um dilúvio. Quando Deus confundiu as falas, a raça humana perdeu um de seus fatores unificadores – a linguagem. A desobediência traz divisão. A unidade vem de obedecer a Deus, não de desconsiderar Seus mandamentos.
Há mais uma verdade importante nesse capítulo, que pode ser encontrada na genealogia de Sem. Gênesis 11 traça a linhagem dos filhos de Noé e, ao final, se concentra em Sem. Abraão descende da linha de Sem. Israel surge a partir da descendência de Abraão e é através dessa linha que o Messias nasce. Com séculos de antecedência Deus tinha um plano para Abraão e seus descendentes. Deus nunca é pego de surpresa. Ele está planejando um grande futuro para você.
Mark Finley
Evangelista
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=267
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Isabela Brossi, Jeferson e Gisele Quimelli
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1 linguagem. A linguagem é um importante unificador. O cap 11 descreve a existência de uma linguagem universal (Andrews Study Bible).
2 do Oriente. Ou para o oriente (Bíblia NVI). A mesma expressão hebraica em 2:8 é traduzida por “na direção do Oriente”, que é como ela deve ser entendida aqui. Mover-se para leste sempre marca um movimento negativo (p. ex.: Ló separando-sede Abrão [13:10-12]; Os filhos de Quetura indo na direção do Oriente [25:6]). 11:2 é reminiscente da jornada de Caim para o leste e a fundação de cidades pelos seus descendentes (4:14-17) (Andrews Study Bible).
Sinar têm referência às planícies da Babilônia (Bíblia Shedd).
4 torre… aos céus. Esta descrição sugere um esforço monumental motivado pelo orgulho (cf. Is 2.15-17). Os seres humanos – desta vez numa tentativa titânica de auto-afirmação corporativa – desafiam abertamente a Deus (Bíblia de Genebra).
Cujo tope. Eles tinham conhecimento maior do que se revela, nesse esforço por construir uma torre que alcançasse o céu. A melhor tradução do texto seria: “Uma torre que alcançasse o céu no tope”. Nos sítios que foram edificadas muitas das antiquíssimas cidades da Mesopotâmia encontram-se os remanescentes das torres que teriam sido construídas e ficaram incompletas, atingindo apenas alguns andares. Nas plaquetas de barro, tais torres são referidas como “zigurates” e relacionam-se com a vida religiosa dos povos antigos que ocupavam aquelas regiões. Na parte mais alta dos “zigurates” encontravam-se, usualmente, locais de culto e sacrifício (Bíblia Shedd).
O desejo de alcançar o céu (e estar livre de outro dilúvio) sugere que os construtores não confiam na promessa de Deus em 9:8-17. Contudo, o seu principal propósito era tornar célebre o nome para eles. A atitude dos construtores está em conflito com os desejos de Deus de tornar célebre [fazer um nome] para Abraão (12:2). A independência de Deus e auto-suficiência são algumas das mais importantes motivações. Muito vêem similaridades entre esta torre e os zigurates (grandes torres-templos), comuns nas culturas circundantes (Andrews Study Bible).
Estes construtores estavam tentando obter relevância e imortalidade nos seus feitos, porém apenas Deus pode dar um nome eterno (12.2) àqueles que engrandecem o nome dEle (4.26; 12.8; Is 63. 12, 14) (Bíblia de Genebra).
Para que não sejamos espalhados. Assim como Caim, no seu afastamento de Deus, esses pecadores orgulhosos temiam deslocamento e talvez temessem também uns aos outros (4.14). Assim como Caim, eles encontraram solução para isso numa cidade que se rebelava contra Deus – estratégia que envolvia desobedecer a ordem de Deus de “encher a terra” (9.1) (Bíblia de Genebra).
5 Desceu o Senhor. Texto chave da história. A descida de Deus é sempre conectada com eventos significantes: a entrega dos Dez Mandamentos (Êx. 19:11, 18, 10; 34:5), o estabelecimento de um sistema administrativo inovador (Num. 11:25), etc. (Andrews Study Bible).
A investigação divina antes do julgamento é frequentemente mencionada descrita em Gênesis (3.11-13; 4.9-10; 18.21). Ao invés de conflitar com a doutrina da onisciência divina (cf 6.6), esta descrição antropomórfica da atividade de Deus serve para enfatizar que o julgamento divino é sempre de acordo com a verdade. As torres da Mesopotâmia foram construídas como escadas para a descida dos deuses. Deus, porém, desce em julgamento nesta torre de orgulho humano (Bíblia de Genebra).
6 Confundamos. (Hebraico balal). Um jogo de palavras com o termo babel, ou Babilônia. considerando que os babilônios entendiam o nome de sua cidade como sendo “porta dos deuses” (babili), o significado deste jogo de palavras deve ser apreciado (Andrews Study Bible).
Aqui vemos a atitude de Deus que reconhece o valor da unidade e na paz quando são caracterizadas na santidade. Fora disso, melhor a divisão do que a apostasia coletiva (cf Lc 12.51). Pentecostes é um novo começo. O evangelho é proclamado em muitas línguas apontando para o cumprimento final de Sf 3.9, “Então darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do SENHOR, e o sirvam de comum acordo”. (Bíblia Shedd).
7 Desçamos. O emprego do plural sugere a Trindade (cf. Gn 1.26) (Bíblia Shedd).
8 dispersou. Ironicamente, ao invés de ganhar relevância e imortalidade, eles alcançaram alienação e dispersão. A expulsão já fora a triste sorte de Adão e Eva (3.23) e de Caim (4.12). Esse castigo foi também um ato da graça; no isolamento, os povos estariam mais inclinados a se voltar a Deus (12.3; At 17.26-27) (Bíblia de Genebra).
9 Babel. Isto é, Babilônia (Bíblia NVI). (cf o hebraico bala, confundir). Tanto a história como a arqueologia dão testemunho a respeito da confusão de línguas, fato que é reconhecido pela filologia comparada (Bíblia Shedd).
Babel, Babilônia e a grande Babilônia – essa é a linhagem da apostasia que sempre fez oposição à Igreja de Deus, como uma sombra, a mover-se furtivamente ao longo do muro ao nosso lado. Babel contrapõe-se a Abraão; Babilônia, a Jerusalém; a grande Jerusalém, à Noiva, a esposa do Cordeiro. “Retirai-vos dela, povo meu”, é o grio que ressoa através dos tempos (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
10 A descendência dos descendentes de Sem marca uma importante mudança em Gênesis: de uma história de uma perspectiva universal o texto agora muda para a história de um homem e sua família. A genealogia é o meio para conseguir esta mudança (Andrews Study Bible).
Da consideração da raça inteira, a atenção é solicitada a focalizar-se sobre apenas uma família genealógica, cujo cabeça torna-se o canal para a realização do plano divino da redenção (Bíblia Shedd).
Esta genealogia dos eleitos, como em 5.3-32, é inicialmente linear e, então, segmentada em três filhos […] Ela se sobrepõe a 10.21-3 e forma uma transição da história primeva para o relato de Abraão. Como é comum em antigas genealogias, esta genealogia aparentemente contém lacunas. Se fosse precisamente sequencial, os eventos dos caps. 9-11 cobririam menos de três séculos, todos os ancestrais de Abraão estariam vivos quando ele nasceu, e Sem sobreviveria ao período de Abraão em 14 anos. O propósito desta genealogia é relatar os avanços da linhagem messiânica (Bíblia de Genebra).
Gerar. Pode ter o sentido de ser ancestral ou predecessor, também nos versículos 11-25 (Bíblia NVI).
12 Arfaxade…Salá. A Septuaginta diz Aos 35 anos, Arfaxade gerou Cainã. Depois que gerou Cainã, Arfaxade viveu 430 anos e gerou outros filhos e filhas, e então morreu. Aos 130 anos, Cainã gerou Salá. Depois que gerou Salá, Cainã viveu 330 anos e gerou filhos e filhas. Veja Gen 10.24 e Lc 3.35.36 (Bíblia NVI).
15 Verifica-se claramente a redução da longevidade depois do dilúvio. Tanto o pecado, como as doenças por ele ocasionadas e até mesmo a misericórdia Divina, constribuíram para que assim acontecesse (Bíblia Shedd).
Na história sumeriana do dilúvio, a idade dos reis é também reduzida depois do dilúvio (Bíblia de Genebra).
27 Introduz a genealogia de Abrão (Andrews Study Bible).
28 Morreu Harã. A morte prematura de Harã explica o destino de seus filhos nesta família intimamente unida. Abraão adotou Ló, filho de Harã (v. 31; 12.4), e Naor casou-se com Milca, filha de Harã.
Ur dos caldeus. Provavelmente a importante cidade no Sul da Mesopotâmia, às margens do rio Eufrates (cerca de 3000-1900 a.C.), (Bíblia de Genebra).
Esta cidade tem sido desenterrada […] Era razoavelmente populosa e as ruínas revelam a existência de muita atividade comercial. Têm-se encontrado máquinas, instrumentos musicais, livros (de tabletes de argila) e até mesmo casas de diversão. Abraão deve ter tomado conhecimento da luxúria que ali proliferava (Bíblia Shedd).
29 . Os versos 29-30 interrompem o lento movimento de nomes e anos com a descrição das esposas dos filhos de Tera (Andrews Study Bible).
Sarai. Esta era filha de Tera, de uma mãe diferente da mãe de Abraão (20.2). A proibição de tais casamentos era desconhecida no período patriarcal (cf. Lv 18.9; 20.17; Dt 27.22). (Bíblia de Genebra).
a de Naor… filha de Harã. A lei mosaica posterior não proibe o casamento com uma sobrinha (Bíblia de Genebra).
30 Estéril. Sara e sua incapacidade de concepção é central para tudo que segue (Andrews Study Bible).
Essa menção à impossibilidade de ter filhos prenuncia a provisão miraculosa de uma descendência para continuar a linhagem da promessa da aliança (18.1-15; 21.1-12) (Bíblia de Genebra).
31 Tomou… saiu. Nenhuma razão é dada para a partida de Tera de Ur, mas Atos 7:2-5 pode sugerir que o chamado de Deus foi primeiramente dado a Abrão em Ur (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-10/
Genealogias são muitas vezes difíceis de ler e mais difíceis ainda de entender. No entanto, elas desempenham um papel importante em nossa compreensão da história da Bíblia. Elas mostram a continuidade das famílias, revelam a migração dos povos, fornecem ligações entre eventos bíblicos significantes, e nos permitem discernir mais claramente o inter-relacionamento dos personagens bíblicos.
Em Gênesis 10, três filhos de Noé e suas famílias se estabelecem em três áreas distintas. Os filhos de Cão se mudam para o nordeste da África e a Palestina. Os descendentes de Sem migram para a Mesopotâmia e o sudoeste da Arábia e as famílias de Jafé viajam para a Ásia Menor (atual Turquia) e Europa Ocidental. Eles se separam de acordo com sua “língua, famílias e nações.”
Obviamente surgiram dificuldades entre os filhos de Noé. Essas dificuldades os levaram a se mudar para diferentes lugares. Há momentos na vida em que se mudar para um lugar diferente é muito melhor do que permanecer e fazer guerra.
Há uma outra lição espiritual vital aqui. A fidelidade de Noé com Deus e sua obediência fiel não garantiram a fidelidade de seus próprios filhos. Assim como Noé, seus filhos também tiveram que fazer uma escolha decisiva para servir a Deus.
Compartilhe as lições espirituais que você vê neste capítulo desafiador.
Mark Finley
Evangelista
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=260
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Isabela Brossi, Jeferson e Gisele Quimelli
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