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1 prova. Trata-se, aqui, de uma prova para o fortalecimento da fé que Abraão possuía e não de uma tentação para o mal (cf Tg 1.12-15). Tal prova consistia na requisição daquilo que lhe era mais caro, aquilo que lhe era absolutamente indispensável e de maior valor (2). Esta prova, em vez de destruí-lo, traz Abraão ao cume de sua vida, seguindo a Jesus (Bíblia Shedd).
Eis-me aqui! O mesmo exemplo de Moisés (Êx. 3.4), Samuel (1Sm 3.4) e Isaías (Is 6.8). Ver também as próprias palavras de Cristo no mesmo sentido (Hb 10.7; cf Sl 40.7-8) (Bíblia de Genebra).
2 toma… oferece. O comando divino é atenuado por uma partícula de súplica (“please”) que não é refletida na tradução da Nova Bíblia King James [e na João F Almeida] (Andrews Study Bible).
teu único filho… a quem amas. Isaque é o filho amado, o único filho da promessa (25.1-18). Ismael foi deserdado e mandado embora (21.10,14), deixando Isaque como único filho de Abraão. Estes termos são aplicados a Cristo no Novo testamento (Mt 3.17, 17.5; Jo 3.16; Ef 1.6; 2Pe 1.17) (Bíblia de Genebra).
terra de Moriá. Mais tarde, este lugar veio a ser o local do templo em Jerusalém (2 Cr. 3:1). (Bíblia de Genebra).
A região montanhosa que circunda Jerusalém é a “terra de Moriá” (lit. “O mostrado por Jeová”). Abraão construiu o altar na montanha (cf v 9) onde, mais tarde, apareceu o Anjo do Senhor a Davi (2 Sm 24.16, 17; cf 2 Cr 3.1) e, subsequentemente, situara-se o templo. (Bíblia Shedd).
A distância de Berseba a Jerusalém é de aprox. 50 milhas (80 km), que corresponde a três dias de viagem (Gên. 22:4) (Andrews Study Bible).
oferece-o. Texto extremamente difícil. Sacrifícios humanos são claramente proibidos na lei do VT (Lev. 18:21; Deut. 12:31; 18:10). A referência à “prova” de Deus (Gênesis 22:1) prepara o leitor para aguardar um julgamento (Andrews Study Bible).
Em princípio, esta ordem nos deixa perplexos. Sem conhecer o que Deus realmente queria (cf. Êx 13.11-13; 22.29; 34.19-20), a ordem parece contradizer o sexto mandamento (Êx 20.13). À medida em que a narrativa se desdobra, entretanto, fica evidente que o teste era para verificar se Abraão levaria adiante a preparação para o sacrifício enquanto procurava se ater firmemente à promessa de 21.12: “porque por Isaque será chamada a tua descendência.” Abraão sabia que Deus se comprometera a manter a promessa e que Isaque, uma vez morto, não daria continuidade à linhagem da promessa. Hb 11.19 revela o segredo de Abraão: este concluiu que “Deus era poderoso até para ressuscitá-lo (Isaque) dentre os mortos” (Bíblia de Genebra).
holocausto. Sacrifício totalmente queimado (Bíblia NVI).
3 A obediência de Abraão foi imediata. Ele se levantou cedo, de madrugada. Foi exata. Foi executada em espírito de culto. Foi contagiosa, porque Isaque usou, falando ao pai, a mesma expressão que este usara para com Deus: “Eis-me aqui” (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
4 terceiro dia. Frequentemente um momento decisivo em histórias bíblicas (31:22; 34:25; Êx. 19:11; Jz. 20:30; Est. 5:1; Mat. 16:21; Mc. 9:31; Lc. 9:22, etc.) (Andrews Study Bible).
5 Eu e o rapaz. Cada um dos três verbos da sequência a seguir está na primeira pessoa do plural. A tradução não reflete a fé profética implícita no hebraico. Literalmente, Abraão disse aos dois servos: “Eu e o rapaz – nós iremos até lá, nós adoraremos e nós voltaremos.”Embora não compreendesse o propósito de Deus, ele acreditava que Deus ressuscitaria Isaque dos mortos (Hb 11:19). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 356.
voltaremos. Um expressão de fé, semelhante à resposta de Abraão em Gên. 22:8 (Andrews Study Bible).
Era a firme convicção de Abraão que ele e Isaque, de fato, voltariam. Sua fé, destacada em Hb 11.17-19, se fundamentava sobre a promessa de Deus claramente proferida, “… por Isaque será chamada a tua descendência” (21.12) (Bíblia Shedd).
7 Isaque perguntou: “Onde está o cordeiro?” João Batista dá a resposta em João 1.29 (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
8 Deus proverá… o cordeiro. Este versículo é profético, tanto na experiência de Abraão, como concernente à primeira vinda de Cristo e sua morte sacrifical por nós (cf Jo 1.29 e Rm 5.8). O v 5 deixa patente que Abraão admite que Isaque haveria de voltar com ele, que por efeito de uma intervenção especial antes de oferecê-lo, quer pela ressurreição da vítima (Hb 11.19) (Bíblia Shedd).
9 Edificou Abraão um altar. Ao chegar ao local onde séculos mais tarde estaria o templo, pai e filho ergueram um altar. Salém, a cidade de Melquisedeque, ficava a curta distância ao sul. Mas um pouco mais adiante, a noroeste, ficava a colina mais tare conhecida como Gólgota. CBASD, vol. 1, p. 358.
amarrou. Após a construção do altar, Isaque é “amarrado” e colocado sobre o altar. Devido ao foco sobre a fé de Abraão, o autor bíblico proveu muito pouca informação sobre a reação de Isaque. Desde que ele era forte o suficiente para carregar a lenha, ele certamente teria sido capaz de resistir ao idoso pai. A amarração da vítima sacrifical não aparece em mais nenhum outro lugar no VT e dá o nome (aqedah) à história na literatura judaica (Andrews Study Bible).
10 e, estendendo a mão, tomou o cutelo. Descrição em câmera lenta do momento mais comovente de Abraão (Andrews Study Bible).
11 Abraão! Abraão! O duplo chamado a Abraão expressa urgência. Abraão tinha passado no teste, mas seu compromisso, obediência e sofrimento são somente uma sombra do imenso sacrifício de Cristo que é o verdadeiro Cordeiro que salva o mundo (Mc. 10:45; Jo. 1:29, 36; 2 Cor. 5:17-21; 1 Ped. 1:18-19). Abraão vê o cordeiro no arbusto (compare com Gên. 21:19) e o oferece “em lugar de seu filho”, uma clara referência ao concerto de substituição (Andrews Study Bible).
Foi somente no último instante que o cordeiro foi mostrado e houve a substituição. Só quando chegamos ao monte do sacrifício é que vemos o livramento de Deus. Só quando Faraó já tinha quase alcançado Israel foi que se abriu um caminho no mar Vermelho. Foi pela madrugada que Jesus veio andando sobre a água. O anjo libertou Pedro pouco antes da execução. Deus nunca chega um instante mais cedo ou mais tarde (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
12 não me negaste… o teu único filho. Há um paralelismo admirável entre o acontecimento aqui descrito e o oferecimento de Cristo por nós: 1) Ambos, tanto Isaque como Cristo, foram obedientes até à morte (observe-se o fato de que Isaque era, então, um jovem e, como tal, bem mais forte do que o era Abraão, v 6); 2) Ambos, tanto Abraão como Deus, o Pai celestial, “não poupou a Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou” (Jo 3.16 e Rm 8.32); 3) O cordeiro que viera a substituir Isaque é paralelo a Cristo, que se ofereceu em substituição por todos nós que nEle cremos (Hb 10.5-10); 4) Ambos, tanto Isaque como Cristo, foram restaurados (cf Hb.11-17-19). (Bíblia Shedd).
13 em lugar de seu filho. O propósito substitutivo do sacrifício é evidente e prenuncia o sacrifício de Cristo, que morreu em nosso lugar (Mc 10.45; Rm 8.32; 2Co 5.21; Tt 2.14) (Bíblia de Genebra).
14 O SENHOR Proverá. Lit “Jeová-Jireh“. É a mesma expressão que Abraão usou no v 8 (Bíblia Shedd).
A palavra hebraica aqui traduzida por “proverá” significa “ver” ou “prover” (usada nos vs. 4.8, 13-14). O nome que Abraão dá ao lugar demonstra que ele percebe a revelação do propósito salvífico deDeus (Bíblia de Genebra).
16 Jurei, por mim mesmo. Deus reforça a certeza da Sua promessa infalível deste juramento (15.8-21; 22.17; Hb 6.13-18). Enquanto os serres humanos pecadores e falíveis juram por uma autoridade maior do que eles mesmos, Deus, o Ser e Autoridade Supremos, jura por si mesmo (Hb 6.13) (Bíblia de Genebra).
não me negaste o teu único filho. A ação de Abraão aponta para a provisão de Deus de “seu único filho” como o sacrifício final pelo pecado (Jo 3.16; Rm 8.32) (Bíblia de Genebra).
17 descendência como as estrelas… a areia. Tão somente neste (sic) século XX é que a correlação exata existente entre o número de estrelas e grãos de areia se tem tornado conhecida. Enquanto se sabe que, somente cerca de trezentas estrelas são visíveis a olho nu, a invenção de telescópios capazes de atingir a mais de um bilhão de anos-luz através do espaço, tem permitido a certo cientista de renome, afirmar que o número total de estrelas equivale ao número de grãos de areia existentes em todas as praias do globo. Entretanto, não é pelo número dos descendentes de Abraão que o mundo haveria de ser bendito (8), mas sim, mediante o descendente único, isto é, Cristo (cf Gl 3.16) (Bíblia Shedd).
Possuirá a cidade de seus inimigos. Isso é provavelmente uma predição de que seus descendentes seriam vitoriosos sobre os inimigos na futura conquista de Canaã. Pode incluir Também o triunfo da verdade sobre os sistemas religiosos pagãos, isto é, a conversão dos pagãos através do esforço dos pagãos missionários dos filhos espirituais de Abraão. CBASD, vol. 1, p. 359.
20-24 Uma breve nota genealógica prepara o caminho para o cap. 24 e à importante questão de encontrar uma esposa adequada ao filho prometido (e redimido) (Andrews Study Bible).
Esta seção final do relato de Tera fornece a transição da liderança patriarcal deAbraão para Isaque (2.4). Ela narra a morte de Sara (cap. 23), o casamento de Isaque com Rebeca (cap. 24), a exclusão de outros filhos de Abraão, deixando Isaque como único herdeiro, (25.1-6) e a morte de Abraão (25.7-11) (Bíblia de Genebra).
23 Betuel gerou a Rebeca. Nada se sabe dos outros filhos de Naor; somente sobre Betuel, o filho mais novo. Betuel é importante por ser o pai de Laboratório e Rebeca (ver Gn 24:15, 24, 47, 50; 25:20; 28:2, 5). O nome Betuel, literalmente “habitação de Deus”, pode indicar que ele era um homem piedoso. A omissão do nome de Labão nesta lista sugere que ele ainda não era nascido. CBASD, vol. 1, p. 360.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-21/
O filho prometido nasceu “na época fixada por Deus em Sua promessa” (v. 2 NVI). Compare com Gálatas 4:4. Deus nunca falha em Suas promessas, e Ele sempre age na hora certa. Abraão também manteve a sua parte do pacto, circuncidando Isaque no oitavo dia “conforme Deus lhe havia ordenado” (v. 4 NVI).
Ismael, agora com 14 anos de idade (cf. 16:16; 17: 24-26), escarnecia do nascimento de Isaque, não só por se sentir superior, mas também por ciúmes pela alegria que seu irmão mais novo havia trazido para a casa (vv. 6 -8) e porque as divinas promessas se cumpririam através de Isaque (v 12; cf. 17:19). Apesar das promessas feitas a Ismael e seus descendentes (17:20; 21:13), o pacto da salvação da raça humana através da semente prometida da mulher (Gn 3:15; 12:3; Gl 4:4-5) ocorreria através de Isaque (Gên 21:12). Compare essa situação com a alegoria que Paulo descreve em Gálatas 4:21-31. Que lições temos aqui para nós?
Apesar de anteriormente Abraão ter apresentado imperfeitamente os princípios corretos na presença de Abimeleque, rei de Gerar, na terra dos filisteus (Gên 20), Abimeleque observa que Deus está com Abraão em tudo o que ele faz (v 22), e insiste que Abraão faça uma aliança com ele para para que retornem a um bom relacionamento (v 23; cf. 20:14).
Podem os observadores dizer que, apesar das nossas falhas, Deus está conosco em tudo o que fazemos? Desejam eles entrar em uma relação de aliança conosco, porque Deus está conosco?
Edwin Reynolds
Professor, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=251
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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1 visitou. Marca uma intervenção direta divina. A mesma expressão é utilizada em 1 Sam 2:21 quando Deus dá um filho à estéril Ana. Quando Deus “visita” Seu povo, Ele age como Salvador (Êx. 4:31) ou como Juiz (Êx. 20:5; 34:7) (Andrews Study Bible).
cumpriu. Este é um maravilhoso comentário a respeito da natureza de Deus que exulta em realizar os que aos homens parece impossível, cumprindo sua promessa feita aos que creem em Sua palavra (cf Gn 17.15,16) (Bíblia Shedd).
2 na sua velhice, no tempo determinado. Ver 17.17,24; 18.11-14. O grande descendente de Abraão também veio no tempo determinado (Gl 4.4) (Bíblia de Genebra).
6-7 riso. O riso de incredulidade (17:17) se tornou um riso de alegria (Andrews Study Bible).
7 Abraão e Sara estavam resignados a aceitar Ismael, como se este desse cumprimento à promessa de Deus. Não obstante, os padrões divinos são muito mais excelentes (Gl 4.22-31).
8 desmamado. Importante rito de passagem, marcando a transição da primeira para a segunda infância [infancy to childhood]. O desmame geralmente acontecia após os três anos de idade (1 Sam. 1:22-25) (Andrews Study Bible).
Este rito de passagem do perigoso estágio dos primeiros anos até a parte posterior da infância ocorria por volta dos três anos de idade. Aqui a ocasião é celebrada com um banquete (Bíblia de Genebra).
9 caçoava. A raiz hebraica é a mesma do nome de Isaque, mas se refere a uma risada desejando dano ou mal (19:14; Êx. 32:6; Jz. 16:25) ou abuso (Andrews Study Bible).
10 Rejeita. A ponto de deserdar (cf. 25.5-6). escrava. A palavra hebraica aqui difere da que foi traduzida por “serva” em 16.1. Em sua ira, Sara enfatiza a posição servil de Agar – uma indicação da animosidade entre as duas rivais (Bíblia de Genebra).
11 Abraão fica angustiado pelo pedido de Sara de não deixar herança para Ismael (Andrews Study Bible).
As leis da época, reveladas nos tabletes de Nuzi, indicam não só o fato de que o filho da esposa tinha precedência sobre o filho da escrava no caso de herança, mas também que o filho da serva não podia ser expulso depois do nascimento do filho da esposa (Bíblia Shedd).
12 Deus desfez os receios de Abraão, asseverando-lhe que Isaque era, realmente, o continuador da linha genealógica da bênção prometida (Bíblia Shedd).
12-13 Deus endossa o pedido de Sara, mas inclui uma bênção especial para Ismael. Note-se que Ismael não é referenciado em todo o capítulo (Andrews Study Bible).
14-16 Expulsão de Hagar e Ismael. Um odre de água poderia conter em torno de 3 galões (ou 11 l). menino. O texto indica aqui uma pessoa inexperiente e não necessariamente sugere idade (veja também Prov. 7:7). Ismael tem aqui em torno de 16 anos de idade (Andrews Study Bible).
17 A referência ao fato de Deus ter ouvido (Ismael significa “Deus ouve”) a voz de Ismael, indica que Abraão lhe havia ensinado a orar (Bíblia Shedd).
17-19 Deus ouve a voz do menino e fala à sua mãe, prometendo uma bênção inesperada. Ele abre os olhos de Agar (22:13; 2 Reis 6:17). Note a ligação entre Gên. 21 e 22. Ambas as sementes de Abraão, a natural e a não natural, experimentam teste de Deus e ambas as histórias compartilham poderosos paralelos: 1) jornada ao desconhecido sob o comando do Senhor; 2) provisão para a jornada; 3) filhos levado a ponto de morte; 4) intervenção do mensageiro de Deus; 5) pai/mãe subitamente vê a solução para a situação; 6) promessa de bênção divina (Andrews Study Bible).
19 Clamemos a Deus; ele abrirá fontes no meio de nossos desertos. Por trás do doloroso destino de Hagar e seu filho o plano divino estava em execução. O ensino da Escritura é o seguinte: nossa vida está sendo dirigida e nossos passos, preparados. Nós devemos nos preocupar somente em encontrar o caminho. Peçamos a Deus para abrir nossos olhos para que vejamos as fontes que há junto de nós, bem como o caminho que se abre á nossa frente (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
21 deserto de Parã. Uma região na porção centro-leste da península do Sinai. A partida de Ismael da família sela seu destino; ele não herdará as promessas divinas de descendência e terra (Bíblia de Genebra).
22-34 Direitos de água eram cruciais (cap. 26) (Andrews Study Bible).
Através da bênção divina, Abraão e sua casa tornaram-se uma presença numerosa na terra (14.13; 23.6). O fato de que um rei filisteu e seu comandante buscaram uma aliança permanente de não-agressão com Abraão e seus descendentes nos dá uma evidência concreta das ricas bênçãos pactuais de Deus sobre Abraão (Bíblia de Genebra).
22 Abimeleque, aqui, pode ser ou não o mesmo rei referido no capítulo 20. Não se tratava de um nome pessoal, e sim, de um título como os de Faraó, rei, ou presidente. Deus é contigo. Empolgante característica dos patriarcas (Isaque, 26.12, 28; Jacó, 30.27; José, 39.3) (Bíblia Shedd).
30 sete cordeiras. A oferta de sete cordeiras, feita por Abraão, é descrição de uma das maneiras pelas quais se estabeleciam alianças. O nome Berseba (“fonte dos sete”) indica que o poço era reconhecido como pertencente a Abraão mediante ajuste solenemente celebrado (Bíblia Shedd).
33 plantou Abraão tamargueiras. Antes da centralização do culto no Tabernáculo ou no templo, era costume plantarem-se árvores como memorial relacionado com certos acontecimentos religiosos. Abraão assim procedeu em Berseba e prestou culto ao Deus da Eternidade (heb El Olam) que é de eternidade a eternidade, nome particularmente apropriado quando em conexão com o estabelecimento de uma aliança. Cada nome de Deus, em Gênesis, revela um novo aspecto de sua auto-revelação (cf 14.18; 16.13; 17.1; 33.20; 35.7) (Bíblia Shedd).
Onde quer que o cristão habite ele deveria orar, deixando atrás de si sempre árvores e poços (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
34 foi… morador. O termo hebraico aqui pode ser traduzido como “residente de curta permanência”. O termo denota um estrangeiro residente (Êx. 6.4; Hb 11.9,13) (Bíblia de Genebra).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-20/
Abraão, que era tão humano e falível quanto nós, não havia aprendido a lição de seu erro no Egito. Ele repete agora a mesma decepção com Abimeleque, rei dos filisteus. Quao frequentemente representamos mal a Deus quando deveríamos ser seus representantes diante do mundo. Quantas vezes nós representamos mal a Deus, quando deveríamos ser seus representantes perante o mundo?
Deus poupou Abimeleque de pecar involuntariamente ao aparecer a ele em um sonho (v. 6), mas Deus não havia rejeitado Seu amigo Abraão. Deus instruiu Abimeleque que o profeta errante iria rezar por ele e ele viveria (vv. 7,17-18). Quando confrontado pelo rei pagão a respeito de sua desonestidade, Abraão confessou que pensara (erradamente) que as pessoas daquele lugar não temiam a Deus (vv. 9-11). Na verdade, ele tentava racionalizar sua mentira (vv. 12-13).
Será que estamos, às vezes, nos sujeitando à vergonha quando aqueles que consideramos incrédulos acabam por ser mais justos do que nós? Deus está também trabalhando nas vidas dos “ímpios”, para salvá-los. Devemos ter cuidado para não julgá-los, pois eles também são preciosos aos olhos de Deus, e eles podem ter mais integridade do que nós, ao menos por algumas vezes.
Edwin Reynolds
Professor, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=253
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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1-18 O homem de fé falha pela segunda vez em teste de fé. Um teste adicional será necessário (Andrews Study Bible).
1 Desta vez Abraão escolheu se estabelecer em Gerar, uma cidade localizada a meio caminho entre Berseba [Beer-sheva – o poço da aliança] e Gaza, na fronteira sul de Canaã. Gênesis 21:32 liga Abimeleque com os filisteus. Os filisteus, conhecidos do tempo dos juízes, tinham se estabelecido ao longo da costa caananita (Andrews Study Bible).
Neguebe se refere à parte meridional da Palestina (a palavra quer dizer: “Terra do Sul”), que é deserta em sua maior parte. Ainda hoje é chamada Negueb ou Negev. Gerar ficava a cerca de 10 km ao sul de Gaza, na fronteira da Filístia (Bíblia Shedd).
2 Como em Gên 12.12, Abraão consente em proferir uma meia verdade para proteger sua vida e propriedade. O relato bíblico dos deslizes de tão extraordinária personalidade como o era Abraão, é indício seguro da inspiração divina. Seria despropositado admitir-se que um judeu incluísse o registro dos pecados do grande pai da pátria, se só tivesse por objetivo descrever a história (Bíblia Shedd).
Abimeleque. Lit. “meu pai é rei” ou “pai de um rei” [av=pai; melech=rei]. Este Abimeleque era, provavelmente, o pai ou avô do Abimeleque encontrado por Isaque (26.1). Um governante de Tiro (cerca de 1375 a.C) tinha este nome, que talvez fosse um título real (Sl 34; cf 1Sm 27.2) (Bíblia de Genebra).
Mandou buscá-la. Ver 12.15. Um pouco antes da concepção de Isaque (18.10-14; 21.1-2), o plano da redenção através da descendência de Abraão foi colocado em perigo. Mais uma vez, percebe-se que a salvação depende do Senhor fiel, não de seres humanos infiéis; o Senhor protegeu a pureza de Sara (vs 4,6) (Bíblia de Genebra).
3 sonho. Modo divino de comunicação, mesmo àqueles externos à comunidade da aliança (28:12; 40:5; Num. 22:9,20). Punido de morte. Adultério era considerado um grande pecado entre muitos povos semíticos, como visto em muito contratos de casamento egípcios e ugaritas (Andrews Study Bible).
Muitos códigos de lei antigos, incluindo o de Hamurábi, continham provisões para se lidar com o adultério (Bíblia de Genebra).
4-5 A defesa de Abimeleque é razoável e destaca que nenhuma relação sexual havia acontecido, fato confirmado por Deus em vv. 6-7 (Andrews Study Bible).
5 Com sinceridade de coração. Deus julga as pessoas que não tem a lei escrita de acordo com as suas consciências (3.8; 6.9; Rm 2.14) (Bíblia de Genebra).
5-9 Algumas pessoas que estão fora dos nossos círculos cristãos exibem uma moral tão elevada, que chega a envergonhar-nos. Ela aparece inesperadamente nos caracteres mais improváveis, como aqui na repreensão de Abimeleque a Abraão. […] Deus tem comunicação direta com tais homens, mas eles precisam de nossa oração e do nosso auxílio. (Ver os versículos 3 e 17.) (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
6 pecares contra mim. Esta é uma nota muito instrutiva a respeito do pecado que é, precipuamente, contra Deus e só secundariamente contra a pessoa envolvida. Esta verdade foi de muito auxílio a José na hora da tentação (39.9). É, também, o fator decisivo entrevisto na confissão feita por Davi depois de cometer adultério e assassínio (2 Sm 12.13) (Bíblia Shedd).
7 profeta. Enfatiza o papel intercessório do profeta. Abraão foi a primeira pessoa na Bíblia chamada de “profeta” (Andrews Study Bible).
Abraão era um homem de Deus que recebia revelações e intercedia por outros (12.7; 15.1; 18.17) (Bíblia de Genebra).
Sua significação é “porta-voz de Deus”, denotando a relação especial mantida entre Abraão e Deus que lhe revelava Sua vontade e sua mensagem de modo direto (Bíblia Shedd).
8 chamou todos os seus servos. Por vezes, quando um filho de Deus se obstina em pecar, Deus o leva a uma condição de opróbrio mediante a revelação pública de seus erros. Que vergonha aquela, para Abraão, verificar que Abimeleque se demonstrava mais “temente a Deus” do que ele! (Bíblia Shedd).
11 temor de Deus. Diferente de “temor do Senhor”. Este último significa respeito pela revelação especial da Escritura (Sal. 19:9; 34:11); o primeiro se refere a uma revelação mais geral e é frequentemente ligada à consciência humana (2 Cr. 20:29; Sal. 36.1). Abraão interpretou totalmente errado a situação, o que causou grande sofrimento a Abimeleque. Ele está, contudo, em “boa” companhia ao exemplo de Jonas (Jon. 3:5-4-11) (Andrews Study Bible).
A falta de absoluta sinceridade se mostra no esforço por parte de Abraão de culpar, literalmente, “os deuses (ou Deus) que me causaram andar errante…” (13). Até parece um homem do mundo falando com outro (Bíblia Shedd).
14-16 Abimeleque dá a Abraão presentes especiais e também paga uma “taxa de honra” de 1.000 peças de prata (ou shekels) – uma quantia fabulosa, considerando que trabalhadores babilônicos recebiam meio shekel por mês (Andrews Study Bible).
16 a teu irmão. A convenção social obrigava que o presente a Sara fosse dado através do cabeça masculino da família (Bíblia de Genebra).
perante todos estás justificada. NVI: para reparar a ofensa feita a você. Hebraico: para que lhe seja um véu para os olhos (Bíblia NVI).
Abimeleque estava inculpável na situação e não tinha qualquer obrigação com Abraão ou Sara (v. 6). Em consideração ao Deus de Abraão, entretanto, Abimeleque busca restaurar a honra que Sara possa ter perdido diante dos outros (Bíblia de Genebra).
17-18 orando Abraão. A oração intercessória de Abraão abre o útero das mulheres da casa de Abimeleque. Note a ironia: se Deus pode responder a oração de Abraão em favor de mulheres pagãs, quanto mais pela mulher de Abraão? (Andrews Study Bible).
Ainda que Abraão, por falta de fé na providência de Deus e na sua proteção, tenha transgredido, ele é restaurado à comunhão. Quando ele ora, Deus responde. Assim também acontece com todo crente verdadeiro que confessa seu pecado e volta-se para a comunhão com Deus (cj 1 Jo 1.9-2.2) (Bíblia Shedd).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-19/
Deus comissionou duas testemunhas para investigar Sodoma pessoalmente, tendo em vista que este seria seu julgamento final e não deveria haver nenhuma dúvida da justa penalidade a aplicar (cf. 18:25; Dt 17:6; 19:15; 2 Cor 13:1).
Sodoma foi condenada não só pela sua imoralidade sexual e perversão (Jd 7), mas também pela sua arrogância, excesso de indulgência, prosperidade egoísta e por não cuidar dos pobres e necessitados (Ez 16:49-50). Por sua incapacidade de ser hospitaleira aos estranhos que ali se refugiaram e sua perversão sexual manifestada aos convidados de Ló, Sodoma condenou a si própria perante as duas testemunhas de Deus. Ló e sua família foram então instruídos pelos dois anjos a fugir antes que fossem apanhados em sua punição.
A relutância com que a família de Ló respondeu à ordem para fugir da cidade e sua destruição mostra a perigosa influência dos atrativos de uma vizinhança. Quando Ló se mudou com sua família para o vale do Jordão, perto dessas cidades ímpias, e posteriormente para a própria cidade de Sodoma, ele deve ter tido alguma consciência dos perigos aos quais estava submetendo sua família (cf. 2 Pedro 2:7-8), mas ele ignorou os riscos e os expôs a más influências, o que consequentemente resultaria em sua destruição.
A mulher de Ló pereceu porque seu coração permaneceu envolvido com os encantos da cidade (Gn 18:26), e as duas filhas de Ló demonstraram a influência perniciosa de Sodoma através de uma relação incestuosa com o pai (vv. 30- 36). Estamos nós descuidados a respeito das influências que nos cercam? Qual será o resultado disso?
Sodoma e Gomorra se tornaram para sempre o exemplo de como Deus lidará com a maldade impenitente (2 Pedro 2:6), e a tragédia de Ló e sua família fornece uma lição sobre os perigos de nos permitirmos ser corrompidos pelas atrações e caminhos do mundo (cf. 1 João 2:15-17).
Edwin Reynolds
Professor, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/19
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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1-38 A destruição de Sodoma e Gomorra é outro exemplo de julgamento divino devido a impiedade crescente (caps. 6-9). Desta vez, entretanto, é limitada a uma região em particular. A localização de Sodoma é incerta, apesar de que Bab edh-Dhra (no lado sudeste do Mar Morto) seja a mais provável candidata. Restos de uma cidade da era do bronze, com uma enorme camada de cinzas e seu grande cemitério, mostrando também evidências de destruição por fogo fazem esta uma boa possibilidade (Andrews Study Bible).
Esse capítulo levanta o véu de sobre o ministério dos anjos. O Senhor dos anjos permaneceu com Abraão nas alturas. Ele também, em épocas futuras, teria de descer às Sodomas humanas para buscar e salvar os perdidos, mas naquela ocasião delegou essa tarefa aos anjos até chegar a plenitude dos tempos (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
1 Ló arrola-se entre os homens cujas vidas estão relatadas na Bíblia para prevenir-nos que um bom começo necessariamente não é nenhuma garantia quanto a um bom fim. Observem-se os casos de Balaão, Saul e Salomão. Ló contava com as mesmas vantagens de Abraão, mas parece que as riquezas deste mundo lhe eram de maior valor do que o “país celestial”, aquele cujo artífice é Deus (Heb. 11.16) (Bíblia Shedd).
Ló está sentado ao portão da cidade, o customeiro centro legal e comercial das cidades antigas (Deut. 21:18-20; Rute 4:1-11; Est. 2:19-23). Ele está de forma lenta mas seguramente sendo assimilado pela sociedade sodomita (Gên. 14:12; 19:14), mas está preocupado com a segurança dos dois estrangeiros (vv. 2-3) (Andrews Study Bible).
prostou-se. Em toda a história, Ló demonstrou sua justiça pela hospitalidade a estranhos (18.2; cf 2Pe 2.6-7) [assim como seu apelo no v. 7] (Bíblia de Genebra).
4 moços… velhos… todo o povo de todos os lados. Estes detalhes são importantes para demonstrar que todos os que foram destruídos eram ímpios (18.23). Ver também 6.5, 8.21; Rm 1.26-32 (Bíblia de Genebra).
4-9 A população masculina de Sodoma justifica o juízo iminente pela sua ação sexual imoral (Andrews Study Bible).
8 As leias da hospitalidade exigiam que os hóspedes estivessem a salvo enquanto permanecessem sob to teto de Ló. Os mesmos costumes vigoram ainda no Oriente Médio. embora o estar assentado à porta da cidade (cf v 1) denote a importância em que era tido, porque a porta era como o “Paço da cidade” onde os negócios oficiais eram levados a efeito, onde se preparavam os documentos, celebravam-se os casamentos e a justiça se pronunciava (cf Rt 4.1,2), o fato é que tudo indica que Ló não impunha suficiente respeito no sentido de dissuadir os sodomitas a propósito da pecaminosidade que revelavam (Bíblia Shedd).
12-16 Nem mesmo dez pessoas justas [retas] puderam ser achadas. A salvação é baseada inteiramente na graça divina (Tito 3:5) e não em ação humana (Andrews Study Bible).
14 Um dos resultados da negligência de Ló verifica-se nos noivados inconvenientes de suas filhas. Aa dureza de coração dos genros de Ló está bem clara no fato de não terem feito nenhum caso das exortações que lhes fizera. Transparece aqui a probabilidade de que Ló tivesse vivido por muito tempo como qualquer deles, de modo que sua mensagem lhes era inútil (Bíblia Shedd).
16 se demorasse. A posição social de Ló na cidade era, provavelmente, devida á sua grande riqueza (13.6) e porque seu tio Abraão havia salvo a cidade (cap. 14). Agora, tendo que fugir deixando todos os confortos da cidade (vs. 18-21), Ló hesita (Bíblia de Genebra).
Digna de nota é a asseveração de que Ló e família foram salvos exclusivamente por efeito da misericórdia do Senhor. A salvação eterna tem sua base no mesmo princípio
18-2 (Ef 2.8-9). Ló reconhece ter encontrado graça diante do Senhor (19) (Bíblia Shedd).
19-20 Ló objeta (e discute) em meio a um inferno iminente (Andrews Study Bible).
22 Zoar significa pequena (Bíblia NVI).
24 fez o Senhor chover enxofre e fogo, da parte do Senhor. Por esta ênfase focada na ação do Senhor (“O SENHOR fez chover” e “do SENHOR”), o texto O retrata utilizando deliberada e extraordinariamente medidas para trazer a destruição cataclísmica à região, que anteriormente tinha sido tão exuberante quanto o Egito (13:10). Profetas posteriores tomaram isto como um símbolo definitivo de destruição (Jer. 49:18; Sof. 2:9) (Andrews Study Bible).
Alguns admitem, em face de estudos feitos em áreas circunjacentes ao Mar Morto, que teria ocorrido uma erupção vulcânica, a qual lançara enxofre, sais minerais e gazes incandescentes, erupção essa acompanhada por terremoto, de modo a destruir completamente aquelas corruptas cidades de Sodoma e Gomorra. Em alguns milagres, Deus usa de meios naturais para mostrar Seu controle sobre toda a natureza, a todo instante (Bíblia Shedd).
24,25 “Deus destruiu Sodoma e Gomorra e outra três cidades. na margem oriental do mar Morto estão os restos de cinco cidades que, apesar de sua localização e da presença de água fresca, continuam em ruínas” (Richard Gunther) (citado na Bíblia NVI).
26 O exemplo da mulher de Ló é uma lição contra a vacilação quando o julgamento divino está próximo (Lc 17.28-37) (Bíblia de Genebra).
A situação da mulher de Ló indica a dureza de coração, consequente da incredulidade (17). A frase “olhou para trás”, em hebraico significa “demorou-se”, denotando serem os desejos relativos à luxúria perdida bem mais fortes que o interesse que a salvação gratuitamente oferecida pelo Senhor lhe poderia despertar. A mulher de Ló é tornada pelo Senhor Jesus como exemplo para advertir-nos quanto à época da sua volta (ver Lc 17.28-33) (Bíblia Shedd).
É fatal olhar para trás. Todo o nosso passado está repleto das lembranças de nossos pecados e falhas. Resta apenas uma esperança. Fujamos para a cruz do Divino Redentor! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
29 É importante observar-se que a salvação de Ló foi devida à intercessão de Abraão. O capítulo 14 nos fala de Abraão recuperando-o por meio de espada; o capítulo 18, mediante a intercessão (Bíblia Shedd).
Nas cidades modernas há indícios dos pecados que causaram a destruição de Sodoma. Testemunhemos contra eles, de modo a impedir a inevitável condenação (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
30 receavam permanecer em Zoar. Ironicamente, enquanto Ló procurou viver em Zoar por causa de seu temor em viver nos montes (v. 19), ele agora vive nos montes por temer Zoar. Note o contraste da prosperidade e perspectiva de Ló em 13.1-13 (Bíblia de Genebra).
30-38 Fugir para o leste separa Ló ainda mais da família de Abraão e das promessas divinas. O resultado envolve incesto e a origem de dois povos que se opuseram decididamente a Israel, isto é, os moabitas e amonitas. […] Apesar da família nuclear de Ló ter sido salva de Sodoma, os valores e princípios de Sodoma sobreviveram com eles (Andrews Study Bible).
31 velho. Ló estava muito velho para se casar novamente e, provavelmente, não teria outros descendentes (Bíblia de Genebra).
32 beber vinho, deitemo-nos. a iniciativa das filhas de Ló contrasta com a de Ló que, aparentemente, não se esforçou para encontrar marido para elas. A sua imoralidade sexual prenuncia a sedução de suas descendentes sobre os homens de Israel (Nm 25) (Bíblia de Genebra).
36 Ló foi salvo de Sodoma, mas levou Sodoma dentro de si (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
37 Moabe assemelha-se à expressão hebraica que significa do pai [Mo-av] (Bíblia NVI).
38 Ben Ami significa filho do meu povo (Bíblia NVI).
37-38 Esta conclusão genealógica (vs 37-38) inicia a história amarga de animosidade de Moabe e Amon contra Israel (Nm 23-25; 2Rs 3). Os moabitas e amonitas foram rejeitados por Deus não por causa de sua linhagem questionável, mas porque destrataram a Israel (Dt 23.3-6; Ne 13.1-2). Rute, uma ancestral de Jesus Cristo, era moabita (Rt 4.18-22; Mt 1.5), mas, por causa de sua fé, acabou sendo contada entre os da tribo de Judá (Bíblia de Genebra).
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“Porém os homens, estendendo a mão, fizeram entrar Ló e fecharam a porta.” Gênesis 19:10
Ló era um vizinho estranho, costumes muito antiquados para aquela cidade moderna, colorida e liberal. Tanto mais estranhos eram os homens que chegaram em sua casa. O povo descompensado de juízo agora quer fazer mal aos visitantes de Ló.
Existem situações em que não se pode negociar com o mal. Não encontraremos argumentos por mais bons que sejam para lutar contra esse poder entorpecedor. Vestimos muitas vezes a capa de inocência de Ló e tentamos enfrentar o inimigo sem perceber que ele intentará contra nós e nos causará grande dano. Os anjos intercedem e se colocam à nossa frente, estendem a mão e nos socorrem.
Aqueles que confiam no Senhor serão zombados e perseguidos, até que se haja novo céu e nova terra esse conflito se manterá em forma de guerra espiritual. Não se trata apenas de não olhar para trás, mas deixar os pensamentos maus no passado. Ser cristão vai muito além de obedecer conforme as regras, de ir bem vestido ao culto de sábado. Uma família que aparentemente é feliz pode estar vivendo de aparências. Os esforços de Ló de levar sua família para fora da cidade eram mais de sua parte, e menos dos membros. A esposa fica no caminho. As filhas seguem mas os pensamentos ainda estão no passado, nos namorados, nas amigas, nas festas … Não é o local que nos torna santos, o que santifica dos pensamentos até os atos é a comunhão e a unidade em Cristo.
Hoje é o momento de reavaliar a caminhada e ajustar os ponteiros.
Juliana Lang da Silva
Professora e secretária,
Atualmente dona de casa e mãe de Laura (5 anos) e Pedro (2 anos)
Igreja Central de Gravataí, Brasil
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-18/
Deus sabia o que estava acontecendo no vale do Jordão, onde Ló se mudara com sua família. Ele havia descido pessoalmente para investigar o assunto. Um clamor havia subido de Sodoma e Gomorra contra os graves pecados e as injustiças que ocorriam lá (v. 20). Mas Deus sabia que Abraão estava orando por seus familiares que viviam em Sodoma e veio compartilhar com Abraão o que planejava fazer (v. 17). Ele explicou que era importante Se comunicar com Abraão, porque Seu propósito era desenvolver um relacionamento com ele, para que ele comandasse a sua casa a guardar o caminho do Senhor, praticando retidão e justiça (v. 19).
Deus estava ensinando Abraão a respeito de Sua retidão e justiça, e esta seria uma lição fundamental. Quando Abraão intercedeu junto a Deus, ele mostrou a sua compreensão da retidão e da justiça de Deus, dizendo: “Longe de Ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?” (v. 25 NVI).
Abraão conhecia a misericórdia e a justiça de Deus. E nós, também a conhecemos?
Edwin Reynolds
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=263
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli