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1880 palavras
1 Paulo não demora em lançar o fundamento que indica o propósito da epístola. O evangelho que ele prega não é de origem humana, mas divina. Seu apostolado, posto em dúvida pelos judaizastes (v. 7), é importante para sustentar a veracidade de sua mensagem. Bíblia Shedd.
Apóstolo. Habitualmente, Paulo fala de si mesmo como apóstolo sem tentar justificar sua reivindicação ao título. Aqui, no entanto, a defesa prolongada de seu apostolado indica que as igrejas às quais ele se dirigia tinham dúvidas a esse respeito. Seu evangelho era de origem divina. Ele era genuinamente convertido e tinha sido recebido à comunhão das igrejas da Judeia. Sua posição sobre a circuncisão fora aprovada pelos líderes de Jerusalém. Seu chamado como apóstolo aos gentios fora reconhecido por eles. Sua autoridade como apóstolo era igual à dos doze. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1034.
Não da parte de homens. Seus oponentes negavam sua pretensão de autoridade apostólica, alegando que ele não havia sido, nomeado nem comissionado pelos doze. Isso ele admite, mas, ao mesmo tempo, reivindica uma ordenação ainda mais importante. CBASD, vol. 6, p. 1035.
Ele não tinha uma chamada normal de um ministro comum, mas uma chamada extraordinária do céu para esse ministério. … Os homens não devem, de forma alguma, orgulhar-se de qualquer autoridade que possuam, todavia, às vezes, pode ser necessário afirmá-la. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
O ressuscitou dos mortos. A ressurreição é a afirmação central da fé cristã (v. At 17.18; Rm 1.4; 1Co 15.20; 1Pe 1.3), e, como Paulo tinha visto o Cristo ressurreto, tinha a qualificação para ser apóstolo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Galácia. Paulo provavelmente emprega o nome em referência à província romana da Galácia (a moderna Turquia Central), incluindo uma área ao sul, que ele percorreu em sua primeira viagem missionária. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
irmãos meus. A mensagem de Paulo não é sua opinião particular; em vez disso, contava com o apoio da comunidade como um todo. Bíblia de Estudo Andrews.
2 igrejas. Que se reuniam nas casas. Bíblia de Estudo Andrews.
Essa era uma carta circular, dirigida a várias congregações. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 graça a vós outros e paz. Todas as cartas de Paulo começam mencionando essas duas bênçãos de Deus. “Graça”traduz o termo grego charis, que significa “um ato de bondade imerecido”. … Aplica-se a tudo o que Deus nos deu em Cristo, sem que tivéssemos obtido por merecimento ou que possamos devolver. “Paz” aplica-se ao relacionamento inaugurado pela morte e ressurreição de Cristo (1.4) entre Deus e os que crêem no evangelho. Bíblia de Genebra.
A graça inclui a boa vontade de Deus para conosco e a paz sugere todo conforto interior e a prosperidade exterior que nos são necessários; elas vêm de Deus, o Pai, por Jesus Cristo. Observa-se primeiro a graça, e depois a paz, pois não pode haver uma verdadeira paz sem a graça. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Deus, nosso Pai e do [nosso] Senhor Jesus Cristo. Salienta a identidade e a harmonia entre o Deus do AT e o Cristo do NT. Bíblia de Estudo Andrews.
4 presente era perversa. Ao contrário da era do porvir (o contrário da era messiânica), essa era presente é caracterizada pela iniquidade (Ef 2.2; 6.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A verdade central do evangelho – a morte expiatória de Cristo no nosso lugar – também nos extrai deste mundo corrupto e nos coloca no reino de Deus (Cl 1.13). Bíblia Shedd.
6 Admira-me (RA; ARC: “Maravilha-me”). Expressão de profundo desagrado de Paulo. Bíblia de Estudo Andrews.
A deserção deles lhe encheu da maior tristeza e angústia. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
tão depressa. Tão pouco tempo após a sua conversão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Paulo admirava a susceptibilidade dos gálatas aos argumentos dos seus oponentes. Bíblia Shedd.
vos chamou na graça. A graça de Deus vem até nós por iniciativa dele mesmo, através de seu chamado, e não por causa de coisa alguma que tenhamos feito por merecê-la (1.15; Rm 4.4-8; 8.30; 9.11-13). Bíblia de Genebra.
outro evangelho. Os oponentes de Paulo ensinaram que a circuncisão seria um rito que aperfeiçoaria a fé em Cristo. Bíblia de Estudo Andrews.
7 outro. (gr allos). Do mesmo tipo e valor. “Outro”, no v. 6, é heteros: de tipo diferente. Bíblia Shedd.
algumas pessoas. Os judaizantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Os judaizantes estavam em ação na Galácia quando Paulo escreveu esta carta. Bíblia de Estudo Andrews.
Cristãos judeus que acreditavam, entre outras coisas, … que o gentio convertido ao cristianismo agisse de acordo com certos ritos do AT, especialmente a circuncisão.
Provavelmente cristãos de origem judaica provenientes de Jerusalém, os quais insistiam em exigir dos gentios não apenas que cressem em Jesus Cristo mas também que aceitassem a circuncisão e, desse modo, se tornassem judeus (2.3-5, 12; 6.12-13). Vário indícios dessa ideia estavam disseminados entre os cristãos de origem judaica na Igreja Primitiva (At 15.1; 21.20-21; Fp 3.2-3). Bíblia de Genebra.
Perturbam. Do gr. tarassõ, “agitar”, “perturbar”, “confundir” a mente com relação a alguma coisa. Neste caso, sugerindo dúvidas e escrúpulos acerca da validade do evangelho proclamado por Paulo. CBASD, vol. 6, p. 1037.
8 anátema. Condenado à danação eterna. Bíblia de Estudo Andrews.
Do gr. anathema, “uma coisa amaldiçoada”, isto é, dedicada ao castigo merecido. Neste caso, a sofrer a ira de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1037.
8-9 Aqueles que exigem mais do que a fé em Jesus Cristo para a salvação, ainda que suas credenciais sejam as melhores, distorcem completamente o evangelho. Os pregadores do falso evangelho estão debaixo da condenação de Deus. Bíblia de Genebra.
9 já dissemos. Não se refere ao v. anterior, mas à segunda visita aos gálatas (At 14.21 ss), quando os missionários os advertiram contra essa propaganda insidiosa. Bíblia Shedd.
evangelho … que recebestes. Em 2:16, Paulo faz uma síntese do evangelho que estabelece os parâmetros da proclamação cristã. Bíblia de Estudo Andrews.
10 favor. Tentar obter a aprovação. A pessoa preocupada demais com a opinião dos outros a seu respeito não pode servir a Deus (ver 6:14). Bíblia de Estudo Andrews.
Em sua doutrina, ele não se conformava às pessoas, nem para ganhar afeição, nem para evitar o ressentimento delas; mas o seu grande cuidado era ser aprovado diante de Deus. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Agradar a homens e a Cristo ao mesmo tempo é impossível. … se Paulo é um escravo (gr doulos) de Cristo, não pode ambicionar o favor dos homens. Bíblia Shedd.
Servo de Cristo. Paulo anteriormente levava o “jugo da escravidão”(5.1), mas, tendo sido liberto do pecado pela redenção que há em Cristo, passou a ser escravo da justiça, escravo de Deus (v. Rm 6.18, 22). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Como servo de Cristo, Paulo devia fazer todo o possível para salvar as pessoas, não para agradá-las. Se ele tentasse “agradar as pessoas”, sem considerar sua obrigação como pregador do evangelho, ele não seria fiel à sua vocação como servo de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 1037.
11 não é segundo o homem. Paulo argumenta que a sua autoridade vem tão somente de Deus, apenas confirmada pelos apóstolos de Jerusalém. Bíblia de Genebra.
12 mediante revelação. Ver At 9.3-5; 22.6-10; 26.13-18; 1Co 15.8. Bíblia de Genebra.
13 “Judaísmo” é o termo para a fé e o modo de vida judaicos desenvolvidos no período entre o AT e o NT [período intertestamentário] … O termo é derivado de Judá, o Reino do Sul, extinto no século VI a.C, com o exílio na Babilônia. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
Paulo foi criado na religião judaica. Além de ter rejeitado a religião cristã, ele foi um perseguidor da mesma e havia se aplicado com a maior ira e violência a destruir os cristãos. O apóstolo não foi levado ao cristianismo puramente por aprendizado, pois ele foi criado em inimizade e oposição ao mesmo. Eles poderiam razoavelmente supor que precisaria ter sido algo extraordinário que realizou uma mudança tão grande nele. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
14 tradições de meus pais. Referência ao farisaísmo, que seguia as tradições judaicas, além das Escrituras. Bíblia de Estudo Andrews.
extremamente zeloso. Paulo gostava de mostrar a oponentes como os da Galácia que ser um judeu, ainda que um judeu zeloso, não é suficiente para a salvação. Paulo via sua própria experiência como prova de que o zelo pela lei não podia salvar (Rm 9.30-10.4; 2Co 11.22; Fp 3.4-6). Bíblia de Genebra.
15 me separou antes de eu nascer. Alusão à consagração de Jeremias no útero materno (Jr 1:5). Bíblia de Estudo Andrews.
me chamou. O encontro de Paulo com Jesus na estrada de Damasco (At 9:3-6) não foi uma mera experiência de conversão, mas um chamado para ser “profeta às nações [os gentios]” como Jeremias (Jr 1:5). Bíblia de Estudo Andrews.
16 gentios. Lit. “nações”ou “povos”. O termo geralmente designava estrangeiros – daí pagãos, ou o mundo não-judaico. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não consultei. Outra evidência da origem divina de sua comissão era o fato de que ele não teve nenhum contato com os líderes em Jerusalém por três anos, após sua conversão, e que não recebeu nenhuma instrução deles a respeito de como pregar sobre Jesus. CBASD, vol. 6, p. 1039.
carne e sangue. Seres humanos. Bíblia de Estudo Andrews.
17 Arábia. O reino nabateu da Transjordânia que se estendia de Damasco ao Suez, no sudoeste [ que incluía Amã e Petra]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém. A primeira viagem de Paulo a Jerusalém, mencionada em At 9:26, deve ter ocorrido após os três anos de sua permanência na Arábia, por volta de 37 d.C. Bíblia de Estudo Andrews.
avistar-me com. Tradução da palavra grega que significa visitar alguém com o propósito de obter informação. Bíblia de Genebra.
para avistar-me com Cefas. É possível que Barnabé tenha organizado esse encontro. Bíblia de Estudo Andrews.
Cefas. Nome aramaico de Pedro. Tanto “Cefas” como “Pedro”significam “pedra”. Bíblia de Genebra.
19 Tiago, o irmão do Senhor. Ver Mt 13.55 e Mc 6.3. Esse Tiago não é o discípulo Tiago que aparece frequentemente junto com Pedro e João nos Evangelhos. Herodes assassinou aquele Tiago nos primórdios da igreja (At 12.2). Bíblia de Genebra.
Mencionado em Mc 6:3. Tiago não cria em Jesus durante Seu ministério terrestre (Jo 7:3-5), mas teve um encontro com Ele após a ressurreição (1Co 15:7) e se tornou um dos apóstolos. Depois de um tempo, transformou-se numa figura central na igreja de Jerusalém (Gl 2:9, 12; At 15:13; 21:18). Bíblia de Estudo Andrews.
20 Afirmo perante Deus que não minto. O juramento é um apelo a Deus para testemunhar a veracidade de uma afirmação ou o caráter obrigatório de uma promessa … Na época de Cristo, a lei do AT a respeito dos juramentos (Êx 22.11) foi bastante pervertida pelos escribas, e nosso Senhor, portanto, condenou abertamente o ato do juramento. Ele afirmava que as pessoas deveriam ser honestas a ponto de os juramentos se tornarem desnecessários. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
21 Cilícia. Nesta ocasião estava ligada à Síria e sob a administração romana. A cidade principal da Cilícia era Tarso, onde Paulo tinha sido criado e agora anunciava o evangelho (23). Bíblia Shedd.
23 Aquele que […] nos perseguia. Paulo tinha sido sincero na perseguição à então odiada seita (At 26:9, 10). Não satisfeito com desarraigar o cristianismo de Jerusalém e das cidades da Judeia, continuou com o seu propósito nas regiões fora da Palestina. CBASD, vol. 6, p. 1041.
24 E glorificavam a Deus a meu respeito.O relato dessa poderosa mudança nele os enchia de alegria, e os motivava a dar glória a Deus por causa disso. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
Ou seja, eles encontravam em Paulo, em sua conversão e no seu ministério, um motivo para louvar a Deus. CBASD, vol. 6, p. 1041.
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GÁLATAS 1 – Esta carta possui apenas seis curtos capítulos. Em cada um você tem conteúdo para estudar por meses. A mensagem é profunda, relevante e importante para crentes e descrentes. Infelizmente muita gente não a estuda como deveria.
Observe que, “Paulo escreveu esta carta em resposta a uma crise doutrinária que surgiu no seio da igreja do Novo Testamento e que consistia em um falso ensinamento que Paulo chama ‘um evangelho diferente’ (ver Gálatas 1:7-9). Este evangelho falso era promovido por um grupo de cristãos de origem judaica que talvez tinham sido fariseus antes de sua conversão ao cristianismo. Várias traduções bíblicas se referem a este grupo como ‘a seita dos fariseus’ (Atos 15:5). Outras versões os denominam ‘o partido dos fariseus’. Os estudantes contemporâneos da Bíblia geralmente se referem a eles como ‘judaizantes’” (Marvin Moore).
Após este breve vislumbre introdutório, obtenha uma ideia geral da carta. Note que Timothy George a divide em três partes; tal divisão favorece nossa compreensão dessa pequena, mas poderosa missiva paulina:
1. História: Não existe outro evangelho (1:1-2:21)
2. Teologia: Justificação pela fé (3:1-4:31);
3. Ética: Vida no Espírito (5:1-6:18).
Faça uma leitura atenciosa nos seis capítulos desta carta e em tua Bíblia identifique cada parte; passe tempo refletindo na ligação desses três itens e pense por que Paulo usou tal sequência: História, Teologia e Ética.
Fragmentado, o capítulo em pauta fica assim, com base em Ronald Y. K. Fung:
1. Defesa autobiográfica: Contexto (vs. 1-10);
• Saudação: Remetente, receptores e cumprimento (vs. 1-5);
• Condenação do falso evangelho: Crise espiritual, maldição aos pregadores de evangelhos diferentes (vs. 6-9) e a única preocupação do apóstolo (v. 10).
2. Defesa autobiográfica: O evangelho e o apostolado independente de Paulo (1:11-2:14):
• Origem divina do evangelho de Paulo;
• Vida de Paulo antes da conversão;
• Seu chamado ao apostolado;
• Sua primeira visita a Jerusalém após sua conversão;
• Paulo na Síria e Cilícia.
Verdadeiros servos de Deus não têm por objetivo agradar a homens, mas agradar a Deus que ama aos homens. Por isso, o cristão deve testemunhar ousadamente de Cristo com amor, ainda que tenha de confrontá-los.
Paulo escreveu o evangelho aos que o haviam ouvido, mas desviaram-se. Avaliemos o evangelho que cremos baseando-nos em Gálatas! Estamos certos?
“Senhor, reaviva-nos no evangelho verdadeiro!” – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO II CORÍNTIOS 13 – Primeiro leia a Bíblia
II CORÍNTIOS 13 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II CORÍNTIOS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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1636 palavras
1 Duas ou três testemunhas. Este capítulo constitui a última mensagem escrita de Paulo aos coríntios. Um estado crítico de declínio espiritual ainda prevalecia em parte da igreja (2Co 12:20, 21), pelo qual as epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3), uma possível segunda visita de Paulo (ver com. de 2Co 12:14) e a obra de Tito (2Co 2:13; 7:6, 13, 14; 12:18) parecem ter realizado pouco ou nada para reverter. Paulo adverte os membros a respeito desse grupo voluntarioso (2Co 13:1-4). Resta apenas uma alternativa: lidar com eles firme e severamente no poder e autoridade de Cristo. Na expectativa de seu procedimento pretendido ao discipliná-los, Paulo cita uma reconhecida lei judaica (Nm 35:30; Dt 17:6; 19:15), a qual Cristo referendou (Mt 18:16). Numa visita anterior, Paulo tinha tratado esse grupo rebelde com leniência e evitou tomar medidas decisivas contra ele. O grupo interpretou essa atitude como fraqueza, até mesmo como covardia da parte de Paulo. O apóstolo se referiu àquela visita como uma experiência humilhante (2Co 2:1, 4; 12:21). A minoria insubordinada constantemente pedia prova de sua autoridade apostólica (ver com. de 2Co 2:1; 12:14). CABSD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1022.
2 Já o disse anteriormente. Isto é, nas epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3; cf. 1Co 4:13-19). Na visita anterior, ele fez o mesmo verbalmente (ver com. de 2 C o 12:14). Eles foram advertidos por um considerável período de tempo. CABSD, vol. 6, p. 1022.
E a todos os mais. Paulo dirige esta advertência à igreja como um todo, para que ninguém diretamente envolvido fosse simpático aos acusados. CABSD, vol. 6, p. 1022.
Não os pouparei. Eles tiveram chance de se arrepender. Caso se mantivessem obstinados, seriam sujeitos à mais rígida disciplina da igreja. CABSD, vol. 6, p. 1022.
3 buscais prova de que, em mim, Cristo fala. Paulo tinha sido poderoso em verdade, em doutrina, em livrar pessoas do pecado, em levar-lhes regeneração espiritual e em realizar milagres (2Co 12:12), para que houvesse entre os próprios coríntios cartas vivas para Cristo (2Co 3:3). A evidência de seu apostolado era irrefutável a todos os que a examinassem francamente (ver com. de 2Co 12:11, 12). Tiveram evidência abundante de que Cristo falara por meio de Paulo. No entanto, mercenários não são impressionados por esse tipo de evidência (1Co 2:14-16). Na verdade, os inimigos de Paulo acusam Cristo, não Paulo. CABSD, vol. 6, p. 1023.
4 Crucificado em fraqueza. Paulo encontra consolo no pensamento de que ninguém deveria parecer mais fraco e indefeso que Cristo enquanto pendia na cruz em vergonha e agonia. Contudo, Cristo vive e é exaltado (Fp 2:6-9). Todos os que seguem a Cristo podem esperar partilhar não apenas Sua humilhação, mas também Sua força, que é “aperfeiçoada” na fraqueza (2Co 12:9; cf. Rm 6:3-6). CABSD, vol. 6, p. 1023.
Vive pelo poder de Deus. Os rebeldes coríntios teriam que lidar com o Cristo vivo “pelo poder de Deus”, não apenas com um Paulo “fraco”, como pensavam. CABSD, vol. 6, p. 1023.
Nós … somos fracos. Paulo admite sua fraqueza, mas se gloria no poder de Cristo que opera nele e por meio dele (ver 2Co 11:30; 12:9, 10), a despeito de sua fraqueza. CABSD, vol. 6, p. 1023.
Pelo poder de Deus. Os coríntios testemunharam deste poder e o experimentaram. Não podiam negá-lo. CABSD, vol. 6, p. 1023.
5 Examinai-vos. Começando com o v. 5, Paulo desvia a atenção de si mesmo e desafia os coríntios a olhar para eles mesmos criticamente. Eles seriam cristãos genuínos? Cada seguidor de Cristo pode examinar a vida pessoal diariamente. Se fôssemos mais autocríticos, criticaríamos menos os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.
A vós mesmos. Muitos dos coríntios estavam mais prontos a julgar os outros do que a si mesmos (ver 1Co 11:31, 32; cf. Gl 6:4). Antes de serem competentes em julgar os outros, as pessoas devem se provar. Deveríamos estar dispostos a aplicar a nós mesmos o teste que aplicamos aos outros (ver com. de Mt 7:1-5). A trave deve ser removida de nossos olhos. As pessoas geralmente se inclinam a ter uma visão muito favorável de si mesmas, de seu caráter e importância. Restringem a avaliação pessoal, a fim de que não descubram que não são tudo o que imaginam. Poucos conseguem suportar verem-se como realmente são. … Em vez de se encararem como realmente são, focalizam as faltas alheias. Agindo assim, perdem de vista as faltas pessoais e se convencem de que são b em melhores do que os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.
Na fé. Não no sentido doutrinário, mas prático. Paulo se refere a uma profunda convicção com respeito ao relacionamento pessoal com Deus; confiança e fervor santo nascem da fé em Cristo como Senhor e Salvador. CABSD, vol. 6, p. 1023, 1024.
Jesus Cristo está em vós? Isto é, vivendo os princípios da vida perfeita de Cristo na vida pessoal (ver com. de Rm 8:3,4; Gl 2:20). CABSD, vol. 6, p. 1024.
Reprovados. Do gr. adokimoi, literalmente, “reprovar em teste”. Reprovar no teste era evidência de que Cristo não estava neles e que não eram cristãos genuínos. CABSD, vol. 6, p. 1024.
6 Mas espero reconheçais que não somos reprovados. Paulo sinceramente espera passar no teste do apostolado aos olhos dos coríntios. CABSD, vol. 6, p. 1024.
Embora sejamos tidos como reprovados. Mesmo que eles não vissem em Paulo a evidência de apostolado genuíno, ele esperava que evidenciassem ser cristãos genuínos. Paulo estava disposto a ser considerado um fracassado, se isso os ajudasse a ser bem-sucedidos. CABSD, vol. 6, p. 1024.
8 Nada podemos contra a verdade. Isto é, a verdade como em Cristo Jesus, a verdade da salvação como apresentada na Palavra de Deus (Jo 1:14, 17; 8:32; Gl 2:5, 14). A verdade eterna permanece inalterada independentemente do que as pessoas façam. Os inimigos da verdade sempre falharam. Se os coríntios fossem dedicados à verdade não teriam nada a temer, pois ela os tornaria invencíveis. Quando as pessoas se colocam ao lado da verdade, Deus aceita a responsabilidade pela segurança delas e por seu triunfo eterno. CABSD, vol. 6, p. 1024.
9 Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós fortes. Paulo ficaria feliz em parecer fraco na aplicação de poder disciplinador, se eles fossem fortes nas graças do Espírito (ver com. do v. 6) e refletissem o caráter de Cristo. CABSD, vol. 6, p. 1024.
Aperfeiçoamento. Ou, “solidez”, “completude”. Paulo anseia ver seus conversos alcançarem a maturidade cristã, com os dons, talentos, faculdades, tendências e apetites devidamente ajustados. Ele deseja que a igreja seja reunida em amor, cada membro do corpo funcionando adequadamente sob o controle da habitação do Espírito (ICo 12:12-31). CABSD, vol. 6, p. 1024.
10 Que o Senhor me conferiu para edificação. O propósito da autoridade do evangelho é a edificação da igreja, o aperfeiçoamento dos santos (Jo 3:17; 20:21-23). Por mais necessário que seja o exercício desse poder em favor da disciplina, ele é inevitavelmente a segunda melhor opção. Não seria agradável a Paulo expulsar um membro da igreja, portanto, ele agiria com severidade apenas como último recurso. CABSD, vol. 6, p. 1025.
11 Consolai-vos. Os coríntios deveriam se encorajar e fortalecer mutuamente a fazer o bem. Nesse caso, não teriam tempo para se devorarem uns aos outros. CABSD, vol. 6, p. 1025.
Sede do mesmo parecer. A unidade cristã foi o objeto da última oração de Cristo por Seus discípulos (Jo 17:11, 21-23). A suprema necessidade da igreja de Corinto era a “unidade do Espírito no vínculo da paz” (ver E f 4:2-7). CABSD, vol. 6, p. 1025.
Vivei em paz. Ou, “vivei em harmonia”. A paz é um dos maiores legados que Cristo transmitiu a Sua igreja (Jo 14:27; 16:33; cf. Jo 20:21, 26; At 10:36). Sempre foi parte essencial do evangelho cristão e um teste de experiência cristã ( Rm 5:1; 10:15; 14:17, 19; 1Co 14:33; Ef 2:14). À altura de sua capacidade, o cristão deve viver em “paz com todos os homens” (Rm 12:18). Se a paz exterior não é possível devido a fatores além do controle do cristão, ele ainda pode desfrutar paz no coração. CABSD, vol. 6, p. 1025.
12 Com ósculo santo. Nos tempos da Antiguidade, e em várias partes do mundo hoje, esta é uma forma cordial de saudação. Era um beijo dado na bochecha, na testa, nas mãos ou mesmo nos pés, mas nunca nos lábios. Assim, homens saudavam homens e mulheres saudavam mulheres. O costume se originou nos tempos do AT (Gn 29:13). Expressava afeição (Gn 27:26, 27; 1Sm 20:41), reconciliação (Gn 45:15), despedida (Rt 1:9, 14; 1Rs 19:20) e homenagem (1Sm 10:1). … Entrou em uso geral pelos cristãos apostólicos como um símbolo de paz, boa vontade e reconciliação (Rm 16:16; 1Co 16:20; 1Ts 5:26). CABSD, vol. 6, p. 1025.
Os santos. Ver com. de At 9:13; Rm 1:7. Os cristãos são denominados assim no NT porque foram chamados a viver vida santa. Paulo faz referência especial aos cristãos da Macedônia, onde ele se encontrava no momento da escrita. CABSD, vol. 6, p. 1025.
13 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Ver com. de Rm 3:24; 2Co 1:2. Este versículo é único porque, em todo o NT, ocorre apenas aqui em sua forma completa que seria conhecida como a bênção apostólica. Desde os tempos antigos, tornou-se parte da liturgia da igreja. A bênção também era pronunciada em batismos e no encerramento das reuniões cristãs. Junto com Mateus 28:19 este versículo fornece a síntese mais completa e explícita da doutrina da Trindade (ver Nota Adicional a João 1). A ordem dos nomes da Divindade apresentada neste versículo difere da ordem apresentada em Mateus. Geralmente, nas epístolas de Paulo, o nome do Pai precede o do Filho (Rm 1:7; 1Co 1:3; 2Co 1:2). Aqui, a ordem está invertida. A fórmula de despedida do AT, a bênção araônica, também era de natureza tripla (Nm 6:24-26). 0 teste da verdadeira experiência cristã é companheirismo e comunhão com Deus por meio do Espírito Santo. CABSD, vol. 6, p. 1025.
Com todos vós. Logo após enviar esta carta, Paulo fez outra visita a Corinto e passou três meses ali (At 20:1-3), tempo durante o qual escreveu as epístolas aos Romanos e aos Gálatas. Essa atitude sugere que os crentes coríntios aceitaram sua segunda epístola e agiram em harmonia com o conselho dado. Na epístola aos Romanos, Paulo indica que teve bondosa recepção em Corinto (Rm 16:23). Além disso, a coleta em Corinto para os pobres em Jerusalém foi bem-sucedida (Rm 15:26-28). Os registros da igreja apostólica não fornecem informação adicional a respeito da igreja de Corinto até o final do século, quando Clemente de Roma endereçou uma carta a eles. CABSD, vol. 6, p. 1025.
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II CORÍNTIOS 13 – A conclusão apoteótica desta carta de Paulo chama os crentes leitores a um autoexame espiritual. Evangelho é mais um convite a autoexame do que examinar os outros.
O líder espiritual precisa pastorear as ovelhas do rebanho de Deus levando-as a tirar o foco colocado nos outros para colocar em si mesmo. Críticas precisam ser substituídas pela autocrítica.
• Se alguém não administrar corretamente nossa própria vida, quem dirá a vida dos outros?
Contudo, jamais alcançaremos autoavaliação correta desprovidos do estudo da Bíblia e da comunhão com Deus; veja que a comunidade de crentes de Laodiceia declarou: “Rico sou e de nada tenho falta”; quando, na verdade, o diagnóstico de Cristo era exatamente contrário (Apocalipse 3:14-22).
Diante disso, é imprescindível atentar para cada detalhe do último capítulo da segunda carta de Paulo aos Coríntios, que eram crentes difíceis de lidar:
1. A disciplina e a exortação em amor são fundamentais para corrigir o foco da igreja que está desfocada. A exortação e repreensão só são necessárias após usar todos os outros recursos mais brandos, mas sempre se baseando na misericórdia, bondade e amor oriundos do reino dos Céus (vs. 1-4).
2. O autoexame deve ser uma prática constante na vida de cada crente. O líder espiritual deve convocar sua congregação a fazer isso de vez em quando. Faça o exercício você, agora mesmo. Leia o versículo 5, depois prossiga:
• Examine a si mesmo se realmente estás na fé; tua concepção de crente pode estar fora do padrão bíblico ou do queCristo espera de ti.
• Provai-vos a vós mesmos, não os outros; quando colocamos o foco nos outros enxergamos o cisco no olho deles, para não perceber as vigas em nossos olhos.
• Se Cristo não está em vós, indubitavelmente já estais absolutamente reprovados; és crente apenas de fachada, cristão só de nome, causadores de problemas na igreja.
3. Ser reprovado pelos homens não significa ser reprovado por Deus; fique atento, pois Paulo é um exemplo disso (vs. 6-10);
4. Enfim, os crentes devem amadurecer/aperfeiçoar, consolar uns aos outros, buscar o mesmo parecer e viver em paz e amor, para que Deus Se manifeste entre eles (vs. 11-12).
5. A Trindade deve abençoar cada comunidade para que viva na plenitude da verdade (v. 13).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Diga-nos como esta carta de Paulo te influenciou:
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TEXTO BÍBLICO II CORÍNTIOS 12 – Primeiro leia a Bíblia
II CORÍNTIOS 12 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II CORÍNTIOS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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614 palavras
1 Se é necessário que me glorie. Novamente Paulo expressa relutância em se envolver no que muitos considerariam uma ostentação. No entanto, as circunstâncias tornaram necessário que ele agisse dessa forma para vindicar seu apostolado e sua mensagem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1015.
2 Conheço um homem. É evidente que Paulo fala de si devido a: (1) esta referência às visões estar no meio de um relato de eventos ligados a seu ministério e vida pessoal; (2) no v. 7, ele designar essas visões e revelações como feitas diretamente a ele; e (3) usar a terceira pessoa para evitar a aparência de ostentação. João, por conta da modéstia e humildade cristãs, de modo semelhante evitou se identificar. CBASD, vol. 6, p. 1016.
Há catorze anos. Cerca de 20 anos antes, Paulo encontrara Cristo na estrada de Damasco (At 9:1-7). A data desta epístola é cerca de 57 d.C. Catorze anos antes seria a época aproximada em que Barnabé levou Paulo a Antioquia. CBASD, vol. 6, p. 1016.
Terceiro céu. Ou , “paraíso”. O primeiro “céu” da Escritura é a atmosfera, o segundo céu refere-se ao espaço onde as estrelas estão, e o terceiro céu, à morada de Deus e dos seres celestiais. Paulo foi “arrebatado” à presença de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1016.
4 Não é lícito. Literalmente, “não é permitido” ou “não é possível”. Paulo tinha sido instruído a não revelar o que viu e ouviu, ou a linguagem humana era inadequada para descrevê-lo. CBASD, vol. 6, p. 1016.
7 Não me ensoberbecesse. Uma afirmação que Paulo repete, para enfatizar, no final do versículo. Deus considerou adequado proteger Paulo de si mesmo. CBASD, vol. 6, p. 1016.
Espinho. Do gr. skolops, “uma peça de madeira indicada”, “um piquete”. Os papiros também utilizam a palavra para se referir ao estilhaço ou lasca deixada sob a pele e impossível de ser removido. CBASD, vol. 6, p. 1017.
Na carne. A enfermidade era física, não era mental nem espiritual. Era algo evidente, e lhe causava considerável constrangimento bem como desconforto e inconveniência (Gl 4:13-15). CBASD, vol. 6, p. 1017.
Mensageiro de Satanás. Ou, “um anjo de Satanás”. A aflição vinha de Satanás, com permissão de Deus. Do mesmo modo ocorreu com Jó. É da natureza e obra de Satanás infligir sofrimento físico e doença. CBASD, vol. 6, p. 1017.
Para me esbofetear. Literalmente, “golpear com o punho”. O propósito de Satanás era angustiar Paulo e impedir sua obra. O propósito de Cristo em permitir a aflição era proteger Paulo do orgulho. CBASD, vol. 6, p. 1017.
9 Basta. No grego, esta palavra está na forma enfática. A prece não libertou o apóstolo da aflição, mas lhe proporcionou graça para suportá-la. Paulo apelou para a libertação da enfermidade, pois cria que ela era um obstáculo a seu ministério. Cristo mais que supriu sua necessidade com uma provisão abundante de graça. Deus nunca prometeu alterar as circunstâncias ou livrar as pessoas dos problemas. Para Ele, enfermidades físicas e circunstâncias desfavoráveis são questões de preocupação secundária. A força interior para suportar é, de longe, mais manifestação da graça divina do que dominar as dificuldades internas da vida. Externamente, uma pessoa pode estar despedaçada, exausta, esgotada e quase enfraquecida; no entanto, internamente, tem o privilégio de desfrutar perfeita paz, em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 1017.
10 Então, é que sou forte. O paradoxo cristão é que ocasiões de fraqueza podem ser transformadas em situações de força. A derrota sempre pode ser transformada em vitória. A verdadeira força de caráter surge da fraqueza, que, desconfiando do eu, é entregue à vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1017.
20 Orgulho. Ou, “arrogância”, “desdém. Este era um dos pecados proeminentes de alguns coríntios. CBASD, vol. 6, p. 1020.
21 Indo outra vez. Paulo teme uma repetição da vergonha e humilhação da visita anterior, muito embora a maioria dos membros estivesse arrependida do modo como procedia. CBASD, vol. 6, p. 1020.
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II CORÍNTIOS 12 – Paulo mostra como agir amoravelmente com pessoas difíceis de lidar. A paciência é um dom que o ministro cristão deve pedir a Deus para ser coerente com o poder do evangelho.
Satanás incomoda demasiadamente. Apenas quando estamos envolvidos no amor de Cristo e confiando que Deus sabe o que é melhor para nós, é possível ter prazer em meio aos dissabores da vida, alegria em meio às fraquezas, satisfação frente à perseguição e oposição dos de fora e também dos de dentro.
O capítulo apresenta os seguintes tópicos:
1. Ter privilégios espirituais ou visões excepcionais não garantem que a pessoa será blindada frente aos infortúnios e obstáculos apresentados por Satanás (vs. 1-6).
2. Ser profeta ou apóstolo não é garantia de que a vida será pacífica, calma e isenta de problemas. Nem sempre nossas orações serão respondidas como queremos ou mais do que almejamos; entretanto, sempre será como Deus intenciona, visando o aperfeiçoamento de Seus servos (v. 7).
3. A desgraça vivida pela humanidade só pode ser curada com a graça de Deus que alivia a dor e dá suporte para enfrentar o que não foi aliviado. Na fraqueza, precisamos aprender a depender da força divina; nas nossas limitações, devemos confiar no Deus Todo-poderoso (vs. 8-10).
• Quando Deus é prioridade, nada mais importa para Seus servos, senão Sua bendita vontade.
4. Deslealdade, ingratidão e irresponsabilidade dos membros da igreja não devem desmotivar aos ministros de Deus; apesar da indiferença e indisposição dos cristãos que vivem a infantilidade espiritual, os ministros devem, como Paulo, agir com amor e tolerância (vs. 11-21).
Ser ministro não é fácil. Pois, enfrenta problemas de todos os lados o tempo todo. A pressão é grande, mas Deus é maior. Sendo assim, reflita:
• O ministério não é para os fortes, mas para os fracos que dependem da força de Deus.
• Também não é para os perfeitos, mas para que aqueles que, como Paulo, dependem da graça de Deus frente aos espinhos que são agentes satânicos causadores de dores e limitações.
• O ministério pastoral é uma função especial numa sociedade mergulhada no lamaçal do pecado, visando à transformação radical de quem se torna cristão.
Precisamos aprender aceitar a seguinte resposta de Deus para nossas súplicas: “Minha graça te basta!” – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO II CORÍNTIOS 11 – Primeiro leia a Bíblia
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1593 palavras
1 Rogo. Os oponentes de Paulo eram arrogantes, obstinados e orgulhosos. Interpretaram erroneamente sua mansidão como fraqueza, sua gentileza como covardia. Estavam além do alcance de apelos conciliatórios e de exortação amável, como nos cap. 1 a 7. O único modo de atingir a autossuficiência deles era por meio de reprovação, denúncia e exposição, encontradas nos cap. 10 a 13. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 992.
2 Rogo. Paulo deseja ser poupado da necessidade de uma mostra decisiva de sua autoridade, que os embaraçaria e humilharia. Paulo roga para que não chegasse a tal ponto. E característica do espírito de amor evitar infligir dor ou humilhação. Esforço paciente, sincero e discreto de fazer as coisas certas no espírito do companheirismo cristão é sempre preferível à demonstração pública de autoridade e administração de disciplina. CBASD, vol. 6, p. 993
Ousado. Isto é, em lidar com os problemas de Corinto. Neste versículo, Paulo não faz uma ostentação vã. … Ele não teria receio de ninguém, nem hesitação para agir. Lidaria com eles ousadamente (2Co 11:21), a menos que uma mudança na atitude deles tornasse desnecessário que agisse dessa forma. A decisão era dos judaizantes. Paulo estava preparado para confrontar seus críticos e lidar com eles de modo eficaz. CBASD, vol. 6, p. 993, 994.
Mundano proceder. Referência à pessoa não regenerada, ao aspecto carnal, natural e mundano da pessoa não influenciada pelo Espírito Santo (ver com. de Rm 7:24; cf. com. de 1Co 9:27). CBASD, vol. 6, p. 994.
3. Andando na carne. Isto é, vive neste mundo como um ser humano. CBASD, vol. 6, p. 994.
Militamos segundo a carne. Apesar de viver entre pessoas que recorrem a métodos mundanos, Paulo não condescende com tais métodos (ver Jo 17:11, 14). A pessoa convertida possui uma natureza nova e diferente e é motivada pelo amor de Cristo e do Espírito de Deus, em harmonia com os ideais divinos (Jo 3:3, 5; Rm 8:5-14; 1Co 2:12-16; 2Co 5:14). CBASD, vol. 6, p. 994.
4 Armas da nossa milícia … poderosas em Deus. As armas do cristão são fabricadas no arsenal celestial e estão disponíveis por meio do ministério dos anjos (2Co 1:12; Ef 6:10-20; cf. DTN, 827) . Incluem a verdade como apresentada na Palavra de Deus (Hb 4:12) e o poder partilhado por Cristo e pelo Espírito Santo (1Co 2:4). Deus convoca as pessoas para o conflito, equipa-as para a batalha e lhes assegura a vitória. Ele supre o ser humano com todo o poder (2Co 2:14). CBASD, vol. 6, p. 994.
Fortalezas. A linguagem figurada dos v. 4 e 5 pode ter sido sugerida à mente de Paulo pelos piratas que infestavam a costa marítima nas proximidades de Tarso antes de ser expulsos dos mares pelas galés romanas, uma geração antes de seu nascimento. Esses saqueadores do mar atacavam de várias cavernas ocultas ria costa, invadiam navios que comercializavam nos portos próximos e então se retiravam com o espólio. Finalmente, o general romano Pompeu conduziu uma campanha contra eles, n a qual destruiu mais de 100 “fortalezas” piratas e fez mais de 10 mil prisioneiros. CBASD, vol. 6, p. 995.
Sofismas. Do gr. logismous, “raciocínios”, “pensamentos” (ver Rm 2:3, 15). Paulo se refere às teorias humanas em contraste com a verdade revelada. Não há nada mais autodestrutivo que o raciocínio especulativo de pessoas envaidecidas que têm ousada confiança na sabedoria pessoal e nada além de desprezo para com Deus e Sua Palavra. CBASD, vol. 6, p. 995.
5 O conhecimento de Deus. A exaltação da sabedoria humana está em oposição ao conhecimento espiritual e superior que Deus transmite (Jo 17:8; At 17:23; 1Co 1:24; 2:10; Cl 1:9). O deus do filósofo é criado pelo processo do pensamento individual. O Deus do cristão é o Deus da revelação divina. Um é subjetivo, o outro é objetivo. CBASD, vol. 6, p. 995.
Obediência de Cristo. A principal razão pela qual o evangelho não progride mais no mundo e na vida das pessoas é a indisposição para tornar Cristo verdadeiramente Senhor da vida, e aceitar a autoridade de toda a palavra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 996.
6 Punir. Paulo está pronto a exercer a autoridade apostólica para disciplinar e punir o grupo rebelde na igreja de Corinto. Até então ele se conteve porque a questão ainda não estava clara e muitos poderiam ser levados a tomar uma decisão errada. Naquele momento, porém, o assunto estava claro, e a maioria havia tomado posição ao lado de Paulo contra a minoria resistente. CBASD, vol. 6, p. 996
7 Que é de Cristo. Isto é, reivindica ser um representante de Cristo devidamente designado. CBASD, vol. 6, p. 996.
8 Não me envergonharei. Os falsos apóstolos em Corinto se propuseram a envergonhar Paulo, ao ridicularizá-lo como apóstolo e ao diminuir o evangelho dele. Paulo declara que seu propósito em se gloriar de sua “autoridade” como apóstolo é em defesa de seu apostolado e de seu evangelho. Ele não tem motivos ocultos. CBASD, vol. 6, p. 997.
9 Cartas. Paulo já havia escrito pelo menos duas cartas aos coríntios, possivelmente mais (ver com. de 2Co 2:3, 4; cf. p 903, 904). Utilizando o plural, “cartas”, Paulo inclui a carta perdida mencionada . em I Coríntios 5:9. CBASD, vol. 6, p. 997.
10 Graves e fortes. Paulo cita as palavras dos críticos. Até mesmo seus inimigos admitiram que ele escrevia bem, e o tempo confirmou a opinião deles. Mal sabiam que as cartas de Paulo eram inspiradas e que constituiriam uma grande parte do que se tornaria o Novo Testamento, a base da teologia cristã. Em suas cartas abundam irresistíveis argumentos para a fé. Estão repletas do poder do Espírito Santo manifestado na severa reprovação, na mansidão e no amor cristão, na exaltação de Cristo como redentor, nos apelos aos homens e mulheres perdidos para que aceitem o caminho para a salvação, na inspiração para o companheirismo com Cristo e no testemunho da conversão pessoal e da experiência cristã. CBASD, vol. 6, p. 997.
10 Presença. Do gr. parousia (ver com. de Mt 24:3). Esta é a única referência no NT à aparência pessoal de algum dos apóstolos (cf. 1Co 2:3, 4; 2Co 12:7-10; Gl 4:13, 14). Os escritores antes do 4º século declararam que Paulo era de estatura baixa, curvado, possivelmente devido aos constantes castigos físicos (2Co 11:24, 25), calvo e tinha as coxas tortas, no entanto, era cheio de graça e tinha olhos cativantes de amor, nobreza e zelo por Cristo (ver Atos de Paulo e Tecla 1:7). … Em 2 Coríntios 10:1, Paulo reafirma que sua aparência pessoal não impressionava. O nível ao qual seus oponentes em Corinto se rebaixaram para ridicularizar sua fraqueza física, e talvez uma leve deformidade, revela o caráter desprezível deles. CBASD, vol. 6, p. 997.
Desprezível. Esta acusação parece ter sido um exagero ofensivo, se não uma completa calúnia. Paulo era um excelente orador (At 14:12; cf. 2 C o 24:1-21). E verdade que, depois da experiência em Atenas, Paulo evitou a retórica e a oratória que deleitava os gregos (ver 1Co 2:2). Ele recusou utilizar esses meios para atrair pessoas a Cristo. Nada deve ser permitido que possa diminuir a clareza e a força do evangelho (1Co 2:4, 5). CBASD, vol. 6, p. 997.
12 Louvam a si mesmos. Os coríntios faladores eram membros, aparentemente do que.pode ser chamado de uma sociedade de admiração mútua. Cada pessoa se eleva em seu próprio padrão de excelência e louva outros membros da sociedade para propagar os interesses pessoais e das pessoas que pertencem ao seu grupo. Elevando as próprias virtudes como um padrão de comparação, elas se tornam seu próprio ideal. CBASD, vol. 6, p. 998.
Revelam insensatez. E o auge do orgulho para um pecador se considerar perfeito ou quase perfeito (Rm 7:18; lJo 1:10). Um senso da própria imperfeição é a primeira exigência do Céu a todos que serão aceitos como filhos e filhas de Deus (ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 6, p. 998.
15 Engrandecidos entre vós. Paulo procurava inspirar as igrejas com seu zelo missionário. Ele iniciava a obra nas grandes cidades e deixava a essas igrejas localizadas estrategicamente a responsabilidade de evangelizar o distrito ao qual pertenciam. Esse método de evangelismo se provou eficiente, pois muitas das grandes igrejas centrais originavam outras igrejas dentro de seus distritos. Da igreja de Laodiceia, por exemplo, diz-se que foram fundadas outras 16 igrejas na circunvizinhança. É privilégio de cada igreja enviar seus membros ao campo missionário, por Cristo. CBASD, vol. 6, p. 999, 1000.
16 Além das vossas fronteiras. A única indicação das regiões que.Paulo tinha em mente está em Romanos 15:19 a 24: Ilírico, Itália e Espanha. Fica evidente que já havia cristãos em Roma e que a igreja existia ali (Rm 1:7-13), sem o benefício dos trabalhos apostólicos. CBASD, vol. 6, p. 1000.
Campo alheio. Isto é, a região de trabalho pertencente a alguém mais. Em circunstância alguma Paulo violou o território alheio, tomando crédito pelos trabalhos de outros, como faziam os falsos apóstolos em Corinto. CBASD, vol. 6, p. 1000.
17 Glorie-se no Senhor. Em vez de se vangloriar. O v. 17 é uma citação de Jeremias 9:24 (ver com. ali). O crédito pelo sucesso, seja na experiência cristã pessoal ou no ministério em prol dos outros, pertence a Deus. Atribuir a si mesmo honra pelo sucesso é desonrar a Deus, por desviar a atenção das pessoas de Deus e concentrá-la no instrumento humano, exaltando a pessoa acima de Deus (ver Sl 115:1; 1Co 1:31; 10:12; 15:10; 2Co 12:5; Gl 2:20; 6:14; ver com. de 1Co 1:31). Aqueles que se tornam satisfeitos consigo mesmos estão longe do ideal cristão (Fp 3:12-14). Os que mantêm, constante relacionamento com Cristo nunca têm uma opinião exaltada de si mesmos (ver GC, 64). CBASD, vol. 6, p. 1000.
18 O Senhor louva. Alcançar uma posição de liderança desperta a tentação de aceitar a aclamação humana e de se orgulhar de conquistas pessoais. O próximo passo é o desejo de exercer autoridade arbitrária sobre os outros. Para o cristão, no entanto, a única aprovação desejável é a divina (ver Rm 2:29; 1Co 3:13, 14; 4:1-6). Receberão a aprovação de Deus apenas os que suportam esse teste e triunfam sobre a presunção, o orgulho e a exaltação própria. O autoelogio dos falsos apóstolos de Corinto, que, na verdade, não tiveram sucesso, deixou claro que eles não tinham a aprovação de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1000.