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1 Minha loucura. Os críticos de Paulo fizeram parecer que o apóstolo era um insensato, então, como “insensato”, ele se gloria de suas “fraquezas” (2Co 11:30). Paulo também fala, apologeticamente, de sua glória como “loucura”. Gloriar-se como os críticos de Paulo “faziam era, para ele, a mais grave loucura, uma glória que ele considerava incompatível com sua humildade, dignidade e responsabilidade apostólicas. Tal glória era oposta ao espírito de Cristo. Paulo se sentia ridículo em ser colocado numa posição na qual, para defender sua autoridade apostólica, parecia necessário fazer o que seria considerado autoglorificação. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1002.
8 Salário. Paulo não afirma que tomou algo da igreja de Filipos de modo desonesto. As doações que havia recebido foram feitas voluntariamente e representavam um sacrifício real por parte dos doadores. Essas doações possibilitaram que ele devotasse mais de seu tempo a Corinto, para estabelecer a igreja ali. De certo modo, os coríntios foram beneficiados pelos macedônios; a pregação do evangelho nada custou aos coríntios, pois Paulo era sustentado por outras pessoas (2Co 11:9). CBASD, vol. 6, p. 1006.
13 Falsos apóstolos. Eram, nominalmente, judeus cristãos e alegavam ser apóstolos de Cristo. Eles se uniram à igreja cristã, no entanto eram impostores, meros pretendentes que haviam usurpado a autoridade, os direitos, ofícios e privilégios dos verdadeiros apóstolos de Cristo. Na ausência de credenciais genuínas, recorreram a disfarce e subterfúgio. CBASD, vol. 6, p. 1007.
17 Não o falo segundo o Senhor. Paulo nega que o que está prestes a dizer seja por ordem divina. Ele fala apenas em defesa própria. Caso ele não tivesse deixado claro esse ponto, ele poderia parecer ter justificado a jactância de seus inimigos. A razão de Paulo para se gloriar seria claramente compreendida. De um ponto de vista exterior, talvez a autodefesa de Paulo pode parecer tola, o que ele mesmo reconhece. No entanto, do ponto de vista de seus motivos, está plenamente justificado em agir assim. CBASD, vol. 6, p. 1008.
23 São ministros […]? Professando ser judeus conversos, alegavam ser porta-vozes de Cristo. Paulo negava essa afirmação. Como judeu, Paulo era igual a eles. No entanto, quanto ao relacionamento com Cristo (que é o teste fundamental em qualquer tempo), Paulo afirmava ser melhor do que os falsos apóstolos, o que se confirma pela própria autoavaliação deles. Como evidência, Paulo salienta as obras que de longe ultrapassam as deles, quanto a abnegação, a extensão e os resultados. Eles procuravam usurpar os frutos das obras de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 1011.
32 Aretas. Registros históricos revelam que a Síria, incluindo Damasco, tinha sido uma província romana desde aproximadamente 64 a.C, antes de estar sujeita aos nabateus. Não se sabe como Aretas IV, um rei independente de Nabateia, que reinou de 9 a.C. a 39 d.C. (ver, vol. 5, mapa, p. 26, 51, 52), estaria no controle de Damasco na época à qual Paulo se refere. E possível que o imperador tenha designado a cidade a Aretas na época para assegurar amizade, ou por outras razões políticas desconhecidas. Aretas dificilmente a teria tomado à força dos romanos. CBASD, vol. 6, p. 1013.
Para me prender. Isto é, por influência dos judeus. CBASD, vol. 6, p. 1014.
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II CORÍNTIOS 11 – Esta breve carta de Paulo aos coríntios deve ser profusamente estudada. Dentro da Bíblia, “é um dos livros mais ricos para o obreiro entender como vencer apesar das dificuldades inerentes à obra de pregação” (Álvaro César Pestana).
Pestana sintetiza os claros objetivos desta carta, os quais facilitam a nossa compreensão a fim de extrairmos lições que nos enriquecem espiritualmente: Esta carta visa…
• …Consolar os corintos depois da crise e do sofrimento que tiveram que passar até tomarem a correta postura diante do evangelho e de Paulo, seu mensageiro (1:3-11);
• …Explicar as mudanças de planos de Paulo. Ele não estava agindo humanamente apenas, mas cuidando do bem-estar espiritual da igreja (1:12-2:4);
• …Explicar o ministério cristão aos corintos, para que eles pudessem entender no que consiste o bom obreiro do evangelho. Sucesso não é ausência de oposição, mas sim sofrer por fidelidade a Cristo e ao trabalho (2:14-7:16);
• …Dar mais instruções sobre as ofertas para a Judeia (8-9);
• …Reprimir um novo assalto à autoridade apostólica de Paulo, levada a efeito por uma minoria ou por alguns de fora que estavam se infiltrando em Corinto (10-13).
No capítulo em análise, alguns pontos sobressaem e, devemos aplicá-los a nossa existência:
• Apostasia dos crentes deve acender a luz da preocupação espiritual e revelar um pastoral ciúme santo pela igreja de Cristo (vs. 1-6);
• Opositores do evangelho verdadeiro condenam com suas críticas infundadas aos que são enviados de Deus e O servem sinceramente; é preciso ter discernimento espiritual e percepção consagrada para perceber quem é verdadeiro servo de Deus dentre os falsos (vs. 7-21);
• Ternura e amor pastoral podem ser considerados atitudes fracas e frouxidão pelos duros e firmes opositores; quando, na verdade, Paulo disse que a fraqueza caracteriza um pregador autêntico. Para isso, Paulo mostra que a fraqueza produz sofrimento, pois os verdadeiros servos de Deus sofrem neste mundo (vs. 21-29);
• A fraqueza no fugir em um cesto foi uma experiência particular que Paulo usou para revelar no que realmente consistia sua glória, a qual não era riqueza, esperteza, status, fama ou grandeza (vs. 30-33).
Se você quer viver e pregar o puro evangelho bíblico, é preciso praticar a resiliência, pois críticas e oposições virão de todos os lados. Mas, com Deus, tudo é possível! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO II CORÍNTIOS 10 – Primeiro leia a Bíblia
II CORÍNTIOS 10 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II CORÍNTIOS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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II CORÍNTIOS 10 – Esta segunda carta de Paulo aos coríntios “é a epístola mais pessoal e pastoral do apóstolo”. Ela “contém mais dados autobiográficos que qualquer outro texto de Paulo” (David S. Dockery).
A seguir, observe a história do apóstolo relacionada a Corinto com suas cartas, conforme sintetiza Álvaro César Pestana:
• Início da obra em Corinto (Atos 18:1-8);
• A carta “anterior” escrita provavelmente de Éfeso (I Coríntios 5:9) [esta carta não foi preservada até hoje];
• Visitantes de Corinto vêm ao encontro de Paulo em Éfeso (I Coríntios 1:11; etc.);
• Uma carta dos coríntios é trazida até Paulo (I Coríntios 7:1);
• Redação e envio de I Coríntios [esta é nossa I Coríntios];
• Envio de Timóteo a Corinto, provavelmente levando a carta de I Coríntios (I Coríntios 4:17; 16:10-11);
• Timóteo ou outros retornam de Corinto com más notícias sobre a igreja;
• Segunda visita de Paulo (visita triste – os problemas aumentaram) (II Coríntios 1:15-16; 2:1-2) [visita não citada pelo livro de Atos];
• Paulo, de volta a Éfeso, escreve a carta severa (II Coríntios 7:8, 12; 2:3-4);
• Envio de Tito a Corinto, portando a carta severa;
• Paulo vai a Macedônia, via Trôade, para esperar Tito, mas acaba indo direto para Macedônia (II Corínitios 2:12-13; 7:5-6);
• Paulo encontra Tito na Macedônia: Escreve e envia II Coríntios [esta é nossa II Coríntios].
Provavelmente foram quatro cartas escritas por Paulo aos crentes de Corinto. Apenas duas foram preservadas. As quatro foram inspiradas, mas o Espírito Santo não preservou duas delas na Bíblia porque não acrescentariam nada ao que temos, ou porque eram específicas aos crentes de Corinto – ou por outras razões que só Deus conhece.
No capítulo em análise, Paulo apresenta seu testemunho, não para gloriar-se, mas para glorificar a Deus. Ele se defende (10:1-6) e alerta contra os intrusos que deturpam o evangelho (vs. 12-18). No miolo do capítulo, Paulo reprova a atitude dos que o criticam (vs. 7-11). Assim sendo, Paulo apresenta sua autoridade (vs. 1-11), sua esfera de atuação e satisfação (vs. 12-18), tendo intenção de preparar os crentes para sua iminente visitação.
No ministério…
• …mais do que saber que existem falsos evangélicos, é preciso precaver os crentes quanto aos hipócritas e saber lidar com eles.
• …é necessário buscar a aprovação de Deus, não a dos homens.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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TEXTO BÍBLICO II CORÍNTIOS 9 – Primeiro leia a Bíblia
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557 palavras
1 É desnecessário. A linha de pensamento iniciada em 2 Coríntios 8:1 continua ininterrupta. No cap. 9, Paulo acrescenta á exortação concernente à coleta para os pobres em Jerusalém. Para que os coríntios não pensassem que Paulo insistia desnecessariamente no assunto, ele explica o motivo porque escreve amplamente a esse respeito. Os planos deles no ano anterior foram interrompidos pela dissenção e o espírito partidário que se ergueram entre os membros em Corinto. Entretanto, a fim de encorajar as igrejas da Macedônia a responder de um modo similar, Paulo salientou a prontidão original dos coríntios em participar no projeto. A menos que os crentes em Corinto completassem a coleta sem demora adicional, pareceria aos macedônios que a vanglória de Paulo acerca dos coríntios era infundada. Este versículo é uma forma sutil e cortês de expressar confiança na prontidão para continuar a coleta e de inspirá-los a fazer o mesmo, vindicando a confiança de Paulo neles. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 986.
4 Confiança. A base para a glória de Paulo estaria plenamente despedaçada, caso os coríntios estivessem despreparados quando ele chegasse. CBASD, vol. 6, p. 987.
6 Aquele que semeia. Na Bíblia, a imagem de semear e colher é bem conhecida. A relação entre semear e colher é natural e justa. Essa imagem está em plena harmonia com os princípios do governo de Deus. Um bom agricultor não semeia de forma relutante ou parcimoniosa, mas com alegria e abundância, conhecendo o relacionamento entre semeadura e colheita. CBASD, vol. 6, p. 988.
7 Proposto no coração. Isto denota uma decisão bem pensada. A benevolência cristã desenvolve escolha deliberada. Uma considerável quantia é doada no impulso do momento, sem o pensamento cuidadoso que acrescenta à doação o coração do doador. Não é assim com o grande dom do amor de Deus. Unicamente o que vem de um espontâneo desejo do coração é aceitável a Deus (Mt 6:2-4). CBASD, vol. 6, p. 988.
10 Dá semente. Paulo novamente cita a LXX (Is 55:10), utilizando uma analogia entre a agricultura e o mundo espiritual. Assim como Deus precisa de agricultores que semeiem abundantemente, assim Ele fará com as pessoas que semeiam sementes de caridade e benevolência. A lei da semeadura e da colheita no mundo natural também é verdadeira para a utilização humana das posses terrenas. Aqueles que são generosos colherão com mais abundância das generosidades de Deus, embora não necessariamente em espécie (Mt 19:29). Deus fornece a semente, ordena as estações e envia o sol e a chuva. Ele faz o mesmo com as sementes de generosidade semeadas no coração das pessoas. CBASD, vol. 6, p. 989.
15 Inefável. Literalmente, “que não pode ser descrito plenamente”. Não pode haver plena exposição do dom do amor divino. Essa atribuição de louvor a Deus fornece um clímax adequado à seção que lida com a coleta de doações para os santos em Jerusalém. A gratidão a Deus prepara o caminho para a obediência a Sua vontade e para a recepção do poder para se envolver em serviço abnegado. Aquele que está repleto de gratidão a Deus buscará cumprir todas as Suas exigências, não porque é forçado, mas porque escolheu fazer dessa forma. A gratidão a Deus é a base de uma experiência cristã eficaz. Até que a pessoa seja submersa pela gratidão a Deus, por Seu dom “inefável”, a religião não alcança as profundezas da alma humana e do seu exterior em serviço altruísta pelos semelhantes. CBASD, vol. 6, p. 991.
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II CORÍNTIOS 9 – É muito mais importante dar do que receber. Pois é melhor ter para doar, do que padecer necessidades a tal ponto de precisar de doações para viver.
Desde o capítulo anterior, o ato de doar vem sendo sistematicamente abordado pelo apóstolo Paulo. Segundo Warren W. Wiersbe, o capítulo anterior fornece os princípios da doação, que são:
1. Deve-se trazer doações à igreja (8:1);
2. Deve-se doar de coração (8:2-9);
3. Deve-se doar de acordo com as posses (8:1-15);
4. Deve-se ser honestos com as doações (8:16-24).
Agora, no capítulo em pauta, “Paulo fala sobre promessas que podemos reivindicar quando somos fieis na doação ao Senhor. Esses dois capítulos apresentam a doação como uma graça cristã, uma bênção, não uma obrigação legal que onera a pessoa. Há alguma coisa errada com o coração do cristão que acha difícil doar”.
Após fazer tal declaração intrigante, Wiersbe extrai três promessas do texto inspirado:
1. O doador traz bênção para outros (9:1-5);
2. O doador traz bênção para si mesmo (9:6-11);
3. O doador traz glória para Deus (9:12-15).
Agora, reflita:
• Que tipos seria o cristão que não abençoa os outros com suas ofertas?
• Não estaria prejudicando a si mesmo aquele que se nega a doar para Deus?
• Recusar-se a doar não implicaria em roubar a glória de Deus?
Deus não quer que ninguém seja egoísta, mas convertido. Ellen G. White observou: “O Espírito de liberalidade é o espírito do Céu. O abnegado amor de Cristo é revelado na cruz. Para que o homem pudesse ser salvo, deu Ele tudo quanto possuía, e em seguida Se deu a Si mesmo”.
Tem mais: “A cruz de Cristo apela para a beneficência de todo seguidor do bendito Salvador. O princípio ali ilustrado é dar, dar. Isto levado a efeito em real beneficência e boas obras, é o verdadeiro fruto da vida cristã. O princípio dos mundanos é adquirir, adquirir, e assim esperam conseguir felicidade; mas, levado a efeito em todos os seus adeptos, o fruto é miséria e morte. A luz do evangelho que brilha da cruz de Cristo reprova o egoísmo, e anima a liberalidade e beneficência”.
Reconhecer o quanto recebemos de Deus nos fará generosos. Somente assim refletiremos o caráter de Deus numa sociedade egoísta! – Heber Toth Armí.
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Olá, querido amigo do Reavivados!
para você que está estudando o livro de DEUTERONÔMIO neste trimestre, aqui estão os links para os comentários, por capítulos:
Deuteronômio 1 Deuteronômio 11 Deuteronômio 21 Deuteronômio 31
Deuteronômio 2 Deuteronômio 12 Deuteronômio 22 Deuteronômio 32
Deuteronômio 3 Deuteronômio 13 Deuteronômio 23 Deuteronômio 33
Deuteronômio 4 Deuteronômio 14 Deuteronômio 24 Deuteronômio 34
Deuteronômio 5 Deuteronômio 15 Deuteronômio 25
Deuteronômio 6 Deuteronômio 16 Deuteronômio 26
Deuteronômio 7 Deuteronômio 17 Deuteronômio 27
Deuteronômio 8 Deuteronômio 18 Deuteronômio 28
Deuteronômio 9 Deuteronômio 19 Deuteronômio 29
Deuteronômio 10 Deuteronômio 20 Deuteronômio 30
Você pode acessar este post sempre que quiser no link à esquerda, dentro do grupo LIÇÕES DA BÍBLIA
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TEXTO BÍBLICO II CORÍNTIOS 8 – Primeiro leia a Bíblia
II CORÍNTIOS 8 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II CORÍNTIOS 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2650 palavras
A generosidade e como ela é inspirada no próprio ato de Jesus de se tornar infinitamente pobre para que nos tornássemos ricos.
1 Irmãos. Os cap. 8 e 9 constituem uma nova seção, que trata da coleta para os pobres na Judeia (ver com. de 1Co 16:1). A palavra “irmãos” é a nota tônica desta seção. O amor fraternal entre os cristãos é a verdadeira motivação para doar e compartilhar. Em 2 Coríntios 8:1 a 5, Paulo chama a atenção dos coríntios para o exemplo de generosidade apresentado pela igreja da Macedônia, da qual Paulo escreve esta carta. Paulo informou os coríntios anteriormente sobre a questão da ajuda aos cristãos da Judeia e seu plano a respeito da grande coleta (1Co 16:1-4; cf. Gl 2:9, 10). Quando Paulo introduziu a proposta a princípio, cerca de um ano antes (2Co 8:10), eles manifestaram grande zelo, do qual Paulo mais tarde se gabou para outros (2Co 9:3, 4). No entanto, o zelo deles declinou, e quando Paulo escreveu esta carta eles estavam atrasados quanto ao cumprimento das promessas feitas (2Co 9:4, 5). Essa situação possivelmente se deveu ao período de declínio espiritual, mas eles se arrependeram. A conversão dos coríntios era genuína, e Paulo entendeu que eles estavam ansiosos para demonstrar amor de modo prático. Uma característica de ‘conversão genuína é a disposição em fazer ”sacrifícios pessoais por aqueles que estão “em necessidade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 978, 979.
Graça de Deus. A liberalidade das igrejas macedônicas foi exercida a despeito da “profunda pobreza” dessas comunidades (v.2), e isso testifica da “graça de Deus” operando no coração delas. Paulo relaciona essa generosidade à verdadeira fonte e salienta ‘aos coríntios que a graça divina é que inspira a generosidade, a doação e o sacrifício. Diz-se que os cristãos são mordomos “da multiforme graça de Deus” (1Pe 4:10). Além disso, pela graça de Deus, os cristãos são mordomos das coisas que possuem. A disposição em doar é uma atitude divinamente inspirada, e assim, uma evidência especial da graça divina. Um espírito liberal busca se manifestar espontaneamente em atos de benevolência. Não requer encorajamento. CBASD, vol. 6, p. 979.
Igrejas da Macedônia. Paulo exaltou estas igrejas como dignas de emulação. Todas foram fundadas por ele: Filipos, Tessalônica, Bereia e talvez outras mais. CBASD, vol. 6, p. 979.
2 Prova. Ou, “teste”. A palavra é usada especialmente para testes de qualidade de metais. Os cristãos macedônios sofreram mais que a aflição comum. Ainda assim, a fé e a experiência deles se provaram genuínas. Eles sofreram por causa da perseguição (At 17:5-9; lTs 1:6-8; 2:14; 3:3-5; 2Ts 1:4-6). Um dos grandes testes de uma experiência cristã triunfante é encontrar alegria, paz e amor em meio à aflição (Mt 5:11, 12; Rm 5:3; 12:12; 1Pe 2:20 , 21). CBASD, vol. 6, p. 979.
Abundância de alegria. A perseguição e a pobreza tendem a reprimir o espírito e a prática da liberalidade. No entanto, a abundância de alegria combinada com pobreza é representada como inspirando generosidade. Tal era o espírito da igreja apostólica (At 4:32-37). CBASD, vol. 6, p. 979.
A profunda pobreza deles superabundou. Figuradamente falando, a pobreza dos macedônios era tal que eles tinham que raspar o fundo de um barril que estava quase vazio. A despeito da completa destituição de bens, eles transbordavam em auxílio aos que estavam em necessidade. A medida do louvor de Paulo aos cristãos macedônios não era à real quantidade doada, embora fosse considerável. O espírito que impelia a doação era o que Paulo destacava como digno de emulação (ver com. de Mc 12:41-44). A pobreza extrema da Macedónia na época devia-se a vários fatores. Três guerras desolaram a área: a primeira delas, entre Júlio César e Pompeu, a segunda, entre os triúnviros, Brutus e Cássio, seguindo o assassinato de César, e a terceira, entre Otaviano e Antônio (ver vol. 5, p. 13, 14, 22-25). A situação dos macedônios era tão desesperadora que eles pediram redução de impostos ao imperador Tibério. Além disso, a maioria dos cristãos vinha das classes sociais mais baixas. CBASD, vol. 6, p. 979.
Generosidade. Neste versículo, denota-se a boa disposição de mente e coração que se manifesta em grande liberalidade. Refere-se não tanto ao que doaram, mas à atitude do coração, que é a base de toda verdadeira doação e que resulta em abnegação espontânea pelo bem-estar dos outros. CBASD, vol. 6, p. 979, 980.
3 Na medida de suas posses. No texto grego, os v. 3 a 6 constituem uma sentença, que explica melhor o tipo de liberalidade mencionada nos v. 1 e 2. Os macedônios doaram além da capacidade e dos meios. A tendência deles não era doar pouco, mas muito. Doavam espontaneamente, sem serem encorajados ou mesmo lembrados, como parecia ocorrer com os coríntios. Era suficiente que os macedônios soubessem da necessidade existente. Eles solicitaram o privilégio de poder compartilhar no ministério aos santos pobres de Jerusalém. O espírito deles exibia completa dedicação e abnegação para a obra do Senhor. CBASD, vol. 6, p. 980.
A graça de participarem. Os macedônios consideravam a necessidade dos irmãos em Jerusalém como se fosse sua. Para os crentes que viviam na Macedónia, pertencer à grande família cristã significava ter uma causa comum com os companheiros cristãos em sacrifício, em compartilhar pobreza e auxiliar os outros. Até onde podiam e mais além, estavam prontos a ter todas as coisas, mesmo a pobreza, em comum (ver At 2:44; 4:32). Os recursos espirituais, morais, sociais e materiais estavam disponíveis aos outros, prontos para ser utilizados numa causa comum. Na verdade, eles consideravam um favor ser-lhes permitido agir dessa forma. CBASD, vol. 6, p. 980.
5 Como nós esperávamos. Melhor, eles excederam as expectativas de Paulo. Consideraram a coleta não como dever, mas como privilégio. CBASD, vol. 6, p. 980.
Deram-se. A doação dos macedônios vinha de corações gratos e devotos. Eles doavam a si mesmos, e as doações automaticamente os seguiam. Eles doavam a si mesmos nas doações (cf. Pv 23:26). O cristão que doa o coração a Deus nada quer de volta. … Aquele que se doa sem reservas não hesitará em também doar suas posses. CBASD, vol. 6, p. 980.
Vontade de Deus. Os macedônios permitiram que Deus lhes dirigisse a vida, e que a vontade de Deus fosse a deles. Era evidência de conversão completa. CBASD, vol. 6, p. 980.
7 Em tudo. Uma experiência cristã simétrica é um harmonioso desenvolvimento da vida e do serviço, das graças interiores e de sua expressão externa. Qualquer aspecto da vida cristã cultivado à custa de outros aspectos pode se tornar um defeito (ver 1Co 1:5). Os coríntios se distinguiam de tantos modos que seria inconsistente negligenciar a graça da caridade. CBASD, vol. 6, p. 980.
8 Não … na forma de mandamento. Ver 1Co 7:6, 12, 25. A coleta deveria ser concluída por livre escolha, não por uma exigência de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 980.
Sinceridade do vosso amor. Ver com. 2Co 7:11, 16. Paulo n ã o duvidava da sinceridade dos coríntios, mas sabia que a coleta proveria a oportunidade ideal para revelar essa genuinidade. CBASD, vol. 6, p. 981.
9 Conheceis. Paulo declarou-lhes a graça de Cristo, e os coríntios a conheciam por experiência, como o grego evidencia, não apenas como um dogma. CBASD, vol. 6, p. 981.
Que … Se fez pobre. Do gr. ptocheuo, “ser [extremamente] pobre”, “ser um mendigo” (sobre a palavra pochos, o substantivo relacionado, ver com. de Mc 12:42). O tempo verbal utilizado neste versículo salienta a ação de se tornar “pobre”, a encarnação. Cristo Se esvaziou tão plenamente que nada reteve das riquezas que Lhe pertenciam. Ele tomou sobre Si a natureza humana e Se sujeitou às limitações da humanidade. Ele Se tornou pobre a ponto de não fazer nada de Si mesmo (Jo 5:19, 20; ver vol. 5, p. 1013, 1014). CBASD, vol. 6, p. 981.
Sendo rico. Uma alusão à pré-existência de Cristo (ver J o 17:5; ver com. de Fp 2:6, 7; ver Nota Adicional a João 1). Como Ele era criador e rei, o universo era Seu (Jo 1:1, 2; Cl 1:15-17), no entanto, Sua vida terrestre foi de extrema pobreza (Mt 8 : 2 0 ) . Suas riquezas consistiam da natureza e dos atributos da divindade, de milhões de mundos, da adoração e lealdade de multidões de anjos. CBASD, vol. 6, p. 981.
Para que … vos tornásseis ricos. Cristo veio para libertar os seres humanos da pobreza que resulta de buscar as falsas riquezas (ver T3, 401). Em Cristo e por meio de Cristo as pessoas conseguem discernir o verdadeiro valor das coisas, e recebem o privilégio de se tornarem “ricas” nEle, pois herdam todas as coisas (Mt 6:20; Rm 8:17, 32; 1Co 1:5; Ef 1:3-5, 10, 11, 18, 19; 2:6, 7; ver com. de Mt 6:33). CBASD, vol. 6, p. 981, 982.
10 Pois a vós outros. O conselho de Paulo era que os coríntios não deveriam procrastinar mais para completar o que iniciaram no ano anterior. Era desejável que não agissem dessa forma, para seu próprio bem. Procrastinar seria danoso à experiência cristã e os conduziria abertamente à crítica. Um voto a Deus não pode ser repudiado se envolver a integridade cristã (Ec 5:4-5). CBASD, vol. 6, p. 982.
Desde o ano passado. Aproximadamente um ano havia decorrido desde que os crentes coríntios empreenderam uma sincera tentativa para levantar fundos para a igreja de Jerusalém (2Co 9:2). Esse nobre projeto foi interrompido pela disputa e rixa ocasionadas pelos falsos apóstolos. Sendo que a maioria havia reafirmado lealdade a Paulo, o projeto podia ser retomado (ver com. de 2 Co 11:22). CBASD, vol. 6, p. 982.
11 Prontidão no querer. Uma mente disposta torna o pouco aceitável, no entanto, fazer menos do que s e é capaz de fazer é uma negação da boa vontade. Uma vontade generosa é boa, mas isolada, não é suficiente. A vontade deve ser incorporada às obras, para que nossos melhores desejos e energias prestem solidez e força ao caráter. E bom estimar a caridade, no entanto, o ideal deve encontrar expressão prática. Fé e amor, como ideais, nunca alimentarão o faminto ou vestirão o nu (Tg 2:14-20). “Prontidão” é uma disposição espontânea e uma atitude mental para servir a Deus e ao semelhante. Não há’ necessidade de ser encorajado ou direcionado “‘É pela importunação dos outros.CBASD, vol. 6, p. 982.
12 Boa vontade. É a boa vontade que determina a aceitabilidade do dom diante de Deus. Com Deus, a pergunta sempre é: Quanto o seu coração doa? Se o coração não doa nada, o que as mãos podem oferecer não tem valor diante de Deus. O Senhor não precisa de nosso cuidado nem de nosso dinheiro, e não é beneficiado com isso. Uma pessoa pode ter pouco ou nada “para doar, no entanto, um coração disposto é o que santifica o dom. … Não é a quantidade de talentos que uma pessoa possui, mas a devoção e a fidelidade com os quais ela os aprimora é que vale para Deus. CBASD, vol. 6, p. 982.
14 Haja igualdade. Paulo não se refere aqui à igualdade de propriedades ou bens, mas à proporcionalidade dos esforços. Na condição de prosperidade material, os coríntios tinham condições de fazer muito mais que os macedônios, na situação de escassez. (ver com. dos v. 1-5). CBASD, vol. 6, p. 982.
A falta daqueles. Chegaria o tempo em que os coríntios estariam em necessidade, e outros teriam que assumir uma grande parte do fardo. As Escrituras reconhecem o direito da propriedade privada e de que todas as contribuições sejam voluntárias, mas também condena o egoísmo e a cruel negligência dos pobres e necessitados. Se um cristão doa uma grande soma, isso não dispensa os demais da obrigação de contribuir com o puderem. Os que possuem menos bens terrenos não devem se isentar de fazer sua parte proporcional em auxiliar os outros (cf Ef 4:28; 2Ts 3:12). CBASD, vol. 6, p. 982, 983.
15 Muito colheu. Para ilustrar o princípio da proporcionalidade apresentado no v. 14, Paulo alude à colheita do maná no deserto (Êx 16:17, 18). Independentemente da quantidade colhida, cada pessoa tinha o suficiente para suas necessidades. O mesmo princípio deve operar na igreja cristã, não por uma intervenção miraculosa, mas por meio do exercício do espírito do amor pelos irmãos. É a vontade de Deus que cada um tenha uma porção das coisas materiais adequada às suas necessidades. Também é a vontade de Deus que aqueles que, devido à habilidade e oportunidade, colhem mais desses bens, não desfrutem, egoistamente sua superabundância, mas compartilhem com os necessitados (ver com. de L c 12:13-34). Eles são mordomos, não proprietários, dos b e n e f í c i o s terrestres que acumularam, e devem utilizá-los para o bem de seus companheiros (Sl 112:9; Mt 25:14-46). Assim, os males que resultam da superabundante riqueza e pobreza podem ser evitados, CBASD, vol. 6, p. 983.
16 A mesma solicitude. Em primeiro lugar, Paulo elogia a Tito para a igreja de Corinto, expressando gratidão pelo fato de que Tito também está dedicado à coleta. Eles podem contar com a dedicação integral de Tito para a realização da tarefa em questão. … A obra de caridade e filantropia no mundo é essencialmente cristã em sua origem e espírito. Tal espírito não se origina no coração humano, porque é naturalmente egoísta. … Os cristãos podem ser gratos a Deus pela igreja, que inspira seus membros a contribuir para suprir as necessidades de outros membros e também a ministrar às necessidades deles (Mt 20:26, 28). Tito oferece aos coríntios um verdadeiro favor, ao estimulá-los às obras generosas. Em vez de tentar evitar apelos para doar para a salvação e o bem-estar dos demais, os cristãos deveriam agradecer a Deus essas oportunidades. CBASD, vol. 6, p. 983.
17 Partiu. Paulo narra a partida iminente para Corinto, como se eleja tivesse partido, do ponto de vista dos coríntios que estariam lendo a carta. Esse modo de expressão grego característico indica que Tito foi o portador da segunda epístola. CBASD, vol. 6, p. 983.
18 O irmão. Paulo confiou a obra da coleta em Acaia a três homens, Tito e outros dois, cujos nomes não são apresentados. Os três contavam com a confiança das igrejas. Esse arranjo foi planejado para facilitar a coleta e para proteger a todos com relação à coleta, contra a suspeita de apropriação de fundos coletados para uso pessoal. Em vista de que uma minoria em Corinto ainda se opunha a Paulo, era melhor que ele não coletasse fundos pessoalmente. Uma soma considerável foi coletada, e um relatório completo foi devolvido às igrejas, mencionando a quantidade doada e a entrega em Jerusalém (ver v. 20, 21). Paulo sabia que seus oponentes encontrariam falhas nele, caso pudessem achá-las. O ministro do evangelho é aconselhado a ser criterioso com relação ao dinheiro (1Tm 3:3; 1Pe 5:2). CBASD, vol. 6, p. 983, 984.
19 Para a glória. A coleta proposta para os santos em Jerusalém levaria as pessoas a glorificar a Deus. Quem vivia em Jerusalém louvou a Deus porque o evangelho conduziu os gentios a ter interesse prático na condição de necessidade deles, e os gentios encontraram alegria ao ministrar às necessidades de seus companheiros cristãos.CBASD, vol. 6, p. 984.
20 Evitando, assim. Ou, “tomando precauções sobre isso”. Paulo tentou evitar qualquer justificativa para a acusação de que ele estava obtendo benefício pessoal do projeto. Estrita honestidade pode nem sempre ser suficiente nas questões financeiras, nas quais o mínimo descuido pode se tornar ocasião de crítica. O ministro cristão, especialmente, deve exercer cuidado escrupuloso ao lidar com questões financeiras (cf. 1Tm 3:3; 1Pe 5:2) .CBASD, vol. 6, p. 984.
21 Honestamente. Isto é, bom, admirável ou bonito, indicando o que é honorável. Neste versículo, denota a conduta de alguém que tem a excelência do amor e desfruta de uma boa reputação diante dos outros, alguém que é tido em alta estima por sua admirável conduta. Os cristãos não são chamados apenas para ser santos, honestos e puros, mas “também na vista dos homens” devem ser reconhecidos como possuindo a beleza da santidade, honestidade e pureza. O verdadeiro cristão deve exemplificar diante de Deus e dos homens um belo e atrativo modo de vida (Rm 12:17; Fp 4:8; I P e 2:12). CBASD, vol. 6, p. 984.
23 Glória de Cristo. Os três mensageiros de Paulo deveriam ser tratados com o máximo respeito como representantes pessoais de Cristo. A comissão deles redundará para a glória de Cristo. Paulo não poderia ter dado maior recomendação a esses homens.CBASD, vol. 6, p. 985.
24 Manifestai. Os coríntios eram uma exibição pública nessa questão da coleta. A honra deles como igreja estava em jogo. A única resposta adequada da parte deles seria de sincera cooperação com os mensageiros de Cristo e de generosidade para com os cristãos pobres na Judeia. Cada igreja é representante do reino de Deus e, assim, um espetáculo a anjos e seres humanos (lCo 4:9). Nenhum assunto deste reino foi confiado com os dons ou bênçãos de Deus apenas para uso pessoal, embora seja verdade que a experiência com Cristo ou as bênçãos materiais provêm da providência divina. CBASD, vol. 6, p. 985.