Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 5 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
27 de dezembro de 2021, 0:30
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2431 palavras

Capítulo 5- O livro selado – o Cordeiro

“O quinto capítulo do Apocalipse precisa ser detidamente estudado. Ele é da maior importância para os que haverão de participar da obra de Deus nestes últimos dias.” – Testemunhos Seletos, vol.3, p. 414, citado em LES892, p. 71.

 

5:1 Vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, bem selado com sete selos.

Um livro escrito por dentro e por fora – “O rolo que o Cordeiro toma da mão do Pai [Apoc. 5:7] é um livro do destino que declara o veredicto de Deus.” – LES892, p. 70.

“Este não é um rolo ou livro comum. Seu conteúdo tem que ver com o destino do mundo e seus habitantes. Mas, enquanto o rolo está selado, o veredicto divino continua sendo um mistério.” – LES892, p. 71.

“Daniel viu livros de registro abertos no julgamento – incluindo o livro da vida (Cap. 7:10). A visão do apóstolo João é complementar. Ele não viu os livros de registro, mas lhe foi mostrado, na mão do Pai, o livro do destino, o qual é o veredicto do tribunal celestial depois de terem sido examinados os livros de registro e editado o livro da vida.” – LES892, p. 73.

“O Pai tem nas mãos o livro do destino. Esse livro contém o futuro de vida ou morte de todo ser humano. Deus prevê a atitude de cada pessoa para com Sua graça, mas Ele não a predetermina: Rom. 8:29; I S. Ped. 1:2; Isa. 46:9 e 10; S. João 13:11.” – LES892, p. 74. [Ver comentário sobre Apoc. 20:12.]

Sete selos – “O livro na mão do Pai é um rolo selado com sete selos. Estando selado do lado de fora, ele só poderá ser desenrolado e lido quando forem rompidos todos os sete selos. O conteúdo do rolo não poderá ser conhecido enquanto não for rompido o sétimo selo. O conteúdo do rolo não é o mesmo que o conteúdo dos selos. Estes representam os acontecimentos e as mensagens que precedem a abertura do rolo” – LES892, p. 71.

 

5:2 Vi também um anjo forte, clamando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de romper os seus selos?

Desatar os selos – “ O item central – o rolo selado com sete selos – constitui um testamento, pois um documento assim era precisamente isso na lei romana do tempo de João…. O rompimento dos seis primeiros selos designa, portanto, eventos ou condições dentro do tempo histórico que são preparativos para a abertura do livro no julgamento; estes selos representam as medidas ou os meios pelos quais Deus, por intermédio de Cristo, prepara o caminho, na História, para que seja aberto e lido o grande testamento ou livro do destino por ocasião do julgamento na consumação escatológica [“Referente à consumação do tempo e da história.” – Dicionário Aurélio]. O sétimo selo [Apoc. 8] representa adequadamente o silêncio que acompanha essa abertura do testamento.” – Kenneth A. Strand, Interpreting the Book of Revelation (Naples, Flórida: Ann Arbor Publishers, 1976), p. 55 e 57, citado em LES892, p. 72.

 

5:3 E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele.

Ninguém podia abrir o livro – “ João nos diz que o anjo não encontrou ninguém que fosse digno para romper os selos e desenrolar o rolo do destino.” – LES892, p. 73.

 

5:4 E eu chorava muito, porque não fora achado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele.

Chorava muito – “A promessa feita ao apóstolo: ‘Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas’ (Apoc. 4:1), parecia ter sido frustrada. A impossibilidade de encontrar alguém que abrisse o rolo teria adiado indefinidamente a revelação da decisão de Deus no tocante aos salvos e aos perdidos. Sem um veredicto divino ninguém poderia ser salvo. Se o rolo não pudesse ser aberto, não haveria salvação para pessoa alguma.” – LES892, p. 73.

 

5:5 E disse-me um dentre os anciãos: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos.

Que venceu, para abrir o livro – “ A vitória de Cristo na cruz possibilita nossa vitória, habilita-O a romper os selos e revelar o eterno veredicto de salvação para Seu povo. Essa vitória também torna possível a destruição de Satanás e seus seguidores. O rolo na mão do Pai é muito importante para os habitantes da Terra porque anuncia quem está salvo e por quê, e quem está perdido e por quê.” – LES892, p. 74.

“Em virtude da vitória que alcançou por Seu sofrimento e morte, Cristo é a única pessoa digna de abrir o rolo do destino e os seus sete selos. Ele é o Leão de Judá e o Cordeiro de Deus, e Sua majestade, ternura, sabedoria, poder, misericórdia e amor são insuperáveis.” – LES892, p. 79.

“A capacidade para abrir o livro não é uma questão de força, dignidade ou posição, mas de vitória e valor moral.” SDABC, vol. 7, p. 771, citado em LES892, p. 75 e 76.

O Leão da tribo de Judá – “Este título é extraído de Gênesis 49:9. Jacó estava proferindo bênçãos finais sobre seus filhos. Judá é chamado ‘leãozinho’ e foi-lhe prometido que o cetro não se afastaria dele ‘até que venha Siló’.” – LES892, p. 75.

A Raiz de Davi – “ Este título provém de Isaías 11:1 e 10, que falam do ‘tronco’ e da ‘raiz de Jessé’. Davi era filho ou ‘rebento’ de Jessé. Jesus Cristo era o ‘Filho de Davi’ e a fonte de sua vitória, por isso Jesus recebe o título de ‘a Raiz de Davi’. Os títulos ‘Leão da Tribo de Judá’ e ‘a Raiz de Davi’ representam a função de Jesus como Ungido de Deus ou Messias, e apontam para a grande obra de redenção que Ele realizou por nós. Só Jesus é digno de abrir o rolo e revelar o seu conteúdo, pois só Ele é Senhor dos senhores e Rei dos reis. (Ver Apoc. 19:16).” – LES892, p. 76.

 

5:6 Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra.

Um Cordeiro – “O símbolo de um cordeiro para representar a Cristo é comum nas Escrituras. João faz menção do ‘Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo’ (Apoc. 13:8). Isaías refere-se a Ele nestas palavras: ‘como cordeiro foi levado ao matadouro’ (Isa. 53:7). Jeremias aumenta nossa compreensão desse símbolo (Jer. 11:19). Pedro serve-se de expressões do Antigo Testamento ao escrever que fomos resgatados ‘pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo’ (I. S. Ped. 1:18 e 19).” – LES892, p. 76.

“O título ‘Cordeiro’ é mencionado 26 vezes em Apocalipse e se refere a Jesus. Assim o declara João Batista em São João 1:29. No ritual simbólico do santuário do Antigo testamento, o cordeiro era sacrificado no lugar do pecador e seu sangue limpava do pecado. No Novo testamento é-nos ensinado que Jesus é a realidade daquela simbologia. .” – SRA/EP, p. 21.

“Porque Cristo foi representado dessa maneira [como um cordeiro]? Lev. 4:32; S. João 1:29. ‘Um cordeiro não era tão caro como um bode, e por esta razão esperava-se que o pobre trouxesse um cordeiro. Este era, portanto, considerado o sacrifício do pobre. É significativo que reiteradas vezes Cristo seja considerado como o Cordeiro de Deus. Ele é o sacrifício do pobre.’ SDABC, vol. 1, p. 732.” – LES892, p. 76

Lev. 4:32 – “Ou, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, sem defeito a trará;”

João 1:29 – “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Sete Chifres ou pontas – “Que é simbolizado pelos sete chifres do Cordeiro? Apoc. 5:6; Deut. 33:17; II Sam. 22:3. Na Bíblia, os chifres às vezes são usados como símbolo de força ou poder (espiritual ou nacional). O salmista  chama ao Senhor de ‘a força [chifre ou corno] da minha salvação’ (Sal. 8:2). Os sete chifres do Cordeiro representam o perfeito poder de Cristo para salvar, em virtude do Seu sacrifício.” – LES892, p. 76.

Sete olhos – “Em Zacarias 4:10, o profeta diz que ‘aqueles sete olhos são os olhos do Senhor, que percorrem toda a Terra’. Eles constituem um símbolo da onisciência ou sabedoria infinita de Deus manifestada por intermédio da obra do Espírito Santo. Nada lhe é oculto. Sua eterna vigilância pelo Espírito Santo traz conforto, força e proteção a Seu povo.” – LES892, p. 76.

Como havendo sido morto – “O Cordeiro tem os sinais de morte sacrifical. São os sinais do sacrifício de Cristo, os sinais de tragédia e triunfo. O Cordeiro está vivo, mas conserva as cicatrizes de morte cruel. Elas trazem à lembrança a terrível natureza e as penosas conseqüências do pecado. Apontam também para a gloriosa vitória que Cristo alcançou para

O Cordeiro com sete chifres e sete olhos, e que tem os sinais de morte sacrifical, é o Salvador onipotente e onisciente que desceu à sepultura e libertou os cativos do mal. Só Ele conhece os mistérios da redenção e pode revelá-los à Igreja.” – LES892, p. 76 e 77.

Sete Espíritos de Deus – Ver comentário sobre Apoc. 1:4.

Leão e Cordeiro -”Esses símbolos representam a união do onipotente poder e do amor que se sacrifica. O Leão de Judá, tão terrível para os que rejeitam Sua graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis.” – Atos dos Apóstolos,p. 589.

 

  LEÃO   CORDEIRO
Isa. 58:13 Deus quebrando os ossos como leão I S. Ped. 1:19

S. João 1:29

Apoc. 12:11.

Somos remidos e vencemos o pecado pelo sangue do Cordeiro
Jer. 4:7

Amós 3:8.

Deus pune a Israel como leão. Apoc. 6:16. Destruição dos ímpios na Segunda Vinda, pela ira do Cordeiro.
Apoc. 5:5. O Leão da tribo de Judá venceu para abrir o livro e os seus sete selos. Apoc. 5:6.

Apoc. 5:9.

Apoc. 6:1.

O Cordeiro tomou o livro.

Digno de abrir o livro.

O Cordeiro abriu os selos.

Apoc. 10:3. A alta voz de Cristo é comparada ao rugido de um leão Isa. 53:7.

Apoc. 7:17.

Como cordeiro levado ao matadouro.

É o Cordeiro que vence as forças do mal.

 

Comparação Leão – Cordeiro na Bíblia, conforme LES892, p. 77.

 

5:7 E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado sobre o trono.

 

5:8 Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

 

5:9 E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação;

Digno és … porque com o Teu sangue compraste … – “Segundo Apocalipse 5, somente Jesus sabe quem será salvo e quem irá perder-se. Ele, somente Ele, pode ler os corações e compreender quem em verdade é Seu. É necessário que entreguemos a vida a Ele. Só Jesus pode limpar-nos do pecado (I São João 1:9). Somente Ele é ‘podereoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da glória de Deus’ (São Judas 24). Na verdade, ‘abaixo do Céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos’ (Atos 4:12). Por isso é que João em Apocalipse 5 chorava sem consolo e sem nenhuma esperança até que apareceu Jesus. E também é explicado por que os 24 anciãos exclamaram com regozijo: ‘Digno ´’es’, quando Jesus interveio em favor daqueles pelos quais morreu. .” – SRA/EP, p. 20.

”No capítulo 4, os vinte e quatro anciãos louvaram a Deus por Sua obra de criação (verso 11). No capítulo 5 eles dirigem louvores a Jesus por Sua obra de redenção.” – LES892, p. 77 e 78.

“Em cada um dos textos mais abaixo, somos exortados a entoar ‘novo cântico’ ao Senhor e é apresentada uma razão para isso. […] Sal. 33:3-5 Sal. 40:1-3 Sal. 96:1-6 Sal. 98:1-3 Isa. 42:5-17” – LES892, p. 78.

“…[Os ritos do Antigo Testamento, como em Lev. 4:27-30] não tinham valor por si mesmos. O sangue de Cristo , representado pelo dos animais, é o único que tem poder redentor (Hebreus 9:9-14).” – SRA/EP, p. 78.

 

5:10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.

Reis e sacerdotes – Ver comentário sobre Apoc. 1:6.

 

5:11 E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades;

 

5:12 que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Doxologia – “…os sete aspectos da doxologia de Apocalipse 5:12 … o número sete significa perfeição e inteireza … :

Poder: S. Mat. 28:18;

Riqueza: Filip. 4:19;

Sabedoria: Col. 2:3;

Força: Jer. 50:34;

Honra: I Tim. 1:17;

Glória: S. João 17:5;

Louvor: Sal. 48:10 “ – LES892, p. 79.

Digno é o Cordeiro – “A triunfante investidura de Cristo. Ali está o trono, e ao seu redor, o arco-íris da promessa. Ali estão querubins e serafins. Os comandantes das hostes celestiais, os filhos de Deus, os representantes dos mundos não caídos, acham-se congregados. … Todos ali estão para dar as boas-vindas ao Redentor. Estão ansiosos por celebrar-lhe o triunfo e glorificar seu Rei.

“Mas Ele os detém com um gesto. Ainda não. Não pode receber a coroa de glória e as vestes reais. Entra à presença do Pai. Mostra a fronte ferida, o alanceado flanco, os dilacerados pés; ergue as mãos que apresentam os vestígios dos cravos. Aponta para os sinais de Seu triunfo; apresenta a Deus o molho movido, aqueles ressuscitados com Ele como representantes da grande multidão que há de sair do sepulcro por ocasião de Sua segunda vinda. Aproxima-se do Pai. … Agora Ele declara: ‘Pai, está consumado. Fiz, ó Meu Deus, a Tua vontade. Concluí a obra da redenção.’ …

“Ouve-se a voz de Deus proclamando que a justiça está satisfeita. Está vencido Satanás. Os filhos de Cristo, que lutam e se afadigam na Terra, são ‘agradáveis … no amado’. Efés. 1:6. … Os braços do Pai circundam o Filho, e é dada a ordem: ‘E todos os anjos de Deus O adorem.’ Heb. 1:6.

“Com inexprimível alegria, governadores, principados e potestades reconhecem a supremacia do Príncipe da Vida. A hoste dos anjos prostra-se perante Ele, ao passo que enche todas as cortes celestiais a alegre exclamação: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças’!” – O Desejado de Todas as Nações, ed. Popular, p. 797 e 798.

 

5:13 Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos:

 

5:14 e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram.

 

* Também disponível em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-5-o-livro-selado-o-cordeiro.html



APOCALIPSE 4 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
26 de dezembro de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO APOCALIPSE 4 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 4 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

APOCALIPSE 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

APOCALIPSE 4 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



APOCALIPSE 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
26 de dezembro de 2021, 0:50
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1034 palavras

No céu. Não “para dentro do céu”, como se João estivesse do lado de fora, olhando para dentro. Uma vez que, olhando de dentro, ele contemplou o trono de Deus, a porta deveria estar aberta para a sala do trono do universo. A sala do trono é identificada com o lugar santíssimo do santuário celestial. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 848.

Em espírito. João entra em visão pela segunda vez. Não se sabe quanto tempo se passou entre esta visão e a primeira. CBASD, vol. 7, p. 848.

Pedra de jaspe. Do gr. iaspis. Não se trata precisamente do jaspe atual, mas de uma pedra descrita, pelo naturalista Plínio, como translúcida (História Natural, xxxvii). João recorre várias vezes às pedras preciosas para descrever cores brilhantes, pois a luz do sol reluzindo nas pedras fazia transparecer algumas das cores mais brilhantes que as pessoas de sua época conheciam. Nesse caso, iaspis provavelmente descreve uma luz intensa e resplandecente, mais notável pelo brilho do que pela cor. CBASD, vol. 7, p. 848.

Sardônio. A cordalina ou outra pedra de cor avermelhada. Plínio observa que esta pedra era encontrada em Sardes e, por isso, recebeu o nome da cidade. Nesta passagem, descreve uma luz vermelha brihante. CBASD, vol. 7, p. 848, 849.

Arco íris semelhante, no aspecto, a esmeralda. Isto é, de cor esverdeada. O brilho da luz irrompendo da presença do trono era temperado pela luz verde e suave de um arco-íris em círculo. Esse arco-íris representa a união de justiça e misericórdia que caracteriza o governo de Deus (ver Ed, 115; cf. PJ, 148). CBASD, vol. 7, p. 849.

Vinte e quatro anciãos. Uma das interpretações defende que a descrição do trono celestial (Ap 4 e 5) deve ocorrer antes do início dos eventos dos sete selos. Assim, se os 24 anciãos eram seres humanos, conclui-se que são pessoas que já estavam no céu nos dias de João. Com frequência eles são identificados com os santos que saíram das sepulturas por ocasião da ressurreição de Cristo (Mt 27:52, 53; cf. Ef 4:8), uma vez que se trata de um grupo que já ressurgiu. A ressurreição principal ainda é futura (1Ts 4:16). Portanto, a presença de seres humanos no Céu não pode ser considerada evidência de que a ressurreição de todos os remidos precederá os acontecimentos retratados nos selos. Outra interpretação compara os 24 anciãos com os 24 turnos do sacerdócio levita. … Outra sugestão é que os 24 anciãos simbolizam Israel em seu sentido mais pleno. … Assim, eles podem ser comparados aos 12 patriarcas e aos 12 apóstolos. … Outros intérpretes afirmam que os 24 anciãos são anjos, não seres humanos. Eles destacam que os anciãos são retratados ministrando as orações dos santos (Ap 5:8), obra que, segundo acreditam, dificilmente seria confiada a homens. CBASD, vol. 7, p. 849.

Sete Espíritos. Ver com. de Ap 1:4 [É provável que “sete seja uma expressão simbólica de Sua perfeição e também pode subentender a variedade de dons por meio dos quais ele trabalha nos seres humanos (ver 1Co 12:4-11; cf. Ap 3:1). CBASD, vol. 7, p. 808.].  CBASD, vol. 7, p. 849.

Mar de vidro. Nos tempos antigos, o vidro era muito mais valioso do que hoje. Aqui, ele representa a aparência transparente e cristalina sobre a qual fica o trono. CBASD, vol. 7, p. 849.

Seres viventes. Do gr. zoa. A palavra zoa não sugere a que espécie de criatura esses quatro pertenciam. No entanto, eles se parecem muito com os que Ezequiel viu (ver com. de Ez 1:5-26) e chama de querubins (Ez 10:20-22). CBASD, vol. 7, p. 850.

Cheios de olhos. Ver Ez Ez 1:18; 10:12. Pode-se compreendê-los como um símbolo da inteligência e vigilância cons tante dos seres celestiais. Uma vez que o símbolo dos olhos é extraído de Ezequiel, é possível interpretá-lo também com base no pensamento hebraico. Nove vezes no AT, a palavra ‘ayin, “olho”, é usada com o sentido de “cor”ou “brilho”(Pv 23:31; Ez 1:4, 7, 16, 22, 27, 8:2; 10:9; Dn 10:6). Isso sugere que, ao dizer que os quatro seres viventes eram “cheios de olhos”, João estava afirmando que eles tinham um brilho reluzente. CBASD, vol. 7, p. 850.

Leão, … novilho, … homem, … águia. Aqui, cada um dos quatro seres vivente apresenta uma das quatro faces características de cada querubim da visão de Ezequiel (ver Ez 1:10; 10:14; sobre o significado dos símbolos, ver com. de Ez 1:10). CBASD, vol. 7, p. 850.

Seis asas. Os querubins da visão de Ezequiel tinham quatro asas (Ez 1:6; 10:21), ao passo que os serafins de Isaías contavam com seis (Is 6:2). É possível compreender as asas como indicadoras d velocidade com que as criaturas celestiais executam suas tarefas (cf. Hb 1:14). CBASD, vol. 7, p. 850.

Não têm descanso. Em geral, as pessoas trabalham durante o dia e descansam à noite, mas “não dormita, nem dorme o guarda de Israel”(Sl 121:4). O poder divino que sustenta o universo nunca dorme. CBASD, vol. 7, p. 850.

Nem de dia nem de noite. A noite interrompe a maioria das atividades humanas, mas ela não interfere no preito de louvor incessante  Deus que provém dos seres celestiais. CBASD, vol. 7, p. 850.

Santo, Santo, Santo. Este também é o brado dos serafins na visão de Isaías (ver com. de Is 6:3). Não há motivo válido para considerar que esse louvor triplo subentende uma referência à Trindade, pois é dirigido à presença que se encontra no trono, o Pai. A segunda e  terceira pessoas da Trindade são representadas por outros símbolos ver Ap 4:5; 5:6). CBASD, vol. 7, p. 850.

11 Digno. Deus é “digno”de receber louvor de Suas criaturas porque lhes deu vida e tudo o mais que possuem. Ele as fez serem o que são. CBASD, vol. 7, p. 851.

Senhor e Deus nosso. Os defensores da ideia de que os 24 anciãos são seres humanos destacam que o uso do título kurios, “Senhor”, pelos anciãos e não pelos quatro seres viventes parece significativo, pois kurios é o equivalente em grego do hrb. Yahweh, o nome divino que Deus usou para Se revelar a Seu povo (ver Êx 6:2, 3). Esse título, afirmam eles, é muito mais adequado para o louvor humano (ver vol. 1, p. 148-150). CBASD, vol. 7, p. 851.

Por causa da Tua vontade. Agradou a Deus criar o universo e dar vida a suas criatura. Ele percebeu que era bom fazê-lo. De Seu ponto de vista, não havia nada de desejável em permanecer sozinho em um universo vazio. Foi de Seu agrado que o universo fosse povoado por seres inteligentes, capazes de apreciar e refletir Seu amor infinito e caráter perfeito. Esse foi o propósito de Deus ao criá-los. CBASD, vol. 7, p. 851.



APOCALIPSE 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
26 de dezembro de 2021, 0:40
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APOCALIPSE 4 – No trono celestial é onde o Deus Criador recebe adoração total de Suas criaturas. “Note que os três membros da Trindade aparecem nas cenas do Santuário/da sala do trono nos cap. 4-5 (o Pai, 4:2; o Espírito Santo, 4:5; 5:6; Jesus, 5:5-6; ver também 1:4-5; 22:16-21)” (Bíblia Andrews).

A partir deste capítulo temos uma visão que alcança seu clímax no capítulo 8:1. Nos capítulos 4-5 temos a cena de abertura da profecia e nos capítulos 6:1-8:1 veremos a abertura dos sete selos.

O lugar do Trono de Deus é onde acontece a reunião administrativa do Universo. As principais decisões do mundo acontecem nesse ambiente solene (vs. 1-2). No capítulo supracitado observa-se a participação das seguintes personagens:

• Os 24 anciãos: Ao redor do trono principal há 24 tronos (vs. 3-4). Esses tronos foram ocupados por pessoas resgatadas dos sepulcros, junto com Cristo (Mateus 27:52-53); fato este, confirmado por Paulo (Efésios 4:8) e, visto por João, no Céu. Provavelmente, sejam representantes dos salvos das doze tribos de Israel e dos doze apóstolos, ou melhor, representam os salvos do Antigo e Novo Testamento; pois, trajam vestes brancas e possuem coroas, como predito em Apocalipse 2:10; 3:4-5. Eles são, para nós, a garantia de sucesso do plano divino de redenção da humanidade.

• Os quatro seres viventes: Estas criaturas especiais (vs. 6-8) são melhores compreendidas estudando os escritos proféticos de Ezequiel e Isaías. Em Ezequiel 1:5-21 e 10:20 são chamadas de Querubins. E, Isaías 6:2-3 informa-nos que os seres com seis asas são serafins que cantam ao redor do trono em destaque, com um arco-íris ao redor e relâmpagos, vozes e trovões, e onde ardem sete tochas de fogo e, está assentado Aquele que é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e sardônio.

• As três pessoas da Divindade: O cântico de adoração dos seres viventes revela, no final do capítulo, quem assentava no Trono principal: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso…” (v. 8); juntamente com o louvor responsivo dos 24 anciãos: “Tu és digno. Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder porque todas as coisas tu criastes…” (vs. 9-11).

Unamo-nos em adoração com estes fervorosos seres no Céu, por entendermos que o Criador reina soberanamente! Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 4 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
26 de dezembro de 2021, 0:30
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1845 palavras

Capítulo 4 – A visão do trono

“Apocalipse 4 descreve a sala do trono de Deus depois da ascensão de Cristo.” – LES892*, p. 71.

“Enquanto prossegue na Terra o conflito com o mal, louvor e devoção estão continuamente sendo oferecidos a Deus pelos habitantes do Céu que não têm pecado. Os capítulos 4 e 5 do livro do Apocalipse retratam diversos aspectos da mesma cena. O cenário do capítulo é a sala do trono celestial descrita no capítulo 4. Os dois capítulos juntos provêem a introdução e o cenário para a profecia dos sete selos.” – LES892, p. 57.

“Esses dois capítulos [4 e 5] apresentam o cenário em que são rompidos os sete selos como prelúdio da Segunda Vinda de Jesus.” – LES892, p. p. 71.

 

4:1 Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.

Depois desta coisas – “Havendo escrito as cartas para as sete igrejas na Ásia Menor, João volta a atenção para a crise iminente em escala mundial.” – LES892, p. 58.

“O Objetivo da visão relatada em Apocalipse 4 era fortalecer os crentes, animando-os a ter fé na sabedoria, no poder e na santidade de Deus.” LES892, p. 65.

Porta aberta no céu – “No Céu. Não, ‘para o Céu’, como se João estivesse do lado de fora, olhando para dentro. Visto que, ao olhar, ele contemplou o trono de Deus, essa deve ter sido uma porta que dava acesso à sala do trono do Universo.” – SDABC, vol. 7, p. 766, citado em LES892, p. 58.

 

4:2 Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono;

Arrebatado em espírito – “O apóstolo é arrebatado em visão a uma porta dentro do Céu. Através da porta aberta ele contempla a santidade da presença de Deus numa gloriosa cena de adoração.” – LES892,  p. 58.

“Compare essa visão que João teve de Deus com as visões recebidas por outros profetas bíblicos: Ezeq. 1:26-28  Isaías 6:1-4  Daniel 7:9 e 10”. – LES892,  p.58.

Trono – “Apocalipse 4 descreve a sala do trono de Deus depois da ascensão de Cristo. Os vinte e quatro anciãos que foram ressuscitados com Cristo estão ali.” – LES892, p. 71.

 

4:3 e aquele que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sárdio; e havia ao redor do trono um arco-íris semelhante, na aparência, à esmeralda.

Deus Pai assentado no trono – “O santuário israelita era um lugar no qual Deus podia habitar no meio de Seu povo num mundo pecaminoso (Êxo. 25:8). O santuário celestial é o lugar do Universo no qual Deus habita entre Suas criaturas (Apoc. 4:2-7; Sal. 11:4). Deus, que não pode ser limitado a um espaço (I Reis 8:27), escolheu tornar uma fração do espaço o local da Sua habitação no Universo.” – LES963, lição 3, p. 3A.

Jaspe – branco – santidade.

Sardônio – vermelho – misericórdia.

Arco-íris (celeste) – combinação da santidade com a misericórdia –

“Ezequiel [Ezeq. 1:26-28] e João falam de uma arco-íris ao redor do trono de Deus. Ellen White faz estes comentários: ‘No Céu, uma semelhança de arco-íris rodeia o trono, e estende-se como uma abóbada por sobre a cabeça de Cristo. … Quando o homem pela sua grande impiedade convida os juízos divinos, o Salvador, intercedendo junto ao Pai em seu favor, aponta para o arco das nuvens, para o arco celeste em redor do trono e acima de sua cabeça, como sinal da misericórdia de Deus para com o pecador arrependido.” – Patriarcas e Profetas, pág. 105.” – LES892, p. 53.

 

4:4 Havia também ao redor do trono vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeças coroas de ouro.

 Vinte e quatro anciãos – “Quando Cristo morreu na cruz, ‘abriram-se os sepulcros e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.’ S. Mat. 27:52 e 53. Esses santos ressuscitados não foram deixados na Terra para morrerem pela segunda vez. Foram levados para o Céu com Jesus, como as primícias de Seu sacrifício.” – LES892,  p.60.

“… aqueles que ressuscitaram com Cristo [S. Mat. 25:52 e 53] e são hoje os vinte e quatro anciãos no Céu foram mártires para Deus, desde o tempo da criação até o tempo de Cristo. Pode ser que Abel e João Batista estejam incluídos entre eles.” – LES892, p. 61.

“Aqui e em outros lugares do livro eles são retratados prostrando-se diante de Deus em adoração e louvor (Apoc. 4:10; 5:14; 7:11; 11:16; 19:4). Duas vezes é declarado que um dos anciãos conversou com João (Apoc. 5:5; 7:13), e numa ocasião os anciãos aparecem com os quatro seres viventes apresentando a Deus as orações de Seu povo (Apoc. 5:8). De dia e de noite eles prestam contínua adoração a Deus. – LES892, p.59.

O número 24 – “Em Apocalipse 4 o número 24 é usado simbolicamente. A cena toda é uma representação simbólica da realidade. Não devemos deduzir que há um número literal de 24 anciãos no Céu. Esse número chama nossa atenção para as funções dos anciãos. Como havia 24 divisões ou classes de sacerdotes que labutavam no santuário antigo, assim a obra dos anciãos é auxiliar a Cristo, nosso Sumo Sacerdote, em Seu ministério celestial.” – LES892, p. 59.

“Além de seus deveres sacerdotais no santuário […] Os antigos sacerdotes israelitas eram juízes adjuntos. Assim também, os anciãos celestiais ajudam a Cristo em Sua obra de julgamento.” – LES892, p. 59 e 60.

Vestidos brancos –  “… o linho fino são as justiças dos santos.” Apoc. 19:8

“As vestes brancas usadas por eles simbolizam a justiça de Cristo concedida aos crentes. Cristo, introduzido em nosso coração pelo Espírito Santo, é nossa justiça (Rom. 8:9 e 10; 10:6-10; I S. João 2:29; 3:7). As vestes brancas representam a Cristo no interior das pessoas. Sentados diante do trono de Deus no Céu há seres humanos redimidos que alcançaram a suprema vitória por meio de Cristo, que é a sua justiça.” – LES892, p. 60.

Coroas de ouro – “As coroas usadas pelos vinte e quatro anciãos representam a vitória espiritual que eles já receberam.” – LES892, p. 60.

 

4:5 E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus;

 Sete Espíritos de Deus  Ver comentário sobre Apoc. 1:4.

 

4:6 também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;

 Animais – “A palavra grega que algumas versões traduziram por ‘animais’ também significa ‘criaturas ou seres viventes’.” – LES892, p. 61.

“…as evidências de Ezequiel [Ezeq. 10:1, 15 e 20] são suficientes: as criaturas viventes são querubins celestiais.” – LES892, p. 62.

“Do mesmo modo que havia querubins de ouro perto do trono no santuário terrestre (Êxo. 37:7-9), no Céu há querubins de posição superior aos anjos em geral. Desempenham a função de comandantes que transmitem aos outros anjos as ordens dadas pelo próprio Senhor […] Os anjos diante do trono de Deus estão diretamente envolvidos nas questões terrestres.” – LES892, p. 62.

“Embora estivessem sustendo o trono de Deus (Ezeq. 1:26-28), estavam em contato com os acontecimentos na Terra, pois Ezequiel viu ao lado de cada criatura vivente ‘uma roda na Terra’ (Ezeq. 1:15). A ‘roda dentro da outra’ (v.16), que se estendia do Céu à Terra era dirigida pela criatura vivente. As quatro rodas representam o controle dos acontecimentos terrestres que Deus exerce por meio das criaturas viventes.” – LES892, P. 61-62.

 

4:7 e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.

 Semelhantes a leão, bezerro, águia e homem – “Escritores judeus dão a entender que os símbolos em Ezequiel e no Apocalipse estão relacionados com os emblemas das tribos principais no acampamento do antigo Israel. Judá, ao leste, usava o símbolo de um leão; Rabin, ao sul, o símbolo de um homem; Efraim, ao oeste, o símbolo de um boi ou bezerro; e Dã, ao norte, o símbolo de uma águia.” – LES892, p. 62.

 

4:8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir.

 Não descansam nem de dia nem de noite – “Enquanto prossegue na Terra o conflito com o mal, louvor e devoção estão continuamente sendo oferecidos a Deus pelos habitantes do Céu que não tem pecado.” – LES892, p. 57.

“As instrumentalidades do Céu estão continuamente em atividade, efetuando sua obra e prestando louvor a Deus. João Wesley chama isso de ‘feliz desassossego’.” – LES892, p. 65.

“Eles enaltecem incessantemente a grandeza de Deus proclamando Sua santidade, poder e eternidade. Santidade é o principal atributo de Deus. (Ver Lev. 11:44 e 45).” – LES892, p. 63.

“O reconhecimento da santidade de Deus por meio de adoração, louvor e ações de graça constitui algo aceitável a Ele. Sem apropriado conhecimento da santidade de Deus e de Seu amor e cuidado por Suas criaturas, é impossível prestar-lhe serviço.” – LES892, p. 56.

“O que faz a diferença entre os que sentem temor diante de Deus e os que estão cheios de terror? […] Respeito e reverência pela santidade e poder de Deus resultam da relação de amor com Ele.” – LES892, p. 64.

 

4:9 E, sempre que os seres viventes davam glória e honra e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive pelos séculos dos séculos,

 Glória, e honra, e ações de graças – “ Estamos à mercê do inimigo quando deixamos de ter comunhão com Deus. No culto público obtemos força ao ouvir a Palavra de Deus, cantar hinos de louvor, entregar nossos dízimos e ofertas e fazer intercessão uns pelos outros. A experiência da adoração foi designada para nossa edificação e crescimento espiritual.” – LES892, p. 59.

“As cenas de adoração no Apocalipse foram reveladas a João para conforto e encorajamento da Igreja. Como devo ter comunhão com Deus e com Seu povo? Heb. 10:23-25.” – LES892, p. 59

Olhos – Ver comentário sobre Apoc. 5:6.

 

4:10 os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam ao que vive pelos séculos dos séculos; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:

Lançavam as suas coroas diante do trono – “Simbolicamente, isto denota o reconhecimento da superioridade e benevolência de um monarca.” – LES892, p. 65.

 

4:11 Digno és, Senhor nosso e Deus nosso, de receber a glória e a honra e o poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existiram e foram criadas.

Digno és … porque Tu criaste – “O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência.” – O Grande Conflito, p. 436.

Por causa da Tua vontade – “Aprouve a Deus trazer à existência o Universo e dar vida a suas criaturas. Ele viu que era bom fazer isso. Do seu ponto de vista, não era desejável estar só num universo vazio. Ele achou conveniente povoar o Universo de seres inteligentes, capazes de apreciar e refletir Seu amor infinito e caráter perfeito. Esta foi a Sua intenção ao criá-los.” – SDABC, vol. 7, p. 769, citado em LES892, p. 65.

 

LES892 – Lição da Escola Sabatina, 2º trimestre de 1989.



APOCALIPSE 3 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
25 de dezembro de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO APOCALIPSE 3 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

APOCALIPSE 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

APOCALIPSE 3 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS

QUADRO RESUMO COM AS INFORMAÇÕES DAS 7 IGREJAS DO APOCALIPSE

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



APOCALIPSE 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
25 de dezembro de 2021, 0:50
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653 palavras

1 Nome. Neste caso, “reputação”. A hipocrisia caracterizava essa igreja, que não era aquilo que fingia ser. As igrejas da Reforma professaram ter descoberto o que significa viver pela fé em Jesus Cristo. Todavia, em sua maioria, caíram em um estado semelhante ao da organização da qual haviam se separado (cf. 2Tm 3:5). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 835.

Estás morto. Protegidas pelo poder e prestígio do estado e abrigadas pelo refúgio de credos confessionais rígidos, as igrejas nacionais do mundo protestante passaram a se contentar, de modo geral, com a forma de piedade, sem seu poder. CBASD, vol. 7, p. 836.

8 Uma porta aberta. Os adventistas do sétimo dia defendem que o encerramento do período de Filadélfia (1844) marca o início do juízo investigativo (ver com. de Dn 7:10; Ap 14:6,7). … O ritual do santuário terrestre consistia essencialmente de duas partes, o serviço diário da ministração pelo pecado, no lugar santo, e o serviço anual, no Dia da Expiação, que era considerado um dia de juízo, no lugar santíssimo (ver Hb 9:1, 6, 7; ver com. de Dn 8:11, 14). Considerando que o santuário terrestre era “figura e sombra das coisas celestes” (Hb 8:5), conclui-se que os serviços diário e anual do santuário terrestre encontram correspondentes no ministério de Cristo no santuário celestial. Falando em termos do santuário terrestre, que era uma “figura do verdadeiro” (Hb 9:24), no antitípico Dia da Expiação, iniciado em 1844, nosso grande Sumo Sacerdote deixou o lugar santo do santuário celestial e entrou no santíssimo. Assim, a “porta fechada” seria a do lugar santo do santuário celestial e a “porta aberta”, a do santíssimo, no qual Cristo se acha envolvido na obra do grande antitípico Dia da Expiação, desde 1844. … Em outras palavras, a “porta fechada” indica o encerramento da primeira etapa do ministério celestial de Cristo e a “porta aberta”, o início da segunda etapa. CBASD, vol. 7, p. 838.

Ninguém pode fechar. Cristo levará avante a obra de redenção até terminá-la. O ser humano nada pode fazer para impedir Seu ministério nas cortes do Céu, nem em Sua jurisdição e em Seu controle sobre as questões terrenas. CBASD, vol. 7, p. 838.

12 Nova Jerusalém. Não é “nova” no sentido de ser uma réplica da cidade literal com o mesmo nome, mas o contraste celestial de sua correspondente terrena. A antiga Jerusalém deveria ter se tornado uma metrópole nesta Terra e perdurado para sempre (ver vol. 4, p. 16, 17). Todavia, por sua falha em cumprir o plano designado, esse papelk será concedido à nova Jerusalém. A expressão “nova Jerusalém” só ocorre no Apocalipse, mas o conceito é anterior (ver Gl 4:26; Hb 12:22; sobre o conceito de “Jerusalém”, ver com. de Js 10:1). CBASD, vol. 7, p. 838.

18 Ouro. Representa as riquezas espirituais, oferecidas como o remédio de Cristo para a pobreza espiritual dos laodicenses. Este “ouro” figurado pode ser interpretado como uma referência à “fé que atua pelo amor” (Gl 5:6; Tg 2:5; cf. PJ, 158) e às obras que resultam da fé (ver 1Tm 6:18). CBASD, vol. 7, p. 843.

Refinado pelo fogo. Sem dúvida, a referência aqui é à fé que foi provada e purificada pelo fogo da aflição (ver com. de Tg 1:2-5; cf. Jó 23:10). CBASD, vol. 7, p. 843.

Vestiduras brancas. Fazem contraste com a nudez dos laodicenses, que se destacava diante da ostentação de acharem que não careciam de nada (v. 17). As vestiduras brancas podem ser interpretadas como a justiça de Cristo (Gl 3:27; ver com. de Mt 22:11; Ap 3:4; cf. T4, 88). CBASD, vol. 7, p. 843.

Colírio. Perto de Laodicéia, havia um templo dedicado ao deus frígioMen Karou. Uma famosa escola de medicina se desenvolveu junto com o templo, e lá era possível conseguir um pó para os olhos. Esse fato pode formar o contexto para a figura empregada aqui. O colírio figurado oferecido aos laodicenses é o antídoto do Céu para a cegueira espiritual. O propósito é abrir os olhos para a verdadeira condição da igreja. Esta é a obra do Espírito Santo (ver Jo 16:8-11). Somente por meio de Sua obra de convencimento é que a cegueira espiritual pode ser removida. CBASD, vol. 7, p. 843.

 

  • Se você quiser saber mais sobre um verso específico, por favor deixe um comentário


APOCALIPSE 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
25 de dezembro de 2021, 0:40
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APOCALIPSE 3 – Jesus fez uma promessa antes de subir aos Céus, em Mateus 28:18-20, aos crentes:
“Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.

Após ressuscitar, Jesus passou 40 dias com Seus discípulos, depois subiu ao Céu (Atos 1:3). Decorridos 70 anos, quando os apóstolos tinham sido martirizados (exceto João), e a igreja perseguida, Jesus apareceu em Patmos para consolar o aflito apóstolo, revelando que cumpria a promessa de estar presente.

Isso explica porque cada carta às sete igrejas menciona Jesus com títulos característicos da visão de João no capítulo 1. Observe: “Estas são as palavras daquele que…”
1. “…tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro” (2:1; conf. 1:12-13, 16, 20).
2. “…é o Primeiro e o Último, que morreu e tornou a viver” (2:8; conf. 1:17-18);
3. “…tem a espada afiada de dois gumes” (2:12; conf. 2:16);
4. …é o “Filho de Deus, cujos olhos são como chamas de fogo e os pés como bronze reluzente” (2:18; conf. 1:14-15);
5. “…tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas…” (3:1; conf. 1:4, 16);
6. “…é santo e verdadeiro, que tem as chaves de Davi…” (3:7; conf. 1:14, 18);
7. …é o “Amém, a Testemunha Fiel e Verdadeira, o Soberano da Criação de Deus” (3:14; conf. 1:5).

A síntese do capítulo 3, de G. K. Beale, revela que:
• Cristo condena à igreja de Sardes por sua falta de testemunho e suas transigências e anima-a a superar tudo isto para herdar as bênçãos de uma vida de salvação (vs. 1-6);
• Cristo elogia à igreja de Filadéfia por perseverar em seu testemunho, no qual Ele dará a seus membros mais autoridade, e anima-os a seguir perseverando para conseguir uma comunhão e identificação com Ele no fim dos tempos (vs. 7-13);
• Cristo condena à igreja de Laodiceia por seu testemunho ineficaz e sua deplorável condição espiritual e exorta a seus membros a perseverar convertendo-se em testemunhas fieis e renovando sua comunhão com Ele para então reinar com Ele (vs. 14-22).

Sardes ilustra a igreja sem vida; Filadélfia, a igreja missionária; e, Laodiceia, a igreja morna. Aprendamos que testemunhar é a melhor forma de desenvolver-se espiritualmente; ação missionária é o segredo da vida espiritual. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 3 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
25 de dezembro de 2021, 0:30
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Capítulo 3 – Três últimas igrejas

 

3:1 Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto.

Sardes – “Sardes significa: ‘cântico de alegria’, ou ‘a que permanece’, ou ainda ‘o escape do remanescente’. – O Apocalipse Revelado, p. 43.

Período: “Pós-Reforma [protestante]” – LES892, P. 44.

“Sardes corresponde à igreja no século XVII e primeira parte do século XVIII, quando a verdade bíblica começou a abrir caminho por meio da pregação dos reformadores.” – SRA/EP, p. 37.

Nome – “Em Apocalipse 3:1 é sinônimo de reputação.” – LES892, p. 46.

“Sardes, a Igreja da Reforma e do tempo posterior a ela, assim como Pérgamo – falando de um modo geral – foi uma igreja espiritualmente morta, mas com alguns membros cuja relação com o Senhor tornou suas obras agradáveis a Cristo.” – LES892, p. 43.

Tens nome de que vives, e está morto – “Essa igreja era apática, sem vida e sem amor. Tinha aparência, mas carecia de poder. Que é uma igreja morta? Que é um cristão que ‘está morto’? Os membros da Igreja em Sardes tinham a reputação de que estavam espiritualmente vivos, mas não possuíam fé viva. Conseqüentemente, suas obras não podiam ser aceitas por Deus.” – LES892, p. 44.

“A Igreja de Sardes tornara-se indolente e letárgica, manifestando alarmante satisfação consigo mesma – uma forma de morte espiritual. Cristo não vivia mais no coração dos membros; sua fé era morta, e suas obras eram obras mortas, que Cristo não podia aceitar. ” – LES892, p. 45.

“A hipocrisia caracterizou [a igreja de Sardes], que  não era o que pretendia ser. Declaradamente, as igrejas da Reforma haviam descoberto o que significa viver pela fé em Jesus Cristo; mas, em grande parte, elas acabaram caindo num estado que, nalguns aspectos, se assemelhava ao da organização da qual se haviam retirado. Seu nome – protestante – denotava oposição aos abusos, erros e formalismos da Igreja Católica Romana, e o nome Reforma dava a entender que nenhuma dessas faltas devia encontrar-se no rebanho protestante.” – SDABC, vol. 7, págs. 755 e 756), citado em LES892, p.48 e 49.

3:2 Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus.

Os restantes, que estavam para morrer – “Representa o que merecia ser preservado no protestantismo em decadência.” – LES892, p. 46.

“Apocalipse 3:2 profetiza a tragédia vivida pelas igrejas que, após a morte de seus fundadores deixaram morrer parte das verdades descobertas e pregadas pelos reformadores.” – SRA/EP, p. 37.

Não achei as tuas obras perfeitas – “…haviam deixado de manter comunhão com Ele. Estavam espiritualmente ‘mortos’, e não tinham, portanto, o poder interior do Espírito Santo para realizar as obras que Deus pudesse aceitar. O conceito bíblico de perfeição é semelhança com Cristo (Efésios 4:13). ‘A medida da estatura da plenitude de Cristo’ só é possível àquele que permite que Cristo habite continuamente no seu coração.” – LES892, p. 45.

“Obras perfeitas são as que Deus aceita. Em I S.João 2:29, verificamos que Deus considera justas as obras daquele que ‘é nascido dEle’. Tal indivíduo ‘é justo, assim como Ele é justo’ (I. S.João 3:7), não independentemente, mas porque o Cristo que é justo está vivendo no seu coração (Rom. 8:9 e 10). O problema dos membros da igreja em Sardes era haverem perdido a presença de Jesus no coração.” – LES892, p. 46.

“Nem todas as imperfeições são consideradas como pecado por Deus. … As obras imperfeitas das pessoas não eram consideradas pecado enquanto elas não haviam recebido a luz de Jesus. … Tudo o que fazemos é imperfeito, porque somos seres humanos decaídos e defeituosos. Mas nem tudo o que fazemos é pecado. Martinho Lutero estava certo ao escrever: ‘As obras que resultam da Palavra e são efetuadas com fé, são perfeitas aos olhos de Deus, não importa o que o mundo pensa sobre elas…’ – Luther’s Works, pg. 318.“ – LES892, p. 47.

 

3:3 Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.

 

3:4 Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram as suas vestes e comigo andarão vestidas de branco, porquanto são dignas.

Não contaminaram seus vestidos – “…não se contaminaram moralmente.” – LES892, p. 46.

“Quando João escreveu, em 95 A.D., Sardes estava vivendo principalmente de seu glorioso passado. As poucas coisas ainda vivas pareciam prestes a morrer. Sua atividade externa não era corroborada por espiritualidade interna. O que haviam recebido e ouvido não era lembrado e conservado. Mesmo em Sardes, porém, havia uns poucos que não tinham contaminado os seus vestidos.” – O Apocalipse Revelado, p. 44

“Os que lideraram a Reforma eram homens de vigorosa consagração, mas seus seguidores, supondo que todas as batalhas já haviam sido ganhas, acomodaram-se em religião organizada. Grandes movimentos iniciados por homens como Lutero e Knox tornaram-se meras religiões de Estado, sustentadas pelo erário público.” –O Apocalipse Revelado, p. 45.

 

3:5 O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

Vitória em Cristo – “Tentações e enganos serão suscitados pelo grande enganador para prejudicar a obra do instrumento humano; mas, se ele confia em Deus, se é manso e humilde de coração, guardando os caminhos do Senhor, o Céu se alegrará, pois ele alcançará a vitória.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 960, citado em LES892, p. 48.

“Só Cristo pode ajudar-nos e conceder-nos a vitória. Cristo precisa ser tudo em todos para nós. Ele precisa habitar no coração, Sua vida deve circular por nós, assim como o sangue circula pelas veias. Seu Espírito tem de ser um poder vitalizador que nos leve a influenciar outros a tornarem-se semelhantes a Cristo e santos.” – Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 5, p. 1144, citado em LES892, p. 48.

De modo nenhum apagarei o seu nome do livro da vida – “Em Sardes houve alguns cujas obras foram agradáveis a Deus (Apoc. 3:4). Eles permitiram que o Espírito Santo vivesse no seu coração. A vontade de Cristo é que todos sejam como esses vencedores em Sardes: ‘O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do livro da vida.’ Verso 5. Os nomes não são apagados do livro da vida antes que sejam examinados no juízo investigativo que precede o Segundo Advento (Ver Dan. 7:9 e 10; 12:1; Comparar com S. Mat. 22:11-14).” – LES892, p. 47 e 48.

“Os nomes de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus estão escritos no livro da vida, e o seu caráter está sendo passado agora em revista diante dEle. Anjos de Deus avaliam o valor moral. Eles observam o desenvolvimento do caráter naqueles que vivem agora, para ver se os seus nomes podem ser conservados no livro da vida. É-nos concedido um tempo de graça para lavarmos e alvejarmos as veste do caráter no sangue do Cordeiro. Quem está fazendo isso? Quem está se afastando do pecado e egoísmo?” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 960, citado em LES892, p. 48.

“O Senhor não irá remover os nomes dos vencedores do livro da vida (Apoc. 3:5). Já os nomes dos que não venceram serão apagados. O livro da vida é revisado no juízo pré-advento (Dan. 7:10; 12:1). Durante esse tempo de julgamento (de 1844 até a volta de Jesus), o Senhor nos está convidando a depender inteiramente dEle. (Ver João 15:5-7.)” – LES963, lição 4, p. 6.

“Os nomes dos que perderam sua relação com Cristo como nascidos de novo são apagados (Apoc. 3:5). O selo de Deus do tempo do fim é colocado sobre os nomes mantidos no livro da vida (Apoc. 7:1-3; 14:1-5).” – LES963, lição 4, p. 4.

“Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo.” – O Grande Conflito, p. 628.

 

3:6 Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às igrejas.

 

3:7 Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre:

Período – “Três são as datas prováveis que se indicam para o começo desse período: 1755, quando ocorreu o grande terremoto de Lisboa, 1798, ano do escurecimento do Sol e da Lua, e 1833, a queda das estrelas.Na verdade, na profecia dos 7 selos, as três datas marcam uma época: O início do tempo do fim(6º selo). … As três datas indicadas obedecem à mesma época. Filadélfia chegaria até 1844, quando surge o último remanescente fiel da profecia.” – SRA/EP, P. 37.

“No período que se estendeu desde a Revolução Francesa até o começo do Juízo em 1844, houve um avivamento do espírito que caracterizou a Igreja de Esmirna.” – LES892, p. 43.

“Duas grandes revoluções políticas, uma na América, em 1776, e outra na França, 1789, afetaram tremendamente o pensamento do mundo, que subitamente começou a abrir-se para o evangelho. Guilherme Carey foi para a Índia em 1793; Roberto Morrison para a China em 1807, e em 1817 Roberto Moffatt foi para a África, seguido de Davi Livingstone  em 1841. A Sociedade Bíblica Britânica começou a funcionar em 1804, e a Americana em 1816.” O Apocalipse Revelado, p. 48 e 49.

Filadélfia – “Filadélfia, que quer dizer amor fraternal, representa a última parte do século XVIII e a primeira do século XIX, com o nascimento da expansão missionária e a organização das Sociedades Bíblicas. Começa-se a estudar Daniel e Apocalipse e surgem os maiores reavivamentos da História.

“Constitui notável coincidência que as duas cidades, Esmirna e Filadélfia, que retiveram seu caráter e população cristã por mais tempo do que as outras cidades da Ásia Menor, são as cidades cujas igrejas foram tão puras e irrepreensíveis no tempo do apóstolo João, que as cartas escritas para elas são as únicas que não contém palavras de repreensão.” – SDABC, vol. 7, p. 757 e 758, citado em   LES892, p. 50.

A Chave de Davi – “Este verso aplica a Cristo a profecia de Isaías a respeito de Eliaquim (Isa. 22:20-22; ver II Reis 18:18). Eliaquim foi escolhido para ter supervisão sobre ‘a casa de Davi’, segundo é indicado pelo fato de que lhe seria dada ‘a chave da Casa de Davi’. A posse da ‘chave’ por Cristo representa Sua jurisdição sobre a Igreja e sobre o propósito divino que deve ser realizado por intermédio dela.” – SDABC, vol. 7, pg. 757 e 758, citado em LES982, p. 50.

A porta fechada e a porta aberta – “A profecia do Antigo Testamento escrita por Isaías, já dizia que embora Ele [Cristo] nunca tenha praticado maldade (Isaías 53:6), nossos pecados seriam postos sobre Ele (Isaías 53:6), e que Sua morte seria expiatória (Isaías 53:10). Sua ressurreição garantiria Sua vitória sobre o pecado e a morte. Por isso é que quando Cristo abre a porta da salvação ao crente, ninguém a pode fechar, e quando a fecha por falta de fé do pecador nos méritos de Cristo, não há quem possa abri-la.” – SRA/EP, p. 31

“Esta porta [do lugar santíssimo do santuário celestial] não foi aberta até que a mediação de Jesus no lugar santo do santuário terminou em 1844. Então Jesus Se levantou e fechou a porta do lugar santo e abriu a porta que dá para o santíssimo, e passou para dentro do segundo véu, onde permanece agora junto da arca e onde agora chega a fé de Israel. Vi que Jesus havia fechado a porta do lugar santo, e que nenhum homem poderia abri-la; e que Ele havia aberto a porta para o santíssimo, e que homem algum poderia fechá-la”.  – Primeiros Escritos, p. 42.

 

3:8 Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar), que tens pouca força, entretanto guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.

A qual ninguém pode fechar – “Nenhum ser humano pode impedir que Cristo seja bem sucedido na realização de Sua obra no Lugar Santíssimo.” – LES892, p. 50.

“…não há nenhum poder que possa fechar a porta da comunicação entre Deus e a alma.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 961, citado em LES892, p. 49.

 

3:9 Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo.

Sinagoga de Satanás – Ver comentário sobre Apoc. 2:9.

 

3:10 Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra.

Hora da provação/tentação – “Um grande tempo de prova que precede o Segundo Advento. Não é declarado qual será a sua duração.” – LES892, p. 50.

 

3:11 Venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

Guarda a tua coroa – “O povo de Deus, nos últimos dias, deve usar a coroa da vitória espiritual (Apoc. 3:11; 6:2). Eles usam a coroa de duas maneiras: 1ª Eles possuem a dádiva da vida eterna (I S. João 5:12 e 13); 2ª Obtém a vitória sobre o pecado pelo poder de Cristo que habita neles (I S. João 5:4; Rom. 6:14).” – LES892, p. 100.

 

3:12 A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome.

Coluna no templo – “O vencedor terá uma posição importante na presença de Deus.” – LES892, p. 50.

 

3:13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

 

3:14 Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:

Laodicéia – “Laodicéia que dizer ‘julgamento do povo’. … também interpretado como ‘povo justo’, ou ‘povo justificado’. … A graça é a fonte; o sangue o meio; a fé o método pelo qual nos apropriamos da graça; nós a mostramos pelas obras, S. Tia. 2:22, 24. Boas obras jamais podem produzir justificação; mas a justificação é revelada pelas obras.” O Apocalipse Revelado, p. 51.

“A mensagem à Igreja de Laodicéia tem aplicação especial à Igreja nos últimos dias. A Igreja de Laodicéia era muito semelhante à Igreja contemporânea.” – LES892, p. 44.

 

3:15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!

Conheço as tuas obras – “Muitos do professo povo peculiar de Deus estão tão conformados com o mundo que seu caráter peculiar não é discernido, e torna-se difícil fazer distinção ‘entre o que serve a Deus e o que não O serve’.Deus faria grandes coisas por Seu povo se eles se separassem do mundo. Caso se submetessem à Sua direção, Ele torná-los-ia um louvor em toda a Terra. Diz a Testemunha Verdadeira: ‘Conheço as tuas obras’ ” – Testimonies, vol. 2, p. 121, citado em LES892, p. 50 e 51.

“A Igreja de Laodicéia é repreendida por sua falta de fervor espiritual, mas os membros que recebem a dádiva da justiça de Cristo são reintegrados na condição de pureza que distinguiu os cristãos primitivos.” – LES892, p. 43.

 

3:16 Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.

Morno – “Que não tem grande fervor espiritual.” – LES892, p. 52.

 

3:17 Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;

 

3:18 aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.

Que de Mim compres – “Vinde e comprai, sem dinheiro  e sem preço…” Isaías 55:1.

Ouro – “Riquezas espirituais oferecidas por Cristo.” – LES892, p. 52.

“Fé, mais preciosa do que o ouro.” I. S. Pedro 1:7.

Vestidos brancos – “O manto da justiça de Cristo” – LES892, p. 52. Ver Apoc. 7:13 e 14.

“…o linho fino são as justiças dos santos.” Apoc. 19:8.

Colírio – “O Espírito Santo. Ele nos abre os olhos para que vejamos nossa verdadeira condição espiritual.” – LES892, p. 52.  

“O ouro que Jesus quer que compremos dEle é o ouro provado no fogo; é o fogo da fé e do amor, que não está misturado com nenhuma substância impura. As vestiduras brancas são a justiça de Cristo, a veste nupcial que só Cristo pode dar. O colírio é o verdadeiro discernimento espiritual, que faz tanta falta entre nós, pois as coisas espirituais se discernem espiritualmente.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 965, citado em LES892, p. 51.

“Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei.” – Salmo 119:18;

“Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento.” – I S. João 2:20 e 27,

“…sendo iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos,…” – Efésios 1:18.

“Estando situada numa região em que eram criados grandes rebanhos de ovelhas negras, Laodicéia tornou-se o centro comercial de lã preta e lustrosa, bem como de vestimentas pretas de fabricação local. … A cidade também era conhecida como centro exportador do famoso pó frígio para os olhos, e era um forte centro financeiro com grandes casas bancárias que atraíam muita riqueza. Além disso, obteve fama por ficar perto do templo de Caru, onde funcionava bem conhecida escola de medicina.

“Assim Laodicéia distinguiu-se nos tempos do Império Romano como uma das cidades mais ricas do Oriente. …

“O conhecimento da história, da riqueza e dos principais produtos de Laodicéia contribui para esclarecer certas declarações da carta que João dirigiu à comunidade cristã nesta cidade.” – SDABC, vol. 7, p. 101, citado em LES892, p. 52

“O Grande Médico não somente diagnosticou a condição espiritual da igreja de Laodicéia, mas deu também uma prescrição ou receita para que seja produzida a cura completa. A prescrição de Cristo consiste de três medidas: 1) ungir os olhos com o colírio espiritual, para que possamos reconhecer nossa verdadeira condição; 2) tirar nossas vestes de pecado e justiça própria, e revestir-nos do manto da justiça de Cristo; 3) receber dEle o ouro da ‘fé que atua pelo amor’.

“Para maiores informações, ver Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 476-478.” – LES892, p. 52 e 53.

 

3:19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.

“Apesar da triste condição de auto-suficiência e miséria espiritual de Laodicéia, Deus continua a amá-la; não tolera seus erros, mas lhe dirige os conselhos mais comovedores e inclusive faz o mais terno oferecimento: entrar em comunhão íntima, se Lhe abrirmos o coração.” – SRA/EP, p. 38.

 

3:20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

Porta: “A entrada do coração.” – LES892, p. 52.

 

3:21 Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono.

…que se assente comigo no trono – Reinar com Jesus. Apoc. 5:10; 20:4 .

 

3:22 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

 

LES892 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

 

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24 de dezembro de 2021, 1:00
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