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ESTER 4 – Diante dos problemas que nos assolam, das ameaças que nos sobrevém e dos inimigos que se levantam, é imprescindível estar ciente que Deus cuida de cada detalhe; que buscá-Lo através da oração significa procurar pela melhor solução, que a coragem precisa ser mais desenvolvida que o medo, e confiar nas promessas divinas nos tranquilizam.
Diante de um iminente extermínio, os judeus passaram por uma experiência que deixou-nos preciosas lições de vida; pois, mesmo sem ver a Deus ou entender Seus planos, Ele está no controle da história e do mundo.
Além disso, diante de problemas aparentemente insolúveis, a oração deve ser utilizada com maior força, acompanhada de jejum – duas ferramentas para enfrentar terríveis dificuldades que nos sobrevém em situações de injustiças, ameaças e ódio mortal.
A intolerância religiosa exigiu atitude corajosa no contexto de Ester, e exigirá a mesma atitude de Mardoqueu no tempo do fim (Apocalipse 13). Para isso, precisamos ser influenciados pelos princípios revelados na Palavra de Deus, especificamente em Ester 4:
• Informe-se sobre a gravidade da situação: Como Mardoqueu estava ciente das consequências oriundas da intolerância religiosa, nós também precisamos conhecê-las, para então, saber como enfrentá-las.
• Procure apoio no lugar certo: Assim como Mardoqueu buscou ajuda em Ester, e esta buscou ajuda com o rei Xerxes, seu marido, não hesitemos em procurar ajuda de pessoas, políticos ou instituições organizacionais que combatem a intolerância religiosa.
• Clame a Deus consagrando-se através do jejum: Além de buscar intervenção, buscar a Deus com intensidade acalmará o coração diante das adversidades. Ester sabia bem disso, e seria bom que todos nós soubéssemos e praticássemos.
• Tenha coragem para agir sabiamente: Como Ester, é preciso ter coragem, e tomar as medidas certas, na hora certa, diante da pessoa certa. Às vezes, será preciso denunciar casos de intolerância religiosa às autoridades competentes, apoiar campanhas, promover projetos a favor da liberdade religiosa ou, promover diálogos inter-religiosos positivos.
• Acredite na providência de Deus: Este ponto é o mais importante. Há desequilíbrio quando se enfatiza mais a perseguição do que a intervenção divina.
Nestes últimos dias, devemos ser atores, não apenas observadores”, diz John Graz. A diferença entre resistir e desistir está apenas na primeira letra da palavra, mas os resultados são demasiadamente contrastantes!
Diante desses princípios deste capítulo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESTER 3 – Primeiro leia a Bíblia
ESTER 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
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COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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1278 palavras
1 Depois desses acontecimentos. Quatro anos decorreram após a coroação de Ester como rainha (v. 7; 2.16, 17). (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Hamã. Mais tarde, quando o livro de Ester passou a ser lido anualmente na festa de Purim, os judeus assimilaram a tradição de clamar “Seu nome seja apagado”, “Faze o nome dos ímpios perecer”, na hora da pronúncia desse nome [e fazer muito barulho, para que o seu nome não seja ouvido]. Hamã destaca-se pela vaidade, determinação, paixão, arrogância e pelo egoísmo (Bíblia Shedd).
Diz Josefo que “agagita” significa um descendente de Agague, o nome comum para os reis amalequitas (Nm 24.7) (Comentário Bíblico Devocional VT – FBMeyer).
Agagita provavelmente se refere ao legado genealógico do rei Agague dos malequitas, inimigos de longa data dos judeus (Êx 17:16; 1Sam 15:20) (Andrews Study Bible).
2 E se prostravam. Ou seja, prostravam-se perante Hamã no costume comum oriental. Este ato significava submissão, lealdade e obediência (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 522).
O termo utilizado para descrever o movimento de se curvar é, por vezes, associado com adoração (Êx 34:8; 2Cr 7:3, etc.). A recusa de Mordecai poderia ser interpretada neste sentido. A adoração aceitável desempenha um importante papel na história do povo de Deus. Os três amigos de Daniel preferiram morrer do que adorar a estátua de um rei babilônio (Dan 3:12-18); a adoração será também crucial nos eventos do tempo do fim (Ap 14:7-12) (Andrews Study Bible).
A obediência ao segundo mandamento (Êx 20.4) não é a causa de Mardoqueu se recusar a curvar-se diante de Hamã, pois os judeus estavam dispostos a se curvar diante dos reis (v. 1Sm 24.8; 2Sm 14.4; 1Rs 1.16) e de outras pessoas (v. Gn 23.7; 33.3; 44:14). Somente a inimizade de longa duração entre os judeus e os amalequitas explica a recusa de Mardoqueu e a intenção de Hamã de destruir todos os judeus (v. 5,6). A ameaça contra os judeus “em todo o império”(v. 6) é uma ameaça contra a questão suprema da história da redenção (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Fazer o que é correto pode não fazer você popular. Aqueles que fazem o que é certo estarão em minoria, mas obedecer a Deus é mais importante do que obedecer a pessoas (Atos 5:29) … Não devemos deixar que nenhuma pessoa, instituição ou governo tome o lugar de Deus.Quando pessoas exigem de você lealdade ou encargos que não honram a Deus, não desista. Pode ser o momento de tomar uma posição (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
5,6 Hamã amava seu poder e autoridade e a reverência que demonstravam a ele. Os judeus, entretanto, viam a Deus como sua autoridade suprema, não qualquer homem. Hamã percebeu que o único modo de realizar seus desejos auto centrados era matar todos que desobedecessem sua autoridade. Sua busca por poder pessoal e seu ódio aos judeus o consumiam [… ] A ira de Hamã não era dirigida diretamente a Mordecai, mas àquilo que Mordecai defendia: a dedicação dos judeus a Deus como única autoridade digna de reverência. A atitude de Hamã era preconceituosa. Ele odiava um grupo de pessoas por causa de uma diferença de crença ou cultura. O preconceito surge do orgulho pessoal – considerar-se melhor do que outros. Ao final, Hamã foi punido por sua atitude arrogante (7.9, 10). Deus julga severamente os preconceituosos ou aqueles cujo orgulho os faz olhar os outros com desprezo [olhar de cima] (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
7 Nisã. Março-abril. Nome internacional aramaico; antes do exílio, usava-se o antigo nome heb Abibe, o mês da Páscoa.
Após o cativeiro, este nome substituiu abibe entre os judeus. (CBASD, vol. 3, p. 522).
se lançou o Pur, isto é, sortes. Hamã usava a antiga prática do lançamento de sortes (1Sm 14.41-42; Pv 16.33) para determinar o tempo mais propício do seu plano de destruição dos judeus. A forma plural de pur, purim, é o nome da celebração que comemora a morte de Hamã, o “Adversário dos judeus” (9.23-32). (Bíblia de Genebra).
Hamã lançou sortes para determinar o melhor dia para executar o seu decreto. Mal ele sabia que estava jogando nas mãos de Deus, porque o dia da execução foi determinado quase um ano à frente, dando tempo para que Ester fizesse seu pedido ao rei. A palavra persa para “sortes” era purim, que se tornou o nome da festa celebrada pelos judeus quando eles libertos, não mortos, no dia designado por Hamã (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Há uma certa ironia no fato de o mês em que os judeus celebram a Páscoa, quando foram libertos do Egito, ser também o mês em que Hamã começou a tramar sua destruição (Êx 12.1-11). (Bíblia de Estudo Arqueológica NVI).
Adar. Fevereiro-março. Hamã estava disposto a esperar um ano para obter o dia certo. O que nos parece ser superstição grosseira, era considerado uma verdadeira ciência, na época (Bíblia Shedd).
8 um povo. Hamã fez uma representação falsa e maliciosa dos judeus e de seu caráter para o rei. (Bíblia de Estudo Mathew Henry).
O preconceito é semeado ao se levantar suspeitas. Pessoas ou povos um pouco diferentes são vistos como suspeitos e, consequentemente, perigosos. Hamã usou argumentos típicos de orgulho nacionalista. (Bíblia de Estudo Andrews).
9 dez mil talentos. O talento pesava 30 kg. A renda total do império persa era 17.000 talentos, e os cofres imperiais estavam vazios por causa da guerra contra os gregos. A grandeza da oferta, e a cortês recusa do rei, são a maneira oriental de dizer: “Vamos despojar os judeus, e dividir entre nós os lucros”. Tanto era o ódio de Hamã, e a ganância do rei, que nem se levava em consideração o terrível sofrimento e o clima de terror que haveria de permanecer no império (Bíblia Shedd).
para que se execute esse trabalho. Ou “para que o executa”. (Bíblia de Estudo NVI Vida).
A recente guerra grega, sem dúvida, drenou pesadamente o tesouro real, mas seria indigno da honra do rei, talvez, aceitar um suborno. (CBASD, vol. 3, p. 523).
10 anel. Outra reação impulsiva do rei autorizava Hamã a expedir decretos reais (cf. Gn 41.42). (Bíblia de Genebra).
De posse do selo real, Hamã tinha poder para emitir os decretos que desejasse, pois o selo real dava-lhe plena autoridade. A palavra de Hamã era, portanto, igual à do rei, que na verdade deu permissão a Hamã para fazer o que quisesse. (CBASD, vol. 3, p. 524).
11 essa prata. A soma mencionada foi recusada, mas ficou por entendido que o rei não recusaria sua parte dos despojos (Bíblia Shedd).
13 O decreto de Hamã contra Israel é a mesma destruição que anteriormente tinha sido decretada [e não cumprida] contra Amaleque (1Sm 15.3). (Bíblia de Estudo NVI Vida).
15 correios. Heb raçim “os que correm”. O império persa foi o primeiro a estabelecer o sistema de correios, que possuía autoridade para requisitar para este serviço público, cavalos, portadores e alimentos dentre as populações civis que se achassem no seu caminho. Esse costume é aludido em Mt 5.41 (Bíblia Shedd).
Os correios saíram, com extrema urgência, carregando cópias do decreto a todas as províncias (Bíblia de Estudo Mathew Henry).
o rei e Hamã se assentaram a beber. A inserção deste detalhe na narrativa parece destinada a sublinhar a dureza do coração do rei e de Hamã. Depois de ter determinado a destruição de uma nacão, passaram a se divertir em um banquete de vinho (CBASD, vol. 3, p. 525).
Susã estava perplexa. A maior parte dos habitantes era, possivelmente, de persas e elamitas, mas pode ter havido um espírito generalizado entre as pessoas de outras nacionalidades de que a ocorrência agora definida era perigosa. Geralmente, as pessoas da capital do reino aprovavam o que o grande rei fazia. Naquele momento, porém, elas pareciam duvidar da providência e justiça do que ele tinha feito. É possível, no entanto, que o escritor se refira aos judeus residentes na capital em vez de toda a população. (CBASD, vol. 3, p. 525).
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ESTER 3 – Liberdade religiosa é o direito fundamental de cada indivíduo de adotar a religião que quiser, mudar de religião e viver a experiência de sua fé sem preocupação com discriminação ou perseguição. Por outro lado, a intolerância religiosa, ameaça à liberdade religiosa e também destrói os direitos humanos.
Mesmo tendo levado “séculos para se reconhecer [no mundo] que a liberdade religiosa é fundamental e um direito humano básico”, conforme apresenta John Graz, “a perseguição [religiosa] será um fato até a volta de Cristo e os verdadeiros discípulos de Jesus serão vítimas e não perseguidores [Apocalipse 13]”.
Graz indica a razão por trás da intolerância religiosa. “A intolerância religiosa nega a dignidade humana. A perseguição é o resultado da intolerância, que é produto do pecado. A coerção é o oposto da mensagem de Cristo que respeita a liberdade de escolha”. Por isso, afirmou que “a perseguição traz consigo a assinatura do diabo”.
O Comentário Bíblico Adventista afirma que “qualquer uso de força ou perseguição em assuntos religiosos é uma política inspirada por Satanás e não por Cristo”.
Em Ester 3 nota-se que pelo fato de Mardoqueu não se curvar nem se prostrar diante de Hamã, um oficial orgulhoso do rei persa, o próprio Hamã conspirou para exterminar todos os judeus da Pérsia que optaram por não retornar a Jerusalém.
Desprovido de justiça, o ódio religioso pode resultar em consequências titânicas, elaborando planos legais de genocídio e massacre – mesmo contra quem não tenha feito qualquer mal. Portanto, “a intolerância religiosa é um sinal de ignorância e arrogância. Ela nega a diversidade humana e o valor de cada ser humano criado à imagem de Deus. Devemos buscar a verdade, o amor e a tolerância, para construir uma sociedade mais justa a fraterna”, observou Walter Brueggemann.
Ester 3 adverte-nos contra o perigo da intolerância religiosa, mostrando que o desrespeito à liberdade religiosa é uma violação da dignidade humana; e, movidos por ódio, intolerantes desprovidos de respeito ao próximo promovem planos de conflito, violência e genocídio. Por outro lado, também mostra a importância de respeitar a liberdade de escolha de cada indivíduo para manter a paz social e o bem da comunidade.
A convivência entre pessoas de denominações/crenças diferentes pode ser pacífica, se houver respeito mútuo. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESTER 2 – Primeiro leia a Bíblia
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630 palavras
3, 14-17 Os reis persas colecionavam não somente grande quantidade de jóias, mas também um grande número de mulheres. Estas jovens eram tomadas de suas casas e eram obrigadas a viver e uma construção separada do palácio, chamada de harém. O único propósito delas era servir o rei e aguardar seu desejo de satisfação sexual. Elas raramente viam o rei e suas vidas eram restritas e enfadonhas. Se fosse rejeitada, Ester poderia ser uma das muitas moças que o rei via apenas uma vez e se esquecia dela. Mas a presença e a beleza de Ester agradaram tanto ao rei que ele a coroou como rainha no lugar de Vasti. A rainha possuía uma posição de maior influência do que a de uma concubina, e ela tinha muito mais liberdade e autoridade que as outras no harém. Mas, mesmo sendo rainha, Ester possuía poucos direitos – especialmente porque ela fora escolhida para substituir uma mulher que havia se tornado assertiva demais (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
5 Mordecai [ou Mardoqueu, NVI). […] tinha um nome civil babilônico, derivado do nome da divindade Marduque. A história de Ester pertence ao período entre a primeira volta do Cativeiro, e a ida de Esdras e Neemias para Jerusalém: o período subentendido entre os cap 6 e 7 de Esdras (Bíblia Shedd).
Mordecai era um judeu que vivia na cidade, o que dá a entender que ele era um oficial persa. Bíblia de Genebra.
Segundo a tradição judaica, Mordecai estava envolvido em algum empreendimento comercial antes que o destino o unisse à corte persa (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 518).
7 Hadassa. Nome heb derivado de hadhas, “mirta”. (Bíblia Shedd).
Ester. O nome é persa, derivado da palavra stam, “estrela”. Alguns pensam que o nome se refere a Istar, suprema deusa dos babilônios (Bíblia Shedd).
Em Babilônia, o planeta Vênus era deificado como Ishtar. Mordecai pode ter optado por um nome persa devido a um desejo de esconder a ascendência judia de Ester (v. 10) (CBASD, vol. 3, p. 518).
9 alcançou favor. …a palavra “favor”, heb hesed, é importantíssima nas Escrituras, como base da doutrina da graça, da misericórdia, do amor que Deus demonstra aos homens, atributo que deu origem a um elo vital na história da redenção (Bíblia Shedd).
comida especial. Lit, “suas porções”. […] Dar tais porções é sinal de favor especial (1Sm 9.22-24; 2Rs 25.29,30; Dn 1.1-10). […] O motivo de dar porções aparece depois como prática da observância do Purim (9.19,22 – “trocar presentes”) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
10 Sem virtualmente nenhum direito e pouco acesso ao rei, foi melhor para Ester não revelar sua identidade. Enquanto é nossa responsabilidade mostrar firmeza em mostrar nossa identidade enquanto povo de Deus, às vezes é uma melhor estratégia manter-se quieto até que consigamos o direito de sermos ouvidos. Isto é especialmente verdade quando tratamos com aqueles em posição de autoridade sobre nós. Mas podemos sempre deixá-los ver a diferença que Deus faz em nossas vidas (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
18 alívio às províncias. Algum desconto nos impostos imperiais (Bíblia Shedd).
segundo a generosidade real. Era um costume real na Pérsia dar à rainha um décimo de todas as multas pagas ao rei. Com isso, a rainha abastecia seu guarda-roupa e realizava outros desejos (CBASD, vol. 3, p. 520).
20 Ester cumpria. O profundo respeito por seu benfeitor levou Ester a valorizar seu conselho mesmo depois que se tornou rainha. Este fato exalta Mordecai como um pai adotivo e Ester como filha leal e obediente. Sua beleza era essencialmente de caráter e de personalidade. A beleza da aparência era incidental. (CBASD, vol. 3, p. 520).
21 A história registra que Xerxes perdeu a vida em uma conspiração como a descrita neste verso (CBASD, vol. 3, p. 520).
23 pendurados numa forca. Lit. “em uma árvore”. Isso se refere à empalação em estacas de madeira, uma forma assíria e persa de execução. Bíblia de Genebra.
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ESTER 2 – O Deus da Bíblia não é machista. Machista era a cultura em que a Bíblia foi produzida; porém, a Escritura também não é machista.
É a falta de verdadeiro discernimento espiritual que faz muitos supostos estudiosos concluírem que os relatos inspirados favoreçam ao machismo – quando, na verdade, o propósito divino é combater esse mal.
Leia diversas vezes Ester 1 e 2, depois note que, numa sociedade onde os homens prezavam por preservar sua autoridade, prestígio, poder e honra, fazendo das mulheres objetos de prazer, destaca-se a coragem de duas mulheres ousadas e determinadas: Vasti e Ester.
A Bíblia dá ênfase à Ester devido a sua sabedoria no lidar com situações exacerbadamente complexas, sem ser despedida ou executada.
Além do status inferior das mulheres na sociedade persa, e da opressão que sofriam, era comum a poligamia. O rei Assuero/Xerxes tivera muitas esposas e concubinas. Ao despedir Vasti, ficou desprovido de rainha. Foi então que, através de um concurso de beleza, escolheria sua próxima esposa, bela e maravilhosa!
O relato inspirado nos mostra que, mesmo numa cultura pagã, onde a sociedade geral desvaloriza as mulheres, elas ainda podem fazer a diferença e exercer tão grande influência e liderança chegando a alterar inclusive o curso da história nacional, quando parecia algo absolutamente impossível.
Uma importante informação fornecida por Heródoto, importante historiador contemporâneo a Xerxes/Assuero, mostra que Ester nem poderia participar do concurso: “Os persas têm leis e costumes diferentes dos de qualquer outro país. Eles não permitem que nenhum estrangeiro se case com uma persa, nem eles mesmos se casam com mulheres estrangeiras”.
Ester era judia, não persa. Isso automaticamente a excluía do concurso. Contudo, sua discrição (Ester 2:1-10) levou-a a entrar e vencê-lo como a mulher mais bela e encantadora – tornando-se uma influente rainha (Ester 2:10-23).
Analisando Ester 2, Charles Swindoll apresenta cinco características de coragem e sensibilidade para inspirar mulheres ao enfrentarem situações complexas: Ester…
• demonstrou encanto e elegância graciosos (Ester 2:9).
• demonstrou discrição e controle extraordinários (Ester 2:10).
• tinha um espírito sempre pronto a aprender (Ester 2:10, 20).
• demonstrou bondade e simpatia, apesar do ambiente que a cercava (Ester 2:15-17).
• mostrou respeito humilde pela autoridade (Ester 2:18, 20).
Homens e mulheres devem entender que as mulheres são extremamente importantes/relevantes na sociedade! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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* O historiador grego Heródoto afirma que os persas bebiam enquanto deliberavam sobre assuntos de Estado, crendo que a embriaguez os deixava mais próximos do mundo espiritual (1.10-12).
* A prática persa do “enforcamento” era, na verdade, a empalação com o propósito de expor o cadáver publicamente (2.23).
* Entre os persas, a única coisa mais estimada que um grande número de filhos era a coragem na batalha (5.11).
* O protocolo persa ditava que ninguém, exceto o rei, podia ficar com uma mulher do harém real (7.7, 8).
* O Purim ainda é celebrado até hoje. O livro inteiro de Ester é lido na sinagoga nesse feriado, durante uma cerimônia bem movimentada. O povo aplaude alegremente ao ouvir o nome de Mardoqueu e assovia, vaiando, ao ouvir o nome de Hamã (9.29-32).
Fonte: Bíblia de Estudo Arqueológica NVI
Se você puder, agende assistir em 2023 a uma comemoração do Purim em uma sinagoga judaica ou em uma sinagoga adventista. É uma celebração muito alegre e interessante.
Data de comemoração do Purim em 2023: do pôr-de-sol do dia 6 ao anoitecer do dia 7 de março.
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Texto bíblico: ESTER 1 – Primeiro leia a Bíblia
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724 palavras
1 A história de Ester começa em 483 a.C., 103 anos após Nabucodonosor ter levado os judeus ao cativeiro (2Rs 25), 54 anos após Zorobabel liderar o primeiro grupo de exilados de volta a Jerusalém (Ed 1,2) e 25 anos antes de Esdras liderar o segundo grupo a Jerusalém (Ed 7). Ester vivia no reino da Pérsia, o reino dominante no Oriente Médio após a queda de Babilônia em 539 a.C. Os pais de Ester deviam estar entre aqueles exilados que preferiram não retornar a Jerusalém, apesar de Ciro, o rei persa, ter emitido um decreto permitindo que eles retornassem. Os exilados judeus tinham ampla liberdade na Pérsia e muitos lá ficaram porque haviam se estabelecido ou porque tinham medo da viagem de retorno a sua terra natal (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Xerxes [Assuero], o Grande, foi o quinto rei da Pérsia (486-465 a.C.). Ele era orgulhoso e impulsivo, como podemos ver nos eventos no cap 1. Seu palácio de inverno era em Susã, onde ele ofereceu o banquete escrito em 1:3-7. Os reis persas geralmente davam grandes banquetes antes de irem à guerra. Em 481, Xerxes lançou um ataque contra a Grécia. Após uma grande vitória nas Termópilas, foi derrotado em Salamis [Salamina] em 480 e teve que retornar à Pérsia. Ester tornou-se rainha em 479 (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
4 A celebração durou 180 dias (cerca de 6 meses) porque seu real propósito era planejar a estratégia de batalha para invadir a Grécia e demonstrar que o rei tinha riqueza suficiente para levá-la a termo. Guerras de invasão não tinham apenas o propósito de sobrevivência; eram um meio de adquirir mais riqueza, território e poder (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
9 Antigos documentos gregos chamam a mulher de Xerxes de Amestris, provavelmente uma forma grega para Vasti. Vasti foi deposta em 484/483 a.C., mas ela é mencionada novamente em registros antigos como a rainha mãe durante o reinado de seu filho, Artaxerxes, que sucedeu Xerxes. Até o final do reinado de Xerxes, ou Ester morreu ou Vasti conseguiu, através de seu filho, recuperar a influência que havia perdido (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
10 Alguns conselheiros e oficiais do governo eram castrados para prevenir que tivessem filhos e, então, se rebelassem, tentando estabelecer sua própria dinastia. O oficial castrado era chamado de eunuco (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
10,11 Xerxes tomou uma decisão apressada, estando meio bêbado, baseado apenas em sentimentos. Seu domínio próprio e sabedoria prática estavam enfraquecidos por vinho em excesso. Más decisões são tomadas quando as pessoas não pensam claramente. Fundamente suas decisões em pensamento cuidadoso, não em emoções do momento. Decisões impulsivas levam a grandes complicações (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
12 A rainha Vasti se recusou a desfilar na festa de homens do rei, provavelmente porque era contra o costume persa que uma mulher aparecesse em uma reunião pública de homens. Este conflito entre costume persa e a ordem do rei colocou-a em uma situação difícil, e ela escolheu recusar seu meio bêbado esposo, esperando que ele readquirisse mais tarde o bom senso. Alguns sugerem que Vasti estivesse grávida de Artaxerxes, que nasceu em 483 a.C., e ela não queria ser vista em público naquele estado. Seja qual tenha sido a situação, sua ação foi uma quebra de protocolo que colocou Xerxes numa situação difícil. Uma vez que ele havia dado a ordem, não podia mais voltar atrás. Por estar se preparando para invadir a Grécia, Xerxes tinha convidado importantes oficiais de todas as partes para conhecer o seu poder, riqueza e autoridade. Se fosse percebido que ele não tinha autoridade sobre sua própria esposa, sua credibilidade militar – o grande critério de sucesso de um rei daquela época – estaria destruída. Além disso, o rei Xerxes estava acostumado a ter o que queria (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
16-21 Talvez o pensamento dos homens estivesse nublado pela bebida. Obviamente esta lei não faria que as mulheres do país respeitassem seus maridos. O respeito entre homens e mulheres nasce da consideração e apreço mútuos como criaturas de Deus e não por uma lei humana. Obediência forçada é um pobre substituto para o amor e respeito que esposas e maridos deveriam ter uns pelos outros (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
19 e não se revogue. Memucã não quer que uma decisão, feita pelo rei num momento de cólera, instigada pela festa, pela atitude da rainha e pelos conselhos dos sábios, venha, depois, a ser revogada, pois a rainha, uma vez restaurada, logo se vingaria (Bíblia Shedd).