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ESTER 1 – Numa cultura onde homens são déspotas, rainhas podem ser friamente depostas não apenas do cargo, mas despedida pelo marido.
O livro de Ester oferece insights de como lidar com culturas não apenas machista, mas cruel, opressiva e arrogante. Já no primeiro capítulo, é possível ver contraste entre a cultura e os princípios das Escrituras, o que pode gerar grande tensão na cosmovisão da sociedade.
Aqueles que são moldados por culturas machistas, podem facilmente concordar com o comportamento do soberano da Pérsia. Pode concluir com ele, que a esposa não deve ser consultada, convidada e respeitada; que deve obedecer mesmo contra a vontade. Caso não ceda aos caprichos masculinos, deverá ser humilhada, descartada e despedida (Ester 1:1-22).
Os que solidarizam com a rainha Vasti podem facilmente discordar veementemente da forma em que o rei a tratou. Reconhecem a coragem feminina para não aceitar ser humilhada diante de homens bêbados. Percebem ousadia para enfrentar a opressão imperando contra a figura da mulher. E, notam a determinação feminina de não ceder aos caprichos masculinos mesmo correndo riscos de sofrer terríveis consequências (Ester 1:9-12).
O espaço é pequeno para tratar de questões tão complexas. Todavia, destaca-se a pergunta: Quem agiu corretamente, o rei Assuero/Xerxes ou, a rainha Vasti? Se a cultura de um lugar for base para responder tal questionamento, sem dúvida alguma se conclui que o rei agiu corretamente; porém, se a resposta for baseada na Escritura, sem dúvida, a atitude do rei é condenável e, a atitude da rainha, louvável.
O que afeta nossa cosmovisão? Reflita atentamente: “A alegria contrária à natureza que a intemperança dá à mente e ao humor, diminui as sensibilidades ao aperfeiçoamento moral, tornando impossível aos santos impulsos atuarem no coração, e manterem o governo das paixões, quando a opinião pública as sustêm. Festividades e divertimentos, danças e o livre uso do vinho, embotam os sentidos, e removem o temor de Deus”, adverte Ellen White.
Ambição, vaidade e diversão promíscua têm atraído às pessoas desde que o pecado corrompeu nossa natureza. Orgulho, grandeza e autoridade têm sido buscados implacavelmente por inúmeros indivíduos. Quem adquire certo poder, temendo o desprezo e humilhação, humilhará e desprezará quem quer que seja que não lhe obedecer (Ester 1:15-22).
Deixemos Deus moldar nossa cosmivisão! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Neemias foi, provavelmente, o último livro do Antigo Testamento a ser escrito. E daí surge a grande dúvida na mente da maioria dos leitores: “E todos os demais livros à frente, de Jó a Malaquias, quando foram escritos?”
O caso é que os livros da Bíblia não foram arranjados em ordem cronológica, e, sim, por temas. Assim temos primeiro:
1) Os livros de Moisés (o Pentateuco);
2) Os livros históricos;
3) Os livros sapienciais (Jó, Salmos, Provérbios, Lamentações);
4) Os Profetas Maiores (Isaías, Jeremias, Ezequiel – maiores pelo tamanho de seus escritos) e
5) Os Profetas Menores.
Desta forma, muitos dos salmos foram compostos aproximadamente época de Davi e muitas das advertências dos profetas foram emitidas durante a época do reino dividido de Israel e Judá (Norte e Sul).
E o que aconteceu, então, historicamente com Israel, depois que o último livro, Neemias, foi escrito?
“Com a influência de Esdras e Neemias, inspirados pelos profetas Ageu , Zacarias e Malaquias, a nova nação se transforma numa igreja mais do que num Estado: uma igreja que existia com a licença dos persas.
Quando Alexandre Magno, da Macedônia, morreu, depois de fundar seu império entre 331 e 323 a.C., parte deste foi dada ao General Seleuco, que fundara a dinastia dos [gregos] selêucidas, e outra parte, a do Egito, caiu nas mãos do general Ptolomeu, que também formou uma dinastia, a dos [gregos] ptolomeus.
Durante um século, Judá pertenceu, nominalmente ao Egito, embora houvesse sido objeto de várias disputas com a Síria [gregos selêucidas]. Em 198 a.C., os selêucidas tomaram posse da terra, e a tentativa de impor a cultura grega, segundo o antigo plano de Alexandre Magno, desencadeou a perseguição religiosa.
Em 140 a.C., os judeus ganharam a independência, até a época do domínio romano em 63 a.C.” (Bíblia Shedd).
O Periodo Intertestamentário
No período, dito “de silêncio profético”, entre o Antigo e o Novo Testamentos (Esdras e Neemias aos Evangelhos) não foram nada silenciosos historicamente, aconteceram muitas coisas que formam o pano de fundo para o nascimento e o ministério de Jesus. Por mais 200 anos, aproximadamente, os judeus gozaram de liberdade religiosa sob o governo persa, até o domínio helenista (de influência grega), iniciado por Alexandre. Mas os tempos se tornaram bem mais agitados a partir de então, conforme o conhecimento profético que o Senhor já havia concedido a Daniel.
Vale destacar que os livros relacionados após Esdras e Neemias se referem a livros poéticos e proféticos escritos antes deles (a época do livro de Ester é referenciada em Esdras 4:6). Eles são colocados no final do AT por conta da organização temática deste (e não estritamente cronológica).

Fonte: Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Texto bíblico: NEEMIAS 13 – Primeiro leia a Bíblia
NEEMIAS 13 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
NEEMIAS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1553 palavras
1-2 Converteu a maldição em bênção. O amor e a soberania de Deus muitas vezes se revelam no fato de fazer todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28). […] Da mesma maneira, a cruz que era o símbolo da morte vergonhosa dos piores criminosos, foi transformada em símbolo de salvação eterna (Bíblia Shedd).
3 elemento misto. Do heb. ‘ereb. Esta palavra é utilizada em Êxodo 12:38 para o “misto de gente” egípcia que se juntou aos israelitas (CBASD, vol. 3, p. 496).
5 uma câmara grande. Como o sumo sacerdote Eliasibe tomava conta de toda a área do templo, ele entregou uma das melhores salas do templo a Tobias, que evidentemente a utilizava como residência (v. 8). Durante o governo de Neemias, Tobias manteve correspondência com líderes em Jerusalém, mas não podia entrar na cidade. Quando o governador esteve ausente, ele não podia entrar na cidade. Quando o governador esteve ausente, ele não somente conseguiu entrar na cidade, como passou a residir no templo. Esta profanação era inédita, ainda mais que esta sala especial, ou “câmara” fora separada para as ofertas e doações do povo (CBASD, vol. 3, p. 497).
6 pedi licença. É somente a partir desta passagem que se sabem dos dois períodos de Neemias como governador (CBASD, vol. 3, p. 497).
rei da Babilônia. Os reis da Pérsia passaram a ostentar esse título depois da conquista do Império Babilônico (Ed 5.13). Bíblia de Genebra.
10 Os levitas retornaram a suas fazendas para obterem o seu sustento porque deixaram de receber o sustento do povo. Negligenciaram, assim, suas obrigações no templo e o bem estar do povo. Trabalhadores espirituais merecem seu pagamento e seu sustento deve ser suficiente para suas necessidades. Eles não deveriam ter que sofrer (ou abandonar seus postos) porque os crentes deixaram de avaliar e atender adequadamente as necessidades de seus ministros (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Protestei contra eles. O pisar as uvas no lagar era o primeiro passo na produção de vinho e uma violação flagrante do quarto mandamento. O mesmo era verdade com relação aos que transportavam produtos agrícolas para a capital a fim de vendê-los. Alguns comentaristas acreditam que o transporte de grãos era uma necessidade para se estar cedo na cidade para o mercado do dia seguinte. Mas a lei não previa tal atividade. O v. 16 registra que produtos eram vendidos no sábado. A última parte do v. 15 parece indicar que Neemias os advertiu no dia, ou seja, no sábado, no qual eles transportavam os bens para Jerusalém e realmente os vendiam (CBASD, vol. 3, p. 497).
15 A religião nunca está no trono enquanto os sábados são descartados sob nossos pés. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
16 Também sírios … traziam peixe e toda mercadoria. Os mascates e vendedores ambulantes, que eram homens de Tiro, uma famosa cidade comercial, vendiam todo tipo de mercadoria aos sábados. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
17 Deus ordenou que Israel não trabalhasse no Sábado, mas descansasse em lembrança à criação e ao êxodo (Êx 20:8-11; Dt 5:12-15). O descanso do sábado, do por de sol de sexta ao por de sol do sábado, devia ser honrado e observado por todos os judeus, servos, estrangeiros visitantes e mesmo animais das fazendas. O ativo comércio de Jerusalém aos sábados violava diretamente a Lei de Deus. Portanto Neemias ordenou que as portas da cidade fossem fechadas e os negociantes fossem mandados embora em cada sexta-feira, quando as horas do sábado se aproximavam (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
18 não fizeram vossos pais assim […]? A profanação do sábado está entre os pecados denunciados com mais intensidade pelos profetas (Jr 17:21-27; Ez 20:13; 22:8, 26; 23:28). De acordo com Amós (8:5), o sábado era guardado mais na letra co que no espírito da lei. Neemias também lembra aos judeus que as grandes catástrofes ocasionadas por Nabucodonosor ocorreram como resultado da violação do quarto mandamento por seus antepassados, como predissera Jeremias (Jr 17:27), uma profecia à qual Neemias aparentemente se referiu (CBASD, vol. 3, p. 498).
19 Quando as sombras da tarde cobriram as portas de Jerusalém. Antes do pôr-de-sol, quando se iniciava o sábado. Os israelitas, assim como os babilônios, contavam os dias de um pôr-de-sol a outro (os egípcios contavam de uma amanhecer a outro). O momento exato em que o sábado começava era anunciado por um sacerdote ao tocar a trombeta. Segundo o Mishna Judaico: “Na véspera do sábado, costumavam dar mais seis toques: três para fazer o o povo cessar de trabalhar e três para marcar a separação entre o sagrado e o profano” (Bíblia de Estudo Vida NVI).
Neemias ordenou que as portas da cidade fossem fechadas algum tempo antes do início do sábado. Ao agir assim, ele pretendia proteger os “limites” das horas sagradas do santo sábado de Deus. É uma profanação do espírito do sábado realizar atividades seculares até o último momento permitido (CBASD, vol. 3, p. 499).
20 pernoitaram fora de Jerusalém. Chegando no sábado e encontrando as portas fechadas, os negociantes esperaram do lado de fora e ali, possivelmente, realizaram o comércio que teriam efetuado dentro da cidade. O fechamento das portas resultou simplesmente na transferência do local de negociação: da praça da cidade para o exterior, fora das portas. Por dois sábados, esta prática foi mantida. Então Neemias soube disso e a interrompeu, ameaçando prender os comerciantes que novamente fossem encontrados com seus produtos perto da cidade no sábado (v. 21) (CBASD, vol. 3, p. 499).
24 Não sabiam falar judaico. O fato das crianças de casamentos mistos não serem capazes de entender as leis sagradas na língua de Israel sugere que a educação religiosa deles era completamente inadequada. Bíblia de Estudo Andrews.
25 lhes arranquei os cabelos. O ato de Neemias contrasta com o de Esdras em Ed 9.3. Bíblia de Genebra.
26 não pecou nisso Salomão […]? O exemplo era mais apropriado do que qualquer outro para mover os judeus. A que o autor de I Reis 11:3 chamou eufemisticamente como “lhe perverteram o coração”, Neemias abertamente chamou de pecado (CBASD, vol. 3, p. 500).
Neemias usou o exemplo dos erros de Salomão para ensinar seu povo. Se mesmo um dos maiores reis de Israel caíra por causa da influência de descrentes, outros também cairiam. Neemias viu este princípio no exemplo de Salomão: seus dons e forças não serão de muito benefício se você falhar em lidar com suas fraquezas. Apesar de Salomão ser um grande rei, seus casamentos com mulheres estrangeiras trouxeram tragédia a todo o reino. Qualquer tendência ao pecado deve ser imediatamente detectada e resolvida; de outro modo, ela irá dominar você e fazê-lo cair. Uma das maiores razões para a leitura da Bíblia é aprender com os erros do povo de Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
28 filhos de Joiada. O fato de um membro da família do sumo sacerdote ter feito esse tipo de aliança com o principal inimigo de Neemias era absurdo e humilhante (CBASD, vol. 3, p. 500).
Seu casamento foi duplamente grave: primeiramente, porque um sumo sacerdote, em particular, não deveria se aparentar com um estrangeiro (Lv 21.14), em segundo lugar, porque Sambalá era um inimigo (2.19; 4.1; 6.1). Bíblia de Genebra.
afugentei de mim. Isto possivelmente signifique que Neemias forçou o transgressor a deixar a nação e se tornar um exilado. Podemos supor que ele recusou repudiar sua esposa estrangeira e preferiu se refugiar em Samaria com Sambalate (CBASD, vol. 3, p. 500).
28 genro. Foi esse que foi usado para constituir um novo sacerdócio samaritano, com um templo no monte Gerizim, formando uma seita rival do judaísmo (cf João 4.20) (Bíblia Shedd).
29 contaminou […] a aliança sacerdotal. […] a aliança que Deus firmou com a tribo de Levi e com Arão e seus descendentes (ex. 28.1). […] A expulsão do genro de Sambalate de Jerusalém pode estar ligada com a edificação do templo dissidente dos samaritanos no monte Gerizim. Josefo relata (Antiguidades, xi.7.2) que Manassés, um irmão do sumo sacerdote Jadua, se casou com Nikaso, filha do sátrapa Sambalate, um cutita. Quando, por causa disso, as autoridades judaicas o excluíram do sacerdócio, ele estabeleceu o templo e a adoração no monte Gerizim, com o auxílio do seu sogro (CBASD, vol. 3, p. 500).
31 O livro não termina no ponto alto de 12.27-47, mas numa observação sobre o fracasso em atender aos compromissos de 10.30-39 e sobre a contínua necessidade de reforma. O povo de Deus não tinha chegado a um lugar de repouso. Bíblia de Genebra.
A história da vida de Neemias fornece muitos princípios de liderança efetiva que são válidos ainda hoje. (1) Tenha um propósito claro e o avalie sempre à luz da vontade de Deus. Nada impediu Neemias de se manter no caminho. (2) Seja reto e honesto. Todos sabiam claramente o que Neemias queria e ele falava a verdade mesmo quando seu objetivo era muito difícil de ser atingido. (3) Viva acima da reprovação. As acusações contra Neemias eram vazias e falsas. (4) Seja uma pessoa de oração constante, recebendo poder e sabedoria de seu contato com Deus. Tudo que Neemias fazia glorificava a Deus. A liderança parece glamurosa, fascinante à vezes, mas ela é geralmente solitária, ingrata, e cheia de pressões para se comprometer valores e padrões. Neemias foi capaz de alcançar um tremendo sucesso contra dificuldades incríveis porque ele aprendera que não existe sucesso sem risco de fracasso, não existe recompensa sem trabalho duro, nem liderança verdadeira sem confiança em Deus. O tema deste livro é sobre a reconstrução da muralha de uma grande cidade, mas também sobre reavivamento espiritual, reconstruindo a dependência do povo em Deus. Quando tiramos nossos olhos de Deus, nossas vidas começam a desmoronar (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
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NEEMIAS 13 – É inacreditável como pessoas que experimentam as benesses do reavivamento logo descambam para as desgraças da apostasia.
Sem alguém para exortar-nos trazendo-nos para as coisas espirituais, esquecemos ou deturpamos os princípios divinos. Na ausência de Esdras e Neemias após o grande reavivamento, foram deturpados ou ignorados princípios relacionados aos estrangeiros (Neemias 12:1-3), ao templo (Neemias 12:4-9), ao dízimo (Neemias 12:10-13), ao sábado (Neemias 12:15-22), ao casamento (Neemias 12:23-29). Consequentemente, Neemias promover poderosa reforma espiritual (Neemias 12:30-31).
Note que “este estado de coisas podia ter sido evitado se os chefes tivessem exercido a sua autoridade; mas o desejo de impulsionar os seus próprios interesses tinha-os levado a favorecer a impiedade. É a fusão dos nossos interesses com os interesses dos descrentes que conduz à apostasia e ruína espiritual”, explica Ellen White.
Esta é atualmente nossa triste realidade!
“Os servos de Deus hoje encontram dificuldades similares àquelas contra as quais Neemias lutou. A natureza humana ainda é a mesma. E Satanás está ativo, zeloso e perseverante agora como foi no passado. Pelo contrário, a Palavra de Deus declara que seu poder e inimizade aumentam quanto mais perto chegarmos do fim dos tempos. O maior perigo para o antigo povo de Deus surgiu de sua inclinação à desconsideração dos diretos reclamos divinos e de realizar, em seu lugar, os próprios desejos. Tais são os perigos e pecados do povo de Deus no tempo presente. A indolência, a apostasia e a degeneração em nossas igrejas pode ser devida, em grande proporção, aos sentimentos frouxos que têm surgido em resultado da conformidade com o mundo. O sábado não é sagradamente observado como deveria. Casamentos impróprios, com seu cortejo de males, têm levado alguns dos homens mais competentes à apostasia e ruína”, alerta Ellen.
E, continua: “Na obra da reforma a ocorrer hoje, há necessidade de homens que, como Esdras e Neemias não escondam ou desculpem o pecado, nem se esquivem de vindicar a honra a Deus. Aqueles sobre quem repousa o fardo desta obra não se sentem em paz quando o erro é praticado nem cobrem o mal com o manto da falsa caridade”.
Sem as ardentes chamas do reavivamento, a igreja se torna um lugar sombrio, sem vida; onde formalidades substituem a verdadeira espiritualidade. Precisamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: NEEMIAS 12 – Primeiro leia a Bíblia
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NEEMIAS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1232 palavras
1-26 Lista dos sacerdotes e levitas desde o tempo do retorno da Babilônia até o tempo de Esdras e Neemias (Andrews Study Bible).
9 em frente deles. Os cânticos eram antifonais, com duas seções do coro em pé, frente a frente (Bíblia Shedd).
10-11 Os v. 10 e 11 apresentam a genealogia dos sumo sacerdotes desde a época de Zorobabel até o período da compilação do livro de Neemias. Joiaquim. Mencionado somente neste e nos versos 12 e 26. Ele foi sumo sacerdote entre Jesua, que ainda vivia durante o período de Dario I (Ed 5:2), e Eliasibe, o sumo sacerdote na época de Neemias (3:1; 13:4; etc). Joiada. Sumo sacerdote no período entre o mandato de Neemias como governador e o ano 410 a.C., quando Joanã foi confirmado como sumo sacerdote (CBASD, vol. 3, p. 491).
10 Eliasibe. O sumo sacerdote que ajudou na reconstrução do muro (3.1,20,21; 13.28). Um sacerdote com o nome de Eliasibe foi culpado de profanar o templo ao ceder aposentos a Tobias, o amonita (13.4,7). Não se sabe se esse Eliasibe era o mesmo sumo sacerdote (Bíblia de Estudo NVI Vida).
15 Adna. Significa “Prazer”. Meraiote. A raiz deste nome significa “rebelião e amargura”. Felizmente o portador do triste nome veio a ser chefe de uma família de levitas (Bíblia Shedd).
16 Zacarias. “O Senhor se lembrou de mim” deve ter sido a oração de gratidão da mãe ao receber esse filho (cf 1Sm 1.9-11,19,20; Gn 30.6,20). Também serviu como sinal do favor divino naquela época de restauração. Zacarias foi um dos profetas da época, juntamente com os profetas Ageu e Malaquias; os livros desses três profetas se acham juntos, encerrando a obra profética do Antigo Testamento (Bíblia Shedd).
19 Uzi. “Força minha”. Um nome que se dava ao primeiro filho (Bíblia Shedd).
21 Natanael. “Deus deu”. Os filhos são uma dádiva de Deus (Sl 127.3) (Bíblia Shedd).
23 livro das Crônicas. Cf 7.5. Talvez se tratasse das crônicas oficiais do templo, que continham várias listas e registros (Bíblia de Estudo NVI Vida).
O documento em que a lista de levitas foi incluída originalmente. Este livro era um registro diário dos eventos de importância nacional e uma continuação dos primeiros anais do reino (CBASD, vol. 3, p. 491).
24 Davi, homem de Deus. Este título não é aplicado a Davi com frequência (ver Ne 12:36; 2Cr 8:14). As Crônicas possivelmente foram escritas pelo mesmo autor, como Esdras e Neemias (CBASD,vol. 3, p. 492).
coro contra coro. Esta frase é tirada da posição dos guardas em 1Crônicas 26.16. Neste verso, é utilizada para descrever a posição dos grupos de cantores na adoração a Deus, possivelmente significando que os grupos foram arranjados em frente um ao outro e cantavam de modo responsivo (CBASD,vol. 3, p. 492).
25 depósitos das portas. Mais precisamente “tesourarias” (ARC). Os “porteiros” eram os policiais do templo e guardavam os depósitos e a tesouraria do templo, próximos às portas (CBASD,vol. 3, p. 492).
27 harpas. Usadas principalmente nas cerimônias religiosas (1Sm 10.5,2; 2Sm 6.5; Sl 150.3). Harpas da antiguidade foram reconstruídas a partir de restos de harpas provenientes de Ur e com base em representações gráficas e textos cuneiformes que relatam pormenorizadamente como as harpas eram afinadas. Liras. Tinham cordas de mesmo comprimento, mas seus diâmetros e tensões eram diferentes (v. 1Cr 15.16; Dn 3.5) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
27-43 A dedicação dos muros de Jerusalém foi celebrada em alto estilo. Tendo em vista que não era somente uma grande festa, mas uma festa religiosa, tudo que estava envolvido no processo precisava ser ritualmente purificado (v.30). A programação tinha muitos detalhes, envolvendo dois grandes coros. Os coros se moveram ao longo de Jerusalém, e quando entraram no recinto do templo sacrifícios foram oferecidos (v. 43). Mulheres e crianças se regozijaram, enfatizando, portanto, o status de segurança da cidade (Andrews Study Bible).
27 na dedicação. Esta é a primeira descrição bíblica do muro de uma cidade. […] Essa atitude colocou toda a circunferência do muro sob a proteção divina, reconhecendo que os muros seriam inúteis a menos que o próprio Deus defendesse a cidade (ver Zac 2:5) (CBASD, vol. 3, p. 492).
Harpas. Do heb. Kinnoroth. Um kinnor era uma lira e não uma harpa (CBASD,vol. 3, p. 492). [Nota: Desta palavra vem Kineret, outro nome do mar da Galiléia, cujo perímetro se parece com este instrumento].
28 campinas. A parte sul do Vale do Jordão, nos arredores de Jericó, a 24 km de Jerusalém (Bíblia Shedd).
30 purificavam-se […] purificavam.Não se dedica a Deus uma coisa impura, defeituosa, pecaminosa. Por isso, os ministros começaram a purificação de si mesmos, antes de purificarem o povo e os muros (cf Lv 8,9; 2Cr 29.30-36) (Bíblia Shedd).
Os levitas purificavam tudo o que era sagrado no templo (1Cr 23.28) e o próprio templo (2Cr 29.15) em períodos de reavivamento. A pureza ritual servia para ensinar a santidade e a pureza moral exigidas por Deus (Lv 16.30) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Coisas inanimadas poderiam se tornar legamente contaminadas (Lv 14:34; Dt 23:14). No caso dos muros ou portas se tornarem cerimonialmente impuros, deveriam passar por purificação legal antes da dedicação (CBASD, vol. 3, p. 492).
31 em procissão. Para a dedicação, Neemias dividiu em dois grandes grupos os que participariam; os dois partiram em direções opostas, talvez desde a Porta do Vale. O primeiro grupo, encabeçado por Esdras (36), prosseguiu à direita, ao sul (31-37); o segundo, encabeçado por Neemias, seguiu à esquerda, rumo ao norte (38-39). Os dois cortejos tinham grupos de cantores em primeiro plano, seguindo-se então as pessoas de destaque. Avançando sobre larga pista na crista do muro, rodeando a cidade Até o encontro, perto do templo, onde se reuniram para o culto (40-44) (Bíblia Shedd).
43 as mulheres. As mulheres judias não são mencionadas com frequência como participantes nas festividades públicas. A outra ocasião singular em que as mulheres são mencionadas participando numa celebração geral foi no mar Vermelho, lideradas por Miriã (Êx 15:20) (CBASD, vol. 3, p. 494).
sacrifícios […] júbilo. As obras de restauração iniciadas com o regresso do povo, terminam com essa dedicação, com sacrifícios e júbilo. A era que começou ao se completar a edificação do Templo (444 a.C) continuará até a nova destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C, pelo General Tito, depois imperador de Roma. Durante a maior parte dessa era, os israelitas, apesar de habitarem na sua própria terra, viviam sob o domínio de governadores estrangeiros (Bíblia Shedd).
44-47 Os versos finais descrevem como as provisões necessárias ao templo foram organizadas e como as contribuições foram supervisionadas. Após a cerimônia de dedicação o povo espontaneamente sustentou o templo e os seus funcionários. Podemos ver que isto não continuou sempre assim no próximo capítulo que descreve as reformas finais de Neemias, durante sua segunda visita a Jerusalém (13.6-7) (Andrews Study Bible).
44 Judá estava satisfeito. O povo alegremente ofertava para o sustento dos sacerdotes e dos levitas (Cf 2Co 9.7) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Novos arranjos foram feitos para manter aqueles que serviam no templo. Os depósitos eram administrados por homens que garantiam que os dízimos e ofertas fossem recebidos e distribuídos apropriadamente. Estes depósitos deveriam ser grandes o suficiente para receber todos os grãos apresentados pelo povo. Esta administração de depósitos era uma responsabilidade importante (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
46 dias de Davi. 1 Cr 6.31-32. A música sacra sempre fazia parte integrante do culto prestado a Deus (Bíblia Shedd).
44-47 A dedicação do muro da cidade foi caracterizada por alegria, louvor e cânticos (12:24, 27-29, 35, 36, 40-43). Neemias mencionou repetidamente a Davi, quem iniciou o costume de usar coros na adoração. Nos dias de Davi era uma nação vigorosa, temente a Deus. Estes exilados que retornaram queriam reconstruir Jerusalém para que fosse centro de uma nação renovada, fortalecida por Deus; portanto, eles dedicaram a si mesmos e sua cidade a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
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NEEMIAS 12 – A dedicação do muro ensina-nos preciosas lições, tais como priorizar a consagração pessoal a Deus na realização de Seu serviço, e a importância da música e da adoração na alegre celebração a Deus.
Temos a…
…Lista dos líderes espirituais que retornaram do exílio (Neemias 12:1-26).
…Organização e preparação para dedicação do muro (Neemias 12:27-30).
…Divisão das atividades dos corais e instrumentistas (Neemias 12:31-39).
…Celebração instrumental e cânticos alegres por todo o povo (Neemias 12:40-43).
…Orientações para a manutenção dos líderes religiosos (Neemias 12:44-47).
É importante notar que mais importante que dedicar os muros a Deus, é Deus ser glorificado como muro de proteção ao Seu povo vivendo em meio aos perigos deste mundo. Ao elevarem a visão material para o aspecto espiritual, Deus aceitou a dedicação feita pelo remanescente.
Quando Deus aceita a consagração de algo que foi feito com muita oração, que resultou, primeiramente, da consagração da vida ao Seu serviço, o povo é tocado pelo poder do Espírito Santo e movido a uma resposta de gratidão exuberante. Nessa ocasião, os corações dos fieis se enchem de genuína alegria. E, quando o Espírito Santo toca o coração, alcança inclusive o bolso dos adoradores, os quais suprem as necessidades dos ministros de Deus visando dar continuidade à obra de Deus na Terra.
“A dedicação dos muros foi uma demonstração da unidade e cooperação entre os líderes espirituais e o povo de Deus. Isso mostra como a igreja pode trabalhar com conjunto para promover a paz e a prosperidade”, salientou Adam Clarke.
No ajuntamento para celebração, as chamas da espiritualidade são abastecidas. A congregação reunida significa comunhão entre irmãos – união que produz encorajamento e fortalecimento da fé. “A adoração é uma resposta coletiva à grandeza de Deus e não pode ser experimentada de forma completa sozinho”, declara R. C. Sproul.
Neemias 12 mostra que o poderoso Deus pode intervir em nossa história e restaurá-la para sua glória. Após o cativeiro, graças a Ele, os judeus se reestruturaram, e tiveram um abençoado reavivamento espiritual ao virem concluído o templo, o muro e as cidades.
Neemias 12 incentiva a celebração e agradecimento a Deus, a relevância da organização e planejamento na celebração a Deus, e, como é essencial o compromisso com a adoração. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NEEMIAS 11 – Primeiro leia a Bíblia
NEEMIAS 11 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
NEEMIAS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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631 palavras
Resumo do capítulo: Após momentos de confissão e renovação da aliança, é tempo de recompor a comunidade e encher a cidade (Andrews Study Bible).
1,2 Os exilados que retornaram eram poucos em comparação à população de Jerusalém nos dias dos reis. E porque os muros tinham sido construídos sobre as fundações originais, a cidade parecia esparsamente povoada. Neemias pediu que um décimo do povo das áreas afastadas se mudasse para dentro dos muros da cidade para evitar que grandes áreas da cidade ficassem vazias. Aparentemente estas pessoas não queriam se mudar para a cidade. Somente poucas pessoas foram voluntárias (v. 1, 2). Então Neemias fez um sorteio para determinar quem, do povo restante, deveria se mudar para a cidade. Muitos deles talvez não quisessem morar na cidade porque: (1) Não judeus colocaram um estigma sobre os residentes de Jerusalém por conta de suas crenças; (2) Mudar-se para a cidade envolvia reconstruir suas casas e restabelecer seus empreendimentos, um grande investimento de tempo e dinheiro; (3) Viver em Jerusalém requeria obediência estrita à Palavra de Deus por causa da maior pressão social e da proximidade do templo (Life Application Study Bible).
1 santa cidade. Esta indicação ocorre nas profecias (Is 48:2; 52:1;Dn 9:24;Jl 3:17), no entanto, é utilizada neste verso pela primeira vez na narrativa histórica. A partir de então, esse emprego se tornou mais frequente (ver Mt 4:5; 27:53; Ap 11:2; etc.) e até recebeu o nome arábico Al-Quds, “O santo lugar”. Isso foi mantido como seu nome oficial até agora (CBASD, Vol. 3, p. 483).
3 Israel. Esta palavra refere-se ao povo que voltou (Bíbla Shedd).
8 928. Benjamim forneceu duas vezes mais homens que Judá (v.6) para viver e proteger Jerusalém (Bíblia de Estudo NVI Vida).
16 trabalho externo Deveres fora do templo (cf 1Cr 26.29), mas relacionado com ele (Bíblia de Estudo NVI Vida).
18 284. É notável o número relativamente pequeno de levitas, comparado com 1.192 sacerdotes (somando os 822, 242 e 122 dos v. 12,13) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
20 sua herança. Provavelmente foram restauradas as antigas heranças das famílias sacerdotais e dos levitas, que existiram durante séculos, antes do cativeiro na Babilônia (Bíblia Shedd).
23 mandado do rei. Não de Davi, que regulamentou o serviço dos levitas (1Cr 25), mas do rei persa Artaxerxes I, que, ao que parece, designou uma remuneração diária proveniente da renda do rei para sustentar os cantores levitas. O motivo para este favor especial pode ter sido que o coro levítico orava “pela vida do rei e de seus filhos” (Ed 6:10) (CBASD, Vol. 3, p. 485).
25 aldeias. A palavra “aldeias” significa […] “lugares de acampamento” (Gn 25.16; Lv 25.31; Js 19.28). O fato de empregar-se essa palavra revela as péssimas condições de vida que o povo estava enfrentando (Bíblia Shedd).
Quiriate-Arba. [“Cidade de Arba”] Um nome antigo de Hebrom (Jz 1:10) que, aparentemente, foi baseado no nome de seu fundador Arba, um dos anaquins (Js 14:15; 15:13; 21:11). É interessante que o antigo nome tenha sido restaurado depois do cativeiro (CBASD, Vol. 3, p. 485).
30 desde Berseba até ao vale de Hinom. Do limite sul de Canaã até o Vale de Hinom, em Jerusalém – este era o território chamado Yehud, pelos persas (Bíblia Shedd).
Para fins práticos, as regiões norte e sul da antiga tribo de Judá são mencionadas neste verso, uma distância de 65 km em linha reta. O vale de Hinom ficava imediatamente ao sul de Jerusalém. Isto pode ser comparado com a expressão similar “desde Dã até Berseba” (CBASD,Vol. 3, p. 486).
31 Betel. Hoje Beitin, 17,6 km ao norte de Jerusalém. Betel desempenhou papel importante na história de Israel. Foi ali que Jacó sonhou com a escada que alcançava o céu (Gn 28). Durante o período do reino de Israel, Betel foi a localização de um dos dois templos apóstatas criados por Jeroboão I (1Rs 12:28, 29) (CBASD, Vol. 3, p. 486).
32 Nobe. Esta cidade, famosa pelo massacre de sacerdotes por Doegue, no tempo de Saul (1Sm 22:18,19), podia ser vista de Jerusalém (Is 10:32). Foi identificada provisoriamente como et-Tor, no monte da Oliveiras(CBASD, Vol. 3, p. 486).