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Texto bíblico: JÓ 22 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1222 palavras
Começa aqui o terceiro ciclo de discursos, que vai até o fim do cap 31. Pouco tem de novo; só em Jó se nota um progresso, lento, embora, mas seguro no entendimento. Elifaz continua o ciclo com as mais injustas acusações, citando precisamente as coisas más que Jó não fizera e omitindo todo o bem que praticara, o bem de outrem (Bíblia Shedd).
Este é o terceiro e último discurso de Elifaz a Jó. Quando ele falou pela primeira vez com Jó (capítulos 4 e 5), ele elogiou as boas ações de Jó e gentilmente sugeriu que Jó precisasse se arrepender de algum pecado. Embora ele não tenha dito nada de novo neste discurso, ele foi mais específico. Ele não conseguia abalar sua crença de que o sofrimento é o castigo de Deus por atos malignos, então ele sugeriu vários possíveis pecados que Jó poderia ter cometido. Elifaz não estava tentando destruir Jó; no final de seu discurso, ele prometeu que Jó receberia paz e restauração se ele apenas admitisse seu pecado e se arrependesse. Life Application Study Bible Kingsway.
A característica distintiva deste terceiro discurso de Elifaz é o fato de que ele acusa Jó de pecados específicos contra o próximo. Embora Elifaz seja o mais gentil dos amigos, ele parece, neste discurso, estar fazendo um esforço desesperado para defender sua posição. Ele encerra este discurso da mesma forma que o primeiro, isto é, com um apelo a Jó para que mude seus caminhos a fim de ser liberto do sofrimento (CBASD, vol. 3, p. 626).
1-5 Elifaz passa a demonstrar que deve existir uma razão para as aflições humanas: a causa não pode estar em Deus, visto que a moralidade humana não pode afetar a onipotência divina. A explicação deve estar no próprio homem: Jó sofre por sua própria maldade (Bíblia Shedd).
2 de algum proveito. Elifaz admite que um sábio pode buscar vantagem para si próprio, mas nega que alguém possa fazer favores a Deus. Elifaz infere [supõe] que Jó considera que Deus tenha alguma obrigação para com ele, o que Elifaz crê ser injustificado (CBASD, vol. 3, p. 626).
3 tem o Todo-Poderoso interesse […]? Elifaz apresenta Deus como alguém extremamente impessoal. Ele declara que a justiça ou a perfeição do ser humano não traz nem prazer nem lucro para Deus. Parece estar se esforçando para demonstrar que os motivos que impelem Deus a infligir sofrimento não são egoístas nem arbitrários. Contudo, no esforço para provar sua ideia, Elifaz deixa de fazer justiça ao caráter divino. O salmista, porém, tinha uma concepção mais adequada de Deus (Sl 147:11; 19:4) (CBASD, vol. 3, p. 626).
4 temor. A ideia do verso seria: certamente Deus não aflige um homem porque ele é piedoso! (CBASD, vol. 3, p. 626).
Juízo. Jó repetidamente expressou o desejo de apresentar seu caso diretamente a Deus (ver Jó 13:3). Elifaz considera isso um absurdo (CBASD, vol. 3, p. 626).
5 grande a tua malícia. Com esta declaração Elifaz inicia uma enumeração do que ele considera que sejam os pecados de Jó (CBASD, vol. 3, p. 626).
6-20 Nestes versículos, Elifaz ataca a Jó, especificando as suas acusações. Diz que Jó é violento, de personalidade contraditória, um homem que pratica o duplo jogo (6-9). É por causa disto que está sofrendo (10-11) (Bíblia Shedd).
6 tomaste penhores. Um “penhor” é o bem dado por um devedor ao credor como garantia. O crime atribuído a Jó era o de exigir tais penhores sem justa razão, isto é, quando não havia dívida, quando a dívida já estava paga, ou que o penhor ia muito além da dívida (ver Ne 5:2-11) [ver Êx 22.26,27; Dt 24:6]. […]Tirar vantagem do pobre injustamente tem sido uma falha comum da humanidade em todas as eras. […] A maioria dos verbos hebraicos nos v. 6 a 9 está num tempo que sugere a ideia de frequência, indicando que Elifaz representava esses pecados como o modo de vida habitual de Jó. Tanto quanto de saiba, a única evidência que ele tinha de Jó ter cometido esses pecados era o sofrimento dele (CBASD, vol. 3, p. 626).
8 Elifaz não tem evidência alguma, mas supõe que Jó teria praticado as injustiças que eram possíveis para um homem de sua posição. No terceiro ciclo, os amigos abandonaram o estilo de insinuação indireta, para lançar acusações abertas contra Jó (Bíblia Shedd).
Elifaz quis dizer que Jó havia desapossado os pobres e ocupado a terra à força (CBASD, vol. 3, p. 627).
9 às viúvas despediste. A opressão destas classes de pessoas é considerada na Bíblia como crime grave (Dt 27:19; Jr 7:6; 22:3). Jó não podia deixar passar esta acusação sem refutá-la (29:13; 31:21,22) (CBASD, vol. 3, p. 627).
10 por isso. Elifaz […] enfatiza que os infortúnios de Jó resultam diretamente dos maus-tratos por ele infligidos aos fracos e necessitados (CBASD, vol. 3, p. 627).
12-14 Elifaz declarou que a visão de Jó sobre Deus era muito pequena e criticou Jó por pensar que Deus estava muito longe da terra para se importar com ele. Se Jó soubesse do intenso interesse pessoal de Deus por ele, disse Elifaz, não ousaria levar seus pecados tão levianamente. Elifaz tinha razão – algumas pessoas levam o pecado levianamente porque pensam que Deus está longe e não percebe tudo o que fazemos. Mas este ponto não se aplica a Jó. Life Application Study Bible Kingsway.
12 nas alturas. Elifaz chama a atenção para a transcendência e a onipotência de Deus. Essa é meramente mais uma repetição do argumento dos amigos de Jó. Eles colocavam grande ênfase na soberania de Deus. Até certo ponto, muitas de suas declarações estavam corretas. Mas, no final, o próprio Deus, que eles descreviam em palavras tão exaltadas, os repreendeu pelo que disseram (Jó 42:7). Não é suficiente a declaração de fatos abstratos; é essencial a aplicação correta de tais fatos. […] o ser humano envereda por caminho perigoso quando presume poder sondar aquilo que Deus não achou por bem revelar. Nesse sentido, muitos se extraviaram e naufragaram espiritualmente. Portanto, é preciso contentar-se com o que Deus revelou, mas ser diligente em buscar compreender o máximo possível à mente finita (CBASD, vol. 3, p. 627).
15 queres seguir a rota antiga […]? Ou, “Você vai continuar no velho caminho que os perversos palmilharam?” (NVI) (CBASD, vol. 3, p. 628).
21-30 Elifaz traz uma maravilhosa mensagem de reconciliação com Deus, o que não pode ajudar a Jó, pois é baseada na suposição da sua grande maldade (5-11) (Bíblia Shedd).
Várias vezes os amigos de Job mostraram um conhecimento parcial da verdade e do caráter de Deus, mas tiveram dificuldade em aplicar com precisão essa verdade à vida. Tal foi o caso de Elifaz, que fez um belo resumo do que é arrependimento. Ele estava correto ao dizer que devemos pedir o perdão de Deus quando pecamos, mas sua afirmação não se aplica a Jó, que já havia buscado o perdão de Deus (7:20, 21; 9:20; 13:23) e vivia próximo a Deus o tempo todo. Life Application Study Bible Kingsway.
22 instrução. Do heb. torah. Esta é a única ocorrência da palavra no livro de Jó. Parte da experiência de permanecer junto a Deus consiste em receber Sua instrução e prezar Suas palavras (CBASD, vol. 3, p. 628).
24, 25 Elifaz convida Jó a desapegar-se dos bens materiais, para então deleitar-se com a suprema riqueza da comunhão com Deus (Bíblia Shedd).
27 pagarás os teus votos. Como sinal de que as orações foram atendidas (Bíblia Shedd).
30 ao que não é. A LXX [versão grega do VT] dá um sentido oposto, ao traduzir a frase como: “Ele livrará o inocente.” Neste caso, Elifaz estaria apenas afirmando uma de suas premissas básicas, isto é, que Deus faz prosperar os justos (CBASD, vol. 3, p. 629).
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JÓ 22 – Já pensou na dor de alguém justo e correto ser injustamente acusado de malvado, egoísta, ladrão, religiosamente irreverente, apóstata, orgulhoso, teimoso, indiferente aos necessitados e às práticas espirituais?
Nos 30 versículos de Jó 22, esta lista de pecados foi atribuída a Jó. Injusta e friamente, foi uma forte enxurrada de acusações.
Isso porque é a terceira rodada de discursos entre quatro filósofos; e, Jó era prova incontestável contra as teorias e filosofias de seus três amigos – os quais se irritaram por ficarem sem argumentos lógicos para refutar o moribundo Jó.
Para tentar sustentar seus conceitos, neste capítulo Elifaz apegou-se à mentiras esdrúxulas, aliando assim ao causador de todo sofrimento de Jó – Satanás, o tenebroso pai da mentira! Da mesma forma que arranjaram testemunhas falsas para incriminar Jesus e levá-lO à crucificação, Elifaz, Bildade e Zofar tiveram que apoiar-se na areia movediça das mentiras para continuarem promovendo suas convicções e crenças infundadas.
Fica óbvio que orgulhosos não abrem mão de suas convicções quando confrontados pela verdade. Para orgulhosos, é mais fácil agarrar-se à mentira; pois, é bem mais complicado render-se à verdade que confronta cosmovisões, concepções e antigas tradições milenares. Por isso, “crentes” apegados a doutrinas espúrias são indispostos a avaliarem suas crenças. O medo de estarem errados é maior que as consequências de estarem equivocados.
Portanto, os orgulhosos acham que serão humilhados quando confrontados com a verdade; por isso, fazem qualquer coisa para estarem por cima ou intentarem vencer quem se opõe à falsidade. Essa foi a razão pela qual Caim matou Abel (Gênesis 4:1-10), Jezabel exterminava profetas do Senhor (I Reis 18:1-16), e os líderes judeus intentaram matar Lázaro após Jesus tê-lo ressuscitado (João 12:9-11).
Na realidade a verdade não perde nada se investigada ou quando colocada à prova; quem perde, é a falsidade, a doutrina espúria, não a doutrina pura!
Ainda, em Jó 22:1-30, três alertas devem ser consideradas:
• Não se preocupe em ter todas as respostas ou entender plenamente os mistérios de Deus; ao contrário, confie na sabedoria e soberania divina.
• Não faça da religião uma fonte de orgulho e vaidade, porque isso leva à hipocrisia e à arrogância.
• Não use a religião para julgar/condenar aos outros. Em vez disso, seja compassivo e gracioso como Jesus.
Reflitamos e… reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JÓ 21 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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1089 palavras
Na sua defesa, Jó, sendo cada vez mais encorajado, aponta sem hesitação as falácias da posição dos seus amigos. Os caminhos de Deus são inescrutáveis para Jó, e devem ser também para seus amigos, pois a teoria de punições e galardões imediatos na terra é uma maneira simplista de se reduzir a providência divina a um mecanismo (Bíblia Shedd).
1. Respondeu, porém, Jó. Aqui tem início o terceiro ciclo de discursos (Jó 21-31), composto por três de Jó, um de Elifaz e um de Bildade. Zofar não participa deste ciclo (CBASD, vol. 3, p. 622).
2 consolação. Jó aqui busca consolação no privilégio de ser ouvido. Frequentemente a pessoa ferida é mais beneficiada quando alguém a ouve do que quando alguém lhe fala (CBASD, vol. 3, p. 622).
3 tolerai-me. Isto é, “permitam-me falar” (CBASD, vol. 3, p. 622).
4 é do homem que eu me queixo? Jó deixa implícito que se queixa de algo cuja causa é sobrenatural (CBASD, vol. 3, p. 622).
5 pasmai. Jó está prestes a defender a ideia de que os ímpios têm vida longa, tranquila e próspera. Sabendo que essa ideia revolucionária despertará horror e indignação em seus ouvintes, ele os prepara para o choque (CBASD, vol. 3, p. 622).
7 como é […]? O verso anterior revela que Jó não faz a pergunta meramente a título de argumentação. Ele está genuinamente preocupado. Já observou o sucesso e a prosperidade dos ímpios. Diferentemente de seus amigos, está disposto a admitir este estranho fenômeno. Mas, embora o reconheça, acha difícil aceitá-lo. Jó não é a única pessoa que buscou respostas para esta intrigante pergunta (CBASD, vol. 3, p. 622).
envelhecem. Zofar afirmou que o triunfo dos ímpios era curto (Jó 20:5). Com mais discernimento, Jó vê que a prosperidade dos ímpios pode continuar ao longo de toda a vida deles (CBASD, vol. 3, p. 622).
7-13 Em palavras duras, Jó descreve a duradoura prosperidade do lar dos ímpios, da sua família, dos seus campos e dos seus rebanhos; e no fim dos seus dias descem tranquilamente à sepultura (Bíblia Shedd).
8 seus filhos se estabelecem. Os amigos de Jó afirmaram que os filhos dos ímpios não sobreviveriam (Jó 18:19). Jó questiona essa posição (CBASD, vol. 3, p. 622).
9 Jó, a esta altura, nega aquilo que lhe foi ensinado por Elifaz (15.28), Zofar (20.28) e Bildade (18.14). Assim faz, não para obter um triunfo de dialética na argumentação, mas porque está sinceramente procurando uma solução para um problema moral que o angustia, cf v 6 (Bíblia Shedd).
11 seus filhos saltam de alegria. Um quadro de despreocupada felicidade e prosperidade (CBASD, vol. 3, p. 623).
13 em paz. Os ímpios têm vida próspera e livre de cuidados e morrem sem sofrimento e sem doença prolongada. Não se deve entender que Jó estivesse afirmando ser sempre esta a experiência dos ímpios, mas ele havia observado o suficiente na vida para saber que isto ocorria com frequência. Esta imagem da vida está em completo desacordo com a dos amigos, que apresentavam os ímpios como pessoas invariavelmente atormentadas por sua consciência (Jó 15:20), que ficavam sem filhos (18:19) e sofriam morte trágica (20:24) (CBASD, vol. 3, p. 623).
14 retira-Te de nós. Estas declarações expressam a filosofia dos infiéis ao longo de todos os séculos. Os autossuficientes não sentem necessidade de Deus, não desejam conhecer os caminhos de Deus e não reconhecem a autoridade do Todo-Poderoso. Não estão interessados em nada que não prometa benefício imediato para si mesmos (CBASD, vol. 3, p. 623).
16 longe de mim o conselho dos perversos. Jó não quer que sua descrição atraente, sobre a sorte dos ímpios na terra, seja considerada como um desejo de tomar seu [dos impios] partido. (Bíblia Shedd).
17 Jó solicita as provas que sustentem a doutrina de Bildade, “a luz dos perversos se apagará” (18.5), e de Zofar (20.23) (Bíblia Shedd).
19 é a ele que Deus deveria dar o pago. Jó deseja que os próprios pecadores, e não seus filhos, sintam o impacto de seus atos ímpios (CBASD, vol. 3, p. 623).
20 seus próprios olhos. Este verso dá sequência ao pensamento do anterior. Jó observou que os pecadores morrem na prosperidade e em aparente bem-estar, mas ele gostaria que não fosse assim. Ele desejaria que seus amigos estivessem certos em sua insistência de que o ímpio recebe a recompensa nesta vida, mas a experiência lhe ensinou que eles não estão corretos em seu ponto de vista (CBASD, vol. 3, p. 623).
22 De súbito, Jó acusa os amigos de presunção, ao elaborarem teorias simplistas acerca do governo de Deus. Ao fazê-lo, estão praticamente ensinando a Deus como deveria governar os homens, em vez de encararem os fatos como se apresentam em toda a sua realidade (Bíblia Shedd).
23 um morre. Novamente Jó enfatiza que não há norma confiável pela qual explicar o sofrimento ou a ausência dele na vida de alguém (CBASD, vol. 3, p. 624).
24-34 Jó não achou sabedoria nem consolo nos conselhos dos seus amigos, pois falaram em generalidades e, por conveniência, ignoram os exemplos que desmentem suas teorias (v 29 – 30) (Bíblia Shedd).
25 na amargura. Em contraste com a prosperidade de alguns, outros morrem em amargura após uma vida de miséria. Jó não tenta explicar esta anomalia da vida (CBASD, vol. 3, p. 624).
27 conheço os […] injustos desígnios. Jó tem consciência de que seus amigos o consideram muito ímpio. Ele sabe que não tem a compaixão deles (CBASD, vol. 3, p. 624).
29 os que viajam. Jó pede aos amigos que perguntem aos viajantes, que já observaram pessoas em diferentes países, se eles não concordam com ele. Jó estava certo de que a observação desses homens revelaria que muitas pessoas boas sofrem e que pessoas ímpias prosperam (CBASD, vol. 3, p. 624).
É poupado. A frase aqui parece significar que os ímpios são poupados das angústias da vida presente em vista do juízo vindouro, quando receberão seu castigo. Esta observação está em harmonia com a declaração de Pedro (2Pe 2:9) (CBASD, vol. 3, p. 624).
31 quem lhe lançará em rosto […]? Enquanto o ímpio tem poder, ninguém ousa condená-lo abertamente ou puni-lo por sua impiedade (CBASD, vol. 3, p. 624).
32 finalmente é levado. A ideia parece ser de que os ímpio morre em plena honra e é levado em cortejo para sua sepultura (CBASD, vol. 3, p. 624).
33 torrões do vale. “Torrões” representam a terra jogada sobre o caixão. Figura de linguagem poética para uma morte tranquila.
34 Como, pois, me consolais em vão? “A filosofia de vocês está errada”, diz Jó a seus amigos. “A ideia de vocês sobre a retribuição divina nesta vida não é comprovada pelos fatos da experiência humana. Não há consolo no que vocês dizem, porque não falam a verdade.” Este capítulo pode ser chamado de o triunfo de Jó sobre seus oponentes. Ele não está irritado como a princípio. Suas declarações são menos pessoais e mais profundas. Este discurso é marcado pelo fervor, pela confiança e pela reverência (CBASD, vol. 3, p. 624, 625).
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JÓ 21 – Por que o mal acontece a pessoas boas? Se Deus é bom, por que permite que os justos sofram? Se Deus é poderoso, por que não impede as injustiças na história humana?
Essas perguntas são complexas; porém, são comuns na mente das pessoas que enxergam e refletem sobre a injustiça prevalecente na sociedade.
Além de Jó argumentar sobre isto no capítulo em pauta, uma das piores injustiças é ele quem está experimentando: Além dele sofrer sem merecer, está sendo veementemente acusado injustamente – não por seus inimigos, mas por seus supostos amigos!
Há quem julga haver grandes verdades nos discursos filosóficos dos amigos de Jó. Contudo, consideremos mais de perto esta questão.
Além da ideia da barganha com Deus percebida em suas falas, há também a acusação constante a Jó, que mesmo que fosse culpado, acusá-lo não é uma prática da verdadeira piedade. A função de acusador é do diabo (Jó 1:8-11; 2:2-5; Apocalipse 12:10). Além de Elifaz, Bildade e Zofar estarem servindo ao diabo perante Jó com suas acusações, o que sobra das respostas deles é pura mentira (Jó 21:34; João 8:44).
Esta constatação de Jó indica que a cosmovisão de seus amigos pautava-se em conceitos errados, falsos, insustentáveis. Sua deplorável condição demonstrava que não ser justo reduzir a vida humana a uma lógica casual e linear, e ignorar a complexidade e a incerteza da existência.
É possível que antes de sua experiência com tal sofrimento estarrecedor, Jó também pensasse como seus amigos. Entretanto, sabendo ele ser inocente, sua experiência com o sofrimento contradiz o conceito comum prevalecente na mente de muitos “intelectuais” ainda hoje.
Então, observando a si mesmo e considerando as injustiças reais ao seu redor, “Jó replica a seus amigos que o argumento de que Deus sempre pune o perverso é uma mentira (21:7-13) e, para provar isso, contrasta as punições que Zofar e seus amigos vêm descrevendo com a vida real dos perversos: estes envelhecem e ficam mais poderosos (21:7), seus filhos crescem e se multiplicam (21:8), suas casas desfrutam paz e segurança (21:9), seu gado multiplica com saúde (21:10) e, no fim, passam eles os seus dias em prosperidade e em paz descem à sepultura (21:13)”, destaca o Comentário Bíblico Africano.
Enfim, devemos obter discernimento/sabedoria! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 20 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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908 palavras
1-15 Zofar, em termos aterradores, descreve o terrível castigo que sobrevém aos perversos. Despreza, porém, o apelo de Jó para o juízo final, pois diz que os perversos serão fulminados aqui na terra (v 4,5). Notamos, então, que os três consoladores de Jó continuam cegos e confusos, como antes, nada compreendendo na verdadeira natureza da situação de Jó. Esquecidos de seu papel de consoladores, se sentem impulsionados pelo desejo de vencer Jó nos argumentos, cf. 20.2,3 (Bíblia Shedd).
Este é o segundo discurso de Zofar. Seu propósito é mostrar que não importa a que altura o ímpio seja exaltado, não importa quão próspero ele possa se tornar, Deus o humilhará e fará com que ele sofra. A referência a Jó é óbvia demais para não ser notada. O cap. 19 terminou com uma advertência feita por Jó. Zofar se ressente do fato de Jó dirigir sua ameaça de castigo contra seus amigos, já que está seguro de que somente Jó é culpado (CBASD, vol 3. p. 619).
2 meus pensamentos me impõem resposta. Os pensamentos de Zofar não constituem calma reflexão ou profunda meditação. Ele está agitado. Seus pensamentos parecem ser expressos de maneira confusa e desordenada (CBASD, vol 3. p. 619).
Eu me apresso. Zofar admite seu temperamento impetuoso (CBASD, vol 3. p. 619).
3 eu ouvi a repreensão. Na verdade, o que Zofar está está dizendo é: ”Você me acusou falsamente, e meu ressentimento me compele a responder.” Este verso revela o caráter de Zofar: ele é irritável e impetuoso. Mal pôde esperar Jó terminar, para começar a falar indignadamente (CBASD, vol 3. p. 619).
meu entendimento. Não é incomum que uma pessoa impetuosa afirme falar guiada pelos princípios da calma sabedoria (CBASD, vol 3. p. 619).
5 momentânea. Este verso explica a solução de Zofar para o problema da prosperidade dos ímpios. Ele admite que eles podem gritar de triunfo, mas que essa alegria é momentânea. Em parte, Zofar está certo, mas seu argumento é fraco porque ele não reconhece que um pecador pode parecer triunfar ao longo de toda a sua vida mortal (ver Sl 37:35, 36; 73:1-17). A curta duração do triunfo dos maus é um dos principais pontos de desacordo entre Jó e seus oponentes (CBASD, vol 3. p. 619).
8 como um sonho. Uma figura que descreve a instabilidade dos ímpios. Nada é mais irreal e passageiro do que um sonho (CBASD, vol 3. p. 619).
12 ainda que o mal lhe seja doce. Este verso inicia uma nova estrofe. A impiedade tem seus prazeres, mas eles são superficiais e transitórios (CBASD, vol 3. p. 620).
Debaixo da língua. O pecado é descrito como um doce que o ímpio conserva debaixo da língua para ir saboreando por bastante tempo antes de o engolir (v 13), e quando o engolir, então percebe quão venenoso realmente é (v 14) (Bíblia Shedd).
13 e o saboreie. O gosto da impiedade é saboroso. O pecador odeia separar-se de sua loucura e de seu prazer. Ele é como a criança que procura fazer um pedaço de doce durar o máximo possível (CBASD, vol 3. p. 620).
14 contudo, […] se tranformará. O pecado, depois de engolido, fica amargo e se torna como o veneno da áspide (CBASD, vol 3. p. 619).
18 devolverá. A fim de compensar aqueles a quem roubou, o ímpio terá de dar-lhes a riqueza que ganhou honestamente (CBASD, vol 3. p. 620).
19 desamparou os pobres. Estas acusações de maus-tratos aos pobres são, pela primeira vez, insinuadas contra Jó. Mais tarde, serão feitas abertamente por Elifaz (Jó 22:5-9). Jó nega as acusações (Jó 29:11-17) (CBASD, vol 3. p. 620).
23 Deus mandará sobre ele o furor da Sua ira. A única abundância, porção ou herança dos ímpios gananciosos será, afinal, a ira divina (Bíblia Shedd).
Zofar obviamente está aplicando estas palavras a Jó. Em meio à prosperidade, Jó foi humilhado. As palavras de Zofar tem o objetivo de ferir. Ele tenta apresentar Jó como um pecador que experimenta o furor da ira de Deus (CBASD, vol 3. p. 620).
25 Resplandecente. Do heb. baraq, literalmente “raio”, usado aqui figurativamente para descrever a ponta reluzente de uma flecha (CBASD,vol 3. p. 620).
fel. Num esforço desesperado de salvar a sua vida, arranca a flecha que o transpassara, só para averiguar que já atingira seu fígado (Bíblia Shedd).
26 contra todos os seus tesouros. Todo tipo de calamidade aguarda os tesouros que o ímpio ajuntou e acumulou para si (CBASD, vol 3. p. 620).
fogo não assoprado. Um fogo não aceso pelo homem (Bíblia Shedd).
27 manifestarão a sua iniquidade. Esta é a resposta de Zofar ao apelo de Jó (16:18, 19): para que o céu e a terra deem testemunho a seu favor. O céu, diz ele, em vez de falar a favor de Jó, revelará sua iniquidade. A terra, em vez de tomar partido por ele, se levantará contra ele (CBASD, vol 3. p. 620).
29 tal é […] a sorte. Esta conclusão é semelhante à que Bildade tirou no final de seu discurso (Jó 18:21). Nesta seção de sua fala, Zofar quis transmitir a Jó que ele não podia esperar sorte diferente da que lhe cabia.
Isto conclui a participação de Zofar. Ele não participa do terceiro ciclo de discursos. Sua fala representa o ápice da atitude estreita, legalista e crítica dos amigos. Dificilmente seria possível enfatizar, de maneira mais terrível e vívida do que Zofar o fez, a visão de que o ímpio rico é punido por Deus. Para Zofar, Jó é um ímpio, que enfrenta os resultados de seus próprios pecados. Ele é culpado de ganho injusto; portanto, Deus consome suas posses. Zofar procura minar a nova confiança em Deus que Jó havia expressado [19:25-27]. Não se pode discernir em seu discurso nenhum sinal de bondade ou simpatia (CBASD, vol 3. p. 621).
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JÓ 20 – Existe teologia fabricada no inferno. O Diabo teve a Deus como seu professor de Teologia, não houve e nem há no Universo melhor seminário teológico do que ele frequentou. Ademais, deve ter durado mais de 4 ou 5 anos. Ele teve as melhores respostas para suas mais profundas indagações. Contudo, sua teologia é deturpada. Satanás cria que Jó servia a Deus por interesse, que a religião não passa de barganha com Deus.
Considerando isso, analise atentamente os discursos dos amigos de Jó. Todos os três discursam com um viés de interesse e barganha na religião. Eles criam que prosperidade e bem-estar sinalizavam bênçãos divinas; e, o sofrimento e a desgraça sinalizavam castigo pelos pecados. Diante disso, sendo merecedor do sofrimento, o pecador imprescindivelmente precisa arrepender-se para obter vantagens. Tudo por interesse, barganha, não?
Tal visão implica manipular a Deus, fazer acordos com Ele, negociar (barganhar). É muito sutil, mas é exatamente isso. A teologia dos amigos de Jó coaduna com a de Satanás – ambas visões teológicas estão concatenadas.
A percepção de Jó, a condição que ele se encontra e a revelação de Deus nos primeiros capítulos, corretamente entendidos, desafiam nossa visão tacanha em relação à teologia bíblica. Viver a religião por impulso, sem estudo e profunda reflexão dependendo do Espírito Santo, não nos levará ao ideal almejado por Deus. Além disso, o relato de Jó nos mostra que serviço e obediência a Deus não se baseiam apenas em bênçãos ou recompensas terrenas, mas em um relacionamento íntimo e pessoal com Ele.
Zofar é um exemplo de mestres que fazem teologia no inferno cujo professor é o próprio diabo. Sua teologia o cega para perceber a fidelidade de Jó para com Deus apesar de tamanho sofrimento que o assolava. Por isso, acusava de ímpio ao fiel servo de Deus, merecedor do sofrimento, digno da justiça divina!
As acusações fortes e duras para Jó foram reações de Zofar, que se ressentiu “do fato de Jó dirigir a ameaça de castigo contra seus amigos” no final do capítulo anterior, “já que está seguro de que somente Jó é culpado” (CBASD).
Estudando Jó é possível adquirir recursos para distinguir teologias oriundas do inferno das que são reveladas pelo verdadeiro Deus do Céu. Portanto, reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JÓ 19 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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