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Comentário devocional:
Coisas gloriosas se dizem de ti, ó Sião, cidade de Deus ! (v.3, NVI).
Em seu grande hino, “Coisas gloriosas são ditas de ti” (Hino HASD 557 – Grandes Coisas, Mui Gloriosas), John Newton meditou sobre a alegria de pertencer à cidade de Sião. A última estrofe é especialmente comovente [aqui em tradução livre]:
Salvador, se da cidade de Sião
Pela graça, sou um membro,
Mesmo que o mundo de mim se ridicularize ou tenha pena,
Eu me gloriarei no Teu nome,
O prazer do mundo é passageiro
Assim como toda a pompa que ostenta
Alegria real e tesouro duradouro
Somente os filhos de Sião conhecem.
Este Salmo nos expressa ainda hoje a convicção de que o Senhor tem atenção especial por aqueles que nasceram em famílias que O amam, a Sião espiritual.
O Senhor se alegra muito quando pessoas de nações inimigas – Raabe (aqui representando o Egito) e Babilônia (os principais inimigos de Israel), e também Filístia e Tiro – vem a Sião e “nascem de novo” no Reino de Deus! Indiferente de onde elas nasçam, Ele tem prazer em recebê-las no Seu reino eterno .
Senhor,
obrigado por me dar a oportunidade de nascer de novo para Seu reino. Ao olhar para trás na minha vida posso ver como tens trabalhado em meu coração desde que eu era uma criança. Eu te louvo porque estivestes comigo por toda a vida e estarás até na velhice.
Beatrice Neall
Professora aposentada de Religião
Union College, EUA
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/87 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/87/
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos
Texto bíblico: Salmo 87 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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1 Fundada por Ele. Isto é, Sião, o local que Deus fundou e onde Ele “habita” (ver Is 14:32). CBASD, vol. 3, p. 935.
Montes santos. Jerusalém está cercada de montanhas. Na própria cidade estão os montes Sião e Moriá (ber com. de Sl 48:2; cf. Sl 133:3). CBASD, vol. 3, p. 935.
2 Portas de Sião. Era nos portões da cidade que ocorriam as transações de negócios, realizavam-se os julgamentos e se sentia a vibração da atividade humana (ver Sl 9:14; 122:2; Is 29:21). Figuradamente, “os portões” representam toda a cidade. Deus contemplava com grande prazer as multidões entrando em Sião pelos portões. CBASD, vol. 3, p. 935, 936.
4 Raabe. Uma descrição poética do Egito (ver Is 30:7, AA). O conteúdo, unindo “Raabe” a “Babilônia”, clarifica a referência ao Egito: as duas nações eram de igual modo orgulhosas e arrogantes em seu antagonismo a Israel. CBASD, vol. 3, p. 936.
Lá, nasceram. O salmista parece enfatizar que, acima do afetuoso patriotismo dos nativos destas terras, está o privilégio de ser um nativo em Sião. Todo o salmo parece um grande elogio à cidade santa como local de nascimento. CBASD, vol. 3, p. 936.
5 Nela. A cidadania em Sião é apresentada como um privilégio supremo. CBASD, vol. 3, p. 936.
6 Ao registrar. Uma linda imagem ressaltando ainda mais o estimado privilégio de ser contado como alguém que nasceu em Sião. CBASD, vol. 3, p. 936.
7 Saltando de júbilo Do heb. cholelim, “dançarinos” (sobra a dança como elemento na adoração religiosa, ver Êx 15:20; ver com. de 2Sm 6:14). CBASD, vol. 3, p. 936.
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Comentário devocional:
Em meio aos Salmos dos filhos de Coré aparece essa oração do próprio Rei Davi. Aqui temos um vislumbre da alma de um herói admirado por sua bravura e coragem.
Davi sente um constante e profundo desejo de se relacionar com Deus. Ele apresenta a sua grande necessidade e a grande misericórdia de Deus como razões para a garantia de que Deus irá ajudá-lo (vs. 1 e 5). Ele se considera santo, porque confia em Deus (v. 2). Ele clama ao Senhor por ajuda em suas provações, conflitos e perigos, pois confia na imensa misericórdia e bondade de Deus (vs. 5 e 15).
Davi não procura os deuses pagãos – “Nenhum dos deuses é comparável a ti, Senhor, nenhum deles pode fazer o que tu fazes” (v. 8). Ele vai a uma instância mais alta para pedir ajuda. (vv. 8-10).
Davi aguarda com expectativa o momento em que todas as nações se prostrarão diante do Senhor (v. 9). O apóstolo Paulo aplica essa homenagem a Jesus – “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” (Fp 2:10, NVI). João, o revelador do Apocalipse, expande o pensamento: “Depois ouvi todas as criaturas existentes no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles há, que diziam: ‘Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre!’ ” (Ap . 5:13. NVI).
Em vista das grandes forças ao comando de Deus, os inimigos de Davi encolhem de tamanho – seja o gigante Golias, o invejoso rei Saul, ou ou até mesmo a guerra entre seus próprios filhos. Os problemas de Davi não cessaram (vs. 14-17), mas ele encerra com a certeza de que Deus está ao seu lado.
Senhor Deus, nas provações que enfrento, somente em Ti busco ajuda e conforto.
Beatrice Neall
Professora aposentada de Religião
Union College, EUA
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/86 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/86/
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos
Texto bíblico: Salmo 86 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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O Salmo 86 é de grande beleza e suavidade, impregnado de um espírito de piedade. Não apresenta linhas claras de progressão de pensamento, mas uma sucessão intercalada de exclamações de petição, louvor e gratidão. Suas características básicas sugerem variadas disposições de ânimo: súplica, penitência, confissão de fé e louvor. O salmo é notável por apresentar razões para orar e pela certeza da resposta às orações. CBASD, vol.3, p. 934.
1 Aflito e necessitado. O desamparo do ser humano é o motivo do apelo ao grande Auxiliador (ver Sl 40:17; cf. Sl 9:18; Lc 18:10-14; ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol.3, p. 934.
5 Abundante em benignidade. Comparar com Êx 34:6; Sl 86:15. O salmista baseia seu apelo por auxílio nos atributos essenciais do caráter de Deus. CBASD, vol.3, p. 934.
11 Ensina-me. Ver Sl 25:4; 27:11; 119:33. O caminho do Senhor não pode ser conhecido intuitivamente; as pessoas devem ser ensinadas enquanto se sentam aos pés de Deus e aprendem as lições que a vida oferece. CBASD, vol.3, p. 934.
Dispõe-me o coração (ARA; NVI: “um coração inteiramente fiel”). Um coração dividido nunca consegue prestar um serviço aceitável a Deus (ver com. de Mt 6:24). CBASD, vol.3, p. 934.
13 Sepultura. Do heb. she’ol (ver com. de Pv 15:11). Nesta hipérbole, o salmista expressa a tristeza e o horror da condição da qual Deus o livrou (ver Dt 32:22). CBASD, vol.3, p. 934.
15 Deus compassivo. O salmista apela para Deus com base no Seu glorioso caráter (ver com. do v. 5). Por causa da natureza de Seu caráter, Deus não abandona uma pessoa em necessidade. Esta fala introduz a gloriosa oração registrada nos v. 16 e 17. CBASD, vol.3, p. 934 e 935.
17 Um sinal. O salmista ora por alguma evidência de que Deus está lidando com ele por bondade, para que mesmo seus inimigos reconheçam que Deus está ao seu lado. CBASD, vol.3, p. 935.
E me consolas. O salmo encerra com uma declaração de satisfação. CBASD, vol.3, p. 935.
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SALMO 86 – Ainda que nossas orações não recebam as respostas que tanto ansiamos e clamamos, Deus não Se torna indigno de nossa devoção, louvor e adoração.
Ainda que muitas questões não fiquem claras, os problemas não sejam resolvidos, as razões de nossas tristezas e os desafios continuem a nos oprimir quando dedicamos nossa vida à oração, devemos preservar nossa dependência plena em Deus e manter total confiança no que Ele pode fazer por nós.
Após esta introdução, observe estes dois pontos do Salmo 86:
1. Como vive o Servo do Senhor Deus verdadeiro?
a) Miserável e infeliz, não no sentido financeiro, mas pela incapacidade de lidar com dificuldades e oposições (vs. 1, 14);
b) Obediente e submisso a Deus consagrando sua existência ao serviço sagrado, assim a piedade é uma característica evidente no verdadeiro crente fiel (v. 2);
c) Dependente da oração neste mundo deprimente, pois somente pela oração se mantém ligado ao Deus vivente (v. 3);
d) Imperfeito, mas não ignorando o Deus que pode transformar e santificar (v. 4)
e) Impotente, mas agarrado ao Deus onipotente; confiante e dependente do Deus que a todo instante está disposto a ajudar Seus servos a glorificar Seu nome no mundo (vs. 6, 7, 9, 11-12, 16-17).
2. Como age o Deus verdadeiro para com Seus servos?
a) Bondosamente; não com indiferença, frieza ou relaxadamente, ainda que o suplicante não mereça um bom tratamento. Deus é fiel até mesmo com os infiéis (vs. 5, 15);
b) Soberanamente; com poder maior que qualquer outro poder existente no Universo, com autoridade singular para conduzir a história visando beneficiar aos fracos que Lhe pertencem (v. 8);
c) Miraculosamente; os feitos de Deus são incomparáveis, soberanos e maravilhosos para livrar Seu povo (vs. 9-10);
d) Favoravelmente; Deus é transcendente, inacessível, imensurável, contudo, Ele age na história mundana/secular e interage com os que clamam por socorro (v. 17).
Precisamos saber quem somos para que reconheçamos o quanto precisamos de Deus; também é verdade que quanto mais conhecermos a Deus mais fácil será confiarmos nEle.
Os prepotentes, arrogantes e orgulhosos não se rendem ao Deus perdoador, bondoso, amoroso e provedor de vida; consequentemente, não terão os benefícios que os humildes e submissos à vontade divina desfrutam e/ou ainda desfrutarão.
“Senhor, socorra-me, aviva-me…!” – Heber Toth Armí.
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Comentário devocional:
Este Salmo dos filhos de Coré fala do retorno de Israel do cativeiro na Babilônia. Devido a contínua rebelião de Seu povo o Senhor permitiu que colhessem os resultados de seus pecados. Ao descrever a sangrenta queda de Jerusalém, o cronista registrou: “O Senhor, o Deus dos seus antepassados, advertiu-os várias vezes por meio de seus mensageiros, pois ele tinha compaixão de Seu povo e do lugar de Sua habitação. Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras dele e expuseram ao ridículo os seus profetas, até que a ira do Senhor se levantou contra o seu povo, e já não houve remédio” (2 Cr . 36:15-16 NVI ).
Agora o salmista se alegra porque Deus perdoou o Seu povo, cancelou os seus pecados, e cessou a Sua ira (v. 3) .
Mas ainda havia problemas enquanto as pessoas voltaram a ocupar a terra e tentavam reconstruir o templo. O salmista pede, então, que Deus restaure o Seu favor. Em seguida, ele acrescenta: “Não nos renovará a vida?” (v. 6 NVI) – a mesma oração que o povo de Deus faz hoje, ao desejar um avivamento.
Senhor,
juntamente com o salmista suplicamos hoje pelo reavivamento: Aviva-nos, Senhor!
Beatrice Neall
Professora aposentada de Religião
Union College, EUA
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/85 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/85/
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos
Texto bíblico: Salmo 85 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
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O Salmo 85 consiste num agradecimento pelo livramento de Israel das mãos de seus opressores (v. 1-3); uma oração por restauração completa (v. 4-7) e um prenúncio da resposta à oração do salmista na concessão de bênçãos materiais e espirituais.. … Diz-se que este salmo era o favorito de Oliver Cromwell. CBASD, vol. 3, p. 932.
2 Perdoaste. O cativeiro ocorreu em consequência do pecado; a remissão da punição era considerada evidência de que Deus havia perdoado o pecado nacional. CBASD, vol. 3, p. 932.
6 Em Ti se regozije. Não somente em bênção terrenas, mas em Deus, o doador de todas as coisas. O reavivamento da religião traz regozijo. CBASD, vol. 3, p. 932.
8 Paz. Do heb. shalom. Poucas palavras hebraicas sãop tão confortantes em sua conotação como a palavra “paz” (ver Nm 6:26; Sl 29:11; 72:3, 7; 122:6-8; Is 9:6;, 7; Zc 6:13). CBASD, vol. 3, p. 932.
10 A graça e a verdade. O extraordinário exemplo de paralelismo sinonímico apresentado neste verso une em cada frase os dois principais atributos do caráter de Deus (ver Sl 25:10; 72:3). Em pitorescas figuras de personalização, todo o plano da salvação é sintetizado (ver T5, 633; PP, 349; DTN, 762). CBASD, vol. 3, p. 932.
A estratégia de Satanás sempre foi separar justiça e misericórdia. Porém através das maravilhas do plano de salvação Jesus levou sobre Si nossos pecados e nos credita a Sua justiça, demonstrando que Deus é misericordioso e justo. “O amor e a fidelidade se encontrarão; a justiça e a paz se beijarão” (v.10; ver Desejado de Todas as Nações, p 762). Beatrice Neall, em http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/85.
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SALMO 85 – Quando das cinzas Deus nos levanta, quando dos cacos Deus reconstrói nossa vida, quando do caos Deus abençoa aos arrependidos… alegria, júbilo e vigor exalam de nosso coração.
Deus quer vivificar aos moribundos pecadores, entretanto, não o faz sem que Lhe permitamos pedindo que nos restaure/revigore.
Harold L. Willmington destaca três pontos deste Salmo:
1. Reconhecendo o passado (vs. 1-3): Deus restaura Seu povo, abençoa-o e perdoa-o. Deus encobre os pecados do povo e retira Sua ira.
2. Questionando o presente (vs. 4-7): “Estarás para sempre irado contra nós?” O povo pede a Deus que deixe de lado Sua ira contra eles e as gerações futuras. Também pede que Deus conceda salvação: “Mostra-nos, Senhor, a Tua benignidade”.
3. Antecipando o futuro (vs. 8-13): Há uma mensagem gloriosa de paz e salvação aos que honram a Deus e, revela-se dois encontros gloriosos:
a) A graça e a verdade se encontram;
b) A justiça e a paz se beijam.
A conclusão do Salmo é apoteótica. Ali, “em pitorescas figuras de personificação, todo o plano da salvação é sintetizado” (Comentário Bíblico Adventista).
“O amor de Deus tem-se expressado tanto em Sua justiça como em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono, e o fruto de Seu amor. Era o desígnio de Satanás divorciar a misericórdia da verdade e da justiça. Buscou provar que a justiça da lei divina é um inimigo da paz. Mas Cristo mostrou que, no plano divino, elas estão indissoluvelmente unidas; uma não pode existir sem a outra” (Ellen G. White).
“A lei de Deus, encerrada na arca [da aliança], era a grande regra da justiça e juízo. Aquela lei sentenciava a morte ao transgressor; mas acima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido. Assim na obra de Cristo pela nossa redenção mobilizada pelo ritual do santuário, ‘a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram’” (White).
Para nós, pecadores, sem a união entre a misericórdia e a verdade com a justiça e a paz não haveria…
• Reconciliação com Deus;
• Perdão dos pecados;
• Salvação ao pecador;
• Esperança aos perdidos.
Oremos: “Senhor, restaure-nos!” – Heber Toth Armí.
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Comentário devocional:
O Salmo 84, como outros salmos, tem sido fonte inesgotável de inspiração para poetas e compositores, como a feita por Brahms: “Como é agradável o lugar da tua habitação”.
Este é “um Salmo dos filhos de Coré”. Como é maravilhoso que os descendentes do grande rebelde, Coré, não tenham seguido os seus passos! Pelo contrário, eles amavam o serviço que faziam no Templo de Deus. Eles consideravam o “santuário-templo”, como o lugar da habitação de Deus e desejavam “contemplar a Sua face”.
Eles também amavam estar no templo. Os corais organizados pelo músico Davi tinham muito prazer em estar nos aposentos especialmente construídos para eles, adjacentes ao santuário de Deus: “Como são felizes os que habitam em tua casa; louvam-Te sem cessar!” (v. 4, NVI).
Neste salmo são expressos os sentimentos dos peregrinos, que se dirigem a Jerusalém e que, ao passarem pelo Vale de Baca, “lugar de choro”, se refrigeram com a lembrança do cuidado de Deus e são fortalecidos a prosseguir a caminhada (v. 7). Eles seguem na expectativa de estar no lugar onde um dia vale mais do que mil em outros lugares (v. 10).
O Salmo conclui com lindas expressões de gratidão a Deus, reconhecendo que o Senhor é luz, proteção e tem prazer de fazer o bem e favorecer e honrar os Seus amados (v. 11). E como é feliz aquele que nEle confia (v. 12).
Senhor, amamos nos reunir na Tua casa para Te adorar. Ali, na companhia dos irmãos, compartilhamos as bênçãos da Tua presença. Transforma o nosso coração para que estejamos em plena harmonia conTigo e sintamos o pleno prazer de estar em Tua presença.
Beatrice Neall
Professora aposentada de Religião
Union College, EUA
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/84 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/84/
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Salmo 84 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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O salmo parece descrever a felicidade daqueles que habitam nos arredores sagrados (v. 1-4, 9-11); a felicidade daqueles que peregrinam até o santuário (v. 5-8) e a felicidade daqueles que confiam em Deus apesar de serem privados do privilégio de cultuá-Lo em Sua casa. … Tratam-se dos sentimentos mais profundos de um filho d Deus que, privado do privilégio de comunhão com companheiros crentes, ansiava pela companhia de seus irmãos na adoração coletiva a Deus. … Diz-se que Isabel Alison e Marion Harris, participantes de um movimento político-religioso escocês, de fé presbiteriana, do século 17, cantaram as palavras do Salmo 84 na música “Mártires”, enquanto se dirigiam para o cadafalso. CBASD, vol. 3, p. 929.
2 Minha alma suspira. Tal sinceridade e fervor deveriam caracterizar a oração dos cristãos (ver T4, 534). CBASD, vol. 3, p. 929.
3 pardal…andorinha… Teus altares. O santuário, numa figura de metonímia [no caso, referir-se à parte (altares) em lugar do todo (santuário)]. O sentido geral deste verso, cuja conclusão o poeta somente insinua, é que até as aves têm livre acesso aos recintos sagrados do santuário, e seus ninhos ali não são perturbados. Enquanto isso, o salmista está exilado da fonte de sua alegria, e lhe é negado o privilégio de adorar no recinto sagrado. O nostálgico apelo deste verso é uma das mais belas expressões de saudade em toda a esfera da literatura. CBASD, vol. 3, p. 930.
4 Louvam-Te perpetuamente. O santuário é um local de oração contínua, numa antecipação do Céu. CBASD, vol. 3, p. 930.
5 Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti. Feliz é o homem que percebe que Deus é a fonte de Sua força (ver v. 7). CBASD, vol. 3, p. 930.
em cujo coração se encontram os caminhos aplanados. Do heb. mesilloth, “estradas”. … é feliz a pessoa que medita nos caminhos que levam ao santuário, que se prepara para viajar neles, que decide fazer a peregrinação a Jerusalém e adorar no santuário. CBASD, vol. 3, p. 930.
6 vale árido (ARA; NVI: “vale de Baca”). Do heb. baka’. … A LXX e a Vulgata traduzem a frase “vale de Baca” como vale de lágrimas”. Com fé e esperança e alegria, os peregrinos transformaram o “vale de lágrimas” em “um manancial”. Esta é uma bela ilustração do efeito da religião verdadeira, que espalha júbilo e conforto onde antes havia apenas tristeza e dificuldades (ver Is 35:1, 2, 6, 7). CBASD, vol. 3, p. 930.
faz dele um manancial de bênçãos. Os verdadeiros peregrinos a caminho da Sião celestial abrem fontes no deserto para aqueles que o seguem. Os cristãos sempre tornaram o mundo um mundo melhor para se viver. CBASD, vol. 3, p. 930.
de bênçãos o cobre. As bênçãos de Deus repousam sobre tudo que os peregrinos contemplam porque o coração deles está cheio de alegria enquanto viajam. A prisão de Bedford, onde John Bunyan esteve encarcerado, tornou-se uma fonte de bênção a outros por causa do livro O Peregrino. A experiência de Florence Nightingale com febre, germes e gangrena resultou numa revolução no atendimento hospitalar. CBASD, vol. 3, p. 930.
7 de força em força. Não há fadiga sem fim na jornada destes peregrinos. … Cada exercício de força na jornada acrescenta-lhes vitalidade e revigora as forças para o estágio de peregrinação seguinte (ver Is 40:31; Jo 1:16; Rm 1:17; 2Co 3:18). CBASD, vol. 3, p. 930.
Aparece diante de Deus. A peregrinação foi terminada com êxito. CBASD, vol. 3, p. 930.
9 ó Deus,… contempla o rosto do Teu ungido.Ver 1Sm 16:1; 2Sm 22:51; Sl 89:20. Davi ora para que Deus olhe para ele com benevolência (ver Sl 119:132). Neste verso, há extrema delicadeza na mudança para a terceira pessoa. CBASD, vol. 3, p. 931.
10 Pois um dia nos Teus átrios vale mais do que mil. O verdadeiro filho de Deus sempre se deleita em participar na adoração a Ele. CBASD, vol. 3, p. 931.
prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade. O salmista preferia ser um funcionário do santuário a desfrutar a honra entre os ímpios, longe de Deus e do templo. CBASD, vol. 3, p. 931.
11 Porque o Senhor Deus é sol e escudo. Deus é a fonte de vida, material e espiritual (ver Sl 27:1; Is 60:19, 20; Ml 4:2; Ap 21:23; 22:5). CBASD, vol. 3, p. 931.
Graça e glória. O cristão encontra graça interior aqui,no reino da graça, e glória externa lá, no reino da glória (ver Ap 21:11, 24). CBASD, vol. 3, p. 930.
12 Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em Ti confia. Ver Com. de Sl 1:1. … Esta bênção é a experiência fundamental daqueles que confiam em Deus para a salvação pessoal (comparar com os ensinos do apóstolo Paulo sobre este assunto em Gl 2:20). CBASD, vol. 3, p. 930.