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“Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.13).
A estratégia política usada por Naás não foi a mesma usada por seu filho, Hanum. Davi usou de bondade; Hanum desmoralizou os mensageiros de Davi. O contraste gerou discórdia, e a discórdia gerou guerra. Os valentes de Davi foram enviados para serem instrumentos do Senhor, avançando com firmeza na certeza da vitória. A sentença dita por Joabe: “faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.13), não denota um famoso “se Deus quiser”, mas sim um “seja feita a Tua vontade” (Mt.6:10). Foi uma expressão de plena confiança na provisão divina. Deus os fortalecia e, por conseguinte, fortaleciam-se uns aos outros.
Percebam que o versículo 12 enfatiza a forma como eles se ajudavam mutuamente. Um agia em socorro do outro, conforme a necessidade: o mais forte agindo em favor do mais fraco. Esse é um dos princípios fundamentais da Palavra de Deus: a solidariedade. Primeiramente, a ajuda vem do Alto, mas ela precisa produzir seus efeitos horizontais. Ao nosso lado existem pessoas que precisam que usemos de bondade para com elas. Não por intenções egoístas, mas por amor; pelo precioso amor que de Deus procede: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1Jo.4:7).
Um dia, João Batista enviou mensageiros a Jesus para perguntar se Ele realmente era o Messias. Ora, João havia confessado isso pouco tempo antes (Jo.1:29) e pôde contemplar e ouvir a manifestação do Pai e do Espírito Santo no batismo de Jesus. Como, pois, perguntar se ainda viria outro após Ele? Jesus poderia tê-lo censurado ou repreendido, porém escolheu enviar-lhe uma resposta incontestável: “os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (Lc.7:22).
Assim como nas batalhas do antigo Israel, temos de lidar com um conflito cósmico cujo inimigo “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Mas o Senhor “escolheu dentre todos o que havia de melhor […] e os formou em linha” (v.10) para a batalha final. Não que sejam melhores por si mesmos, mas porque confiam no Senhor e são guiados por Seu Espírito. Precisamos ter em mente que somos soldados de um só exército e que a nossa missão consiste em cuidar uns dos outros: aliviar os sofrimentos, tratar das feridas e, se preciso for, dar “a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo.15:13).
A resposta que os mensageiros de Davi tiveram tornou-se em vergonha, mas a resposta dada por Cristo aos mensageiros de João Batista tornou-se em inconfundível manifestação das maravilhosas obras de Deus. Cumpre-nos permanecer em Cristo Jesus a fim de que as Suas obras sejam reveladas em nossa vida. Nas trincheiras deste mundo ainda existem milhares de soldados aguardando alistamento. O Espírito de Deus tem se movido por sobre as multidões e procurado pelos verdadeiros adoradores, “todo o exército dos valentes” (v.8) do Senhor: “Correm como valentes; como homens de guerra, sobem muros; e cada um vai no seu caminho e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos outros; cada um segue o seu rumo” (Jl.2:7-8).
Há uma ardente expectativa do universo não caído pelo fim do pecado e pelo começo de um planeta Terra renovado. Anjos intensificam seu “serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Jesus mostra ao Pai as marcas de Seu sacrifício, e Seu amor é derramado sobre o mundo em forma de longanimidade, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). É nosso dever cristão fazer parte deste cenário de amor eterno agindo em socorro de nossos irmãos. Mas agindo como? Jesus nos dá a resposta: “aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço e outras maiores fará” (Jo.14:12).
Vá a Jesus hoje. Olhe para Ele. Só podemos ser transformados à Sua imagem através da contemplação. Olhando para Jesus, você conseguirá olhar para o seu semelhante com as lentes da graça de Deus. Portanto, “executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (Zc.7:9).
Senhor dos Exércitos, em quem confiamos e em cujo exército nos alistamos, louvado seja o Teu nome! Pai, não houve nesta terra soldado mais fiel a Ti do que Teu Filho unigênito, e Suas armas vitoriosas foram a oração e a Palavra. Senhor, ajuda-nos, mediante o Espírito Santo, a termos uma vida de comunhão pessoal Contigo através da oração e do estudo da Bíblia, para que preenchidos do Teu amor, sejamos uma bênção para os nossos pequeninos irmãos. Fortalece-nos em Ti, como Teus valentes! No nome vitorioso de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, linha de frente do exército do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS19 #RPSP
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“[…] e o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (v.13).
Davi subiu ao trono de Israel não apenas como um rei, mas como um valente guerreiro e justo juiz. Com a mesma coragem com que desafiou a fúria de Golias, Davi enfrentava cada batalha, certo de que o Senhor dos Exércitos ia à sua frente. Em cada conquista, tudo era dedicado a Deus, e boa parte separada para a construção do futuro templo. Certamente, o reinado de Davi tornou-se conhecido entre os povos e, como herói de guerra, era temido pelas nações da Terra.
Apesar de sua fama nas batalhas, era um homem que também as evitava sempre que possível. Quando proposta, a paz era feita em forma de alianças políticas através do pagamento de tributos e de mão de obra escrava. Em sua função como juiz, “julgava e fazia justiça a todo o seu povo” (v.14). Na lista de seus oficiais estão inclusos alguns de seus valentes, sendo que seus filhos “eram os primeiros” ao seu lado (v.17). Se os registros de Davi fossem limitados ao que temos visto até agora neste livro, sua biografia poderia ser considerada a de um perfeito governante e de um homem de Deus exemplar.
Mas, por algum motivo, o Senhor escolheu revelar as quedas de Davi e deixá-las registradas nas Escrituras. Davi foi vitorioso nos conflitos externos, mas teve de enfrentar terríveis derrotas em conflitos internos. Às escondidas com Bate-Seba, ou na ousadia de levantar um censo sem a permissão de Deus, o bravo monarca teve de encarar de frente as consequências de seus pecados e o seu pior inimigo: ele mesmo. “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (Sl.51:3).
É fácil ficar em pé diante da vitória; difícil é permanecer da mesma forma em face da derrota. Davi foi considerado um homem segundo o coração de Deus não por causa de suas conquistas, mas porque permitiu que suas quedas se tornassem degraus para estar mais perto do Senhor. Ele não encontrava desculpas para o pecado, mas o confessava em profundo arrependimento: “Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que é mau perante os Teus olhos” (Sl.51:4).
Às vezes, o que nos falta é justamente essa confissão e entrega. Nas vitórias, reconhecer que foi a mão do Senhor; nas derrotas, clamar por Seu perdão e auxílio. Nas primeiras palavras de Jesus em Seu ministério terrestre, encontramos o cerne da pregação do evangelho: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). O “Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (v.6) não porque houvesse em Davi mérito algum, mas porque Davi confiava em Deus e em Seu amor, como está escrito: “Porque a Mim se apegou com amor, Eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o Meu nome” (Sl.91:14).
Conhecer o nome do Senhor, amados, significa conhecer o Seu caráter e revelá-lo em nossa vida diária. Não como expositores de uma piedade que não nos é inerente, mas como salvos pela justiça de Cristo e, por Sua graça, testemunhas reais do que o Espírito Santo pode realizar na vida daqueles que o permitem. Estamos todos inseridos no grande conflito entre o bem e o mal, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm.3:23). Mas, nesse contexto desanimador, é que surge a bendita esperança: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm.8:1).
Apegue-se ao Senhor! Prossiga em conhecê-lo! Confesse-lhe os seus pecados! E as mesmas bênçãos e promessas feitas a Davi lhe acompanharão por onde quer que você vá.
Pai de amor, a história de Davi é uma clara evidência de que as Tuas misericórdias não têm fim. Que há esperança para nós e que podemos fazer do Senhor o nosso refúgio. É certo que muitas vezes passamos por sofrimentos não como consequência de nossos pecados, mas do grande conflito no qual estamos inevitavelmente inseridos. Pai, que eu e meus irmãos, que estão neste momento lendo ou ouvindo esta oração, sejamos transformados pelo Espírito Santo, para que todo o mundo seja alcançado pela pregação do Teu evangelho e Jesus volte logo. Em nome dEle, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS18 #RPSP
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“Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa de teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor, a abençoaste, e abençoada será para sempre” (v.27).
Davi habitava “em sua própria casa” (v.1) quando expressou ao profeta Natã a sua angústia: “Eis que moro em casa de cedros, mas a arca da Aliança do Senhor se acha numa tenda” (v.1). Aquela situação incomodou o homem segundo o coração de Deus. Como ele poderia morar em uma bela casa, enquanto a Casa do Senhor não passava de uma tenda? Percebendo a sinceridade do rei e reconhecendo seu propósito louvável, o profeta Natã o encorajou: “Faze tudo quanto está no teu coração, porque Deus é contigo” (v.2).
Davi tinha as melhores intenções, mas elas não correspondiam à vontade de Deus. Não seria por meio dele que o templo seria construído, mas por seu filho e sucessor, Salomão. Muitas vezes temos as melhores intenções possíveis em realizar a obra do Senhor, mas esquecemos de perguntar ao Senhor da obra se realmente estamos no caminho certo. Davi não foi o escolhido por Deus para construir o templo, e sim para iniciar uma dinastia que faria parte da genealogia do Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo.
Ainda que debaixo da bênção do Senhor, isso não nos autoriza a fazer tudo o que desejamos, mesmo que esteja relacionado ao serviço cristão. Agir dessa forma acaba gerando resultados insatisfatórios e causando decepções que poderiam ser evitadas simplesmente se fizéssemos o que estudamos esta semana: antes da ação, vem a oração. O Senhor tem me ensinado a viver dessa forma, e posso lhes garantir: vale muito a pena! Afinal, Cristo mesmo disse: “porque sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15:5). Não significa, porém, que sempre teremos as respostas que buscamos e da forma que desejamos. Mas, certamente, mais cedo ou mais tarde, os justos desfrutam do cumprimento da Palavra: “Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas tribulações” (Sl.34:17).
Davi queria fazer algo maravilhoso, mas sem a permissão divina não passaria de uma simples construção. E sabem o que é mais lindo em tudo isso? O diálogo entre o Senhor e Davi. A intimidade que havia entre ele e Deus pode ser claramente percebida todas as vezes que Davi expressava a sua gratidão. Ele escreveu: “A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (Sl.25:14). Deus realmente deu a conhecer a Davi a Sua aliança com ele e com a sua descendência: “de maneira que também falaste a respeito da casa de teu servo para tempos distantes” (v.17). Os Salmos que ele compôs são verdadeiras orações cantadas. Davi não escondia suas intenções, nem tampouco fingia ser o que não era. Por isso que, com segurança, disse ao Senhor: “Pois Tu conheces bem Teu servo” (v.18). E com humildade se fez o menor dentre todos: “Quem sou eu, Senhor Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui?” (v.16).
Davi confessou: “que é o homem, que dele Te lembres?” (Sl.8:4). Contudo, Deus tem prazer em abençoar Seus filhos e torná-los bem-sucedidos por onde quer que andem (v.8). E a bem-aventurança de Davi seria perpetuada por meio de Jesus, o “Filho de Davi”. Foi permitido a Davi fazer preparativos para a construção do templo, entretanto, não lhe competia edificá-lo. De uma coisa, porém, ele podia ter certeza: o Senhor o amava e amava a sua casa com amor eterno (v.27). Notem que o seu pecado com Bate-Seba e a morte de Urias não são mencionados neste livro. Nem tampouco as perseguições de Saul e a traição de seus filhos. Ao reescrever a sua história, o Senhor limitou o cronista a não registrar as memórias de Davi que tanto o fizeram sofrer.
O “felizes para sempre” existe, meus amados irmãos! Não é apenas uma frase clichê de contos infantis. É uma promessa de Deus para “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). O que Davi conquistou com guerras foram despojos de dor. Mas as guerras que Deus venceu por ele foram milagres do amor. Amor de um Deus que escolhe esquecer os nossos pecados e os lançar “nas profundezas do mar” (Mq.7:19). Logo estaremos no Lar eterno, onde “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” (Is.65:17). Se você nunca experimentou a intimidade do Senhor, não perca mais tempo! Busque agora mesmo um lugar onde possa conversar com Aquele que deseja ser o seu melhor Amigo. Continue sendo reavivado pela Palavra e, certamente, pela fé, você ouvirá: Te “confirmarei na Minha casa e no Meu reino para sempre” (v.14).
Pai querido e Deus misericordioso, Tu nos conheces bem e não há ninguém semelhante a Ti, e não há outro Deus além do Senhor. O Senhor nos levantou neste tempo como “gente única na Terra” para que o Teu evangelho eterno ilumine o mundo. Faze como falaste, Senhor, e seja engrandecido para sempre o Teu santo nome! Sê, pois, agora, servido de abençoar a nossa casa, para que possamos permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor, nos abençoaste e abençoados seremos para sempre. Por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS17 #RPSP
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“Rendei graças ao Senhor, invocai o Seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os Seus feitos” (v.8).
A arca da aliança foi introduzida “no meio da tenda que lhe armara Davi; e trouxeram holocaustos e ofertas pacíficas perante Deus” (v.1). Ali, foi tributado ao Senhor um culto especial de entrega, de comunhão e de gratidão. Tanto “os homens como as mulheres” (v.3) foram beneficiados com porções iguais de alimento, como um símbolo da igualdade das bênçãos provenientes da verdadeira adoração.
Desde a mais tenra idade, Davi desenvolveu um gosto pela música e seu talento, nas mãos de Deus, tornou-se em instrumento de louvor. Ao tocar a sua harpa nas colinas de Belém ou diante de um rei endemoniado, não restava dúvida de que suas composições eram acompanhadas pela regência do Céu e afugentavam as potestades malignas. E era esse tipo de música que deveria encher o santuário, “e celebrar, e louvar, e exaltar o Senhor, Deus de Israel” (v.4), “continuamente” (v.37).
Diante de um cenário de paz e harmonia, Davi declamou as palavras que compõem o texto de pelo menos três salmos: Salmo 96, Salmo 105 e Salmo 106. Em forma de ações de graças, o rei poeta exaltou o nome de Deus, confirmou a sua confiança na aliança divina, fez um chamado a todos para que adorem somente ao único Deus e Criador de todas as coisas, e terminou com as boas-novas da salvação que só o Senhor pode dar. “E todo o povo disse: Amém! E louvou ao Senhor” (v.36).
Parece que Davi estava vivendo um pequeno vislumbre do Céu. O santuário e a presença da arca da aliança despertavam nele o ardente desejo de estar na presença de Deus. Era ali que o guerreiro de Judá depunha sua armadura mortal e vestia-se “de um manto de linho fino” (1Cr.15:27); tirava a sua coroa real e humilhava-se na condição de servo; deixava de ser um rei para tornar-se um súdito. Experimentando aquela atmosfera celestial, com o coração e com lágrimas, ele orava: “que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no Seu templo” (Sl.27:4).
Aquele lugar sagrado apontava para a morada de Deus, mas, principalmente, para a promessa verdadeira e fiel de que o Senhor salvará o Seu povo. Através do episódio do transporte da arca, Davi soube reconhecer que há um abismo entre apenas conhecer as Escrituras e conhecer e praticar as Escrituras. Quando ele declarou: “Porque todos os deuses dos povos são ídolos; o Senhor, porém, fez os céus” (v.26), nos deixou o ponto exato que faz diferença entre o Senhor e os deuses e ídolos deste mundo: o Senhor é o único Deus e Criador.
O único mandamento que contém o selo da criação é o quarto mandamento, quando diz: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:11). Declara ainda a primeira voz angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Israel era o único povo que observava o sábado dentre as demais nações, e esta será uma marca distintiva do povo de Deus que, dentro em breve, acentuará a diferença entre os falsos e os verdadeiros adoradores.
Assim como há uma forma litúrgica especial de louvor na Casa do Senhor, com “instrumentos de música de Deus” (v.42), bem como um dia de especial adoração que o Criador mesmo declarou como santo, somos chamados a desfrutar das bênçãos da obediência, rejeitando tudo aquilo que não dê “ao Senhor a glória devida ao Seu nome” (v.29). Possamos, hoje, dar ouvidos ao apelo do apóstolo Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).
Seja a nossa oração “continuamente ao Senhor” (v.40), amados:
“Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, ajunta-nos e livra-nos das nações, para que rendamos graças ao Teu santo nome e nos gloriemos no Teu louvor. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, desde a eternidade até a eternidade” (v.35-36). Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, povo da aliança eterna!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS16 #RPSP
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“Santificaram-se, pois, os sacerdotes e levitas, para fazerem subir a arca do Senhor, Deus de Israel” (v.14).
A bênção de Deus na casa de Obede-Edom alegrou sobremodo o coração de Davi e o fez reconhecer que o seu procedimento anterior não estava de acordo com o que “Moisés tinha ordenado, segundo a palavra do Senhor” (v.15). Davi não havia consultado a Deus no transporte da arca, como o fez antes de guerrear contra os filisteus. Por mais que as suas intenções fossem sinceras, deixou de cumprir o “assim diz o Senhor”. A diferença entre a sua atitude precipitada e a atitude de Saul, com seus sacrifícios abomináveis (1Sm.15:22), estava no tipo de solo do coração.
Saul permitiu que seu coração se tornasse um solo pedregoso. Já Davi permitiu que Deus lhe conservasse um coração de carne, onde as correntes de Sua bondade pudessem penetrar e conduzi-lo ao arrependimento (Rm.2:4). Davi reconhecia o seu erro e procurava fazer o que era correto. E ao chamar os levitas para transportar a arca da aliança, a sua primeira ordem a eles foi: “Santificai-vos” (v.12). A santificação é um processo necessário para todo aquele que deseja andar na presença de Deus. Não se trata apenas de mudanças externas, mas, sobretudo, da essência de um coração disposto a ser moldado pelo Espírito do Senhor. A decisão é nossa, mas a obra é dEle. Compreendem, amados?
Na primeira vez, Davi e o povo não transportaram a arca da forma que Deus havia ordenado. Portanto, precisavam fazer tudo “segundo a palavra do Senhor” (v.15). Os levitas foram separados por Deus para desempenhar funções específicas no templo e, para isso, deveriam santificar-se, ou seja, separar-se de tudo aquilo que pudesse tornar comum o que Deus havia declarado santo. Ao som dos instrumentos separados para a adoração no templo, de vozes de canto e “com alegria” (v.25), Davi “e todo o Israel” (v.28) fizeram subir a arca do Senhor a Jerusalém; exceto Mical, filha de Saul e esposa de Davi, que, vendo “Davi dançando e folgando, o desprezou no seu coração” (v.29).
Enquanto sua esposa insatisfeita e desprovida da alegria celestial lançava sobre ele o olhar da reprovação, Davi se alegrava no Senhor e foi por Ele aprovado. Como seu pai, Mical estava fechando os olhos para enxergar a bondade de Deus, e o seu desprezo endureceu o seu coração. Para ela, aquela atitude de Davi não era adequada a um rei. Mas, diante da Palavra de Deus e de tudo aquilo que Ele separou como sagrado, deve haver alegria e júbilo por parte dos justos. Davi escolheu adorar do chão para o Céu. Mical escolheu julgar da janela para o chão. E nós? Qual tem sido a nossa atitude?
Amados, temos buscado juntos, diariamente, a santificação por meio da Palavra, como Jesus orou: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). Através desta busca, nos é dada a oportunidade do hoje e a possibilidade do amanhã. Portanto: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Com júbilo e com alegria, receba em seu coração a Palavra do Senhor! E, se achar que está com o coração endurecido, Deus tem uma linda obra para realizar em você, agora: “tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” (Ez.11:19).
Que o Espírito Santo santifique e purifique o nosso coração, preparando-nos para a breve volta de Jesus, pois, sem a santificação, “ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).
Pai de amor, neste dia que o Senhor santificou, abençoou e descansou, queremos nos alegrar em Ti! A oferta de Caim, a reprovação dos sacrifícios de Saul, a morte de Uzá, e tantos outros exemplos na Bíblia, nos dizem que o Senhor não aceita qualquer tipo de adoração. Então, Pai, nos ensina a Te adorar da forma correta, segundo está escrito em Tua Palavra. Por meio dela, Senhor, nos santifica, pois queremos Te ver! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, santificados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS15 #RPSP
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“Davi perguntou a Deus: ― Devo atacar os filisteus? Tu os entregarás nas minhas mãos? O Senhor lhe respondeu: ― Vá, pois eu os entregarei nas suas mãos.” (v.10).
Um verdadeiro filho de Deus não é conhecido apenas pelas palavras que saem de sua boca, mas pela Palavra de Deus que é vista em sua vida. Existem quatro ações de Davi que merecem destaque neste capítulo:
1. Ele reconheceu que o Senhor o confirmou como rei de Israel (v.2);
2. Ele consultou a Deus antes de agir (v.10);
3. Ele perseverou em primeiro ouvir a voz de Deus (v.14);
4. Ele foi obediente à instrução divina (v.16).
Há uma sequência lógica nessas ações. Percebam:
1. RECONHECER o poder de Deus;
2. CONSULTAR a Deus por meio da oração e da Palavra;
3. PERSEVERAR na comunhão;
4. FAZER a vontade de Deus.
Eis o exemplo que Cristo nos deixou e a sequência de verbos que nos transforma segundo o caráter do Verbo divino (Jo.1:1). Seguindo esses passos, nenhum inimigo subsistirá. Porque Deus sai adiante de todo aquele que entrega suas batalhas a Ele. Por vezes, o Senhor não nos livra das guerras, mas nos motiva e ensina a vencê-las com as armas corretas (Medite em Ef.6:10-18). E o maior desejo de Deus é de falar com Seus filhos e de ouvi-los. RECONHECER o poder de Deus, CONSULTAR a Deus, PERSEVERAR em Deus e FAZER a Sua vontade, promove uma vida de comunhão plena com o Senhor e de constante santificação. Uma obra de dentro para fora que somente o Espírito Santo pode realizar.
O nome de Davi não ficou conhecido porque era um grande herói de guerra, mas porque Deus o tornou conhecido (v.17). Davi foi um instrumento do Senhor, e não o contrário. Muitos têm usado o nome de Deus como um meio para conquistar suas próprias ambições. Obstinados, agem com aparência de piedade, sendo que o coração endurecido não permite que o Espírito Santo os transforme. Davi foi chamado de o homem segundo o coração de Deus não pelo que fez, mas pelo que permitiu que Deus fizesse nele e por meio dele. Estava sempre disposto a ouvir a Deus e a obedecê-lO. Sabemos que Davi não foi perfeito, mas ao sentir o peso do pecado e das consequências, todas as vezes que agiu conforme seus próprios impulsos, ele sabia a quem recorrer: “A Ti, Senhor, elevo a minha alma. Deus meu, em Ti confio” (Sl.25:1-2).
No Vale de Elá, Davi olhou para cima e foi vitorioso. Na sacada do palácio, olhou para baixo e foi derrotado. Estamos todos inseridos no mesmo contexto, amados. E, entre erros e acertos, Deus não desiste de lutar por nós. Ainda que sejam muitos os inimigos, o mal que eles carregam consigo jamais terá voz ativa diante do “estrondo de marcha” (v.15) que vem da parte do Senhor em defesa de Seus filhos. Ainda que tenhamos de enfrentar “fileiras inimigas” (v.11), ou o nosso próprio coração enganoso, se seguirmos os passos que vimos hoje, certamente, Deus sairá adiante de nós e nos livrará, porque “Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para os que guardam a Sua aliança e os Seus testemunhos” (Sl.25:10).
Eu bem sei, meus irmãos, que não tem sido fácil viver nestes últimos dias. Muitas vezes nos sentimos como que encurralados e o desânimo tenta nos abater. Estamos inseridos em um mundo “como foi nos dias de Noé” (Mt.24:37). Ou seguimos o que Deus, por Sua infinita bondade e sabedoria nos deixou escrito, ou o tempo da oportunidade passará sem que o percebamos (Mt.24:39). Há um apelo constante e cheio de compaixão sendo feito ao nosso coração a cada instante. É o Espírito Santo derramando as Suas últimas lágrimas de amor. Mas Ele “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3).
Até quando a obra do Espírito Santo durará? Não o sabemos. O que realmente importa é que o tempo que o Senhor nos concede se chama hoje. Precisamos deixar e destruir os deuses deste mundo da nossa vida (v.12). E esse processo de santificação é diário e constante. Seja hoje, agora, o tempo de entregarmos por completo o nosso coração aos cuidados do Espírito do Senhor; “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Então, Jesus nos promete um futuro eterno com Ele: “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (Sl.37:29).
Lembremos de Noé, que fez tudo “segundo o Senhor lhe ordenara” (Gn.7:5), e foi salvo ele e a sua casa. Lembremos de Abraão, que não negou o seu único filho e, pela fé, foi justificado. Lembremos de Daniel e de seus amigos, que não consideraram valiosa a própria vida, e seus nomes estão arrolados para a eternidade. “E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas” (Hb.11:32). Que, hoje, você e eu sejamos as derradeiras testemunhas de Jesus em meio às trevas morais e espirituais deste mundo. E que no fim deste grande conflito, sejamos reconhecidos como os perseverantes santos do Altíssimo (Ap.14:12).
Nosso Pai Celestial, o Senhor deseja estar à nossa frente rompendo as fileiras do inimigo e nos dando a vitória pelo Teu poder. Ajuda-nos, Senhor, a diariamente, reconhecer o Teu poder, consultar sempre o Senhor por meio da oração e da Palavra, perseverar nesse propósito e andar na Tua vontade. Concede-nos o Espírito Santo para que possamos abandonar e destruir tudo aquilo que ainda esteja ocupando o Teu lugar em nossa vida! Enche-nos do Espírito Santo, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS14 #RPSP
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“Temeu Davi a Deus, naquele dia, e disse: Como trarei a mim a arca de Deus?” (v.12).
A liderança de Davi nos deixou registros de sabedoria e sensatez. Ele não decidia pelo povo; ele decidia com o povo. Não que sempre desse ouvidos à voz da multidão, mas a opinião de seus liderados não era ignorada. O desejo de Davi era governar um povo de um só Senhor e, para isso, necessitava reaver tudo o que auxiliasse no cumprimento desse propósito. Mas até um líder assim pode falhar: antes de ter consultado o povo, Davi deveria ter consultado a Deus.
A arca de Deus, ou arca da aliança, estava em outra cidade de Israel, Quiriate-Jearim; ali havia permanecido por muitos anos, até que Davi resolveu levá-la para Jerusalém. A arca ficava no Lugar Santíssimo do santuário e era o único objeto daquele compartimento. Dentro dela estavam a vara de Arão que floresceu, uma urna de ouro com maná e as tábuas do Testemunho, ou seja, os Dez Mandamentos (Hb.9:4). Ali estava a confirmação da aliança de Deus com o Seu povo e a perfeita expressão de Seu caráter. Não se tratava, portanto, de um objeto qualquer, mas de uma obra de arte sagrada que carregava a assinatura do dedo de Deus (Êx.31:18).
Saul não se importou em buscar a arca do Senhor; ele estava tão focado nas guerras e na inveja que sentia por Davi, que permitiu que a maior batalha surgisse em seu próprio coração, aprisionando-o ao pecado. Apesar das boas intenções de Davi, ele também cometeu o grave erro de transportar a arca sem seguir as orientações de Deus, (que determinavam que ela fosse carregada nos ombros pelos levitas). Por tocar no que não lhe era permitido, Uzá morreu. Sua morte entristeceu o coração de Davi de tal forma que toda a sua alegria desvaneceu, e ele se negou a prosseguir com o trajeto. “Assim, ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom” (v.14).
Depois de saber o que tinha acontecido com Uzá, você teria coragem de receber a arca da aliança em sua casa? O resultado desse “depósito compulsório” foi três meses de bênçãos sobre a casa de Obede-Edom e sobre tudo o que ele possuía. Era perante a arca, no Lugar Santíssimo, que a glória de Deus se manifestava e somente o sumo sacerdote poderia entrar ali uma vez ao ano, no dia da expiação. Uzá ignorou isso; já Obede-Edom entendeu que ali era “invocado o nome do Senhor, que se assenta acima dos querubins” (v.6), e a sua obediência e reverência resultou em bênção.
Após o sacrifício de Cristo, o véu do santuário se rasgou de alto a baixo (Mt.27:51), dando-nos livre acesso ao Santíssimo. Hoje, podemos falar com o Pai por intermédio do Filho. Mas, assim como Jesus foi “obediente até à morte” (Fp.2:8), Deus capacita Seus filhos à obediência por Sua graça transformadora. A Lei do Senhor “é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm.7:12). Ora, santidade, justiça e bondade são atributos almejados por todo aquele que muito em breve deseja estar diante da face de Deus. Levar a arca para Jerusalém “pareceu justo aos olhos de todo o povo” (v.4), mas, assim como havia uma forma certa de transportá-la, Jesus nos deixou o perfeito exemplo de como devemos andar com Deus.
A pergunta é: “Como trarei para mim a arca de Deus?” (v.12). Precisamos conhecer a diferença entre o certo e o errado, entre o santo e o profano. Não é o que achamos que seja correto e santo, mas o que a Bíblia estabelece por princípios acerca disso. Entendem, amados? Notem que Davi e o povo viviam um momento de muita alegria, com toda sorte de instrumentos, “com todo o seu empenho” (v.8). Mas este episódio deixa bem claro que, se o nosso empenho em fazer a obra de Deus não estiver em comum acordo com as Escrituras, com a verdade presente, mais cedo ou mais tarde nossa alegria se tornará em profundo desgosto.
Assim diz o Senhor: “segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (Ag.2:5). O desejo de Deus é que aceitemos a Sua aliança e sejamos ricamente abençoados com o Espírito Santo em nossa vida e em nosso lar. Então, não teremos o que temer. Temos em nossas mãos a Palavra de Deus, e nela, muitos tesouros a serem explorados. Não negligenciemos o que Saul negligenciou, nem toquemos no que não nos convém como Uzá. Que o Espírito Santo nos desperte e reavive, fazendo de nosso lar uma casa de bênção, como foi a de Obede-Edom.
Pai Celestial, nosso Deus, Jesus disse que o Senhor procura os Seus verdadeiros adoradores, que O adorem em espírito e em verdade. Podemos, como Davi, estar empenhados em uma adoração que não Te agrada. Ó, Senhor, livra-nos da sorte de Uzá! Abençoa o nosso lar como abençoaste a casa de Obede-Edom! Que permaneçamos em Ti, em fidelidade à Tua Palavra, sendo ensinados a Te adorar da forma correta. E perdoa os nossos pecados nesse sentido, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias abençoadas!
Rosana Garcia Barros
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“Porque, naquele tempo, dia após dia, vinham a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como exército de Deus” (v.22).
Que capítulo emocionante! Vocês conseguiram imaginar cada tropa sendo conduzida a passos firmes e confiantes? Desde grupos de três mil homens até exércitos de cento e vinte mil. Todos sendo alistados no exército de Davi. “Todos estes homens de guerra, postos em ordem de batalha”, cada destacamento com suas peculiaridades importantes, unindo-se em um todo “unânime no propósito de fazer a Davi rei” (v.38). Afinal, a perseguição de Saul teve fim e, no lugar da separação, houve união. E esta união recebeu o título de “exército de Deus” (v.22). Que privilégio!
Porém, nesse processo de alistamento, Davi ficou apreensivo por causa de alguns que vinham da tribo de Benjamim, irmãos de Saul. Mas, assim como Deus o livrou das mãos de Saul, ele confiou que o Senhor faria justiça caso neles houvesse alguma maldade. A atitude de Davi demonstra, mais uma vez, o quanto sua confiança estava depositada em Deus. E a resposta à sua inquietação não veio de Amasai, mas do Espírito Santo: “Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz seja contigo! E paz com os que te ajudam! Porque o teu Deus te ajuda” (v.18).
A paz que o Senhor declarou a Davi vai muito além da noção humana do que seja paz. Não se tratava de ausência de batalhas, pois Davi ainda travaria muitas guerras, e sim da paz em seu sentido real e divino. Enquanto vivesse, Davi experimentaria a paz que só o Senhor pode dar. Não pode haver paz em corações dominados pela raiva, desamor e inveja; esses foram os sentimentos que se apoderaram do coração de Saul, resultando no domínio de um espírito maligno e em uma morte trágica.
Já Davi, o homem segundo o coração de Deus, prezava a união entre irmãos: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! […] Ali, ordena o Senhor a Sua bênção e a vida para sempre” (Sl.133:1,3). Ele se entristecia com a desunião e com a falsidade, como expressou no Salmo 55: “Com efeito, não é inimigo que me afronta […] mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus” (Sl.55:12-14).
Deus está organizando as Suas fileiras e colocando cada um de Seus filhos “em ordem de batalha” (v.38). Israel se tornou o exército de Deus porque todos eram unânimes em proclamar Davi como rei, e todos se uniram para ajudar e para se alegrar no partir do pão. Vocês percebem a ligação entre tudo isso e a presença do Espírito Santo? As doze tribos se uniram para realizar a vontade do Senhor, assim como Cristo elegeu doze discípulos e os ensinou a estarem unidos para cumprir a missão que lhes confiou. Então, quando estavam os seguidores de Cristo perseverando “unânimes em oração” (At.1:14), “todos reunidos no mesmo lugar” (At.2:1), o Espírito Santo foi derramado.
Amados, há uma solene e séria responsabilidade sobre a igreja de Cristo nos últimos dias no grande conflito. Fomos chamados para ser um com Ele na obra de salvar. Como escreveu Ellen White: “Ah, que bom seria se a igreja se levantasse e trajasse suas belas roupas, a justiça de Cristo! Que mudança ocorreria em sua esfera de influência e condição espiritual! A inveja, o apontar de defeitos, as palavras ferinas, o ciúme e as dissensões, a luta por supremacia — tudo isso cessaria. A íntima simpatia com Cristo e com Sua missão de amor e misericórdia aproximaria os obreiros uns dos outros. Então não haveria a disposição para nutrir esses males, cuja condescendência é a maldição da igreja. Ao dedicar atenção à obra de salvar pessoas, seriam motivados particularmente à maior espiritualidade e pureza. Haveria união de propósito, e a salvação de vidas preciosas receberia tamanha importância que todas as pequenas diferenças se perderiam de vista por completo” (Review and Herald, 12 de outubro de 1886).
Acompanhem comigo e comparem as passagens de Atos com os versos do capítulo de hoje:
Atos 2:44 – “todos os que creram estavam juntos” (compare com os versos 18 e 22);
Atos 2:45 – “distribuindo o produto entre todos” (compare com os versos 39 e 40);
Atos 2:46 – “partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria” (compare com o verso 39);
Atos 2:47 – “louvando a Deus e contando com a simpatia do povo” (compare com o verso 40);
Atos 2:47 – “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (compare com o verso 22).
Percebem a fantástica ligação entre os dois relatos? Deus precisa hoje de “homens [e mulheres] valentes para a peleja” (v.25), que, mesmo “sendo ainda [jovens]” (v.28), ergam com firmeza o estandarte da verdade; “homens valentes e de renome” (v.30), que qual Noé, Jó e Daniel, sejam “apontados nominalmente” (v.31), e assim reconhecidos pelo mundo como “conhecedores da época, para saberem o que [o Israel de hoje deve] fazer” (v.32) a fim de estar pronto para o Dia do Senhor. Homens e mulheres “capazes para sair à guerra, providos com todas as armas de guerra” (v.33), revestidos “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11), “que [manejam] bem a palavra da verdade” (2Tm.2:15), sendo assim “destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto” (v.33), “providos para a peleja” (v.35) “e prontos para a batalha” (v.36).
Se o Israel de Deus de hoje estiver unido desta forma, como um só exército, o menor valerá por cem, e o maior por mil (v.14), na obra de proclamar “o evangelho eterno” (Ap.14:6). Se permanecermos unidos nesse propósito, segundo a Palavra do Senhor, o Espírito Santo nos tornará “destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto” (v.33). Como “conhecedores da época” (v.32), já é hora de despertarmos do sono, amados, “porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Sigamos, pois, avante exército do Deus vivo! “Paz, paz seja contigo! […] Porque o teu Deus te ajuda” (v.18)!
Nosso Deus e Senhor dos Exércitos, almejamos fazer parte do Teu último exército, que, como está profetizado em Apocalipse 18:1, iluminará o mundo com a Tua glória. Esvazia-nos de nós mesmos e enche-nos com o Espírito Santo, Senhor! E que, revestidos da Tua armadura, sejamos encontrados por Ti nas fileiras do Teu remanescente. Nós Te fazemos esta oração confiantes nos méritos do nosso amado Redentor, que em breve voltará para nos buscar, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS12 #RPSP
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“São estes os principais valentes de Davi, que o apoiaram valorosamente no seu reino, com todo o Israel, para o fazerem rei, segundo a palavra do Senhor, no tocante a esse povo” (v.10).
Estudar sobre a vida de Davi é desafiador e fascinante. Desafiador porque não foi um personagem qualquer, mas um menino que derrotou um gigante e um rei que foi vencido pela cobiça. O menino pastor teve uma fé inabalável diante de um inimigo de quase três metros de altura; já como um poderoso rei e guerreiro, não soube controlar seus impulsos diante da beleza de uma mulher. Fascinante porque foi este homem inconstante e imperfeito que o Senhor escolheu e intitulou como o homem segundo o Seu coração. Apesar de seus erros, Davi não perdeu a fé no Deus “que é rico em perdoar” (Is.55:7).
Com a morte de Saul, Davi assumiu o trono de Israel, “segundo a palavra do Senhor por intermédio de Samuel” (v.3). Jerusalém foi conquistada e ali Davi estabeleceu o seu trono, “pelo que se chamou a Cidade de Davi” (v.7). E o seu reino crescia e prosperava, “porque o Senhor dos Exércitos era com ele” (v.9). Mas Davi não estava sozinho em termos de material humano; ao seu lado estava o seu exército pessoal: os “valentes de Davi” (v.11). De forma valorosa, apoiaram o seu reinado, muitas vezes colocando a própria vida em risco. Davi estava literalmente cercado por eles. Algumas das ações desses homens ganham destaque no capítulo de hoje, como na vez em que três deles foram buscar água para Davi, enfrentando um exército de filisteus na ida e na volta. A estes três, a Bíblia chama de “os três valentes” (v.19).
Aqueles homens arriscaram tudo, inclusive a própria vida, por amor ao seu rei. Viviam em defesa de Davi e de sua cidade. No livro Evangelismo, p. 63, encontramos a seguinte citação: “Deus deseja homens [e mulheres] que arrisquem qualquer coisa e todas as coisas para salvar almas”. (Lembrando que “almas”, na Bíblia, refere-se a pessoas, pois “a alma que pecar, essa morrerá” Ez.18:4). Aqueles valentes agiam em defesa de um reino terreno; quão maior deve ser o nosso testemunho como representantes do Reino dos Céus! Com que urgência e dedicação devemos buscar o Espírito Santo para sermos valentes soldados de Deus na obra da salvação!
Como valentes do Senhor, a nossa missão consiste em usar e multiplicar os talentos que Ele nos deu, confiando na maravilhosa e fiel promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). A valentia que Cristo espera de Seus filhos não é física, ou não teria repreendido Pedro ao golpear o servo do sumo sacerdote: “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão” (Mt.26:52). Cristo espera de Seus seguidores a valentia de enfrentar a oposição, a descrença, e as tradições humanas mediante “a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef.6:17), oferecendo a quem quiser a água da vida.
Nestes últimos dias, Deus espera de nós uma atitude corajosa e decidida: “Quando a religião de Cristo estiver mais em desprezo, quando Sua lei for mais rejeitada, então nosso zelo deve ser mais fervoroso e mais inabaláveis nossa coragem e firmeza. Permanecer na defesa da verdade e da justiça quando a maioria nos abandona, combater os combates do Senhor quando são poucos os campeões — eis o que será a nossa prova. A esse tempo precisamos tirar entusiasmo da frieza dos outros, coragem de sua covardia, lealdade de sua traição” (Ellen G. White, Meditação Matinal: Filhos e Filhas de Deus, CPB, p.201).
Ser valente não é ser uma ameaça ao nosso próximo. Ser valente é ser um agente da esperança! Meus amados, semelhante aos valentes de Davi, que não consideraram perder a própria vida por amor ao seu rei, que o nosso amor pelo Senhor nos motive e nos mova a viver como Paulo: “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At.20:24).
Nosso Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, só o Senhor pode nos dar o poder e a força para perseverarmos em Tua obra nesses últimos dias. Têm sido dias muito desafiadores, pois nossa mente tem sido um campo de batalha como nunca antes na história deste mundo. São muitas as distrações, mas nós queremos estar focados em levar a água da vida aos nossos pequeninos irmãos. Por isso, Pai, clamamos pelo Espírito Santo, para que a obra seja eficaz e abreviada, e vejamos o Senhor retornar em nossa geração! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, valentes do Senhor dos Exércitos!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS11 #RPSP
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“Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante” (v.13).
Iniciamos agora uma recapitulação da história de Israel e de Judá. E vocês perceberão que não se trata de ler a mesma coisa, mas de fazer novas descobertas. O capítulo dez relata não somente a morte de Saul, mas a destruição de toda a sua casa (v.6). Saul enterrou consigo toda e qualquer possibilidade de seu nome permanecer no trono de Israel. Já vimos que o pecado tem o poder destrutivo de atingir até pessoas inocentes; se assim não fosse, não veríamos tantas injustiças cometidas mundo afora.
Como sacerdote do lar, o homem tem nas mãos a maior das responsabilidades: conduzir a sua família no temor do Senhor. O mundo precisa de homens que olhem para seus filhos como cidadãos do Céu e que sejam cooperadores de Deus, junto com sua esposa, na obra de lapidá-los para a eternidade. O mundo precisa de homens que amem suas esposas “como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef.5:25). O mundo necessita de homens [filhos] que obedeçam a seus “pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef.6:1). O mundo precisa de homens que busquem o caráter à semelhança de Cristo, “o Homem” (Jo.19:5).
Mas, infelizmente, a nossa realidade tem revelado uma sociedade repleta de homens que têm cavado a sua própria cova e levado a família junto. Homens que não temem a Deus e nem se importam com as consequências de seus atos. Por causa disso, o maior vilão do ser humano tem sido o próprio homem. É raro alguém sair de casa com medo de ser atacado por um animal ou de ser atingido por um raio. A realidade é que a maioria, quase que absoluta, sai de casa com medo das ações humanas, que estão cada vez piores e mais imprevisíveis.
O suicídio de Saul foi um reflexo do valor que ele dava à sua vida e à de sua família: nenhum. O que fizeram com o seu corpo descreve bem os seus últimos anos de vida: Saul “perdeu a cabeça” ao não dar ouvidos à Palavra de Deus e ao consultar uma necromante. Ao fechar por completo o coração aos apelos divinos e ao dom gratuito de Deus, a consequência de sua insanidade foi a morte. A morte eterna é o pagamento de todo aquele que prefere dar ouvidos a outros “e não ao Senhor” (v.14). Saul se lançou sobre a sua espada para acabar com a própria vida, em vez de empunhar a espada do Espírito para adquirir a vida (Ef.6:17). Ele não conservou a fidelidade ao Senhor, e sua coroa foi transferida para “Davi, filho de Jessé” (v.14).
Longe de Deus, corremos o mesmo risco, amados. Saul pecou quando abandonou o “assim diz o Senhor” para dar crédito à voz de seu enganoso coração. Deixou de depender de Deus para alimentar o ego de que estava ali porque merecia. Precisamos conservar a nossa fidelidade ao Senhor, conforme está escrito: “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap.3:11). Todos nós, homens e mulheres, temos um dever, e é este: “Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec.12:13).
Apesar de a mensagem de hoje ter sido mais direcionada ao gênero masculino, devido ao contexto do capítulo, todos precisamos ter a consciência exata da importância de assumirmos com fidelidade o posto de nosso dever. Disso depende a salvação de nossa casa, firme e bem estabelecida sobre o rochedo das palavras de Cristo. Como escreveu Ellen White: “Aquele que vive o cristianismo no lar, será em toda parte uma luz resplandecente” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, CPB, p. 278). A Palavra do Senhor é muito clara, amados: o resultado da desobediência é a morte, e da obediência é a vida. Não há meio termo. Que possamos perseverar em conhecer a Deus, pois é esse conhecimento que gera uma obediência feliz e voluntária.
Nosso amado Deus, graças Te damos pela Tua Palavra, que é espada capaz de operar em nosso coração a cirurgia espiritual tão necessária! Eu oro para que os homens do Teu povo sejam fiéis sacerdotes do lar. E para que nós, mulheres, sejamos mulheres sábias que edificam a casa. Que pelo estudo da Tua Palavra prossigamos em Te conhecer e, nessa jornada, possamos, voluntária e alegremente, Te obedecer. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres obedientes ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
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