Reavivados por Sua Palavra


1CRÔNICAS 9— Rosana Barros
29 de março de 2026, 0:45
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“Guardavam, pois, eles e seus filhos as portas da Casa do Senhor, na casa da tenda” (v.23).

A genealogia de hoje retrata a época pós-exílio babilônico. Jerusalém voltou a ser habitada pelos “israelitas, os sacerdotes, os levitas e os servos do templo” (v.2). Também alguns de Judá, de Benjamim, de Efraim e de Manassés “habitaram em Jerusalém” (v.3). As coisas começaram a funcionar como antes, bem como o serviço no templo. Cada um reassumiu suas atribuições de acordo com o que Deus havia determinado. Naquele tempo, Fineias regia o templo como sacerdote, “e o Senhor era com ele” (v.20).

Os porteiros tinham o dever de montar guarda nas portas da Casa do Senhor. Manhã após manhã, abriam as portas e guardavam o templo. Outros eram encarregados de cuidar “dos utensílios do ministério” (v.28), além daqueles que cuidavam dos móveis, dos objetos e dos materiais utilizados nas cerimônias (v.29).

Os filhos dos coatitas cuidavam “de preparar os pães da proposição para todos os sábados” (v.32). Já os cantores moravam no próprio templo e não tinham outro serviço, “porque, de dia e de noite, estavam ocupados no seu mister” (v.33). O santuário e tudo o que ali era realizado apontava para Cristo e o plano da redenção. Todos os que serviam no santuário deveriam estar em harmonia com o que o Senhor havia ordenado, em conformidade com o que Ele disse a Moisés: “Vê, pois, que tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte” (Êx.25:40).

Dois relatos do capítulo de hoje me chamaram a atenção. Primeiro, os porteiros estavam guardando os “quatro ventos: ao oriente, ao ocidente, ao norte e ao sul” (v.24). No livro de Apocalipse, encontramos João descrevendo a seguinte cena: “vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando os quatro ventos da terra” (Ap.7:1). Estes anjos também têm a missão de guardar; no caso deles, guardam a Terra da destruição final até que os servos do Senhor estejam todos selados (Ap.7:3).

Outro detalhe interessante é sobre os cantores. O seu serviço era de contínuo revezamento; portanto, o santuário não era um lugar silencioso, mas de solene e constante melodia. As vozes dos cantores e os instrumentos eram ouvidos de dia e de noite. Em Apocalipse 4:8, também podemos encontrar algo semelhante: “E os quatro seres viventes […] não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir”.

Percebem, amados? Tudo no santuário terrestre apontava para o “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2). Era como uma maquete do santuário celeste ilustrando, em cada detalhe, que Deus tinha um plano para nos tirar da “enrascada” em que viemos parar. O Senhor capacitou pessoas diversas, com diferentes funções, para a ministração de Sua obra. Em todo o ministério do santuário havia a mais bela expressão do Criador declarando à obra-prima de Sua criação que, um dia, não existiria mais um véu separando-a de Sua presença.

O Cordeiro de Deus cumpriu a sentença definitiva, o véu foi rasgado (Mt.27:51) e o serviço que Ele incumbiu aos Seus discípulos inclui uma linda promessa: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:19-20). Havia divisão entre Israel e Judá, e entre estes e todas as demais nações. Infelizmente, os judeus apegaram-se aos rituais e não reconheceram o Salvador. O ministério que nos foi conferido é uma obra mundial. É nosso dever ensinar todas as verdades da Palavra de Deus, lembrando que “toda Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16). E o Espírito Santo realizará a obra de convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16:8).

E se cumprirmos fielmente o serviço que Jesus nos confiou, Ele promete estar conosco todos os dias de nossa vida até o Dia final, onde receberemos o nosso galardão. Deus nos dotou de dons especiais para que possamos nos preparar e preparar outros para a gloriosa volta de Jesus. Todos são convidados às bodas do Cordeiro. Todas as coisas, ou seja, toda a Bíblia deve ser ensinada. Não desista! Não deixe de examinar as Escrituras; ela é o nosso mapa do tesouro celeste. Com ela não erraremos o caminho e seremos sempre capacitados “para a obra do ministério da Casa de Deus” (v.13).

Senhor, nosso Deus, através do santuário o Senhor deu não somente a Israel, mas a todos nós, a preciosa verdade do plano da salvação. Graças Te damos porque, olhando para o santuário, encontramos a nossa bendita esperança! Santifica-nos, mediante o Teu Espírito, para prepararmos outros e até que estejamos prontos para Te encontrar! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, obreiros do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS9 #RPSP

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1CRÔNICAS 8— Rosana Barros
28 de março de 2026, 0:45
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“Ner gerou a Quis; e Quis gerou a Saul; Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe e a Esbaal” (v.33).

Benjamim era uma tribo pequena se comparada às demais tribos de Israel. Seu patriarca era o filho mais novo de Jacó, e Raquel, sua mãe, morreu logo após o seu nascimento (Gn.35:18). Foi o único irmão de José por parte de pai e mãe, e também o único que não participou da trama cruel dos irmãos contra José. Esta foi a bênção profética de Jacó a seu filho caçula: “Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo” (Gn.49:27). A tribo de Benjamim foi composta por “homens valentes, flecheiros” (v.40), guerreiros destemidos.

De Benjamim foi gerado o primeiro rei de Israel: Saul. Mas o trono não permaneceria nesta tribo; o cetro passaria para Judá, como foi profetizado: “O cetro não se arredará de Judá” (Gn.49:10). A genealogia de hoje, portanto, não é uma repetição da que vimos ontem, mas uma lista detalhada desta tribo, centralizando a figura de Saul. O rei Saul iniciou o seu reinado como um homem transformado pelo Espírito Santo (1Sm.10:6) e terminou a sua vida trocando a presença do Espírito do Senhor por um espírito maligno (1Sm.16:14).

Apesar de ser a menor tribo, Benjamim tinha tudo para ser a maior em grandeza aos olhos de Deus. Porém, a atitude de Saul lhe roubou a glória. Vivemos em um mundo de visão extremamente egoísta, amados. O “eu” prevalece sobre o todo. “Cada um por si” é o lema de uma sociedade cada vez maior, contudo, incrivelmente mais solitária. “Faça o que o seu coração mandar” é a máxima de hoje. Muitas decisões são tomadas e muitos riscos assumidos sem pensar nas consequências. O pior de tudo é que as consequências não recaem apenas sobre quem comete o erro; infelizmente, inocentes acabam sofrendo.

O que fazemos neste mundo não afeta apenas a nós mesmos. Estamos ligados uns aos outros e, como num efeito dominó, nossas ações acabam afetando primeiro aqueles que estão mais próximos de nós. O pecado de uma pessoa não recai sobre outra (Ez.18:20), mas os resultados dele, inevitavelmente, acabam atingindo terceiros. Diante disso, você pode estar pensando neste momento: “Mas isso é muito injusto!”. E realmente é. O pecado gerou a maior injustiça que já houve neste mundo quando o Inocente morreu pelos pecados de um mundo de culpados.

Amados, o mundo ecoa a palavra “injustiça” desde que nossos primeiros pais pecaram. O pecado gera ruína e tem como salário a morte (Rm.6:23). Não permita que a sua genealogia termine neste mundo mau, mas que você e a sua descendência desfrutem do que gratuitamente Cristo nos comprou ao assumir na cruz uma culpa que era nossa. Jesus padeceu a maior injustiça para que a Sua justiça prevalecesse e, por meio dela, pudéssemos nEle ter vida, e vida em abundância (Jo.10:10).

Deus nos chama para começar a viver aqui o que viveremos na eternidade. Lembremos que o que fazemos gera consequências boas ou ruins, a depender de nossas escolhas. Ontem estudamos que fomos escolhidos para a salvação, mas precisamos aceitar essa escolha diariamente: “Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de Ti, para que assista nos Teus átrios” (Sl.65:4). As nossas decisões revelam para onde estamos indo. O meu desejo é que o resultado de nossa vida seja a consumação da letra de meu hino favorito: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Novo Hinário Adventista, n° 390). Siga as pegadas do Mestre e, com certeza, você não chegará ao Céu sozinho.

Nosso amado Deus, não queremos como Saul começar bem e terminar mal. Mas queremos ser guiados pelo Espírito Santo a cada dia até o fim. Por isso, Pai, clamamos que continues nos ensinando o temor do Senhor e nos educando por meio da Tua Palavra. Queremos andar com o Senhor a cada passo, seguindo as santas pegadas do nosso Redentor. Ajuda-nos, Pai! Por Jesus, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, seguidores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS8 #RPSP

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1CRÔNICAS 7— Rosana Barros
27 de março de 2026, 0:45
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“Depois, coabitou com sua mulher, e ela concebeu e teve um filho, a quem ele chamou Berias, porque as coisas iam mal na sua casa” (v.23).

Hoje gostaria de perguntar: você está permitindo ser reavivado pela Palavra? Tem permanecido, dia após dia, examinando as Escrituras? Então você tem sido um valente de Deus. E, certamente, se você é pai, tem sido um chefe de família conduzido pelo Senhor. A genealogia das duas primeiras tribos de hoje enfatiza os homens valentes e os chefes de suas famílias. De acordo com o dicionário, a palavra valente significa aquele “que tem valor e coragem, que acode quando há perigo”. Ou seja, eram corajosos homens de guerra; mas também eram chefes de suas famílias. E era ali, no seio do lar, onde deveria haver o maior cuidado e proteção.

Quem não tem tempo de conduzir a sua casa, está perdendo o seu tempo. Ser chefe de família vai muito além de ser um provedor; tem que ser também, e acima de tudo, um sacerdote do lar. Na primeira carta de Paulo a Timóteo, encontramos esta verdade expressa de forma bem clara: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm.5:8). É algo muito sério para ser apenas lido. Precisamos viver o evangelho, primeiramente, dentro de casa.

Deus deseja conceder valor e coragem a todo aquele que, com fé, assume o controle de sua família, para que seus filhos não passem pelo que passou Efraim. Ao serem mortos dois de seus descendentes porque roubaram o gado dos homens de Gate, Efraim chorou por seus filhos por muitos dias, a ponto de seus irmãos terem que ir até ele para consolá-lo. E, para piorar a situação, ainda chamou a seu outro filho de Berias, “porque as coisas iam mal na sua casa” (v.23). Era como se ele tivesse olhado para a criança com ar desmotivado e dito: “Ah, seu nome será ‘casa desgraçada’!”.

Este relato triste, infelizmente, ilustra a realidade da maioria das famílias modernas. São famílias e famílias onde as coisas vão mal. Falta-lhes o conhecimento que salva e que liberta. Pois assim diz o Senhor: “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os.4:6). Não se trata de um conhecimento apenas teórico da Palavra, mas de, através da Palavra, conhecermos o Senhor. Então, os filhos serão preservados, o casamento blindado e cada membro do lar compreenderá o seu verdadeiro papel na família e a sua importância para a missão que o Senhor nos confiou.

Esta é a ordem correta dos fatores da vida:

• Primeiro: Deus;
• Segundo: Família;
• Terceiro: As demais coisas, orientadas pelo Espírito Santo.

O fechamento do capítulo nos mostra outra preciosa pérola. Além de homens valentes e de chefes de família, entra em cena mais uma característica: escolhidos (v.40). A escolha espiritual é um dueto. De um lado, Deus; do outro, você e eu. Deus não nos escolhe porque nós O escolhemos; Deus já nos criou como escolhidos, mas a decisão de aceitar essa eleição de amor é nossa. Fomos escolhidos para a salvação, mas também para sermos condutos de salvação. E essa obra deve começar dentro de nossa casa, pela transmissão do conhecimento de Deus de pais para filhos, como está escrito: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). Isso não significa que ficaremos isentos de problemas, mas que, com Deus, há solução para cada um deles.

Que a minha e a sua genealogia não tenha a interrupção que teve em Efraim, mas a confirmação que foi registrada em Issacar e em Benjamim e, como em Asser, a disposição em agir como um escolhido do Senhor. Clamemos a Deus por Seu favor, crendo que Ele completará o que está fora de nosso alcance realizar. E se acaso não fizemos bem o nosso “dever de casa”, que possamos crer em Jesus Cristo e em Sua graça que tudo restaura: “e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31).

Nosso Pai Celestial, poder chamá-lo assim nos assegura de que, mesmo enfrentando dificuldades e limitações, o Senhor luta por nós e está nos educando para a eternidade. Nós almejamos estar no lar que o Senhor preparou para os Teus escolhidos. Por isso clamamos pelo Espírito Santo, para que a nossa vida esteja em comunhão com a Tua vontade e isso reflita para a nossa casa. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, escolhidos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS7 #RPSP

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1CRÔNICAS 6 — Rosana Barros
26 de março de 2026, 0:45
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“Seus irmãos, os levitas, foram postos para todo o serviço do tabernáculo da Casa de Deus” (v.48).

Os levitas foram escolhidos por Deus para dirigir todo o serviço do santuário, inclusive o serviço de “canto na Casa do Senhor” (v.31). Davi, além de um grande guerreiro e rei, era um músico talentoso. A Bíblia o chama de “mavioso salmista de Israel” (2Sm.23:1). Ele escreveu a maior parte dos Salmos, que compunham o hinário do povo israelita, e foi ele mesmo quem escolheu os cantores levitas (v.31). Mas por que Deus escolheu justamente a tribo de Levi para um encargo tão importante? Após o episódio em que o povo adorou um bezerro de ouro no deserto, enquanto Moisés recebia de Deus as tábuas da Lei (Êx.32), Moisés notou que o povo estava desenfreado, “pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do Senhor venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (Êx.32:26). Deus honrou a atitude daquela tribo, que decidiu permanecer fiel a Ele.

Os levitas, portanto, receberam o privilégio e a responsabilidade de cuidar da Casa do Senhor e de tudo o que se referisse à sua liturgia. Os filhos de Levi, no entanto, não herdariam a terra, como bem foi profetizado na bênção de Jacó: “[…] dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel” (Gn.49:7). Levi e Simeão foram extremamente violentos ao assassinar todos os homens de uma cidade por causa de sua irmã Diná (Gn.34:25-31). O fato de terem ficado de fora da herança territorial confirma as palavras de Cristo quanto aos que hão de herdar a terra: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5). Toda a ministração do templo estava aos cuidados desta tribo “sem terra”, cujas obras deveriam estar de acordo com a fé. É interessante que Jesus utilizou um levita e um sacerdote ao proferir uma de Suas parábolas. Ao ser questionado sobre quem era o nosso próximo, Ele contou a seguinte parábola, que muitos acreditam ter sido uma história baseada em fatos reais (permitam-me parafrasear):

Um homem foi roubado e gravemente ferido em uma estrada. Caído ao chão, quase morto, seu coração clamava por uma alma piedosa que dele se compadecesse. Com muito esforço, abriu os olhos e, vendo aproximar-se um sacerdote, pensou: “Estou salvo! Certamente este homem de Deus irá me ajudar!” Mas o “homem de Deus” o ignorou e passou bem longe. Ele quase não acreditou! Aquele que ministrava as coisas sagradas e que sempre o cumprimentava na igreja fez de conta que não o tinha visto. Tremenda foi a sua decepção! Naquele momento, ele desmaiou de dor.

Ao começar a recuperar os sentidos, ouviu de longe outros passos e novamente se esforçou para ver quem era. “Graças a Deus!”, pensou. “É o levita cantor da minha igreja. Ele, sim, vai me ajudar!” Mas, para sua surpresa, ele tomou a mesma atitude do sacerdote. Pronto! E agora? Tudo parecia perdido até que … surgiu um samaritano. Quem? Um cujo povo era considerado inimigo dos judeus? Pois é! Logo, o homem moribundo reconheceu no olhar daquele estrangeiro a pura compaixão. Prontamente, ele se aproximou, cuidou de suas feridas, o levou a uma hospedaria e pagou para que cuidassem dele até que ele voltasse.  (Lc.10:25-37).

Os levitas lidavam com coisas santas, mas, acima de tudo, com o Santo de Israel. Deus deveria ser o primeiro e o último em suas vidas. Sendo assim, deveriam compreender como ninguém o Seu amor e a Sua misericórdia. Mas, com o passar do tempo, tornaram-se os que menos conheciam o real caráter de Deus. Não estamos livres do mesmo perigo, amados. Vamos à igreja, trabalhamos nela, derramamos lágrimas pela causa, damos o suor pelas obras, mas esquecemos do principal: manter um relacionamento diário com o Dono da Casa. O nome já diz tudo: Casa de Deus. Ora, se a Casa é de Deus, Ele deve estar no controle de todas as coisas, inclusive, e principalmente, do nosso coração.

Um verdadeiro adorador do Senhor não é aquele que canta melhor ou que tem uma oratória que arrasta multidões. O verdadeiro adorador do Deus vivo é aquele que procura viver como Cristo viveu. Cristo não se preocupava em agradar pessoas; Ele veio para salvar pessoas! Essa é a maior confusão que fazemos: queremos mais agradar do que salvar. Aquele sacerdote e o levita da estrada pensaram apenas nos contratempos que lhes causariam cuidar daquele ferido; o bom samaritano pensou que não poderia deixar aquele homem morrer se ele tinha nas mãos o poder de fazer algo por ele. Pois “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisto está pecando” (Tg.4:17). Compreendem, meus irmãos?

Precisamos despertar para a mesma atitude daquele verdadeiro servo de Cristo: nos preocupar menos com as “más línguas” e mais com os que perecem pelas estradas deste mundo. Esta obra não é mais conferida apenas aos levitas, mas a todos os que aceitam o sacrifício de Cristo Jesus. Porque a partir do momento em que experimentamos deste amor inigualável, torna-se impossível não querer compartilhá-lo. Somos obreiros do Mestre, e esta obra deve ser iniciada em nosso coração, aperfeiçoada na igreja e praticada por todo o mundo. Portanto, mãos à obra, servos do Deus Altíssimo!

Senhor, derrama em nosso coração o Teu amor, mediante o Teu Espírito! Enquanto o amor está esfriando de quase todos, que o Teu amor em nós cresça e seja aperfeiçoado. Dá-nos um coração compassivo, olhos sensíveis, ouvidos atentos e mãos que abençoem, segundo a necessidade do nosso próximo. Em nome do nosso supremo Exemplo, Jesus Cristo, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, obreiros de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS6 #RPSP

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1CRÔNICAS 5 — Rosana Barros
25 de março de 2026, 0:45
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“Porém cometeram transgressões contra o Deus de seus pais e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles” (v.25).

O capítulo de hoje inicia relatando o desvio de conduta de uma pessoa e termina com o desvio de conduta de um grupo de pessoas. Sendo onisciente, Deus conhece o fim desde o começo. Ele sabia o que Rúben faria, mas não o desamparou por isso. Ele também sabia que aquele grupo das tribos transjordânicas que Lhe foram fiéis na guerra, em tempo de bonança Lhe dariam as costas, mas nem por isso os abandonou na peleja. É por isso que a justiça de Deus se difere da nossa, amados, pois está intrínseca e inseparavelmente ligada à Sua grande misericórdia.

O pecado de Rúben o levou a perder o direito à primogenitura, sendo esta conferida a José, filho de Jacó com Raquel. De Judá nasceria o Príncipe da Paz (Is.9:6), mas a atitude de José o fez maior do que seus irmãos, assim como vimos ontem com Jabez. O direito que Rúben tinha não impediu o Senhor de conferi-lo a José; assim como Davi, o menor dentre os irmãos, tornou-se o maior; assim também como Jacó prevaleceu sobre Esaú. A primogenitura, portanto, não concedia privilégios a quem nascia primeiro, se este não colocasse Deus em primeiro lugar em sua vida.

As tribos transjordânicas eram compostas pelos filhos de Rúben, pelos filhos de Gade e pela meia tribo de Manassés. Além de serem “homens valentes, que traziam escudo e espada, entesavam o arco e eram destros na guerra […] capazes de sair a combate” (v.18), formavam um só exército munido da única arma realmente eficaz: a confiança em Deus, “porquanto confiaram nEle” (v.20). Na luta, confiaram no Senhor e “de Deus era a peleja” (v.22). E Deus levantou entre eles “guerreiros valentes, homens famosos, cabeças de suas famílias” (v.24).

Porém, bastou a poeira assentar, bastou um momento de descanso das armas, e logo “cometeram transgressões contra o Deus de seus pais e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles” (v.25). Na guerra, confiaram em Deus; na bonança, O trocaram por abominações. Esta é uma realidade que tem se repetido a cada geração. Contudo, só conseguirá perseverar até o fim aquele que, dia após dia, reveste-se da armadura de Deus: a couraça da justiça, o cinto da verdade, os calçados da preparação do evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação, a espada do Espírito, que é a Bíblia; e orando em todo o tempo, “vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:10-18). Se a nossa armadura estiver incompleta, amados, Satanás saberá onde nos atingir.

No grande conflito entre o bem e o mal, não há quem esteja neutro. Todos nós estamos inseridos na batalha que definirá o nosso destino eterno. Como adquirir a perseverança de que precisamos? Eis que a Palavra de Deus nos responde: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). Quem lê o versículo 26 do capítulo de hoje sem a exata compreensão do todo, interpreta a ação de Deus como uma punição, e não como mais uma oportunidade de conversão.

O povo havia se “prostituído” com outros deuses, e o Senhor utiliza esta expressão todas as vezes que Seus filhos trocam a Sua aliança eterna pelas ofertas do príncipe deste mundo. Esta foi a realidade profetizada por Oseias: “porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (Os.1:2). Mas o desejo de Deus não é o de castigar, mas o de corrigir para salvar: “e acontecerá que, no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois Meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo” (Os.1:10). Louvado seja o Nome acima de todos os nomes! Louvado seja o nome do Senhor, que não Se cansa de nos amar!

Eu bem sei que passar pela prova é desconfortável e, por vezes, desesperador, mas também é o momento em que mais nos aproximamos da experiência de sofrimentos de Jesus e, temos a oportunidade de ter nossa esperança e nossa fé aquecidas e fortalecidas, mesmo que nossa vontade não seja atendida. Quando engravidei pela última vez em 2020 e descobri que havia algo errado em minha gestação, clamei a Deus por um milagre. O milagre não veio da forma que pedi e desejei, mas o fato de ter feito de Deus a minha fortaleza, ainda que eu não compreendesse muitas coisas, me fez perceber que o inimigo pode até nos oprimir a ponto de ficarmos “como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, mas não mortos; entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:9-10). Porque a nossa esperança está além deste mundo; ela está em Cristo e na fiel promessa de habitarmos com Ele para sempre.

Se perseverarmos no reavivamento e reforma através da Palavra de Deus e da oração, alcançaremos a vitória prometida, não por nossas justiças maltrapilhas, mas pela justiça de Cristo que, por Sua graça, venceu a guerra contra o pecado por nós. Mas, até lá, que na provação ou na bonança, estejamos vigilantes, sabendo que há um inimigo ao nosso redor “procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (Tg.1:12).

Nosso Pai do Céu, clamamos pelo batismo do Espírito Santo! Clamamos pelo revestimento de toda a Tua armadura! Clamamos por um coração de carne, puro e submisso a Ti! Clamamos para que a nossa provação neste mundo nos prepare para o mundo porvir! Clamamos para que voltes logo! Em Cristo e por Cristo, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, perseverantes na provação!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS5 #RPSP

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1CRÔNICAS 4 — Rosana Barros
24 de março de 2026, 0:45
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“Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz” (v.9).

No capítulo de hoje surge um intrigante descendente da tribo de Judá: Jabez. Eu sei que a maioria dos comentaristas se detém no testemunho de Jabez neste capítulo, mas não temos como passar por alto o que o Senhor fez questão de destacar nas Escrituras. Percebam que os versículos nove e dez parecem dar uma pausa na genealogia. Nós já lemos mais de duzentos nomes até agora e a Bíblia encaixa, em meio a tantos nomes, um que não sabemos de onde veio e nem para onde foi.

A biografia trazida em apenas dois versículos apresenta duas realidades: o nascimento de Jabez provocou muitas dores à sua mãe, por isso o seu nome, que significa “dor, sofrimento”. O seu nome o conduzia a um destino nada atraente, mas a sua atitude mudou o rumo da sua vida. Jabez fez uma oração pequena e simples, mas proveniente de um coração humilde e sincero: “Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a Tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!” (v.10).

Jabez “invocou o Deus de Israel” (v.10) com inteireza de coração. Porém, vamos reler o que está escrito a respeito dele no versículo nove: “Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos”. A palavra ilustre quer dizer “aquele que irradia luz”, que possui qualidades nobres e dignas de louvor. Ele, definitivamente, se destacava por ser aquilo que Jesus nos motiva a ser: “Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:14). Mas para quê, amados? Para que sejamos melhores do que os outros? Não! Para que sejamos como Jabez, ilustres não aos nossos próprios olhos, mas diante do mundo, “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16).

Jabez não fez uma oração motivado por desejos egoístas, mas para que continuasse sendo luz que irradia, que compartilha com o mundo a glória de Deus. Eis o porquê “Deus lhe concedeu o que Lhe tinha pedido” (v.10). Não sabemos de que forma a oração de Jabez foi atendida. Esse é o único registro bíblico sobre ele, fora aquele que diz que Jabez era uma cidade de Judá (1Cr.2:55). Mas se as Escrituras dizem que ele foi atendido, é porque, certamente, ele não pediu nada que Deus já não tivesse sonhado para ele.

Para Jabez era uma grande alegria ser fiel a Deus, porque ele confiava em Sua infalível fidelidade. Ele honrou a Deus com sua vida. Ele foi uma honra ao nome de Deus diante dos homens, e Deus o honrou. Precisamos tomar a mesma atitude deste homem que não sabemos em que lar nasceu, mas sabemos que Lar o aguarda. Sua vida, agora, pode estar sendo assombrada por “registros antigos” (v.22), mas eis que Deus promete apagá-los e trocá-los pelo “registro genealógico” (v.33) dos Céus!

Nem sempre nossas orações são atendidas como gostaríamos que fossem. Por vezes, Deus permite que soframos os embates do grande conflito para que, como Jó, nossa experiência nos leve ao verdadeiro conhecimento de Deus: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Jó não teve suas orações atendidas conforme esperava, nem seus questionamentos respondidos. Mas, ao decidir erguer a sua fé acima das circunstâncias, obteve o único conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste” (Jo.17:3).

Saibam que “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Pv.28:9). A oração, portanto, precisa vir acompanhada de atitude. Atitude de fazer a vontade de Deus acima da nossa. Atitude de representar com fidelidade que somos filhos do Senhor. E, para isso, precisamos nos entregar por completo aos cuidados do Espírito Santo. Então, seremos príncipes e princesas em nossas famílias (v.34). Deus resplandecerá sobre nós a luz da Sua face e seremos Seus luzeiros indicando ao mundo o caminho para pastos verdejantes, “terra espaçosa, tranquila e pacífica” (v.40), onde habitaremos com Ele para sempre.

Nosso amado Deus, a oração de Jabez representa a nossa oração nestes últimos dias, no sentido de que o Senhor nos leve para a Tua terra espaçosa e que a Tua mão seja conosco nos livrando do mal. Pai, já não nos interessam as coisas aqui desta Terra, mas almejamos a pátria superior, isto é, celestial! Batiza-nos com o refrigério do Teu Espírito para que o mundo seja iluminado com a Tua glória e Jesus volte em nossa geração. É o nosso clamor, Senhor! Por Cristo Jesus e por Tuas muitas misericórdias nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, ilustres filhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS4 #RPSP

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1CRÔNICAS 3 — Rosana Barros
23 de março de 2026, 0:45
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“Estes foram os filhos de Davi […]” (v.1).

Os descendentes de Davi e de Salomão ganharam destaque na genealogia de Judá. Pai e filho deixaram um legado jamais esquecido. A coragem e inteireza de coração de Davi fizeram de seu nome uma espécie de termômetro para a aprovação ou reprovação dos sucessores do trono de Judá, além de ser a expressão recorrente no Novo Testamento para se referir a Jesus: Filho de Davi. Já a sabedoria dada por Deus a Salomão foi singular e insuperável. Seu reinado elevou Israel a uma nação benquista e soberana; suas construções suntuosas, o magnífico templo e a famosa sabedoria de Salomão atraíam a curiosidade das demais nações.

Certamente, Davi e Salomão marcaram a história, e seus nomes não poderiam ser esquecidos. O Senhor mesmo disse: “Judá é o Meu cetro” (Sl.60:7). A descendência de Judá apontava para a vinda do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Mesmo Israel havendo trocado a monarquia divina pela terrena, as genealogias representam mais uma maneira de o Senhor nos mostrar que os planos do homem não podem frustrar os Seus, e de que todos somos importantes para Ele. Cada nome tem uma história; algumas são boas, outras são ruins, mas todos viemos à existência pelas mãos do mesmo Criador.

Na genealogia da vida, muitos nomes têm ficado no esquecimento. Você sabe quem foi o seu bisavô? E a sua tataravó? Qual é a sua origem? Talvez você nem saiba quem foram seus progenitores. Mas eu sei de Alguém que olha para você e diz: “Eis que nas palmas das Minhas mãos te gravei” (Is.49:16). Lá no Céu há um livro especial chamado Livro da Vida. Neste livro, Jesus prometeu conservar os nomes de Seus servos: “O vencedor será assim vestido de vestes brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de Meu Pai e diante dos Seus anjos” (Ap.3:5).

Deus tem conservado o nome dos Seus filhos nos registros celestes para, em breve, dar-lhes uma “pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17). E querem conhecer o segredo para receber tal bênção eterna? O apóstolo Paulo nos revela: “Lembra-te de Jesus Cristo ressuscitado de entre os mortos, descendente de Davi” (2Tm.2:8). Enquanto era privilégio aos sucessores do trono de Judá serem comparados com Davi, o próprio Davi recebeu o incomparável privilégio de ter o seu nome lembrado ao se fazer referência a Jesus Cristo. E nós, através de Cristo, recebemos o poder de sermos “feitos filhos de Deus” (Jo.1:12)!

Hoje, o Senhor, que nos criou para a eternidade, nos diz: “Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu” (Is.43:1). Está muito perto o dia em que Jesus chamará os Seus e estabelecerá o Seu Reino. Porque, por mais que reis e governantes tenham um mandato provisório, o Rei dos reis tem um mandato eterno. Se você quer fazer parte deste reino, se quer ver o seu nome no registro dos Céus, se deseja receber na mão uma pedrinha com um nome novo, creia que, dentro em breve, você escutará o Rei dos reis, a voz do Arcanjo a proclamar ao Norte: “Entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is.43:6-7).

Que, pelos méritos do Filho de Davi, os nossos nomes estejam escritos no Livro da Vida do Cordeiro para nunca mais sair!

Pai Celestial, nós Te agradecemos pois o Senhor nos resgatou e nos remiu pelo poder que há no nome e no sangue do Teu Filho! O Senhor não olha para nós como mais um na multidão, mas o Senhor nos identifica e nos chama pelo nome em meio à multidão. Escreve a nossa história para a Tua glória. E, Senhor, volta logo! Temos saudades! Por Jesus, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, criados para a eternidade!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS3 #RPSP

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1CRÔNICAS 2 — Rosana Barros
22 de março de 2026, 0:45
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“São estes os filhos de Israel: Rubén, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Dã, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser” (v.1-2).

Os doze filhos de Jacó, cujo nome o Senhor mudou para Israel (Gn.32:28), deram origem às doze tribos de Israel. Através da linhagem de cada um, seria estabelecida uma tribo com uma função específica dentro da nação eleita. Dentre todas, Judá, com certeza, teve destaque: dela descenderia Davi, o grande rei de Israel, e dela também viria o Messias, o nosso Salvador Jesus Cristo. A tribo de Levi também teve um papel fundamental através do ofício no santuário e da linhagem sacerdotal. É interessante observar, ainda, que os irmãos “Abisai, Joabe e Asael” (v.16), valentes de Davi (2Sm.2:18), eram seus sobrinhos.

A genealogia de Judá apontava para a redenção. Apesar de gerações perversas, a mão do Senhor sustentava a promessa de que “o cetro não se arredará de Judá” (Gn.49:10). Estudamos que, apesar da separação das tribos, Judá passou a ter monarquia independente de Israel. Dentre os filhos de Israel, Judá foi o quarto filho de Jacó com Lia. Lia não era amada por Jacó, pois este amava sua irmã Raquel; por isso, ela tentava conquistar o afeto de seu marido pela bênção da maternidade. Mas a cada filho em que depositava seu desejo de ser amada, suas expectativas eram frustradas. Só quando deu à luz Judá, Lia declarou: “Esta vez louvarei o Senhor” (Gn.29:35). Não sabia ela que suas palavras já apontavam para a maior das promessas: o nascimento de Jesus Cristo, o amor de Deus encarnado.

Os judeus tiveram a oportunidade de conviver face a face com Cristo e O rejeitaram. Jesus os chamou de “geração má e adúltera” (Mt.12:39). Foi naquela geração de trevas que nasceu o Sol da Justiça. O apóstolo Paulo disse que “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais […]” (2Tm.3:1-5). A lista continua com características que representam uma parcela esmagadora da última e terrível geração. O pior de tudo, amados, é que Paulo se referiu a religiosos com aparência de piedade, mas que não têm o poder do Espírito.

Acã foi um exemplo disso. No capítulo de hoje, encontramos seu nome como “Acar, o perturbador de Israel, que pecou na coisa condenada” (v.7). Ele estava no meio de Israel, foi à peleja com Israel e, não fosse a revelação do Senhor, teria permanecido no meio do povo contaminando-o, juntamente com sua família, que pelo castigo sofrido, participava do mesmo caráter perverso de Acã (Js.7:24-26). Ó, meus irmãos, que o Senhor nos livre de um coração de incredulidade, dúbio e inconstante!

Vivemos em meio a esta geração, pior do que a que levou Cristo até a cruz, e é nela que Cristo virá pela segunda vez. Assim como em meio a uma geração perversa Cristo conservou discípulos fiéis, Ele também guarda neste tempo do fim uma geração de Deus: “pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dEle também somos geração” (At 17:28).

Percebem, amados? Temos uma decisão a tomar: fazer parte daquela geração descrita em 2Timóteo 3, ou da “geração de Deus” (At.17:29). Uma coisa é certa: a salvação é individual. Cada um de nós responderá por seus atos diante de Deus, como está escrito: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este” (Ez.18:20).

Judá não foi o melhor dos filhos, tampouco a sua geração correspondeu ao caráter de Cristo,  mas foi de sua linhagem que Ele veio. Somos todos pecadores, mas se escolhemos conhecer a Deus e andar com Ele, somos chamados de “raça eleita, sacerdócio real, nação santa” (1Pe.2:9). Que, pela graça, façamos parte da geração que muito em breve dirá: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará!” (Is.25:9).

Senhor, a genealogia nos ajuda a perceber que, mesmo em nossa indignidade, e em meio a tantos nomes, Tu olhas para cada um de nós de forma imparcial e nos ama de forma individual. Não queremos que nosso nome e nossa história Te desonrem, mas que sejam motivo da Tua alegria. Enche-nos do Espírito Santo para que a nossa vida Te glorifique! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, geração de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS2 #RPSP

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1CRÔNICAS 1 — Rosana Barros
21 de março de 2026, 0:45
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“Abraão, pois, gerou a Isaque. Os filhos de Isaque: Esaú e Israel” (v.34).

Considerada por muitos como uma leitura dispensável, a genealogia bíblica possui um valor significativo. É certo que encontramos nomes bem diferentes e que, por vezes, tornam a lista de descendentes um verdadeiro desafio “trava-línguas”. Mas naqueles nomes, especialmente na descendência de Adão, o significado de cada um revela que o homem pode até rabiscar na “agenda” de Deus, mas jamais poderá mudar o fato de que Deus nos ama “com amor eterno” (Jr.31:3) e que tem data marcada para nos levar de volta ao Paraíso.

De Adão a Edom (ou Esaú), do Éden à terra do inimigo, podemos perceber a linha decrescente do ser humano após a queda. Ao iniciar as crônicas dos reis de Israel com a genealogia original, o Senhor deixou mais uma evidência de que Seus propósitos não podem ser frustrados e que as interferências humanas ou malignas não são capazes de limitar o que Ele, desde o princípio, designou. Assim, a genealogia continua e confirma o relato de Enoque (Gn.5:24), o relato do dilúvio (Gn.7), o chamado de Abraão (Gn.12), o surgimento do povo de Israel (Gn.35) e assim por diante.

Convido você a rever o comentário do capítulo 5 do livro de Gênesis e maravilhar-se com o fato de que Deus sonha com a nossa redenção desde o começo, por meio do significado dos nomes na genealogia de Adão. No curso da história, muitos desses homens decidiram por se desviar do plano original divino, deixando de cumprir o propósito para o qual foram chamados. O pecado de Cam, por exemplo, causou uma ruptura considerável na família de Noé; e este filho do fiel porta-voz antediluviano gerou os piores inimigos de Israel. Esaú, que é Edom, trocou a bênção do Senhor pela satisfação própria e também gerou inimigos do povo de Deus.

Entendendo que a genealogia não se trata apenas de uma coleção de nomes diferentes, mas de uma forma de o Senhor declarar o Seu amor relacional por cada pessoa, cabe a nós a escolha de corresponder a esse amor e nele viver, ou de rejeitá-lo e ignorá-lo. Pode até ser que o nosso nome carregue um significado depreciativo. Pode ser que ele revele o que há de pior em nós, como foi com Jacó. Mas o mesmo Deus que mudou o nome de Jacó para Israel é o Deus que deseja mudar a nossa história mortal em vida eterna. Portanto, não deixem de examinar os capítulos que se seguem. Eles não confirmam apenas a descendência de Israel, mas também que somos filhos do Criador que, desde a fundação do mundo, já nos designou “um nome novo” (Ap.2:17).

Senhor, Tu és o nosso Deus e tens o nome sobre todo nome. Que o Teu Espírito em nós faça com que o nosso nome e de nossos filhos estejam no Livro da Vida do Cordeiro e nas pedrinhas brancas que havemos de receber, pela graça de Cristo. Ajuda-nos, Pai, a sermos edificados mesmo nesses capítulos desafiadores de genealogias. Que tenhamos ouvidos e olhos sensíveis para perceber que há sabedoria neles também. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, filhos e filhas de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS1 #RPSP

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2Reis 25 — Rosana Barros
20 de março de 2026, 0:45
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“Mudou-lhe as vestes do cárcere, e Joaquim passou a comer pão na sua presença todos os dias da sua vida” (v.29).

Último capítulo do relato dos Reis de Israel e percebemos os resultados desastrosos provenientes de más escolhas. Zedequias foi preso e teve os seus olhos vazados; o povo foi levado cativo; Jerusalém foi destruída e seus muros derrubados; o templo do Senhor foi profanado, e todos os seus utensílios levados para a Babilônia. As consequências de um povo distante de Deus são aterradoras. A demolição dos muros da cidade foi muito além das estruturas físicas; o povo havia rejeitado a proteção do Senhor, pois “se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl.127:1).

Gedalias também sofreu a consequência de confiar mais na palavra de homens do que em Deus: “Não temais da parte dos caldeus; ficai na terra, servi ao rei da Babilônia, e bem vos irá” (v.24). Em pouco tempo, foi morto por aqueles que havia consolado e acolhido. Não há abrigo, segurança ou refúgio fora da presença de Deus. Nesta peleja, Daniel e seus amigos foram levados cativos, mas escolheram permanecer fiéis ao Senhor, mesmo em terra estranha. Hoje, meus amados, o Eterno nos convida a nEle descansar. Deus nos chama a fazermos dEle o nosso refúgio e a perseverarmos em fidelidade, mesmo que ainda estejamos em “terra estranha”.

Babilônia representa tudo o que é contrário à vontade de Deus; tudo aquilo que nos afasta do plano original do Senhor. Diante do último tempo de oportunidade em que vivemos, precisamos estar bem atentos às palavras de advertência: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Uma falsa segurança paira sobre este mundo, e multidões têm caído no mesmo erro que caiu Eva ao acreditar nas palavras sagazes de Satanás: “Certamente, não morrereis” (Gn.3:4). Nossa missão consiste em proclamar a verdade, ainda que não seja a mensagem mais popular: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18).

Há uma “Babilônia” nestes últimos dias de onde devemos nos retirar (Ap.18:4). Para manter-nos longe dela e de suas práticas, necessitamos dar ouvidos à Palavra de Deus. Muito em breve, Jesus voltará e trocará as nossas “vestes do cárcere” (v.29) pelas vestiduras brancas de Sua justiça, nossa pobreza por Sua “subsistência vitalícia” (v.30), e nos alegraremos em Sua presença por toda a eternidade. Persevere em examinar as Escrituras. Pela fé, escute o Espírito Santo a lhe falar “benignamente” (v.28). Continue sendo reavivado e santificado pela Palavra de Deus; então você será firmado sobre a Rocha, que é Cristo, e nada poderá abalar as estruturas de sua fé.

Senhor, quem poderá nos separar do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como Paulo, temos a certeza de que nada poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Louvado seja o Senhor, por tão grande bondade e misericórdia! Pai, troca as vestes do nosso cárcere pelas vestiduras brancas da Tua justiça. Abrimos a porta para que entres em nossa casa e ceies conosco e nós Contigo. Nós Te amamos, Senhor! Volta logo! Em nome de Jesus, nós Te clamamos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, firmados em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2REIS25 #RPSP

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