Reavivados por Sua Palavra


1CRÔNICAS 29 — Rosana Barros
18 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e nós só damos o que vem das tuas mãos” (v.14).

Último capítulo, últimas palavras e últimos dias do rei Davi. E que capítulo poderoso! Cada palavra revela a essência do homem segundo o coração de Deus, que “morreu em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória” (v.28). Além de amar ao Senhor com todo o seu coração, Davi ofertou tudo o que tinha para a Casa do Deus que tanto amava. Diante de todos, deu testemunho de sua entrega e devoção a Deus, desafiando-os a fazer o mesmo: “Quem, pois, está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor?” (v.5). E o “povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor” (v.9).

Além de rei e herói de guerra, Davi foi um talentoso compositor. Seus Salmos emanam palavras de sabedoria, amor e intimidade com Deus. Enquanto tangia sua harpa, Deus tangia as “cordas” de seu coração. Mas essa sinfonia celeste não ficava apenas em seu dom musical ou em suas palavras. O seu testemunho e desprendimento em oferecer ao Senhor o que tinha de melhor foi o que levou todo o povo a fazer o mesmo. E, na sequência, Davi orou, louvando a Deus e engrandecendo um princípio de inestimável valor: Tudo pertence a Deus.

Quando ofertamos algo ao Senhor, não estamos Lhe dando nada, nem tampouco nossas boas ações são dignas de aplausos. “Porque Teu é tudo quanto há nos céus e na terra” (v.11). Somos administradores da criação de Deus. Ele criou todas as coisas para o nosso deleite, mas também nos delegou a responsabilidade de cuidá-las e de preservá-las. Deus se agrada de todo aquele que, com “coração íntegro” (v.19), reconhece que tudo o que Lhe devolve vem dEle e dEle é. Então, a devolução do que a Ele pertence se torna não uma obrigação, e sim um privilégio.

Meus irmãos, Salomão não sentou em seu trono, mas “no trono do Senhor” (v.23). Ele não foi engrandecido pelo que deu ou pelo que tinha, mas “o Senhor o engrandeceu” (v.25). As obras de nossas mãos são falíveis e insuficientes. O nosso coração é corrupto e inconstante. Contudo, Deus, voluntariamente, escolheu nos amar! Ele não está pedindo a sua casa, o seu carro e nem o dinheiro de sua conta bancária. Não se trata de uma barganha, e sim de uma entrega voluntária e sincera de quem ama o Senhor.

Davi não prosperou porque possuía palácios, mas por reconhecer que “o palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus” (v.1). Salomão não prosperou pelo que Davi lhe deixou por herança, mas pelo que Deus o tornou. A prosperidade material, porém, nem sempre corresponde a uma vida espiritualmente próspera. Davi ofertou seus bens ao Senhor com alegria porque, antes, ofertou o seu coração a Ele. Se assim o fazemos a cada dia, então, Deus nos dá “coração íntegro para guardar os [Seus] mandamentos, os [Seus] testemunhos e os [Seus] estatutos” (v.19).

Que a nossa vida seja uma oferta voluntária a Deus todos os dias. A pergunta é: “Quem, pois, está disposto, hoje…?” (v.5).

“Bendito és Tu, Senhor, Deus de Israel, […] de eternidade em eternidade. Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque Teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, Senhor, é o reino, e Tu Te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de Ti, Tu dominas sobre tudo, na Tua mão há força e poder; Contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças Te damos e louvamos o Teu glorioso nome” (v.10-13). Hoje, queremos entregar o nosso coração em Tuas mãos como Tua propriedade. Toma-o para Ti e faze a obra necessária para que muito em breve possamos Te adorar na Tua casa para sempre! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, ofertas voluntárias ao Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS29 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 28 — Rosana Barros
17 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“E, de todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu o Senhor, escolheu Ele a Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor, sobre Israel” (v.5).

A sucessão do trono de Davi foi dada pelo Senhor a Salomão, e seu reinado seria marcado pela construção magnificente do Templo. O grande desejo de Davi se cumpriria em seu filho, e ele precisava aconselhá-lo e também admoestá-lo à obediência voluntária e à sinceridade diante do Senhor. “Agora, pois, atende a tudo, porque o Senhor te escolheu para edificares casa para o santuário; sê forte e faze a obra” (v.10).

“O Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento” (v.9). Ou seja, o que definiria se ele teria um “coração íntegro e alma voluntária” não seria o que os olhos humanos contemplariam, mas o que Deus conhecia. Porque a embalagem muitas vezes não revela o conteúdo, amados. Davi exortou Salomão a buscar ao Senhor de todo o coração, pois já tinha provado na pele os resultados de pecados acariciados.

Salomão se assentaria “no trono do reino do Senhor”. Davi deixa claro a seu filho que ele seria um embaixador de Deus e de Seu reino. O reino era do Senhor e, ao reconhecer isso, Salomão seria fortalecido e faria a obra que lhe foi designada (v.10). Praticamente todo o material para a construção do templo lhe foi entregue. Ele tinha a bênção do Senhor, o reino erigido por seu pai, um exército de pessoas de confiança a seu favor, tesouros que não se podiam contar e “voluntários com sabedoria de toda espécie para cada serviço” (v.21). Isto é, ele tinha toda a matéria-prima e todo material humano necessários para a realização da obra.

As palavras de motivação de Davi no verso 20 foram uma verdadeira injeção de ânimo para Salomão. Sua obra não seria fácil, tampouco livre de problemas, mas ele teria consigo a companhia fiel que não o deixaria nem o desampararia: o Senhor Deus. Eis o que superou infinitamente os recursos materiais e humanos que possuía: “[…] porque o Senhor Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará” (v.20).

As dificuldades da vida não são para endurecer o nosso coração, mas para quebrantá-lo e refazê-lo. Assim como Deus estabeleceria o reino de Salomão para sempre, Ele deseja que com Ele estejamos para sempre em Seu Reino. Mas, para isso, existe um “se”. “Se perseverar ele em cumprir os Meus mandamentos e os Meus juízos” (v.7). Deus deseja reinar no trono do nosso coração. E, para que isso aconteça, precisamos buscar ao Senhor (v.9): “Buscar-me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jr.29:13).

O Senhor conhece você. Ele sabe quem você é. Ele vai muito além do que os outros podem ver. Podemos enganar a muitos e até a nós mesmos, mas a Deus ninguém engana. Salomão deveria ser honesto e sincero em seu caminho, e nós também devemos proceder da mesma forma. A força e a coragem, Deus só concede a quem reconhece que dEle depende completamente. Podemos ter todo o material necessário para a obra do Senhor, mas se não fizermos conforme o “mandado do Senhor” (v.19), se O deixarmos de lado para fazer a nossa própria vontade, corremos o risco de Sua rejeição eterna (v.9).

Portanto, amados, que sirvamos ao Senhor “de coração íntegro e alma voluntária”, permitindo que Ele se assente no trono de nosso coração, reinando soberano em nossa vida. Cada um de nós tem uma obra a realizar no serviço do Senhor. Ele nos escolheu para edificar a Sua igreja, o corpo de Cristo. “Sê forte”, pois, “e faze a obra” (v.10); “prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm.4:2).

“Sê forte e corajoso e faze a obra”, “enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo.9:4); “não temas, nem te desanimes, porque o Senhor Deus, meu Deus, há de ser contigo”, “porque é Deus quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Fp.2:13); Ele “não te deixará, nem te desamparará, até que acabes todas as obras”, como Jesus mesmo prometeu: “E eis que estarei convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, vosso trabalho não é vão” (1Co.15:58).

Santo de Israel, nós Te louvamos pela salvação em Cristo Jesus e pelo privilégio de, por Sua graça e misericórdia, sermos úteis na Tua obra! Sabemos que são dias difíceis os nossos, mas confiamos nos Teus propósitos, que são perfeitos, e queremos depor a nossa vida em Tuas mãos, a fim de que sejamos “voluntários com sabedoria de toda espécie para cada serviço”, levando o Teu amor ao mundo e apressando o retorno do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Em nome dEle, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, servos do Senhor que logo voltará!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS28 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 27 — Rosana Barros
16 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Joabe, filho de Zeruia, tinha começado a contar o povo, porém não acabou, porquanto viera por isso grande ira sobre Israel; pelo que o número não se registrou na história do rei Davi” (v.24).

Na tentativa de conhecer o “número” de seu poder, Davi ordenou que fosse feito um censo sem a aprovação de Deus. Em um lapso de orgulho, ignorou que “o Senhor tinha dito que multiplicaria a Israel como as estrelas do céu” (v.23). A multidão em que o povo havia se tornado não era obra humana, mas divina. Superado este episódio, buscou o rei, em seus últimos anos, deixar toda a nação em ordem, de forma que todas as famílias tivessem algum tipo de participação no bom andamento e avanço do reino.

Além de organizar as funções e turnos dos oficiais do tabernáculo, Davi também contava com doze companhias de vinte e quatro mil soldados cada, cada uma escalada para servir durante um mês. As doze tribos de Israel também possuíam seus chefes, além dos “administradores da fazenda do rei Davi” (v.31) e dos conselheiros do rei. Um reino assim organizado e obediente aos mandamentos do Senhor tinha tudo para galgar as maiores alturas da Terra e cumprir o propósito de iluminar o mundo: “[…] porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6).

Só a organização, contudo, não é suficiente para tornar um povo ilustre. “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1Co.14:40). A palavra “decência” significa “dignidade; modo de agir de quem segue as regras morais e éticas”. Ou seja, além da ordem, deve haver obediência às leis estabelecidas à comunidade. As leis de Deus deveriam ser cabalmente obedecidas, principalmente pelos líderes em todas as esferas, incluindo os “chefes das famílias” (v.1).

Deus não chamou o Seu povo nos últimos dias para ser apenas uma igreja organizada, mas que declare ao mundo, por preceito e por exemplo, a validade dos Seus mandamentos imutáveis: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Como “Jônatas, tio de Davi” (v.32), precisamos de Jônatas atuais: homens sábios e conhecedores da Lei; conselheiros que revelem, através de uma vida sensata, o verdadeiro conhecimento de Deus: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3).

Só assim a organização fará sentido e faremos parte da última geração de Deus, que muito em breve exclamará: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a Quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9).

Pai amado, que a Tua Palavra, mediante o agir do Espírito Santo, ponha em ordem a nossa vida, para que sejamos Tuas testemunhas, homens e mulheres sábios, que servem ao Senhor com inteireza de coração. Que o nosso eu seja lançado no pó para que Jesus apareça. Que prossigamos em Te conhecer todos os dias. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS27 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 26— Rosana Barros
15 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Todos estes foram dos filhos de Obede-Edom; eles e seus filhos, e seus irmãos, homens valentes e de força para o ministério; ao todo sessenta e dois, de Obede-Edom” (v.8).

Em sua tentativa de trazer a arca da aliança de volta a Jerusalém, Davi não cumpriu com os estatutos estabelecidos por Deus para o transporte das coisas sagradas. Sendo assim, Uzá pagou com a própria vida e, desgostoso, Davi guardou a arca na casa de Obede-Edom até segunda ordem. Este recebeu grande bênção mantendo a arca depositada em sua casa, de onde foi devidamente transportada para Jerusalém, três meses depois (2Sm.6:11).

Obede-Edom reaparece neste capítulo como um dos chefes dos porteiros do templo. Novamente seu nome é destacado, e seus filhos e irmãos conhecidos como “homens valentes” (v.6), “homens capazes e robustos para o serviço” (v.8). Aos chefes destacados para este ofício “foi entregue a guarda, para servirem, como seus irmãos, na Casa do Senhor” (v.12), sendo divididos por “sortes para designar os deveres tanto dos pequenos como dos grandes, segundo as suas famílias” (v.13).

Ainda foram designados os guardas “a cargo dos tesouros da Casa do Senhor” (v.22) e os oficiais e juízes, “que superintendiam Israel […] em todo serviço do Senhor e interesses do rei” (v.30). Todos estes tinham por encargo a proteção de algo, quer das entradas do templo, quer dos tesouros, quer dos negócios de Deus ou do rei. Os sentinelas, divididos por turnos, tinham a importante missão de manter o tabernáculo seguro. Serviam como uma espécie de soldados especiais de Deus. Vigias das coisas sagradas do Senhor.

Em profecia dada a Isaías, ocorre um diálogo entre os habitantes de Seir e um guarda: “Guarda, a que hora estamos da noite? Guarda, a que horas? Respondeu o guarda: Vem a manhã, e também a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai, vinde” (Is.21:11-12). Habacuque assumiu a sua missão profética usando a figura de linguagem de um vigia: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei” (Hc.2:1). Em ambos os textos fica claro que os guardas da Casa do Senhor também eram seus atalaias.

Hoje, amados, precisamos montar guarda à porta do nosso coração, não permitindo que ele seja contaminado pelas impurezas deste mundo. Para isso, precisamos dar ouvidos às palavras do Senhor: “Vigiai e orai” (Mt.26:41). Como um anjo do Senhor deu as boas-novas aos pastores de Belém durante a vigília da noite, anjos estão sendo enviados para encher de expectativa o coração dos apercebidos que, na hora mais escura da noite, despertarão para serem recebidos nas bodas do Cordeiro pelo Guarda de Israel. Despertai, povo do Senhor! “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6).

Pai Celestial, em toda a Bíblia somos advertidos sobre a importância da vigilância. Não podemos deixar a nossa torre de vigia, mas constantemente guardar a Tua Palavra em nosso coração para não pecar contra Ti. Por isso, clamamos pelo Espírito Santo em nossa vida, nos mantendo prostrados em Tua presença e em pé diante dos homens! Faze de nós guardadores e atalaias dos Teus tesouros espirituais. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, vigias do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS26 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 25 — Rosana Barros
14 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Todos estes estavam sob a direção respectivamente de seus pais, para o canto da Casa do Senhor, com címbalos, alaúdes e harpas, para o ministério da Casa de Deus […]” (v.6).

Da mesma forma com que foram organizados os ministérios levítico e sacerdotal, foi instituída a função dos cantores levitas no tocante ao louvor do templo. Os filhos de Asafe, Hemã e Jedutum foram separados por Davi e pelos “chefes do serviço” (v.1) para este mister. Com “harpas, alaúdes e címbalos” (v.1), os cantores enchiam o santuário com a melodia da verdadeira adoração.

Aqueles servidores não eram apenas músicos e cantores, mas, através da música, eram agraciados por Deus “para profetizarem” (v.1). Notem que Jedutum “profetizava com harpas, em ações de graças e louvores ao Senhor” (v.3); e Hemã era “o vidente do rei e cujo poder Deus exaltou segundo as Suas promessas” (v.5). Eram homens inteiramente consagrados a Deus e que exerciam “o seu ministério debaixo das ordens do rei” (v.2).

Além de serem fiéis a Deus e ao rei, também eram submissos a “seus pais” (v.6). Pais e filhos unidos numa só voz, para um único propósito. Em grupos de doze, eles se revezavam “para o canto da Casa do Senhor” (v.6), de forma que o templo era um lugar de constante louvor e adoração. A música, portanto, exercia um papel de fundamental importância no tabernáculo terrestre, uma cópia do que acontece no santuário celeste: “E os quatro seres viventes […] não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (Ap.4:8).

Como antigo regente da corte angélica, Satanás tem pleno conhecimento da importância da música na adoração e tem trabalhado com afinco a fim de desvirtuá-la. A música possui o poder de influenciar a mente humana como nada mais consegue. Utilizada da maneira correta, torna-se em instrumento de louvor e profecia, além de afugentar as hostes malignas. Usada da forma errada, mesmo que com aparência de piedade, exerce o mesmo engano do diabo no deserto da tentação, quando tentou fazer Jesus tropeçar usando a própria Escritura.

Uma coisa é certa, amados, e precisamos estar bem atentos a isso: o inimigo é mestre no quesito misturar a verdade com o engano. Por supervalorizar a discussão sobre a música, muitos têm perdido o foco do que realmente importa: sermos “verdadeiros adoradores […] porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Como os músicos de Israel exerciam “o seu ministério debaixo das ordens do rei” (v.2), respeitando a autoridade acima deles, Deus deixou à Sua igreja dos últimos dias orientações muito claras acerca da adoração através da música. Dentre elas, a seguinte: “Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a melodia dos pássaros – dominado e melodioso” (Ellen G. White, Evangelismo, CPB, p.510).

O príncipe deste mundo está para dar ordens à sua orquestra maligna a fim de que todos adorem “a imagem da besta” (Ap.13:15). Semelhante ao que aconteceu no campo de Dura — em Daniel, capítulo três — eis que os principados e potestades estão a postos para tocar a música do engano. Como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, o Senhor conservará para Si um restante cuja vida manifestará ao mundo a melodia do Céu: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).

Acerca do que acontece em nossos dias, infelizmente até mesmo dentre o professo povo de Deus, é descrito com clareza na seguinte revelação: “As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas.” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, Vol. 2, CPB, p.36).

Que a nossa vida seja sempre um louvor “em ações de graças e louvores ao Senhor” (v.3) e que nossos gostos musicais sejam submetidos ao crivo do Espírito Santo.

Nosso amado Deus, Tu és digno de todo o nosso louvor e adoração. Ensina-nos a Te adorar em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. Por Tua graça e misericórdia, ajuda-nos a compreender esse assunto à luz da Tua Palavra, por meio do Teu Espírito! Desperta-nos a um reavivamento da genuína piedade, para que tenhamos prazer em realizar a Tua vontade! E que a nossa vida dê ao mundo o sonido certo da verdadeira adoração. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS25 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 24— Rosana Barros
13 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“O ofício destes no seu ministério era entrar na Casa do Senhor, segundo a maneira estabelecida por Arão, seu pai, como o Senhor, Deus de Israel, lhe ordenara” (v.19).

Sem dúvida, o ofício sacerdotal era o de maior responsabilidade dentro da nação eleita. Como principais líderes religiosos de Israel, cabia aos sacerdotes a missão de fortalecer a espiritualidade do povo, ensinando-o a guardar todas as palavras da Lei. Dando continuidade aos últimos atos de Davi, este cuidou de dividir os sacerdotes “segundo os seus deveres no seu ministério” (v.3), de forma justa e ordenada.

Não se sabe que tipo de método foi utilizado, mas, “sendo escolhidas as famílias por sorte” (v.6), Davi promoveu uma espécie de comissão de nomeações harmônica e prática. Como as famílias que descendiam de Itamar estavam em menor número — metade do número das famílias de Eleazar — o procedimento utilizado por Davi também promoveu igualdade entre todos: vinte e quatro “dos cabeças das famílias dos sacerdotes” (v.31). Mais uma vez, percebemos a preocupação de Davi com a organização no que dizia respeito às coisas de Deus.

“O ofício destes no seu ministério era entrar na Casa do Senhor, segundo a maneira estabelecida por Arão, seu pai, como o Senhor, Deus de Israel, lhe ordenara” (v.19). Tanto os príncipes do santuário como os príncipes de Deus, sacerdotes e sumo sacerdotes, representavam as “funções religiosas da mais elevada hierarquia” (CBASD, v.3, p.194). Tudo deveria seguir um padrão criterioso, e estes sacerdotes principais tinham por dever garantir isso.

O próprio santuário era uma figura de Cristo e de Seu ministério. Tudo ali apontava para o plano da redenção e seu objetivo salvífico. O fato de haver formas preestabelecidas de como tudo deveria funcionar não elimina em nada o caráter de um Deus que faz de tudo para salvar. Se a cada geração de sacerdotes houvesse a mesma disposição em servir ao Senhor através da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), certamente haveria sempre comunhão entre forma e resultado, e a primeira visitação de Jesus teria sido celebrada não só por todo o Israel, mas por todo o mundo daquele tempo.

Como povo de Deus dos últimos dias, necessitamos do abundante dom do Espírito a fim de cumprirmos com fidelidade os deveres de nosso chamado. Não queremos estar inertes como o Israel do passado, mas alertas nas colinas de Belém e na jornada dos sábios do Oriente. A religião de Cristo possui, sim, limites bem estabelecidos em Sua Palavra; mas, se obedecidos apenas como uma formalidade, não passam de regras pesadas quando, na verdade, são centelhas do ardente amor de Deus pela humanidade. Pastores e líderes, hoje, devem fazer brilhar ainda mais a luz do protoevangelho e não serão menos cobrados no juízo do que os que oficiavam no santuário; pois estes deveriam anunciar a primeira vinda de Cristo, e aqueles, devem alertar às últimas gerações de que Ele voltará.

Como no santuário, os nossos locais de culto devem ser regidos com ordem e harmonia, respeitando que, apesar de haver uma hierarquia, esta não pode e não deve ser usada ou considerada de forma arbitrária, mas sob o zeloso olhar de quem ama o bom Pastor e as ovelhinhas de Seu rebanho. Negociar princípios em troca de pequenas concessões pode não parecer perigoso, mas tem o potencial de causar grave ruptura e divisão no meio do povo de Deus. Como membros do corpo de Cristo, precisamos estar bem atentos quanto a isto, “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).

Sempre que houver risco de cometermos alguma injustiça ou que surjam diferenças que ameacem a harmonia do corpo de Cristo, busquemos ao Senhor de todo o nosso coração, oremos e clamemos por Seu auxílio e, certamente, o Espírito Santo nos unirá num só pensamento (At.4:32). Como “sacerdócio real” de Deus, fomos eleitos para proclamar “as virtudes dAquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Vivamos, pois, ministros e membros da Igreja de Deus, segundo os deveres do ministério que o Senhor nos confiou. Pois isto é justo e nos guiará para Casa.

Pai de amor eterno, o Senhor mesmo orientou a Teu servo Moisés no monte a respeito da ordem no Teu santuário. Hoje, temos muitas orientações inspiradas quanto à ordem e decência na Tua casa de oração. Que possamos nos inclinar diante da Tua vontade e não nos erguer diante dos nossos gostos e achismos! Por favor, Pai, quebra o nosso orgulho e dá-nos a simplicidade infantil de nos humilharmos sempre diante do “assim diz o Senhor”! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, sacerdócio real de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 23— Rosana Barros
12 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Porque disse Davi: O Senhor, Deus de Israel, deu paz ao Seu povo e habitará em Jerusalém para sempre” (v.25).

Mesmo em sua velhice, Davi empregou os seus últimos anos de vida em trabalho útil, deixando para as futuras gerações um legado de fé, ordem, dedicação e força. Mantendo a mente ocupada em fazer a vontade de Deus, Davi depôs sobre a cabeça de Salomão não apenas uma coroa, mas uma responsabilidade grandiosa que este reconheceria já em seus primórdios como monarca de Israel.

Dentre as últimas obras de Davi, estava a organização dos levitas em seus turnos e funções. Como rei e líder de batalhas, reconhecia a importância da ordem em qualquer empreendimento. Sabia que muito mais deveria ser aplicado neste sentido na Casa de Deus; que o louvor, as cerimônias e qualquer serviço do templo deveria ser bem ordenado, resplandecendo a glória de Deus, que é “Santo, Santo, Santo” (Ap.4:8).

Desta forma, “foram contados nominalmente, um por um, encarregados do ministério da Casa do Senhor, de vinte anos para cima” (v.24). Não foi feita uma eleição aleatória ou humana, mas a confirmação de uma vocação divina. O Senhor havia escolhido a tribo de Levi para servi-Lo em Seu tabernáculo, e “Arão foi separado para servir no Santo dos Santos, ele e seus filhos” (v.12). Tanto o ministério levítico como o ministério sacerdotal foram escolhidos por Aquele que jamais falha.

Como líderes espirituais da nação, deveriam corresponder ao seu chamado com fidelidade e diligência. “Deviam estar presentes todas as manhãs para renderem graças ao Senhor e O louvarem; e da mesma sorte, à tarde” (v.30). Ao amanhecer e ao entardecer, cada casa de Israel deveria copiar tal modelo, tornando-se uma extensão do santuário quando os pais reuniam seus filhos em torno de si para o culto familiar. Era uma celebração diária que fortalecia a fé e confirmava uma próxima geração de homens e mulheres tementes a Deus.

Deveria nos soar como familiar os princípios aqui erigidos. A dedicação, a ordem e a obediência fazem parte da vida cristã assim como os elementos da natureza seguem o seu curso, “porque Deus não é de confusão, e sim de paz” (1Co.14:33). Por isso que, após concluir a organização dos levitas, Davi declarou: “O Senhor, Deus de Israel, deu paz ao Seu povo e habitará em Jerusalém para sempre” (v.25). Deus tem prazer na ordem e na paz e confirma a Sua presença no lugar assim dirigido.

Como mordomos de Cristo em Sua obra final, quanto necessitamos destes princípios bem estabelecidos e confirmados na vida e no lar! O Senhor nos escolheu, “nominalmente, um por um” (v.24) para ministérios diversos em torno de um mesmo objetivo: pregar o evangelho eterno “aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Mas esta obra sagrada deve ser regida pela ordem: em meu coração, em minha casa, e, então, aos meus semelhantes.

Que nossa vida seja um instrumento do Espírito Santo “para esse mister” (v.5), e, certamente, Deus estará conosco, e estaremos “diante do Senhor, para O servir e para dar a bênção em Seu nome, eternamente” (v.13).

Querido Pai Celestial, o Senhor nos chama a sermos Teus mordomos nesta Terra, servindo a Ti e aos nossos semelhantes conforme o Espírito Santo nos conduz. Que a nossa mente, bem firmada em Tua Palavra, esteja segura em Ti e na Tua verdade presente, para que a nossa vida e o nosso lar declarem ao mundo, por preceito e por exemplo, que somos discípulos de Cristo. Almejamos vê-Lo voltar em nossa geração! Conforme a Tua promessa, lança, Senhor, os nossos pecados nas profundezas do mar e enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, mordomos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS23 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 22— Rosana Barros
11 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Que o Senhor te conceda prudência e entendimento, para que, quando regeres sobre Israel, guardes a lei do Senhor, teu Deus” (v.12).

Não seria Davi o edificador da Casa do Senhor, mas isso não o impediu de contribuir com o melhor que tinha para que seu filho a edificasse. Davi aplicou os últimos anos de sua vida neste sentido e, “com penoso trabalho” (v.14), preparou abundância de materiais para a construção do templo. Por ter derramado “sangue em abundância” e feito “grandes guerras” (v.8), Davi não pôde edificar uma casa ao Senhor. Mas isso não o aborreceu; pelo contrário, ele foi submisso à “palavra do Senhor” (v.8) e deu instruções e conselhos preciosos a seu filho Salomão.

Salomão, por sua vez, era “homem sereno” (v.9). A palavra sereno significa pacífico, “tranquilo, manso, calmo, que não se perturba, que não se atemoriza”. Eis como foi Salomão. Sobre ser sereno, o escritor James Allen pontuou: “O homem sereno descobre em si mesmo a fonte da felicidade e do conhecimento, fonte que nunca seca”. Concordo com o resultado que concluiu acerca da serenidade, só não concordo com a forma de encontrá-la. Não conseguimos nem podemos buscar a serenidade em nós mesmos, porque ela é um dom que procede de Deus. Salomão recebeu paz e tranquilidade porque o Senhor lhe concedeu (v.9), e porque buscou em Deus “prudência e entendimento” (v.12).

Salomão teve a oportunidade de pedir o que quisesse a Deus, e uma coisa ele pediu: “Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal” (1Rs.3:9). O pedido de Salomão agradou a Deus e explica o fato de o haver escolhido para a edificação de Sua Casa. Salomão não apenas seria o edificador do templo físico, mas o seu trono seria para sempre estabelecido, o que apontava para o reino de Cristo (v.10). Nunca mais haveria um reinado terreno tão próspero e tão memorável quanto o de Salomão.

O Senhor deseja derramar sobre cada um de Seus filhos abundância de serenidade e de entendimento. Assim como Salomão recebeu de Deus uma grande missão, Deus também nos chama para cumprirmos a Sua obra hoje: “Dispõe-te, pois, e faze a obra, e o Senhor seja contigo!” (v.16). Salomão teria consigo “trabalhadores em grande número” (v.15). Mas a realidade que Cristo nos apresentou, mostra um quadro bem diferente: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara” (Mt.9:37-38). É por isso que a Bíblia chama o povo de Deus dos últimos dias de “restantes”, os poucos “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17).

A prosperidade que o mundo tem supervalorizado é muito diferente da prosperidade como resultado da obediência. A maioria das pessoas se recusa a ouvir as instruções do Senhor, mas praticamente exige receber as Suas bênçãos. Dispor o coração e a alma para buscar ao Senhor não se trata de esperar algo em troca, e sim de dar o primeiro passo na direção do centro da vontade de Deus; “então, prosperarás” (v.13). Fato é que o mundo carece de pessoas serenas e prudentes que, não somente na teoria, mas principalmente na prática, revelem a glória de Deus. E a glória de Deus, amados, revelada no caráter de Jesus Cristo, está no serviço abnegado. Precisamos rogar a Deus que aumente o número de trabalhadores, mas também necessitamos vigiar e orar constantemente para que o Senhor nos confirme em Sua obra, como servos que se submetem a Ele por amor.

Meus amados, não é tempo de brincar de ser cristão; é tempo de uma entrega genuína, autêntica e completa. Jesus está às portas! É tempo de “penoso trabalho” (v.14) em favor dos que estão ao nosso redor perecendo. É tempo de ser “forte e corajoso” (v.13) e não ter medo diante das dificuldades. É tempo de buscar ao Senhor de todo o coração, e renunciar a tudo aquilo que tem nos afastado dEle. Então, Jesus nos acrescentará dia após dia os que serão salvos (At.2:47) e conservará o nosso galardão até que Ele volte (Ap.22:12).

“Disponde, pois, agora o coração e a alma para buscardes ao Senhor, vosso Deus; disponde-vos e edificai o santuário do Senhor Deus” (v.19). Que a nossa vida seja verdadeiramente “santuário de Deus […] porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1Co.3:17).

Pai Celestial, como Davi, queremos nos submeter à Tua vontade e não agir segundo o nosso próprio entendimento. Ajuda-nos a colocar em ordem a nossa casa, para que nossos filhos terminem a obra e Jesus volte logo! Faz-nos homens e mulheres serenos e humildes, mas também fortes e corajosos. E concede-nos prudência e entendimento para andarmos Contigo todos os dias de nossa vida. Dá-nos Teu Espírito, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, serenos e prudentes do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 21— Rosana Barros
10 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel” (v.1).

A sabedoria que Deus tem prazer em nos conceder (Tg.1:5) é dada na medida em que nos dispomos a recebê-la. Cada dia enfrentamos novos desafios, novas situações, e a partir daí nossas intenções são provadas. Pediremos a Deus para nos conduzir, ou faremos tudo conforme a nossa própria vontade? Mesmo um homem segundo o coração de Deus não escapou de ser incitado por Satanás. Davi resolveu levantar um censo impulsionado pelo orgulho. E, apesar de Joabe tê-lo advertido sobre o mal que atingiria todo o povo, Davi usou de seu título e posição a fim de que sua palavra prevalecesse.

A sua coroa não era para que recebesse privilégios, mas para que lhe fosse um privilégio servir a Deus e ao Seu povo. Suas palavras não poderiam invalidar o “assim diz o Senhor”, mas confirmá-lo. Ao perceber a sua iniquidade e que havia procedido “mui loucamente” (v.8), Davi resolveu fazer o que deveria ter feito antes: orar. A espada do Senhor, que veio logo depois, foi a prova inquestionável do quanto é perigoso e destrutivo não manter a vigilância no terreno do coração. Porque “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr.17:9).

Precisamos proteger as entradas da alma com as mesmas armas usadas por Cristo. Quando no deserto da tentação, Jesus venceu Satanás através da tríplice estratégia: jejum, oração e uso correto do “está escrito” (Mt.4:4). Se dizemos servir a Deus, mas não temos uma experiência relacional com Ele todos os dias, nos tornamos alvo fácil para o Maligno contra os nossos irmãos e contra a nossa própria salvação. A verdadeira sabedoria jamais é concedida para atender ao capricho humano, mas é liberalmente concedida àquele que teme ao Senhor. Pois “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Pv.9:10).

O Senhor repreendeu a Davi. E ele se revoltou? Não, amados! Deus repreendeu a Davi, e Davi O amou! Como está escrito: “Repreende o sábio, e ele te amará” (Pv.9:8). A oração intercessora de Davi pelo povo foi uma confirmação do grande amor que devotava a Deus e de como havia se arrependido de seu pecado. Seu coração ficou em pedaços ao ver os resultados de sua imprudência: “Eu é que pequei, eu é que fiz muito mal; porém estas ovelhas que fizeram?” (v.17). Na linguagem de um pastor, Davi suplicou misericórdia ao divino Pastor. Foi ao permitir que o orgulho o dominasse, e o número de seu exército fosse mais importante do que reconhecer que a mão do Senhor vencia as batalhas, que Davi entrou no perigoso terreno do seu próprio “eu”. Portanto, “não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal” (Pv.3:7).

Deus não deseja enviar um “anjo destruidor” (v.15) em nossa vida. Ele deseja que vivamos a experiência de Ornã. Este personagem não estava fazendo nada de grandioso para receber o privilégio de ver o Anjo do Senhor; ele estava em sua lida diária. Quando Davi deixou de cumprir os seus deveres para viver suas vaidades, deu lugar à atuação de Satanás. Mas quando os filhos de Deus se ocupam em fazer aquilo que o Senhor os designou, por mais simples que seja o serviço, seus olhos são abertos para ver o sobrenatural, e sua resposta não pode ser diferente da resposta de Ornã: “dou tudo” (v.23)!

Assim como Davi se recusou a oferecer holocausto que não lhe custasse nada, que não poderia se beneficiar da entrega e devoção de Ornã, a nossa entrega e devoção a Deus deve ser pessoal e intransferível. Não podemos depender da espiritualidade de terceiros, mas buscar diariamente fortalecer o nosso próprio relacionamento com o Senhor. Que possamos oferecer a Deus o que Ele mesmo nos pede em Provérbios 23:26: “Dá-me, filho meu, o teu coração”, e edificar “ali um altar ao Senhor” (v.26) a cada dia, para que sejamos transformados pelo Espírito Santo e a nossa vida seja sempre uma oferta agradável ao Senhor, pronta para ser recolhida quando Jesus voltar.

Senhor, não temos o que temer quanto à Tua espada se andarmos Contigo em fidelidade. Satanás tem se levantado contra o Teu Israel, hoje, nos incitando ao orgulho de Laodiceia. Mas nós clamamos a Ti, que a Tua bondade nos conduza ao genuíno arrependimento e que, por Tua graça, nos conceda o ouro refinado no fogo, as vestes brancas e o colírio que tanto necessitamos! Entra em nossa casa e come conosco, Senhor! Seja a nossa vida, à cada dia, um sacrifício pacífico a Ti! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, tementes a Deus!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 20— Rosana Barros
9 de abril de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Estes nasceram dos gigantes em Gate; e caíram pela mão de Davi e pela mão de seus homens” (v.8).

Alguns acreditam que os gigantes da Bíblia mediam aproximadamente incríveis quatro metros de altura. Outros, que chegavam a quase três metros. Uma coisa é certa: eram homens imponentes e extremamente fortes. Quando Moisés enviou os primeiros espias à terra prometida, o medo apoderou-se do povo ao saber que aquela era uma terra de gigantes (Nm.13:28). Esse medo provocou a incredulidade daquela geração, condenada por isso a peregrinar quarenta anos no deserto.

Golias não seria o único gigante na vida de Davi. No quesito dificuldades, Davi teve de enfrentar “gigantes” bem maiores, como a perseguição implacável de Saul. Mesmo Davi demonstrando o seu amor e dando provas incontestáveis de sua lealdade, Saul tornou-se “um homem de grande estatura” (v.6) na vida de Davi. O pastorzinho de Jessé não tinha ambição alguma de tomar a coroa de Saul, como fez com a do rei de Rabá (v.2); Saul é que escolheu perdê-la. Mas Davi confiou na justiça do Senhor, e o Senhor o livrou e lhe deu a coroa de Israel.

Meus irmãos, como o capítulo de hoje, serei rápida e objetiva. As dificuldades que aparecem na nossa vida podem ser instrumentos de derrota ou de vitória. Tudo vai depender de como as enfrentamos. Quantas vezes surgem problemas que poderiam ser facilmente solucionados, mas acabamos transformando-os em verdadeiros gigantes. E quantas vezes o Senhor nos convida a nEle descansar e trocamos a Sua graciosa oferta por angústia e frustração: “Em vos converterdes e sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes” (Is.30:15).

Eu não sei quais são os gigantes que te desafiam. Mas o Senhor nos diz hoje: “Não temas diante deles, porque Eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor” (Jr.1:8). Não se desespere diante da tribulação. Confia no Senhor dos Exércitos, e Ele fará de você um gigante da fé e lhe recompensará com a coroa da salvação. Basta aceitar, confiar e permanecer sendo reavivado, até atingir “a medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef.4:13). Essa estatura, sim, é inabalável.

Querido Deus e Pai, ainda estamos tão aquém do que poderíamos ser se tão somente confiássemos mais no Senhor. Em nossa trajetória nesta Terra passamos por muitos momentos difíceis e desafiadores. Mas ajuda-nos a olhar para Ti e para as bênçãos que ainda temos aqui e sermos gratos ao Senhor por tudo! Que o fogo de cada provação nos prepare para sermos encontrados pelo Senhor como Teu ouro purificado. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, vencedores em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100