Reavivados por Sua Palavra


ÊXODO 37 – Comentado por Rosana Barros
7 de janeiro de 2019, 0:30
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“De ouro puro a cobriu; por dentro e por fora a cobriu…” (v.2).


Todos os móveis e utensílios dos lugares Santo e Santíssimo do santuário eram de ouro puro ou cobertos de ouro puro. Tudo brilhava o esplendor do mais caro metal. As argolas e os varais serviam para a locomoção dos móveis que só poderiam ser carregados pelos sacerdotes e levitas. Imagino a emoção do povo ao poder contemplar apenas de longe aqueles objetos tão significativos sendo levados com extremo cuidado e reverência. Ninguém do povo comum poderia sequer tocar em qualquer daqueles objetos. Nunca houve na história da igreja cristã um lugar que ensinasse mais lições sobre reverência e santidade como o foi com o santuário terrestre.

Dentro dos limites do tabernáculo do deserto foram colocados na mais perfeita ordem os elementos que apontavam o caminho de Deus para uma vida de verdadeira comunhão. O conhecimento do sagrado, os preciosos momentos de assembleia solene, os rituais simbólicos, as ofertas oferecidas, tudo compunha o cenário da verdadeira adoração. Da prata das bases das colunas, do bronze dos objetos do pátio, do ouro puro que reluzia do interior do santuário à glória manifestada acima do propiciatório, havia um ardente desejo do Senhor de transmitir a seguinte mensagem: “Eu quero habitar no meio de vocês”. Foi com este mesmo desejo que Jesus veio até nós: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (Jo.1:14).

Cada detalhe da tenda da congregação era um convite à comunhão com Deus. Nada ali era objeto de particular adoração, mas tudo apontava para o Senhor como o único Deus verdadeiro e digno de toda a adoração. Não era propósito de Deus que o santuário se tornasse lugar de uma religião incoerente, e sim lugar de testemunho do poder de Deus na vida de um povo que O servisse com integridade. Quando o Senhor ordenou que fizessem um lugar especial de adoração, em momento algum obrigou os filhos de Israel a ofertarem o que haviam trazido do Egito. Em todo o tempo, Moisés deixou bem claro de que as ofertas deviam ser voluntárias, de homens e mulheres que tivessem o coração disposto a doar. Eis o que sempre antecede a conversão dos verdadeiros adoradores: um coração disposto, um espírito voluntário.

Há uma profecia de cunho escatológico no livro do profeta Zacarias, que diz: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Não foi sem razão que os principais objetos e móveis do santuário foram feitos de ouro. O ouro simboliza pureza e realeza. Como povo santo e representante de Deus na Terra, a mais sublime lição de todas estava em Israel aprender a viver as palavras do Senhor através de uma comunhão experimental. As experiências do dia a dia, os sacrifícios diários e a imagem de um lugar que em todo o tempo declarava que Deus estava com eles deveriam quebrantar seus corações e levá-los a uma real experiência com o Senhor. Uma experiência viva, eficaz, transformadora e contínua.

O santuário terrestre e seus rituais não mais existem. Jesus, através de Sua vida, ministério e missão, revelou a Israel e ao mundo que nEle tudo se cumpriu e nEle podemos permanecer e viver, se tão somente aceitarmos o Seu diário convite de amor: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Quão maravilhoso é apegar-se a esta promessa! Jesus, porém, não prometeu que neste mundo não passaríamos por aflições. Pelo contrário, Ele nos advertiu que teremos de enfrentar momentos difíceis, mas que devemos nos alegrar com a certeza de Sua vitória. As provações, perseguições e aflições nunca serão motivo de derrota na vida dos que experimentam Deus todos os dias.

Comunhão, amados, não é leitura da Bíblia e oração superficiais. Comunhão é permitir que o Espírito Santo navegue com total liberdade no mar de nossa existência, nos reavivando e reformando “por dentro e por fora” (v.2), retirando de nossa vida tudo aquilo que nos afasta de Deus e preenchendo o lugar com as virtudes de Seu precioso fruto. Eu não escrevo como alguém que já tenha alcançado esta plena comunhão. Eu escrevo como alguém que a busca desesperadamente todos os dias. Hoje, Cristo está no Santíssimo do santuário celeste (Hb.8:2), intercedendo ao Pai por nós. Oxalá que o Espírito Santo esteja nos purificando e provando, e que façamos parte do precioso ouro que Jesus virá, em breve, reivindicar como Seu.

Bom dia, ouro do Senhor!

Rosana Garcia Barros

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Êxodo 36 – Comentado por Rosana Barros
6 de janeiro de 2019, 0:30
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“E disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse” (v.5).


Em matéria de gratidão, Israel deixou um legado histórico no preparo para a construção do santuário. De igual forma, quando o rei Davi manifestou o seu desejo em construir um santuário fixo ao Senhor, a Bíblia relata que “o povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo” (1Cr.29:9). A relação do povo com o santuário era movida por profundo senso da presença de Deus. Mesmo o Senhor deixando claro que não seria Davi a construir o templo, e sim seu filho Salomão, ele fez questão de deixar a sua contribuição e preparar o povo para a sublime obra que seu sucessor havia de dirigir.

Aquele templo provisório, porém, fora feito com materiais resistentes, mas também que fossem fáceis de montar e desmontar à medida em que Israel se locomovesse pelo deserto. Todas as suas cortinas, cobertas e tábuas de sustentação ao redor possuíam o seu lugar de encaixe. Era como um grande quebra-cabeças cuja montagem desenhava no centro do acampamento a morada de Deus no meio do Seu povo e o plano da salvação em Cristo Jesus. Como já vimos, cada peça do santuário possuía especial significado, todas apontando para o ministério de Cristo e para a redenção não somente de Israel, mas de todos que vão a Cristo. E para a construção deste lugar o povo ofertou tanto material, que o “que tinham era suficiente para toda a obra que se devia fazer e ainda sobejava” (v.7).

Da mesma forma que, à cada manhã, os filhos de Israel recebiam do Céu o maná, “cada manhã o povo trazia a Moisés ofertas voluntárias” (v.3). Rapidamente, Moisés conseguiu tudo o que era necessário para erguer o tabernáculo, de forma que “o povo foi proibido de trazer mais” (v.6). Esta disposição voluntária em forma de ofertas tem um significado tão nobre e santo quanto à mensagem do próprio santuário. Ela é um tipo da entrega voluntária de Jesus, que ofertou mais do que o suficiente para nos garantir a vida eterna. Todas as vezes que levamos em nossas mãos as nossas ofertas voluntárias à casa do Senhor, elas representam a nossa gratidão pela oferta incomparável de Cristo. Somente quando compreendemos esta tão maravilhosa graça e permitimos que ela nos transforme, nossa vida, tempo, talento e tesouros tornam-se primariamente a serviço do Deus que nos salvou.

Há uma obra grandiosa e urgente a ser realizada em nossos corações. Da mesma maneira que o Senhor agiu no meio do Seu povo, o Seu Espírito tem movido “a todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la” (v.2). Há um clamor sendo erguido em cada coração, e somente aqueles que estão dispostos a fazer “segundo tudo o que o Senhor havia ordenado” (v.1), entenderão que se trata de um chamado que exige uma decisão firme e resistente às dificuldades do deserto. Somente pelos méritos do perfeito Ofertante poderemos concluir a obra que Ele nos confiou. Como mordomos de Deus dos últimos dias, precisamos atender à solene advertência da mensageira do Senhor:

“O tempo é muito breve, e tudo que deve ser feito tem de ser feito rapidamente. Os anjos estão segurando os quatro ventos, e Satanás está tomando vantagem de cada um que não esteja plenamente firmado na verdade. Toda pessoa será provada. Todo defeito de caráter, a menos que seja vencido pelo auxílio do Espírito de Deus, tornar-se-á meio certo de destruição. Sinto como nunca antes a necessidade de que nosso povo seja fortalecido pelo espírito da verdade; pois os ardis de Satanás enredarão a todos que não fazem de Deus a sua força. O Senhor tem muito trabalho por ser feito; e se nós fizermos o que Ele nos designou colaborará com os nossos esforços” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v.5, p. 573).

Feliz semana, fiéis mordomos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

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ÊXODO 35 – Comentado por Rosana Barros
5 de janeiro de 2019, 0:30
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“Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao Senhor, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o Senhor tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés” (v.29).


Antes de proferir o Decálogo no monte Sinai, Deus orientou o Seu povo acerca da observância do sábado como um santo dia de descanso (Êx.16:29). Antes de dar as instruções sobre a construção do santuário, novamente enfatizou o descanso semanal sabático (Êx.23:12-13). Antes que Moisés descesse do monte, replicou: “Certamente, guardareis os Meus sábados”, e o instituiu como um sinal entre Ele e Seu povo (Êx.31:13). E, antes de iniciarem os preparativos para a construção do santuário, mais uma vez enfatizou a observância do “sábado do repouso solene ao Senhor” (v.2). Inquestionavelmente, Deus estabeleceu este dia como o porto seguro do viajante cansado e lembrança indelével de Sua criação.

A fidelidade quanto ao descanso do sétimo dia promoveria nos filhos de Israel a verdadeira adoração e confiança na provisão divina. O maná diário e a porção dobrada ao sexto dia era uma constante prova do cuidado do Senhor para com o Seu povo e despertava-lhe gratidão e espírito voluntário. Quando Moisés lhes transmitiu “a palavra que o Senhor ordenou” quanto às ofertas voluntárias, prontamente, “veio todo homem cujo coração o moveu e cujo espírito o impeliu e trouxe a oferta ao Senhor para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes sagradas. Vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração” (v.21-22). A introdução acerca do sábado em cada momento importante na jornada de Israel era uma lição de fidelidade e a oportunidade de fortalecer a identidade de um povo separado “de todos os povos da terra” (Êx.33:16).

Bezalel foi eleito pelo Senhor para liderar a obra da construção do santuário, “e o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício… e para toda sorte de lavores” (v.31 e 33). “Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe” (v.34). Aos dois cumpria não somente realizar a obra que lhes fora designada, mas também instruir a outros no mesmo ofício. A operação matemática das bênçãos de Deus sempre será a da multiplicação. O Seu desejo não era que Israel estabelecesse um reino de portas fechadas, mas que sua fama corresse o mundo, de forma que todos pudessem declarar: “Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6). Assim como precisamos das leis de trânsito para termos o mínimo de segurança nas estradas, quanto mais necessitamos das leis do Senhor para nos assegurar a vida.

Há um mundo perecendo porque lhe falta o conhecimento de Deus. Quando nos dispomos a, pela graça de Deus, andar em novidade de vida buscando ser fiéis aos Seus mandamentos, o Espírito Santo nos reveste com as vestes da justiça de Cristo e faz de nós obreiros habilidosos e multiplicadores de esperança. Somente quando entendemos que o sábado não é apenas um dia, mas a única obra da criação que o pecado não conseguiu destruir, nosso coração se enche de gratidão por ainda podermos desfrutar deste sagrado privilégio, adorando “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). O sábado é um tempo de encontro semanal entre a criatura e o Criador e um tempo oportuno de ensinar a outros sobre a verdade que um dia nos libertou.

Abandone os preconceitos com relação a este mandamento que é tão importante e válido quanto os demais (Tg.2:10), e, com humildade e sincero desejo de descobrir a verdade sobre o sábado, continue buscando na Palavra do Senhor as respostas às suas inquietações. Que o “Senhor do sábado” (Mt.12:8) te abençoe e te santifique neste dia e te conceda um coração transbordante de gratidão!

Feliz sábado, homens e mulheres de coração voluntário!

Rosana Garcia Barros

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ÊXODO 34 – Comentado por Rosana Barros
4 de janeiro de 2019, 0:30
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“E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (v.6).


Ainda em seu lugar de comunhão pessoal, Moisés recebeu de Deus a ordem de lavrar duas novas tábuas de pedra, a fim de que o Senhor nelas escrevesse “as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas” (v.1). Moisés subiria novamente ao monte Sinai para um encontro particular com Deus. Após o devido preparo, “pela manhã de madrugada, subiu ao monte… levando nas mãos as duas tábuas de pedra” (v.4). Como um vislumbre do segundo advento, Moisés contemplou o Senhor vindo em uma nuvem e proclamando “o nome do Senhor” (v.5). O idoso líder reagiu com palavras de louvor e adoração. “E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, O adorou” (v.8) e intercedeu em favor dos filhos de Israel (v.9).

A resposta de Deus veio em forma de aliança. Toda promessa do Senhor é assinada com o zelo de um Deus que não precisa de terceiros para cumpri-las. No contrato do Céu as cláusulas são pétreas. Deus estabelece com o Seu povo um contrato de adesão a fim de que possamos usufruir de seus benefícios pela obediência e plena confiança em Suas palavras. O que Ele estabelece como promessa é sempre fiel e verdadeiro. Como Moisés, precisamos ir ao encontro dEle, nas primeiras horas de cada dia, “levando nas mãos” as tábuas de carne do nosso coração (2Co.3:3), exaltando o nome do Senhor e, em atitude de adoração, “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).

Quando há uma íntima relação entre o Senhor e o verdadeiro adorador, há também a resposta do adorador a este encontro privilegiado. Não há espaço para alianças corruptíveis no coração daquele que compreende que “o nome do Senhor é Zeloso” (v.14). O ministério terrestre de Cristo nos deixou o supremo exemplo da fidelidade para com a aliança divina. Mesmo recebendo pecadores e comendo com eles (Lc.15:2), Jesus deixou bem claro o cumprimento de Sua missão de resgate e o limite de ir ao pecador a fim de salvá-lo do pecado, ao proferir as três parábolas de Lucas 15. Não fazer aliança “com os moradores da terra” (v.15) em nossos dias, significa atender à advertência escrita pelo apóstolo Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

A infidelidade para com Deus, ou idolatria, começa com pequenos passos em direção ao pecado. A contemplação tem o poder de transformar tanto para o bem como para o mal. Jesus mesmo afirmou: “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas” (Mt.6:22-23). Moisés estava sempre a contemplar o Senhor e Suas obras, sempre a buscar mais de Sua presença, sempre perseverando em avançar no conhecimento de Deus e de Sua vontade. E foi por esta contemplação e busca incansável que todos “viam que a pele do seu rosto resplandecia” (v.35) de santa consagração. Deus faz brilhar a Sua luz na face de todo aquele que verdadeiramente O invoca e confia em Suas promessas. Foi assim com Moisés, foi assim com Jesus (Mt.17:2), foi assim com Estêvão (At.6:15) e tem sido assim com todos que têm se apegado às fiéis promessas do “Assim diz o Senhor”.

“Portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1Co.10:14). Apeguemo-nos à forte destra dAquele que escreveu com Seu Espírito “as dez palavras” (v.28) que nos guardam. À infidelidade de Israel e dos povos da terra, o Senhor respondeu por intermédio de Seu servo Oséias: “Ouvi a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus”, e continuou dizendo, “o Meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento” (Os.6:1 e 6). Que conhecimento é este? No próprio livro de Oséias encontramos a resposta: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3).

Em Sua intercessão por nós, Jesus também declarou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Conhecer a Deus, eis a chave que nos abrirá os portais da eternidade! Que enquanto aqui estivermos, perseveremos em crescer neste conhecimento que transforma, que ilumina e que salva.

Bom dia, adoradores do Deus Zeloso!

Rosana Garcia Barros

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ÊXODO 33 – Comentado por Rosana Barros
3 de janeiro de 2019, 0:30
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“Falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo…” (v.11).


O triste episódio anterior causara uma ruptura entre Deus e Seu povo. Apesar da promessa da guia do Anjo do Senhor (v.2), a declaração de que Deus não iria no meio deles durante a peregrinação causou-lhes grande comoção, de modo que se puseram a chorar e “tiraram de si os seus atavios desde o monte Horebe em diante” (v.6). Moisés possuía uma tenda especial de comunhão, conhecida como “tenda da congregação” (v.7), antes mesmo da construção do tabernáculo. Como de costume, a tenda era armada fora do arraial, em lugar distante e “todo aquele que buscava ao Senhor saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial” (v.7). Era uma espécie de refúgio de oração.

Os momentos em que Moisés se dirigia àquele lugar se tornaram em momentos de adoração coletiva. Ao avistar a nuvem de Deus que ficava “à porta da tenda; todo o povo se levantava, e cada um, à porta da sua tenda, adorava ao Senhor” (v.10). Enquanto isso, Moisés entretinha com Deus uma íntima comunhão, sincera devoção. Seu relacionamento com o Senhor só aumentava e fazia o seu coração desejar mais e mais de Sua doce companhia. As experiências no monte e na tenda da congregação não eram suficientes para aplacar o seu anelo em conhecer o Senhor e o Seu reto caminho. O maior líder que Israel já teve foi aquele que compreendeu que a comunhão do homem com Deus não se limita a duas ou mais experiências, mas que se estende por toda uma vida de busca e ardente desejo pelas coisas lá do alto.

A Minha presença irá contigo, e Eu te darei descanso” (v.14), foi a resposta do Senhor ao pedido de Moisés. Sendo o único a falar com Deus “face a face” (v.11), a presença do próprio Jesus lhe motivava a dar ainda maiores passos de fé. E foi nesse sentido que seu próximo pedido se mostrou ousado e inusitado: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória” (v.18). A aparição do Senhor ao Seu servo Moisés, até então, era-lhe revelada por meio do Deus conosco, Jesus Cristo. Isto explica o fato de não haver contradição nos versos 11 e 20, e sim que a revelação da glória de Deus está relacionada com a perfeição de Sua criação antes do pecado e que o homem só poderá contemplá-la e viver quando o pecado for completamente erradicado. Portanto, o meu encontro com Cristo, a cada dia, definirá se O contemplarei em Sua glória e viverei, quando Ele regressar.

Quão insondáveis são as profundezas de Deus! Quão inesgotáveis as bênçãos provenientes da sagrada comunhão! Nenhuma mente humana pode conceber a grandiosidade dos meios divinos a fim de estabelecer cada vez mais íntimo acesso entre o justo e Deus. Foi assim que Enoque descobriu a mais pura e sublime amizade ao estabelecer a sua vida sobre a rocha da comunhão diária. Mais do que a sua conversação com homens, na maior parte do tempo estava em diálogo com o Eterno. A oração era a sua principal comunicação do dia. E no silêncio das paisagens naturais ainda conservadas em estado quase edênico, meditava e pacientemente aguardava a resposta do seu Senhor e Amigo.

Oh, quanto precisamos estabelecer idênticos laços de amizade com o Senhor! As experiências e testemunhos de vida são importantes e fortalecem a nossa fé, mas não são tudo. Precisamos viver experiências diárias com Jesus. E isto não significa que coisas sobrenaturais devam acontecer todos os dias, e sim que, ainda que o sobrenatural não aconteça, ou não nos seja revelado aos olhos, cremos que há um Deus que prometeu estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Você serve a um Deus que te conhece “pelo teu nome” (v.17), e que, todos os dias te chama: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Qual tem sido a tua resposta ao convite diário de Jesus? Ele é um Deus pessoal e deseja te preparar para ver a Sua glória, não mais te colocando “numa fenda da penha” (v.22), mas te elevando para o encontro com Ele “nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).

Bom dia, amigos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

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ÊXODO 32 – Comentado por Rosana Barros
2 de janeiro de 2019, 0:30
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“Agora, pois, perdoa-lhe o pecado, ou, se não, risca-me, peço-Te, do livro que escreveste” (v.32).


Os dias em que Moisés permanecera no monte se transformaram em uma espera impaciente para os filhos de Israel. O povo cujas origens tinha a inscrição do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó e que, com mão poderosa, fora liberto do cativeiro, levantou-se para reivindicar um deus como os deuses do Egito. Uma comitiva fora designada a fim de pressionar Arão a confeccionar deuses que eles pudessem ver e tocar. No coração de muitos falsos adoradores estava o sentimento de inveja da posição de Moisés e de sua privilegiada honra de ser o único a ver a Deus. A corrupção e a idolatria do Egito os acompanhara ao deserto, de forma que não estavam dispostos a ceder quanto às suas próprias vontades nem tampouco a serem limitados a adorar a um Deus que não podiam ver.

Com as joias que trouxeram do Egito, Arão fabricou “um bezerro fundido” (v.4). Iniciaram-se as festividades, “e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas” (v.6). Enquanto isso, lá no monte, o velho líder recebia a notificação divina de que o povo havia se corrompido, reunindo-se em uma festa idólatra. Ao acender-se a ira de Deus, percebendo a gravidade da situação, Moisés prontamente intercedeu pelos filhos de Israel, lembrando ao Senhor de Sua fiel promessa, feita aos patriarcas, de multiplicar-lhes a descendência (v.13). A ira de Deus provocara a compaixão no coração de Moisés. Seu amor pelo povo fora provado e aprovado por sua intercessão e renúncia da própria salvação (v.32).

Com as tábuas da lei em mãos, Moisés desceu do Sinai cheio de santo temor. Ao ouvir o alarido da multidão em festa e ver “o bezerro e as danças… arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte” (v.19). Esta não foi uma atitude precipitada e nem condenável, mas simbólica e que representa o pecado, que nada mais é do que a quebra dos mandamentos do Senhor. O povo havia quebrado a Lei de Deus e “estava desenfreado” com a fraca liderança provisória de Arão (v.25). Contudo, mesmo diante de tamanho caos, houve um chamado especial que definiria o destino dos filhos de Levi: “Quem é do Senhor venha até mim” (v.26). A morte dos “três mil homens” (v.28) nos diz que, numa multidão composta por milhões de pessoas, uma pequena parcela é suficiente para espalhar maldição pelo poder da influência.

Este relato apresenta o conflito que ameaça a nossa salvação, e os retratos do verdadeiro adorador e do verdadeiro líder. Moisés tinha acesso direto ao Senhor não por ser melhor do que seus liderados, mas porque a sua adoração não se resumia aos seus encontros com Deus no monte. Dia após dia, o idoso peregrino mantinha comunhão com o Eterno, consciente de que sua posição não lhe conferia a predileção divina, e sim mais e mais necessidade de consagração. Nada fere mais o coração de Deus do que a autossuficiência humana. Mesmo aqueles que pensam estar seguros dentro do arraial, precisam atender com urgência ao apelo: “Consagrai-vos, hoje, ao Senhor” (v.29).

Escrevendo aos coríntios, o apóstolo Paulo falou quanto ao perigo de confiar na própria espiritualidade. E, trazendo à memória os exemplos de Israel, inclusive do capítulo de hoje, nos deixou a solene advertência: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co.10:12). Consagre-se ao Senhor todos os dias. Faça disso o seu principal objetivo de vida. Não acesse os meus comentários antes de acessar ao “Assim diz o Senhor” (v.27). Vá à Palavra. Deus deseja falar diretamente ao seu coração. Pela fé, suba ao monte da comunhão para ver e ouvir o seu Senhor e Salvador. Que mesmo em meio às provas desta vida, como Jó, possamos descobrir o sublime resultado da comunhão diária: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:6).

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

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ÊXODO 31 – Comentado por Rosana Barros
1 de janeiro de 2019, 0:30
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E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (v.18).


Moisés já estava para completar quarenta dias em que estava no monte Sinai. Este foi o número de dias em que permaneceu ali na presença de Deus, recebendo dEle todas as instruções sobre a construção do santuário e também as Suas leis. Mas antes de descer e retornar ao arraial, o Senhor lhe falou acerca do artífice e dos homens que Ele capacitaria para a realização de Sua obra, bem como sobre a observância do sábado como um santo dia de descanso. Mesmo a obra da construção do santuário deveria ser pausada a fim de que pudessem guardar o sábado do Senhor. A obediência ao quarto mandamento do Decálogo foi instituída por Deus como um sinal entre Ele e Seu povo (v.13).

O fato de Bezalel ter sido escolhido para tão nobre e santo ofício revela que era um homem consagrado a Deus e que buscava fazer a Sua vontade. Nenhum trabalho é sem valor quando empreendido segundo a habilitação do Espírito Santo. Nenhuma lida humana é de menor importância quando aplicada para a glória de Deus. O mesmo Senhor que ordenou: “Seis dias se trabalhará” (v.15), é O mesmo que promete capacitar a todos os que O buscam com inteireza de coração. O quarto mandamento, ao contrário do que muitos julgam, é uma lei trabalhista que inclui o dever do serviço e o direito do repouso. É o reconhecimento de que o Legislador é o nosso Criador: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento” (v.17).

Da mesma forma que Deus fez separação entre as coisas santas e as comuns, como Criador da semana de sete dias, Ele separou o sábado como um dia santo, separado dos demais com uma finalidade muito, mas muito especial: para que conheçamos o Senhor que nos santifica (v.13). É um dia de encontro especial com o nosso Criador. É um dia de bênção e de santificação. É a coroa da semana. Como diz a letra da canção: É o “santuário no tempo”. Afirmar que outro dia pode receber a mesma honra do sábado é teoria humana e não vem de Deus. Sem contar com os vários textos no Antigo Testamento, existem mais de 50 referências sobre o sábado só no Novo Testamento e nenhuma, repito, nenhuma referência a outro dia da semana que autorize o homem a observar outro dia que não seja aquele que o Senhor chamou de santo.

Da mesma forma que o Espírito Santo capacita os homens ao trabalho, também os chama ao Seu santo alento. E quando aprendemos o significado da expressão “dedo de Deus” (v.18), entendemos melhor a afirmação anterior. Nos evangelhos de Lucas e de Mateus, encontramos o relato da cura de um endemoninhado mudo; e ao Jesus ser acusado pelos fariseus de expulsar demônios pelo poder de Satanás, a Sua resposta esclarece o que estamos tentando compreender: “Se, porém, Eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, é chegado o reino de Deus sobre vós” (Lc.11:20). Então, no relato de Mateus, encontramos o significado desta expressão: “Se, porém, Eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mt.12:28). Ou seja, os dez mandamentos foram escritos pelo Espírito Santo em pedras e, hoje, precisamos permitir que Ele os escreva em nosso coração:

Estando já manifestos como carta de Cristo… escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co.3:3).

Como Jesus mesmo afirmou: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc.2:27). O sábado é um presente do Criador à criatura. É a inscrição do Espírito Santo no tempo. E quer você aceite, quer não, permanecerá sendo um sinal entre Deus e Seus verdadeiros adoradores (Ez.20:12 e 20; Ap.14:7) e identificará o remanescente dos últimos dias, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). O Senhor nos convida a desfrutar de Seu santo dia como um prelúdio do Céu. “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9).

Inicie a partir de hoje uma jornada de 365 dias colocando #PrimeiroDeus em sua vida… Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

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ÊXODO 30 – Comentado por Rosana Barros
31 de dezembro de 2018, 0:30
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“O rico não dará mais de meio siclo, nem o pobre, menos, quando derem a oferta ao Senhor, para fazerdes expiação pela vossa alma” (v.15).


Encontramos neste capítulo o terceiro móvel do lugar Santo do santuário: o altar de incenso. Ali, deveria ser queimado diariamente o incenso aromático, especialmente preparado para aquele fim. Seu fragrante aroma deveria perfumar todo o ambiente. Aquele altar era um símbolo do ministério de intercessão de Cristo, que continuamente intercede por nós perante o Pai e, a queima do incenso, representava “as orações dos santos” (Ap.8:4), ascendendo ao Céu. O altar de incenso era o móvel mais próximo do lugar Santíssimo. Bem atrás do véu estava a manifestação da glória de Deus; e poder ministrar tão próximo à gloriosa presença do Senhor era, de fato, uma experiência que os sacerdotes jamais esqueceriam.

O “recenseamento dos filhos de Israel” (v.12) era uma contagem de todos os homens com idade a partir dos vinte anos, geralmente para fins de guerra ou uma espécie de alistamento militar. Neste caso, o objetivo principal era o de arrecadar as ofertas que provavelmente seriam utilizadas na construção do santuário. Havia um valor específico para esta oferta, um valor determinado por Deus que colocava pobres e ricos em pé de igualdade. Todos ofertavam de forma igualitária. Uma clara confirmação de que “para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Assim como a oferta para expiação de cada israelita era igual, Cristo fez expiação por cada um de nós com uma única oferta.

Antes de entrar na tenda da congregação a fim de cumprirem seus deveres diários, os sacerdotes precisavam passar pela “bacia de bronze” (v.18), ou pia da purificação. Só após lavarem “as mãos e os pés” (v.19) poderiam oficiar no lugar Santo. Nenhum sacerdote poderia entrar no Santo lugar sem se lavar, ou, do contrário, morreria. Jesus é a Água da Vida. Só Ele pode nos purificar de nossos pecados. Lavar as mãos e os pés simboliza o fazer a vontade de Deus e o caminhar em Seu caminho eterno. Cristo deseja filtrar em nossa vida todas as impurezas que nos impedem de avançar espiritualmente, a fim de que alcancemos “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).

A Moisés também foi dada a ordem de ungir a tenda da congregação, desde o lugar Santíssimo até ao pátio, inclusive Arão e seus filhos. Ele foi o primeiro homem a entrar no Santo dos Santos, antes mesmo de Arão. Aquele óleo, preparado de forma exclusiva para o uso sagrado, simbolizava o Espírito Santo. Oh, quanto necessitamos desta unção diária! Deve ser o mais alto clamor da alma, o mais ardente desejo do coração de todo o crente, a oração mais insistente, a busca incessante. O Senhor tem prazer em nos dar o Seu Espírito mais do que um pai tem prazer em presentear um filho (Lc.11:13). A unção ou batismo diário com o Espírito Santo não se resume a manifestações sobrenaturais, mas na ceifa de Seu fruto: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl.5:22-23).

Tudo o que era preparado para o santuário tinha o seguinte peso: “é santo e será santo para vós outros” (v.32). Nada do que ali estivesse e nada do que fosse preparado para o seu uso poderia ser utilizado de forma comum. O óleo da santa unção e o incenso, “perfume segundo a arte do perfumista” (v.35), eram especialmente preparados no cadinho de Deus através de homens hábeis por Ele capacitados. Muitas são as lições sobre santidade que podemos extrair do estudo do santuário. Deus desejava imprimir na mente do Seu povo a distinção entre o santo e o profano, entre o puro e o imundo. Mas também fortalecer na mente de todo o povo, ricos e pobres, de que, perante Ele, somos todos iguais, de que o Senhor nos ama na mesma medida.

Como santuários do Espírito Santo (1Co.6:19), precisamos contextualizar as lições do santuário em nossa vida. Não se trata da simples leitura de símbolos antigos, mas do estudo de aplicações espirituais práticas que nos preparam para o breve encontro com o nosso Senhor e Salvador. Sem acepção, o Senhor nos escolheu para sermos santos. Creio que o texto a seguir resume bem a mensagem do capítulo de hoje: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo”. Ora, se invocais como Pai Aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1Pe.1:14-17).

Como Israel, somos todos peregrinos em terra estranha. Oremos e clamemos ao Senhor pelo batismo diário com o Espírito Santo. Iniciemos este novo ano abandonando tudo o que não nos edifica e sendo fortalecidos pelo poder do alto. Certamente, o Espírito de Deus nos ungirá, nos santificará e nos conduzirá à vida eterna.

Bom dia e um feliz Ano Novo, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

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ÊXODO 29 – Comentado por Rosana Barros
30 de dezembro de 2018, 0:30
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“E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus” (v.45).


A Moisés coube cumprir cada etapa da cerimônia de consagração de Arão e seus filhos. Ao chamá-lo para a grande missão de libertar os filhos de Israel do Egito, em determinado momento o Senhor lhe disse: “Vê que te constituí como Deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta” (Êx.7:1). Como um tipo de Cristo, além de conduzir o povo para a liberdade, Moisés foi designado para realizar a figura de uma obra que só Cristo pode realizar. Antes mesmo que pudessem oficiar como sacerdotes no santuário, Arão e seus filhos tiveram de se submeter a um ritual simbólico cuja participação se resumiu em estender a mão sobre os sacrifícios para confissão e perdão de seus pecados. Fora isso, tudo o mais foi feito por Moisés.

Imagino o sentimento inaugural de impotência e o constrangimento ao saber que seriam lavados por Moisés e vestidos por Moisés. Arão pode ter pensado que seria melhor se ele mesmo pudesse tomar o seu próprio banho sozinho, mas quão significativo era aquele momento em que tinha que confiar plenamente em tudo o que Moisés fazia. Quão preciosa seria aquela primeira lição de dependência e de humilhação! Ficariam sempre gravadas no coração de Arão e de seus filhos as cenas iniciais de seu ministério. Era um claro recado de Deus de que o ofício sacerdotal, antes de qualquer outra coisa, dependia inteiramente da direção divina. E que a única participação humana no plano da salvação é a nossa entrega, simbolizada pelo estender de mãos de Arão e seus filhos sobre os cordeirinhos (v.10, 15 e 19).

O sangue daqueles sacrifícios, além de ser jogado sobre o altar, também foi ordenado a Moisés que o pusesse “sobre a ponta da orelha direita de Arão”, bem como de seus filhos, e que o mesmo processo se desse “sobre o polegar de sua mão direita e sobre o polegar do seu pé direito” (v.20). Este era um símbolo da perfeita obediência. Suas vidas deveriam ser exemplo daqueles que ouvem, fazem e andam conforme a vontade do Senhor. Especialmente a Arão, cumpria o dever de ser um homem consagrado a Deus e imprimir na mente de seus filhos o testemunho que os capacitaria a assumir o seu lugar após a sua morte, como está escrito: “As vestes santas de Arão passarão a seus filhos depois dele, para serem ungidos nelas e consagrados nelas” (v.29).

Dependência, humildade, entrega e obediência, eis o que o Senhor espera do Seu povo, especialmente de Seus líderes. Homens e mulheres que estejam dispostos a aceitar que antes de qualquer outra coisa, precisamos ser servos. A obra de consagração e santificação realizada por Moisés representa a obra feita por Cristo em favor da humanidade. Jesus nasceu como um bebê indefeso e dependente do cuidado de Maria e José. Foi lavado, vestido e alimentado por seus pais. E quando finalmente chegara o momento de cumprir o Seu ministério, foi batizado por João Batista e viveu para servir em obediência ao Pai até à morte. Foi a Sua vida de perfeita obediência e incomparável serviço que nos garantiu a vitória em Sua ressurreição e ascensão.

É por isso que crer em Jesus envolve muito mais do que simplesmente acreditar, tem a ver com submissão e entrega à vontade de Deus. E as ofertas contínuas ou sacrifícios diários revelam bem esta entrega, que deve ser diária e constante. O sacrifício da manhã e o sacrifício da tarde representam a verdadeira adoração a Cristo. Assim como a Arão cumpria passar para seus filhos as suas vestes santas, aos pais cumpre a responsabilidade de transmitir a seus filhos, através de uma vida consagrada a Deus, o sagrado privilégio da adoração ao Deus único e verdadeiro. Temos feito do nosso lar um lugar de adoração a Deus? Pode o Senhor dizer de nossa casa: “onde vos encontrarei, para falar contigo ali” (v.42)?

Meus amados irmãos, a nossa luta, como bem declarou o apóstolo Paulo, não é contra pessoas, mas é um grande conflito contra as forças do mal regidas pelo Maligno (Ef.6:12). E assim como Arão e seus filhos tiveram de se submeter a serem vestidos por Moisés, precisamos nos submeter ao Senhor a fim de que Ele nos vista da Sua armadura (Ef.6:10). E como fazer isto? A resposta está no “holocausto contínuo” (v.42), em uma vida de constante comunhão com o Deus que nos salvou. Pela fé, ouçamos a voz de Jesus a nos falar neste momento: “Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora… Levantai-vos, vamos!” (Mc.14:41 e 42).

Despertai, pais! Despertai, filhos! Despertai, ministros do Senhor! Despertai povo de Deus! É tempo de consagração, de unção e de santificação. É tempo de nosso lar ser um pedacinho do Céu na Terra. É tempo de confissão e de arrependimento. É tempo de buscar ao Senhor enquanto O podemos achar, pois a profecia de Amós se apressa para o seu cumprimento: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:11-12). Seja o nosso coração um sacrifício contínuo de amor ao Deus que nos salvou, e todos saberão que Jesus é o Senhor, o nosso Deus, o nosso Redentor.

Feliz semana, povo cujo Deus é o Senhor!

Rosana Garcia Barros

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ÊXODO 28 – Comentado por Rosana Barros
29 de dezembro de 2018, 0:30
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“Farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento” (v.2).


Arão e seus filhos foram separados por Deus para o ofício sacerdotal. Mas antes de “oficiarem como sacerdotes” (v.1), tiveram de passar por uma cerimônia de unção e consagração, que incluía vestimentas especialmente prescritas por Deus. As vestes de Arão, o sumo sacerdote, possuíam um caráter superior às vestimentas de seus filhos. Como cada detalhe que preenchia o tabernáculo, cada parte que compunha as vestes de Arão tinha um significado específico.

Apesar da liderança de Moisés representar a voz de Deus para o povo, a liderança espiritual na pessoa do sumo sacerdote representava a figura de Cristo. Se o sumo sacerdote cometesse algum pecado e não o confessasse, todo o povo sofreria as consequências como se todos tivessem cometido o mesmo pecado. Assim como se Cristo houvesse cometido pecado, toda a humanidade sofreria a inevitável consequência da morte eterna. Ou seja, a função do sumo sacerdote era, de fato, de extrema responsabilidade e relevância. O fiel cumprimento de seu ofício promovia no povo semelhante compromisso com as coisas santas e gerava resultados positivos no crescimento espiritual e na prosperidade da nação.

Deus não mandou simplesmente que confeccionassem uma roupa com artigos de luxo. Ele capacitou “homens hábeis a quem” encheu “do espírito de sabedoria” (v.3), a fim de vestir Arão e os demais sacerdotes com o mapa da salvação. Com “obra esmerada” (v.6), Deus desenhou nas vestes de Arão a mensagem que deveria acompanhar Israel como “estatuto perpétuo” (v.43). Nas “duas pedras nas ombreiras da estola sacerdotal”, Arão deveria levar os nomes dos filhos de Israel “sobre ambos os seus ombros, para memória diante do Senhor” (v.12). A Arão, cabia a responsabilidade de levar as cargas e os pecados do povo. Da mesma forma, em cada pedra preciosa do “peitoral do juízo”, estavam os nomes de cada tribo dos filhos de Israel que ele levaria “sobre o seu coração… para memória diante do Senhor continuamente” (v.29). Deveria ser um ministério igualmente regido pelo amor e pela compaixão.

As campainhas nas orlas de suas vestes e a beleza da conjuntura de sua indumentária refletia sobre todo o povo uma reverência que jamais lhe havia sido despertada ao avistar uma figura humana. O suave som que das orlas emitia, o brilho das pedras em seus ombros e peitoral, a inscrição “Santidade ao Senhor” (v.36), gravadas em sua tiara de ouro sobre a fronte, compunham a imagem que o Senhor deseja imprimir sobre o Seu povo. Mas, especificamente, há um recado divino sobremodo relevante para todo ministro do evangelho. Deus chama homens que estejam dispostos a carregar as cargas de suas ovelhas e a levá-las no coração; homens que não se conformam com este século, mas que cheios do Espírito Santo, carregam em sua fronte a divina inscrição: “Santidade ao Senhor” (v.36); homens que não procuram a própria vontade, mas que se quedam diante da vontade de Deus e cujas vestes revelam a justiça de Cristo; homens cuja vida é uma suave melodia de consagrada dedicação por onde passam.

O ministério de Arão não foi fácil. Era um ministério de inteira dedicação, renúncia e abnegação da própria vida. Arão era um ser humano com tendências pecaminosas como qualquer outro. Mas foi eleito por Deus para uma função singular e santa. Da mesma maneira, precisamos olhar para os nossos líderes espirituais como homens ungidos, consagrados e santificados (v.41) pelo Senhor para ministrarem como sacerdotes de Sua igreja. Como figuras públicas, sobre eles recai a grande responsabilidade de assumir com fidelidade o papel que lhes é designado. É uma missão que requer uma íntima e constante comunhão com Deus. Nada mais oportuno do que aproveitarmos o dia de hoje para nos unirmos em oração pelos ministros do Senhor. Oremos por nossos pastores, por suas famílias e para que a mesma unção, consagração e santificação sejam derramadas pelo Espírito Santo na vida de cada um deles.

Um feliz sábado a todos e em especial a cada ministro do evangelho! Que o Senhor vos abençoe neste santo ofício!

Rosana Garcia Barros

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