Reavivados por Sua Palavra


NÚMEROS 14 – Comentado por Rosana Barros
20 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Disse o Senhor a Moisés: Até quando Me provocará este povo e até quando não crerá em Mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (v.11).


A incredulidade tomou conta de todo o acampamento. Decididos a retornar ao Egito sob as ordens de um novo capitão, os filhos de Israel lançaram mão de pedras com o objetivo de dar fim a Moisés, Arão e aos dois espias que ameaçavam os seus planos. O Senhor, no entanto, Se manifestou em defesa de Seus servos e para declarar o veredito contra a nação que O afrontou. De Moisés, Deus suscitaria um “povo maior e mais forte” (v.12), concedendo à sua descendência a herança que Israel rejeitara. A reação do provado líder, porém, manifestou a misericórdia e o amor do Oleiro de seu caráter. Intercedendo pelo povo, rogou ao Senhor que o perdoasse mais esta vez.

O perdão não erradica a justiça divina. A respeito daquele grande pecado, o Senhor disse: “Eu lhe perdoei” (v.20), mas não poderia permitir que fossem ocultas as consequências da iniquidade. Os que desprezaram o “Assim diz o Senhor” para seguir palavras humanas não entrariam na terra prometida. No entanto, Calebe e Josué entrariam na terra que espiaram e a sua descendência a possuiria, “visto que [neles] houve outro espírito, e [perseveraram] em” seguir ao Senhor (v.24). E ao povo foi dada a ordem de mudar de rumo e caminhar “para o deserto, pelo caminho do mar Vermelho” (v.25). Ou seja, ao invés de avançar, Israel deveria regressar. Iniciava ali a jornada de quarenta anos que deixaria para trás uma geração rebelde e suscitaria uma geração de maioria juvenil que tomaria posse da promessa: “Mas os vossos filhos… farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes” (v.31).

Uma grande confusão se instalou em Israel, ao contemplarem a morte dos dez espias “que infamaram a terra” (v.37). Percebendo a gravidade da situação e a seriedade das palavras divinas ditas por Moisés, “levantaram-se pela manhã de madrugada e subiram ao cimo do monte, dizendo: Ei-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido, porquanto havemos pecado” (v.40). A este despertamento atrasado, contudo, veio a perturbadora resposta: “Não subais, pois o Senhor não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos” (v.42). Mais uma vez Israel não deu ouvidos ao profeta de Deus. E com que angústia de alma padeceu Moisés ao ver a teimosia de um povo retornando ferido e derrotado! Com que agonia viveu o restante de sua peregrinação sabendo que todo aquele povo, fora Calebe e Josué, seria consumido no deserto e ali seria sepultado!

Amados, cada cena da jornada de Israel é um chamado de Deus para que o Seu povo desperte para o tempo de sua peregrinação. À semelhança de Israel, estamos às portas do cumprimento da derradeira promessa. Como Josué e Calebe, Deus tem um remanescente fiel sendo enviado ao mundo tendo nos lábios e no coração o último clamor. Homens e mulheres que têm sido desprezados e até mesmo ameaçados pelos impenitentes, mas acolhidos e levados a sério pelos pequeninos humildes de coração. Em tom de maior urgência, o Senhor declara, hoje: “Até quando Me provocará este povo e até quando não crerá em Mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (v.11).

Prestes a cruzar a linha de chegada; às vésperas de encerrarmos a nossa carreira; em tempo de solene advertência, precisamos de olhos espirituais, para como Josué e Calebe, manter firme a nossa fé nAquele que jamais deixa de cumprir as Suas promessas. Milhares têm aderido à mesma ideia do antigo Israel: “Levantemos um capitão e voltemos para o Egito” (v.4), e sob a bandeira de um falível mortal, desprezam a bandeira vitoriosa do Príncipe Emanuel. Mas o tempo da graça, que se apressa para o seu limite, não postergará o tempo determinado para o seu fim e, amedrontados pela ruína daqueles que dantes seguiram como seus mentores em lugar do está escrito, passarão por um falso despertamento que resultará em frustração e completa derrota.

Se Israel houvesse aceitado a disciplina e a correção do Senhor como oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento do caráter, jamais teria escolhido a banda pessimista dos espias. Como temos encarado as provas que enfrentamos? Não pense ninguém que o Senhor poupará alguma iniquidade em Seu juízo final. Ele está separando a escória do ouro e o joio do trigo. Despertemos para “o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Selados os “Josués” e os “Calebes” de Deus com suas famílias, como Israel subiu ao monte a fim de tentar reaver o tempo de oportunidade desperdiçado, se apressa o tempo em que os que rejeitaram a verdade “andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12).

“Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14).

Bom dia, “Josués” e “Calebes” dos últimos dias!

Dez dias de oração, 7° dia: Oremos em favor dos doentes e por nossos amigos especiais de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números14 #RPSP

Comentário em áudio:
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NÚMEROS 13 – Comentado por Rosana Barros
19 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).


Os filhos de Israel finalmente estavam chegando às portas da terra prometida. Todo o sofrimento passado recebeu uma dose de doce alívio ao avistarem os doze príncipes de Israel a caminho da missão de espiar a terra. Grande era a expectativa do povo. Como seria, afinal, a terra da liberdade? Teria lugar suficiente para todos? “Vede a terra” (v.18), fora a ordem inicial de Moisés para os doze espias, a fim de que capturassem todas as informações possíveis. “Tende ânimo” (v.20) fora a sua ordem final, para que independente do que vissem, permanecessem confiantes no poder de Deus.

Aqueles homens “subiram e espiaram a terra” (v.21). Eles viram uma terra com dimensões a perder de vista, montanhas verdejantes e campos e mais campos de cujo solo brotava as riquezas da flora local. Viram também os moradores que exibiam o vigor da saúde e a estatura semelhante a de nossos primeiros pais. Era, sem dúvida alguma, um lugar de tirar o fôlego, principalmente, da ótica de quem saíra do cativeiro para o deserto. E, carregando um único cacho de uvas sob os ombros de dois deles, retornaram com seus corações em polvorosa, descartando por completo a possibilidade de Israel conquistar aquele lugar.

Dois deles, no entanto, Calebe e Oseias, a quem “Moisés chamou Josué” (v.16), tendo as manifestações de Deus e Seu cuidado constante para com Israel bem fixos na mente, estavam dispostos a enfrentar e contra-argumentar o pessimismo de seus demais companheiros. “Ao cabo de quarenta dias” (v.25) eles retornaram ao acampamento. Dez dos espias iniciaram o seu discurso, a princípio, com inegáveis indícios da realidade de que verdadeiramente era uma terra que manava “leite e mel” (v.27). Isto eles não podiam negar. Contudo, a continuação de suas notícias começa a mudar a feição dos filhos de Israel; em questão de segundos, eles passaram da alegria para o medo. Percebendo o resultado do “noticiário” daqueles príncipes, Calebe “fez calar” (v.30) a todos e a plenos pulmões gritou o brado da vitória: “Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).

Diante de dez relatos negativos e dois relatos positivos, Moisés estava diante da maior sedição que haveria em Israel, superando até mesmo a idolatria no Sinai. Aquela geração selaria o seu destino final como errantes pelo deserto. Um dia, Deus enviou a este mundo o Seu Filho unigênito. Jesus nasceu, cresceu, viveu e morreu para que você e eu fôssemos libertos do cativeiro do pecado e para que, muito em breve, possamos passar do deserto desta vida para o gozo da Terra que Ele prometeu nos preparar (Jo.14:1-3). Israel estava prestes a provar o antegozo da eternidade. Estava às vésperas de entrar no lugar que poderiam chamar de lar. Mas escolhendo dar ouvidos à palavras de depreciação e dúvida acerca das promessas divinas, toda uma geração cairia no deserto sem avançar um passo sequer em direção à Canaã.

O apóstolo Pedro nos advertiu de que, nos últimos dias, surgiriam muitos “escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe.3:3-4). Estamos, amados, buscando com súplicas a força, a resistência e a fé de Josué e Calebe? Eu não sei vocês, mas eu estou cansada, irmãos! Sinto a minha fragilidade aflorar a cada passo que dou neste mundo escuro. Sinto que o grande conflito está sendo decidido em cada coração. Um Armagedom individual está acontecendo na minha e na sua vida. E de que lado nós estamos? Daqueles que desistem porque julgam difícil alcançar a promessa? Ou daqueles que confiam nos méritos dAquele que bradou a nossa vitória na cruz do Calvário?

Seja esta a minha e a sua súplica, hoje e todos os dias, até aquele Grande Dia:
Ó, Deus Todo-Poderoso, nestes momentos finais que antecedem a nossa entrada no Lar eterno, reveste-nos com a Tua armadura e faz-nos Calebes atuais, que farão soar a todas as nações da Terra o último brado da vitória! Te oramos, em nome de Cristo Jesus, Amém!

Jesus nos diz, agora:
“A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12:9).

Bom dia, aperfeiçoados pelo poder de Deus!

Dez dias de oração, 6° dia: Oremos pelo reavivamento dos irmãos da igreja que frequentamos e pelos nossos amigos especiais de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números13 #RPSP

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NÚMEROS 12 – Comentado por Rosana Barros
18 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (v.3).


De todas as virtudes do Espírito Santo, a mansidão ganhou destaque na vida de Moisés. Uma prova inequívoca da transformação realizada por Deus em sua vida. Aquele que matou um egípcio e o enterrou na areia e que enxotou sozinho os algozes das filhas de Jetro, mostrou que a influência de uma real comunhão com Deus produz o divino fruto no caráter. Moisés tornou-se, portanto, um padrão de mansidão. Seu tato para com o povo era sempre pacífico e suas palavras, ainda que por vezes de advertência, eram carregadas de uma santa paz. A atmosfera que o cercava promovia um respeitoso temor entre o povo e ninguém ousava duvidar de sua eleição divina. Ninguém, não fosse a inveja e a cobiça de seus próprios irmãos.

Escolhido como chefe espiritual da nação, sumo sacerdote do templo de Deus, Arão era responsável por reger as atividades no santuário. E, juntamente com Miriã, viram em Zípora, mulher de Moisés, a desculpa para alimentar seus amargos sentimentos. A liderança mosaica despertara neles a insatisfação de terem que submeter-se a seu irmão mais novo. É provável que Miriã tenha sido a parte que instigou a dúvida e semeou a intriga no coração de Arão. O castigo que lhe foi aplicado deixa isto evidente.

Além de enfrentar, todos os dias, os ânimos acalorados do povo, Moisés teve de lidar com a sedição de seus próprios irmãos. Instigado por Miriã, Arão poderia ter resistido às suas ruins suspeitas, mas, semelhante à sua fraqueza ao confeccionar o bezerro de ouro, permitiu ser influenciado mais uma vez. Convocados pelo Senhor para um encontro particular, os três irmãos foram à tenda da congregação. Primeiro, Deus separou Moisés de seus irmãos, chamando apenas Arão e Miriã para que se apresentassem diante dEle. O sofrido líder fora poupado da conversa que resultou na lepra de sua irmã.

A respeito do protesto dos irmãos, “o Senhor o ouviu” (v.2). Nada há encoberto que o Senhor não tenha conhecimento. Antes mesmo que aquele comentário inicialmente tímido se revertesse em mais um fardo sobre Moisés e resultados desastrosos sobre os próprios envolvidos, Deus cuidou de cortar o mal pela raiz. Moisés não era somente um profeta, mas um amigo do Senhor. “Boca a boca” (v.8) e face a face conversava com Deus. Arão e Miriã sentiram suas faces empalidecerem diante do questionamento divino: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (v.8). E, diante da praga instantânea de Miriã, rogando a Moisés que intercedesse a favor dela, Arão só pôde concluir: “loucamente procedemos e pecamos” (v.11).

Sutilmente, o inimigo lança mão de seus agentes humanos para instigar a inveja, a intriga e a fofoca. Diálogos duvidosos, conversas influenciadoras e comentários maldosos dão o start na contenda entre irmãos. Eis um problema que não escolhe classe social, grau de parentesco ou idade. Basta haver duas pessoas unidas na mesma disposição de criticar alguém que rapidamente é submetido a “júri popular”. Este tem sido um dos principais agravantes da queda espiritual na igreja de Deus, enquanto há multidões famintas da Palavra e do amor de Cristo através de Suas testemunhas.

Há um mundo que geme com grandes dores espirituais, físicas e emocionais. Perderemos tempo e colocaremos em risco a nossa salvação e de outros para reclamar posições e direitos que não nos pertencem? Gastaremos os instantes finais que ainda temos alimentando a nossa natureza carnal? Ou, como Moisés, nos submeteremos à enlevadora influência do Espírito Santo a nos moldar o caráter para a glória de Deus? Oh, amados, a maledicência é uma lepra cujas chagas consomem a alma, condenando-a à ruína eterna!

“Ó Deus, rogo-Te” (v.13), que o Senhor cure o Teu povo desta praga maldita e o recolha de volta ao Teu aprisco como povo “mui manso” (v.3)! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).

Bom dia, mansos do Senhor!

Dez dias de oração, 5° dia: Oremos pelo reavivamento da liderança da igreja e por nossos amigos especiais de oração. Peço que oremos também pelos enlutados.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números12 #RPSP

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NÚMEROS 11 – Comentado por Rosana Barros
17 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito!” (v.29).


Vivendo como peregrinos no deserto, os filhos de Israel enfrentavam muitas privações, mas o cuidado e o zelo do Senhor para com eles não lhes deixava faltar nada quanto às suas necessidades básicas. A água da rocha e o maná eram uma prévia da fartura que encontrariam em Canaã e deveriam ser motivo de grande gratidão. Acostumados, porém, com os alimentos do Egito, permitiram que seus desejos os dominassem a ponto de assumirem uma atitude de queixa e murmuração. O apetite dominou a razão, acendendo-se assim a ira de Deus como fogo consumidor. Então, Moisés orou pelo povo e “o fogo se apagou” (v.2).

Em frente à tenda de Moisés, família após família apresentava a sua queixa e, com lágrimas, expressava o seu desejo pelos alimentos da terra do exílio. Vendo Moisés que novamente a ira de Deus se acendera contra o povo, com o coração quebrantado, depôs diante de Deus o seu pesado fardo. O grande líder reconheceu a sua impotência diante da obra de guiar pelo deserto um povo obstinado e rebelde, que conservava em seus corações as coisas do Egito. Pedindo a morte, Moisés demonstrou um alto grau de depressão, pensando ser esta a solução para a sua profunda angústia.

A resposta divina veio em forma de setenta homens designados para auxiliar o grande líder, dividindo com ele as agruras do deserto. Disse o Senhor a Moisés: “tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles” (v.17). No tempo determinado, “o Espírito repousou sobre eles, [e] profetizaram” (v.25). Dois deles, porém, Eldade e Medade, não foram à tenda da congregação como dito pelo Senhor. Porém, o mesmo Espírito foi derramado sobre eles, de modo que profetizavam no arraial. Josué, “servidor de Moisés” (v.28), entendeu que a atitude daqueles dois era uma espécie de ameaça à liderança de Moisés. Este, no entanto, demonstrou genuíno interesse em que todo o povo pudesse experimentar da suave e confortante companhia do Espírito Santo.

Quando o apetite e as paixões carnais assumem o controle da mente humana, o homem fica limitado a enxergar tão somente o corruptível. Furtado o coração pela cobiça, tornam-se irracionais as suas ambições, frustradas as suas aspirações, entrando em um processo de constante insatisfação. O insuperável Educador utiliza Seus métodos de ensino conforme a necessidade de Seus aprendizes. Contornando o arraial de codornizes, o Senhor não exagerou em Sua provisão, mas deu ao povo exatamente na medida que desejavam. Através de sua glutonaria, Israel experimentou os resultados de permitir que a vontade própria supere “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

Assim como Moisés desejou que o Espírito Santo fosse derramado sobre todo o povo, o Senhor deseja nos dar “o Seu Espírito” (v.29). Mas como apenas setenta homens dentre os filhos de Israel estavam prontos para recebê-Lo, assim também, hoje, poucos têm se preparado para receber a última chuva. Desde o princípio, Satanás tem usado o apetite para desvirtuar o homem da vontade de Deus. Ele bem sabe a intrínseca relação que há entre o corpo e a mente e é especialista em induzir dietas que promovam o vício, a doença e o bloqueio da razão para a clara compreensão do “Assim diz o Senhor”. Há luz suficiente para que não sejamos alvos desta estratégia maligna. Temos aceitado e praticado a luz que nos foi dada?

Não há ruptura entre mente, corpo e espírito. O homem é um ser holístico, e como tal precisa buscar a nutrição ideal de cada aspecto de sua vida. É um processo que requer renúncia, paciência, confiança na provisão de Deus e completa dependência dEle. Segue a orientação de parte da luz que nos foi dada, através de Ellen White:

“Meu irmão e minha irmã, tendes uma obra a fazer que ninguém pode fazer por vós. Despertai de vossa letargia, e Cristo vos dará vida. Mudai vosso modo de viver, de comer e de beber, e vosso sistema de trabalho. Enquanto continuardes no caminho que tendes seguido por anos, não podereis discernir com clareza coisas eternas e sagradas. Vossas sensibilidades estão embotadas, e vosso intelecto obscurecido. Não tendes estado a crescer em graça e no conhecimento da verdade como é vosso privilégio. Não tendes crescido em espírito, mas aumentado em trevas (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p.45).

Aproveite esses dez dias de oração e faça um jejum especial, como fez Daniel: “Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca” (Dn.10:3).

Feliz semana, cheios do Espírito Santo!

Dez dias de oração, 4° dia: Oremos para sermos testemunhas de Jesus em nossa esfera de influência e para que as pessoas com quem estudamos a Bíblia tomem a melhor decisão de suas vidas, a entrega da vida a Cristo por meio do santo batismo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números11 #RPSP

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NÚMEROS 10 – Comentado por Rosana Barros
16 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Se vieres conosco, far-te-emos o mesmo bem que o Senhor a nós nos fizer” (v.32).


Ao som de um único instrumento, todo o povo compreendia a mensagem a ser transmitida. Em suas celebrações, assembleias solenes, preparação para marchar, ou até mesmo para a guerra, havia um sonido certo de trombeta. Na devida ordem, cada lado do acampamento entendia que chegara a sua vez de partir. Não havia desculpas para o descaso, pois todo o Israel sabia discernir a mensagem que cada toque deveria transmitir. De todos os toques, o toque a rebate era uma espécie de alarme. Era um prenúncio de que algo estava para acontecer, geralmente, alertando-os de algum confronto inimigo.

Antes de Israel iniciar as suas peregrinações no deserto, “jornada após jornada” (v.12), ainda estava na companhia de Moisés o seu cunhado, Hobabe. Vendo que este pretendia voltar à sua terra, Moisés rogou que ele permanecesse com eles e participasse das bênçãos que o Senhor daria a Seu povo Israel. Certamente, o líder de Israel reconheceu em Hobabe a experiência de quem sabia como sobreviver no deserto, além da afeição que lhe tinha. Podemos dizer que Hobabe representa aqueles que estão sendo convidados a fazer parte do povo de Deus e que têm sido uma grande ajuda e alívio àqueles que não sabem lidar com as dificuldades nas jornadas desta vida.

A trombeta é um instrumento apocalíptico que vem anunciando ao mundo, ao longo da história, de que o fim aproxima-se de seu cumprimento. As sete trombetas que o apóstolo de Patmos viu na mão dos sete anjos (Ap.8:2), estavam para ser tocadas, e cada uma representa um tempo profético na história da humanidade. Segundo a profecia bíblica, a sexta e penúltima trombeta anuncia um desastre sem precedentes. Momentos calamitosos que antecedem o soar da última trombeta. Mas que, apesar de ser um sonido de juízo sobre a Terra, os homens não se arrependeram de suas obras más, permanecendo em sua idolatria, assassínios, feitiçarias, prostituição e furtos (Ap.9:20-21).

Diante de um quadro tão desanimador, antes de soar a sétima trombeta, porém, João viu outro anjo forte que anunciou o surgimento de um povo através do estudo de um “livrinho”, mas que qual foi com João, doce à boca e amargo ao estômago, sofreria um grande desapontamento com a mensagem que lhes causara grande alegria (Ap.10:1-10). Os mileritas acreditavam que o fim do período que anunciara o profeta Daniel, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn.8:14), culminaria no retorno de Cristo à Terra, quando, na verdade, era o princípio do juízo investigativo no Céu. Jesus passara do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário celeste, e esta fase de Seu ministério começaria pelos de casa (Ap.11:1-2; 1Pe.4:17).

Um pequeno grupo de crentes, ainda que decepcionados pelo terrível desapontamento, acreditaram que o Senhor tinha algo a lhes falar através daquela prova. Descobriram, então, que aquela data de 22 de outubro de 1844 não era o fim, mas o começo do fim. Pois “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Nascia dali, uma igreja profética com a missão de pregar o “evangelho eterno… aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6); um atalaia de Deus a fim de dar ao mundo o sonido certo da trombeta. De chamar os servos do Senhor que ainda se encontram em Babilônia para participar junto conosco da grande ceia do Senhor, das “boas coisas” (v.29) que Ele prometeu ao Seu povo.

“Levanta-Te, Senhor” (v.35), tem sido o clamor daqueles que peregrinam pelo deserto deste mundo e percebem a brevidade dos tempos. Há um inimigo cruel e desleal no encalço dos filhos do Reino e que tem agido apressadamente, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). É tempo de consagrar-se para o Senhor e revestir-se de toda a Sua armadura, “para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações. Como Moisés, precisamos chamar nossos amigos e familiares que ainda se encontram em zona de risco. A última trombeta está para ser tocada. Não há tempo a perder. Que a nossa vida, nas mãos do Senhor, seja um instrumento de salvação a Seu comando e que, de nosso coração, saia o constante e urgente clamor: “Volta, ó Senhor, para os milhares de milhares de Israel” (v.36).

“Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Feliz sábado, Israel de Deus!

Dez dias de oração, 3° dia: Solteiros, orem pelo reavivamento de seus pais. Casados, orem pelo reavivamento de seu cônjuge e de seus filhos. Continuemos em oração por aqueles que estamos estudando a Bíblia, para que se decidam pelo batismo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números10 #RPSP

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NÚMEROS 9 – Comentado por Rosana Barros
15 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Segundo o mandado do Senhor, se acampavam e, segundo o mandado do Senhor, se punham em marcha; cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés” (v.23).

As festas cerimoniais que compunham o calendário de Israel eram celebradas em datas fixas, instituídas pelo próprio Deus. E a festa inaugural era a Páscoa. No tempo determinado, os filhos de Israel deveriam rememorar a noite em que o Senhor livrara os primogênitos do Seu povo e o libertara do cativeiro egípcio. A Páscoa era um símbolo de remissão e libertação; uma data para ser observada em família e um privilégio concedido a naturais e estrangeiros. Todos eram convidados a “celebrar a Páscoa ao Senhor” (v.14). Mas todo aquele que negligenciasse tal privilégio, deveria ser eliminado do povo, levando “sobre si o seu pecado” (v.13).

A Páscoa simboliza a entrega do Cordeiro pascal, que “tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si” (Is.53:4). O sangue de Cristo foi derramado para que nós fôssemos salvos do salário do pecado. Seu sacrifício abriu para nós uma janela de liberdade rumo à manhã gloriosa de Sua segunda vinda. Em cada memória de Israel acerca daquela noite definitiva, havia um cântico especial ao Senhor que os livrou e os salvou. O sangue nos umbrais das portas os selara para a vida, enquanto aguardavam apercebidos a ordem para partir. Muitos não têm a mesma disposição e prontidão, como o foi com os filhos de Israel. Mas, então, a porta da graça será fechada, e como nos dias de Noé, só perceberão quando o povo do advento já estiver selado em segurança na arca da salvação.

Jesus percorreu o caminho da cruz, nos ensinando, à cada passo, que a dependência de Deus é a nossa única segurança. Precisamos atender ao conselho de Moisés: “Esperai, e ouvirei o que o Senhor vos ordenará” (v.8). Em um mundo altamente acelerado e imediatista, esperar parece perda de tempo. É desanimador o status mundial de quanto mais rápido melhor, e acabamos perdendo de ouvir o que o Espírito de Deus tem a nos falar. Aqueles que estavam imundos aguardaram a resposta divina e o Senhor lhes indicou uma Páscoa especial para que eles tivessem tempo de se purificar. Deus não quer “que ninguém se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Esperar em Deus pode ser sinônimo de segunda chance.

A nuvem da presença de Deus que ficava acima do santuário era a bússola de Israel. “Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, aí os filhos de Israel se acampavam” (v.17). A única alternativa era esperar, “segundo o mandado do Senhor” (v.20). Nem sempre os caminhos que o Senhor traça para nós são tranquilos e livres de perigos. Por vezes, precisamos lidar com inimigos. Outras vezes, com o calor de nossos desertos. Ainda outras, com a nossa própria teimosia. Uma coisa é certa: quer acampados, quer em marcha, a constante presença de Deus é uma garantia eterna a todos os que O amam.

Vejamos a descrição do cenário pascal, nas palavras de Ellen G. White:

“A Páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o ‘Cordeiro de Deus’, em Quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: ‘Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (1Co.5:7). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório” (Patriarcas e Profetas, p. 192).

“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:7-8).

Bom dia, pacientes cidadãos do Reino de Deus!

Dez dias de oração, 2° dia: Oremos pelo reavivamento de nossas famílias e por nossos estudantes da Bíblia, para que se decidam pelo batismo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números9 #RPSP

Comentário em áudio:

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NÚMEROS 8 – Comentado por Rosana Barros
14 de fevereiro de 2019, 0:30
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“E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; os levitas serão Meus” (v.14).


O candelabro ou menorah era um dos três móveis que ficavam no lugar Santo do santuário. Sua função era manter o ambiente sempre iluminado. A sua significação, porém, é bem mais ampla e abrangente. Ele representa a Cristo como a Luz do mundo e se expande como um símbolo do Espírito Santo, da Igreja e das Escrituras, conforme está escrito (Jo.8:12; Mt 25:1-13; Mt.5:14; Sl.119:105). A luz que emana de Deus através de Cristo Jesus é a fonte de todo poder na vida do cristão. Seu Espírito nos ilumina por meio de Sua Palavra e nos habilita a viver como igreja que irradia o fulgor do Sol da Justiça. E diante de um mundo que se apressa para o fim, precisamos manter acesa a chama que nos conduzirá às bodas da eternidade (Mt.25:4).

Como já estudamos, a tribo de Levi fora separada por Deus para o Seu santo ofício na tenda da congregação. Mediante tamanha responsabilidade, o Senhor instituiu uma cerimônia de purificação para os filhos de Levi, através de água e sangue. Além de se lavar e lavar as suas vestes, também deveriam oferecer sacrifícios e holocaustos perante o Senhor. A sua eleição deveria causar-lhes um forte senso de missão e de consagração. O Senhor os habilitaria a lidar com as coisas santíssimas conforme as instruções dadas aos gersonitas, aos coatitas e aos filhos de Merari. Não deveriam jamais mover um objeto sequer do santuário fora daquilo que o Senhor mesmo ordenara através de Moisés.

Por analogia, podemos dizer que nós somos os filhos de Israel e nossos pastores e obreiros, os levitas “para o serviço do Senhor” (v.11). Semelhante à ordem dada a Israel, o Senhor nos chama para erguermos as nossas mãos sobre Seus ministros; para nos unirmos a eles em cooperação e, assim, sermos todos úteis em Sua obra. Bem como cada homem a serviço do santo ministério deve buscar viver de acordo com as prescrições divinas, em plena harmonia com a Palavra de Deus e zelando pelas ovelhas de Seu rebanho. Toda igreja que entende que a seara do Senhor só funciona por meio do mutualismo, é uma igreja que cresce e que dá frutos. A ação do Espírito Santo é notoriamente vista em todos os que praticam este ideal, tornando-os uma luz singular em meio às trevas de um mundo exclusivista e materialista.

Há uma mensagem final a ser dada, um sonido certo de trombeta a ser anunciado, um tempo de purificação e consagração a ser obedecido. Aos observadores do santo sábado do Senhor, aos que temem e dão glórias “Àquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7), há uma luz disponível para fins eternos. Ainda que opositores se levantem, ainda que o nosso próprio “eu” nos seja a nossa pior prova ou não consideremos ser aptos para o serviço do Senhor, o mesmo Deus que chamou de Seu primogênito uma das menores tribos de Israel, nos chama hoje para fazermos parte das primícias que dentro em breve Ele virá buscar. Ligados a Cristo Jesus, todos nós, pastores e ovelhas, marcharemos confiantes de que o retorno do nosso Senhor “ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hq.2:3).

Bom dia, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números8 #RPSP

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Dez Dias de oração, 1° dia: Hoje, damos início ao movimento mundial de oração baseado nos dez dias de preparação dos discípulos para a descida do Espírito Santo. Oremos, amados! Oremos com inteireza de coração! Neste primeiro dia, oremos ao Senhor por nosso reavivamento pessoal e por aqueles que estamos estudando a Bíblia ou aqueles que o Senhor nos enviará.


NÚMEROS 7 – Comentado por Rosana Barros
13 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Esta é a dádiva feita pelos príncipes de Israel para a consagração do altar, no dia em que foi ungido…” (v.84).


 
Exatamente “no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo” (v.1), uma oferta especial foi oferecida pelos “príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais” (v.2). Instruído pelo Senhor, Moisés logo distribuiu estas ofertas entre os levitas, menos aos filhos de Coate, já que estes não teriam necessidade de carros ou animais, “porquanto a seu cargo estava o santuário, que deviam levar aos ombros” (v.9). Além desta oferta levada ao tabernáculo no primeiro dia, outra oferta sucedeu aquele momento em mais doze dias. Começando pelo príncipe dos filhos de Judá, cada dia, o príncipe de uma tribo se dirigia ao tabernáculo para oferecer a sua dádiva, segundo a ordem das tribos. O detalhe é que as ofertas de todos os príncipes eram iguais.
 
As Escrituras têm uma característica especial que, para muitos de nós, pode até parecer cansativa: a repetição. O capítulo de hoje relata a oferta de príncipe por príncipe, repetindo as suas ofertas, ainda que sejam todas idênticas. O Senhor, porém, não faz nada que seja sem um propósito definido. A nossa mente pode receber fortes influências negativas ou positivas pelo processo de repetição. Mas quando a Bíblia reforça alguma ideia ou ensinamento, é porque o Senhor deseja que assimilemos algo de muito importante naquela mensagem. Ao lermos sobre as dádivas idênticas dos príncipes de Israel, percebemos que o Senhor não olha para o valor de nossas ofertas, nem faz acepção de doadores. Aos olhos de Deus, toda oferta apresentada diante do Seu altar como uma expressão de alegria do adorador, é semelhante à oferta da viúva pobre (Lc.21:1-4).
 
Ao oferecerem seus presentes ao Senhor, não houve tentativa de angariar o reconhecimento humano. Nenhum príncipe levou além ou aquém do que levara o primeiro. Toda a atenção deveria estar voltada para a adoração ao Senhor que descera para habitar com eles. Não ousaram pôr em destaque nenhuma de suas obras. Mas, no dia determinado, cada príncipe, em atitude de reverência e santo procedimento, sem pompas ou prévio anunciamento, conduzia suas ofertas ao local designado e rogava ao Senhor pelo Seu favor e bênção. E consagrado o altar pelos filhos de Israel, o santuário tornou-se morada de Deus e fonte de comunicação entre Ele e Seu povo através de Moisés, que “ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim [o Senhor] lhe falava” (v.89).
 
Deus não exige de Seus filhos ofertas mecânicas ou lhes pede além do que as suas posses lhes permitam ofertar. Também não pode abençoar onde há descaso para com a Sua Casa de Oração. Onde há um grupo de crentes reunidos, deve haver a cooperação de todos para o avanço na obra do Senhor. E isto inclui a nossa adoração através dos dízimos e das ofertas. Muitos têm alimentado o sentimento maligno de que apenas os mais afortunados devem se empenhar em doar. Fossem eles mais fiéis no pouco que possuem, e não teriam necessidade alguma dos recursos dos ricos. A bênção do Senhor não está sobre o que dá mais, e sim sobre “quem dá com alegria” (2Co.9:7). São estes os amados de Deus que saltarão de júbilo quando ouvirem da boca de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu [Senhor]” (Mt.25:23).
 
O livro do ano da Igreja Adventista do Sétimo Dia para 2019 é o livro “Conselhos Sobre Mordomia”. Não perca a oportunidade de enriquecer ainda mais o seu conhecimento neste assunto. Mordomia é adoração. Se queremos crescer como verdadeiros adoradores de Deus, precisamos nos dedicar melhor ao exame dos conteúdos que Ele mesmo nos deixou. Você pode adquirir o livro pelo site da Casa Publicadora Brasileira ou baixar o aplicativo “EGW Writings” e ter acesso não apenas a este, mas a muitos outros livros de Ellen G. White.
 
Que a alegria que brota do fruto do Espírito Santo nos motive não somente a ofertar os nossos recursos ao Senhor, mas que tudo em nós seja uma resposta de amor ao Deus que nos salvou.
 
Bom dia, príncipes e princesas do Reino dos Céus!
 
Rosana Garcia Barros
 
#PrimeiroDeus #Números7 #RPSP
 
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NÚMEROS 6 – Comentado por Rosana Barros
12 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Assim, porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei” (v.27).


Ao estudarmos sobre a lei do nazireado, creio que todos nós nos reportamos ao nazireu mais famoso da Bíblia: Sansão. O voto de nazireu incluía a abstenção do fruto da vide e de todos os seus derivados, a proibição em cortar os cabelos e de não poder tocar em nenhum cadáver. Era um voto feito por um determinado tempo ou durante toda a vida. “Por todos os dias do seu nazireado, santo será ao Senhor” (v.8). Sansão nasceu de uma mulher estéril e, desde o ventre, fora dedicado ao Senhor como nazireu. Na fase adulta, porém, suas ações não condiziam com seu título, depositando a sua confiança em sua força como sendo um talento peculiar. Apesar de ter se arrependido no final de sua vida, como teria sido diferente o fim de sua história se tivesse compreendido a razão de ser de sua vocação.

Quanto ao voto ou juramento, Cristo nos ordenou: “Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis… Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5:34 e 37). Jesus, através de Sua vida e ministério, nos deixou exemplo de que fidelidade ao Senhor deve ser resultado de uma vida de santificação. É muito fácil se autodenominar cristão sem assumir o compromisso de zelar por uma vida ordenada diante de Deus. O Senhor está à procura de homens e mulheres que assumam o posto de seu dever com temor e tremor. Será este o povo que os anjos do Senhor reconhecerão e no grande Dia de Deus a respeito dele dirão: “isto é santo” (v.), quando o Senhor mesmo “enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31).

Todas as vezes que Israel se preparava para marchar segundo as orientações do Senhor, antes de partirem, todo o acampamento era tomado por grande silêncio, e em atitude de reverência, ouviam a bênção proferida pelos sacerdotes. Anjos poderosos eram comissionados por Deus para acampar ao redor do Seu povo. Jovens, velhos e crianças sentiam em seus corações a alegria de saber que o Senhor estaria no meio deles, dando-lhes sempre a certeza de Sua proteção e cuidado. Assim como fora com Moisés, Deus também desejava refletir o Seu rosto sobre todo o Seu povo. Israel fora eleito para refletir o caráter do Senhor, seu Deus.

O mundo está diante dos últimos instantes de oportunidade para aceitar o chamado de Deus. É tempo “de consagrar-se para o Senhor” (v.2) não mais para cumprir um juramento, mas a fim de estar preparado para ver a Deus. “Segui”, amados, “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). Muitos têm aceitado a Jesus como seu Salvador, mas O rejeitam como Senhor. Desejam as bênçãos, mas ignoram os deveres. Se seguir a Cristo e Sua Palavra importa em abandonar suas paixões e inclinações pessoais, escolhem seguir uma carreira religiosa menos exigente; um “cristo” que oculte seus pecados e os transforme em aceitáveis e ingênuos.

A bênção tem a ver com a inscrição do nome de Deus sobre um povo eleito para ser santo como o Senhor é santo. Santidade não tem a ver com impecabilidade, mas com a constante busca pelo conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3). Diante de tão terrível e solene momento, precisamos consagrar a nossa vida ao Senhor e sermos o reflexo de Seu caráter a um mundo que sofre em agonia. Reflitamos nas palavras de M. L. Andreasen:

“É agora o tempo de enviar a mensagem profética até os confins da Terra. Foi esta a ordem de Cristo quando nos confiou a grande comissão evangélica de ensinar todas as nações e batizá-las, ‘ensinando-lhes a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado’ (Mt.28:20). Essa ordem de observar todas as coisas está a par com a mensagem profética, de que obedecer é melhor do que sacrificar. Uma vez feita esta obra, o fim virá” (O Ritual do Santuário, p. 60).

“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Is.40:3).

Bom dia, consagrados ao Senhor!

Rosana Garcia Barros

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NÚMEROS 5 – Comentado por Rosana Barros
11 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (v.7).


Calcula-se que uma multidão de aproximadamente dois milhões de hebreus tenha saído do Egito no início do êxodo. Habitando em tendas e em condições não tão favoráveis, o Senhor precisava zelar pela salubridade de Seu povo e pela manutenção da justiça. Diante do perigo iminente de uma epidemia ou doença contagiosa, havia um local designado, fora do arraial, para que todo o povo não fosse afetado. Por algum motivo, a lepra era a doença mais temida e parecia que a condição temporária dos filhos de Israel os tornava mais vulneráveis a torná-la uma calamidade nacional. Para os doentes era uma situação muito triste e constrangedora, mas necessária para a sanidade de todos.

Além de preocupar-Se com a saúde e bem-estar de Israel, o Senhor também zelava pela justiça. Tanto a lei da restituição quanto “a lei para o caso de ciúmes” (v.29) de um marido para com a sua mulher, revelam que Deus não aplicará o Seu juízo apenas no julgamento final, mas também disciplina aqui mesmo todo aquele que comete pecado. No entanto, assim como nestas leis há uma prestação de contas com sanções para fins de confissão e arrependimento, Deus continua agindo da mesma forma a fim de que sejamos encontrados por Ele com “boa consciência” (1Tm.1:19). A justiça de Deus é plena de misericórdia e tem por finalidade a salvação.

A penalidade descrita quanto ao adultério, “fazendo-te o Senhor descair a coxa e inchar o ventre” (v.21) encontra-se com as palavras de Jesus que definem o seu objetivo: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mt.5:29). Jesus não estava falando de mutilação, mas de renúncia. O castigo físico aplicado em uma mulher adúltera era uma marca de que mais vale ser disciplinado por Deus para a salvação do que permanecer no pecado e perder a vida eterna. É melhor beber as águas amargas do Senhor que apagam as maldições (v.23), do que as águas enganadoras do pecado que envenenam para a morte.

Existe uma grande confusão atual quanto a aplicação da disciplina e a prática do evangelho do amor. Na concepção da maioria, não há harmonia entre ambos. Os erros precisam ser relevados, as advertências abandonadas e as disciplinas esquecidas, em nome do amor. Trocaram o temor do Senhor pela lógica humana; o “Assim diz o Senhor” pelo assim disse o homem que o Senhor disse. Para muitos jaz a necessidade de orientação e de correção, afinal, somos todos pecadores e as minhas escolhas não são da conta de ninguém. Entretanto, este é um perigo que incorre no meio do povo de Deus prestes a se espalhar como uma lepra, caso não seja erradicado. “Confessará o pecado que cometer” (v.7) e “Apresentará a mulher perante o Senhor” (v.18) são duas frases de impacto que deixam clara a necessidade do pecador de reconhecer os seus erros e de apresentar-se diante do Senhor e aceitar a Sua justiça, dizendo: “Amém! Amém!” (v.22).

Amar como Cristo nos amou não significa ser conivente com o erro, pois que Ele pagou um alto preço pelos nossos pecados, e sim proporcionar ao pecador a oportunidade de encontrar o caminho da cruz e ser transformado. Muitos têm saído das fileiras do Senhor por sentirem-se ofendidos em sofrer disciplina por sua má conduta, e saem como verdadeiros perseguidores dos irmãos e da igreja de Deus. Há, porém, aqueles que são desviados pelo mau testemunho ou procedimento de um professo cristão que os disciplinou sem obedecer à ordem bíblica: “disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo” (2Tm.2:25).

A esta geração, o Senhor declara: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). O zelo é o atributo que o Senhor nos concede a fim de despertar a nossa consciência para o que é bom e rejeitar o que não é. Não saiam de nossa boca palavras ásperas ou de depreciação aos nossos irmãos, mas que por preceito e por exemplo, possamos conduzi-los a Cristo, o justo e fiel Juiz. Que o Espírito Santo nos conceda um coração sempre zeloso, disposto a aceitar a correção, e cheio do amor de Deus para corrigirmos uns aos outros com espírito de brandura e sincero interesse em sua salvação.

Bom dia, alvos do amor e da justiça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

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