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“… Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem” (v.9).
Diferente das duas primeiras vezes, Balaão não saiu a fim de cumprir seus agouros e rituais supersticiosos. Ao avistar as tribos de Israel e o santuário de Deus, todos em perfeita organização, seus olhos foram abertos não apenas para o que via naquele momento, mas, vindo “sobre ele o Espírito de Deus” (v.2), contemplou o futuro glorioso de um Reino que não terá fim. A “palavra do homem de olhos abertos” (v.3) foi uma profecia de inspiração divina acerca das bênçãos do Senhor sobre o Seu povo ao decorrer da história e de sua vitória “nos últimos dias” (v.14).
Irado com o que ouviu, Balaque repreendeu a Balaão e lançou sobre Deus a culpa de dispensar o adivinho sem as honras prometidas. Balaão, porém, voltou a falar em profecias, reforçando a vitória de Israel sobre todos os seus inimigos. Ao dizer: “de Israel subirá um cetro” (v.17), profetizou o reinado de Davi, mas também o reinado eterno de Cristo. Contudo, apesar de ter sido movido pelo Espírito Santo ao proferir aquelas palavras, Balaão não entregara ao Senhor o governo de sua vida, e sua contribuição para a obra de Deus se resumira àquele episódio.
A bênção trina sobre Israel representa o caminho sobremodo excelente de Deus para os Seus filhos em todos os tempos. A primeira bênção fala de perdão, de santificação e do sono (morte) dos justos. A segunda, fala do fiel cumprimento das promessas divinas, da constante presença de Deus com o Seu povo e de Seu zelo para com ele. E a terceira, da vitória do povo de Deus contra os seus inimigos, de suas moradas abençoadas e da vitória final através do reinado de Cristo.
Não sabemos até quando o nosso tempo de graça irá durar. Cada um de nós é chamado a tomar uma decisão pessoal e definitiva. Deus deseja nos perdoar, nos santificar e, ainda que apanhados pela morte, nos guardar no descanso dos justos para a primeira ressurreição: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). O Senhor é fiel e nenhuma de Suas promessas jamais falhou (Js.21:45). Ele prometeu estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20) e Ele tem cuidado de nós (1Pe.5:7). E, “por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25), nos levando para as eternas moradas do Pai (Jo.14:1-3).
Ao longo das gerações, Deus tem lançado ao mundo o Seu terno convite: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Muitos têm acreditado em Sua existência e atuação, mas, como Balaão, apesar de ouvir a voz de Deus e de experimentar encontrá-Lo, não permitem que Ele realize o milagre da transformação que todos nós necessitamos. O mundo lhes é mais atrativo. Suas inclinações não são lançadas diante do Oleiro dos corações. São aqueles que ficam fascinados diante das bênçãos de Deus, mas que não desejam fazer parte do povo eleito, antes, escolhem o caminho de Balaão: “eis que vou ao meu povo” (v.14).
Que “Israel fará proezas” (v.18) é uma promessa que continua em seu cumprimento e culminará no triunfo final do “Israel de Deus” (Gl.6:16). Deus não nos chamou para vivermos com Ele apenas uma experiência passageira, mas uma vida com Ele aqui para que possamos desfrutar de uma vida eterna no porvir. Aproveite esses dias de pausa para fortalecer a sua vida com Deus e clamar pela unção diária do Espírito Santo.
Feliz sábado, Israel de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números24 #RPSP
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Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou?” (v.8).
Chegando ao lugar designado, Balaão orientou Balaque a construir sete altares e neles oferecer sacrifícios. Saindo da presença do rei, Balaão seguiu para um lugar solitário a fim de encontrar-se com o Senhor. Diante da presença de Deus, ele ouviu a Sua resposta e retornou ao monarca a fim de lhe expor a palavra do Senhor. Qual não foi a sua surpresa, ao invés de ouvir palavras de maldição, Balaque teve de ouvir Balaão abençoando os filhos de Israel. Apesar de frustradas as suas expectativas, não desistiria tão fácil de realizar o seu intento. Indicando outro lugar, ofereceu outros sacrifícios e aguardou que, desta vez, a resposta lhe fosse favorável.
“Encontrando-Se o Senhor com Balaão” (v.16) pela segunda vez, colocou em sua boca novas palavras de bênção para o Seu povo. Balaque foi obrigado a ouvir a confirmação da eleição divina quanto ao Seu povo Israel e a declaração de que “contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel” (v.23). Maldição alguma pode atingir aqueles a quem o Senhor abençoou. Encantamento algum tem efeito sobre aqueles no meio dos quais Deus habita. A obstinação de Balaque, no entanto, o levara ao terceiro lugar e à terceira tentativa. Todos os seus sacrifícios, porém, eram inúteis e desprezíveis aos olhos do Senhor. E quanto mais alto subia, mais o seu coração se elevava e mais o medo o aterrorizava ao avistar os estandartes de Israel.
A prática do uso de encantamentos e agouros a fim de prejudicar alguém não ficou no passado, apenas mudou de forma. É uma prática mais comum do que possamos imaginar o uso de maldições. O ocultismo ainda permanece destilando seu veneno para os que não se submetem à proteção divina. Deus mesmo abomina qualquer tipo de feitiçaria e ordena os Seus filhos a se afastarem de suas práticas: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv.19:31). “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos, se consultarão os mortos?” (Is.8:19).
Lugares estratégicos, tentativas incontáveis e sacrifícios vazios nunca terão o poder de tocar num só fio de cabelo daqueles que pertencem a Deus. “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18). Cristo Jesus, o Senhor dos Exércitos, assume a linha de frente da batalha de todo aquele que O aceita como Senhor e Salvador de sua vida. Os inimigos podem ir de um lugar a outro em uma sina incansável para destruir os servos de Deus, mas sob a fortaleza inabalável do Altíssimo, nada os pode abater.
Assim como Israel não fazia ideia do que acontecia acima deles, muitas vezes não temos noção das tentativas frustradas do inimigo em nos derrotar. Precisamos estar constantemente vigilantes quanto ao grande conflito em que estamos envolvidos. Eis a nossa segurança: “O Senhor, seu Deus, está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei” (v.21). Seja a nossa vida uma oferta contínua de louvor e adoração ao nosso Rei e Ele nos guardará do mal, inclusive, e principalmente, quando estivermos em condição mais vulnerável.
Façamos da oração de Davi a nossa oração hoje:
“Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das Tuas asas, dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte. Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes; andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra… Eu, porém, na justiça contemplarei a Tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a Tua semelhança” (Sl.17:8-11 e 15).
Bom dia, nascidos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números23 #RPSP
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“Então, disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo; porque é povo abençoado” (v.12).
As constantes vitórias sobre os seus inimigos, o milagroso livramento do Mar Vermelho e os prodígios de Deus em favor de Israel no Egito fez deste povo o mais temido entre as nações. Além de ser mui numeroso, o santuário móvel revelava a presença de um Deus Todo-Poderoso e intimidava todo aquele que o avistava. Diante de tão poderosa ameaça, Balaque, rei dos moabitas, temeu por seu reino. Ele sabia, porém, que não se tratava apenas de evitar uma guerra com lanças e espadas, mas de um conflito que envolvia forças espirituais.
Julgando haver na Terra alguém capaz de interromper a bênção divina, Balaque mandou chamar um conhecido adivinho cujos encantamentos eram famosos em seus resultados. A Bíblia não menciona a origem de Balaão, mas que ele tinha conhecimento do Deus verdadeiro. Persuadido pelos “anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas” (v.7), Balaão lhes ofertou pousada e lhes pediu que aguardassem a resposta do Senhor quanto ao seu pedido. A primeira fala do Senhor ao vulgo profeta, veio em forma de pergunta: “Quem são estes homens contigo?” (v.9). Ora, Deus sabia quem eles eram. A pergunta era na verdade uma reprovação à atitude de Balaão, que deveria tê-los mandado embora assim que tivesse ouvido a proposta, mas seu coração ansiava pelas recompensas oferecidas.
Ciente da resposta divina, logo pela manhã dispensou os “príncipes de Balaque” (v.13) para que retornassem à sua terra. O medo do rei pelo confronto com o povo de Deus, no entanto, fez Balaque insistir com Balaão, enviando-lhe príncipes “mais honrados do que os primeiros” (v.15) com promessas superiores. A primeira experiência não fora suficiente para que Balaão dispensasse a comitiva. Ele esperava que, de algum modo, pudesse ser recompensado. Segunda vez submeteu-se aos encantos da cobiça. O Senhor já havia lhe dado resposta, mas ele insistiu em obter a resposta que pudesse favorecê-lo.
Partindo para uma missão fadada ao fracasso, seguiu a passos pesados ao encontro de seu benfeitor. Sua consciência não o deixava em paz e, nesta viagem maldita, aliviava suas tensões espancando o animal que parecia estar tão nervoso quanto o dono. Por três vezes o Anjo do Senhor Se pôs no caminho de Balaão a fim de tirar-lhe a vida, e por três vezes a jumenta que o carregava o livrou da morte. “Então, o Senhor fez falar a jumenta” (v.28), que iniciou o diálogo mais estranho da história da humanidade. Balaão estava tão desorientado que não se deu conta de estar conversando com um animal, até que Deus abriu os seus olhos e “ele viu o Anjo do Senhor, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão” (v.31).
Prostrado com o rosto em terra, Balaão recebeu as últimas orientações acerca do que fazer e ao chegar diante do monarca de Moabe, deixou claro de que seus encantamentos não poderiam prevalecer diante da vontade de Deus: “A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei” (v.38). Levado para lugares cada vez mais altos, “Balaão viu dali a parte mais próxima do povo” (v.41). Olhando de cima, Balaque considerava lançar sobre Israel a maldição que os destruiria, ignorando que do mais alto Lugar, há um Deus que cuida do Seu povo.
A atitude de Balaão frente às ofertas de Balaque representa a atitude de muitos frente às ofertas de Satanás. Mesmo reconhecendo a reprovação divina quanto ao mal que os assedia, até resistem por um tempo, mas retornando o inimigo com mais tentadoras sugestões, sem resistência moral e espiritual, ignorando o poder que lhes foi dado a resistir à primeira oferta, são deixados a seguir pelo caminho que escolheram. E mesmo que usem o nome do Senhor para justificar suas escolhas, em seu íntimo há um conflito gerado pela conscienciosa certeza de que estão partindo para um caminho contrário à vontade de Deus.
Faz parte integrante da fé cristã acreditar em relatos como o dilúvio, o grande peixe que engoliu o profeta Jonas e a conversa entre Balaão e a sua jumenta. Os atos sobrenaturais de Deus simbolizam o Seu grande zelo em fazer com que o homem caminhe na direção correta. A jumenta simboliza o incomparável amor de Deus em nos salvar de nós mesmos. Como Balaão, muitos vagueiam pelas estradas da vida em busca de honras desta Terra. A justiça de Deus arde como espada flamejante diante de nossos pecados, mas as Suas misericórdias nos desviam do castigo merecido. Convencidos de que estamos seguindo na direção certa, somos comprimidos pelas circunstâncias e a dor e o sofrimento tornam-se instrumentos para nos despertar de nossa letargia. Então, desviados e feridos, nos sentimos desamparados, como quem perde o chão.
Tudo isso, no entanto, se não reconhecido como atos de Deus para nos salvar, provocam no homem o desejo de vingança e olhamos para as nossas frustrações com a mesma ira de Balaão por seu animal de carga. O mesmo Deus que converteu a língua de uma jumenta em língua de erudito, é Aquele que age em defesa de Seu povo hoje. Inimigos podem até nos olhar de cima e assumirem posições mais elevadas, mas a nossa confiança deve estar em Deus: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl.121:1-2).
Nada neste mundo é mais amado por Deus do que o Seu povo. Somos alvos das bênçãos e das misericórdias divinas. Não incorramos no erro da igreja de Pérgamo, que sustentavam “a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição” (Ap.2:14). No que tudo indica, Balaão prosseguiu em auxiliar o rei de Moabe em suas investidas contra Israel. Isto nos mostra que precisamos ter muito cuidado quanto àqueles que afirmam ser profetas de Deus, mas cujos corações são contaminados pela cobiça.
Avancemos, em oração, para as cenas seguintes desta história repleta de ricos ensinamentos…
Bom dia, povo abençoado de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números22 #RPSP
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“E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil” (v.5).
Após enfrentarem tantas perdas e mortes, finalmente Israel sentiria o sabor da vitória. Sob juramento, avançaram contra Arade, corajosamente, cumprindo com fidelidade o que votaram a Deus. E o Senhor lhes entregou os inimigos nas mãos. Porém, na ocasião de terem que “rodear a terra de Edom” (v.4), ficaram impacientes, tornando a murmurar contra Moisés e contra Deus. Moisés já não tinha mais o seu irmão Arão para compartilhar as suas angústias. Perdera a sua dupla de oração, e necessitava como nunca de conforto e alívio.
Denominando o maná, o pão do Céu, de “pão vil” (v.5), Israel ascendera a ira do Senhor que, antes de ver mais uma vez Moisés sendo ameaçado de morte, prontamente retirou a Sua proteção do povo quanto às serpentes do deserto, “e morreram muitos do povo de Israel” (v.6). Mas àquele mesmo líder que rejeitaram correram em busca de livramento. Reconheceram em Moisés o único capaz de ser ouvido por Deus. “Então, Moisés orou pelo povo” (v.7), e, segundo o mandado do Senhor, fez “uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste” e aqueles que haviam sido mordidos, ao olharem para a serpente de bronze, eram sarados (v.9).
Então, Israel prosseguiu marchando, jornada após jornada. Em algumas delas Moisés recebia do Senhor o gozo de uma jornada tranquila. Em outras, porém, era assediado pela incredulidade e dureza de coração do povo. Tendo suas necessidades atendidas, os filhos de Israel irrompiam em cânticos de louvor. Em situações de perigo ou de escassez, tornavam a murmurar. Mesmo as constantes vitórias sobre os reinos inimigos não eram suficientes para assegurar-lhes de que a verdadeira felicidade está em fazer a vontade de Deus, independente das circunstâncias.
Que misericórdia e que paciência o Senhor tinha para com aquele povo rebelde! Vez após outra, Israel desafiava a Deus com suas palavras provocativas e atitudes insanas. Como “cobras” do deserto, os filhos de Israel não aliviavam quando o assunto era murmuração. Envenenaram-se a si mesmos ao rejeitar o cuidado paterno de Deus. Muitos têm dúvida quanto à serpente de bronze. Não se tratava, porém, de uma imagem de escultura para fins de adoração, mas para fins de ensino e de cura. Também não havia naquela escultura o poder da cura, mas na fé através da obediência à instrução divina dada por intermédio de Moisés, o Senhor sarava os que haviam sido mordidos “por alguma serpente (v.9).
Jesus mesmo afirmou que aquela escultura levantada no deserto para a cura dos filhos de Israel, fora um símbolo de Seu sacrifício para a salvação dos que nEle creem: “E do modo por que Moisés levantou a serpente de bronze no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna” (Jo.3:14-15). Isso mesmo, o texto que introduz um dos versículos mais conhecidos das Escrituras, são palavras de Cristo acerca daquele fatídico episódio do deserto. Isto nos mostra que Israel estava diante de um dos símbolos do amor eterno de Deus por uma raça caída, corrompida, mas que é alvo constante de Sua compaixão e amor. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
Todas as vezes que rejeitamos a provisão de Deus para a nossa vida, estamos a replicar as palavras de Israel: “E a nossa alma tem fastio deste pão vil” (v.5). Caímos no perigo de dar as costas ao cuidado do Senhor e termos que enfrentar sozinhos os desertos desta vida. Muitos, contudo, nesta lida solitária, selam o seu destino final, perecendo pelo caminho. O Senhor nos convida, hoje, a olhar para a cruz e viver. Mesmo que, em algum ponto da nossa caminhada tenhamos nos desviado dos propósitos divinos e sido contaminados pelo veneno mortal do pecado, assim diz o Senhor: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22).
Assim como Deus dera tantas vitórias a Israel, Ele deseja fazer de nós vitoriosos em Cristo Jesus. Temos um conflito a enfrentar todos os dias, e precisamos, antes de qualquer outra coisa, crer em Jesus e em Seu perfeito sacrifício. Creia que Aquele que já venceu a morte eterna por nós, “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Ef.3:20). Como Paulo, não duvidemos que, muito em breve, “se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte pela vitória” (1Co.15:54).
Bom dia, vitoriosos em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números21 #RPSP
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“Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em Mim, para Me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei” (v.12).
O capítulo de hoje narra episódios muito tristes e desanimadores para Israel, mas, principalmente, para o seu líder. Enlutado pela morte de sua irmã Miriã, Moisés ainda teve de enfrentar a dureza de coração dos filhos de Israel novamente manifestada pela falta de água. Cegos pela incredulidade, exigiam que suas necessidades fossem atendidas com urgência. Como de costume, em situações como esta, Moisés e Arão “se foram de diante do povo para a porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu” (v.6). A ordem do Senhor foi bem clara: “Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água” (v.7).
Em toda a sua trajetória como líder, Moisés se mostrara manso e apaziguador. Cheio do Espírito do Senhor, sempre buscara fazer tudo como Deus lhe ordenara. As murmurações de Israel e os desafios do deserto foram provas que lhe constituíram o caráter humilde e dependente de Deus. Como porta-voz do Senhor, importava que buscasse viver de conformidade com o seu chamado. A sua intimidade com Deus, no entanto, não o autorizava a tomar para si, ou dividir com Deus, os méritos de obra alguma. O instrumento humano jamais poderá reclamar para si a glória que só pertence a Deus sem sofrer as consequências por isso.
Cansado de lidar com um povo deveras rebelde, ignorou a ordem do Senhor e, ao invés de falar à rocha, “feriu a rocha duas vezes com seu bordão” (v.11). A sua exaltação diante de Israel lhe custou a mesma condição de incredulidade do povo: “Visto que não crestes em Mim” (v.12), disse o Senhor a Moisés. Ele e Arão, que foi conivente com a ação do irmão, não entrariam na terra prometida. Quão decepcionado não deve ter ficado Moisés consigo mesmo! E qual não deve ter sido a sua decepção ao ver negado o seu pedido de passagem pacífica pelo reino de Edom. Desolado por sua atitude impensada, pela morte de Miriã e pela negativa de Edom, ainda teve de lidar com a morte de Arão e o luto de 30 dias de Israel.
Moisés fora um grande líder, mas também era um ser humano tendente a falhar como você e eu. A lição que deveria ter dado ao povo através do falar à rocha simbolizava o ministério de Cristo. Uma vez ferido, não havia necessidade de ser ferido segunda vez. Por Suas feridas recebemos o acesso ao Pai e o privilégio de apenas pedir: “Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede” (Jo.4:15). Quando agimos segundo os nossos próprios impulsos o prejuízo não recai apenas sobre nós, mas também interfere na vida de outros. As atitudes de um líder, porém, têm um impacto ainda maior.
É certo que vivemos em um mundo repleto de desafios e, especificamente em nossos dias, vivemos em um mundo onde a sobrevivência em si é um desafio. E nos entristecemos, nos magoamos, nos decepcionamos, e somos marcados por situações e pessoas que ameaçam a nossa fé e a nossa alegria de viver. É fácil julgar a atitude de Moisés. É fácil julgar a atitude dos nossos semelhantes. Difícil é admitir que somos tão pecadores e falhos quanto qualquer um deles. O Senhor não chamou um homem capaz de liderar as hostes de Israel, Ele chamou um homem tímido e pesado de língua, e o elevou à estatura de um líder ousado e fluente. Jesus não chamou os doutores da lei, mas pescadores, homens leigos, desprezados pela sociedade, e os elevou à estatura de discípulos Seus.
Como líder na educação dos seus filhos, você pode ter falhado muito como mãe. Como líder do lar, você pode ter errado muito como pai. Como líder da igreja de Deus, você pode ter decepcionado muito como pastor. Mas há um Deus que se importa com você, e que pode até te disciplinar aqui na Terra, mas sempre com o objetivo de levar você e sua casa para o Céu. Moisés pode ter perdido o direito de entrar na Canaã terrestre, mas recebeu a recompensa da ressurreição para desfrutar da Canaã celeste. E esta promessa foi estendida para mim e para você. Um dia estaremos em um lugar onde Deus nos “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4). Pela graça de Deus eu quero estar lá. E você?
Bom dia, alvos das misericórdias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números20 #RPSP
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“Um homem limpo ajuntará a cinza da novilha e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e será ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água purificadora; é oferta pelo pecado” (v.9).
Diferente dos demais rituais, o da água purificadora era derivado do sacrifício de um animal específico: “uma novilha vermelha” (v.2). Como todos os demais, incluía procedimentos específicos para serem realizados e tinha um objetivo específico: purificar. Em alguns casos, o homem tornava-se imundo e necessitava de uma cerimônia que pudesse purificá-lo. No primeiro capítulo das Escrituras, está escrito: “e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gn.1:2). E em seu último capítulo, Jesus nos oferece a água: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Ou seja, a água é símbolo da criação e também da redenção.
Em sua jornada pelo deserto, por duas vezes, Israel recebeu por fonte de água uma rocha. No livro do profeta Isaías encontramos a seguinte palavra do Senhor: “Há outro Deus além de Mim? Não, não há outra Rocha que Eu conheça” (Is.44:8). O salmista escreveu e o apóstolo Pedro ratificou: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (Sl.118:22; 1Pe.2:7). Cristo é a Fonte da água viva, o Doador da pureza, a Rocha da salvação. Na gênese da Terra, o Seu Espírito estava por sobre as águas (Gn.1:2); no início de Seu ministério terrestre, Ele foi batizado nas águas (Mt.3:16); certa feita, foi encontrar Seus discípulos andando por sobre as águas (Mt.14:25); foi com água que lavou os pés dos discípulos ensinando-lhes a preciosa lição da humildade (Jo.13:5); Seu último pedido à humanidade foi por água (Jo.19:28); Seu último chamado ao homem consiste em uma oferta de água (Ap.22:17).
Creio que o encontro de Jesus com a mulher samaritana seja o episódio mais conhecido e mais esclarecedor acerca do simbolismo da água. Considerada uma mulher imunda e desprezada por sua condição de vida, aquela mulher teve o sublime privilégio de experimentar a água purificadora direto da Fonte. Através daquele episódio, Cristo deixou claro que ninguém é tão imundo que não possa ser limpo. Pecado algum é tão grande que não possa ser perdoado. Hoje não há mais aquela cerimônia da água purificadora. Na verdade, há uma real oportunidade de cura e de restauração através de Cristo Jesus. Aquele ritual apontava para Cristo e Sua missão de resgate: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14).
A suprema Fonte deseja nos tornar Suas fontes intermediárias no mundo. Aquela mulher junto ao poço não só bebeu da rica Fonte, mas, compreendendo a mensagem, tornou-se uma fonte a jorrar para a vida eterna na vida de seus compatriotas, inclusive aqueles que dantes a perseguiam e rejeitavam. Assim como Cristo aproximou-se dela sem levar em conta os seus muitos pecados, imediatamente ela decidiu fazer o bem sem olhar a quem. A morte do Unigênito de Deus deu ao mundo o livre acesso à água purificadora. Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus necessitam ser lavados por Ele.
Instituído na nova aliança, o batismo por imersão representa a linda decisão do pecador em ter a sua vida renovada e o primeiro passo na direção do Reino dos Céus. Jesus mesmo afirmou: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo.3:5). O batismo não é segurança de salvação, mas é o meio que Deus usa para criar o primeiro vínculo do pecador com a pureza de Cristo. Não há poder algum na água, mas Naquele que se faz presente por sobre as águas. O Espírito Santo pairava por sobre as águas na criação, pairou sobre Jesus em Seu batismo e paira sobre as águas do batismo de cada pessoa que decide dar este passo de fé.
Se você ainda não se decidiu pelo batismo, continue estudando a Bíblia, ore ao Senhor e Ele certamente lhe guiará para a melhor decisão de sua vida. A água purificadora lhe espera. Se você tem a oportunidade de tomar uma decisão hoje, “não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Aceite o chamado de Deus: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At.2:38).
Bom dia, purificados pela Água da Vida!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números19 #RPSP
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“Disse também o Senhor a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (v.20).
Confirmado o sacerdócio de Arão e sua descendência, o Senhor cuidou de confirmar os seus direitos e deveres no santo ofício. Como representantes do povo diante de Deus, Arão e seus filhos carregavam sobre si o peso da responsabilidade quanto às suas iniquidades. Também necessitavam de mediação e deveriam ser exemplo perante Israel, através de uma vida de santa consagração e serviço. Seus “irmãos, os levitas” (v.6), também foram separados pelo Senhor para servirem na tenda da congregação segundo as orientações e limites estabelecidos por Ele.
A parte devida aos sacerdotes como uma espécie de salário por seu serviço consistia nas ofertas e nas “coisas consagradas dos filhos de Israel” (v.8). Tudo seria dado a eles, fora o que deveria ser consumido no fogo do altar. Também lhes cabia tomar para si “o melhor do azeite” (v.12), as primícias da terra e o valor dado pelo resgate dos primogênitos. Deus reservara para os sacerdotes praticamente tudo o que Israel levava ao santuário. Apesar de terem sido destituídos de possuir terras, o Senhor lhes proveu porção de valor inestimável, ao declarar: “Eu sou a tua porção e a tua herança” (v.20). Já os dízimos, ou seja, a décima parte das rendas do povo, eram revertidas aos levitas, que também não teriam parte na “herança no meio dos filhos de Israel” (v.23).
O santo ofício sacerdotal era uma figura do sacerdócio de Cristo, que levou sobre Si as nossas iniquidades e nos proveu um sacrifício aceitável a Deus para a nossa redenção. Os sacerdotes de Israel eram apenas uma representação do que Cristo fez e faz pela humanidade caída. Ele comprou para nós o direito de assistirmos diante de Deus sem precisarmos mais de mediadores humanos, pois que há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Em Seu ministério terrestre, Jesus cumpriu fielmente a obra que o Pai Lhe designara, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). E em Seu ministério celeste oficia hoje diante do Pai como o nosso Sumo Sacerdote, intercedendo em nosso favor até que sejam selados todos os servos de Deus (Ap.7:3).
Há uma exortação divina dada ao homem em cada porção das Escrituras de que a nossa única segurança está em seguir os passos de Jesus. Todo o serviço do santuário apontava para Cristo, Sua vida e obras. E Sua perfeita obediência adquiriu para nós o participarmos com Ele de Sua vitória. Incapazes de cumprir a Lei sem o dano de nossos pecados, somente por Cristo e Sua justiça perfeita podemos ser coparticipantes de Sua natureza. Se não fizermos de Cristo Jesus a nossa porção aqui, não teremos parte alguma na herança futura.
Como “sacerdócio real” de Deus dos últimos dias (1Pe.2:9), cumpre-nos viver aqui de modo digno ao nosso chamado; como quem não espera recompensas nesta Terra, mas o galardão eterno que Cristo nos comprou. Enquanto aqui estivermos, depositemos diante do altar do Senhor as primícias de tudo o que temos e somos, e que, pela fé, aceitemos o resgate que foi pago em nosso favor. Se Deus for a nossa porção, “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).
Seja Deus a tua porção e terás lugar na herança que Jesus nos garantiu.
Feliz semana, herdeiros da promessa!
Rosana Garcia Barros
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“O bordão do homem que Eu escolher, esse florescerá; assim, farei cessar de sobre Mim as murmurações que os filhos de Israel proferem contra vós” (v.5).
Além da liderança de Moisés, o sacerdócio de Arão também foi posto em dúvida pelos filhos de Israel. Cada tribo reivindicava como seu o direito da eleição divina. Fomentando inveja, discórdia e ruins suspeitas, alegavam não haver democracia. A notícia de que tal geração não entraria na terra prometida provocou-lhes grande tensão e anseio por um líder que os conduzisse para onde desejavam ir. A liderança de Moisés já havia sido confirmada. Precisavam também de uma prova inequívoca da vocação dada a Arão e sua linhagem como detentores do ofício sacerdotal.
Aos filhos de Israel foi dada a ordem de separar um bordão sobre o qual estaria o nome do cabeça de cada tribo, ao todo, “doze bordões” (v.2). Esses bordões seriam colocados no santuário, diante do Testemunho, ou seja, diante da arca da aliança. A vara de madeira sem vida do homem a quem Deus escolhera como líder de Seu tabernáculo floresceria, cessando então as murmurações quanto à liderança sacerdotal. Assim foi feito e “Moisés pôs estes bordões perante o Senhor, na tenda do Testemunho” (v.7). “No dia seguinte, Moisés entrou na tenda do Testemunho, e eis que o bordão de Arão, pela casa de Levi, brotara, e, tendo inchado os gomos, produzira flores, e dava amêndoas” (v.8).
A eleição divina não é regida pelos padrões humanos. Deus não escolhe por partidarismo ou grau de excelência. O Pai olha do Céu para aqueles cujos corações anseiam por uma experiência real com Ele. Aqueles pelos quais Cristo orou: “É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que são Teus” (Jo.17:9). Estes são “o bom perfume de Cristo” (2Co.2:15), produzindo muito fruto. Em sua vida e obras não procuram revelar justiça própria, mas, cheios do Espírito Santo, são verdadeiras testemunhas do poder transformador do evangelho.
Deus apela ao Seu povo, povo peculiar, separado para uma obra que excede em poder e luz a todas que já foram dadas ao homem realizar, que desperte para a solenidade do tempo que se chama hoje. Hoje, e não amanhã; hoje, e não em datas especiais ou imaginárias, somos chamados a perfumar o mundo com as boas-novas da salvação e recolher os frutos de nossa lida nesta terra. Muitos têm questionado: “acaso expiraremos todos?” (v.13). Cristo voltará em nossa geração, ou ainda haverá outra? Creio não ser esta a indagação correta a ser feita, e sim: Acaso estaremos prontos? Faremos o que estiver ao nosso alcance para que esta seja a última geração da Terra?
A atenção de Deus está voltada para todo aquele que O tem buscado com inteireza de coração. De todas as nações da Terra, Ele ouve corações a suplicar por auxílio e a quedar-se em humilhação e genuíno arrependimento. Há uma obra a ser realizada a título de urgência e poucos são os que estendem suas mãos em clamor por mais poder. A porção adicional de azeite aguarda somente o pedido daqueles que farão dela o combustível eficiente para o avanço da última grande obra. Não desanimemos, amados! Mas também não abandonemos a nossa torre de vigia. Vigiai e orai! Eis qual deve ser o nosso constante esforço. Olhemos para além do véu, de onde Cristo ministra a nosso favor. Avancemos confiantes de que Ele estará conosco “até à consumação do século” (Mt.28:20).
Perseveremos em pedir pelo Espírito Santo e Ele continuará convertendo os nossos caminhos em trajeto santo e agradável a Deus, cheio de flores e frutos para a Sua eterna glória.
Feliz sábado, bom perfume de Cristo!
Dez dias de oração, 10° dia: Oremos por nosso reavivamento pessoal e pelos nossos amigos especiais de oração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números17 #RPSP
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“E disse à congregação: Desviai-vos, peço-vos, das tendas destes homens perversos e não toqueis nada do que é seu, para que não sejais arrebatados em todos os seus pecados” (v.26).
A incredulidade de Israel frente ao relatório pessimista dos dez espias lhe causou a danosa consequência de uma quarentena no deserto. Inconformados com o resultado de sua rebelião, Corá, Datã e Abirão, com mais duzentos e cinquenta “varões de renome” (v.2) do povo, “se ajuntaram contra Moisés e contra Arão” (v.3). Não aceitavam sua condenação e lançaram sobre seus líderes o pesado fardo da culpa. Pensavam poder assumir a liderança e ainda julgavam ser isto a coisa certa a se fazer. Uma falsa segurança tomou conta de seus corações endurecidos e, por serem maioria e a nata da nação, consideraram aquele protesto como o primeiro passo de sua vitória.
Ao mandar chamar Datã e Abirão, Moisés recebeu uma resposta ousada e rebelde, a confirmação de que seriam sempre um estorvo à sua liderança. Pela primeira vez, a Escritura relata uma atitude inversa ao seu caráter manso: “Moisés irou-se muito” (v.15). O grande líder, porém, não ousou usar de sua ira para ferir seus inimigos, confiando mais uma vez na justiça divina. Ostentando espírito de liderança e exibindo sua predileção entre o povo, “Corá fez ajuntar contra eles [Moisés e Arão] todo o povo à porta da tenda da congregação” (v.19). Todos contra dois. Este foi o resultado da sedição causada pelos príncipes do povo.
Imaginem o que não sentiu Moisés ao contemplar todo o povo contra ele. O mesmo Moisés que deixou a sua pacata vida de pastor de ovelhas para liderar milhares e milhares de Israel pelo deserto; o mesmo que, diante da ira de Deus, ofereceu a sua salvação a fim de poupar a vida do povo. Novamente, Deus ameaçou destruir os filhos de Israel. Mas aqueles que tinham o espírito de verdadeiros líderes intercederam por seus patrícios. E diante da ordem do Senhor, os agitadores que dantes atraíram milhares para junto de si, viram todo o povo afastar-se deles como quem fugia de leprosos. Sua ambição, egoísmo e rebeldia contaminara suas famílias e os levara, a todos, à mesma condenação.
Da mesma sorte, “no dia seguinte”, um novo tumulto se instalou e “toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão” (v.41). A morte daquelas famílias foi colocada na conta deles: “Vós matastes o povo do Senhor” (v.41). Não bastasse a tragédia do dia anterior, Israel suscitou algo pior. Começara uma corrida contra o tempo a fim de cessar a praga do meio do arraial. Após correr “ao meio da congregação” e fazer expiação por ela (v.47), Arão se colocou “em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga” (v.48). A mortandade naquele dia foi de “catorze mil e setecentos” (v.49).
Foi por meio de uma rebelião que Lúcifer iniciou sua obra no Céu, enganando terça parte dos anjos, e será por meio de uma rebelião que cumprirá seu portento, “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Instalado o tumulto nas esferas moral e espiritual, Satanás tem instigado uma atitude de rebeldia, mesmo dentre o professo povo de Deus. Notem que a rebelião inicial de Corá, envolvia homens de influência, homens eleitos pela própria nação para serem seus cabeças. Entretanto, Deus desaprovou a conduta e as intenções de todos eles. Nenhum deles escapou do juízo divino.
A nossa confiança deve estar depositada em Deus e em Sua Palavra. Moisés e Arão eram depositários do claro e sonoro “Assim diz o Senhor”, e semelhante à sua experiência, os fiéis servos de Deus dos últimos dias têm sofrido a indiferença e perseguição daqueles que não têm o temor do Senhor. O apóstolo dos gentios já nos alertou quanto a isto: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). E quanto mais o tempo passa, mais difícil tem sido e mais evidente fica de que não precisamos ir tão longe para sofrer por causa da nossa fé.
A rebelião de Corá, Datã e Abirão permanece infiltrada na igreja como um veneno letal contra os que agem no mesmo espírito. Envenenam o corpo de Cristo, a si mesmos e suas famílias. À cada manifestação de desobediência obstinada, tomam uma leve dose do mal que os destruirá. Infiltrados entre o trigo, muitas vezes não podem ser discernidos, mas perto está o dia em que chegará “a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu” (Ap.14:15). E qual os duzentos e cinquenta príncipes de Israel, será a sorte de quem não se arrepender (v.35).
A maravilhosa graça de Cristo ainda está à nossa disposição. Ele tem intercedido por nós, junto ao Pai, constante e incansavelmente. A praga do pecado tem ceifado a vida de milhares todos os dias. Mas o grande Dia do Senhor se aproxima quando, finalmente, o nosso Intercessor irá declarar: “cessou a praga” (v.50). Não devemos perder tempo com discussões que não edificam, mas seguir o exemplo de Moisés e Arão, que intercediam pelo povo e confiavam no agir de Deus. Disto depende a nossa salvação, da nossa casa e de muitos que esperam ver Jesus em nós.
Bom dia, salvos pela maravilhosa graça de Jesus!
Dez dias de oração, 9° dia: Oremos em favor do(s) pastor(es) da igreja em que somos membros e por nossos amigos especiais de oração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números16 #RPSP
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“A mesma lei e o mesmo rito haverá para vós outros e para o estrangeiro que mora convosco” (v.16).
Em cada registro sobre as ofertas que deveriam ser dadas ao Senhor, há uma nova descoberta, uma nova percepção acerca dos propósitos divinos. Além de usar do método de repetição a fim de impactar a mente humana com as coisas sagradas, Deus também acrescenta novas informações que ampliam nossos horizontes para a compreensão de verdades e princípios eternos. Não era desejo do Senhor que Israel tomasse apenas para si o privilégio de tê-Lo como Deus, mas que fosse uma nação receptiva a todo o estrangeiro que quisesse conhecer e servir ao único Deus verdadeiro: “como vós, assim será o estrangeiro perante o Senhor” (v.15).
As mesmas leis, os mesmos ritos cerimoniais deveriam ser observados pelos naturais e estrangeiros. Todos eram iguais perante o Senhor. E se todos, por ignorância, errassem e não cumprissem “todos estes mandamentos” (v.22), tinham de assumir o erro levando uma oferta pelo pecado e “um novilho, para holocausto” (v.24). O sacerdote faria expiação por toda a congregação e seriam perdoados. O mesmo critério era usado de forma individual, tanto para o natural quanto para o estrangeiro. A pessoa, porém, que fizesse “alguma coisa atrevidamente”, (v.30), injuriando ao Senhor e desprezando a Sua Palavra, seria eliminada do meio do povo e levaria sobre si a sua iniquidade.
Antes mesmo de proferir os dez mandamentos no monte Sinai, o Senhor provou o Seu povo quanto à observância do sábado. O quarto mandamento já inicia declarando a sua pré-existência: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx.20:8). Ao recolherem o maná em dobro na sexta-feira, estavam lançando um firme alicerce espiritual de confiança na provisão de Deus. A morte do homem que colhera lenha no sábado não fora um ato sanguinário e cruel, não tinha o objetivo de vingança. Também não fora um pecado por ignorância, mas, atrevidamente, o homem desprezara a santidade daquele dia, assumindo as consequências de seu pecado: “porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23).
As borlas eram franjas na parte inferior das vestes e serviam como um símbolo, uma lembrança dos mandamentos do Senhor. Foi na borla da veste de Cristo que a mulher com o fluxo de sangue tocou e foi curada (Lc.8:44). Até mesmo na vestimenta, Israel deveria reproduzir a vontade de Deus. Ao contrário do que o mundo tem pregado, o Senhor nos diz: “não seguireis os desejos do vosso coração, nem dos vossos olhos, após os quais andais adulterando” (v.39). O mundo está sendo tomado por um cristianismo emocional sustentado pelo fundamento arenoso e instável da vontade humana. O princípio estabelecido por Deus em Sua Palavra de que todos devem participar da verdadeira adoração não inclui, em parte alguma, o desejo do coração humano. Aquele que detalhadamente definiu como deveria ser adorado pelo antigo Israel é O mesmo que concedeu à Sua igreja militante o conhecimento profético para os últimos dias.
Segundo Ellen White, o mesmo princípio é aplicado na igreja de Deus, hoje:
“A igreja é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade, por Ele dotada de poder para fazer uma obra especial; e se ela for leal ao Senhor, obediente a todos os Seus mandamentos, nela habitará a excelência da graça divina. Se for fiel a sua missão, se honrar ao Senhor Deus de Israel, não haverá poder capaz de a ela se opor” (Minha Consagração Hoje, p.249).
Para cada indivíduo há um chamado. Para cada embaixador de Deus na Terra há um ou mais dons a serem multiplicados. Mães, assumi vossa sagrada obra; vasculhai os Testemunhos como em busca de um tesouro perdido; praticai os ensinos ali contidos na certeza de que o Senhor lutará por vós e salvará os teus filhos (Is.49:25). Pais, há uma vasta coleção de conhecimento à vossa disposição; tendes uma grandiosa obra a executar como sacerdotes do lar; desviai-vos do exemplo de Eli (1Sm.2:29). Filhos, vosso dever constitui em honrar a Deus e a sua família; procurai dominar vossas paixões buscando ao Senhor como Daniel, que três vezes ao dia punha-se de joelhos em meio à ímpia Babilônia (Dn.6:10); procurai fugir das tentações à semelhança de José, que fugiu da oferta sensual da mulher de Potifar (Gn.39:12).
Depositemos, hoje, a nossa vida no altar do Senhor!
“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31).
Bom dia, santos do Altíssimo!
Dez dias de oração, 8° dia: Oremos em favor de pessoas que precisam voltar para Deus e para a igreja e por nossos amigos especiais de oração.
Rosana Garcia Barros
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