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“… Hirão era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze. Veio ter com o rei Salomão e fez toda a sua obra” (v.14).
Grandes e suntuosos edifícios foram construídos no reinado de Salomão. Seus palácios e a famosa arquitetura fenícia das edificações declaravam por si só a potência da nação no cenário mundial. Definitivamente, Salomão não poupou esforços e capital com a finalidade de construir um grande império. Mas também sabia que, quanto maior a nação, maiores as responsabilidades, e um lugar específico foi construído para julgar o povo.
Para fazer todas as peças de bronze polido, Salomão mandou chamar Hirão, filho de uma israelita da tribo de Naftali com um homem de Tiro. A Bíblia destaca três qualidades nesse artesão: “cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze” (v.14). Com certeza foi um homem usado por Deus para a realização de Sua obra. E para que o Senhor possa nos encher, como precisamos estar? Vazios, não é verdade? Precisamos nos esvaziar de nós mesmos, para que então Deus nos encha de Seu Espírito.
É impressionante a riqueza de detalhes dos objetos feitos por Hirão. Quando Deus concede um dom a quem humildemente aceita recebê-lo, isto resulta em “tesouros da Casa do Senhor” (v.51). Pois, a “manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1Co.12:7). O Espírito Santo não concede o dom que escolhemos, mas nos escolhe para o dom que dará resultados para a glória de Deus. Eis qual deve ser a nossa atitude constante diante dos dons que o Senhor nos concede: “Mas agora, ó Senhor, Tu és nosso Pai, nós somos o barro, e Tu, o nosso Oleiro; e todos nós, obra das Tuas mãos” (Is.64:8). Como barro nas mãos do Oleiro, nossa vida deve ser usada como uma “fábrica” de tesouros para o Senhor.
O templo levou sete anos para ficar pronto. Os palácios levaram treze anos para serem concluídos. Enquanto vivemos, este é o tempo que Deus tem para fazer a Sua obra em nós. Permitamos que o Oleiro nos molde e nos encha do Seu Espírito, assim seremos transformados em “pedras de valor” (v.10), lapidadas por dentro e por fora, preparadas para comparecer diante da Sala do Trono da Majestade dos Céus, tendo sido justificados mediante a fé em Cristo Jesus. Hoje, a nossa maior necessidade não é de belas construções. A nossa maior necessidade é de um despertar da verdadeira piedade e a maior necessidade do mundo é a de ser alcançado por este reavivamento. Comece esta obra a mostrar seus resultados na nossa vida e na nossa casa, e nem as maiores edificações do mundo poderão superar o brilho da igreja do Deus vivo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, pedras de valor!
Desafio da semana: Faça uma pesquisa sobre os maiores palácios e castelos do mundo. Então, leia Apocalipse 21:1 – 22:5, e perceba se ainda vale a pena sonhar com os tesouros desta Terra.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Reis7 #RPSP
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“E habitarei no meio dos filhos de Israel e não desampararei o Meu povo” (v.13).
O estabelecimento do templo possuía um significado muito além de um lugar de culto, mas era como um selo de pertencimento, uma pedra fundamental no meio do território que Israel já podia chamar de seu. Com toda a reverência que a Deus é devida, o santuário foi edificado “com pedras já preparadas” (v.7), de modo que não se ouvia ali ruído algum de instrumentos de ferro. E no silêncio da grande obra, “veio a palavra do Senhor a Salomão” (v.12), confirmando a aliança feita com Davi, desde que Salomão permanecesse fiel à Sua Palavra.
Aquele templo representava o desejo do Senhor em habitar no meio do Seu povo e de cuidar dele. Israel deveria contemplar não a beleza da casa de Deus, e sim a santidade do Senhor da casa. E em cada detalhe havia um importante ensinamento. Em cada compartimento e material escolhido, o povo deveria distinguir com clareza a forma didática divina de ensinar o plano da salvação. Tudo ali compreendia o fortalecimento e preparo da nação como representante de Deus na Terra a fim de que fosse uma luz aos gentios.
Sabemos que em muitos momentos a nação falhou. Seus reis e seus líderes espirituais eram os primeiros a dar as costas ao “Assim diz o Senhor”. A corrupção, idolatria e licenciosidade tornaram Israel em trevas morais e espirituais que sobrepujavam o paganismo das demais nações. Ao introduzir costumes pagãos que julgavam ser inocentes, acabavam por velar e ignorar os claros princípios do Céu, trocando o ouro pela escória. E foi assim que, após rejeitar Aquele que diziam aguardar, e assassinar o justo Estêvão, deixou de ser a nação eleita de Deus.
Como Elias, que restaurou o altar do Senhor; como João Batista, que preparou o caminho do Messias “no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17), como templos do Espírito Santo, precisamos ser revestidos “inteiramente” (v.22) com o ouro refinado de Cristo, estabelecidos sobre a Rocha, para que a nossa luz brilhe diante do mundo para a glória de Deus (Mt.5:16).
O Senhor deseja colocar sobre nós o Seu selo definitivo de pertencimento, “como pedras que vivem” (1Pe.2:5), repreendendo os instrumentos de ferro do maligno e confirmando conosco a Sua aliança eterna. É seu desejo que o Espírito Santo realize esta obra de edificação em sua vida? O Senhor espera por você.
Vigiemos e oremos!
Bom dia, pedras que vivem!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Reis6 #RPSP
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“Pelo que intento edificar uma casa ao nome do Senhor, meu Deus, como falou o Senhor a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, esse edificará uma casa ao meu nome” (v.5).
A parceria que havia entre Davi e o rei de Tiro foi firmada mediante um presente de Hirão, reconhecendo o reinado do novo ungido de Israel. Hirão enviou material e mão de obra, e construiu “uma casa a Davi” (2Sm.5:11). Mediante este gesto de cortesia, Davi entendeu como sendo a confirmação do Senhor sobre o seu reino e exaltação deste, por amor a Israel. Ouvindo que Salomão estava “em lugar de seu pai” (v.1), Hirão logo tratou de enviar mensageiros ao novo rei a fim de não perder a sua relação pacífica com Israel, pois “sempre fora amigo de Davi” (v.1).
Dando início aos preparativos para a construção do templo, os milhares de homens envolvidos nesta grande obra nos concede um vislumbre de sua dimensão. A “madeira e as pedras para se edificar a casa” (v.18) foram cuidadosamente preparadas e “os chefes-oficiais de Salomão” (v.16) cuidavam para que tudo fosse executado com esmero. O templo de Salomão certamente poderia ser considerado como uma das sete maravilhas do mundo antigo. Mas esta suntuosa edificação seria destruída por Nabucodonosor quando Babilônia invadisse Jerusalém.
Apesar de se ter empregado a melhor mão de obra e os mais caros materiais no primeiro templo, o Senhor mostraria ao povo que nada neste mundo pode superar a glória de Sua presença. Quando os judeus retornassem do exílio Babilônico encontrariam apenas as ruínas do templo de Salomão. Mas com relação ao segundo templo, foi-lhes profetizado: “A glória desta última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag.2:9). O Senhor não estava se referindo à arquitetura do lugar, mas Àquele que ali entraria. E nas palavras do justo e piedoso Simeão, ao tomar nos braços o menino Deus, a profecia de Ageu teve o seu cumprimento: “os meus olhos já viram a Tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória do Teu povo de Israel” (Lc.2:30-32).
Onde há verdadeiros adoradores reunidos, unânimes no propósito de dar glórias a Deus, Ele ali Se faz presente. Mas independente do lugar onde O adoramos, Ele deseja fazer de nossa vida a Sua habitação. Como está escrito: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito Santo habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1Co.3:16-17). Que mediante este sagrado privilégio, possamos dedicar tudo o que temos e o que somos no altar de Deus, pois estou plenamente certa “de que Aquele que começou boa obra em [nós] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, templos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Reis5 #RPSP
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“De todos os povos vinha gente a ouvir a sabedoria de Salomão, e também enviados de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria” (v.34).
O filho de Davi que aos olhos humanos seria o menos promissor, foi revelado por Deus como o mais sábio monarca de Israel. Salomão construiu um grande império, estabeleceu uma nação próspera e tornou-se o homem mais afamado da Terra. Mantinha um governo bem estabelecido e organizado, mediante a administração dividida em doze territórios subordinados a ele. Dentre os seus oficiais principais, o ministro “era amigo do rei” (v.5), e dois de seus doze intendentes eram seus genros.
O receio de Salomão diante da responsabilidade de liderar os filhos de Israel não era sem razão, visto que estes eram “numerosos como a areia que está ao pé do mar” (v.20). E para tão grande e sublime tarefa, o Senhor o capacitou na medida equivalente, pois lhe deu também “sabedoria, grandíssimo entendimento e larga inteligência como a areia que está na praia do mar” (v.29). Em matéria de aconselhamento, composição musical e conhecimento das espécies, certamente poderia ter sido o campeão de troféus do mundo antigo.
Em meio a tanta prosperidade, Judá e Israel “comiam, bebiam e se alegravam” (v.20), e “habitavam confiados” (v.25). Mas logo eles perceberiam que esta falsa tranquilidade lhes custaria um alto preço. Salomão submeteu o povo a pesados tributos e ao trabalho forçado na construção do templo e de seus palácios. Consequências que o Senhor já havia predito por intermédio do profeta Samuel, quando o povo lhe exigiu um rei: “vós lhe sereis por servos” (1Sm.8:17).
É de fundamental importância que a igreja de Deus seja organizada. O Senhor dividiu Israel em doze tribos. Salomão organizou o seu reino em doze repartições. Jesus convocou doze discípulos para auxiliá-Lo em Seu ministério. O povo de Deus precisa, hoje, de ministros que sejam amigos do Rei do Universo e líderes que amem a igreja do Senhor como a sua própria família; que não sejam conhecidos apenas por sua fama, mas por obras que testemunhem do propósito altruísta de seu chamado e de sua consagração a Deus.
Ao vislumbrar a cidade santa, João a descreveu como a cidade dos doze fundamentos, das doze portas e da “árvore da vida, que produz doze frutos” (Ap.22:2). Nem todos fomos chamados para assumir a posição de liderança na obra de Deus, mas todos fomos chamados, primeiramente, como discípulos de Jesus Cristo. Não é um nome de destaque nesta Terra que vai nos garantir entrada na cidade santa, mas um nome inscrito “no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21:27). Perseveremos, portanto, como discípulos de Cristo, vigiando e orando, “pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:8).
Feliz sábado, súditos do Rei dos reis!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Reis4 #RPSP
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“Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar o Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (v.9).
De todos os dons que o Senhor concede aos que O buscam, a sabedoria é a promotora da justiça. O discernimento entre o bem e o mal não exime o homem de pecar, nem tampouco o autoriza a contemplar o mal a fim de conhecê-lo. Mas quando este se mostra evidente, temos duas escolhas a fazer: rejeitá-lo ou aceitá-lo. Salomão iniciou o seu reinado casando-se com a filha de Faraó e “sacrificava ainda nos altos e queimava incenso” (v.3). Apesar de suas fraquezas, o seu maior desejo era o de edificar um reino justo no temor de Deus.
Vendo o amor que Salomão Lhe devotava, o Senhor apareceu a ele em sonho e disse-lhe: “Pede-Me o que queres que Eu te dê” (v.5). Que privilégio ter diante de si os céus abertos! Do pedido de Salomão dependia não somente o bem-estar dele mesmo, mas de todas as famílias da Terra. Ao pedir um coração compreensivo para julgar, o Senhor lhe concedeu um singular “coração sábio e inteligente” (v.12). Uma dádiva que nos alcança até hoje através dos livros de Provérbios, Cantares e Eclesiastes.
Competia a Salomão, porém, obedecer às leis de Deus a fim de gozar de longevidade. A sabedoria que lhe foi dada precisava manifestar-se em suas obras. Seu veredito acerca da disputa entre as duas meretrizes tornou-se afamado e sua sabedoria aclamada em todo o Israel. No entanto, seu poder de influência não poderia ser maior do que o seu desejo de honrar a Deus. Salomão podia até ser sábio, mas suas escolhas nem sempre manifestaram isso. Pois o benefício dos dons, depende do uso que fazemos deles.
Cientes desta verdade, temos nós buscado, diligentemente, pelo melhor aproveitamento dos dons espirituais? Diante da diversidade desses presentes do Céu, Paulo nos aconselha: “procurai, com zelo, os melhores dons” (1Co.12:31). Não se trata de ir em busca do que queremos para benefício próprio, mas do que Deus deseja para benefício do próximo. Salomão pediu sabedoria para julgar o povo com prudência. E quando agimos com genuíno altruísmo, o Senhor vai além do que a nossa imaginação possa desejar, e nos diz: “até o que Me não pediste Eu te dou” (v.13).
Amados, se andarmos nos caminhos do Senhor e guardarmos os Seus estatutos e os Seus mandamentos, como andou Jesus, Ele prolongará os nossos dias por toda a eternidade. Isto não é uma barganha. Isto é seguir as pegadas do Mestre até chegar onde Ele está e de onde nos diz: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12).
Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Reis3 #RPSP
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“Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus, para andares nos Seus caminhos, para guardares os Seus estatutos, e os Seus mandamentos, e os Seus juízos, e os Seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores” (v.3).
Durante um curto período de tempo, Salomão dividiu a monarquia com seu velho pai. A presença de Davi lhe dava segurança, mas ele sabia que logo seria privado de sua companhia. E seguro de que logo morreria, Davi cuidou de dar as últimas e mais preciosas instruções a seu filho. O maior legado que deixaria não seria o reino, as riquezas ou o poder, mas conselhos preciosos que fariam do reinado de Salomão o mais celebrado da Terra.
Israel carecia de um líder cuja hombridade fosse a sua maior qualidade. Um homem que por sua coragem e integridade, governasse a nação mediante um exemplo pessoal de confiança em Deus e obediência à Sua Palavra; que governasse “bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito” (1Tm.3:4). Pois, sendo assim, nunca lhe faltaria “sucessor ao trono de Israel” (v.4). Davi se empenhou para inculcar na mente de Salomão conselhos que o ajudassem a não cometer os mesmos erros que ele cometeu e a manter perto de si pessoas confiáveis.
Então, “Davi descansou com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi” (v.10). Além da morte de Davi, o capítulo de hoje nos apresenta mais três mortes. Após um pedido malicioso, Adonias foi morto a mando de Salomão. Ao pedir por mulher a concubina de seu pai, Adonias tentou assumir, de forma traiçoeira, a mesma postura de Absalão quando se deitou com as concubinas de Davi. Joabe, porém, havia se tornado um homem fingido a fim de não perder a sua posição, matando dois inocentes. E Simei, mesmo recebendo de Salomão um indulto, descumpriu o juramento feito e teve de pagar com a própria vida.
Desde a entrada do pecado no mundo, a morte tem sido a nossa maior inimiga. Ela não escolhe credo, etnia ou condição social. Todos vivemos já condenados a morrer. Como disse Davi: “Eu vou pelo caminho de todos os mortais” (v.2). E como escreveu o próprio Salomão: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito [fôlego de vida] volte a Deus, que o deu” (Ec.12:7). A palavra “espírito” aqui significa vento, sopro de vida. Ou seja, o verso se refere à composição original do homem ao ser criado: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida” (Gn.2:7).
Quando a Bíblia diz que “Davi descansou” (v.10), é porque a morte é comparada ao descanso, ao sono. Jesus mesmo declarou, referindo-Se à morte de Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu” (Jo.11:11). Ora, se Lázaro, que era um homem de Deus, estivesse no Céu, não faria sentido Jesus tirá-lo do Paraíso para trazê-lo de volta à Terra. A desobediência no Éden gerou uma separação entre Deus e o ser humano. A obediência de Jesus nos concedeu o penhor de que “seremos salvos pela Sua vida” (Rm.5:10). E se Ele nos deixou exemplo de como obedecer pela “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), é porque espera que sigamos os Seus passos.
Davi pode não ter deixado o melhor exemplo, mas a Raiz de Davi nos deixou o incontestável exemplo e a promessa de que “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor” (Ap.14:13). “Porquanto, o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). Para os fiéis servos do Senhor a morte continua sendo um inimigo, mas um inimigo que foi derrotado na cruz e na tumba vazia. Não sejamos, pois, amados, “ignorantes quanto aos que dormem… Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em Sua companhia, os que dormem” (1Ts.4:13-14). “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Reis2 #RPSP
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“Respondeu Salomão: Se for homem de bem, nem um de seus cabelos cairá em terra; porém, se se achar nele maldade, morrerá” (v.52).
Mesmo que “entrado em dias” (v.1), Davi teve de enfrentar não somente os reveses da idade, mas também de sua família. A jovem Abisague, apesar do status de concubina, foi escolhida para ser um tipo de cuidadora de Davi. Mas apesar da bela companhia, o velho rei teve de enfrentar a sua última dor: a traição de Adonias. Nascido depois de Absalão, “era ele de aparência mui formosa” (v.6) e Davi jamais o havia contrariado. Ou seja, era um filho mimado e acostumado a ter o que queria.
Diante deste quadro de negligência paterna, Adonias se fortaleceu em assumir o trono de Davi com o apoio do comandante do exército de Davi e do sacerdote. Mediante a exaltação própria e, independente da aprovação ou não de seu pai, decidiu: “Eu reinarei” (v.5). Alguns, porém, foram deixados fora de seus planos e de sua comemoração, dentre eles, seu irmão Salomão. Possivelmente Adonias já soubesse da promessa dada de que Salomão reinaria no lugar de Davi e o tenha visto crescer sob um olhar especial de seu pai.
O plano de Natã para assegurar o trono de Salomão envolveu a ajuda de Bate-Seba e revelou a prudência de quem possuía uma percepção maior das coisas. Ele percebeu que Davi precisava revelar ao povo o sucessor de seu trono antes que a morte o calasse, pois “era já o rei mui velho” (v.15). Como o planejado, o profeta conseguiu o seu intento, vendo montado na mula do rei a concretização da primeira geração do trono de Davi. Adonias ficou consternado e como uma criança amedrontada, agarrou-se “nas pontas do altar” (v.51) a clamar por misericórdia, tendo a sua vida poupada desde que vivesse como um homem de bem.
A velhice traz consigo uma fase que demanda repouso e tranquilidade. Não é sem razão que os asilos também são conhecidos como casas de repouso. Os muitos anos de vida, revelados nos cabelos brancos e nas marcas da idade, exprimem um ar de respeito e desperta nos mais jovens a curiosidade do passado. Certamente a jovem Abisague foi beneficiada com muitas histórias do velho Davi, mesmo diante de sua desfavorável condição.
Mas a terceira idade também pode chegar trazendo consigo as consequências dos erros passados e impedindo ao idoso de usufruir de sua velhice com tranquilidade. A má gestão do lar e da saúde, por exemplo, são os maiores causadores de uma velhice amarga e enferma. Davi teve de enfrentar situações conflitantes, mas a sua confiança em Deus o fortaleceu a fazer falar mais alto a sua autoridade como ungido do Senhor.
Enquanto há vida, nunca é tarde para se fazer o que é certo. Se hoje tivermos jovens e adultos despertando para a importância do bom governo do lar e do cuidado com a saúde, teremos uma futura geração de idosos gozando de uma qualidade de vida digna de imitação e de um futuro remanescente de homens e mulheres de bem, “apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). Quando houver este despertamento da verdadeira piedade, a terra será fortemente impactada e veremos com nossos próprios olhos o Reis dos reis e diremos: Viva o rei Jesus, nosso Senhor, para sempre!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, geração de verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Reis1 #RPSP
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“Sentiu Davi bater-lhe o coração, depois de haver recenseado o povo, e disse ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém, agora, ó Senhor, peço-Te que perdoes a iniquidade do Teu servo; porque procedi mui loucamente” (v.10).
O recenseamento ou contagem do povo era feito para fins de organização, geralmente contando apenas os homens de vinte anos para cima, “homens de guerra, que puxavam da espada” (v.9). Por vezes, o Senhor ordenou realizar o censo de Israel e deixou um estatuto específico quanto a isso: “Quando fizeres o recenseamento dos filhos de Israel, cada um deles dará ao Senhor o resgate de si próprio, quando os contares; para que não haja praga nenhuma, quando os arrolares” (Êx.30:12).
O que aconteceu, no entanto, partiu do orgulho de Davi em engrandecer o seu trono. “Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel” (1Cr.21:1). Joabe tentou advertir a Davi, mas tanto ele como os chefes do exército de Israel tiveram de cumprir a palavra do rei, ainda que contrariados. Ouvindo, porém, o número exato de seu exército, Davi caiu em si na loucura que havia cometido; loucura esta que custou a vida de setenta mil homens.
Diante das três opções dadas por Deus, Davi decidiu confiar no juízo que o Senhor escolhesse os infligir. E, segundo o que vimos em Êxodo 30:12, houve praga no meio do povo e a destruição só não foi pior devido à ordem que do Céu foi dada ao Anjo do Senhor: “Basta, retira a mão” (v.16). Estarrecido diante do terrível resultado de seu pecado, Davi protestou: “Eu é que pequei, eu é que procedi perversamente; porém estas ovelhas que fizeram? Seja, pois, a Tua mão contra mim e contra a casa de meu pai” (v.17).
Em sua angústia, Davi não se eximiu do mal que fez, mas evocou para si a ruína que caía sobre Israel. Infelizmente, as consequências sofridas não podiam retroceder, mas o Senhor lhe mostrou um lugar mais alto, de onde a mudança de seu coração poderia beneficiar o povo dali em diante. Na eira de Araúna, localizada no monte Moriá, de onde Abraão ouviu a voz de Deus quando estava prestes a ofertar seu próprio filho, Davi levantou um altar ao Senhor e ali ofereceu “holocaustos e ofertas pacíficas. Assim, o Senhor Se tornou favorável para com a terra, e a praga cessou de sobre Israel” (v.25).
Todo aquele que recebe a responsabilidade de liderar, não deve, em hipótese alguma, suscitar um espírito altivo e irredutível quanto às suas decisões. Se estas são tomadas com base em gostos pessoais, independente do bem-estar de seus liderados e bom andamento da obra, certamente causarão prejuízos difíceis de serem reparados. E mesmo que haja um momento posterior de arrependimento e confissão, grandes estragos já foram causados.
Assim como Davi se recusou a dar ouvidos ao conselho de Joabe, muitos líderes têm se recusado a descer do pedestal da hierarquia para ouvir a sabedoria dos humildes. Necessitamos de líderes espirituais que andem segundo a Palavra do Senhor e que, reconhecendo as suas fraquezas, restaurem o altar de Deus no meio de Seu povo; que se recusem a oferecer ao Senhor sacrifícios que não lhes custem nada e que, por sua renúncia e entrega movam o coração de Deus a Se tornar “favorável para com a terra” (v.25). Como líder no lar, na igreja, no trabalho, onde mora, “que o Senhor, teu Deus, te seja propício” (v.23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, líderes segundo o coração de Deus!
Desafio da semana: Os líderes também são pessoas como nós, “sujeitos aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17). Vamos fazer uma corrente de oração por nossos líderes espirituais e pela liderança de nosso país.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel24 #RPSP
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“O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a Sua palavra está na minha língua” (v.2).
As palavras que introduzem este capítulo descrevem a Davi de quatro formas:
- O filho de Jessé: Era assim que o pastorzinho de ovelhas era conhecido antes de receber o chamado de Deus;
- Homem que foi exaltado: O Senhor reconheceu naquele jovem garoto um coração humilde e contrito e o exaltou à condição de príncipe do Seu povo;
- Ungido do Deus de Jacó: Havia uma aliança estabelecida com os patriarcas. A unção e eleição de Davi o tornou sucessor desta aliança;
- Mavioso (amável, suave) salmista de Israel: O seu dom musical e literário compunha a veia dócil do bravo guerreiro. Seus salmos expressam entrega completa a Deus, amadurecimento espiritual e sinceridade em sua adoração.
Davi era um homem de sangue, tornando-se uma espécie de justiceiro. Era compassivo com os errantes, paciente com os irmãos e intolerante com os ímpios. Era um homem intenso e forte e, ao mesmo tempo, frágil. Se era para chorar, o fazia com todas as suas forças. Se era para se alegrar, alegrava-se com toda a intensidade. E em um bando de homens fracassados e endividados, enxergou um exército de valentes.
Os valentes de Davi se destacavam não somente por suas obras, mas principalmente pelo amor e zelo que dedicavam ao seu líder. Eram homens extraordinários em força, determinação e coragem. Qualquer desafio era-lhes um privilégio cumprir. Através deles, o Senhor efetuou grandes livramentos no meio de Israel e deixou lições de lealdade e altruísmo que só a cruz pode superar. Independente de uma classificação quanto à valentia, todos eles estavam dispostos a dar a vida em favor do rei, inclusive “Urias, heteu” (v.39), que teve a sua vida abreviada a mando daquele a quem servia.
Assim como a vida de Davi foi cheia de altos e baixos, estamos todos no mesmo barco. Os valentes de Davi atravessaram o exército inimigo para levar a água de um poço a Davi. Jesus foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8) para que possamos beber “de graça a água da vida” (Ap.22:17). Davi galgou fases em sua vida que o ensinaram a reconhecer a sua completa dependência de Deus. Os valentes de Davi conseguiam as vitórias porque o Senhor efetuava grande livramento. E através destes homens de Deus, o Senhor foi dando forma ao plano da salvação em Cristo Jesus, que estabeleceu com os fiéis de todos os tempos “uma aliança eterna” (v.5).
Ainda que Davi e sua casa não tenham alcançado o modelo ideal de uma família bem estruturada, ele confiava na promessa divina de que o cetro nunca sairia de sua casa. E o Senhor nos fez uma promessa: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo” (Jo.14:3). Creia nesta promessa “em tudo bem-definida e segura” (v.5). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis do tempo do fim!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel23 #RPSP
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“O caminho de Deus é perfeito, a palavra do Senhor é provada; Ele é escudo para todos os que nEle se refugiam” (v.31).
Gratidão é uma palavra simples de falar, mas difícil de executar. A nossa natureza humana egoísta muitas vezes nos priva de desfrutar das bênçãos da gratidão. Ser grato vai muito além de um muito obrigado. É um estilo de vida forjado nas experiências da vida. É tornar a vida uma canção que exalta Aquele que verdadeiramente é digno de todo o louvor e de toda a adoração. E pela graça e misericórdia do Senhor, a gratidão produz em nós benefícios em todas as esferas da vida, incluindo o fato de ser contagiante.
Davi celebrou a segurança, proteção e salvação no Senhor. Cercado por muitos inimigos e na constante iminência de morte, a angústia se apoderava de seu coração. Mas era exatamente ali, no momento de maior fraqueza, que o guerreiro de Israel encontrava a maior força. Ouvindo Deus o seu clamor, houve uma série de ações sobrenaturais tanto na natureza como nas batalhas contra os inimigos.
Davi tinha um coração humilde e sempre disposto a aceitar a vontade de Deus. Sua declaração pessoal acerca de sua fidelidade ao Senhor não são palavras presunçosas, mas palavras que revelam a sua total confiança em Deus e na justiça que Ele executa. Esta ousadia espiritual fazia de Davi um atalaia de boas-novas, uma testemunha do poder operante do Senhor na vida de Seus filhos. Tendo de enfrentar inimigos dentro e fora de casa, Davi aprendeu a depender de Deus em todas as circunstâncias.
“Persegui”, “derrotei”, “voltei”, “acabei”, “exterminei”, denotam Davi agindo. O poder de Deus aliado ao esforço humano compõem uma parceria imbatível. Deus não promete nos privar das batalhas, mas nos fortalecer para enfrentá-las. Jesus declarou: “Neste mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Ou seja, se Deus é o nosso rochedo, escudo e refúgio, se Ele faz os fundamentos da Terra tremerem e as águas mudarem o seu curso natural para ser favorável com os que O temem, isto significa que as nossas lutas têm data marcada para acabar e nós temos um “para sempre” (v.51) para viver.
Contudo, o mais especial e lindo disto tudo, é que a promessa dada aos fiéis servos do Senhor não se limita a eles mesmos, mas alcança a “sua posteridade” (v.51): “e faço misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam os Meus mandamentos” (Êx.20:6). Davi exaltou o Senhor e a infalibilidade de Sua Palavra. Este é o resultado salvífico de uma vida de ações de graças: conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor, cada dia mais, através das Escrituras. Uma escolha que redunda em bênçãos contagiantes.
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel22 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100