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“Assim fez Ezequias em todo o Judá; fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o Senhor, seu Deus” (v.20).
Celebrada a Páscoa e encerradas as atividades, todas as estátuas, postes-ídolos e altares pagãos que se achavam em Judá foram destruídos. Como um só homem, os israelitas que se humilharam e dispuseram o coração para buscar o Senhor eliminaram tudo aquilo que fazia de Judá um lugar de adoração dividida. Deitando abaixo os objetos de culto abominável, deram início a um tempo semelhante aos dias de Salomão (2Cr.30:26).
Restabelecido o verdadeiro culto a Deus, Ezequias precisava reaver o pleno e ordenado funcionamento da Casa do Senhor. Divididos por turnos, os sacerdotes e levitas retornariam às suas funções, recebendo o que lhes era devido, “como está escrito na Lei do Senhor” (v.3). Este encargo, no entanto, não se deu inicialmente pelas mãos do povo, mas do seu rei. Ezequias, “da sua própria fazenda” (v.3), destinava a sua devida contribuição para o serviço de Deus. Não exigiria do povo algo que ele mesmo não cumprisse com rigor e com tremor.
A resposta do povo revela a importância de uma liderança influente: “os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias do cereal, do vinho, do azeite, do mel e de todo produto do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância” (v.5). Sob a liderança de Ezequias, seu firme caráter e eloquente exemplo, “todos os que vieram de Israel, como também os estrangeiros” (2Cr.30:25), compreenderam um chamado além da coroa. Não questionaram sobre o destino das ofertas, mas “com fidelidade se houveram santamente com as coisas sagradas” (v.18).
Ao ver aqueles “montões e montões” (v.6) de ofertas, Ezequias e os príncipes de Judá “bendisseram ao Senhor e ao Seu povo de Israel” (v.8), porque houve liberalidade na fidelidade. Ainda que aqueles montões correspondessem a uma quantidade que sobrava, não era o volume que importava, mas a entrega voluntária de suas vidas a Deus. O egoísmo deu lugar ao altruísmo. A idolatria que os afligia deu lugar à adoração que os satisfazia.
Quando falamos de mordomia cristã ou de dízimos e ofertas, a última coisa que importa é o valor econômico. Ezequias não viu naquelas ofertas montões de riquezas perecíveis. Ele não disse: “Benditas sejam estas ofertas”, e sim, “Bendito seja Deus e o povo que Ele escolheu”. O que nos leva à seguinte reflexão: O que ofertamos a Deus, nossos talentos, nossos tesouros, nosso tempo e nosso templo (1Co.6:19-20), glorificam a Deus e revelam que pertencemos ao Seu povo eleito?
Naquele período memorável, Judá, e até mesmo o reino do Norte, foi privilegiado com um líder que “fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o Senhor, seu Deus” (v.20); um rei que os governou com o firme e infalível fundamento, “na lei e nos mandamentos, para buscar a seu Deus”, pois “de todo o coração o fez e prosperou” (v.21). Há um restante agora. Alguns que escolheram se humilhar diante de Deus e invocá-Lo com inteireza de coração. A estes foi dada a última e urgente missão de “dedicar-se à Lei do Senhor” (v.4) e dela falar de sua casa para o mundo.
Em um tempo sobremodo curto, precisamos nos dedicar a viver o evangelho eterno e, então, anunciá-lo com propriedade. O Senhor tem levantado Seus atalaias atuais que, com poder e discernimento têm apelado ao Israel de Deus que quebrem os ídolos do lar e busquem viver uma experiência pessoal com o alto. Músicas, filmes, entretenimentos em geral e até mesmo determinados alimentos ainda são considerados aceitáveis e, ignorando os testemunhos que nos foram escritos, muitos estão bloqueando suas mentes à atuação divina.
Oh, amados, o Senhor deseja abrir depósitos de montões de bênçãos em nossa vida! Aceitemos o Seu apelo por intermédio do apóstolo Paulo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:1-2). Vigiemos e oremos!
Bom dia, templos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Crônicas31 #RPSP
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“Filhos de Israel, voltai-vos ao Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, para que Ele se volte para o restante que escapou do poder dos reis da Assíria” (v.6).
A festa da Páscoa havia caído no esquecimento. Esta celebração era em memória da libertação do povo de Israel do jugo egípcio, quando cordeiros foram imolados e seu sangue marcou os umbrais das portas dos filhos de Israel, livrando os seus primogênitos da morte. Ezequias convocou não só o povo de Judá, mas enviou os correios com cartas para todo o Israel. Todas as tribos foram convidadas a celebrar a “Páscoa ao Senhor” (v.1). Aquelas cartas não continham apenas um convite para a Páscoa, mas um convite à vida eterna. As palavras do rei Ezequias não saíram dele mesmo, mas foram uma inspiração divina, uma declaração do amor de Deus a todo o Israel, o Seu primogênito (Êx.4:22).
Só que aconteceu algo impressionante: “Os correios foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom; porém riram-se e zombaram deles” (v.10). Que coisa mais triste! Se zombaram das palavras do mensageiro de Deus, então zombaram de Deus, e “de Deus não se zomba” (Gl.6:7). O apelo de Ezequias foi que o povo se voltasse para Deus, que não endurecesse o coração, para que o Senhor pudesse Se voltar para “o restante que escapou” (v.6). E foi para um restante mesmo. Pois apenas “alguns… se humilharam” (v.11). E “em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração” (v.12).
Um só coração, eis o que precisamos como povo de Deus. E isso faz muito sentido já que servimos a um único Deus. Precisamos voltar ao “Deus de Abraão, de Isaque e de Israel” (v.6), o Deus EU SOU (Êx.3:14), o Deus Verbo (Jo.1:1-3), o Deus que não muda (Ml.3:6; Tg.1:17), o Deus que foi até a cruz por nós (Fp.2:8). Ele é o mesmo Deus com a mesma mensagem: Eu amo vocês! (Jr.31:3) Que é isso que muitos têm feito, zombando dos mensageiros do Senhor? O fato de fazermos parte do Israel espiritual de Deus (Gl.6:16), não nos torna automaticamente salvos. Porque podemos estar em Israel, mas não sermos Israel. O convite de Deus é que façamos parte de “alguns” que “se humilharam” (v.11), para que Ele nos conceda “um só coração” (v.12): “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que Me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos” (Jr.32:39).
Quando o povo de Deus se dispõe a lançar fora os altares pagãos (v.14), é porque, antes, os lançaram fora de seus corações. Os sacerdotes e levitas “se envergonharam e se santificaram” (v.15), pois a Palavra de Deus é uma espada de dois gumes, ela discerne os propósitos do coração (Hb.4:12). Temos nós nos envergonhado quando confrontados pela Palavra? O pecado que em nós habita tem nos incomodado? Cuidado, amados! Quando agimos como o mundo, pensamos como o mundo, nos vestimos e comemos como o mundo e nada disso nos incomoda, estamos no terreno minado do inimigo. Enquanto não entendermos que precisamos temer a Deus todos os dias, também não compreenderemos que trata-se de uma necessidade urgente.
Mas ainda “havia muitos na congregação que não se tinham santificado” (v.17), “contudo, comeram a Páscoa… porém Ezequias orou por eles” (v.18). Eis o verdadeiro líder de Deus, que não julga, mas intercede! Temos nós intercedido por aqueles que percebemos estar longe dos propósitos divinos? Ou estamos perdendo o nosso tempo (e até a eternidade) “comentando” sobre a vida de nossos irmãos? Jesus repreendeu os escribas e fariseus por ocuparem a cadeira de “Moisés, o homem de Deus” (v.16) e não viverem como ele viveu. E deu uma séria advertência aos Seus discípulos e às multidões que O ouviam: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3). Penso que não preciso comentar mais nada sobre isso, Cristo foi suficientemente claro.
Permitam-me parafrasear a compassiva e sincera oração de Ezequias:
— Meu Deus, Tu que és bondoso e misericordioso, perdoe estes Teus filhinhos, porque apesar de ainda não estarem agindo em total acordo com a Tua Palavra, eles estão abrindo o coração para buscar ao Senhor.
E qual foi a resposta divina? De rejeição? Não, amados! De amor! “Ouviu o Senhor a Ezequias e sarou a alma do povo” (v.20). Percebem a semelhança deste episódio com o episódio em que uma mulher adúltera foi lançada aos pés de Jesus? Os seus irmãos na fé estavam prestes a apedrejá-la, quando o mesmo Deus que ouviu Ezequias e sarou a alma do povo, disse a mulher: — Eu não te condeno, mulher. Vai e não peques mais (Jo.8:11). Onde há perdão, há salvação. E onde há salvação, há “grande júbilo” (v.21), e “de dia em dia” há gratidão e louvor em “honra ao Senhor” que sara e que salva!
Quando há esta unanimidade entre o povo de Deus, Ele suscita “grande alegria” (v.26), e a voz do povo é ouvida e a sua oração chega “até a santa habitação de Deus, até aos céus” (v.27). Precisamos urgentemente dispor “o coração para buscar o Senhor Deus” (v.19), então a santificação virá, dia após dia, nos moldando e nos purificando de todo pecado. Você compreendeu tudo isto? Então, agora, é a hora de você “com grande júbilo” (v.21) se alegrar e louvar ao Deus da tua salvação! Ele quer te sarar! Ele quer te salvar! Ele quer te amar para sempre! Porque Ele não muda, nem tampouco o Seu amor! Assim como “imolaram o cordeiro da Páscoa” (v.15), o Cordeiro de Deus foi imolado por você e por mim! Quem compreende e aceita esse amor incondicional, o tornará conhecido em toda a parte. “Não endureçais, agora, a vossa cerviz… confiai-vos ao Senhor, e vinde ao Seu santuário que Ele santificou para sempre, e servi ao Senhor, vosso Deus” (v.8). Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados e salvos pelo Cordeiro de Deus!
Junte-se a nós neste movimento de oração. Seja um intercessor diário. Quando for tentado a julgar, ponha-se de joelhos a orar. #euoroporvocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Crônicas30 #RPSP
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“Ezequias e todo o povo se alegraram por causa daquilo que Deus fizera para o povo, porque, subitamente, se fez esta obra” (v.36).
Após um período sofrido de uma ímpia dinastia, subiu ao trono de Judá um rei que governou a nação “segundo tudo quanto fizera Davi” (v.2). Apesar da pouca idade, Ezequias revelou a maturidade espiritual necessária para dar início ao reavivamento e reforma “de todo o Israel” (v.24). Havia, porém, a necessidade primária de realizar esta obra entre os sacerdotes e os levitas. Como líderes espirituais da nação, precisavam assumir a sua própria culpa e negligência, e prontamente buscar santificar-se para reassumir seu sagrado ofício.
Ao abrir “as portas da Casa do Senhor” e repará-las (v.3), Ezequias demonstrou o seu fiel compromisso com as Escrituras. Não ousou fazer o que não lhe era lícito, mas procurou reunir aqueles que o Senhor havia separado para O servir no templo. Mas ainda que estes não correspondessem ao chamado divino, Ezequias estava “resolvido a fazer aliança com o Senhor, Deus de Israel” (v.10). Sua decisão não estava condicionada à decisão dos líderes. Sua firme decisão foi um poderoso testemunho que motivou os levitas e sacerdotes a agir conforme o seu mandado.
Então, os levitas reuniram “a seus irmãos, santificaram-se e vieram segundo a ordem do rei pelas palavras do Senhor, para purificarem a Casa do Senhor” (v.15). Primeiro houve um preparo pessoal, ou seja, reavivamento, para depois haver uma reforma. Antes da limpeza do templo físico deve haver uma purificação do templo do coração. E, seguindo essa sequência, “tiraram para fora… toda imundícia que acharam no templo do Senhor” (v.16). Só então foi restabelecido o verdadeiro culto a Deus.
Ao som das trombetas e “dos instrumentos de Davi” (27), “o rei e todos os que se achavam com ele prostraram-se e adoraram” (v.29). “Eles o fizeram com alegria, e se inclinaram, e adoraram” (v.30). Além dos levitas e sacerdotes, todo o povo foi convocado para consagrar-se a Deus, “e todos os que estavam de coração disposto trouxeram holocaustos” (v.31). “Assim se estabeleceu o ministério da Casa do Senhor” (v.35).
As mudanças promovidas por Ezequias estão carregadas de útil ensino que não caduca e nem deve ser ignorado. Há uma urgente necessidade de líderes espirituais que sejam “retos de coração, para se santificarem” (v.34). Homens que não negligenciem a sua eleição divina de estarem perante Deus para O servir, para serem Seus ministros (v.11); que antes de buscar lançar fora as imundícias da Casa do Senhor, busquem a santificação da própria vida; de modo que, mediante um viver eloquente, com propriedade possam dizer: “Já purificamos toda a Casa do Senhor” (v.18).
Assim como havia ordem e decência no serviço do santuário terrestre, com leis referentes às cerimônias, ao vestuário dos levitas, à música, Deus nos chama a vivermos à altura de nossa vocação. Contudo, antes importa que nosso coração esteja disposto a servi-Lo com retidão e alegria. Como os discípulos, precisamos ir até Jesus com humildade e pedir: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc.11:1). Foi após um fervoroso e perseverante período de oração que o Espírito Santo desceu sobre eles. E será assim que o remanescente do Senhor encontrará forças para enfrentar o último e bom combate.
Diante de um tempo de apostasia e predominante letargia, “não sejais negligentes” (v.11), mas que a nossa vida esteja constantemente “diante do altar do Senhor” (v.19), e Ele “subitamente” (v.36) fará a Sua perfeita obra em nós. Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados pela Palavra!
Desafio da semana: Faltam poucos dias para iniciarmos o estudo do livro de Esdras. Convide pelo menos uma pessoa para estudar a Bíblia conosco e ore por ela.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Crônicas29 #RPSP
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“No tempo da sua angústia, cometeu ainda maiores transgressões contra o Senhor; ele mesmo, o rei Acaz” (v.22).
O capítulo de hoje me fez lembrar de duas brincadeiras de infância: a gangorra e “O seu rei mandou dizer”. Na primeira, o brinquedo promove a divertida sensação de subir e descer rapidamente. Porém, aplicando este movimento na vida real, a sensação e os resultados não são nada divertidos. A sucessão dos reis de Judá se deu mediante efeito gangorra. Entre altos e baixos, o povo experimentava a bênção e a maldição em intervalos intercalados de anos ou até mesmo de décadas.
Na segunda brincadeira, havia um “rei” que liderava os demais, e todos deviam fazer exatamente o que ele pedia. A nação que mais havia testemunhado os milagres e os livramentos divinos, era a que mais rejeitava a voz do “Senhor, seu Deus” (v.5). Trocaram a liderança divina por seus falíveis líderes terrenos. O reinado de Acaz pode facilmente servir como modelo de governo maldito. E foi por seguir os passos deste rei ímpio que Judá caiu “em dissolução” (v.19), retornando à condição de escravidão.
Humilhados, nus, machucados e famintos, os filhos da desobediência foram vistos pelos olhos da misericórdia. Por intermédio de Seu profeta, Deus falou ao coração dos filhos de Israel, que “levaram presos de Judá, seu povo irmão, duzentos mil” (v.8). Temendo “o brasume da ira do Senhor” (v.13), “alguns homens dentre os cabeças dos filhos de Efraim” (v.12) falaram a favor dos cativos, que após serem vestidos, calçados, alimentados e ungidos, foram mandados de volta “a seus irmãos” (v.15).
Ao invés de reconhecer a intervenção de Deus e Sua terna misericórdia, o rei Acaz foi “pedir aos reis da Assíria que o ajudassem” (v.16) e, “de todo, se entregou à transgressão contra o Senhor” (v.19). Mas um dos reis da Assíria “mandou dizer” que Acaz fez uma péssima escolha, pois ele “o pôs em aperto, em vez se fortalecê-lo” (v.20). E mesmo entregando nas mãos do inimigo os mais valiosos tesouros, “isso não o ajudou” (v.21). Em lhe sobrevindo grande angústia, “cometeu ainda maiores transgressões contra o Senhor”, selando seu destino eterno, “ele mesmo, o rei Acaz” (v.22).
Sabem, amados, quando estudamos a Bíblia sem aplicá-la à nossa vida corremos o risco de perder de vista o seu propósito original: “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16). Em cada sentença da Bíblia há utilidade, há ensino, há correção, há educação, há vida. Seja por testemunhos inspiradores, seja por exemplos de apostasia, todo crente, que busca ao Senhor de todo o coração, é santificado pelo “está escrito”.
Toda liderança exerce poderosa influência, mas isso não significa que os liderados tenham que submeter-se em tudo. Como os fiéis apóstolos da igreja primitiva, diante da corrupção humana seja esta a nossa resoluta decisão: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29). Perto como estamos do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), que na angústia não façamos como Acaz, mas como o salmista: “Na minha angústia, clamo ao Senhor, e Ele me ouve” (Sl.120:1). O Reis dos reis lhes “mandou dizer”: “Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus… Ele vem e vos salvará” (Is.35:4). Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Crônicas28 #RPSP
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“Assim, Jotão se foi tornando mais poderoso, porque dirigia os seus caminhos segundo a vontade do Senhor, seu Deus” (v.6).
Jotão foi um rei que a Bíblia não revela muita coisa a seu respeito. Tanto no relato de Crônicas, quanto no livro de 2Reis, capítulo 15, poucos são os versos que contam a história de Jotão. Foram dezesseis anos de reinado resumidos em exatos dezesseis versículos bíblicos. Podem ter a certeza de uma coisa, tudo o que precisávamos saber sobre esse rei, Deus nos deixou escrito. E o versículo seis nos oferece um resumo da vida dele: um excelente “motorista”. Leia novamente o versículo seis e confira a minha afirmação: “Assim, Jotão se foi tornando mais poderoso, porque dirigia os seus caminhos segundo a vontade do Senhor, seu Deus”.
Nas estradas da vida, Jotão era plenamente habilitado para trafegar com segurança, porque o seu condutor era o Senhor. E a sua escolha foi o que o tornou “mais poderoso”. Porém, uma coisa faltou a Jotão: conduzir o povo para esta mesma via segura. Pois “o povo continuava na prática do mal” (v.2). Ele teve a oportunidade, desperdiçada por seu pai, de reaproximar o povo de Deus. Mas a sua história se resumiu a “guerras e empreendimentos” (v.7). Não temos como saber se ele realmente foi negligente ou não. Não temos como afirmar que ele foi omisso diante da idolatria de Judá, mas foi em seus dias que o Senhor enviou contra Judá reis que lhe fizessem guerra, com o fim de corrigir o povo e de reconduzi-lo ao caminho certo.
Jotão não teve a ousadia de Josafá, no entanto, sua vida lhe rendeu uma biografia privilegiada em comparação com os tantos reis perversos de Israel e de Judá. Nós estamos inseridos em um conflito cada vez mais intenso. A prática do mal pode ser vista a todo instante, e, muitas vezes, até nos atinge sem que tenhamos contribuído para isso. E prosseguimos no “trânsito” deste mundo sem saber se seremos mais uma vítima de “motoristas” embriagados com o êxtase do pecado. Porém, uma coisa é certa, se escolhermos fazer como fez Jotão, a nossa jornada aqui pode até ser interrompida, mas descansaremos para sermos despertados para a jornada eterna: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16).
Lembram? “Tomai posição” (2Cr.20:17), com joelhos no chão e Jesus no coração. Então, Ele cuidará de ser o nosso “GPS”, conduzindo a nossa vida segundo a Sua vontade. Ore, persevere e sua biografia será eterna. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, conduzidos por Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Crônicas27 #RPSP
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“Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso” (v.16).
Uzias tinha tudo para ter sido “reto perante o Senhor” (v.4) como Davi e não como seu pai, circunstancialmente. Iniciou o seu reinado quando era apenas um adolescente. A adolescência é uma fase um tanto complicada. O adolescente não é mais criança, mas também ainda não é adulto. Há uma mudança muito grande acontecendo no corpo e na mente, e nessa complicada transição de fases as tendências começam a se manifestar definindo gostos, preferências e critérios com relação às escolhas que, erradas ou não, terão uma forte influência sobre o resto da vida. E foi nessa fase que Uzias começou a reinar sob a orientação do profeta Zacarias (v.5). Ou seja, tudo lhe era favorável para que ele continuasse sendo fiel a Deus, não fosse a sua equivocada interpretação acerca de sua vida abençoada.
Porque “nos dias em que buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar” (v.5). A Bíblia não diz que Uzias adorou outros deuses; não diz que ele foi para guerra sem buscar a Deus; não diz que ele fez o que era mau perante Deus. Não, amados. A Bíblia diz que “exaltou-se o seu coração” e “cometeu transgressões contra o Senhor” (v.16). E o que foi que ele fez, afinal? Foi queimar incenso no altar de incenso na Casa de Deus. Como diz uma amiga querida: Para tudo!” Quer dizer que Uzias se exaltou, transgrediu e foi acometido de lepra porque foi queimar incenso diante de Deus? Isso mesmo.
Mas sabem porque sua atitude foi condenada pelo Senhor? Porque ele fez o que não lhe competia fazer. Porque deu uma de sacerdote, quando não o era. Porque por mais que estivesse fazendo algo que era para o Senhor, o Senhor já havia prescrito que somente os sacerdotes poderiam ministrar os serviços do templo. Portanto, toda a fama e toda a prosperidade de Uzias não o autorizava a passar por cima da Palavra de Deus. Deus não honra aqueles que carregam no coração a exaltação própria. Para estes, o Senhor diz: “Quando vindes para comparecer perante Mim, quem vos requereu o só pisardes nos Meus átrios?” (Is.1:12).
“Uzias se indignou” (v.19) com a intervenção dos sacerdotes, provavelmente porque pensou: “Mas quem vocês pensam que são para falar assim com o rei? Eu vou queimar o incenso, pois sou tão digno quanto vocês!” Uzias estava desacatando as palavras de “oitenta sacerdotes do Senhor, homens da maior firmeza” (v.17). Homens que cumpriram com fidelidade e ousadia o princípio que deve reger a vida de todo cristão: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29).
Hoje, meus irmãos, o mundo não precisa de homens famosos (v.15). O mundo precisa de homens de Deus “da maior firmeza” (v.17)! A “fama” que devemos almejar deve ser a de Cristo, que ensinava, pregava e curava as pessoas e a Sua fama corria (Mt.4:23-24); o Homem da maior fama e ao mesmo tempo da maior firmeza que já pisou nesta Terra! O desejo do Senhor é o de nos abençoar em todas as nossas atividades. Mas, se no final, não reconhecermos que tudo vem dEle, não adianta ser “em extremo forte” (v.8), nem ser “amigo da agricultura” (v.10), nem ser famoso (v.15). Se esquecermos do que Uzias esqueceu, que “Deus o fez prosperar” (v.5), e que “Deus o ajudou” (v.7), seremos excluídos “da Casa do Senhor” (v.21) eternamente, e o nosso coração corrompido nos será como uma lepra até à morte.
Uzias foi desrespeitoso com os sacerdotes, e foi neste exato momento que “a lepra lhe saiu na testa” (v.19). De uma fama de extremamente forte (v.8), Uzias terminou os seus dias com a triste conclusão: “Ele é leproso” (v.23). Que mudança drástica! E tudo por causa do seu desvio de rota. Deixou de olhar o Senhor da glória para olhar para as glórias que o Senhor lhe deu. Filhinho(a) do Papai do Céu, se Ele tem lhe fortificado; se Ele tem fortalecido a tua família; se Ele tem abençoado os teus negócios, que a tua vida seja sempre um testemunho, não de exaltação própria, mas de que você “foi maravilhosamente ajudado(a)” (v.15) pelo Deus Altíssimo. Que o Espírito Santo nos torne homens e mulheres “da maior firmeza” (v.17), atalaias do “assim diz o Senhor”. Hoje é o dia de buscar ao Senhor e de clamar que Ele nos ajude, não a alcançar coisas corruptíveis, mas a firmeza espiritual que nos guiará para Casa. Clame ao Senhor neste momento! Eis o incenso que O agrada: as orações dos Seus santos (Ap.8:3). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Crônicas26 #RPSP
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“Fez ele o que era reto perante o Senhor; não, porém, com inteireza de coração” (v.2).
Fidelidade circunstancial, como o próprio nome já diz, é aquela baseada em circunstâncias. Diante da batalha contra os edomitas, Amazias ajuntou todo o seu exército, mas também recrutou mais “cem mil homens valentes” de Israel pelo preço de “cem talentos de prata” (v.6). Aqueles homens seriam uma forte garantia de sucesso na guerra. Mas quem disse que quantidade é sinônimo de vitória? Amazias logo tomou conhecimento disso, quando o Senhor lhe falou através do homem de Deus. Ao invés de bênção, o exército de Efraim lhe seria uma maldição. O recado de Deus foi claro: “Vai só, age e sê forte” (v.8).
Contudo, Amazias já havia preparado tudo. Sua estratégia de guerra estava arquitetada. Ele já havia pago pelo reforço. E o prejuízo que teria? Prestem bastante atenção nas palavras do homem de Deus, meus amados: “Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor” (v.9). Um teste de fidelidade estava diante de Amazias. Era como se o profeta estivesse lhe dizendo: “Não troque a bênção de Deus por míseros cem talentos de prata!” E para nós, fica a lição: “Não troque a bênção de Deus por planos que não estão de acordo com a vontade dEle, ainda que tenhas investido toda a tua vida nisso!” O Senhor está disposto a te dar muito mais do que você possa imaginar. Pois os planos de Deus sempre são maiores e melhores do que os nossos! E ser fiel a Deus independente das circunstâncias sempre termina em ânimo e em vitória.
Os efraimitas poderiam ter voltado para casa satisfeitos, pois foram recompensados sem nem mesmo precisar lutar. Mas o que ia no coração daqueles homens era tão perverso que “voltaram para casa ardendo em ira” (v.10). Eles queriam derramar sangue, e descontaram sua frustração em algumas cidades de Judá. Tudo isso porque Amazias não consultou ao Senhor antes de tomar a decisão de convocá-los para a guerra.
Deus estava disposto a dar muito mais do que ele pudesse imaginar. Amazias, porém, não possuía “inteireza de coração” (v.2) para com o Senhor e isso lhe custou a vida. Fazia as coisas sem levar em consideração a vontade de Deus; não hesitava em se prostrar diante dos ídolos pagãos; não deu ouvidos à disciplina do Senhor; e agia por vingança. Amazias foi fiel circunstancialmente. Ele fez o que era reto perante Deus até que o seu reino fosse “confirmado” (v.3) e obedeceu à palavra do homem de Deus para sair vitorioso na guerra (v.11). São atitudes que devem nos levar a uma séria reflexão pessoal: Temos sido fiéis porque amamos ao Senhor, ou porque queremos apenas receber as bênçãos? A nossa fidelidade depende das circunstâncias, ou somos fiéis com inteireza de coração?
Quantas vezes nós fazemos planos sem pedir a orientação de Deus, e decidimos rascunhar a nossa própria vida. Então o Senhor nos envia homens ou mulheres de Deus para nos orientar através de Sua Palavra, e, como Amazias, dizemos: “Para com isso” (v.16). Ignoramos conselhos que poderiam ter nos dado muito mais do que as migalhas que corremos atrás. E até ficamos chateados com aqueles que nos repreendem. Nada, amados, nada neste mundo pode ser melhor do que o que Deus tem preparado para mim e para você.
O rei de Judá fechou os ouvidos, e isso para a sua própria destruição. A fidelidade que o Senhor nos pede é aquela que não se intimida nem diante da morte: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10). Não confiemos, como Amazias, em glórias terrenas. Mas que sejamos fiéis filhos de Deus que fazem a Sua vontade ainda que Ele nos diga: “Vai só” (v.8). Que nossos ouvidos estejam sempre atentos para ouvir a voz do Espírito Santo e obedecê-la. Não troque o “muito mais” (v.9) do Senhor pelos cavalos fúnebres (v.28) deste mundo. Sei que o caminho é estreito e difícil, mas se confiarmos nossa vida nas mãos do nosso maravilhoso Deus, Ele tem o poder de nos reerguer e de transformar maldição em bênção. Ore neste momento, e clame pela orientação divina! Há um Deus no Céu disposto a te ouvir. Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis filhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Crônicas25 #RPSP
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“Assim, o rei Joás não se lembrou da beneficência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fizera, porém matou-lhe o filho; este, ao expirar, disse: O Senhor o verá e o retribuirá” (v.22).
O rei Joás fez “o que era reto perante o Senhor todos os dias do sacerdote Joiada” (v.2). Esse relato seria maravilhoso não fosse a sua conclusão. Joiada havia sido a figura paterna que Joás conheceu, seu professor e principal conselheiro. Sob os conselhos de Joiada, Joás agia com retidão e possuía propósitos nobres, como a reforma da Casa do Senhor. Aparentemente, Joás até se mostrou mais sensível à causa de Deus do que o próprio Joiada. Enquanto o rei tinha pressa em reformar o templo, pareceu que o sacerdote não foi tão diligente nesta causa. Mas a estratégia de Joás fez com que em pouco tempo houvesse recursos suficientes para reparar a Casa do Senhor e consolidá-la.
Além disso, “continuamente ofereceram holocaustos na Casa do Senhor, todos os dias de Joiada” (v.14). Não era apenas Joás que mantinha o perfil de um verdadeiro adorador, o povo também parecia estar na mesma sintonia. Entretanto, com a morte de Joiada, a máscara da santidade caiu. Joiada foi um homem tão considerado pelo povo que foi sepultado “com os reis; porque tinha feito bem em Israel e para com Deus e a sua casa” (v.16). Mas que decepção seria a de Joiada se pudesse ver o que se tornou aquele que protegeu com risco da própria vida e que criou como um filho. Foi só Joiada morrer para Joás sepultar junto com ele todos os sábios ensinamentos que recebeu.
Além de uma vida recebendo os cuidados de um homem de Deus, Joás e o povo ainda receberam da parte do Senhor “profetas para os reconduzir a Si” (v.19). Mas todas estas oportunidades foram lançadas por terra quando Joás tirou a vida do filho daquele que tanto o amou. A desgraça não caiu sobre Zacarias, pois o Seu galardão está guardado. A desgraça caiu sobre Joás, assinando a sua própria sentença de morte, como observamos nas últimas palavras de Zacarias: “O Senhor o verá e o retribuirá” (v.22). E assim se fez, conforme a Palavra do Senhor por intermédio de Seu profeta.
Meus amados, precisamos fazer um constante exame de nosso coração, como advertiu Paulo: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2Co.13:5). Estamos sendo fiéis a Deus porque o nosso líder espiritual está vendo? Somos fiéis porque o cargo que ocupamos na igreja assim o exige? Se assim o fazemos, sinto muito, mas a nossa vida cristã é uma mentira; uma linda fachada com um interior em ruínas. A reforma que Joás tão diligentemente empregou no templo deveria ter sido feita acompanhada de um reavivamento espiritual. Era importante reformar a Casa do Senhor, porém, antes importava que conhecessem ao Senhor da Casa.
Enquanto “a reparação tinha bom êxito com eles” (v.13), na restauração da Casa de Deus, a reparação de seus corações era deixada de lado. Enquanto a fidelidade de Joiada o fez ser sepultado como um rei, a maldade de Joás o fez ser sepultado como um homem comum. A mudança de rota de Joás nos deixa uma tremenda advertência. E sobre isso Ellen White escreveu: “Não temos exteriormente inimigos que precisemos temer. Nosso grande conflito é contra o eu não consagrado” (RH, 5/3/1908). Eis a nossa maior luta!
A restauração que tanto necessitamos deve ser feita de dentro para fora. Não adianta aparência de santidade, quando a santidade não é vivida. Precisamos desesperadamente de conversão e perseverança, só então a reparação exterior acontecerá naturalmente. Quando o Senhor olhar para nós, que Ele veja o manto de justiça de Cristo a nos cobrir e nos retribua segundo os méritos dEle. Que o seu cristianismo não se limite à presença de pessoas, mas que à cada dia a sua comunhão com Deus repare a sua vida, “apressai-vos nisto” (v.5)! Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos em construção!
Rosana Garcia Barros
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“Joiada fez aliança entre si mesmo, o povo e o rei, para serem eles o povo do Senhor” (v.16).
O capítulo de hoje inicia dizendo que “Joiada se animou” (v.1). A palavra ânimo vem do latim animus, que significa “alma, desejo, mente, espírito”. Isto quer dizer que Joiada empregou todo o seu ser na decisão que tomou. Ele não se animou simplesmente no sentido de se alegrar, mas de tomar uma firme decisão em que nada o faria retroceder. Este é o verdadeiro sentido de seu animus. Ele decidiu firmemente sair do jugo de Atalia e levar todo o povo a guardar fielmente “o preceito do Senhor” (v.6).
O reinado de Joás seria um recomeço para o povo, e a aliança feita entre este e o rei representava a sua anuência em aceitar os planos de Deus “a respeito dos filhos de Davi” (v.3). A Casa do Senhor tinha se transformado em casa de qualquer um, de forma que os preceitos de Deus para a sua ministração não eram mais levados em conta. O Senhor havia separado para o serviço de Sua casa os sacerdotes e os levitas, conforme estudamos no livro de Levítico, mas isto não era mais observado, de forma que o povo não sabia mais fazer distinção entre o santo e o profano. Mas a atitude do sacerdote Joiada fez com que esta deturpação fosse dissipada, e a consagração foi tamanha, que todo o povo anuiu à sua decisão. De armas na mão, todo o povo rodeava o pequeno rei (v.10), em uma felicidade unânime. E Joiada cuidou em providenciar a coroação de Joás, contudo, não foi-lhe dada somente a coroa, mas também o motivo de tão grande celebração: o Livro do Testemunho. O resgate da Lei do Senhor significava liberdade da escravidão do pecaminoso reinado de Atalia.
A traição da rainha má se voltou para ela mesma (v.13) e se alguém decidisse segui-la receberia a sua mesma sentença (v.14). Então, Atalia foi morta; todos se voltaram para Deus tornando-se um só povo de um só Senhor; destruíram a casa de Baal e todas as imagens e altares pagãos; e “com alegria e com canto” (v.18) obedeciam ao “assim diz O Senhor”.
Costumamos nos animar para fazer tantas coisas banais. Empregamos todo o nosso ser em projetos corruptíveis e, por vezes, eles não tem nada a ver com os projetos de Deus para nós. A decisão de Joiada teve a ver com vida. E não apenas a dele, mas do futuro rei, de todo o povo e das gerações que se seguiriam. Joiada não iniciou algo novo, nem tampouco algo temporário. Ele reiniciou um projeto divino, portanto, eterno. Tudo o que ele resgatou emanava e emana vida. Mas não esta vida que hoje existe e amanhã pode não existir. Mas da vida que procede da Palavra de Deus. Pois “os caminhos de Deus são eternos” (Hc.3:6). Todo o povo se uniu como um só exército, “de armas na mão” (v.10) porque compreendeu que aquele momento não se tratava de mais um arroubo religioso, e sim de uma questão de vida ou morte eterna. Seguir ao Senhor significa vida. Seguir Atalia e seus caminhos maus significa morte (v.14). Ponto.
Cabe a nós a escolha de que caminho seguir. O salmista entendeu bem quando definiu essas escolhas no Salmo um: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer [o seu ânimo] está na Lei do Senhor, e na Sua Lei medita de dia e de noite” (Sl.1:1-2). Mais do que feliz é aquele que tem prazer na Palavra do Senhor e nela busca refúgio para se manter no mundo, porém, não ser do mundo. E o salmista continua, dizendo: “… os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos” (Sl.1:5).
Ó, amados, assim como Atalia não prevaleceu na congregação do povo do Senhor, ninguém prevalecerá nos últimos dias se não fizer parte do remanescente de Deus: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). É tempo de fazermos como fez Joiada. É tempo de animus para buscarmos ao Senhor de todo o nosso coração. É tempo de examinarmos a Bíblia e tomarmos a firme decisão de obedecê-la. É tempo de destruir todos os ídolos que ainda infestam a nossa vida. É tempo de termos prazer na Palavra e nela meditarmos durante todo o dia.
Quando o Rei dos reis se revelar, ninguém poderá declarar: “Traição! Traição!” (v.13), mas até os ímpios terão de reconhecer um dia: “verdadeiros e justos são os Teus juízos” (Ap.16:7). Que no grande Dia do Senhor, você e eu estejamos no meio do povo remanescente que exclamará “com alegria e com canto” (v.18): Viva o Rei! (v.11).
Bom dia, remanescente do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Fez o que era mau perante o Senhor, como os da casa de Acabe; porque eles eram seus conselheiros depois da morte de seu pai, para a sua perdição” (v.4).
Sepultado Jeorão, não lhe restaria descendência não fosse por “seu filho mais moço” (v.1), que reinou em seu lugar. Acazias era filho de Jeorão com Atalia, que era “quem o aconselhava a proceder iniquamente” (v.3). Seguindo os conselhos de sua mãe, bem como da parentela de Acabe, tornou-se tão mau quanto seu pai, a ponto do Senhor ter de intervir a fim de “desarraigar a casa de Acabe” (v.7) da descendência de Judá.
O ministério dos profetas do Senhor não era fácil. Além de transmitir ao povo as repreensões e admoestações da parte de Deus, tinham de enfrentar a fúria da oposição e, por vezes, agir como uma espécie de vingadores de sangue. O profeta Samuel matou o rei dos amalequitas após a desobediência de Saul (1Sm.15:33). O profeta Elias matou os profetas de Baal após a experiência do monte Carmelo (1Rs.18:40). O profeta Eliseu também recebeu a autoridade divina, conforme a necessidade e prévia confirmação da parte de Deus (1Rs.19:17).
Certamente, se valer deste método não era o desejo do Senhor, muito menos dos Seus servos, os profetas. Nem é minha intenção aqui justificar os atos divinos, até porque seria uma tarefa impossível. Precisamos estudar a Bíblia à luz que nos é disponível, como está escrito: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Dt.29:29).
Uma coisa é certa, e nós já o sabemos: “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Rm.8:28). Após oito anos do terrível reinado de Jeorão, Judá não suportaria outros longos anos do mandato de um rei ainda pior que seu pai. A morte de Acazias pelas mãos do profeta Jeú e os anos de declínio do reinado de Atalia seriam suficientes para provar ao povo quão aterradores são os resultados da desobediência e quão disposto o Senhor está de resgatar o que se perdeu.
Deus não precisa hoje de vingadores de sangue, porque o precioso sangue do Cordeiro foi derramado. “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida” (Rm.5:10). A responsabilidade que temos, porém, se negligenciada, poderá custar a nossa salvação e a de outros, “especialmente dos da própria casa” (1Tm.5:8). Pesa sobre os pais a mais sagrada obra e o mais pesado encargo, que é de instruir seus filhos nas pisaduras de Cristo. Não há profecia ou qualquer ocupação que seja, que possa superar em honra este trabalho.
Atalia ilustra o pior exemplo de mãe e de avó que se possa imaginar. É provável que Josafá, “que buscou ao Senhor de todo o coração” (v.9), tenha enfrentado dificuldades em transmitir a mesma fidelidade aos seus descendentes. Algo que precisamos levar em consideração na tarefa de educar. A verdadeira educação consiste em ensinar “no caminho em que deve andar” (Pv.22:6), e não simplesmente em apontar o caminho. Como pais, ou futuros pais, não façamos “a obra do Senhor relaxadamente” (Jr.48:10), mas que nossos filhos sejam “ensinados do Senhor; e será grande a paz de [nossos] filhos” (Is.54:13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, pais de esperança!
Desafio da semana: Quanto tempo faz que você não passa um tempo de qualidade com seus filhos? Eleja um dia da semana como “dia especial pais e filhos”, e faça disso uma rotina semanal. Evite ao máximo compromissos externos neste dia, bem como o uso de celulares, no horário estabelecido para estar em família. Que “todos quantos os virem os [reconheçam] como família bendita do Senhor” (Is.61:9).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Crônicas22 #RPSP
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