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“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (v.7).
Davi destacou duas formas do ser humano conhecer a Deus: por meio da Sua criação e da Sua Palavra. O Senhor nos deixou a Sua Palavra e, nela, a Sua Lei para que, com os olhos iluminados (v.8), possamos desfrutar da grande recompensa em guardá-los (v.11). Ele não nos deixou regras autoritárias e sem sentido, mas a “lei da liberdade” (Tg.2:12), que é perfeita e restaura a alma.
Já a criação, é a perfeita manifestação do poder de Deus. Na imensidão do céu, no gigantesco mar, da minúscula criatura a maior delas, na complexidade do corpo humano, podemos quase que ouvir: “E viu Deus que isso era bom” (Gn.1:18). Apesar da natureza não ter como falar, e nem expressar em palavras que toda ela é assinada pelo Criador (v.3), mesmo hoje tão arrasada pelos efeitos do pecado, ela não deixa de ser uma prova inequívoca, “até aos confins do mundo” (v.4), de que o Senhor é Deus. Como está escrito: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20).
Há uma relação intrínseca entre a criação do mundo e a Lei do Senhor. No centro dos dez mandamentos há um memorial cujas palavras confirmam a nossa origem: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar… porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:8, 11). Quando adoramos a Deus no dia que é dEle (Ez.20:12; Mt.12:8), que Ele mesmo descansou, abençoou e santificou (Gn.2:2-3), reconhecemos o Senhor como o nosso Criador e Mantenedor. Por meio de Sua criação Deus fala. E se Ele fala por meio do que criou, não devemos nós também ser a voz de Deus ao mundo?
Após toda a manifestação de alegria e de amor pelo que Deus fez e por Sua Palavra, Davi encerrou este Salmo com um pedido: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na Tua presença, Senhor, rocha minha e Redentor meu!” (v.14). Era como se Davi dissesse: “Que eu seja Tua testemunha, Senhor!”. A lei não tem a finalidade de salvar, mas é por meio dela que somos guiados à salvação em Cristo Jesus. Ela nos aponta os nossos pecados para que possamos nos arrepender e correr para os braços do Pai. Algo que é perfeito, que restaura a alma, que é fiel, que dá sabedoria, que é reto, que alegra o coração, que é puro, que ilumina os olhos, que é verdadeiro, que é justo, que admoesta, que concede recompensa aos obedientes. Como, pergunto eu, podemos duvidar de algo assim?
Não temos o poder de discernir nossas próprias faltas (v.12), amados. Nada refoge ao calor (v.6) de um Deus que tudo fez para a nossa felicidade. Como nosso Criador, o Senhor deixou impresso na criação as digitais do Seu amor eterno por nós (Jr.31:3). E como Pai, nos deixou a Sua lei como proteção até mesmo de nossos pecados ocultos (v.12). Se, como Davi, amamos ao Senhor (Sl.18:1), teremos o mesmo amor por tudo o que Ele criou (Hb.11:3), por tudo o que Ele falou (Mt.4:4) e com o Seu próprio dedo escreveu (Êx.31:18). Sigamos os passos de Jesus, que nos deixou o perfeito exemplo de obediência, e Ele nos cobrirá com Sua justiça e nos dará poder para obedecer. Vigiemos e oremos!
Bom dia, obras do Criador!
* Amanhã é o dia do Senhor! Procure a Igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima da sua casa e adoremos juntos ao Criador. Acesse: igrejas.adventistas.org
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo19 #RPSP
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“Eu te amo, ó Senhor, força minha” (v.1).
Esta foi a declaração de amor de um filho a seu Pai. Expressa a essência do relacionamento de Davi com o Senhor e a maturidade espiritual de uma fé infantil. Como “a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe”, disse Davi, “como essa criança é a minha alma para comigo” (Sl.131:2). Ontem, ao segurar em meus braços minha recém-nascida sobrinha, fiquei contemplando seu rostinho tranquilo e sossegado. Não há cena que ilustre melhor a calma e a serenidade do que essa. Davi encontrou essa calma nos braços de Deus, uma experiência que o Senhor deseja que todos nós experimentemos.
Quando cercado por inimigos mortais, o salmista invocou o Senhor e Lhe gritou por socorro, e a resposta divina operou em Davi uma inabalável confiança. Ele reconheceu que não foram suas qualidades de guerreiro que lhe garantiram as vitórias, mas “Ele adestrou as minhas mãos para o combate” (v.34), declarou Davi com relação a Deus. Como um homem cuja posição e conquistas despertavam a inveja e a cobiça, até mesmo dos próprios filhos, sofreu amargas decepções. As guerras que venceu não foram mais numerosas do que as aflições que sofreu. Contudo, à vista de seu Pai que não o deixou a perecer no pecado, antes, enviando Seu profeta, o conduziu ao arrependimento e confissão (2Sm.12:9), Davi era movido pela gratidão do inexplicável amor divino.
A linguagem do salmista a respeito do cuidado de Deus por ele ilustra o grandioso zelo do Senhor por cada filho Seu individualmente. Davi aponta para Aquele que abala os céus e a terra e descobre “os fundamentos do mundo” (v.15) para agir em favor de um filho em aflição. O Altíssimo levanta a voz (v.13), e salva “o povo humilde” (v.27). Como criança tão completamente dependente, Davi depôs a sua vida nas mãos de Deus, e suas trevas tornaram-se em grande luz (v.28).
“O caminho de Deus é perfeito” (v.30). Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Jo.14:6). Todo aquele que busca conhecer esse Caminho e nEle andar, em cada passo faz novas descobertas e encontra a confiança necessária para não vacilar (v.36). Jesus é a resposta segura às nossas aflições. Aquele que não negou entregar a inocente vida, suportou o peso dos nossos pecados, “tendo sob os pés densa escuridão” (v.9). O Pai abalou o Universo ao nos enviar o bem mais precioso do Céu. E sabem o que é mais lindo nisso tudo? Ele teria feito isso, ainda que fosse apenas por você.
O Senhor lhe convida a estudar a Sua Palavra como uma carta endereçada a você. Você é o destinatário da mais valiosa correspondência de todos os tempos. É com você que Ele deseja falar cada vez que a sua Bíblia é aberta. Este não é apenas mais um Salmo de Davi. Este é um recado de Pai para filho. Do Benigno para o benigno. Do Íntegro para o íntegro. Do Puro para o puro. Virtudes que só podem ser concedidas àqueles que reconhecem em Jesus a inesgotável Fonte. Vá a Jesus como uma criancinha, em humildade e completa dependência, e de seu coração brotará o perfeito louvor: “Vive o Senhor, e bendita seja a minha Rocha!” (v.46). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai da Eternidade!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo18 #RPSP
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“Eu, porém, na justiça contemplarei a Tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a Tua semelhança” (v.15).
Este é um dos Salmos que mais aprecio por causa de três versículos que têm me ajudado muito em minha jornada cristã: os versos 5, 8 e 15. A oração de Davi expressa a sua firme confiança na proteção divina. Perante o Senhor do Universo, ele abriu o seu coração para que Ele o sondasse, o provasse e o purificasse (v.3). É como se fosse uma oração noturna. Ele afirmou que Deus o visitava à noite (v.3) e usou a expressão “quando acordar” (v.15).
Podemos fazer um paralelo da noite com o momento histórico em que estamos vivendo. Conforme predito nas profecias bíblicas, estamos vivendo nos últimos dias, e teremos de passar por um momento escuro da história deste mundo (Momento este que, creio eu, já começamos a viver). Deus está provando o Seu povo e só encontrará êxito todo aquele que andar nos passos de Jesus (v.5). Ele guardará os Seus filhos como a menina dos Seus olhos (v.8) e fará dos vencedores da escuridão contempladores da Sua luminosa face (v.15).
O meu hino favorito é inspirado no verso cinco do Salmo de hoje. Apesar de ser um hino pequeno, possui um rico conteúdo. Ele diz assim: “Sigo a perigosa estrada deste meu viver, onde cada passo em falso pode ser meu fim. Mas eu sigo em frente pondo sempre os meus pés sobre as pegadas que Jesus deixou pra mim. Eu vou para onde este trilho me levar. Quero no final dele encontrar o meu Jesus. E se alguém vier atrás de mim por onde eu for, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (HASD, n° 481). Há ou não há poder na letra deste hino? Se quando acordamos, não ficamos satisfeitos em nos parecer com Cristo, se este não for o nosso maior desejo, como esperamos encontrá-Lo no grande Dia da Sua volta, quando seremos transformados à Sua perfeita imagem e semelhança?
Deus nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Ele nos intitulou como “a luz do mundo” (Mt.5:14). E Cristo nos deixou exemplo para que sigamos os Seus passos (1Pe.2:21). Buscar a semelhança de Cristo deve ser a nossa primeira decisão do dia. A parte mais escura da noite está se aproximando. À meia-noite estará definido quem é luz e quem é trevas (Mt.25:6). Oh, amados, que ao despertar de cada dia até aquele grande Dia, este seja o nosso maior desejo: “eu me satisfarei com a Tua semelhança”! E ainda que morramos antes do cumprimento da derradeira promessa, o Senhor nos despertará para contemplar a Sua face em um corpo glorificado (1Co.15:52). Vigiemos e oremos!
Bom dia, menina dos olhos de Deus!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo17 #RPSP
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“Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a Ti somente” (v.2).
O Salmo dezesseis é um Salmo messiânico. Como outros Salmos do mesmo tipo, a sua aplicação refere-se a Jesus. No início, é como se Davi estivesse falando de si mesmo para com Deus: Deus como seu refúgio, como seu Senhor e como sua porção e herança. Porém, no verso dez, percebemos que há uma segunda Pessoa que assume o papel principal.
No livro de Atos encontramos referência a este Salmo e a confirmação de que esta segunda Pessoa é o próprio Jesus: “Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus… viu corrupção. Porém Aquele a quem Deus ressuscitou não viu corrupção” (At.13:36-37). Isso não é lindo? Perceber a união que há entre o Antigo e o Novo Testamentos? A morte, ressurreição e ascensão de Cristo estão preditas neste Salmo centenas de anos antes da vinda do Messias. Este é ou não um livro profético? Com certeza! E suas profecias têm sido cumpridas fiel e cabalmente.
Oh, amados, como Davi precisamos de um único bem, e este é Jesus. Jesus Cristo em nossa vida como o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, eis o melhor e maior bem que podemos possuir nesta terra. “O Senhor, tenho-O sempre à minha presença” (v.8), deve ser a nossa ambição diária. Para que seres humanos pecadores e indignos sejam considerados santos e notáveis (v.3), é porque, antes de qualquer coisa, houve uma entrega. Uma vida santa e notável não é aquela que aparece por motivações humanas, mas aquela que se esconde em Deus para que, mediante o poder do Espírito Santo (At.1:8), a glória do Senhor seja revelada.
Jesus deseja ser a nossa mui linda herança (v.6). Deseja nos aconselhar (v.7), pois é o nosso “Maravilhoso Conselheiro” (Is.9:6). Ele deseja direcionar a nossa vida rumo à “plenitude de alegria” (v.11). Não troque as delícias perpétuas (v.11) pelos deuses deste mundo (v.4). “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno” (1Co.6:2) para declararmos: “Tu és o meu Senhor, outro bem não possuo, senão somente a Ti” (v.2), e assim estarmos prontos para a segunda vinda de Jesus, pois “Quem fez a promessa é fiel”, e “ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:23 e 37). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos e notáveis de Deus!
Desafio da semana: Nesta semana, use suas redes sociais apenas para compartilhar a Palavra de Deus. Faça um jejum especial, trocando os momentos que gastaria na internet por mais momentos de estudo da Bíblia e oração. No final dos sete dias, compartilhe conosco a sua experiência. Estarei em oração por você. Por favor, ore por mim também!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo16 #RPSP
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“Quem, Senhor, habitará no Teu tabernáculo? Quem há de morar no Teu santo monte?” (v.1).
Davi compreendeu a essência da verdadeira adoração. Ela não tem a ver com aquele que diz ser cristão, mas com “O que vive” (v.2) o cristianismo. A palavra “integridade”, no verso dois, significa “inteiro, que não sofre alteração, honesto”, e aparece como primeira característica do cidadão dos Céus. Referindo-se a Jó, a integridade também foi a primeira virtude citada por Deus: “homem íntegro” (Jó 1:8). Noé também foi considerado “homem justo e íntegro” (Gn.6:9). Integridade aos olhos de Deus é a entrega completa do coração a Ele, de forma que a vida seja tão somente a manifestação dessa entrega.
Costumo dizer que não há trabalho mais difícil e desafiador do que o de uma mãe a instruir seus filhos. Requer renúncia diária, paciência e muito amor. Mas, por mais esforço que se possa haver, não há meio mais eficaz e infalível do que o exemplo de uma vida que incida sobre os filhos o brilho que irradia do Céu. Isso não significa que em algum momento nossos filhos não verão nossos defeitos e nem notarão nossas fraquezas. E sim que, acima dos defeitos e das fraquezas, eles tenham a firme segurança de que sua mãe é uma cidadã do Reino dos Céus em construção. Integridade, portanto, amados, não é infalibilidade. Integridade é depender inteiramente de Deus.
A sequência das características do cidadão dos Céus não se trata de uma lista de comportamentos facultativos. Eles são cumulativos. Quem “vive com integridade” (v.2), “não difama com sua língua” (v.3). Quem, “de coração, fala a verdade” (v.2), “não empresta o seu dinheiro com usura” (v.5). Quem “não faz mal ao próximo” (v.3), também não “aceita suborno contra o inocente” (v.5). Entendem? Essa é a lógica de Deus. Dotados de um coração corrupto, precisamos recorrer à mais alta profissão de fé se quisermos transpor os portais de pérola (Ap.21:21). A vida de Jesus deve ser o nosso estudo diário. O meditar na Sua Palavra, o nosso primeiro e principal alimento do dia.
Somente através de um encontro diário com Cristo, somos capacitados pelo Espírito a viver em integridade. Jesus mantinha uma íntima comunhão com o Pai e Sua voz não era ouvida apenas nas ruas e vielas a pregar, mas nas montanhas e bosques a orar. Sua vida era tão completamente ligada a do Pai que até o Seu olhar despertava nas pessoas a necessidade de estar na presença de Deus. Cristo foi o nosso perfeito Exemplo e precisamos segui-Lo. Não adianta ser moralmente correto e nem fazer uma centena de atos de caridade por dia se as suas ações não forem compatíveis com um coração movido pela comunhão com Deus. A transformação deve ocorrer de dentro para fora e revelar ao mundo que somos peregrinos que “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16).
Que você seja o “Quem” deste Salmo. E que não faça todas aquelas coisas para ser salvo, mas porque já foi salvo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos dos Céus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo15 #RPSP
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“Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (v.3).
Que Salmo forte o de hoje! Uma séria advertência, e, ao mesmo tempo, uma grande esperança. Apesar da corrupção que se alastra e que torna os homens cada vez mais imerecedores da graça de Cristo, a ausência de mérito é a razão pela qual a graça nos é estendida. Vejamos o que diz Ellen White a respeito disto: “A graça é um atributo de Deus, exercido para com as indignas criaturas humanas. Não a buscamos, porém ela foi enviada a procurar-nos. Deus Se regozija de conceder-nos Sua graça, não porque somos dignos, mas porque somos tão completamente indignos. Nosso único direito à Sua misericórdia é nossa grande necessidade” (A Ciência do Bom Viver, p. 161).
Estamos todos inseridos no grupo citado no verso três. A Bíblia é bem clara ao usar a expressão: “Todos se extraviaram”. Todavia, o texto continua ressaltando que há duas classes de pessoas: “os obreiros da iniquidade” (v.4) e “a linhagem do justo” (v.5). Como vimos, a graça é inerente a Deus e somente a Deus. Falando ao pé da letra, somos desgraçados, e, portanto, desprovidos de graça. Mas ela nos é enviada como uma das maiores provas do inexplicável e incondicional amor de Deus por nós.
Enquanto a nossa natureza é completamente imerecedora da graça de Deus, Ele a tem derramado como chuva torrencial sobre nós. Então, há quem a aceite e quem a rejeite. Quando a aceitamos, ela desce sobre nós e nos veste como uma luva, fazendo com que, diante de Deus, sejamos justificados. Porém, quando ela é rejeitada, os pecados ficam aparentes e, de forma consciente (v.4), os obreiros da iniquidade tornam-se mensageiros das trevas a declarar: “Não há Deus” (v.1).
De que lado você está, amado(a)? Você tem sido um arauto da verdade, proclamando em alto e bom som de que o Senhor é Deus? Ou tem brincado de ser cristão fazendo com que as pessoas ao seu redor desacreditem de Deus? Você pode ter pensado até hoje que o fato de ser membro de uma igreja já lhe dá o direito de um passaporte para o Céu. Que ter um cargo ou um ministério lhe dá o direito de ser um herdeiro das riquezas celestes. Pois o Salmo de hoje nos diz: Ai de nós se dependêssemos de nossas ações para adentrar no lugar santo na presença de um Deus Santo (Ap.4:8). Porque “já não há quem faça o bem” (v.1).
Quando veio “a Salvação de Israel” (v.7), Jesus Cristo, e declarou ao povo que haverá apenas duas classes de pessoas no Dia de Seu regresso, também falou a respeito da surpresa dos salvos em serem declarados justos (Mt.25:37-39). A salvação do Israel atual de Deus (Gl.6:16) não dependerá de suas obras, mas, motivados pela graça salvífica de Jesus, suas vidas foram verdadeiros luzeiros de Cristo a brilhar neste mundo para a glória de Deus (Mt.5:16). No Senhor se refugiaram (v.6) e, muito em breve, nEle exultarão e se alegrarão (v.7).
Que a nossa vida jamais seja pedra de tropeço, mas escondida em Deus, seja a maior prova de que “Deus está com a linhagem do justo” (v.5) e que Ele em breve voltará para “restaurar a sorte do Seu povo” (v.7). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, salvos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo14 #RPSP
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“No tocante a mim, confio na Tua graça; regozije-se o meu coração na Tua salvação” (v.5).
Davi iniciou este Salmo com a seguinte pergunta: “Até quando, Senhor?” (v.1), e prosseguiu: “Até quando… Até quando… Até quando?” Possivelmente, esta seja uma pergunta que todos nós já fizemos a Deus. Cada um de acordo com a sua dificuldade:
— Até quando, Senhor, vou ficar desempregado?
— Até quando, meu Deus, vou ter que passar por esta angústia?
— Até quando, Senhor, terei de sofrer com esta enfermidade?
A oração de Davi, ao contrário do que aparentam ser os primeiros versos, foi uma oração de fé. É mais ou menos assim que funciona:
— Até quando, Senhor, vou ficar desempregado? Todavia, confio no Deus que prometeu me sustentar com “a herança de Jacó” (Is.58:14).
— Até quando, meu Deus, vou ter que passar por esta angústia? Mas, eu confio em Deus, pois por meio de minha aflição, Ele me livrará (Jó 36:15).
— Até quando, terei de sofrer com esta enfermidade, ó Deus? Contudo, confio no Senhor que me sara (Êx.15:26) e que prometeu que nem a morte poderá me separar do Seu amor (Rm.8:38-39).
Percebem? Era esta a atitude de Davi. Deus não requer que você ignore os seus sofrimentos, mas que os expresse a Ele em oração. Quando nos firmamos em Sua Palavra e permitimos que ela incida a sua luz em nossa vida, o Espírito Santo faz crescer em nós a fé genuína. Quando vamos a Deus em oração e Lhe confiamos as nossas tristezas, Ele as transforma em linhas de produção da perseverança (Tg.1:3). E ainda que a nossa luta interior maltrate o nosso “coração cada dia” (v.2), o Senhor nos trará à lembrança todo o bem que nos tem feito (v.6).
Você se considera um homem ou uma mulher de oração? A oração tem sido seriamente negligenciada. Muitos alegam não saber orar, ou simplesmente não oram. Pela fé, a oração é uma forma de reconhecer de que há um Deus que nos ouve e que tem cuidado de nós. Ao negligenciarmos este privilégio espiritual, avançamos na obra de Satanás em roubar-nos o coração para a corrupção da alma. Não existe método mais eficaz para reconciliar-se com as coisas do Alto e para resistir às tentações do que a oração. Orai sem cessar (1Ts.5:17), exorta-nos o Senhor. A oração não se resume apenas a palavras, mas à atitude de constante confiança em Deus: “No tocante a mim, confio na Tua graça” (v.5).
Que cada respiração nossa seja uma oração. Que, pela fé, tenhamos prazer em estar 24 horas na presença de Deus. E, no final, cantaremos “o cântico do Cordeiro” (Ap.15:3). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, homens e mulheres de oração!
10 DIAS DE ORAÇÃO, 10° dia: Ore pelos líderes da igreja que se afastaram de Cristo e por seus amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo13 #RPSP
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“As palavras do Senhor são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes” (v.6).
Conforme apontam as Escrituras, estamos vivendo nos últimos dias deste mundo. Tudo o que está acontecendo ao nosso redor comprova a veracidade das profecias bíblicas. Assim como nos tempos de Noé (Mt.24:37) e assim como nos dias de Ló (Lc.17:28), vivemos em meio a uma geração corrupta e que carrega as seguintes características: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2Tm.3:1-5).
Listinha grande, não é mesmo? Percebam que Paulo fez um alerta para os últimos dias. Ou seja, este recado é para nós. Mas quando lemos o Salmo de hoje, percebemos igualmente que Davi pediu para que Deus o guardasse daquela geração, que, pela descrição, também tinham muitas das características citadas pelo apóstolo. Só que há um diferencial, amados: a intensidade. A maldade tem crescido sem precedentes. E o homem? Cada vez mais perverso e “entre os filhos dos homens a vileza é exaltada” (v.8). Não é um quadro aprazível a realidade de um mundo onde se predomina a falsidade. Já as palavras que saem da boca de Deus “são palavras puras” (v.6).
Puro é algo que é livre de contaminação, que não se mistura, que conserva a sua essência. Assim é a Bíblia, a Palavra do Senhor. É pura. É cristalina. É a essência do Eterno. É perfeita: “depurada sete vezes” (v.6). Ninguém que tenha contato com ela, mediante espírito sincero e humilde, permanece do mesmo jeito. Só há falsidade onde a Palavra de Deus é negligenciada ou usada de forma distorcida. Davi amava as Escrituras e apegava-se a cada promessa nelas contidas. Como rei, estava cercado de pessoas que o tratavam bem, mas cujas intenções lhe eram ocultas. Davi fez a única coisa que lhe cabia fazer: “Socorro, Senhor!” (v.1). Ele pediu socorro.
Não devemos nós, muito mais hoje, recorrer ao mesmo Contato de emergência de Davi? Precisamos nos apegar, cada dia mais, à pura e perfeita Palavra do Senhor e pedir por socorro ao Único capaz de nos livrar desta geração perversa. O falso é desmascarado quando o verdadeiro se descortina. Apegue-se a Deus e à Sua pura Palavra, então, certamente, a verdade te libertará (Jo.8:32) “desta geração” (v.7). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9)!
10 DIAS DE ORAÇÃO, 9° dia: Ore pelos jovens da igreja, principalmente os que estão afastados, e por seus amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo12 #RPSP
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“Porque o Senhor é justo, Ele ama a justiça; os retos Lhe contemplarão a face” (v.7).
O Salmo onze tem sete versículos. Perfeito! Ainda mais perfeita, porém, é a mensagem deste Salmo. “No Senhor me refugio” (v.1), inicia o salmista Davi. Pois para quem tem a Deus como refúgio, não tem de temê-Lo como Juiz. Do “Seu santo templo” (v.4), o Senhor contempla tudo o que acontece no mundo, e também em nosso coração. As provas não são para reprovação, mas para fortalecer o justo e resgatar o ímpio (v.5). Mas chegará o dia em que a graça dará lugar ao juízo (v.6, Ap.20:9) e todos aqueles que não largaram o pecado, receberão o que não foi preparado para ser humano algum, mas “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41).
O amor de Deus não faz acepção de pessoas, Ele ama a todo o mundo (Jo.3:16). Mas a justiça de Deus deve fazer diferença entre a maldição e a bênção, entre a vida e a morte. E esta mesma escolha, o Senhor também nos propõe: “te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt.30:19). Como, então, escolher a vida e a bênção? “Amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade” (Dt.30:20). Isto é, amados, precisamos:
1° Amar a Deus;
2° Dar-Lhe ouvidos, obedecê-Lo;
3° Apegar-nos a Ele, mantendo um relacionamento diário com o nosso Deus.
Resumindo: andar nos passos de Jesus.
Seguir pelo caminho reto não é fácil, e muitas vezes as provas o tornam nada convidativo. Mas quando conhecemos verdadeiramente Aquele que nos guia e que nos espera no final da estrada, olhamos para o caminho largo e atrativo deste mundo e ele já não nos encanta mais, porque o nosso maior desejo é ver a Cristo, o nosso Senhor e Salvador, face a face (v.7). Na prática de Sua amável justiça (v.7), Deus autorizou a maior injustiça que já houve neste mundo: a morte do Justo. O Inocente morreu pelos culpados. Somos justificados por meio dAquele que nos amou. Se permanecermos em Cristo, em breve, a Sua justiça abrirá nossos olhos para vê-Lo e estaremos para sempre no eterno refúgio. Prepara-te para ver o teu Salvador! Vigiemos e oremos!
Bom dia, imitadores de Cristo!
10 DIAS DE ORAÇÃO, 8° dia: Ore para encontrar novas oportunidades para testemunhar de sua fé a cada dia e por seus amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo11 #RPSP
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“O perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações” (v.4).
Neste Salmo, cuja autoria não é designada a Davi, é suscitada a justiça de Deus para com os pobres, os desamparados e os órfãos. Por mais que o perverso os aflija, há um Deus que os defende (v.14), que lhes fortalece o coração (v.17) e que lhes fará justiça (v.18).
O verso quatro traz realidades tristes e completamente atuais:
1. A soberba humana. Quando o homem deposita a sua confiança em si mesmo, considerando-se autossuficiente;
2. A falta de interesse em conhecer a Deus. Em que o estudo da Palavra é negligenciado, dando lugar a filosofias e vãs sutilezas (Cl.2:8);
3. Então, o resultado torna-se inevitável: Deus não tem mais lugar na vida de quem não O busca. O engano arrebata o coração e suas ações tornam-se opressoras e cruéis.
Quando Paulo escreveu a sua primeira carta a Timóteo, deixou-lhe um conselho que todo crente em Cristo deve tomar para si: “guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé” (1Tm.6:20-21). Precisamos ter muito cuidado com o que andamos ouvindo e ocupando a nossa mente. Lembrem-se que a Bíblia não chama de ímpio e de perverso apenas os homicidas, ladrões e blasfemadores, mas ímpio é todo aquele que, mesmo professando conhecê-Lo, não anda de acordo com a vontade de Deus (Tt.1:16).
Os judeus da época de Cristo estudavam as Escrituras a fim de encontrar ocasião para condenar os outros e não para conhecer Aquele que veio salvá-los. Suas ações manifestavam grande zelo pela lei, mas nenhuma misericórdia pelo próximo. O salmista clamou: “Levanta-Te, Senhor! Ó Deus, ergue a mão! Não te esqueças dos pobres” (v.12). E quando Cristo esteve aqui, Ele mesmo Se fez pobre, andando entre os necessitados e rejeitados de Israel. Sua vida foi o perfeito exemplo de como devemos proceder e de como Deus nos ama sem fazer “acepção de pessoas” (Rm.2:11).
Meus irmãos, temos em mãos a santa Palavra de Deus e devemos examiná-la, investigá-la, deixando de lado qualquer soberba, para que todas as nossas cogitações sejam para declarar: “O Senhor é Rei eterno”! (v.16). Estamos vivendo no limiar dos tempos, quando há fome e sede da Palavra de Deus, mas ao mesmo tempo há cegueira espiritual e hipocrisia entre muitos que professam o nome do Senhor. As igrejas estão lotadas, mas poucos têm buscado a Deus de todo o coração e procurado conhecê-Lo. E será sobre estes poucos que sobrevirá incomparável poder e confiança inabalável. Suas vozes ecoarão e lugares e pessoas que nunca tinham ouvido a mensagem de salvação serão alcançados. Muitos ocuparão o lugar daqueles que viviam um cristianismo sem esforço (Lc.13:24). A colheita atingirá o seu ponto máximo (Ap.14:17-20) e todos verão “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
Então, Cristo dará a ordem: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Ainda que o povo de Deus seja fustigado pela “vara” de Babilônia nestes últimos dias, não receberá sobre si nenhum dos males que Deus fará cair sobre ela (Leia Ap.16). O ai começou (Ap.11:14), e com ele a certeza da vitória daqueles que amam a Deus, “os que venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram” (Ap.12:11). Dentre em pouco, o que disse o salmista se cumprirá (v.15) e ninguém mais poderá infundir terror aos pequeninos do Senhor (v.18). A longanimidade de Deus (1Pe.3:9) dará lugar ao Seu juízo, e Cristo virá buscar os que são Seus.
Portanto, amados, sigamos a ordem do nosso Mestre: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (Lc.21:36). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Rei Eterno!
10 DIAS DE ORAÇÃO: Ore para Deus lhe dar vitória diante das tentações e por seus amigos de oração.
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Rosana Garcia Barros
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