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“A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade” (v.4).
Davi convocou os filhos de Deus a tributar “ao Senhor glória e força” (v.1), a render-Lhe homenagens, dedicar-Lhe “a glória devida ao Seu nome” (v.2). Mas esta convocação não se referia à gratidão por bênçãos alcançadas, e sim para reconhecer o poder e a “beleza da santidade” (v.2) da “voz do Senhor” (v.4), mesmo em meio a fortes tempestades.
A voz de Deus que, no princípio, pairava sobre a face das águas (v.3; Gn.1:2), é a mesma que é poderosa (v.4) para acalmar tempestades (Leia Lc.8:24). A mesma voz que com poder criou todas as coisas (Jo.1:1-3; Hb.11:3), é a mesma que em breve fará novas todas as coisas (Ap.21:1). A voz que “despede chamas de fogo” (v.7), é a mesma que livra do fogo (Dn.3:25). A voz que “faz tremer o deserto” (v.8), é a mesma que no deserto fez Satanás tremer (Mt.4:11). A voz do Senhor que “faz dar cria” (v.9) aos animais, é a mesma que nos criou (Gn.1:26).
Deus dá a conhecer a Sua voz a todo aquele que O segue e não dá ouvidos a estranhos (Jo.10:4,5). Ele pode até permitir que Seus filhos passem por tempestades, porém, jamais permitirá que eles pereçam. Pois até as tempestades na vida dos cristãos são presididas por Ele. O Senhor nos diz: “Eu estou no controle de tudo, lhes darei forças e os abençoarei com paz”.
Precisamos falar menos e ouvir mais. Como está escrito: “cale-se diante dEle toda a Terra” (Hc.2:20). O Senhor deseja falar conosco por meio de Sua Palavra e, para ouvirmos a Sua voz precisamos nos submeter à Sua vontade e seguir os Seus passos. As ovelhas de Cristo O seguem porque reconhecem a Sua voz. Se buscarmos ouvi-Lo todos os dias, quando vier a tempestade, a Sua voz ficará ainda mais familiar. Se permitirmos que Deus presida os “dilúvios” que parecem que vão nos submergir, então Ele nos estenderá a Sua destra e nos conduzirá ao lugar seguro (Leia Mt.14:31, 32).
Permita que a sua vida seja guiada pela voz do Senhor, então você será sempre um templo de Deus a tributar ao Senhor: “Glória!” (v.9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pela voz do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo29 #RPSP
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“Bendito seja o Senhor, porque me ouviu as vozes súplices” (v.6).
Este Salmo davídico apresenta uma súplica resultante em ações de graças. “Não sejas surdo para comigo” (v.1), é praticamente um grito de socorro. O corajoso guerreiro, herói de guerra e rei de Israel, também tinha seus temores. Porém, por mais que Davi pedisse livramento acerca de seus inimigos, os seus maiores medos eram o de perder o seu contato direto com o Senhor (v.1) e o de ser visto aos olhos de Deus como um ímpio (v.3).
A sua vida de oração e de adoração ao Eterno nos deixou um legado de fé e de comunhão com o Céu. Davi era um homem “sujeito aos mesmos sentimentos” que você e eu (Tg.5:17), e sabia que somente mediante uma vida na presença de Deus não seria arrastado para o mal e nem confundido com os maus (v.3). Davi sabia a Quem devia recorrer em todos os momentos, principalmente naqueles que mais ameaçavam a sua vida.
A oração que é iniciada com um grito de socorro da alma, sempre terminará com um brado de vitória. A oração que se inicia com genuíno clamor, sempre terminará com um “Bendito seja o Senhor” (v.6). As mãos que se erguem para os Céus em oração (v.2), jamais encontrarão as mãos do Senhor recolhidas. Não podemos subestimar o poder da oração. Assim como precisamos respirar, precisamos encher os nossos “pulmões da fé” por meio da oração e esperar no Deus da nossa salvação.
Meus amados, se tem uma coisa que Deus espera de nós é que nos acheguemos a Ele por meio de nossas súplicas. As Escrituras nos dizem que as orações dos santos, ou seja, daqueles que buscam a santificação a cada dia, sobem à presença de Deus como um aroma suave (Ap.8:3-4). Oh, meus irmãos, precisamos orar! Segundo Ellen G. White, “A oração é a respiração da alma. É o segredo do poder espiritual.” (Mensagens aos Jovens, 249). Se quisermos permanecer em pé até o retorno do nosso Senhor e Salvador, precisamos perseverar em oração, afinal de contas, quem não respira, não vive. Portanto, seguindo a orientação do próprio Jesus: Vigiemos e oremos!
Feliz semana, homens e mulheres de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo28 #RPSP
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“Ao meu coração me ocorre: Buscai a Minha presença; buscarei, pois, Senhor, a Tua presença” (v.8).
Assim como os relacionamentos humanos para serem sólidos e duradouros não são estabelecidos da noite para o dia, o relacionamento do homem com Deus precisa de constante cuidado e ativo crescimento. É na lida diária que nossa amizade com Deus é provada. Ser um crente nominal não enobrece o caráter. É necessário uma busca diligente e sincera em conhecer Aquele que primeiro nos amou. Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo apresentou a dura realidade do homem sem Deus: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co.2:14).
Precisamos ter “a mente de Cristo” (1Co.2:16) para experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). E isso só é possível mediante o exercício diário da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). Davi passou por muitos altos e baixos. Seu relacionamento com o Senhor foi tremendamente provado, e, cada dia, seu coração pendia para sua maior necessidade: permanecer na presença de Deus. Davi tinha mais medo de si mesmo e de seu enganoso coração do que de um exército de inimigos (v.3).
Em um tempo de relacionamentos sem profundidade, em que coisas valem mais do que pessoas, corremos o sério risco de transferir essa mesma realidade para a nossa vida espiritual. Muitos têm se apegado a uma espiritualidade rasa, medíocre e acomodada, como plantas que não mais necessitam de suprimento. Estão morrendo aos poucos enquanto negligenciam o precioso alimento da comunhão diária e individual. Ninguém que busque a Deus reconhecendo a sua real necessidade é deixado à míngua. O Senhor está à procura de Seus verdadeiros adoradores. Rejeitaremos o convite da salvação? Todo aquele que busca a porção reservada pelo Céu para aquele dia, “voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6).
Assim como Jesus crescia não somente em estatura, mas também em sabedoria e graça (Lc.2:52), precisamos obter contínuo crescimento avançando para o alto. Anelar pela presença de Deus é resultado de uma entrega completa e contínua. Experimentar a comunhão com Deus, desfrutar de Sua santa presença e ouvir os ecos de Sua voz através de Sua Palavra, não há definição que possa descrever tamanho privilégio. Não há “opressores e inimigos” (v.2) suficientes para quebrar o elo de amor e de confiança estabelecido “sobre uma rocha” (v.5), e a Rocha é Cristo (1Co.10:4). Olhe para Jesus, todos os dias e você contemplará “a beleza do Senhor” (v.4) para todo o sempre. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo27 #RPSP
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“Quanto a mim, porém, ando na minha integridade; livra-me e tem compaixão de mim” (v.11).
Ao contrário do Salmo anterior em que Davi fazia confissão de seus pecados e sentia-se extremamente angustiado, no Salmo de hoje ele revelou convicção em declarar-se íntegro (v.1) e inocente (v.6) perante o Senhor. Intitulado como “Apelo do justo”, o Salmo 26 não deixa de ser um apelo. Apelar significa suplicar, pedir ajuda para solucionar algum problema. O problema aparente do salmista era que ele não fosse confundido com os ímpios; que a justiça de Deus fosse manifesta em sua vida.
Quando estudamos a vida de Davi e alguns de seus Salmos percebemos o Seu amor pela Casa de Deus (v.8). Ele não amava as estruturas físicas da Casa do Senhor, até porque, em sua época, o templo ainda não havia sido construído. Davi amava estar onde estivesse a glória de Deus (v.8). Ele cuidou de desassociar os lugares onde houvesse ajuntamento de “homens falsos” (v.4) ou de homens ímpios (v.5), com o lugar onde Deus habita. Davi queria estar onde Deus está.
Fomos criados para a glória de Deus (Is.43:7) e somos chamados de templo do Espírito Santo (1Co.6:19). Isso não tem tudo a ver com o apelo do salmista? Nós somos a casa em que o Deus do Universo deseja habitar. Vocês fazem noção do que isso significa? Não podemos nos afastar do mundo, pois estamos no mundo, mas podemos nos abster, pela graça de Deus, do mal que dele emana. Por isso que Cristo orou por nós assim: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal”… E prosseguiu dizendo: “Eles não são do mundo, como também Eu não sou” (Jo.17:15-16).
Percebem, amados? Eis qual deve ser o nosso apelo diário: Que não sejamos confundidos com o mundo. Porque, como o nosso Senhor Jesus Cristo, não somos deste mundo! Ainda não chegamos em casa, amados! Mas, até lá, precisamos buscar viver aqui o que em breve viveremos no Reino de Deus. A única coisa que levaremos da terra para o Céu será o nosso caráter. Portanto, seja esta a nossa súplica diária: “Examina-me, Senhor, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos” (v.2), “vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl.139:24). Vigiemos e oremos!
Bom dia, templos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo26 #RPSP
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“A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (v.14).
Em uma das orações mais lindas da Bíblia, Davi abriu o seu coração ao Senhor expondo os seus maiores medos. Ainda que fossem muitos os seus inimigos (v.19), ainda que fosse perseguido sem causa (v.3), nada disso o atormentava mais do que as tribulações de seu coração e as suas angústias (v.17). Mais do que segurança, Davi desejava sentir-se perdoado. Era como se tivesse dito assim a Deus:
— Senhor, não te lembres de mim segundo os meus pecados, nem segundo as transgressões que já cometi, mas que a Tua misericórdia e a Tua bondade continuem a me seguir, para que eu possa me arrepender de forma genuína e andar em sinceridade e em retidão (v.21)!
Quando Davi expressou grande preocupação em não ser envergonhado, ele não estava preocupado consigo mesmo, mas que a exultação dos inimigos (v.2) em face de sua iniquidade fosse uma desonra ao nome de Deus (v.11). “O temor do Senhor é a sabedoria” (Jó 28:28). Por isso que o salmista diz que “ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá no caminho que deve escolher” (v.12). Quem teme a Deus não está livre do pecado que o assedia, mas, certamente, sabe bem por onde deve andar, pois Deus o instrui. Isto não interfere em nosso livre arbítrio, mas constrói uma ponte de ligação com o Céu fazendo com que “a intimidade do Senhor” nos preserve em sinceridade e em retidão e nos guarde de envergonhar o nome santo de Deus por meio da ação do Espírito Santo.
Diante de um turbilhão de coisas ruins que nos cercam diariamente, somente a oração e a firme decisão em confiar no Senhor, em Sua bondade e misericórdia, é que ainda nos dão forças para voltar os nossos olhos para o Alto (v.15) e nos conduzir a guardar a Sua Palavra (v.10). A solidão de Davi (v.16) expressa a sua individualidade diante do que sentia e diante de seus pecados. Ninguém mais poderia sofrer em seu lugar ou sentir o que ele sentia. Ele sabia que somente Deus o compreenderia.
Davi foi um homem sujeito aos mesmos sentimentos que nós, assim como tantos outros “heróis” da Bíblia que tanto admiramos. Uma vida de comunhão com Deus foi o que tornou homens comuns em testemunhos de fé e de coragem. “A intimidade do Senhor é para os que O temem”, ou seja, o relacionamento pessoal com Deus é para os sábios. Quer ter sabedoria? Então jamais considere-se sábio aos seus próprios olhos, e sim busque sabedoria mantendo os olhos fixos em Cristo Jesus todos os dias. Ele é a Fonte inesgotável de todo o saber. Que Jesus seja, de fato e de verdade, o seu melhor Amigo. E Ele lhe guiará por veredas de misericórdia e de verdade, guardando-lhe e livrando-lhe do mal.
“Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1). Espere em Deus (v.21) todos os dias de sua vida, “teme ao Senhor” (v.12) e até “a sua descendência herdará a terra” (v.13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo25 #RPSP
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“Quem é o Rei da Glória? O Senhor, forte e poderoso, o Senhor, poderoso nas batalhas” (v.8.).
Após o Salmo em que o Senhor é chamado de o Bom Pastor, este Salmo O declara como “o Rei da Glória” (v.8, 10). Apesar de Davi referir-se a Jerusalém como o lugar da habitação de Deus, o texto de hoje também possui uma aplicação a um futuro bem próximo.
Muito em breve, o Senhor reivindicará tudo o que Lhe pertence (v.1) e, diante de Sua majestade, “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar?” (v.3). “E quem é que pode suster-se?” (Ap.6:17). O salmista nos apresenta a resposta: “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” (v.4). E ainda completa dizendo que este é o que obterá “a bênção e a justiça do Deus da sua salvação” (v.5), e que “tal é a geração dos que O buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó” (v.6).
No livro de Mateus, Jesus confirmou as palavras deste Salmo em Seu sermão do monte. Entre as bem-aventuranças, a pureza ganha destaque: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt.5:8). A pureza é um requisito essencial para aqueles que contemplarão a face do Rei da Glória. Naquele grande Dia, aqueles que buscaram purificar-se mediante uma vida de comunhão e manter-se com as mãos limpas mediante uma vida de retidão (Sl.18:24), farão parte da reunião dos santos do Altíssimo, como escreveu Ellen White:
“Todos nós [os salvos] exclamamos então: ‘Quem poderá estar em pé? Estão as minhas vestes sem mancha?’ Então os anjos cessaram de cantar, e houve algum tempo de terrível silêncio, quando Jesus falou: ‘Aqueles que têm mãos limpas e coração puro serão capazes de estar em pé; Minha graça vos basta’. Com isso nos iluminou o rosto e encheu de alegria o coração. E os anjos tocaram mais fortemente e tornaram a cantar, enquanto uma nuvem mais se aproximava da Terra” (Primeiros Escritos, p.15).
O mesmo Deus que nos criou (Jo.1:1-3), que padeceu em dores como um servo sofredor (Sl.22), é O mesmo que voltará como Rei da Glória. E “Quem é Esse Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da Glória” (v.10). Ele veio a primeira vez em semelhança de homens e foi “moído pelas nossas iniquidades” (Is.53:5). Mas, virá segunda vez como o “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16) e levará consigo todo aquele que se esforçou (Lc.13:24) em buscar nEle a pureza e a retidão.
Oh, amados, não temos mais tempo a perder! Precisamos nos revestir de toda a armadura de Deus (Ef.6:13) e combater o bom combate (2Tm.4:7). Então, é só um pouquinho mais, e estaremos recebendo dEle a coroa da justiça (2Tm.4:8). Sejamos a geração dos que buscam ao Senhor, e, em breve, veremos “a face do Deus de Jacó” (v.6). Vigiemos e oremos!
Bom dia, limpos de mãos e puros de coração!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
PrimeiroDeus #Salmo24 #RPSP
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“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” (v.1).
Eis o Salmo mais conhecido e mais lido em todo o mundo. Creio que este Salmo tenha sido para Davi o mais familiar e aprazível de compor. Era ele quem cuidava das ovelhas de seu pai. Como pastor, Davi conhecia bem as suas responsabilidades, desde encontrar bons pastos, até conduzir as ovelhas a um lugar seguro. Mas também sabia que, pelo caminho, poderiam deparar-se com alguns perigos. Davi enfrentou feras, colocando sua própria vida em risco em favor de seu indefeso rebanho. Por vezes, teve que usar a vara para corrigir uma ovelha teimosa, ou o cajado para puxar alguma que insistia em afastar-se. Enfim, a figura do pastor era para ele a mais apropriada e linda para referir-se ao seu Deus e Senhor.
Traduzindo do original hebraico, o versículo primeiro ficaria assim: “O Senhor é o meu pastor, não me faltará”. Este é o verdadeiro Pastor, Aquele que NÃO NOS FALTA. Por isso que no versículo quatro, Davi declarou: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte”. Ou seja, Deus é o nosso Pastor, mas ainda assim podemos passar por aflições, por momentos de tristeza, por risco de morte. Só que o Pastor que não nos falta, até ali estará conosco. Até os Seus instrumentos de correção são para o nosso bem (v.4).
Cristo é o nosso Bom Pastor. Ele mesmo afirmou: “Eu sou o Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas… Eu sou o Bom Pastor; conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem a Mim” (Jo.10: 11, 14). Ele é o Pastor que nos guia não a qualquer pasto, mas a “pastos verdejantes” (v.2); que nos leva não a qualquer fonte de água, mas “para junto das águas de descanso” (v.2); que não nos guia por qualquer caminho, mas “pelas veredas da justiça” (v.3). E ainda que estejamos atravessando o “vale da sombra da morte”, Ele ali está conosco. Somos tão especiais para Ele que Ele mesmo nos banqueteia e nos unge (v.5), para declarar que somos dEle: “Conheço as Minhas ovelhas”. A Sua bondade, que nos conduz ao arrependimento (Rm.2:4), e a Sua misericórdia, que se renova a cada manhã (Lm.3:23), estão à nossa disposição até o Dia em que Ele nos conduzirá para morar para sempre em Sua Casa (v.6; Leia Jo.14:1-3).
Mas já parou para pensar se você conhece o Bom Pastor? Ele disse que as Suas ovelhas O conhecem, e ainda foi enfático: “Elas Me conhecem a Mim”, isto é, “Elas Me conhecem de verdade”. As ovelhas de Jesus não seguem outra voz a não ser a dEle. Elas fogem da voz de estranhos (Jo.10:5). O nosso Bom Pastor tem nos falado mediante o Consolador que nos enviou: o Espírito Santo (Jo.14:26). Temos dado ouvidos à Sua voz? Se um rebanho de criaturas irracionais só segue a voz do seu pastor, como podemos rejeitar a voz do Pastor que deu a Sua vida por nós?
Se você permitir que Cristo seja o seu Bom Pastor, Ele jamais vai lhe faltar. E quando Ele voltar, você não ouvirá: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt.25:12), mas reconhecerá a voz do seu Bom Pastor a chamar as Suas ovelhas: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). Siga fielmente a voz do Bom Pastor através do estudo sincero de Sua Palavra, e Ele lhe guiará ao aprisco de eterna segurança. Vigiemos e oremos!
Bom dia, ovelhas do Bom Pastor!
Desafio da semana: Após uma semana de jejum das redes sociais, compartilhe conosco a sua experiência e faça uma oração especial pedindo ao Senhor que lhe ajude a continuar usando esses meios para pregar o evangelho, apressando o retorno do nosso Bom Pastor.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo23 #RPSP
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“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (v.1).
Você sabia que este clamor de Cristo já estava escrito? Ele venceu no deserto com a Palavra (Mt.4) e venceu na cruz com a mesma espada (Mt.27:46; Ef.6:17).
Além de um Salmo messiânico e profético, o Salmo 22 também é, sem dúvida, uma das maiores declarações de amor de Deus para a humanidade: O Amor único, verdadeiro e altruísta, que escolheu dar a Sua vida até por aqueles que O desprezavam. O Amor que trocou o louvor dos anjos por zombaria (v.7-8). O Amor que deixou a paz do Céu para sentir-Se abandonado numa cruz (v.1). O Amor que é maior do que o Universo, mas que carregou um coração de carne dentro de Si (v.14). Um amor que, no princípio, utilizou as mãos para criar (v.31), que veio aqui e as usou para curar. Que não poupou os pés de andar pelas estradas poeirentas deste mundo em busca de quem salvar. Mãos e pés que foram cravados, sem piedade, em um madeiro (v.16). E até as vestes que curaram (Mt.9:21), foram objeto de escárnio (v.18). Tudo estava escrito.
Mas daí surge a pergunta: Como os judeus, tão orgulhosos pelo conhecimento das Escrituras não perceberam o cumprimento de todas as coisas em Cristo? Jesus mesmo afirmou que eles estudavam as Escrituras porque julgavam ter nelas a vida eterna. Só que eles esqueceram da parte mais importante: as Escrituras testificam, dão testemunho de Cristo (Jo.5:39). Se eles tivessem tirado tempo para conhecer o Senhor das Escrituras, como teria sido diferente o destino da nação escolhida! Israel não foi eleita por Deus para ser a única a ser salva, mas aquela da qual sairia a Salvação para todas as nações, a fim de que por meio deste povo, todos tivessem a oportunidade de se converter ao Senhor: “Lembrar-se-ão do Senhor e a Ele se converterão os confins da terra; perante Ele se prostrarão todas as famílias das nações” (v.27). Israel tomou o cetro em suas próprias mãos e se esqueceu de que somente “do Senhor é o reino”, de que “é Ele Quem governa as nações” (v.28).
Amados, hoje temos nas mãos a missão de proclamar o evangelho eterno a todas as nações (Mt.28:19; Ap.14:6). O mundo é o alvo do amor de Deus. Mas só receberá a salvação em Cristo “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). “Como, porém, invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão nAquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm.10:14).
Temos em mãos a obra que o antigo Israel rejeitou: Falar “do Senhor à geração vindoura” (v.30). Anunciar a Sua justiça e ensinar aos nossos filhos Quem é o nosso Criador (v.31). Não estamos estudando a Palavra de Deus apenas com o objetivo de conhecê-la, mas para conhecer a Cristo, de Quem toda a Bíblia testifica. Se este não for o nosso foco, não herdaremos a vida eterna, pois Jesus mesmo declarou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Não há como apresentar ao mundo Alguém que você não conhece. Estude a Bíblia para conhecer o Seu Autor, então, o Seu sacrifício de amor o motivará a falar dEle para outros e, certamente, o conduzirá à vida eterna. Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do Amor eterno!
* Amanhã estudaremos o Salmo mais lido em todo o mundo. Não perca a oportunidade de compartilhar o Salmo de hoje convidando seus amigos a estudarem com você o Salmo 23.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo22 #RPSP
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“Satisfizeste-lhe o desejo do coração e não lhe negaste as súplicas dos seus lábios” (v.2).
O que era uma súplica tornou-se em ação de graças. Mas tem algo de muito curioso neste Salmo. Na verdade, o texto não diz que a guerra acabou, contudo, que Deus alcançará os inimigos do rei (v.8), apanhará os que o odeiam (v.8), ”os consumirá… os devorará” (v.9), e assim, o salmista descreveu uma sequência de ações de Deus, todas no futuro.
Agora percebam o que fez Davi compor este Salmo mesmo em face de iminentes guerras: “O rei confia no Senhor” (v.7). Compreendem, amados? A Bíblia não diz que o rei confiará quando ele sair vencedor da guerra, e sim que ele confia. Ele tinha a firme certeza de que sairia vitorioso. Não é sem propósito que a confiança em Deus faz parte integrante dos oito remédios naturais que Ele nos deixou.
Notem também que Davi iniciou dizendo que se alegrava na força de Deus e exultava em Sua salvação (v.1). “A misericórdia do Altíssimo” (v.7) era o fundamento da confiança de Davi. A motivação do rei não era de vencer a guerra, mas de ter vida: “Ele te pediu vida, e Tu lha deste” (v.4). Não esta vida que logo perece, mas a longevidade eterna: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10).
Por mais que se multiplicassem os inimigos, em momento algum o salmista revelou medo ou dúvida, pois confiava em Deus e em Sua misericórdia. Afinal de contas, os seus inimigos tornavam-se, automaticamente, inimigos de Deus (v.8). Todos os que odiavam a Davi, consequentemente, odiavam ao Senhor também, e dEle receberiam o devido juízo, pois “aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a Quem não vê” (1Jo.4:20).
Meus irmãos, precisamos exercitar a nossa confiança em Deus a cada dia. Conforme o salmo de hoje, confiar no Senhor:
1. Satisfaz o desejo do nosso coração (v.2);
2. Faz com que nossas orações sejam atendidas (v.2);
3. Supre a nossa vida “das bênçãos de bondade” (v.3);
4. Concede-nos a coroa da salvação (v.3; Leia Ap.2:10);
5. Preserva-nos para a vida eterna (v.4);
6. Transforma-nos em bênçãos eternas (v.6);
7. Enche a nossa vida de alegria (v.6).
É privilégio nosso confiar em Deus e desfrutar da sensação de paz “que excede todo o entendimento” (Fp.4:7). Como ouvi em um sermão anos atrás: “No final tudo dá certo na vida do cristão, se ainda não deu certo é porque ainda não chegou ao final”. Portanto, não permita que inimigos abalem a sua fé, mas que a sua fé, unida a um coração agradecido, lhe faça louvar o poder de Deus antes mesmo que ele se manifeste. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, homens e mulheres de fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo21 #RPSP
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“Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (v.7).
O grande monarca de Israel havia assumido um dever sobremodo desafiador. Cercado de adversários, Davi trocou sua harpa e seu cajado pela coroa e pela espada; o cuidado das ovelhas pelo governo de uma multidão; a simplicidade do campo pelo requinte do palácio; a luta com animais pela guerra entre povos; as canções de sua harpa pela marcha dos exércitos de Israel. Mas, mesmo em meio a tantos contrastes, e munido de muitas vantagens terrenas, a confiança de Davi continuou sendo a mesma: “o Senhor salva o Seu ungido” (v.6).
Davi havia experimentado o cuidado de Deus como um simples pastor, e descobriu que podia usufruir do mesmo cuidado como um rei. Sua coroa não lhe conferiu privilégios que já não tivesse antes dela. Como Deus Se mostrou grande nas colinas e pastos de Belém, Sua atenção foi revelada nas vitórias bélicas e negócios do reino. Até mesmo nas repreensões, Davi enxergou o amor divino. A necessidade que Davi tinha do Senhor em sua lida pastoril, foi fortalecida quando como príncipe da nação eleita. Ele sabia e cria que estava sob os cuidados “do Deus de Jacó” (v.1).
A menção do nome de Jacó nos remete à angústia deste patriarca quando estava prestes a reencontrar Esaú. Naquela noite de grande tribulação, Jacó lutou com Deus (Gn.32:28). Com sua vida e de sua família em risco, a lembrança de seu pecado o fez cair em desespero. A maior luta travada na escuridão acontecia em sua mente atormentada pela culpa. Mesmo consciente do perdão divino através do sonho da gloriosa escada (Gn.28:12), seu coração era tentado a pesar sua vida em balança humana. Mas foi quando parecia que sua dor o consumiria, raiou o dia de sua vitória. E de Jacó a Israel, percebeu que sempre fora alvo da mesma medida do amor divino.
A nossa confiança deve estar depositada em um Deus que não faz “acepção de pessoas” (Rm.2:11). Que amou a Davi como rei na mesma medida em que o amou como um pastor. Que amou a Jacó muito antes de ser chamado de Israel. Que confere uns para tronos e outros para as singelas e necessárias ocupações da vida. Que conhece o coração de Seus filhos e concede a cada um a medida segura em Sua vasta obra.
“Do Seu santuário” (v.2), o Senhor cuida do Seu povo; “do Seu santo Céu”, Ele estende sobre nós “a vitoriosa força de Sua destra” (v.6). Como foi com Davi e como foi Jacó, Ele deseja ser o seu Deus. Abra, agora, o coração a este Deus pessoal que não olha para o que você tem, mas para o que você é. Porque os que confiam nas coisas perecíveis deste mundo “se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos em pé” (v.8), pois sempre “nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (v.7), até que Ele volte. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, povo cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100