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“Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as Tuas maravilhas” (v.1).
Como é bom iniciar o dia lendo algo assim como o versículo acima. É um verso de ações de graças assim como o enfoque deste Salmo. Só que, após estudá-lo, percebi algo sério que, creio eu, tem sido o grande problema da maioria ao ler este livro. Muitos lêem o livro de Salmos como se ali houvesse apenas textos poéticos, deixando de analisar o contexto e as verdades ali contidas. No entanto, desde o primeiro Salmo, percebemos que o Senhor colocou neste livro de cânticos, os princípios que norteiam toda a Bíblia.
No Salmo de hoje, Davi expressou gratidão a Deus por Seus feitos, por Sua justiça, por Seu cuidado e por Sua misericórdia para com os aflitos. Mas também deitou por terra uma mentira que tem enganado a muitos pelo mundo afora: a imortalidade da alma. Notem o que está escrito nos versos 19 e 20: “Levanta-Te, Senhor; não prevaleça o mortal… saibam as nações que não passam de mortais”. “Saibam”, ou seja, tornem-se conhecedores, não sejam ignorantes. Só há Um que é imortal, como declarou o apóstolo Paulo: “Único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade” (1Tm.6:15-16). Percebem? O que Davi escreveu no Antigo Testamento, Paulo confirmou no Novo.
A palavra “inferno”, contida no verso dezessete, não existe no original hebraico. Na verdade, a palavra utilizada é “sheol”, que significa “sepultura, lugar dos mortos”, e não um lugar onde os ímpios ficam queimando eternamente. O contexto do versículo, contudo, diz respeito ao juízo final, que não se refere a um sofrimento eterno, mas à completa destruição dos ímpios, um destino de consequências eternas, a “segunda morte” (Ap.20:14). Notem que Davi também destrói a ideia de um Deus tirano que tem prazer na morte do ímpio: “Afundam-se as nações na cova que fizeram… enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos” (v.15-16). Como afirmou o sábio Salomão: “o cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17). E o Senhor mesmo disse através do profeta Ezequiel: “Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto, convertei-vos e vivei” (Ez.18:32).
Somos todos mortais. Somos todos criaturas. A crença na imortalidade da alma foi implantada por Satanás quando no Éden seduziu a Eva. Deus havia dito: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn.2:17). E qual foi o engano da serpente? “É certo que não morrereis…, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn.3:4-5). Acreditar na imortalidade da alma é querer ser “como Deus”, seguindo o mesmo caminho daquele que almejou ser maior do que Deus (Is.14:14).
Somos chamados a render graças ao Único que é imortal e que deseja muito em breve nos revestir da imortalidade (1Co.15:51-54). Continuemos buscando ao Senhor e Ele não irá nos desamparar (v.10). O Senhor que “permanece no Seu trono eternamente” (v.7) nos convida a conhecê-Lo, e assim nEle confiar (v.10). Muito em breve, no Céu, onde o louvor é constante (Ap.4:8), haverá um período de silêncio (Ap.8:1). O louvor dos anjos, diante do trono do Pai, dará lugar ao louvor de um povo que sabe que a sua redenção se aproxima. De cabeças erguidas (Lc.21:28) e de coração contrito (Jr.29:13), os salvos serão recolhidos de uma à outra extremidade da Terra (Is.43:6). Os ímpios contemplarão o esplendor dos salvos e identificarão aqueles atalaias que por tantas vezes os havia advertido, e se lamentarão com uma angústia mortal (Ap.6:16).
Não temos mais tempo a perder, amados! Quer as pessoas acreditem ou não, Jesus está às portas! As últimas vidas estão sendo analisadas, as últimas lágrimas de amor de Cristo derramadas e as últimas intercessões sendo realizadas. É tempo de buscarmos a Deus de todo o nosso coração e de erguermos as nossas vozes em proclamação do evangelho eterno aos que ainda perecem. Que a nossa vida seja um genuíno louvor ao Deus que Se aproxima. Vigiemos e oremos!
Bom dia, aflitos à espera da redenção!
10 DIAS DE ORAÇÃO, 6° dia: Ore pelas decisões importantes que você deve tomar em sua vida e para que seus amigos de oração tomem uma firme decisão ao lado de Cristo.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo9 #RPSP
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“Quando contemplo os Teus céus, obra dos Teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele Te lembres? E o filho do homem que o visites?” (v.3-4).
“Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança” (Gn.1:26) foi a Palavra de Deus que deu origem ao primeiro ser humano: Adão. E tudo o que foi criado, foi dado à humanidade para que sejamos Seus administradores. Deus nos concedeu o domínio de tudo o que Ele criou pelo poder de Sua Palavra. Por meio de Sua criação podemos contemplar a majestade do Senhor e perceber a nossa pequenez diante de tão grandes feitos.
Que é o homem para que Deus se preocupe com ele? Quem somos nós diante da Majestade dos Céus? Mas Ele escolheu nos amar, pois “Ele nos amou primeiro” (1Jo.4:19). E por isso nos coroou “de glória e de honra” (v.5). O Senhor mesmo diz que nos criou para a Sua glória (Is.43:7). Fomos criados para glorificar o nome de Deus desde o nosso nascimento. E é “da boca de pequeninos” (v.2) que Deus é louvado com perfeição.
Quando Cristo esteve entre nós, foram as crianças e não os doutores da lei que O reconheceram como digno de louvor (Mt.21:15-16). Quando perdemos o contato direto com o Invisível, quando perdemos a capacidade de olhar para o céu e pensar em “quão magnífico em toda a terra” (v.1) é o nome do Senhor, quando permitimos que coisas sejam mais importantes do que pessoas, corremos o sério risco de, mesmo sendo testemunhas oculares das maravilhas de Deus, nos indignar com aqueles que, de coração contrito, e com toda a vida, louvam o nome do Senhor (Mt.21:15).
O verso dois tem um contexto profético, mas também nos traz uma grande lição espiritual. Não basta ser conhecedor da Bíblia, é preciso andar de forma que a nossa vida seja um perfeito louvor a Deus, fazendo “emudecer o inimigo e o vingador” (v.2). Quando procuraram algo para acusar Daniel, “ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Dn.6:4). Onde Jesus chegava, a luz dos Céus O acompanhava. Quando Estevão foi levado ao Sinédrio, o seu rosto brilhava como a face de um anjo (At.6:15). Quando Pedro e os demais discípulos falavam, os líderes judeus não tinham como negar o poder de Deus na vida deles (At.4:16).
Assim como o mundo deve olhar para os céus e glorificar a Deus, assim como deve olhar para os astros e glorificar Aquele que os criou, assim como toda a natureza deve ser uma revelação da magnificência do Senhor, a vida do cristão deve ser a luz do mundo, “para que vejam as suas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). Seja a nossa vida uma constante declaração: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o Teu nome!” (v.9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, luz do mundo!
10 DIAS DE ORAÇÃO, 5° dia: Ore para que Deus lhe dê disposição para estudar Sua Palavra a cada dia e por seus amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo8 #RPSP
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“Senhor, Deus meu, em Ti me refugio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me” (v.1).
Se tinha uma coisa que Davi pedia a Deus era o livramento contra os seus inimigos. Somente o Deus justo que sonda a mente e o coração (v.9) seria capaz de frustrar os desígnios dos ímpios. Você já foi enganado alguma vez? Alguém já aparentou ser uma coisa e, depois, se mostrou outra? Davi estava cercado de gente assim. A sua única saída era o seu Refúgio (v.1). “O Senhor que julga os povos” (v.8), faria distinção entre a sua integridade e retidão e “a malícia dos ímpios” (v.9). Davi não estava pedindo para que os seus inimigos desaparecessem, mas que Deus julgasse entre as suas intenções e as deles. Caso não se convertessem (v.12), teriam de sofrer o juízo do “justo Juiz” (v.11).
Você tem, como o salmista, a certeza de que serve a um Deus justo e fiel? Davi teve que enfrentar inúmeros inimigos durante toda a sua vida. Contudo, além dos aparentes, havia os inimigos secretos. Como é bom quando vai chegando o final do ano e participamos dos famosos amigos secretos. Só descobrimos quem é nosso amigo na hora da troca de presentes. Mas ainda há uma brincadeira chamada “inimigo secreto” ou “amigo da onça”, onde os “presentes” não são tão agradáveis assim. Como brincadeira, torna-se divertido, mas na vida real, torna-se um desafio difícil e, ao mesmo tempo, angustiante.
Percebam que Davi, apesar de afirmar que possuía as melhores intenções, apesar de afirmar-se diante do Senhor como um homem reto e íntegro (v.8), ainda se colocou nas mãos de Deus e pediu que a Sua justiça fosse a ele aplicada, caso tenha feito algo de errado com seus inimigos (v.3), ou devolvido com o mal a quem ia ter com ele em paz (v.4). Ele estava pronto para ser alvo da justiça divina, mesmo que esta não viesse a favorecê-lo. E no fim de tudo, ele rendeu “graças ao Senhor” (v.17) porque confiava plenamente em Seu justo juízo.
Meus amados, os piores inimigos que Davi teve de enfrentar não foram o gigante Golias e os filisteus, mas aqueles que estavam ao seu redor e afirmavam amá-lo (Leia 1Sm.16:21). E enfrentar inimigos assim é confuso e amedrontador. Creio que o maior sofrimento de Davi não era o medo de ser ferido ou morto por estes, mas de não estar de alguma forma sendo justo. Era como se ele dissesse a Deus: “Senhor, se eu fiz algum mal a eles, me revele, porque não compreendo a reação deles!” Davi não compreendia a natureza dos atos de seus inimigos, todavia, compreendia bem a natureza da justiça de Deus, por isso que com sinceridade de coração apegava-se a ela e rendia graças a Deus “segundo a Sua justiça” (v.17). No final, ele sabia que o que realmente importava era ser justo aos olhos do Senhor.
Oremos para que jamais sejamos cúmplices do mal, mas amigos da justiça. Que possamos nos apegar ao único Refúgio (v.1) e Escudo (v.10) que pode nos salvar tanto de nossos inimigos quanto de nós mesmos. Como escreveu Ellen White, que o maior inimigo que podemos enfrentar não é aquele que é externo, mas o eu não consagrado. Continue buscando ao Senhor nas primeiras horas de cada manhã, permaneça com Ele durante todo o dia e, certamente, no final dele você poderá dizer como o salmista: “Eu, porém, renderei graças ao Senhor, segundo a Sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor Altíssimo” (v.17). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, justos de Deus!
10 DIAS DE ORAÇÃO, 4° dia: Ore por reavivamento em sua família e por seus amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo7 #RPSP
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“Senhor, não me repreendas na Tua ira, nem me castigues no Teu furor” (v.1).
O livro “Orientação da criança”, da escritora norte-americana Ellen G. White, traz verdadeiras pérolas da educação cristã. Dentre os diversos e preciosos conselhos, um deles diz que: “Cada família, na vida doméstica, deve ser uma igreja, um belo símbolo da igreja de Deus no Céu. Se os pais reconhecessem sua responsabilidade para com os filhos, sob nenhuma circunstância repreenderiam e se irritariam com eles” (O.C., p.335).
O que este texto nos diz é que a família, como símbolo da igreja celeste, não pode dar lugar à irritação criando um ambiente inadequado à devida educação cristã. Quando um pai ou uma mãe agem movidos pela ira e não pelo amor, a correção não atinge o seu real objetivo.
A súplica de Davi é pela misericórdia de Deus. Que Ele não o repreenda na Sua ira e nem o castigue no Seu furor (v.1). Isto me faz avançar até o relato de João oito e lembrar da atitude de Cristo diante de uma mulher adúltera. Todos ao redor a acusavam encolerizados com pedras nas mãos. Mas as palavras de Jesus os dispersou e o que Ele disse àquela mulher reflete bem o que Deus faz em nossas vidas: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11). A ira do Senhor não é contra o pecador, e sim contra o pecado. Como nosso Pai de amor, Ele não nos repreende com ira, mas com amor e compaixão.
O salmista expressa uma condição de profunda tristeza e até sintomas de depressão, por causa dos seus inimigos. Como no caso da mulher adúltera, os inimigos de Davi o rodeavam prestes a atirar a primeira pedra. Mas assim como Cristo acolheu aquela mulher, Davi tinha certeza de que o Senhor ouviu e acolheu a sua oração.
Hoje, ainda há tempo de ouvirmos do Senhor:
“Eu não te condeno; vai e não pratique mais a iniquidade”. Contudo, chegará o dia em que muitos terão de ouvir as duras palavras: “Apartai-vos de Mim, todos os que praticais a iniquidade” (v.8; Mt.7:23).
O tempo que temos para clamar: “Volta-Te, Senhor, e livra a minha alma; salva-me por Tua graça” (v.4), é agora. Ele é o nosso Pai do Céu e não há ninguém tão interessado em nossa salvação quanto Ele. Chegou a hora de nos achegarmos de todo o nosso coração ao Pai da Eternidade que escolheu sofrer os resultados do mal por mim e por você. Ao Pai que enviou o Seu Unigênito para receber o salário que era nosso (Rm.6:23). Ao Pai que troca as pedras da ira por palavras de apreço e de perdão. Então, certamente, Ele nos ouvirá e acolherá as nossas orações. Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai de Amor!
10 DIAS DE ORAÇÃO – 3° dia – 10 HORAS DE ORAÇÃO E JEJUM: Oremos hoje pelo reavivamento na vida dos líderes da igreja e por nossos amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo6 #RPSP
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“De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando” (v.3).
Como guerreiro, Davi fez muitos inimigos. E como rei, também estava cercado de adversários que, aparentando boas intenções, eram verdadeiras armadilhas humanas (v.9). Diferente dos inimigos de guerra, as armas destes eram mais letais e perigosas, já que a intenção criminosa estava escondida em “seu íntimo” (v.9). Por isso que o clamor de Davi acontecia em meio a gemidos (v.1). Porque os inimigos poderiam estar à sua frente vestidos de ovelhas, mas diante do Senhor tudo se revela exatamente como o é.
Davi pediu a proteção contra os mentirosos (v.6), que “com a língua lisonjeiam”, mas que não têm “sinceridade nos seus lábios”. Para ele, como herói de guerra, era muito fácil reconhecer os inimigos com lanças e espadas nas mãos, contudo, como era difícil enxergar aqueles que o recebiam com ósculo “santo”! A resposta, mais uma vez, está em uma vida de oração. A primeira coisa que Davi fazia ao acordar era buscar a Deus em oração. E depois? Davi ficava esperando (v.3). Mas o quê, exatamente, ele esperava? Que, na Sua benevolência, Deus o cercasse “como escudo” (v.12). A confiança dele estava em Deus. O Senhor que o tinha livrado inúmeras vezes dos inimigos declarados, certamente, o protegeria dos inimigos disfarçados.
Também não precisamos temer a ninguém se temos o Deus de Davi conosco. Como afirmou o apóstolo Paulo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm.8:31). Jesus, mesmo conhecendo o traidor, o tratou e amou igualmente como fez com os demais discípulos. Judas entregou o Filho de Deus à morte com um beijo. Ainda assim, Jesus não o condenou. Não devemos nós agir de igual modo?
À vista de Deus tudo está revelado, mas a nós não. Por isso, não cabe a nós julgar, e sim amar e entregar nas mãos de Deus tudo aquilo que está fora de nosso alcance resolver. Se tão somente confiarmos em Deus como fazia o salmista, ainda que por vezes não consigamos enxergar o Seu agir, tenhamos a certeza de “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm.8:28). Ore, neste momento, e entregue a sua vida nas mãos do Senhor, “porque Ele tem cuidado de vós” (1Pe.5:7). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “todos os que confiam” (v.11) no Senhor!
10 DIAS DE ORAÇÃO, 2° dia: Oremos hoje para que as 10 horas de jejum e oração de amanhã promovam o início de um reavivamento em nossa vida e na igreja. Para que nossos cinco amigos de oração aceitem estudar a Bíblia. E pelos nossos amigos que estão afastados da igreja.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo5 #RPSP
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“Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai” (v.4).
Diferente do que muitos pensam, a ira não é pecado. Ser irascível sim. Uma pessoa intocável, que se ofende com facilidade e só vive com raiva de tudo e de todos, certamente precisa ter um encontro com Aquele que é manso e humilde de coração (Mt.11:29).
A ira é um dos sentimentos que fazem parte de nossa essência. Mas ela precisa ser canalizada na direção correta. Davi pediu a Deus uma resposta ao seu clamor. Falar com Deus era o segredo de suas vitórias espirituais. O fato de ter sido chamado o homem segundo o coração de Deus foi resultado de uma vida de oração. Quando você vai dormir e consulta “no travesseiro o coração”, o resultado disso é sossego, paz e sono reparador, ou angústia, remorso e noites mal dormidas?
Lembre-se que até Deus Se ira, mas a ira do Senhor não é voltada contra nós, e sim a favor dos que O amam. O pecado e todas as suas consequências são a causa da ira de Deus, e devem ser a causa da nossa ira também. Contudo, irar-nos uns contra os outros, promovendo discórdias e alimentando o nosso coração com o ódio, isso sim é permitir que a ira se torne em pecado.
Uma vida de oração (v.1) e confiança em Deus (v.5) era o que fazia do coração de Davi um depósito das alegrias celestes (v.7), e do seu sono um reduto de paz, sossego e renovação. “Sossegai” não foi apenas um conselho do salmista, mas é um convite do Pai de misericórdia: “Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força” (Is.30:15).
Portanto, amados, sosseguem nos braços de Deus. Não permitam que o sol se ponha sobre a vossa ira e nem deem lugar ao diabo (Ef.4:26-27). Que o Senhor levante sobre nós a luz do Seu rosto (v.6) e direcione a nossa ira à oração e confiança nEle, pois Ele é o nosso Juiz Justo e só Ele pode nos fazer repousar seguros (v.8). Vigiemos e oremos!
Bom dia, piedosos do Senhor!
10 DIAS DE ORAÇÃO: Hoje, damos início aos 10 dias de oração e busca pelo Espírito Santo. Neste dia, oremos em especial por reavivamento pessoal
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo4 #RPSP
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“Do Senhor é a salvação, e sobre o Teu povo, a Tua bênção” (v.8).
Este Salmo foi escrito por Davi na ocasião em que ele fugia de seu filho Absalão. Imaginem a dor de um pai ao ter que fugir da ira de seu próprio filho. Absalão tomou o trono de Davi e cometeu verdadeiros absurdos para alcançar este objetivo. Seus desígnios foram tão perversos que nem a vida de seu idoso progenitor seria poupada. As tragédias familiares fizeram da casa de Davi um espetáculo para Israel e motivo de escárnio na boca dos que diziam do rei: “Não há em Deus salvação para ele” (v.2). “Porém” (v.3), Davi confiava em Deus e em Sua provisão.
Percebam que Davi iniciou o Salmo com uma exclamação: “Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários!” (v.1). Ele entrou em diálogo com Deus, externando primeiramente o que estava sentindo e vivendo naquele momento. Seus inimigos se multiplicavam e ele não se referia a inimigos pagãos, mas do seu próprio povo (v.6) e de sua própria família. A rebelião de Absalão havia provocado uma divisão entre os filhos de Israel, de modo que muitos se levantaram contra Davi.
“Porém” (v.3), Davi tinha o Senhor por escudo e salvação. Ele clamava e Deus o ouvia. Ele deitava e dormia sossegado. Ele acordava, pois Deus o sustentava. Ele não temia seus inimigos, porque o Senhor era o seu Deus, o Justo Juiz. Davi havia experimentado a graça e o perdão de Deus, e por mais que fossem numerosos os seus adversários, nada poderia apagar de seu coração a esperança que o motivava a prosseguir olhando para o alto.
Talvez você esteja passando por um momento de adversidade que envolve pessoas que deveriam te amar, mas que decidiram te perseguir. Mas não fomos deixados sem aviso quanto a isto: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Abra o seu coração ao Senhor! Conte a Jesus o que você está sentindo. Lembre-se que ninguém melhor do que Ele para entender o que é ser perseguido e acusado injustamente. Não use a sua voz para revidar o mal, mas para clamar ao Senhor “e Ele do Seu santo monte” (v.4) irá lhe responder. Não perca noites de sono por causa daqueles que não lhe querem bem, mas confie que assim como Deus lhe acordou nesta manhã, Ele Se levantará para salvá-lo (v.7). Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo do Senhor!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo3 #RPSP
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“Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és Meu Filho, Eu, hoje, Te gerei” (v.7).
O livro de Salmos não se trata apenas de um livro poético, mas também profético. O “Salmo segundo” (At.13:33) se refere ao reinado de Cristo, dando enfoque tanto em Sua primeira vinda, quando foi gerado pelo Espírito Santo (v.7; Leia Mt.1:18), quanto em Sua segunda vinda, quando virá com poder e grande glória para exercer o Seu juízo (v.9; Leia Ap.19:15).
Veremos muitas profecias messiânicas nos Salmos, e o fato de uma delas estar logo no começo já indica a importância da vinda do Senhor e de Seu segundo advento. Interessante é lembrarmos que os Salmos eram as canções de Israel e que, portanto, isto fazia deles conhecedores das profecias sobre o Messias. A música tem o poder de gravar em nossa mente coisas que de outra forma não aprenderíamos. E, ainda assim, eles entoaram palavras que eles mesmos praticaram: “Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o Seu Ungido” (v.2).
Os filhos de Israel, unidos aos governantes locais e gentios, levantaram-se contra o Ungido de Deus e O crucificaram. Foi por isso que Cristo proferiu a seguinte advertência: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8). Tornaram-se tão cegos em suas tradições que contentavam-se apenas com o exterior. Suas sinagogas eram impecáveis, o templo de Jerusalém era o orgulho da nação, suas tradições eram seguidas à risca, suas vestes suntuosas e impecáveis, seus corações… bem, estes estavam longe de Deus. Negligenciaram “a justiça, a misericórdia e a fé”. Não deram ouvidos à sabedoria do Salvador: “devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt.23:23). De que valeu, pois, todo o orgulho nacional? Eles rejeitaram o Rei da glória! Mas eles não conheciam as Escrituras? Sim. Contudo, não a gravaram no coração como o Senhor os havia ordenado (Leia Dt.6:4-6).
Se não formos prudentes (v.10), se não servirmos ao Senhor com temor, e não nos alegrarmos nEle com tremor, iremos acabar agindo como o antigo Israel: cheios de conhecimento, mas vazios do amor de Deus. O conhecimento da Bíblia e a aparência exterior não têm valor algum diante de Deus se estes não forem resultado de uma entrega genuína do coração. “Dá-Me, filho Meu, o teu coração” (Pv.23:26), é tudo o que o Senhor nos pede. Se nEle nos refugiarmos (v.12), certamente estaremos atentos à Sua segunda vinda assim como os pastores no campo e os magos do Oriente estavam quando Ele veio pela primeira vez. “Porque dentro em pouco” (v.12), Cristo virá, não mais como um indefeso bebê, mas como “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16). Importa, hoje, que busquemos o conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta:”, disse Jesus, “que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3). Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo do advento!
Desafio da semana: Continuemos intercedendo por nossos amigos de oração. Esta semana, se possível, visite-os e ore com eles.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo2 #RPSP
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“Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (v.2)
Quem já não viu uma Bíblia em alguma casa ou estabelecimento comercial aberta no livro de Salmos? Creio que todos nós já vimos e já tivemos a curiosidade de saber o porquê da escolha deste livro. Na verdade, tal costume tornou-se uma espécie de amuleto. Apesar de ser o livro mais comprado no mundo, a Bíblia tem sido também o menos lido. A partir de hoje, vamos descobrir que o livro de Salmos têm muito mais a nos oferecer do que simplesmente sorte, como imaginam alguns.
Ao contrário do que muitos pensam, os Salmos não foram escritos apenas por Davi, mas há também outros autores, inclusive autores desconhecidos, como no Salmo de hoje. O salmista inicia falando de uma bem-aventurança. Parafraseando: “Verdadeiramente feliz é todo aquele que não dá ouvidos a maus conselhos, que quando percebe que está diante do perverso, se afasta, e que não se demora no meio daqueles que escarnecem do que seja puro e santo” (v.1). Então, o salmista descreve o prazer deste bem-aventurado e sobre o que ele pensa e pondera durante todo o dia: A lei do Senhor é a alegria e o aio dos justos. E, “no devido tempo”, surgem os frutos de justiça “e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (v.3).
Mas então, no verso quatro, o salmista também descreve o lado contrário: “Os ímpios não são assim”. O meditar do nosso coração diz muito sobre quem somos e para onde vamos. Sobre o que você tem considerado em teu coração? Qual tem sido o teu meditar? O livro mais lido e admirado na Bíblia inicia deixando bem claro que há sim diferença entre o justo e o ímpio, entre o obediente e o desobediente, entre o “conselho dos ímpios” (v.1) e a “lei do Senhor” (v.2). Esta foi uma das primeiras passagens bíblicas que ensinei meus filhos a recitar e a guardar no coração. Porque se eles entenderem a verdade ali contida, igualmente saberão qual é o caminho em que devem andar: “o caminho dos justos” (v.6).
Amados, percebam que o Salmo chama de ímpio e de perverso todos os que não têm prazer na Palavra do Senhor. Não é preciso cometer atrocidades para ser considerado um perverso diante de Deus, basta ignorar a Sua Lei e fazer pouco caso da Sua Palavra. Forte, não é mesmo? Mas é a verdade. Como está escrito: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Ou seja, o justo procura andar na “cartilha” de Deus e o ímpio não se sujeita à Sua vontade. Considere, por exemplo, as leis de um país. A desobediência a essas leis implica em sanções previstas na própria legislação. Como aqueles que “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16), que a nossa vida aqui testemunhe que somos cidadãos da pátria superior.
Não foi sem razão que este livro iniciou com uma clara distinção. De que lado você está? O pecado por si só já faz um tremendo estrago nos separando do nosso Criador (Is.59:2). Não permita que esta separação seja eterna (v.5)! Mas que a nossa vida seja uma árvore frondosa que dê muito fruto (Leia Gl.5:22-23), sendo constantemente regada pela sabedoria e poder da Palavra de Deus, e Ele mesmo nos justificará. Vigiemos e oremos!
Bom dia, justos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
PrimeiroDeus #Salmo1 #RPSP
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“Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (v.5).
A resposta de Jó ao Senhor revela uma profundidade espiritual que deveria comover-nos a cavar fundo nas Escrituras. Na verdade, não foi simplesmente uma resposta, foi uma confissão. Ciente de que havia falado “do que não entendia”, de “coisas maravilhosas” que “não conhecia” (v.3), seus olhos foram abertos para ver a beleza do caráter divino. Sentindo, então, a forte impressão de sua indignidade, concluiu: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (v.6).
Ao compreender que a sua defesa pertencia ao Senhor, Jó foi contemplado com o fim de sua ignomínia. Primeiro, Elifaz, Bildade e Zofar, foram reprovados por Deus e por quatro vezes O ouviram falar, referindo-se a Jó: “o Meu servo Jó” (v.7,8). Depois, “quando este orava pelos seus amigos”, Deus mudou a sua sorte, lhe dando “o dobro de tudo o que antes possuíra” (v.10). Jó teve “outros sete filhos e três filhas” (v.13) e “abençoou o Senhor o último estado de Jó mais do que o primeiro” (v.12).
A reprovação de Deus e a intercessão de Jó não foram apenas instrumentos de humilhação, mas também instrumentos de misericórdia para Elifaz e seus companheiros. Mesmo que tenham agido e falado contrário à vontade de Deus, o Senhor revelou o Seu desejo em perdoá-los e redimi-los. Naquele momento, Jó foi eleito por Deus como uma espécie de sacerdote, a fim de receber as ofertas deles e por eles interceder. Um tipo que aponta para o ministério do Antítipo. “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hb.9:24).
A menção à beleza incomparável das filhas de Jó é uma declaração de que o que o Senhor tem preparado para os que O amam excede tudo o que possamos pensar ou imaginar (1Co.2:9). Quando formos revestidos da glória de Deus em corpos perfeitos e sem pecado (1Co.15:53); quando Cristo declarar perante o Universo: “Também de nenhum modo Me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre” (Hb.10:17); quando Ele estender a Sua mão para enxugar as nossas últimas lágrimas, e contemplarmos a Sua terna face, então, iremos considerar como insignificante qualquer sofrimento que tenhamos passado aqui.
Amados, por mais que a nossa lida neste mundo pareça ultrapassar o limite de nossas forças, há um Deus no Céu que é vitorioso nas batalhas e que nos oferece o Seu galardão. A intercessão de Jó por seus amigos representa a intercessão de Cristo por nós. Ao nos aproximarmos de Jesus e experimentarmos a Sua graça, recebemos o poder do Espírito Santo para sermos Suas testemunhas e, como Jó foi para seus amigos, sermos instrumentos de salvação na vida de muitos.
“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão” (Hb.4:14). Jó foi contemplado com a bênção do Senhor nesta terra, mas morreu “velho e farto de dias” (v.17) “sem ter obtido as promessas” (Hb.11:13). Jó aspirava “uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16). Seu coração desfalecia de saudades de seu Redentor!
Oh, meus irmãos, que a nossa vida seja uma constante declaração de que somos “estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hb.11:13)! Que quando Jesus encerrar o Seu ministério de intercessão, que seja dito a nosso respeito: “Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb.11:16). Perto está o dia em que a nossa sorte será mudada para sempre. Pois, “naquele tempo”, diz o Senhor, “Eu vos farei voltar e vos recolherei; certamente, farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando Eu vos mudar a sorte diante dos vossos olhos, diz o Senhor” (Sf.3:20). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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