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“Mui profundamente se corromperam, como nos dias de Gibeá. O Senhor Se lembrará das suas injustiças e castigará os pecados deles” (v.9).
Um dos relatos bíblicos mais tristes e difíceis de se ler encontra-se no capítulo dezenove do livro de Juízes. A violência cometida contra a concubina do levita e o esquartejamento de seu cadáver foram absurdos que, certamente, chocaram Israel e que levaram todo o povo a concluir: “Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (Jz.19:30).
A corrupção de Israel nos tempos de Oseias foi comparada com este episódio onde a maldade era sem escrúpulos. O povo se comportava como se em dias de festa, quando, na verdade, estava para viver dias de luto. Até as novas gerações não seriam poupadas do castigo vindouro, sendo levadas “ao matador” (v.13). A bênção que deveria ser perpetuada para a vida (Dt.6:4-9), foi trocada pela maldição para a morte.
A tragédia humana atinge o seu ápice na proporção em que o homem deixa de ouvir a voz do seu Criador. A mesma voz que falou e tudo se fez, é a mesma que continua falando através de Sua Palavra com a finalidade de – dia após dia – nos santificar. É uma obra contínua e ininterrupta que só atingirá o seu clímax no grande Dia do Senhor. Deixar de ouvir a voz de Deus não é só uma questão de escolha, mas de renúncia à própria finalidade para a qual fomos criados: “… os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is.43:7).
Com isso em mente, ponderemos, consideremos e falemos acerca de nossos dias. O que temos visto e ouvido pelo mundo afora, de uns anos para cá, não tem sido um episódio esporádico de violência extrema, mas um surto de crimes hediondos que têm tornado esta terra um lugar terrível de se viver. O descaso para com a vida alheia, o desamor e o prazer a todo custo são as principais causas para que haja um número gigante de vítimas fatais. Mas esta é a face do homem longe de Deus! Este é o quadro pintado pelo príncipe deste mundo!
O que estamos testemunhando, hoje, é o retrocesso humano e a degradação do mundo. Quanto mais distantes vivemos dos propósitos de Deus, mais vulneráveis ficamos às nossas paixões e concupiscências, então, começamos a nos destruir uns aos outros. Nunca estivemos tão perto de ver cumprida esta profecia de Oseias: “Chegaram os dias do castigo, chegaram os dias da retribuição” (v.7). Despertemos, amados! Basta olhar para os lados e perceber que o relógio deste mundo está prestes a marcar o seu minuto final. Isto não é sensacionalismo! Isto é choque de realidade! O Senhor tem chamado o Seu povo para ouvir: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz” (Ap.2:7). E o que temos feito com esse privilégio? Aproveitado ou rejeitado?
Em nome de Jesus, aproveitemos ao máximo estes últimos instantes enquanto ainda podemos ouvir a voz do Espírito Santo. Porque está chegando o tempo em que todas as oportunidades cessarão e cumprir-se-á a profecia: “Ai deles, quando deles Me apartar!” (v.12). Vigiemos e oremos!
Bom dia, ouvintes atentos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias9 #RPSP
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“Embora Eu lhe escreva Minha lei em dez mil preceitos, estes seriam tidos como coisa estranha” (v.12).
A trombeta era um instrumento muito utilizado, tanto em batalhas quanto em festas e assembleias solenes. Geralmente, servia como um sinal de alerta ou de convocação, mas também para comemorar a vitória em alguma batalha. No Antigo Testamento encontramos diversos relatos em que a trombeta é utilizada. No livro de Neemias, por exemplo, o próprio Neemias, devido a reconstrução dos muros de Jerusalém demandar dispersão, convocava o povo para orar ao “som da trombeta” (Ne.4:20).
O capítulo de hoje já inicia com um recado em tom de urgência: “Emboca a trombeta” (v.1), indicando que ela está prestes a ser tocada. Com o castigo às portas e avisado pelos profetas de Deus de que sua falsa religião precisava ser substituída pela “religião pura e sem mácula” (Tg.1:27), “Israel rejeitou o bem” (v.3) e teria de sofrer a dor das feridas que ele próprio causou (Pv.11:17). Apesar da aberta idolatria (v.6), o povo ainda enchia a boca para dizer: “Nosso Deus! Nós, Israel, Te conhecemos” (v.2), e, ao mesmo tempo, contaminavam a casa do Senhor com seus ídolos e práticas pagãs. Eram exatamente um tipo de Laodiceia, acomodando-se à condição de que, como nação eleita de Deus, já eram ricos e abastados e não precisavam de mais nada (Ap.3:17): “Porque Israel se esqueceu do seu Criador e edificou palácios” (v.14).
Conforme as profecias bíblicas, vivemos no tempo que antecede a sétima e última trombeta. Basta observar a condição atual do mundo para perceber que “o sétimo anjo” (Ap.11:15) já está com a trombeta na boca apenas aguardando a ordem divina. E adivinhem só o que João viu logo após o ressoar da última trombeta: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário…” (Ap.11:19). E o que era mantido dentro da arca da Aliança? Além da vara de Arão e da urna de ouro contendo uma porção do maná, estavam ali “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx.31:18).
Agora, vejamos o porquê o Senhor irou-Se contra o Seu povo: “porque transgrediram a Minha aliança e se rebelaram contra a Minha lei” (v.1). Transgredir significa passar dos limites. Israel passou dos limites confessando uma fé tão frágil quanto os deuses que construiu. Como uma revelação do verdadeiro caráter divino, a Lei do Senhor “é santa, e o mandamento, santo, e justo e bom” (Rm.7:12).
O Criador nos deixou dez preceitos com base nos quais um dia seremos julgados (Tg.2:12). A Lei de Deus expressa dez vezes que você e eu somos pecadores e precisamos de um Salvador que, nos deixando exemplo, foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Ele não voltará para buscar os que “amam o sacrifício”, pois “o Senhor não os aceita” (v.13), mas virá segunda vez para levar Consigo “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap.14:12), como expressão do grande amor que os salvou.
Não podemos perder a inocência (v.5) que este mundo vil tem tirado até mesmo das crianças. Os mandamentos de Deus “não são penosos” (1Jo.5:3), e sim motivo de alegria daqueles que descobrem a bem-aventurança de seguir os passos de Jesus (1Pe.2:21). Que estejamos todos prontos para o ressoar da última trombeta, orando em todo o tempo: “Ensina-me, Senhor, o caminho dos Teus decretos, e os seguirei até ao fim” (Sl.119:33). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias8 #RPSP
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“A soberba de Israel, abertamente, o acusa; todavia, não voltam para o Senhor, seu Deus, nem O buscam em tudo isto” (v.10).
A iniquidade dos regentes de Israel levou todo o povo à prática de abominações e descaso para com Deus e Sua Palavra. Disposto a mudar-lhes a sorte, o Senhor desejava restaurar os filhos do Seu povo e trazê-los de volta ao Seu aprisco. Contudo, rejeitaram o chamado do Altíssimo e dEle fugiram (v.13). A negativa partia do princípio de que ninguém havia que invocasse ao Senhor (v.7). Ninguém havia que O buscasse ou desejasse estar em Sua presença. A situação deles era cômoda e, em meio à apostasia, ocupavam o coração com as efêmeras alegrias deste mundo, enquanto se orgulhavam em fazer parte da nação eleita.
No capítulo vinte e três do livro de Mateus, Jesus proferiu severas advertências contra os líderes da época. E a primeira delas exemplifica bem a situação de Israel: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” (Mt.23:13). Ao invés de serem instrumentos de salvação, suas vidas tornaram-se uma barreira impedindo que muitos conhecessem, de fato, a Deus. A ostentação e o orgulho tornaram os líderes do povo uma espécie de padrão inalcançável. Colocando-se acima de tudo e de todos, abandonaram a essência da liderança: a humildade. E, tomados de um espírito soberbo, rejeitaram o único Mestre: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mt.23:8).
A primeira vez que os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos se deu em Antioquia, após a dispersão “por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão” (At.11:19). Ali, e nas cidades circunvizinhas, o evangelho foi pregado com inteireza de coração, pois “a mão do Senhor estava com eles” (At.11:21). Era isso que Deus esperava do antigo Israel e é isso que Ele espera do Seu Israel atual. O Senhor não leva em conta a aparência de santidade, mas em sermos dEle “em espírito e em verdade” (Jo.4:24). Ele não deseja ouvir os “uivos” (v.14) de Esaú (Hb.12:17), mas o clamor de Jacó (Gn.32:26), de corações que reconhecem a sua real condição: inteiramente dependentes da graça de Jesus.
A verdade é esta, amados: diante de Deus, não há distinção entre líderes e subordinados. Somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai (Mt.23:9). Todos carecemos da mesma graça, da mesma misericórdia e do mesmo Mediador, Jesus Cristo (1Tm.2:5). Ele mesmo nos deixou exemplo, quando, sendo Senhor, Se humilhou à condição de servo (Jo.13:14). Portanto, liderar não é mostrar serviço, mas servir para mostrar Jesus. E isso só acontece quando estamos sob a liderança do Espírito de Deus. Portanto, oremos com fervoroso esforço a fim de que o Espírito Santo lidere a minha e a sua vida. Então, sucederá que se cumprirá em nós a letra da canção: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, n° 481). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, liderados pelo Espírito Santo!
* Dez Dias de Oração, 10° dia: Oremos para que esse movimento de oração não termine hoje, mas permaneça como uma constante busca pelo poder do Espírito Santo em nossa vida e em nossa casa. Oremos sem cessar por nossos familiares.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias7 #RPSP
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“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (v.3).
Proferidas de lábios que manifestem o que sai de um coração sinceramente convertido, as palavras do verso acima expressam um dos mais belos resumos da esperança em Cristo Jesus. Tais palavras, no entanto, foram ditas por um povo cujo amor era “como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa” (v.4). Não havia solidez e nem entrega. Apenas uma adoração vazia na tentativa de angariar as bênçãos de Deus. Havia uma aparente piedade destituída da real e urgente necessidade de arrependimento e confissão. Enquanto não reconhecessem sua culpa, continuariam a manifestar a sua morna atuação.
Julgando ter encontrado um bom motivo para acusar os discípulos, alguns fariseus e escribas questionaram a Jesus: “Por que transgridem os Teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem” (Mt.15:2). A resposta de Jesus revelou o que somente Ele pode ver: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8). Enquanto aqueles homens se preocupavam com a purificação exterior, negligenciavam o que de fato os manteria limpos. Esta também foi a mensagem dada por Oseias a Israel. Enquanto não buscassem purificar-se de seus pecados, continuariam contaminados pela prática de abominações.
Uma mensagem semelhante foi dirigida à última igreja: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). Apontada como uma igreja morna, a ponto de causar náuseas no Senhor (Ap.3:16), Laodiceia é o fiel retrato de uma geração de crentes estagnados em sua confortável condição equilibrada. Detentores de uma suposta santidade regada à arrogância e presunção, não aceitam o confronto do Espírito com seus pecados, de forma que ignoram Seus apelos. A voz da profecia continua ecoando através das Escrituras em um chamado constante e urgente. A voz do Senhor nos diz que os recursos divinos ainda estão disponíveis: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:18).
Deus está preparando um povo que, pela pureza do coração e caráter santo, revelará ao mundo os resultados irresistíveis do genuíno amor. Uma nação de homens e mulheres que está sempre a olhar para cima à vista de um Salvador pessoal que os eleve cada vez mais perto da condição de cidadãos do reino dos céus: “O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; o que, a seus olhos, tem por desprezível o réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; o que jura com dano próprio e não se retrata; o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado” (Sl.15:2-5).
Precisamos nos despir, amados, de tudo o que esteja maculando a nossa vida. Pois enquanto Jesus purifica o santuário do Céu, deve haver um processo de purificação sendo realizado em nós. Ou “acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, O qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co.6:19). O selo do Deus vivo (Ap.7:3) só será colocado sobre o “que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). Como o profeta viu “uma coisa horrenda na casa de Israel” (v.10), os olhos do Senhor estão sobre a Sua igreja sacudindo-a e purificando-a de toda a palha e joio. Oxalá façamos parte do precioso trigo, que mesmo sacudido em um processo doloroso e exaustivo, permanecerá “firme pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (EGW, Educação, p.57). Vigiemos e oremos!
Bom dia, purificados pelo Espírito!
* Dez Dias de Oração, 9° dia: Oremos para que o Espírito Santo seja derramado em nossa vida e em nossa casa. Oremos por nossos familiares.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias6 #RPSP
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“O seu proceder não lhes permite voltar para o seu Deus, porque um espírito de prostituição está no meio deles, e não conhecem ao Senhor” (v.4).
Uma dura repreensão foi dirigida aos sacerdotes e líderes do povo. Sobre estes pesava a grande responsabilidade de liderar a nação sob o governo divino. Contudo, desconsiderando os princípios exigidos pela Lei, se afundaram na “prática de excessos” (v.2), através de uma liderança permissiva e licenciosa. Começando pelos sacerdotes, príncipes e principais autoridades do povo, o Senhor derramaria o Seu juízo: “Eu castigarei a todos eles” (v.2). Todos haviam se corrompido de tal maneira que a sua conduta havia criado uma barreira entre eles e Deus, “porque um espírito de prostituição” estava “no meio deles, e não” conheciam “ao Senhor” (v.4).
Um sentimento de grandeza e superioridade agia em direta oposição à santidade e simplicidade que deveriam manifestar. Israel tornou-se uma nação arrogante, tomando para si os louros da verdade que eles mesmos desprezavam e desconheciam. Enquanto menosprezavam as demais nações, adotavam seus costumes pagãos e tomavam para si mulheres estrangeiras que geravam “filhos bastardos” (v.7), filhos que não eram instruídos na Palavra do Senhor, e sim conforme a idolatria de sua família materna. O toque da trombeta era um claro aviso de que o “dia do castigo” (v.9) viria e, “porque foi do seu agrado andar após a vaidade” (v.11), não haveria livramento (v.14).
Escrevendo acerca do sofrimento na vida do cristão, Pedro deixou registrada a ordem dos fatores na aplicação do juízo divino: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17). Ao apóstolo João também foi dada semelhante revelação: “Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que nele adoram” (Ap.11:1). Até mesmo os sofrimentos que resultavam dos juízos aplicados a Israel eram oportunidades de conversão aos impenitentes: “até que se reconheçam culpados e busquem a Minha face” (v.15). Essa conversão deveria partir do maior para o menor. Se os líderes da nação não experimentassem genuíno arrependimento e confissão, sua influência continuaria a ser uma pedra de tropeço para seus liderados.
Na primeira pregação de Cristo, encontramos o toque de trombeta que deve nos despertar a cada dia: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). Esta é uma mensagem dirigida a todos nós, pastores e leigos. Quantos ministros, guiados pela soberba, têm hoje se dirigido “com os seus rebanhos… à procura do Senhor, porém não O acharão” porque o Senhor “Se retirou deles” (v.6). Eles “não conhecem ao Senhor” (v.4), embora professem conhecê-Lo. E uma terrível lacuna tem se interposto entre Deus e o Seu povo devido à má gestão de líderes que ainda não passaram pela escola de Cristo. Ainda não foram até Ele para aprender de Sua humildade e mansidão (Mt.11:28-30), carregando sobre si o pesado fardo da vaidade de apresentar perante todos o relatório de seu “sucesso” ministerial.
Meus amados irmãos e amados pastores, “ouvi isto”, “escutai” e “dai ouvidos” (v.1), pois o Senhor, nosso Deus, nos tornou “conhecido o que se cumprirá” (v.9). Não somos ignorantes quanto às profecias do tempo do fim. E se “Israel está contaminado” (v.3); se como Israel espiritual de Deus temos procedido de maneira a repelir a presença do Senhor, é tempo de arrependimento e contrição; é tempo de confessarmos os nossos pecados e buscarmos um verdadeiro reavivamento do Espírito. Só conseguiremos suportar os eventos finais que diante de nós estão se, hoje, como Cristo, subirmos ao Getsêmani da comunhão (Mt.26:36). Portanto, todos, ministros do evangelho e membros: Vigiemos e oremos!
Bom dia, Israel de Deus!
* Dez Dias de Oração, 8° dia: Oremos para que Deus motive a nossa família a compartilhar o evangelho e apoiar os ministérios da igreja. Oremos por nossos familiares.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias5 #RPSP
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“O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque, tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também Eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de Mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também Eu Me esquecerei de teus filhos” (v.6).
O relacionamento entre Oseias e Gômer tornou-se um símbolo do que Deus desejava realizar no meio do Seu povo. O procedimento do profeta em receber de volta sua esposa e preservá-la em um tempo de purificação de sua prostituição era exatamente o que o Senhor desejava operar na nação apóstata. A verdade, o amor e o conhecimento de Deus foram apresentados como inexistentes em Israel, “porque ao Senhor deixaram de adorar” (v.10). A verdade representa a liberdade que há no relacionamento com Deus. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). O amor é símbolo de uma aliança eterna: “Com amor eterno Eu te amei” (Jr.31:3). E o conhecimento de Deus é a intimidade que nos aproxima dEle e que nos faz desejar prosseguir em conhecê-Lo cada vez mais, ansiando por Sua vinda (Os.6:3).
Foi dentro do contexto de líderes e liderados destituídos desta tríplice comunhão, que Deus levantou Oseias com uma mensagem muito clara e direta. Os sacerdotes viviam uma espécie de sacerdócio de fachada. Sua função ainda era mantida, mas haviam perdido o respeito do povo que os acusava, mas que também refletia a insensatez da liderança. E nessa troca de ofensas e acusações, seus corações estavam tão distantes do Senhor e de Sua Palavra, que pela sensualidade e pela prostituição espiritual e física, “abandonaram o seu Deus” (v.12). Enganados por “um espírito de prostituição” (v.12), deixaram de ouvir o Espírito Santo, que é Quem dá o entendimento, e “o povo que não tem entendimento corre para a sua perdição” (v.14).
A ausência do conhecimento que resulta em corrupção e destruição não se trata do conhecimento intelectual apenas. Nunca houve um tempo de tanto esclarecimento bíblico como o que vivemos hoje. Com as facilidades da tecnologia, estamos a um “clique” de um vasto leque de informações, e nossa igreja vai além, com inúmeros materiais de conteúdos riquíssimos. Mas nem tudo isso junto é capaz de preencher o vazio da alma se não compreendermos o real objetivo de examinarmos as Escrituras: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Se não buscarmos o conhecimento da Bíblia a fim de conhecermos a Deus e Seu caráter na Pessoa de Jesus Cristo, então o nosso conhecimento é vão e não menos insignificante quanto o de Satanás, que também conhece bem as Escrituras (Mt.4:6).
Deus desejava comungar uma amizade genuína com os sacerdotes e com o povo, e isto implicava viver a verdade presente através de um conhecimento prático. Mas eles rejeitaram o conhecimento. Ou seja, sabiam o que deviam fazer, mas não faziam. E essa negligência implicaria em consequências inevitáveis sobre a sua descendência (v.6). Seus filhos sofreriam não porque pagariam pelos pecados de seus pais, e sim porque seriam frutos de lares nominalmente religiosos, mas fatalmente apostatados. Será que o “pedaço de madeira” e “a vara” (v.12) não mudaram apenas de cenário, e prosseguimos hoje consultando o que nos é conveniente e não o que sabemos ser a vontade de Deus? Creio que Satanás tem dado risadas de um povo que julga ter tudo o que precisa (Ap.3:17), mas que não passa de escravo da própria razão pervertida.
Temos todo o conhecimento necessário para este tempo do fim, mas será que isso basta? Para quê uma mensagem de saúde, um apelo claro para que as famílias busquem uma vida simples no campo e se envolvam no trabalho missionário ou que os pais assumam suas funções na educação do lar, se nossa vida não reflete nenhuma dessas mensagens? Somos detentores de uma verdade presente repleta de orientações práticas, enquanto o “que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar” (v.2). Muitos têm acusado seus líderes, mas a realidade é que “como é o povo, assim é o sacerdote” (v.9). Eis aqui uma serva de Deus que deseja ardentemente viver tudo o que o Senhor nos deixou revelado como sendo Sua vontade para o Seu povo nos últimos dias. Mas aqui também está quem enfrenta uma grande luta diária para caminhar nesse sentido.
Não é uma jornada fácil, amados! Então, lutemos juntos em oração até que o Senhor nos abençoe! Também não são palavras fáceis de falar, visto que nunca foi o meu desejo causar nenhum tipo de polêmica. Muito pelo contrário. O meu coração anseia que todos nós possamos viver a vontade do Senhor em meio a uma terra que “está de luto” (v.3), assim como viveram os patriarcas, “confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a Terra” (Hb.11:13). Há um propósito glorioso por trás de manter uma vida saudável, simples e tranquila. Mas tudo isso deve ser buscado mediante muita oração e comunhão, pois o inimigo sempre se levanta para atacar aqueles que resolvem firmemente fazer a vontade de Deus. Portanto, o convite do Senhor para nós a cada dia é o mesmo: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Em aceitá-lo, está a nossa segurança e o caminho do verdadeiro conhecimento. Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Deus!
* Dez Dias de Oração, 7° dia: Oremos para que nossa vida financeira seja guiada por Deus e sejamos sempre fiéis no que pertence a Ele: nos dízimos e nas ofertas. Oremos por nossos familiares.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias4 #RPSP
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“Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do Senhor e da Sua bondade” (v.5).
Como alguém cuja vida era não mais do que um objeto descartável aos olhos daquela sociedade, Gômer estava sob o olhar de amor do Senhor e de seu fiel marido. Desvalorizada, humilhada e sendo indigna de qualquer ato de bondade, aquela mulher experimentou o poder da graça de uma maneira que jamais imaginou. De uma adúltera em situação vexatória a uma mulher comprada pelo preço do amor incondicional. Oseias tomou para Si a vergonha de sua esposa ao se expor em recebê-la de volta a despeito de sua infidelidade. Temos aqui um maravilhoso símbolo da história de nossa redenção.
Como pecadores e adúlteros, fazemos parte de uma raça caída cuja justiça não passa de “trapo da imundícia” (Is.64:6). Expostos ao vexame diante do Universo pelo grande acusador, que nos “acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap.12:10), nossa condição não é menos constrangedora do que a da esposa do profeta, pois os nossos pecados fazem separação entre nós e o nosso Deus (Is.59:2). Em nossa facilidade e, até especialidade, de identificar a falta alheia, muitas vezes perdemos a oportunidade e o privilégio de sermos alcançados e transformados pelo objetivo principal das Escrituras: nos salvar de nós mesmos.
Assim como Gômer não esperava aquela atitude de Oseias e muito menos se tornar um símbolo do que Deus deseja fazer por Seu povo, talvez estejamos enfrentando uma fase tão ruim da vida a ponto de pensarmos que não somos dignos do amor de Deus. E, na verdade, não somos. Mas o que o profeta fez por sua esposa, Cristo escolheu fazer por nós. Não com “quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada” (v.2), mas com o valor incalculável de Sua própria vida. Como Oseias se expôs ao vexame de receber de volta uma adúltera, Cristo Se “fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co.5:21).
Todos nós temos enfrentado dias muito difíceis, e muitos têm surgido mundo afora tentando explicar tudo o que está acontecendo através de teorias, documentos e apresentação de fatos históricos. Apesar da veracidade de muitas coisas e do fato de que tantas outras não passam de fábulas humanas, o propósito principal e o que deveríamos estar buscando tem sido perdido de vista: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (Is.55:6). O preço já foi pago. O resgate já foi efetuado. Semelhante a Gômer, temos enfrentado um tempo de espera de “muitos dias” (v.3). Até lá, o que Cristo espera de nós é que O aguardemos sendo purificados “por meio da lavagem de água pela Palavra” (Ef.5:26).
O nosso tempo de espera corresponde ao tempo em que o Senhor espera por nós, como nas palavras do profeta: “assim também eu esperarei por ti” (v.3). Imagino Oseias se aproximando de Gômer, tomando-a nos braços, e sentindo o seu corpo tremer numa mistura de vergonha e profunda gratidão pela bondade imerecida. Assim também, “nos últimos dias”, os remidos de Deus, aqueles que reconhecem a sua condição indigna e a sua completa dependência dos méritos do Salvador, “tremendo, Se aproximarão do Senhor e da Sua bondade” (v.5). Um capítulo bem pequeno, mas com um conteúdo que nem a eternidade conseguirá esgotar. Oh! Precioso amor incondicional!
Ajuda-nos, Pai amoroso! Reconhecemos o alto preço que Jesus pagou por causa da nossa condição vergonhosa e queremos esperar por Ti como “filhos da obediência” (1Pe.1:14). Nesses dias finais, nos aproximamos de Ti e da Tua bondade com temor e tremor. Enche-nos do Teu Espírito para que possamos Te buscar e Te adorar “em espírito e em verdade” (Jo.4:23). Enquanto O esperamos, fortalece a nossa fé para que mais do que as acusações do Maligno, sejam as Tuas misericórdias a nos declarar: “Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu” (Is.43:1). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos amados do Pai!
* Dez Dias de Oração, 6° dia: Oremos para que nossa família cresça em comunhão, relacionamento e missão. Oremos por nossos familiares.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias3 #RPSP
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“Desposar-te-ei Comigo para sempre; desposar-te-ei Comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias” (v.19).
Sempre ouvi o ditado que diz: “Quem casa, quer casa”. Senti isso na pele quando meu marido e eu nos casamos e fomos para o nosso primeiro apartamento. Era pequeno, mas era um lugar para chamar de nosso lar. Porém, acima do lugar está quem o ocupa, e descobrimos que muito além de uma casa, quem casa quer amor, respeito, cumplicidade, fidelidade e tudo o mais que é necessário para uma vida a dois feliz e realizada.
Israel rompeu com a aliança do Senhor. Ainda permanecia em casa, realizando “todas as suas solenidades” (v.11), e, ao mesmo tempo, portando-se como uma mulher adúltera. Vivia uma santidade forjada e usava tudo o que tinha como formas de culto aos baalins. Deus não queria o Seu povo simplesmente como uma boa “dona de casa”, mas como uma esposa fiel e digna de louvor (Pv.31:28).
Comparando o louvor da mulher virtuosa com o texto de hoje, percebi que o contraste entre aquela e a infiel encontra-se exatamente nas “cláusulas” apresentadas pelo Senhor em Seu contrato de casamento. O casamento deve ser:
- “Para sempre” (v.19);
- Justo;
- Benigno;
- Repleto de misericórdia;
Enquanto os filhos de Israel se ataviavam com adornos e joias para adorar outros deuses, a única coisa que o Senhor desejava ver neles era as virtudes do Espírito Santo (Gl.5:22, 23), que valem mais do que muitas joias (Pv.31:10). Enquanto usavam a lã e o linho, “que lhe deviam cobrir a nudez” (v.9), para fins egoístas e idólatras, o Senhor desejava vesti-los “de lã escarlate… de linho fino e púrpura” (Pv.31:21, 22). Enquanto transformavam “a prata e o ouro” (v.8) em objetos de culto pagão, Deus esperava que abrissem a “mão ao aflito” e socorressem ao necessitado (Pv.31:20).
Como um marido que dá a vida por sua mulher, o Senhor declarou a Israel o Seu amor incondicional e eterno. O deserto não seria uma vingança, mas uma forma de trazer de volta a amada de Sua alma e levá-la para “repousar em segurança” (v.18). O mesmo amor foi declarado ao mundo, quando Jesus deu a Sua vida em nosso favor. A maior aliança já feita entre Deus e os homens constituiu no sacrifício de Seu Filho amado, e, ainda assim, somos tão egoístas que preenchemos o nosso coração com os entulhos de pecados que nos fazem esquecer-nos do Senhor, que nos “amou de tal maneira” (Jo.3:16).
Permita que Deus torne o seu coração uma terra fértil e que as virtudes do Espírito Santo sejam cultivadas nele, para que muito em breve, você ouça Jesus nos ares a lhe dizer: “Tu és o Meu povo”, e você possa Lhe responder: “Tu és o meu Deus!” (v.23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, virtuosos do Senhor!
* Dez Dias de Oração, 5° dia: Oremos para que nosso lar pratique o estilo de vida dos oito remédios de Deus. Oremos por nossos familiares.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias2 #RPSP
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“Quando, pela primeira vez, falou o Senhor por intermédio de Oseias, então, o Senhor lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (v.2).
Chamado com um propósito específico em um tempo em que o povo de Deus havia se afastado dos propósitos divinos, Oseias encabeça a lista dos doze profetas menores. Apesar de assim serem denominados, eles são conhecidos como menores não pelo grau de importância, e sim pelas mensagens curtas e objetivas. Oseias foi conterrâneo dos profetas Isaías, Miqueias e Amós, o que indica a grande misericórdia do Senhor em orientar o Seu povo e a urgente necessidade de mudança do povo. O ministério profético de Oseias foi dirigido originalmente ao Reino do Norte (Israel), mas também deveria alcançar o Reino do Sul (Judá).
Ao ouvir pela primeira vez o Senhor a lhe falar, Oseias recebeu uma ordem que deve tê-lo transtornado. Como fiel servo de Deus, é certo que o profeta jamais cogitou casar com quem não lhe fosse fiel. O casamento é considerado um símbolo da união entre Deus e o Seu povo, e um matrimônio como o de Oseias seria considerado uma desonra a este símbolo sagrado. Porém, não havia um meio mais eficaz de transmitir os oráculos divinos do que fazendo da vida de Seus profetas uma ilustração da realidade de Seu povo. Foi assim com Ezequiel, quando foi impedido de chorar pela morte de sua amada esposa (Ez.24:16); com Isaías, quando teve de andar despido e descalço durante três anos (Is.20:3); com Jeremias, quando comprou um campo em uma terra que logo seria tomada por Babilônia (Jr.32:7).
Não bastasse seu casamento vexatório com Gômer, os nomes de seus filhos também eram recados diretos ao povo: Jezreel (“Deus dispersará”), Lo-Ruama (“Desfavorecida”) e Lo-Ami (“Não-Meu-Povo”). Ao quebrar a aliança do Senhor, envolvendo-se com as abominações dos povos vizinhos, tanto Israel como Judá deliberadamente romperam seu compromisso com Deus. Através de Jezreel, o Senhor declarou o futuro da nação, dispersa pela Terra devido às suas próprias ações. Ao nascer-lhe uma filha, Deus fez distinção entre Israel e Judá. Israel não mais seria digna de compaixão, mas sobre Judá ainda repousaria o favor divino. Já o terceiro filho indicava a mensagem mais dura a Israel, uma mensagem de exclusão: “porque vós não sois Meu povo, nem Eu serei vosso Deus” (v.8).
Contudo, a partir do versículo dez, o Senhor começou a declarar o Seu amor incondicional. O fim da dinastia dos reis de Israel não significava a destruição do povo, mas a perpetuidade da dinastia do Rei dos reis. Espalhados entre as nações, Deus voltaria a reunir os Seus filhos que constituiriam “sobre si uma só cabeça” (v.11). De modo muito claro, percebemos a distinção entre a fidelidade de Deus e a infidelidade do Seu povo. A prostituição na Bíblia indicava a idolatria. Israel se envolveu com deuses pagãos esquecendo-se “do Deus vivo” (v.10). Esta metáfora não é uma mensagem ultrapassada, mas é tão atual quanto as notícias de hoje. Quando partimos da premissa de que quem casa espera que haja exclusividade, fidelidade, entendemos melhor o que Deus espera de nós: a nossa entrega total, a integridade do nosso ser.
Creio que uma das piores situações na vida do ser humano seja a falta de compromisso. Um relacionamento, por exemplo, onde não há compromisso, está fadado ao fracasso. O casamento representa a união entre um homem e uma mulher onde ambos assumem votos que precisam e devem ser cumpridos. Não é diferente quando assumimos um compromisso com Cristo. Quando entendemos que Ele é “o cabeça” da relação (Ef.5:23), passamos a nos submeter aos Seus cuidados e a obedecer aos Seus desígnios, não como uma forma de conquistar o Seu amor, mas de demonstrar que O amamos.
O que o Senhor espera como resultado do estudo deste livro, é que façamos uma análise de nossa condição espiritual. Realmente estamos sendo fiéis ao compromisso que fizemos com Ele, ou nosso coração ainda está dividido? O amor de Deus é incondicional, mas também requer compromisso de nossa parte. Se temos “adulterado” nesse sentido, da mesma forma que um dia Jesus fez calar uma turba acusadora, Ele nos diz hoje que também não nos condena, mas conclui com uma ordem: “Vai, e não peques mais” (Jo.8:11). Em buscar sermos fiéis a esta ordem, está a verdadeira felicidade em nosso relacionamento com Ele. Vigiemos e oremos!
Bom dia, “filhos do Deus vivo” (v.10)!
* Dez Dias de Oração, 4° dia: Oremos pelo fortalecimento de nossos relacionamentos familiares e por nossa lista especial de oração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias1 #RPSP
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“Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (v.4).
Intitulado de “O tempo do fim”, o capítulo de hoje revela a mais clara verdade de que este mundo de pecado possui uma data de vencimento. Semelhante ao dia em que Jesus Se levantou de Seu trono, encerradas as setenta semanas proféticas, ou quatrocentos e noventa anos literais, quando o martírio de Seu servo Estêvão selou este momento, Ele novamente Se levantará como Miguel, o Comandante dos exércitos do Céu, não mais para declarar a sentença sobre uma nação apenas, mas sobre toda a Terra. Com solene silêncio, todo o Céu ouvirá da boca do Senhor as palavras definitivas: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11).
Os ímpios, então, “Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12) e “haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo” (v.1). Aqueles que estiverem vivos por ocasião dos dias que sucederão o fim do tempo da graça, a última geração de falsos e verdadeiros adoradores, hão de experimentar em grande medida os terríveis resultados da ausência do Espírito Santo; “mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro” (v.1). Deus não abandonará os Seus fiéis servos, todo aquele que tem “o seu nome no Livro da Vida” (Ap.3:5), ainda que estes sintam-se como ovelhas sem pastor. A fé e a força ser-lhes-ão dadas na proporção de que necessitam.
Coisas maravilhosas e grandiosas foram dadas a conhecer ao profeta Daniel, de modo que seu coração pulsava no desejo de entendê-las. Diante dAquele “que estava sobre as águas” (v.6), o profeta obteve apenas um vislumbre do que precisava ser guardado e selado “até ao tempo do fim” (v.4). Muitos se debruçaram sobre o livro de Daniel a fim de compreendê-lo. É provável que os “magos do Oriente” (Mt.2:1), tenham obtido algum conhecimento sobre a chegada do Messias a partir do estudo deste livro profético, bem como Simeão (Lc.2:25) e a profetisa Ana (Lc.2:36). Cumprida boa parte das profecias sobre os reinos descritos neste livro, Jesus mesmo apontou o livro de Daniel como um livro que deva ser lido e entendido (Mt.24:15). Portanto, chegaria o tempo em que o saber se multiplicaria com relação às profecias de Daniel.
Não foi sem razão que o Senhor declarou ao profeta a seguinte bem-aventurança: “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias” (v.12). Temos aqui mais um período profético. Período que muitos consideram misterioso, e também que tem sido passível de muitas conjecturas. Analisando, porém, conforme as demais profecias, segundo a linha historicista, temos que os 1290 (v.11) e os 1335 (v.12) dias proféticos também se tratam de anos literais, e se deram concomitante aos tempos proféticos dos 1260 anos (Dn.7:25) e dos 2300 anos (Dn.8:14), tendo início no ano 508 a.C., quando Clóvis derrotou os visigodos arianos, implementando a união entre Igreja e Estado a fim de punir os que consideravam “hereges”. Portanto, a contar deste ano, após os 1335 anos, chegamos ao ano de 1843, quando o mundo foi fortemente impactado pela mensagem milerita acerca da segunda vinda de Cristo; movimento que deu início à Igreja Adventista do Sétimo Dia.
No livro de Provérbios 9:10, está escrito: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência”. Já no início de Seu ministério terrestre, Jesus afirmou: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt.7:24). E através de uma parábola, também classificou os prudentes como cinco virgens que, aguardando a chegada do noivo, “além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas” (Mt.25:4). A primeira voz angélica ordena: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7). A obediência e o preparo, portanto, são duas coisas imprescindíveis e que são os resultados inevitáveis de sabedoria e prudência.
O fato de fazermos parte de uma igreja profética não nos concede um direito adquirido. Se fosse assim, não precisaríamos ser “purificados, embranquecidos e provados” (v.10). Se, pela graça de Deus e obra do Espírito Santo não perseverarmos em praticar “o conhecimento do Santo”, seremos semelhantes ao insensato que constrói a sua casa sobre a areia (Mt.7:26). Bem como, se não buscarmos incessantemente pelo poder do Espírito Santo, seremos como as virgens néscias, tendo a lâmpada nas mãos, mas sem o azeite para mantê-la acesa (Mt.25:3). Nesses dias de crescente tensão e de sinais que apontam para o breve retorno de Cristo, “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá” o que está acontecendo, “mas os sábios entenderão” (v.10).
“Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim” (v.13), vigiando e orando, e fazendo “discípulos de todas as nações” (Mt.28:19), conforme a ordem do Mestre. “Porque”, como o apóstolo Paulo, eu estou bem certa, “de que nem a morte […] poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38, 39). Pois, se perseverarmos, segundo a Sua promessa, o Senhor nos fará resplandecer “como o fulgor do firmamento”, e seremos “como as estrelas, sempre e eternamente” (v.3). Não sabemos o que nos espera neste tempo “qual nunca houve” (v.1). Mas de uma coisa podemos ter certeza: as palavras do Senhor “são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6). “Não fará Deus justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (Lc.18:7). Oh, amados, o Senhor não retarda “a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Despertai, últimos filhos de Deus, “pois o tempo está próximo” (Ap.22:10)! “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, sábios dos últimos dias!
* Dez Dias de Oração, 3° dia: Oremos por nossos familiares e para que nossa família permaneça fiel e realizando o culto familiar diário.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Daniel12 #RPSP
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