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“Dentre os vossos filhos, suscitei profetas e, dentre os vossos jovens, nazireus. Não é isto assim, filhos de Israel? — diz o Senhor” (v.11).
Após as ameaças contra as nações inimigas, Judá e Israel não escaparam da indignação do Senhor. Seus pecados eram ainda maiores do que os das demais nações, visto serem conhecedores da verdade enquanto andavam em “suas próprias mentiras” (v.4). O Reino do Norte foi além, manifestando uma conduta depravada e idólatra, a ponto de perverter “o caminho dos mansos” (v.7) e profanar o nome do Senhor com práticas sexuais ilícitas. Numa tentativa de não contaminar suas vestes, participavam dos cultos abomináveis e sensuais com roupas emprestadas (v.8) e tinham prazer em extorquir os pobres e necessitados do povo.
Deus despertou a memória de Israel ao tempo de sua saída do Egito, aos quarenta anos de peregrinação no deserto e a conquista de Canaã, de como Ele conduziu o Seu povo e lhe suscitou homens e mulheres como profetas e nazireus. Pessoas que receberam do Senhor a capacitação para um ministério de educação, a fim de orientar o povo “no caminho em que deve andar” (Pv.22:6). Mas como filhos rebeldes, buscavam corromper os escolhidos de Deus e rejeitavam qualquer profecia que contrariasse suas práticas promíscuas e sua religião de rituais vazios e inúteis. Israel chegou ao terrível ponto de vender “o justo por dinheiro” e condenar “o necessitado por causa de um par de sandálias” (v.6).
Existe uma confusão muito grande no mundo cristão a respeito da justificação pela fé e salvação pelas obras. É certo que se Deus condena a desobediência à Sua Lei e expôs em Sua Palavra vários relatos dos Seus juízos aos impenitentes, a obediência é um requisito exigido pelas leis divinas que regem o universo. No entanto, desde o primeiro delito ficou muito claro de que nada do que o ser humano faça pode salvá-lo da condenação do pecado. Cada sacrifício e holocausto representava o ato substitutivo que somente Alguém que fosse a própria vida poderia realizar. A salvação pela graça, mediante a fé (Ef.2:8), contudo, não nos autoriza a desprezar a Lei, pelo contrário, ela nos impulsiona a viver “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6); a mesma fé manifestada na vida de Jesus, que “a Si mesmo Se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).
Por outro lado, também existe outra classe de pessoas, professos cristãos, que embora pareçam piedosos, ignoram muitas orientações proféticas ainda que professem admirá-las. O problema pode estar exatamente aí: apenas admiram. E para aplacar a consciência, se envolvem em atividades religiosas como para apresentar suas agendas diante de Deus. Toda a vida de Cristo está relatada nos evangelhos em cumprimento direto a tudo o que a respeito dEle está escrito. Jesus viveu conforme todas as orientações proféticas e nos deixou o perfeito exemplo do que significa: “a fé sem obras é morta” (Tg.2:26). A Sua dependência do Pai e completa entrega a Ele era o que naturalmente guiava os Seus passos na direção de quem dEle necessitava, e firmava o Seu caráter manso e humilde.
Amados, a descrição de Laodiceia é tão lamentável e medíocre quanto a do antigo Israel (Ap.3:15-17). O Senhor sabia que diante das dificuldades dos últimos dias, o Seu povo cairia num torpor que seria fatal para muitos. Como Adão e Eva tentaram cobrir a sua nudez com folhas de figueira, muitos hoje têm depositado a sua confiança em suas próprias obras, enquanto Jesus permanece do lado de fora solicitando entrada (Ap.3:20). Para eles está tudo bem ser ativo em uma igreja enquanto contemplam, ou até mesmo praticam, pornografia e violência; está tudo bem gastar horas na televisão ou na Internet comparado aos minutos em sua devoção automática; está tudo bem assistir novelas, séries e filmes que incitam as práticas sexuais abomináveis e as condutas condenadas por Deus enquanto frequentam os cultos, que, aliás, geralmente são considerados monótonos e desisteressantes (Por que será, não é mesmo?); está tudo bem beber um refrigerante com um suculento e gorduroso pedaço de bife destruindo o corpo, que é o “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19), pois afinal de contas no prato também têm uma folha de alface e umas rodelas de tomate; está tudo bem vestir uma roupa sensual, pois o importante é estar na igreja e não o que visto.
Em nome de Jesus, não considerem essas palavras agressivas! Nem tampouco como setas apontadas em alguma direção. Considerem como palavras de quem um dia foi liberta desses pecados e que, pela graça maravilhosa de Jesus, foi salva deles. Quantas vezes eu fui confrontada pelo Espírito Santo e até por pessoas usadas por Ele a fim de perceber o mal que eu estava causando a mim mesma e à minha família e como estava cada vez mais longe de Deus e de Sua vontade. Nenhuma das vezes foi fácil ouvir e entender que eu estava errada, simplesmente porque a nossa natureza é atraída pelo que é ruim. Mas podem ter certeza, meus amados irmãos, que toda fraqueza vencida pelo poder da Palavra e da oração, foi uma força adicional para que eu pudesse vencer as demais. Não que ainda não enfrente lutas, pois quanto mais perto chegamos de Jesus, mais nossos olhos se abrem para perceber o quão dessemelhantes dEle nós somos. Hoje entendo que não é porque tenho rejeitado o que o mundo oferece que serei salva, mas, porque fui salva, nada do que o mundo oferece me interessa mais. Percebem a diferença?
Quando tiramos os olhos de nós mesmos, nossos gostos e preferências, sonhos e projetos em que Deus não foi consultado a respeito, matamos o nosso egoísmo de inanição e alimentamos o altruísmo que imprime o caráter de Cristo em nós. Logo o nosso Redentor voltará e “De nada valerá a fuga ao ágil, o forte não usará a sua força, nem o valente salvará a sua vida” (v.14). Diante da face do Santo Deus, “o mais corajoso entre os valentes fugirá nu naquele dia” (v.16), pois rejeitou as vestes da justiça de Cristo no tempo da oportunidade. “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). É tempo de clamarmos pelo Espírito Santo e, com o coração contrito e sincero, permitir que Ele nos transforme, “de glória em glória”, na imagem do nosso Senhor Jesus Cristo (2Co.3:18). E se você pensa que não consegue, é a você mesmo que Jesus diz: “Bem-aventurados os humildes de espírito [os que reconhecem que não conseguem e que precisam do auxílio divino], porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). Agarre-se a Jesus como seu Advogado e Sumo Sacerdote, e não precisará temê-Lo quando Ele vier como Justo Juiz! Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Amós2 #RPSP
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“Ele disse: O Senhor rugirá de Sião e de Jerusalém fará ouvir a Sua voz…” (v.2).
O ministério profético de Amós pode ser resumido e compreendido através do significado de seu nome: “sobrecarregado” ou “portador de cargas”. Em meio a um tempo de falsos profetas, pagos para falar o que o povo gostaria de ouvir, Amós teve de suportar o peso de uma mensagem dura a um povo adormecido pela paz e pela prosperidade. Seu trabalho, contudo, não foi restrito apenas para Israel, mas às demais nações que, mesmo tendo testemunhado por muitos anos o poder de Deus, se negavam a reconhecê-lo. Como um leão, o Senhor rugia de Sião a fim de ser ouvido em terras longínquas. Não haveria desculpas para as nações que se recusassem a ouvi-Lo. Como voz profética, Amós declarou as palavras do Senhor a oito nações, sendo Israel o foco principal de sua pregação.
Percebam que todos os juízos divinos são declarados em resposta a pecados contra a vida. Escravidão opressora, quebra “da aliança de irmãos” (v.9), homicídios, crimes hediondos compõem a lista das abominações cometidas por aqueles povos em uma completa contradição às leis de Deus. Mas Amós não encontraria maior resistência à sua mensagem e nem maiores pecados nas nações pagãs, do que entre os filhos de Israel. Apesar de pertencer ao Reino do Sul, ele deveria ter um ministério mais ativo no Reino do Norte. E seus oráculos deveriam permanecer como um “despertador” mundial a todas as gerações. Um lembrete constante de que o Senhor faz justiça na Terra e delega à Sua igreja a responsabilidade de advertir o mundo: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7), ainda que esta não seja a mensagem mais atraente de se ouvir e nem a mais fácil de se declarar.
De fato, estamos vivendo em uma época singular. Quando o mundo ostentava um período de suposta prosperidade e paz, a situação nos países em conflito civil se agravou eclodindo em forma de filas crescentes de refugiados nas fronteiras de países vizinhos, em busca de asilo político. De repente, inúmeras catástrofes naturais transformaram o cenário de cidades inteiras e até de áreas equivalentes ao território de nações, em completa devastação. Uma série de manifestações a respeito das condições climáticas reuniram os principais líderes mundiais em reuniões abertas e fechadas a respeito de implementar estratégias para conter o relógio apocalíptico da natureza. Foi quando todos nós fomos pegos de surpresa por um vírus que tem matado homens e até animais, causando um caos na saúde, na economia e nos relacionamentos. O distanciamento e isolamento sociais podem até ajudar a conter o avanço do vírus, mas também têm sido fatores inquestionáveis para o crescimento de doenças emocionais.
Quando no dia 10 de setembro de 2020 o céu da Califórnia tomou um aspecto alaranjado e denso nas horas que deveriam ser as mais claras do dia, foi constatado que a maior parte da população foi tomada por um sentimento de pavor. A impressão que tiveram foi de um iminente apocalipse e que nem as melhores imagens registradas podem descrever o cenário de horror que foi aquele dia. Diante de notícias como estas e dentre outras que confirmam o cenário profético que aponta para o breve retorno de Jesus, como povo de Deus dos últimos dias não podemos nos acomodar e nem tampouco nos desesperar dada a atual conjuntura. Foi-nos dito: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28).
Como o Senhor rugiu a Sua mensagem profética de Sião, Ele deseja usar a Sua igreja hoje com uma mensagem que para muitos pode até parecer dura e difícil de ouvir, mas que é necessária e salvífica. “Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Pv.3:12). Foi à Sua última igreja que Ele declarou a Sua indignação, mas também foi a ela que declarou o Seu amor: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:19-20). Há uma obra a ser realizada com urgência. E ela deve começar em nosso coração. Permita que o Espírito Santo te convença “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16:8) e mediante o conhecimento que salva e liberta, “a vossa tristeza se converterá em alegria. […] O vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo.16:20 e 22), pois você estará bem certo de que “ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:37). Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Amós1 #RPSP
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“Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra” (v.9).
Certa noite eu sonhei que estava dentro de um barracão de armamentos. Sem entender o que estava fazendo ali, saí daquele lugar e ao olhar ao redor, percebi que se tratava de um acampamento de guerra. Ao olhar um pouco mais longe, vi que estávamos todos dentro de um vale e haviam homens subindo e descendo escadas. Então, pensei: “Como estamos vulneráveis neste vale! E se o inimigo nos cercar?” De repente, chegaram muitos ônibus repletos de soldados, tanto homens como mulheres. Ao ver aqueles ônibus, pensei se tratar de uma invasão inimiga, mas logo me senti aliviada com a seguinte impressão: “Não são inimigos, são reforços”. Caminhando até o meio do acampamento, fiz o seguinte questionamento: “Se estamos em uma guerra, precisamos orar. Onde será a barraca de oração?” E, no mesmo instante, me veio a resposta: “Não há somente um local de oração, para que o inimigo não venha e os destrua a todos, mas há vários lugares de oração por todo o acampamento”.
Após a convocação para uma assembleia solene, de santo jejum e santificação, o profeta encerrou as palavras inspiradas com mais duas convocações: para o “juízo” (v.2) e para a “guerra santa” (v.9). Todas as nações são convocadas “para o vale de Josafá” (v.12). Não se trata de um lugar geográfico, mas do Dia do juízo de Deus, conforme o significado do nome “Josafá”: O Senhor julga. Podemos dividir o capítulo de hoje em três partes: o juízo sobre os ímpios, a batalha final e a restauração do povo de Deus.
Há um juízo contra os inimigos do povo de Deus com base em acusações bem definidas, quando se cumprirá o que está escrito: “A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm.12:19). Chegará o tempo em que o clamor do sangue dos filhos de Deus (Gn.4:10; Ap.6:10) atingirá o seu clímax e o Senhor descerá com Sua “foice afiada” (Ap.14:17), “em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus […], a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade” (2Ts.1:8; 2:12).
“Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e a nossa reunião com Ele” (2Ts.2:1), quão perto estamos deste momento! E que guerra se apresenta bem à nossa frente! Existe um inimigo voraz e cheio de cólera com hostes malignas usando todas as suas armas e as estratégias mais baixas a fim de arrebanhar o maior número de pessoas para a destruição. E é contra esses adversários espirituais que temos de lutar. Não com armas forjadas por mãos humanas, mas com a indestrutível armadura de Deus.
Portanto, é hora de suscitar “os valentes” (v.9) do Senhor. “Ó Senhor, faze descer os Teus valentes” (v.11); aqueles que, revestidos “de toda a armadura de Deus”, resistirão “no dia mau” e permanecerão inabaláveis; aqueles que cingidos “com a verdade” e vestidos “da couraça da justiça”, se apressarão em pregar o “evangelho da paz”; que, “embraçando sempre o escudo da fé”, não serão atingidos pelos “dardos inflamados do Maligno”; que tendo a mente protegida pelo “capacete da salvação” não darão ouvidos a “falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber” (1Tm.6:20); que empunhando com mão firme “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”, não temerão defendê-la perante os seus algozes; aqueles que, “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”, reconhecerá que “já é hora de” despertarmos “do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11; Leia Ef.6:10-18).
O “vale da Decisão” (v.14) não se trata de um momento em que decisões serão tomadas, mas do tempo em que será declarado: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Amados, é tempo de confiarmos no Senhor e crermos em Seus profetas de todo o nosso coração (2Cr.20:20)! “Porque o Dia do Senhor está perto” (v.14) e os sinais no céu e na terra já anunciam a chegada do nosso Redentor. Enquanto os ímpios tremerão diante das últimas manifestações, “o Senhor será o refúgio do Seu povo e a fortaleza dos filhos de Israel” (v.16). Diante disso, até a mais frágil alma poderá dizer: “Eu sou forte” (v.10). Aleluia!
“Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus” (Sl.46:4), de onde sai “uma fonte da Casa do Senhor” (v.18) para dessedentar os que aceitaram receber “de graça a água da vida” (Ap.22:17). Ali serão recebidos os vitoriosos combatentes, que se submeteram ao “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5). Deus está suscitando um exército de homens, mulheres e crianças tal qual os que abalaram o mundo na fé primitiva. Cristãos que, como Paulo, se entregarão “totalmente à Palavra” (At.18:5), e como Estêvão, “cheio de graça e poder”, e do Espírito, “pelo qual ele falava” (At.6:8 e 10). Pessoas como o carcereiro romano, que, com toda a sua casa, “manifestava grande alegria, por terem crido em Deus” (At.16:34). Que, pela graça de Deus, estejamos diariamente nas trincheiras do Senhor. “E há de ser que, naquele dia” (v.18), o Senhor nos dirá: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Joel3 #RPSP
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“Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no Senhor, vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia” (v.23).
Certa vez, fui questionada acerca da condição espiritual do mundo cristão atual. E, ao ponderar sobre a nossa realidade, me deparei com um quadro caótico e degradante. Percebam que não fui questionada acerca da condição espiritual do mundo inteiro, mas apenas no contexto cristão. A verdade é que perdemos a noção de que existe diferença entre o santo e o profano. Entre doutrinas e tradições, vivemos em uma geração que perdeu a essência do evangelho devido a falta de contato com a Palavra de Deus. Há uma luta entre relativismo e legalismo que tem, paulatinamente, dividido a comunidade cristã e a afastado do relacionamento com o Criador, desviando o foco da verdadeira adoração, conforme o “assim diz o Senhor”, para uma falsa adoração, conforme o assim diz o homem que o Senhor disse.
Envolvidos em uma guerra de teorias humanas, muitos se posicionam em suas trincheiras pensando estar sob a bandeira de Deus. Seus “gritos” em defesa de uma guerra já fadada à derrota, abafam a “voz de rebate” (v.1) e o som da trombeta, que já anunciam “o Dia do Senhor” que “vem, já está próximo” (v.1). E enquanto se preocupam com suas ideias equivocadas, Satanás avança em destruir suas famílias e qualquer possibilidade de salvação, afastando-os da verdade que liberta e do Céu que lhes foi preparado. São famílias e igrejas que lutam entre si, esquecendo-se do que disse Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25).
O último chamado de Deus a cada ser humano tem sido feito pela Pessoa do Espírito Santo, e isto, “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). A Sua voz não pode ser ouvida por aqueles que se digladiam entre si, mas por aqueles que “não empurram uns aos outros” (v.8) e que rasgam o coração perante Deus (v.12). “O Senhor levanta a voz diante do Seu exército” (v.11) de oração, e não de murmuração. Um exército que entende que Deus não aceita nada menos do que a entrega de todo o coração, “e isso com jejuns, com choro e com pranto” (v.12).
O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo, de forma completa e real, consiste em uma busca pessoal, constante e baseada em renúncias. É algo que se dará do individual para o coletivo. E nem todo aquele que busca está necessariamente disposto a responder a essa promessa. Como na parábola das dez virgens, em que todas estavam juntas no mesmo propósito de adentrar às bodas do Noivo, contudo, apenas metade delas estava realmente pronta para o casamento; apenas metade entendeu o que significa o dobro do azeite.
O derramamento do Espírito não é uma promessa exclusiva para alguns, mas para “toda a carne”, como está escrito, inclusive, para os servos e as servas (v. 28-29). No entanto, o que definirá quem estará salvo e quem estará perdido será a resposta de cada ser humano ao último chamado de Deus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (v.32). Eis a porção dobrada do azeite e a solução para o verdadeiro reavivamento: a união entre o poder do Espírito Santo e o instrumento humano cooperando com Ele.
No Pentecostes, os discípulos estavam vivendo um momento de grande fragilidade. A morte de Jesus havia destruído toda a esperança e expectativa de um reino superior. Contudo, ao contemplarem o seu Salvador ressuscitado e ouvir-Lhe a voz de conforto por quarenta dias até a Sua ascensão, receberam o ânimo que precisavam para perseverarem “unânimes em oração” (At.1:14), na certeza de que receberiam o poder do Espírito Santo (At.1:8). A partir do momento em que os discípulos reconheceram as suas limitações e a dependência da graça de Cristo, invocando o nome do Senhor em oração, a promessa se cumpriu. Da mesma forma, quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador pessoal, passamos a fazer parte do corpo de Cristo e, como membros deste corpo, precisamos buscar a mesma comunhão que levou os discípulos a receber a promessa, através de uma vida de oração e perseverança.
Deus tem Seus escolhidos em todos os cantos da terra. Há uma igreja invisível em Babilônia que, no devido tempo, aceitará o convite: “Sai dela, povo Meu” (Ap.18:4). São pessoas que invocam ao Senhor e O amam conforme a luz que receberam. Creio que a obra do Espírito Santo já está quase a ser concluída e que igrejas inteiras hão de aceitar a verdade presente, como já tem acontecido. A promessa do reavivamento pelo Espírito Santo não corresponde a um diploma de doutorado em Bíblia, mas a um chamado do Pai de amor aos Seus filhos “pobres de espírito” (Mt.5:3). A salvação em Cristo não se limita aos mestres das Escrituras, mas é para os que a vivem ainda que na ignorância do incompleto. Para Jesus, não há diferença entre atiradores de pedras religiosos e uma prostituta arrependida, Ele os ama de igual forma, mas a nossa atitude é o que definirá o nosso destino eterno (Jo.8:9). Não é o lugar em que estamos, mas diante de quem escolhemos nos curvar.
Deus tem uma igreja pura na Terra, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15), que não é convidada a viver um farisaísmo, mas um cristianismo que reflete a imagem do seu Criador. Muitos há que, guiados pelo Espírito Santo, estão se unindo a esta igreja sem nem mesmo se dar conta. O evangelho eterno é uma mensagem para todos, “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6) e o Espírito Santo tem feito esta obra com primazia e grande pressa. Não temos o que temer se o Espírito do Senhor é o nosso guia. Jamais seremos envergonhados (v.19, 26 e 27) se temos um relacionamento pessoal e diário com o Senhor. Que aceitemos, hoje, a provisão divina (v.19), tomando posse, pela fé, da chuva temporã que rega o nosso coração num trabalhar diário preparando-nos para a chuva final. Então, estaremos “entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” (v.32). Vigiemos e oremos!
Bom dia, sobreviventes dos últimos dias. Hoje é o dia internacional da mulher; deixo aqui meu abraço virtual a você querida leitora; que Deus te abençoe com sabedoria, saúde e vida plena em Jesus!
* Oremos por um coração verdadeiramente convertido e preparado para receber a chuva serôdia.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Joel2 #RPSP
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“Promulgai um santo jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a Casa do Senhor, vosso Deus, e clamai ao Senhor “ (v.14).
Apesar da incerteza quanto à época exata das profecias de Joel e de terem sido dirigidas mais especificamente para o povo de Judá, suas palavras têm propósitos escatológicos e globais, a serem transmitidas de geração em geração (v.3). O cancelamento dos rituais sagrados e a destruição dos produtos do campo representavam uma grande tragédia para o povo de Deus; sinais de que a bênção e a presença de Deus haviam se retirado do meio deles. Uma época em que Jerusalém precisava ser sacudida a fim de despertar para a necessidade de um reavivamento espiritual.
Com mensagem semelhante a que vimos ontem, em Deuteronômio 6:4-9, Joel iniciou seu livro enfatizando a importância de darmos ouvidos às palavras do Senhor e transmiti-las a nossos filhos, e estes replicá-las a seus filhos, “e os filhos destes, à outra geração” (v.3). Um apelo que precisava avançar do círculo familiar para o mundo. Notem que existe uma ordem na convocação: primeiro os sacerdotes, depois os anciãos, e só então todos os moradores da terra (v.13-14). Se vestir “de pano de saco” (v.13) era um símbolo de arrependimento e humilhação. O Senhor esperava que os líderes espirituais da nação fossem os primeiros a dar esse passo na Sua direção, preparando o caminho para que todos passassem pela mesma experiência.
Assim aconteceu no Pentecostes. De homens ambiciosos por posições no reino de Cristo, os discípulos foram convertidos em homens cheios do Espírito Santo a fim de liderar a igreja primitiva sob o estandarte da cruz. Com a promessa de um poder ainda mais expansivo, o remanescente dos últimos dias aguarda e anseia pelo cumprimento desta profecia. Não podemos, porém, aguardar o cumprimento da promessa enquanto não tivermos a mesma atitude dos discípulos de Jesus: “Todos estes perseveravam unânimes em oração” (At.1:14). Foram dias de profundo arrependimento e confissão de pecados. Seus corações foram enternecidos pela cruz do Calvário. A cena do amor sem comparação de Seu Mestre pendurado no madeiro era-lhes uma constante lembrança de que seus pecados O haviam pendurado ali.
Quão maior e mais intenso deve ser a manifestação do Espírito Santo no Seu último povo! Não pela importância de quem O recebe, mas pela solenidade e proximidade do maior evento de todos os tempos: “Ah! Que dia! Porque o Dia do Senhor está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso” (v.15). “Ébrios, despertai-vos e chorai” (v.5)! Aos que ainda estão bebendo do vinho de Babilônia (Ap.14:8), há um chamado a fim de que acordem e se arrependam de seus pecados. Amados, o mundo está caminhando para um colapso jamais visto e muitos têm despertado para isso e buscado a orientação divina para estar preparado para este tempo. E o Senhor deixou bem claro em Sua Palavra que o fator determinante da preparação é a comunhão com Ele.
Abra o seu coração ao “Maravilhoso Conselheiro” (Is.9:6). Ele está disposto, através do estudo de Sua Palavra, a nos fazer vislumbrar a cruz com a mesma profundidade daqueles que foram testemunhas oculares do precioso sacrifício. Não é tempo de aperfeiçoar rituais e ajuntar tesouros. É tempo de clamar “ao Senhor” (v.14) pela plenitude do Espírito Santo como preparação para o “ressoar da última trombeta” (1Co.15:52). “A Ti, ó Senhor, clamo” (v.19): Dá-nos Teu Espírito!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Joel1 #RPSP
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“Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (v.9).
O último capítulo do livro de Oseias termina com o apelo comovente do Senhor a Seu povo: “Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído” (v.1). Quando os hebreus saíram do Egito, levaram consigo os costumes pagãos adquiridos nos anos de cativeiro e revelaram um espírito crítico e murmurador que acabou por postergar a sua entrada na terra prometida. Contudo, os quarenta anos no deserto foram significativos na formação do caráter da geração que entraria em Canaã. Em Sua bondade e misericórdia, Deus guiou o Seu povo manifestando constantemente provas de Sua presença e cuidado. Mas, com o passar dos anos, a fartura e a tranquilidade tornaram-se em soberba e egoísmo, e, vez após outra, a Bíblia relata os episódios em que Israel caiu em terrível apostasia.
A fim de evitar a idolatria e a apostasia, o Senhor deixou às famílias de Israel preciosas orientações: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt.6:4-9). Em cumprir essas palavras estava a promessa da bênção e da justiça de Deus de geração em geração.
A situação do povo nos dias de Oseias era resultado direto da desobediência a estas orientações. Os casamentos mistos e as demais associações com os idólatras tornaram Israel uma nação sem identidade, e, por consequência, espiritualmente adúltera. O plano divino para as famílias do antigo Israel deveria ser um modelo para o mundo em todas as gerações. O apelo “Volta, ó Israel” (v.1), apontava para a estrita obediência às Escrituras, para uma vida de fidelidade a Deus mediante “palavras de arrependimento” (v.2) e confissão. Era dever dos pais ensinar aos filhos por preceito e por exemplo, erguendo no lar a Palavra de Deus como perpétuo memorial da verdade que liberta e santifica.
O mesmo dever é requerido hoje dos responsáveis do lar. Como campos frutíferos e férteis, as famílias do Israel espiritual de Deus têm a mesma promessa como garantia de um Deus que não muda (Ml.3:6) e que deseja nos curar, amar (v.4) e vivificar (v.7). “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” (At.16:31), não foram palavras ditas apenas ao carcereiro e sua família, mas a todos os que confiam no Senhor e nEle buscam o poder do Espírito a fim de ouvir e praticar os Sagrados Escritos. “Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba” (v.9).
Lembremos de Noé, quando ele e sua casa foram os únicos a entrar na arca. Lembremos que no primeiro advento de Cristo, conseguimos contar nos dedos aqueles que reconheceram a Sua chegada. E que a Bíblia chama de “restantes” (Ap.12:17) aqueles que serão encontrados fiéis antes da segunda vinda de Jesus. Que, pela graça do Senhor, nosso Deus, nós e a nossa casa nos voltemos para Ele enquanto há tempo, “porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (v.9). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, famílias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias14 #RPSP
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“A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de Mim o teu socorro” (v.9).
Mediante a apostasia e a idolatria, Israel se afastou de Deus e levantou para si “ídolos segundo o seu conceito” (v.2). Ignorando os mandamentos inaugurais – “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx.20:3-4) – sacrificavam a seus ídolos e até beijavam bezerros (v.2). Cegos para enxergar a sua condição miserável e fatalmente destinada à destruição, os filhos de Israel insistiam em permanecer distantes do Senhor e alheios à voz profética. Como presas fáceis rapidamente caminhando em direção às “feras do campo” (v.8), logo colheriam o resultado de sua insensatez.
Enquanto pecavam “mais e mais” (v.2), transgredindo abertamente a lei divina, Deus Se revelava a eles como “o Senhor, teu Deus” (v.4). Em cada advertência havia uma extraordinária medida de bondade e misericórdia. Que não havia “outro deus” e que não havia outro Salvador (v.4), era a verdade que libertaria Seu povo da escravidão do pecado, caso dessem ouvidos a Ele. Do deserto a Canaã, o Senhor trouxe à lembrança a fidelidade de Sua aliança e a facilidade com que Seu povo dEle se esquecia (v.6). Quando em apuros, clamavam a Deus por livramento, mas, “uma vez fartos”, eram vencidos pela soberba (v.6) e voltavam ao seu estado de trevas anterior. O Salmo 107 reflete bem a condição de Israel e a misericórdia divina:
“Andaram errantes pelo deserto, por ermos caminhos, sem achar cidade em que habitassem. Famintos e sedentos, desfalecia neles a alma. Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações. Conduziu-os ao caminho direito, para que fossem à cidade em que habitassem. […] Os que se assentam nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros, por se terem rebelado contra a Palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo, de modo que lhes abateu com trabalhos o coração – caíram, e não houve quem os socorresse. Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações” (Sl.107:4-7, 10-13).
Através de Jesus Cristo, Deus proveu ao homem o livramento de suas tribulações. O Filho de Deus tomou sobre Si o nosso “pecado […] armazenado” (v.12) e nos “chamou das trevas” e das sombras da morte “para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Israel não precisava testemunhar mais milagres no céu e na terra, e sim que o maior milagre de todos fosse realizado nos corações: a genuína conversão. “Eu os remirei do poder do inferno”, disse o Senhor, “e os resgatarei da morte; onde está, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição?” (v.14). Essa era a obra que Deus desejava operar no meio do Seu povo. Essa é a obra que Ele está realizando no meio do Seu último povo.
Todo aquele que houver rejeitado a Cristo e Sua obra substitutiva, “levará sobre si a sua culpa” (v.16) e, sobrevindo o “vento do Senhor” (v.15) com as sete últimas pragas (Ap.7:1; Ap.16), sentirá dores como a “de parturiente” (v.13). Rejeitaram a Palavra de Deus e não deram ouvidos aos testemunhos inspirados, portanto, serão “como palha que se lança da eira e como fumaça que sai por uma janela” (v.3). Ainda assim, antecedendo esse tempo, pouco antes de se fechar a porta da graça, muitos que haviam empregado grandes esforços em lançar por terra as verdades das Escrituras e difamado os escritos de Ellen White, terão seus olhos abertos ao contemplar as cenas finais e o testemunho fiel e verdadeiro do remanescente de Deus, unindo-se a ele como última força combativa.
Como últimos soldados de Cristo Jesus, “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef.6:12), isto é, contra Satanás e seus anjos. Uma luta que se desferida pela força do braço humano já teria nos esmagado desde o primeiro pecado no Éden. Mas porque o nosso Redentor pisou na cabeça do nosso adversário, “nem a morte […] poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38, 39). “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co.15:54-55). Logo as profecias de Isaías e Oseias se cumprirão. Que, pela graça de Deus, façamos parte do seleto grupo, dos que “venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11). Vigiemos e oremos!
Bom dia, redimidos pelo sangue do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias13 #RPSP
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“No ventre, pegou do calcanhar de seu irmão; no vigor da sua idade, lutou com Deus” (v.3).
Desde o seu nascimento, Jacó revelou um caráter dúbio. Agarrado ao calcanhar de seu irmão gêmeo, ele saiu do ventre de sua mãe já lutando pela primazia. Cresceu ouvindo de Rebeca a promessa divina de que governaria sobre o seu irmão e isso lhe era um constante incentivo a buscar a oportunidade que confirmasse a profecia. Como o enganador no Éden, ele usou o apetite como meio de conquistar o direito da primogenitura (Gn.25:33-34). Aproveitando-se da cegueira de Isaque, se passou por Esaú, recebendo o que julgava ser a garantia da promessa. Como num filme, Jacó viu toda a sua vida envolta em mentiras e sua mente foi terrivelmente perturbada pela culpa enquanto vagava como fugitivo de seu próprio lar.
Foi no deserto, dormindo o sono da tristeza e da angústia, que Jacó teve o sonho que mudaria para sempre a sua vida e a história de sua descendência. Naquela escada mística (Gn.28:12), ele viu o caminho da salvação através da graça de um Deus que vai em busca do pecador. Pela primeira vez, Jacó “achou a Deus” (v.4). Logo após, apesar dos muitos anos de trabalho útil e bênçãos na casa de seu tio Labão, também foram anos de duras provas até que seu orgulho fosse transformado em humildade. Finalmente, Jacó estava pronto para voltar a Canaã, mas ainda precisava de uma última experiência; aquela que definiria o seu futuro e seria um símile da experiência do tempo de angústia nos dias finais.
O profeta Oseias resgatou a experiência de Jacó como um modelo para Israel. Ainda que Seu povo estivesse em situação de letargia, “o Deus dos Exércitos” (v.5) que lutou com Jacó estava em posição de batalha a fim de confirmá-lo como Israel, aquele que luta com Deus e com os homens e prevalece (Gn.32:28). Em vão lutou Jacó no ventre de sua mãe por uma posição terrena, mas foi “no vigor da sua idade” (v.3) que desferiu a luta que definiu o seu destino eterno. Em seu discurso laodiceano: “me tenho enriquecido e adquirido grandes bens; em todos esses meus esforços, não acharão em mim iniquidade alguma, nada que seja pecado” (v.8), Israel vivia o primeiro estado de Jacó, cego em seus próprios esforços inúteis. Necessitava da última luta vivificante e da conversão que levara Jacó a chorar e suplicar o favor divino (v.4).
O mundo grita as dores do parto como prestes a dar à luz. A Terra geme os resultados de milênios de pecado e o coração humano acompanha essa involução. Enquanto Jacó dormia, “ali falou Deus conosco” (v.4). De semelhante modo, há esperança aos que ainda estão em sonolência espiritual. O Senhor deseja despertar os Seus filhos a fim de que sejam Suas testemunhas; para, como Jacó, a experiência de seu encontro com Deus sirva como modelo para os que ainda dormem. Há uma luta à nossa frente prestes a começar. Eu ouso afirmar que ela já começou a revelar os primeiros sinais de sua intensidade. E só estaremos prontos para entrar na Canaã celeste se sairmos vitoriosos com Cristo do conflito final.
O Espírito Santo está a apelar: “converte-te a teu Deus, guarda o amor e o juízo e no teu Deus espera sempre” (v.6). Como temos nós respondido ao Seu comovente e urgente apelo? Só teremos forças para prevalecer na última grande luta se, como Jacó, o nosso eu estiver escondido em Deus. Certamente, encontraremos resistência nessa árdua jornada, pois nem todos entenderão e aceitarão a nossa entrega genuína a Deus. Porém, somos chamados a guardar o amor e orar até mesmo por nossos inimigos e pelos que nos perseguem, revelando o caráter do nosso Pai (Mt.5:44). Mas se, dia após dia, confirmarmos a nossa perseverança, o Espírito nos conservará “íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts.5:23). Busquemos ao Senhor enquanto podemos achá-Lo, porque Ele “cumprirá a Sua palavra sobre a Terra, cabalmente e em breve” (Rm.9:28). Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que lutam com Deus e prevalecem!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias12 #RPSP
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“Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas e Me inclinei para dar-lhes de comer” (v.4).
Em direto contraste com o amor de Deus estava a ingratidão de Israel. A ilustração da figura paterna que ensina a criança a andar, que a segura no colo, que cuida de suas feridas e lhe dá de comer é um retrato digno do cuidado do Senhor para com o Seu povo. Todavia, Israel se portou como um filho rebelde, rejeitando o Senhor, recusando-se “converter-se” (v.5). “Quanto mais” Deus “os chamava, tanto mais se” afastavam dEle; “sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura” (v.2). Toda a nação estava corrompida e inclinada a desviar-se de Deus (v.7). Por outro lado, o amor do Pai permaneceu intacto: “Meu coração está comovido dentro de Mim, as Minhas compaixões, à uma, se acendem” (v.8).
Aos olhos humanos, a rebelião de Israel demandava castigo. Não obstante, o Senhor provaria mais uma vez que a Sua ira não é manifestada segundo a ira humana: “Não executarei o furor da Minha ira… porque Eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira” (v.9). Sendo experimentado nisso, o salmista Davi declamou a respeito do Senhor: “Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl.103:10). Deus tinha um plano maior para o Seu povo, e este plano incluía o resgate de Seus filhos mediante “o castigo que nos traz a paz” (Is.53:5). Como leão que ruge a fim de ser ouvido a longa distância, o Senhor chamaria os filhos de Israel e novamente os congregaria, ainda que espalhados entre as nações.
O plano da redenção mediante o sacrifício de Seu Filho nos permite ter acesso direto ao Pai. Temos o sublime privilégio de nos achegar a Deus porque Jesus nos comprou esse direito por Sua morte e porque Ele vive. Temos feito diligentes esforços a fim de sermos instruídos nos mistérios da cruz? Um amor que “alivia o jugo” (v.4) de quem se recusa a aceitá-lo deve, no mínimo, ser o nosso principal objeto de estudo. A ingratidão do antigo Israel não foi tão grande quanto a do Israel espiritual de hoje. Enquanto o Consolador nos envolve “com laços de amor” (v.4), nosso coração insiste em desviar-se dEle. Enquanto Ele nos aponta para Jesus, recusamos nos converter a fim de não abrir mão de nossos pecados acariciados.
Mas ainda que diante de “uma geração má e adúltera” (Mt.12:39), Jesus cumpriu com perfeição Sua missão salvífica. E mesmo que a última geração tenha superado as iniquidades de Sodoma (Ez.16:47), a espera de Deus reflete o Seu grande amor por nós, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). “Andarão após o Senhor” (v.10) os filhos que reconhecerem a sua miserável condição e completa dependência do Pai, buscando andar em novidade de vida. A cruz não foi o fim e nem o início do ministério de Cristo. Ele é o “Pai da Eternidade” (Is.9:6), “o Princípio da criação de Deus” (Ap.3:14), o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8), o “sumo sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos céus” (Hb.8:1), o nosso “Advogado junto ao Pai” (1Jo.2:1), “o Leão da tribo de Judá” (Ap.5:5), que ruge a fim de reunir os Seus escolhidos dos quatro cantos da Terra.
Olhemos para Jesus! Olhemos para Aquele que poupou as nossas costas dos açoites do inimigo e nossa fronte dos espinhos da vergonha! Olhemos para o precioso Cordeiro de Deus, cujos pés e mãos perfurados não foram capazes de deter o amor que se manifesta e salva até mesmo na “hora undécima” (Mt.20:6; Mt.23:42). Olhemos para Aquele que adiou o Seu reencontro com o Pai a fim de consolar uma filhinha que chorava (Jo.20:15). Olhemos para o Mestre que não levou em conta a cegueira dos discípulos no caminho de Emaús, mas pacientemente os instruiu e com eles sentou-Se “para dar-lhes de comer” (v.4; Lc.24:25-30). Olhemos para o nosso Mediador, que pensou em mim e em você ao orar: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da Sua Palavra” (Jo.17:20). “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque Eu sou Deus, e não há outro”, diz o Senhor (Is.45:22). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos amados do Pai!
* Oremos pelos nossos familiares e pelo batismo do Espírito Santo em nossa vida.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Oseias11 #RPSP
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“Então, Eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha, e chova a justiça sobre vós” (v.12).
Após a separação da nação de Israel entre Reino do Norte (Israel) e Reino do Sul (Judá), Jeroboão, o primeiro líder do Reino do Norte, estabeleceu uma estratégia a fim de que o povo não fosse a Jerusalém para adorar. Erguendo dois bezerros de ouro, “disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1Rs.12:28). Essa condição de idolatria acompanhou a trajetória dos reis de Israel e tornou-se a pior causa de sua degradação e ruína. Através da linguagem da agricultura, Oseias se valeu dos três estágios do plantio: o preparo do solo, o plantio em si, e a colheita, a fim de ilustrar a triste realidade de seu povo e trazer-lhe à memória o único método verdadeiramente eficaz: o método divino.
Havia em Israel empatia pelo pecado. E quanto mais gozavam do fruto de sua luxúria, mais distraídos ficavam quanto à “erva venenosa” que crescia “nos sulcos dos campos” (v.4). O juízo estava sendo lavrado para a própria destruição deles e não havia quem atentasse para isso. Mediante um coração falso (v.2) e inconstante, o destino de Israel seria a vergonha “por causa de seu próprio capricho” (v.6). E nos lugares que antes julgavam obter uma boa colheita, em meio a “espinheiros e abrolhos”, perceberiam que ali haviam buscado o seu próprio infortúnio, pois “aos montes se dirá: Cobri-nos! E aos outeiros: Caí sobre nós!” (v.8). Diante da negativa em aceitar as instruções divinas (v.12), outro não poderia ser o resultado: “Arastes a malícia, colhestes a perversidade; comestes o fruto da mentira” (v.13).
É ilusão pensar que o fato de pertencer à família cristã é garantia de salvação. Ser cristão não é assumir um título, mas uma cidadania. Todo aquele que entende que o seu lugar não é aqui, que não pertence a este mundo, não vive em conformidade com as práticas desta terra, mas, pela fé, caminha em direção à Pátria Celeste, buscando “ao Senhor, até que Ele venha” (v.12). O método divino a fim de obtermos uma boa safra é o único que pode transformar o solo ruim e infértil do nosso coração em um “campo de pousio” (v.12) limpo e preparado para receber a chuva da justiça. Mas como essa obra poderá ser realizada em nós enquanto não quebrarmos “os altos de Áven” (v.8) de nossa vida? Como esperar e pedir pela última chuva enquanto permitimos que o inimigo lance o seu joio com suas distrações destrutivas?
Agora é o tempo que nos é concedido como dia de arar, plantar e colher. Não nos foi dado tempo mais oportuno do que este. “Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Um único dia sem arar o solo do coração com a oração a fim de prepará-lo para receber a boa semente da Palavra é resultado certo de uma colheita arruinada. Diante do cenário mundial atual, estamos simplesmente nos acostumando e nos adaptando à nova realidade, ou buscando no Senhor e na sabedoria da Sua Palavra o melhor método de nos manter em Sua seara “até que Ele venha” (v.12)? O Senhor nos deixou escrito na Bíblia e nos Testemunhos para o nosso tempo as instruções necessárias para que Ele nos encontre em Seu grande Dia como trigo, e não como joio.
Cristo está prestes a ceifar a terra, “visto que a seara da terra já amadureceu” (Ap.14:15). E de que lado estaremos? Daqueles que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14)? Ou dos que dirão “aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós!” (Ap.6:16)? O nosso lugar não é aqui, amados, nesta terra cheia dos “espinheiros e abrolhos” do Maligno! Clamemos ao Senhor para que o orgulho não contamine o nosso coração, pois “nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1Co.3:7). Coloquemo-nos, pois, nas mãos do grande Agricultor e Ele fará descer sobre nós a Sua chuva de justiça (v.12) e nos levará para desfrutar de Sua messe abundante e eterna. Vigiemos e oremos!
Bom dia, seara do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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