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“Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras” (v.8).
Após proferir as Suas leis e prometer a posse da terra a Seu povo, o Senhor confirmou a Sua aliança com Israel por meio do símbolo de nosso resgate. Por duas vezes, “todo o povo” (v.3) respondeu afirmativamente a respeito da obediência às leis e estatutos de Deus. Mas o Senhor conhecia o coração de Seu povo, sabia de suas limitações e da impossibilidade do perfeito cumprimento da promessa humana. Ao oferecer “holocaustos e sacrifícios” (v.5) ao Senhor, Moisés “tomou o livro da aliança e o leu ao povo” (v.7), e aspergindo sobre eles o sangue dos sacrifícios, transmitiu a verdade que deveria impressionar seus corações: só pelo sangue do Cordeiro o pecador é aceito.
Não existiu homem mais zeloso na lei do que Paulo. Como no discurso de Israel, seu lema era obediência a qualquer custo. Mas bastou um encontro com o Salvador para ele perceber o quão errante havia andado. Em sua cegueira temporária percebeu o quão perdido estava em sua obediência cega. Paulo tornou-se um novo homem ao olhar para o Único que cumpriu com perfeição o plano divino, comprando com Seu sangue a nossa eterna redenção. A partir de então, não houve discípulo mais obediente e operante do que Paulo, simplesmente porque ele entendeu que a graça de Jesus Cristo é suficiente para salvar. A nossa obediência deve ser a resposta a esta salvação.
Semelhante a Paulo, “Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel” (v.9), “viram o Deus de Israel” (v.10). “Eles viram a Deus, e comeram, e beberam” (v.11). Temos aqui uma teofania. Jesus lhes apareceu. Não imaginavam eles que estavam diante do Inocente que viria a este mundo derramar o Seu sangue para salvar o pecador. Mas somente a Moisés foi conferido o privilégio de subir ao monte para ter um encontro particular com Ele. Durante “quarenta dias e quarenta noites” (v.18), o líder de Israel foi agraciado com a presença e com as palavras do Santo de Israel. A visão gloriosa do Eterno para Moisés era diferente da visão do povo, que via o “aspecto da glória do Senhor […] como um fogo consumidor” (v.17). Porque “falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo” (Êx.33:11).
Amados, o Senhor deseja nos falar como falava com Moisés e também com Abraão, Seu amigo (Is.41:8). E assim como o Seu encontro com Paulo lhe mudou o coração, somente quando O encontramos, somente quando entendemos o Seu plano redentor, nos damos conta de nossa falibilidade e de nossa completa dependência da graça divina. Servimos ao mesmo Deus de Abraão, de Moisés e de Paulo. O Senhor nos convida todos os dias a subirmos com Ele ao monte, ao nosso lugar de comunhão, e desfrutarmos de momentos especiais com Ele, diante de Sua presença e ouvindo as Suas palavras. Não perca o privilégio deste encontro diário. Estude as Escrituras e converse com seu Pai celestial nas primeiras horas da manhã. Seja a nossa primeira atividade de cada dia olhar para Jesus com os olhos da fé, e Ele nos conduzirá ao Dia em que O veremos face a face para nunca mais O perdermos de vista. Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo24 #RPSP
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“Eis que Eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado” (v.20).
A necessidade de Israel de chegar ao lar não era maior do que a necessidade de estar preparado para lá entrar. O cuidado de Deus em ensinar Suas leis ao povo promoveria este preparo e o fundamento sólido de sua fé. Semelhante ao Egito, as nações que habitavam em Canaã eram pagãs e idólatras. Sua cultura e costumes eram totalmente contrários ao estilo de vida designado por Deus ao Seu povo. Em cada “Não” declarado pelo supremo Legislador, há uma grande carga de sabedoria e de amor. A postura dos filhos de Israel frente à maldade deste mundo precisava ser diferente se quisessem possuir a terra prometida.
Enquanto ainda acampavam, tinham de aprender a viver em comunidade de forma harmônica com o Senhor e uns com os outros. Todos precisavam colaborar a fim de que pudessem avançar nesse sentido. E as leis de Deus lhes seriam uma espécie de “GPS”, iluminando lhes o caminho. Uma das coisas de que o Senhor deixou bem claro é que o nosso dever cristão de perdoar os inimigos e de fazer-lhes o bem não pode ser confundido com dar-lhes a mão sendo coniventes com suas maldades. Há uma linha divisória entre o bem e o mal. Não há como permanecer fiel seguindo os critérios da maioria que segue para o mal. E isto deve ser ainda mais operante na vida daqueles que detém algum tipo de autoridade. Justificar o ímpio ou aceitar suborno são práticas que jamais devem compor o currículo daqueles que professam ser forasteiros a caminho do Lar.
Como Criador, o Senhor conhece cada uma das necessidades da Terra para que permaneça em seu curso natural. O ano sabático, além de servir como um ano especial de caridade aos pobres, também dava descanso ao solo já tão manchado pelo pecado. Fosse até o dia de hoje observado este estatuto, e como seria diferente a qualidade do solo e dos alimentos. De igual forma, Deus também estabeleceu um repouso para o homem, o sábado; um descanso semanal para renovar as nossas energias e uma lembrança eterna de Sua criação, a fim de que nem lembremos ou falemos “do nome de outros deuses” (v.13).
O próprio Senhor Se autodenominou “Anjo” (v.20): O Anjo que ia adiante do Seu povo. Jesus, o Bom Pastor guiou Israel no deserto. Se os filhos de Israel dessem ouvidos à Sua voz, Ele os conduziria em segurança à Canaã. Mas às portas de entrar no lugar prometido, as fronteiras revelariam as tentações que precisavam vencer, pois a ordem foi bem clara: “Não adorarás os seus deuses, nem lhes darás culto, nem farás conforme as suas obras” (v.24). A promessa e as bênçãos condicionais se assemelham à realidade dos nossos dias. Jesus prometeu estar conosco “todos os dias, até à consumação do século” (Mt.28:20). Mas, para isso, precisamos reconhecer-Lhe a voz e rejeitar “a voz dos estranhos” (Jo.10:4-5).
Diante de um mundo cercado pela maldade e falta de amor, e ao mesmo tempo sendo um mostruário de deuses modernos, não podemos fazer qualquer tipo de aliança “com eles, nem com os seus deuses” (v.32). Diferente do antigo Israel, não marchamos em um deserto literal rumo a um lugar nesta Terra. Marchamos, porém, no deserto espiritual rumo ao Lar dos Céus. Jesus não frequentou os prostíbulos, as tabernas ou lugares escusos de Israel, mas ao lançar o convite: “Vinde a Mim” (Mt.11:28), prostitutas, ébrios e pecadores de toda estirpe iam ter com Ele. Não precisamos nos vestir da aparência do mal para conquistar pessoas para Cristo. Precisamos nos vestir de Cristo se quisermos conquistar pessoas para o Reino de Deus e estar lá com elas. Pois os que reinarão com Cristo serão os que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14). Para estes, a promessa é certa: “Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos” (Sl.91:11). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, reflexos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo23 #RPSP
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“[…] Será, pois, que, quando clamar a Mim, Eu o ouvirei, porque sou misericordioso” (v.27).
Leis civis e religiosas também foram estabelecidas por Deus a fim de manter a ordem no meio do Seu povo. Como Legislador e Rei de Israel, o Senhor gravou em cada lei a Sua justiça. As leis sobre a propriedade revelam o zelo de Deus não somente para com a vítima, mas também para com o acusado. Ninguém poderia ser considerado culpado caso os juízes do povo não conseguissem comprovar o ato criminoso. O Senhor nunca coloca coisas acima de pessoas. Até no cuidado acerca dos pertences de Seus filhos Ele atentou primeiramente para a reputação e vida das pessoas, só então, comprovado o ato criminoso, exigia a devida restituição de valores ou bens.
Os estatutos, decretos e leis de Deus não impõem ordens absurdas ou hostis. Neles encontramos o Seu desejo em que o Seu povo se mantenha no contexto de uma sociedade organizada e decente. Apesar de serem leis que foram criadas especificamente para o antigo Israel, podemos extrair algumas aplicações de grande relevância para os nossos dias. Inquestionavelmente, Deus preza pela honestidade nos negócios e detesta o roubo e a corrupção. O verdadeiro cristão deve ser zeloso quanto à administração dos seus bens e jamais deve manter relações ilícitas ou duvidosas. Todo aquele que tem o Senhor como sócio majoritário percebe que o maior lucro é uma vida ilibada e uma reputação de confiança. Louvamos e honramos a Deus quando somos transparentes em nossos negócios.
Outras leis mais específicas são citadas neste capítulo e expressam de forma implícita alguns princípios bíblicos: a pureza sexual e espiritual, a caridade e a consagração do homem a Deus. O casamento entre um homem e uma mulher foi instituído no Éden como o propósito do Criador para a humanidade; e o sexo foi criado para ser uma bênção dentro deste contexto. A igreja de Deus é representada por uma mulher virgem, mas também por uma mulher casada (Ef.5:24) que mantém a pureza no casamento. O Espírito Santo não pode habitar em lugar imundo, contaminado por baixas paixões. A idolatria muitas vezes é comparada ao adultério ou ao sexo ilícito, justamente pelo contexto de impureza e desprezo pelo que é santo.
Considero a caridade como sendo o antídoto de Deus contra o egoísmo e a fórmula do Céu para o conhecimento de Deus. O amor é a única coisa que quanto mais ofertamos, mais aumenta. O amor genuíno quebra todas as regras da lei da oferta e da procura; porque o amor gerado pelo Espírito Santo é fruto gracioso que não se barganha e nem se corrompe. O verdadeiro amor é o que alimenta, veste e doa sem pretensões pessoais. O verdadeiro amor não se resume ao interpessoal; ele é tão extensivo quanto os limites da Terra. O verdadeiro amor não se exibe, ele é naturalmente notado. O verdadeiro amor nunca leva a assinatura humana, mas confere ao homem o privilégio de viver na Terra a atmosfera do Céu.
O Senhor nos chamou para sermos “homens [e mulheres] consagrados” (v.31) a Ele. Ser um discípulo de Jesus em um mundo predominantemente mau e egoísta é desafiador. Ser honesto apesar da desonestidade de outros, ser puro diante da corrupção que nos cerca e amar apesar da dureza de coração da maioria é como nadar contra a correnteza. É extremamente exaustivo e, por vezes, pensamos ser impossível, mas o Senhor nunca abandona um filho que persevera. Ele prometeu: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Se aqui formos reconhecidos como discípulos de Cristo (Jo.13:35), muito em breve, Cristo nos reconhecerá como filhos do Reino do Seu amor (Mt.25:34). Confesse a sua incapacidade diante do Senhor e Ele te ouvirá, porque o nosso Deus é Deus misericordioso (v.27). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo22 #RPSP
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“Se comprares um escravo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça” (v.2).
A escravidão era uma prática comum entre as nações daquela época. Pessoas eram negociadas como forma de pagamento, a fim de quitar dívidas ou para servirem como esposas ou concubinas, no caso das mulheres. Israel acabava de ser liberto da escravidão egípcia. Na maior parte das nações, senão em todas elas, o jugo de um escravo era terrivelmente pesado. Sofriam inúmeros castigos físicos, além de serem desprovidos de qualquer tipo de direito. O plano original de Deus incluía uma família humana sem distinções que vivesse em perfeita harmonia e em comum igualdade. O pecado, porém, causou a desarmonia e o surgimento das diferenças que geraram e continuam gerando graves consequências.
Era comum a prática da escravidão até entre o próprio povo. Geralmente, os pais podiam vender seus filhos a fim de quitar alguma dívida. Deus precisava legislar acerca do assunto, a fim de que não houvesse injustiças no meio do Seu povo. Após seis anos de serviço, o escravo hebreu deveria ser liberto sem mais nada dever a seu senhor. Como uma espécie de “ano sabático”, cada escravo possuía o direito de obter a sua liberdade, revelando o desejo de Deus em abolir o regime da escravidão. Não adiantava abolir por completo esta prática, dadas as circunstâncias de muitos que precisavam pagar suas dívidas e aprender a valorosa lição do serviço não remunerado. De certa forma, estes escravos também representavam a Cristo, que veio servir à humanidade sem receber nada em troca.
Deus é justiça. Tal atributo precisava estar bem claro dentre as leis que iriam reger a Sua nação eleita. Cada “inciso” de Suas leis contém a justa sabedoria de um Deus que não falha. Apesar de conhecida como lei mosaica, cada regra ali contida foi simplesmente a revelação de Deus ao Seu servo Moisés. O Professor por excelência precisava instruir o Seu povo conforme este pudesse compreender. Deus orientou a Moisés de acordo com a capacidade de aprendizagem de Seus inexperientes alunos. Em cada situação específica, selou a lei que a regeria, não deixando brechas para mentiras ou maus entendidos.
No caso do crime dos filhos contra os pais, no entanto, é notório que, comparado aos demais, parece que é o único que impõe a sanção de maior grau a uma ofensa de grau menor. Para Deus, a violência contra um progenitor, quer fosse física ou verbal, representava um crime hediondo. O filho que não respeitasse os próprios pais era a maior das ameaças às futuras gerações de Israel. Rebelião gera rebelião. Abaixo de Deus, os pais eram considerados a maior autoridade sobre os filhos. Se os filhos não os respeitassem, tampouco iriam respeitar a Deus ou considerar os Seus estatutos e leis. Muito além de ser uma punição severa, era uma forma de preservar os princípios que devem reger o lar e o bem-estar da sociedade em geral. Quando os filhos se rebelam contra os pais há prejuízo dentro e fora do lar. Infelizmente, a nossa sociedade tem sido uma prova incontestável disso.
Todas estas leis deveriam ensiná-los a tratar uns aos outros com justiça e dignidade, até ao ponto de não mais precisarem aplicar as suas sanções. Não era propósito de Deus que filhos rebeldes continuassem sendo mortos nem que o povo continuasse sempre retribuindo “olho por olho, dente por dente” (v.24). Cristo veio para revelar ao mundo a essência da lei, que é o amor. O apóstolo Paulo sancionou esta verdade: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). Deus estava lidando com uma joia ainda em estado bruto, que precisava ser lapidada, como ouro impuro que precisava ser purificado. Para isso, teve de instituir leis conforme a realidade de seus duros corações. A vida de Jesus foi o perfeito cumprimento do que o Senhor desejava realizar no coração de Seu povo e do que Ele deseja realizar em nosso coração, hoje.
Em tempos de crise em todas as esferas possíveis e imagináveis, fomos chamados para representar o nosso Pai Celeste e declarar ao mundo o caráter amoroso de Sua Lei. Diferente das leis civis e penais de Israel, em que nem todas possuíam o agravante máximo da pena de morte, sabemos que “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). E “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4). E que lei é essa, amados? A imutável Lei de Deus, os dez mandamentos. Portanto, a base do juízo de Deus será a Sua santa Lei, como está escrito: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tg.2:12).
Olhemos para Jesus! Contemplemos o Filho que foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Contemplando a Cristo, a Glória de Deus, “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Eis o segredo da obediência gerada pelo amor. Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes do Pai de amor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo21 #RPSP
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“Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (v.2).
Sob forte tensão, os filhos de Israel permaneciam ao pé do monte. Enquanto o Sinai fumegava e tremia, seus corações foram tomados por grande temor. Do alto, ouviram soar as palavras de Deus como som de trovões e de relâmpagos. Ao abrir o Seu discurso com o Decálogo, o Senhor declarou o que seria a Constituição de Sua nação eleita; o Seu caráter revelado ao mundo. Já vimos que antes mesmo de promulgar os dez mandamentos, Ele já havia provado a fidelidade de Israel através da observância do sábado; e as pragas derramadas sobre o Egito, desafiando os deuses falsos daquela nação, deixou bem claro de que “o Senhor é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses” (Sl.95:3). Ou seja, o que o Senhor promulgou no Sinai, sempre existiu, como está escrito: “As Tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos Teus justos juízos dura para sempre” (Sl.119:160).
O Soberano Tutor de Israel precisava educar o Seu instável filho. Por anos, o povo havia esquecido as palavras do Senhor e o jugo da escravidão o tornou cada vez mais incrédulo. Unindo-se à idolatria do Egito, apegaram-se aos seus costumes pagãos e não fosse a sua condição de cativos, certamente escolheriam permanecer naquela terra. A hostilidade de Faraó e a pesada mão de seus algozes fizeram com que se aproximassem de Deus e dessem ouvidos às Suas palavras. No cenário do Sinai, Deus escreveu a carta de alforria dos filhos de Israel. E a Lei que haviam esquecido, foi introduzida pelo Deus que os libertou. A “lei da liberdade” (Tg.2:12) inaugurou o surgimento do Estado de Israel, símbolo eterno da aliança do Senhor com o Israel espiritual de todos os tempos.
Quão profunda e intensa é a revelação do caráter de Deus nestes dez preceitos! Em cada um deles há um princípio ativo que governa o Universo e que ainda nos mantém com vida neste mundo de pecado. Analisemos:
- “Não terás outros deuses diante de Mim” (v.3). O Senhor é o único Deus verdadeiro. Portanto, é Ele que rege e que sustenta o Universo. “Antes de Mim deus nenhum se formou, e depois de Mim nenhum haverá” (Is.43:10);
- “Não farás para ti imagem de escultura […]” (v.4-6). A verdadeira adoração consiste em depositarmos a nossa fé somente em Deus. Nenhum objeto ou ser vivente pode substituir o lugar que só a Ele pertence. “Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar” (Jr.10:5);
- “Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão […]” (v.7). O nome de Deus está diretamente associado ao que Ele é. Por isso que somente Jesus “herdou mais excelente nome” (Hb.1:4), por ter sido a encarnação perfeita do EU SOU. Desonramos o nome de Deus todas as vezes que agimos por conta própria. Cristo em nós é o segredo da verdadeira obediência;
- “Lembra-te do dia de sábado para o santificar […]” (v.8-11). Estabelecido na criação, o sábado havia sido esquecido. Deus precisava restabelecer o Seu dia para descanso, santificação e bênção em favor de Seu povo. Fossem eles fiéis na observância do sétimo dia, e jamais perderiam de vista o Criador, como único Deus verdadeiro (Leia Ap.14:7). Logo, haverá grande contenda em torno da observância deste mandamento. De que lado da controvérsia você deseja estar? “Ai daquele que contende com o seu Criador!” (Is.45:9);
- “Honra teu pai e tua mãe […]” (v.12). Os pais são representantes de Deus na Terra. O respeito e a obediência dos filhos para com os pais os ensinam as primeiras lições da verdadeira educação. Por ser o único mandamento com promessa, revela o resultado prático na vida dos filhos da obediência: “Honra a teu pai e a tua mãe […] para que te vá bem” (Ef.6:2-3);
- “Não matarás” (v.13). Nunca foi plano de Deus que qualquer ser vivente de Sua criação morresse. Com a entrada do pecado no mundo, porém, a primeira folha a cair no chão revelou o seu salário fatal (Rm.6:23). Este mandamento nos lembra de que Deus é o Doador da vida e que, em breve, Ele destruirá o último inimigo, a morte (1Co.15:26);
- “Não adulterarás” (v.14). O matrimônio entre um homem e uma mulher é um dos símbolos da aliança do Senhor com a Sua igreja. E assim como Ele permanece fiel, os cônjuges devem ser fiéis um ao outro. Disso depende a felicidade, a permanência do casamento e a estabilidade da família. “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb.13:4);
- “Não furtarás” (v.15). Não precisa ser cristão para saber que roubar é errado. Ninguém gosta de ser roubado. Nem o próprio ladrão gosta! Precisamos ser mais zelosos quanto à observância deste mandamento. Ele pode ser mais amplo do que imaginamos (Leia Ml.3:10);
- “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (v.16). Deus nos criou para o relacionamento com Ele e uns com os outros. E todo aquele que deseja entrar na cidade de Deus pelas portas precisa aprender a viver em comunidade aqui. Como embaixadores da verdade, nossos lábios devem sempre declarar a verdade, e nada mais do que a verdade, pois Deus abomina “o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:19);
- “Não cobiçarás […] coisa alguma que pertença ao teu próximo” (v.17). Quando um anjo de luz resolveu quebrar o décimo mandamento com o desejo de quebrar o primeiro, sua rebelião iniciou o grande conflito que se estende até nós hoje. A cobiça é uma ferida aberta que corrói todo o corpo à medida que avança em seus propósitos egoístas. Um filho do Reino só está protegido deste mal se estiver disposto a aprender como o apóstolo Paulo: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp.4:11).
Confrontados por seus pecados, os filhos de Israel sentiram o peso da culpa e a sensação de morte. Como num espelho (Tg.1:23-24), contemplaram as suas iniquidades e perceberam a sua real condição de pecadores. “Não temais” (v.20), foi a resposta ao seu desespero. Não temais, é a voz de Deus aos Seus filhos apontando para a graça redentora de Jesus Cristo. Hoje, somos chamados a erguer um altar diário ao Deus que nos salvou e que nos deu os Seus mandamentos como um presente para que nos acheguemos, “confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4:16). E lembre-se: O altar é do Senhor. Não erga degraus nele. Não queira subir ao lugar que só a Ele pertence, “para que a tua nudez não seja ali exposta” (v.26). Que a Sua obediência seja tão somente o resultado da boa obra do Espírito Santo em sua vida. Esse é o verdadeiro testemunho de que o mundo necessita. Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela graça de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo20 #RPSP
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“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardares a Minha aliança, então, sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é Minha” (v.5).
Avançando na jornada, Israel acampou “em frente do monte” (v.2) Sinai. Ao saberem que o Senhor lhes falaria, ficaram cheios de expectativa. A ordem foi para que Moisés purificasse o povo. Todos deveriam lavar as suas vestes para ir à presença do Senhor. Era propósito de Deus que a nação de Israel fosse Sua fiel testemunha ao mundo, proclamando o Seu nome entre todas as nações. A resposta do povo pareceu convincente para Moisés, que, ao levá-la a Deus, recebeu ordens expressas para que o povo fosse purificado e que ninguém ultrapassasse e nem tocasse nos limites do monte. E após uma cerimônia de purificação, Deus Se revelou através de “trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta” (v.16).
Mesmo após terem visto os prodígios de Deus no Egito e de terem passado pelo Mar Vermelho a seco, nada poderia se comparar à experiência que tiveram ao pé do Sinai. Até então, os filhos de Israel só tinham visto os milagres de Deus. Precisavam ter uma experiência pessoal com o Deus dos milagres. Acostumados com os deuses de ouro do Egito, muitos cogitaram a ideia de ver o Senhor e esculpir-Lhe as formas em imagem. Mas todos, a não ser por Moisés e Arão, foram proibidos de “subir ao monte Sinai” (v.23), algo que o Senhor teve o cuidado de reforçar a fim de que não fossem feridos (v.24). As manifestações da presença de Deus fizeram o povo estremecer, pois “Todo o monte Sinai fumegava […] todo o monte tremia grandemente. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais” (v.18 e 19). Israel teve um prenúncio da segunda vinda de Cristo.
Este episódio é um tipo do tempo que antecede o retorno de Jesus à Terra. Deus tem, hoje, um povo de Sua “propriedade peculiar”, “reino de sacerdotes e nação santa” (v.5 e 6), para proclamar ao mundo as boas-novas de salvação. Como está escrito: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). É um chamado de obediência que prontamente nos atrevemos a declarar: “Tudo o que o Senhor falou faremos” (v.8). A verdade nos é dada como fonte de toda liberdade, mas basta o primeiro confronto com nossos gostos não convertidos para a rejeitarmos tão rápido quanto a professamos aceitar.
Israel precisava ouvir a voz de Deus não somente para nEle crer, mas também para crer em Moisés, Seu profeta (v.9). Disso dependia a segurança e a prosperidade da nação eleita, como está escrito: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Deus nunca deixou os Seus filhos às escuras. Em tempos oportunos, Ele levantou homens e mulheres a fim de revelarem a verdade presente para cada época. O profeta Amós declarou: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). A verdade presente para os dias de Noé foi: Haverá um dilúvio! No tempo determinado, entrem na arca! Nos dias de Elias foi: Não haverá chuva até que eu peça! Adorem somente a Deus! Nos dias de Jeremias foi dito: Entreguem-se à Babilônia! O Senhor cuidará de vocês! Nos dias de João Batista foi: Arrependam-se de seus pecados e sejam batizados! Eis que é chegado o Messias! Será que o Senhor deixaria o Seu derradeiro povo sem profecia?
Como igreja profética, temos em mãos a Palavra de Deus, além dos mais valiosos testemunhos dados pelo Senhor à Sua serva Ellen G. White. Uma mulher simples, que se colocou nas mãos de Deus como uma humilde serva a fim de nos revelar o sonido certo da última verdade presente. O “espírito da profecia” (Ap.19:10), como uma das características do remanescente dos últimos dias, não é um compilado de conselhos ultrapassados, e sim mais de cem mil páginas da sabedoria e do conhecimento do Senhor. Quem lê os escritos da irmã White juntamente com a Bíblia, com o objetivo de conhecer a Deus, certamente experimenta uma comunhão mais viva e eficaz com o Eterno, e compreende de forma cada vez mais clara a vontade dEle para o Seu remanescente.
À resposta rápida do povo, o Senhor replicou com a ordem de purificação: “Lavem eles as suas vestes” (v.10). Assim como a Palavra de Deus nos aponta para Cristo, o espírito de profecia tem a mesma função. Não obedecemos para sermos salvos, mas porque fomos salvos. Primeiro Israel foi liberto do Egito para depois receber a Lei. Primeiro somos lavados pelo sangue de Cristo, para depois darmos os nossos primeiros passos na nova vida. Primeiro Jesus perdoa, e só depois Ele diz: “Vai e não peques mais” (Jo.8:11). Eu creio que esta será a geração que verá as manifestações sobrenaturais do Senhor quando Ele vier com toda a Sua glória (Mt.24:30-31). E a purificação que nos habilitará a contemplar a face de Jesus não será o lavar das nossas vestes materiais, “não por obras de justiça praticadas por nós”, mas pelo “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5). O Senhor deseja te purificar. Você aceita?
“Bem-aventurados aqueles que lavam as Suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Ap.22:14). Vigiemos e oremos!
Bom dia, lavados pelo sangue de Cristo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo19 #RPSP
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“Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que Ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr do sol?” (v.14).
O diálogo entre sogro e genro revelou o amor que os envolvia. Jetro muito se alegrou “de todo o bem que o Senhor fizera a Israel” (v.9). Como é maravilhoso ter pessoas que nos amam e se preocupam conosco! Esta é uma característica especial de quem é guiado pelo Espírito Santo: alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm.12:15). A visita de Jetro certamente foi como um bálsamo para o fatigado líder, que além de receber sua família de volta, também teve a sua carga aliviada.
O conselho de Jetro frente ao fardo “pesado demais” (v.18) é um dos maiores ensinos sobre liderança. Muitos há que têm assumido posições de grande responsabilidade e carregado um peso além de suas forças. É propósito de Deus que o Seu povo se una em auxílio mútuo e que, antes de qualquer coisa, levem suas causas a Ele. É certo que algumas responsabilidades não podem ser delegadas, outras, porém podem ser atribuídas àqueles que sejam considerados capazes de assumi-las.
No entanto, alguns líderes se esquecem que a mais sagrada obra está em trabalhar pela salvação de seu lar, e esta não pode ser transmitida a terceiros. O Senhor jamais exigirá de alguém um serviço que ponha em risco a salvação da família. Deus necessita hoje de: “homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza” (v.21). Homens que assumam o seu papel como sacerdotes do lar e que sejam sábios no uso do tempo; que reconheçam suas limitações e, mais do que reconhecer que precisam da ajuda humana, reconheçam a sua total dependência de Deus. Homens que não temam fazer a vontade divina ainda que esta os conduza a uma obra desafiadora.
Nesses últimos dias, quando Cristo está às portas, há um trabalho a ser feito, um evangelho eterno a ser pregado. E o Espírito Santo está chamando “dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade” (v.21). Aceitas este chamado? Então comece esta obra em sua casa. “Se isto fizeres” (v.23), é certo de que terás bom êxito. Vigiemos e oremos!
Bom dia, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo18 #RPSP
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“E Moisés edificou um altar e lhe chamou: O Senhor é minha Bandeira” (v.15).
“Que farei a este povo?” (v.4), foi a pergunta de Moisés ao Senhor diante de mais um motim contra a sua liderança. A falta de água era apenas mais uma desculpa para apontar Moisés como o culpado de tê-los tirado do Egito. O idoso líder tornou-se alvo da ira de uma nação que precisava experimentar privações nas necessidades mais básicas para entender a sua necessidade mais urgente: confiar em Deus.
Prestes a erguer a mão contra seu líder, a sede de Israel foi saciada e sua rebelião aplacada por uma rocha ferida. Entretanto, Israel precisava passar por muitas dificuldades a fim de crescer e amadurecer como nação santa. Não foi o erguer das mãos de Moisés que deu a vitória ao povo eleito, mas a fé que os moveu a submeter-se ao “assim diz o Senhor”. E a escola do deserto certamente revelaria o ouro e a escória, habilitando uma geração que pudesse estar preparada para herdar a terra prometida.
Cristo é a Rocha da salvação e a Água da Vida! Ele foi ferido para que possamos receber de graça da água que jamais acaba (Ap.22:17). Assim como Moisés estava sentado sobre a rocha para descansar e permanecer firme, devemos construir a nossa vida sobre a rocha que é Cristo (Mt.7:24) e aceitar o auxílio de irmãos que nos apoiam e ajudam a perseverar na obra que o Senhor nos confiou.
Que o nosso caráter revele a mesma atitude de Arão e de Hur, servindo de apoio aos nossos semelhantes, principalmente, aos nossos líderes espirituais. E que nossa vida seja uma constante e confiante declaração: “O Senhor É Minha Bandeira” (v.15). Lembre-se: beber da Água da Vida e dar apoio aos nossos semelhantes são experiências valiosas e imprescindíveis em nossa jornada à Canaã celestial. Num mundo que se torna um deserto cada vez mais difícil de atravessar, Deus nos convida a olhar para as situações mais críticas e crer que Ele pode suscitar as soluções mais improváveis, no entanto, totalmente eficazes. Como bater em uma rocha para obter água ou erguer os braços para vencer uma guerra não fazia sentido, humanamente falando, muitas vezes não precisamos encontrar sentido nos planos de Deus, mas simplesmente podemos confiar em Seus propósitos. Portanto, vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres de fé!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo17 #RPSP
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“Então, disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que Eu ponha à prova se anda na Minha lei ou não” (v.4).
Elim era um oásis no deserto. O frescor de suas fontes de águas e as tão disputadas sombras de suas palmeiras tornaram-se para o povo delícias que não desejavam trocar pelo calor e dificuldades do deserto. Mas ali ainda não era a terra que o Senhor havia prometido a seus pais. Precisavam continuar marchando. Acompanhados da coluna de nuvem durante o dia e da coluna de fogo durante à noite, não havia recado mais claro do constante cuidado de Deus. A próxima parada, porém, foi o palco de mais um motim, originado pela saudade dos alimentos do Egito.
Mais uma vez, Moisés e Arão foram acusados de liderar uma missão fracassada. Em cada dificuldade, os filhos de Israel murmuravam e lançavam sobre seus líderes a culpa por cada infortúnio. A paciência de Deus pode ser melhor compreendida quando estudamos esses relatos. Israel reclamava a seus líderes providências que só o Senhor era capaz de tomar. E diante de uma tumultuada sessão de murmurações, Moisés deixou isto bem claro: “As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o Senhor” (v.8). Cada voz que reclamava a sua necessidade, era uma declaração aberta de sua incredulidade. Enquanto não se desapegassem do Egito, jamais conseguiriam desfrutar da plena confiança no poder de Deus, nem tampouco poderiam entrar na terra que Ele lhes havia prometido.
Muito além de apenas alimentar o Seu povo, de prover-lhes o necessário para que suportassem a árdua jornada, o Senhor usou o maná para provar a fidelidade dos israelitas. Antes mesmo de declarar-lhes os dez mandamentos no monte Sinai, disse-lhes: “Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor” (v.23). Os quatro séculos no Egito e a dura vida de escravidão haviam deitado por terra a observância do dia que, originalmente, o Senhor reservou para o homem como uma lembrança eterna de Sua criação: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3). Assim como a cada dia o povo tinha que recolher a sua porção de maná, a cada semana, o Senhor lhe dava os Seus sábados.
O profeta Ezequiel escreveu sobre o resultado do apego do povo às coisas do Egito: “Mas a casa de Israel se rebelou contra Mim no deserto, não andando nos Meus estatutos e rejeitando os Meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os Meus sábados. Então, Eu disse que derramaria sobre eles o Meu furor no deserto, para os consumir” (Ez.20:13). Semelhante a Israel, também estamos em jornada à Terra Prometida. Israel passou pelas águas e foi levado ao deserto. Jesus foi batizado nas águas e levado ao deserto (Mt.4). Diversas teorias e doutrinas religiosas têm pregado mundo a fora um evangelho “ornamentado” por falsos ensinos. E o discurso de prosperidade e de conforto continua arrebanhando multidões famintas que têm buscado a saciedade no lugar errado.
Há uma porção do pão do Céu sendo derramada sobre o povo de Deus a cada dia. São filhos do Reino que, à semelhança do eunuco etíope na estrada “de Jerusalém a Gaza” (At.8:26), esperam por alguém que lhes responda o questionamento: “Que é isto?” (v.15). Como “Moisés” atuais, fomos chamados pelo Senhor para uma obra que requer de nós uma íntima comunhão com Ele e com Sua Palavra. Deus não requer de ninguém algo além do que possa discernir. Nem todos são teólogos ou doutores da lei. Em Seu ministério, Cristo tinha em Sua companhia leigos, pescadores, coletores de impostos e mulheres. Cada qual desfrutava do Pão da Vida conforme a sua necessidade pessoal. Mas a verdade nunca pôde e nunca poderá ser desmerecida à simples estatura do ponto de vista humano.
O sábado foi instituído na criação (Gn.2:1-3); foi escrito pelo dedo de Deus em tábuas de pedra (Êx.31:18); foi observado por Cristo (Lc.4:16), pelos discípulos e as mulheres (Lc.23:56), como também pelo apóstolo Paulo (At.17:2). O profeta Isaías escreveu que, na eternidade, os salvos continuarão adorando ao Senhor “de um sábado a outro” (Is.66:23). O sábado é o clímax da gratidão; é o Elim de Deus para nos aliviar das tensões dos desertos deste mundo. Todo verdadeiro adorador deve compreender isto e desfrutar do dia que o Senhor fez “por causa do homem” (Mc.2:27). E em cada semana de dificuldades, Deus nos concede um dia de oásis.
Aceite este presente dado a você pelo Criador e o sábado não será um dia de sair para colher, mas de desfrutar da bênção dobrada da perfeita provisão divina. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, agraciados pelo santo e abençoado repouso de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo16 #RPSP
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“O Senhor é a minha força e o meu cântico; Ele me foi por salvação; este é o Meu Deus; portanto, eu O louvarei; Ele é o Deus de meu pai; por isso O exaltarei” (v.2).
Com Sua destra “gloriosa em poder” (v.6), Deus guiou o Seu povo na travessia do Mar Vermelho. Este episódio despertou o temor nas demais nações. Diante de tão grande livramento, os filhos de Israel foram tomados de uma gratidão sem precedentes. O Senhor abateu os egípcios com mão poderosa e guiou o Seu povo à liberdade de servi-Lo. O Deus de Abraão, seu pai, guerreou por eles. Havia um profundo reconhecimento pelos benefícios do Senhor e certeza de Seu perfeito cuidado. Parecia que dali por diante tudo daria sempre certo. Os inimigos que mais temiam estavam mortos. E, pela primeira vez após quatrocentos anos, Israel se sentiu livre.
Havia um desejo claro do povo em estabelecer a sua morada na habitação de Deus. Sabiam que a terra prometida estava à distância de apenas alguns dias de viagem. Sua esperança aumentaria a cada romper do dia. Ora, se Deus havia desbaratado as hostes de Faraó, certamente faria o mesmo com os exércitos das demais nações. A recente experiência do Mar Vermelho lhes concedeu esta confiança. E o cântico que irrompeu em vozes de louvor, foi sucedido pelo cântico de Miriã e das mulheres, que os seguiram “com tamborins e danças” (v.20). Mas tão logo se deparassem com a próxima dificuldade, os louvores e os pulos de alegria seriam substituídos pela murmuração de um povo que constantemente revelaria a sua incredulidade.
Três dias depois, a grande festa de louvor e gratidão foi substituída pela descrença e reclamação. Que mudança! Não somos nós assim também? Mas não precisa ser assim. Há bênçãos sem medida reservadas para todo aquele cujo coração fala a linguagem da gratidão. Aquele que reconhece a sua constante dependência de Deus vive mais e melhor. Sua vida não está limitada a boas circunstâncias. Cada momento de alegria e cada momento de prova tornam-se oportunidades de louvar a bondade do Senhor e Seu poder em subjugar todo o mal. O Deus que transformou as águas amargas em águas doces é O mesmo que deseja nos tirar deste mundo de pecado e nos levar “à habitação de [Sua] santidade” (v.13). Mais do que um povo que deseja o Céu, há um Céu que deseja a nossa salvação!
Cada dia é uma nova oportunidade de reconhecermos as misericórdias e a graça do Senhor em nossa vida. Hoje é dia de louvar ao Deus que nos prometeu: “voltarei, e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Hoje é dia de ouvir “atento à voz do Senhor, teu Deus”, e fazer “o que é reto diante dos Seus olhos”, e dar “ouvidos aos Seus mandamentos”, e guardar “todos os Seus estatutos”. Se assim o fizer, “nenhuma enfermidade virá sobre ti”, das que o Senhor enviou “sobre os egípcios”, porque Ele é “o Senhor, que te sara” (v.26). Deus quer cuidar de você. Não permita que as amarguras do deserto te façam esquecer que você tem um Deus que luta por você e que já venceu. Você foi adquirido pelo sangue de Cristo para salvação! Que este dia seja um dia de louvor e de gratidão ao Senhor que te salvou. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, povo adquirido pelo Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo15 #RPSP
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