Reavivados por Sua Palavra


1Samuel 17 – Comentado por Rosana Barros
23 de setembro de 2022, 0:45
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“Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a Quem tens afrontado” (v.45).

Israel vivia em estado de guerra contra os filisteus. Já não bastasse esta constante pressão, surgiu dentre os filisteus uma arma secreta que, revelado diante dos oponentes, causou grande espanto e alvoroço. Aquela gigantesca máquina humana e o seu desafio fez Saul perceber que estava diante de uma batalha vencida. Era só uma questão de tempo para que o exército dos filisteus avançasse e tornasse aquele vale o símbolo de sua vitória.

Por quarenta dias, Israel ouvia os insultos de Golias e a zombaria dos inimigos diante da covardia que os abatia e os debilitava. Mas a bondade e a misericórdia do Senhor não permitiria que a insensatez e a dura cerviz de Saul eliminasse da Terra o povo que havia elegido como ascendência do verdadeiro Rei. Davi não foi ungido apenas para ocupar o lugar do primeiro monarca de Israel, mas para erguer na terra um monumento ao verdadeiro Deus que jamais seria esquecido. Desprezado por seus irmãos e ignorado por seu povo, sua vitoriosa atuação ilustrava a vida Daquele que seria conhecido como Filho de Davi.

Até ali, diante de Saul, Davi era apenas o tocador de harpa que acalmava os seus sentidos. Mas tendo visto o cumprimento de sua fama, “forte e valente, homem de guerra” (1Sm.16:18), sua curiosidade foi aguçada: “Pergunta, pois, de quem é filho este jovem” (v.56). Na vitória de Davi sobre Golias “no vale de Elá” (v.2) posso quase ouvir no tanger da harpa: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo” (Sl.23:4).

Saul tentou vestir Davi de sua armadura e enviá-lo à batalha com suas armas falíveis. Mas “Davi tirou aquilo de sobre si” (v.39) e foi à peleja vestido com as vestes que lhe ensinaram as mais preciosas lições de confiança, coragem e obediência. Não há figura que de forma mais fiel represente a Deus diante do Seu povo do que a figura de um pastor. Ao cuidar das necessidades básicas das ovelhas, ao conduzi-las em segurança e em não deixá-las à própria sorte mesmo pondo em risco a própria vida, Davi adquiriu força moral e espiritual que nenhum gigante poderia abalar.

Amados, um dia, Jesus enfrentou o maior dos gigantes por cada um de nós: a morte. Não fosse o Seu sacrifício, o vale da sombra da morte seria o nosso fim. Todavia, Ele “se levantou de madrugada”, “deixou as ovelhas” aos cuidados do Senhor, “e partiu”, como Deus “lhe ordenara; e chegou” (v.20) a esta terra envolta em um grande conflito. E diante de um povo incrédulo, Sua missão foi questionada: “Por que desceste aqui?” (v.28). Mas como o nosso bom Pastor, “Tomou o seu cajado na mão” (v.40) e, com fé e oração, não desistiu de provar a todo o mundo “que o Senhor salva” (v.47).

Muito em breve, o inimigo cairá derrotado “com o rosto em terra” (v.49), e Jesus esmagará a sua cabeça de uma vez por todas (Gn.3:15). O herói dos filisteus foi morto para não mais viver. O nosso Herói foi morto, mas venceu a morte para que tenhamos vida e vida “em abundância” (Jo.10:10). Permita que o Cristo ressuscitado seja o Pastor de sua vida e, certamente, Ele estará com você no vale deste mundo escuro até que Ele lhe leve para habitar “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, ovelhinhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#1Samuel17 #RPSP

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1Samuel 16 – Comentado por Rosana Barros
22 de setembro de 2022, 0:45
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“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7).

Ao contrário do procedimento de Saul, “Fez, pois, Samuel o que dissera o Senhor” (v.4). Ao chegar em Belém, logo foi recepcionado por um grupo de anciãos em pânico por sua visita surpresa. Samuel possuía tamanha autoridade espiritual, que sua presença infundia terror aos impenitentes. Com a justificativa de estar ali “para sacrificar ao Senhor” (v.2), a sua declaração de paz foi seguida por um momento de santificação dos anciãos, de Jessé e de seus filhos.

Na companhia de seus sete filhos, Jessé iniciou o desfile de belos homens, a começar pelo mais velho, o que aparentemente mais se assemelhava a Saul. Pensando estar diante do futuro rei, Samuel teve sua concepção interrompida pelo princípio que rege a eleição divina: “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7). E o mais jovem e preterido entre os irmãos foi indicado pelo próprio Deus com as palavras: “este é ele” (v.12).

O livre arbítrio é a chave de acesso ou de restrição à atuação divina. Pela desobediência às ordens de Deus, Saul se tornou mais e mais obstinado. A sua perda maior não foi a do trono de Israel, mas em ter destronado o Senhor de seu coração, de forma que “um espírito maligno o atormentava” (v.14). O seu lenitivo seria justamente aquele que ocuparia a sua função e Saul “amou muito” a Davi “e o fez seu escudeiro” (v.21).

A genuína conversão não é obra de um momento apenas, mas deve ser confirmada pela santificação diária. O crescimento na graça de Cristo consiste em seguir os Seus passos, buscando uma vida de integridade diante do Senhor e diante dos homens. Enquanto a fama de Saul era de um rei atormentado, Davi era conhecido como: “que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (v.18). Deus permitiu que um espírito maligno atormentasse Saul não para destruí-lo, mas para que Saul se humilhasse e se voltasse para o Senhor em busca de socorro e livramento. O que, infelizmente, não aconteceu por causa da dureza do seu coração.

Deus nos chama para sermos Seus fiéis representantes. Mas antes da obra exterior, deve haver uma mudança interior. Primeiro vem o reavivamento, depois a reforma. Quando esta ordem não é seguida, não há crescimento espiritual e corremos o sério risco de apenas aparentar um cristianismo que não tem essência. Mais do que os olhos humanos podem enxergar, seja a nossa vida um vaso escolhido para a glória de Deus, de modo que, pela fé, ouçamos as palavras de aprovação divina a nos dizer: “este é ele” (v.12), “esta é ela”. Para tanto, vigiemos e oremos!

Bom dia, escolhidos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1Samuel16 #RPSP

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1Samuel 15 – Comentado por Rosana Barros
21 de setembro de 2022, 0:45
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“[…] Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (v.22).

A ordem dada por Deus a Saul, por intermédio do profeta Samuel, foi a de matar todos os amalequitas. No livro do profeta Jonas, veremos ali a luta do Senhor para salvar toda uma cidade ímpia que há muitos anos perseguia e oprimia o Seu povo. Ainda assim, Deus os livrou da destruição porque enxergou além do que Jonas podia ver. Enxergou corações dispostos ao arrependimento. “Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os Meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto” (Ez.18:21). Com certeza, todo o tempo em que os amalequitas ficaram sem receber o juízo de Deus, foi tempo de graça e de misericórdia para arrependimento. O que, diferente do povo de Nínive, não aconteceu.

Saul, porém, preservou a vida do rei dos amalequitas como um troféu de sua conquista. Além disso, tomou do melhor de ovelhas, bois e cordeiros daquele povo, descumprindo as ordens do Senhor. Samuel muito sofreu por Saul, a quem considerava como um filho, pois Deus o rejeitou como Seu ungido. Em atitude de desespero, Saul agarrou-se às vestes de Samuel e lhe rasgou um pedaço do manto. Desta mesma forma, seu reino seria rasgado e dado a outro. E a Bíblia diz que “o Senhor se arrependeu de haver constituído Saul rei sobre Israel” (v.35).

Saul insistia em fazer as coisas seguindo os caprichos de seu coração enganoso. Deixando de temer a Deus, declarou a causa de seu pecado: “porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz” (v.24). Realizar obras como para o Senhor, passando por cima do “assim diz o Senhor” (v.2), é fazer o que Saul fez: entristecer a Deus. Deus “não é homem, para que se arrependa” (v.29). O arrependimento de Deus de ter constituído Saul como rei de Israel, se trata, portanto, de uma profunda tristeza. Assim como Samuel, Deus Se compadeceu de Saul, pois este havia se rebelado contra Ele e sua obstinação o havia dominado.

O nosso coração é um terreno tão perigoso, que a respeito dele está escrito: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr.17:9). Saul fechou o seu coração para Deus e o escancarou para o povo. Sua obstinação tornou-se seu objeto de culto. A sua adoração parecia como ao Senhor, quando na verdade não passava de um culto ao próprio eu. Reconhecimento e aplausos eram os deuses de Saul. Por mais que a sua atitude pareça sincera no verso 24, acabou sendo desmascarada no verso 30: “Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel”. Ou seja, “Tudo bem Samuel, eu pequei, mas isso fica aqui entre nós. Tão somente me siga e faça de conta que aprova tudo o que eu faço, para que todos vejam que ainda estou no controle da situação”.

Se a desobediência não fosse algo tão sério, o pecado não haveria entrado no mundo. Enquanto não entendermos que obedecer é uma questão de vida ou morte, continuaremos vivendo em nosso mundinho “desesperadamente corrupto”. Obedecer é melhor do que sacrificar, não se refere a um legalismo severo, mas a uma adoração genuína e eficaz. Meus irmãos, Deus não nos impõe a obediência, mas tem nos mostrado que ela é uma prova de amor. Cristo foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8), e tudo em Sua vida foi em obediência ao que sobre Ele estava escrito. Todas as profecias se cumpriram em Cristo. Jesus obedeceu, e Seu sacrifício tornou-se o maior ato de amor do Universo. Lembremos de Maria Madalena, que escolheu estar no melhor lugar do mundo, enquanto Marta corria de um lado para o outro para servir a todos com maestria (Lc.10:38-42). Contudo, antes de servir vem o ouvir, senão cairemos no mesmo erro de Saul.

Como a obediência de Cristo O levou a maior prova de amor para com a humanidade, a maior prova de amor da humanidade para com Deus é a obediência. Façamos como o salmista: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl.119:11). “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos obedientes do Pai celestial!

Rosana Garcia Barros

#1Samuel15 #RPSP

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1Samuel 14 – Comentado por Rosana Barros
20 de setembro de 2022, 0:45
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“Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, o Senhor nos ajudará nisto, porque para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos” (v.6).

O relato de hoje envolve pai e filho. Enquanto Saul permanecia parado com seiscentos soldados, Jônatas formou uma “dupla missionária”. Somente ele e seu fiel escudeiro avançaram em direção às tropas inimigas. A fé que movia o coração de Jônatas encorajou o seu companheiro. O encorajamento deu certo e ambos seguiram, confiantes na guia divina. O sinal da vitória lhes foi dado por Deus, e, com bravura e engenhosidade, surpreenderam aquela primeira guarnição de filisteus de modo que “até a terra se estremeceu” (v.15). Deus agiu tão poderosamente naquele episódio, que todos sentiram o impacto do “terror de Deus” (v.15).

Saul ficou tão desorientado, que dava ordens e depois as desfazia. Houve um verdadeiro tumulto e até o povo que havia se escondido começou a sair e também perseguir “de perto na peleja” (v.22). Agora, imaginem passar por tamanha aflição e desgaste físico e ter que ficar em jejum. Na verdade, não era um jejum, e sim mais uma ordem sem cabimento de Saul. Um juramento de que ninguém comeria nada o dia inteiro. Só que “o povo se achava exausto em extremo” (v.31). Primeiro, Jônatas, desconhecendo o juramento feito pelo pai, comeu mel. E, logo após, tamanha era a fome do povo que tomaram do despojo ovelhas, bois e bezerros, os mataram no chão “e os comeram com sangue” (v.32), como se fossem animais selvagens. Que cena horrível deve ter sido aquela! Resultado do juramento insensato de seu líder.

Diante daquela vitória sobre os filisteus, Saul traçou um novo plano de guerra. Só que desta vez o sacerdote se antecipou e convenceu Saul a consultar o Senhor. Mas “aquele dia Deus não lhe respondeu” (v.37). Concluindo que o silêncio de Deus era resultado do pecado de alguém, resolveu lançar a sorte sobre o povo. O fato de Jônatas ter comido mel descumprindo o juramento de seu pai lhe custaria a vida, não fosse pela intercessão do povo, ao reconhecer que “foi com Deus” (v.45) que Jônatas saiu à peleja. Na tentativa de mostrar ser um grande líder, Saul esqueceu do supremo Líder. Jejuns, sacrifícios e disciplina eram importantes e faziam parte do contexto religioso, mas foram utilizados para fins equivocados.

Corremos o risco, amados, de estarmos tão absorvidos pelas responsabilidades que acabamos nos esquecendo do principal: glorificar a Deus (1Co.10:31). E sobre isto, Paulo escreveu: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl.1:10). Muitos têm confundido missão com marketing, apresentando ao mundo uma mensagem que pode se adequar de acordo com os gostos e preferências pessoais. Querem ser testemunhas de Jesus na bonança e popularidade da multiplicação dos pães e peixes, enquanto rejeitam compartilhar dos sofrimentos do Getsêmani e da via dolorosa.

Deus nos chama para vivermos a Sua vontade e sermos bênção para o mundo, mas sempre guiados pelo Espírito Santo, em conformidade com os sagrados e imutáveis princípios de Sua Palavra. Pela graça de Deus, procure honrá-Lo neste dia buscando-O e servindo-O de todo o coração. Então, “Tão certo como vive o Senhor, não lhe há de cair no chão um só cabelo da cabeça! Pois [será] com Deus que [você fará] isso, hoje” (v.45). Vigiemos e oremos!

Bom dia, vasos de bênçãos!

Rosana Garcia Barros

#1Samuel14 #RPSP

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1Samuel 13 – Comentado por Rosana Barros
19 de setembro de 2022, 0:45
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“Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do Senhor; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocausto” (v.12).

Era o início do segundo ano do reinado de Saul, e, desesperado pela dispersão do povo e pela demora de Samuel, decidiu agir por conta própria. Mesmo sendo rei, não tinha autoridade sacerdotal para oferecer holocaustos. Saul agiu por impulso. E, ao invés de reconhecer a sua falta, culpou as circunstâncias. Assim como seu pequeno exército, sua compreensão acerca da vontade de Deus foi ficando cada vez menor. Saul demonstrou que não se manteria fiel a Deus, mas agiria conforme a pressão do povo e segundo as motivações de seu enganoso coração. Como resultado, Samuel proferiu a sentença divina: “Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhor buscou para Si um homem que Lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o Seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou” (v.14).

Diante da ameaça dos filisteus, os filhos de Israel se viram como ratos perante serpentes. Esqueceram-se rapidamente de todos os livramentos que o Senhor lhes tinha dado. Iniciaram uma dispersão sem precedentes causada pelo medo. Contudo, havia um rei. Um rei que por sua beleza e estatura causava admiração e respeito. Onde estava esse belo libertador? Estava ao lado do povo, igualmente aterrorizado. Quem era aquele homem imponente agora? Um dos “ratos” de Israel. Estou sendo muito severa com Saul? Afinal, não faço ideia do que seja estar frente a frente com um exército irado e, tendo a meu favor apenas uns poucos que não fugiram. Na verdade, tanto a atitude do povo, quanto a de Saul, não estão longe de nossa realidade.

Costumamos transformar nossos problemas em monstros e agir movidos por nossos temores, do que entregar nossos problemas ao Deus que é infinitamente maior do que eles e confiar que Ele agirá em nosso favor. Parece que é mais cômodo nos esconder e disfarçar nossas desculpas com o peso das circunstâncias. Foi exatamente isso que Saul fez. Não lhe cabia oferecer sacrifícios, e sim confiar de que o Senhor pelejaria por Israel não importasse a quantidade de guerreiros que o acompanhassem. Porque, quanto menos recursos humanos, maiores são os recursos divinos!

Precisamos, como Paulo, reconhecer as nossas limitações. “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Deus deixa que façamos o que está ao nosso alcance fazer, mas o que foge do nosso controle, só Ele pode realizar, pois “devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tg.4:15). Viver de acordo com a vontade de Deus requer renúncia do “eu” e confiança em Seu poder para vencer, porque sem Ele nada podemos fazer (Jo.15:5). A desculpa de Saul, que se disse “forçado pelas circunstâncias” (v.12) tem sido frequente desde a criação do mundo. Adão culpou a Eva. Eva culpou a serpente. Moisés culpou a sua língua pesada. Arão culpou a impaciência do povo no Sinai. E nós? Sempre temos desculpas para a desobediência. Saul buscou o benefício de Deus da forma errada e sabia disso. “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg.4:17). Seu coração o acusava, e a única saída era uma desculpa esfarrapada.

E o que dizer do povo, que se escondia como insetos na terra? “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto, e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14). E somente os covardes entrarão nas rochas e se esconderão nas cavernas, “ante o terror do Senhor e a glória da Sua Majestade” (Is.2:10). “Meter-se-ão pelas fendas das rochas e pelas cavernas das penhas” (Is.2:21). Porém, “dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto das suas ações” (Is.3:10). A única Rocha na qual importa que nos escondamos nos diz, hoje: “Há outro Deus além de Mim? Não, não há outra Rocha que Eu conheça” (Is.44:8). Que nossa vida esteja sobre esta Rocha, que é Cristo, e jamais sucumbiremos. Vigiemos e oremos!

Bom dia, firmados sobre a Rocha!

* No verso quatro do capítulo de hoje, vimos que Saul tomou para si os louros da vitória de seu filho Jônatas. Um exemplo digno de ser repudiado! Esta semana separe um dia para fazer uma surpresa a seu(s) filho(s), quem sabe um passeio diferente ou um jantar especial, demonstrando gratidão pelos momentos felizes que ele(s) têm lhe proporcionado.

Rosana Garcia Barros

#1Samuel13 #RPSP

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1Samuel 12 – Comentado por Rosana Barros
18 de setembro de 2022, 0:45
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“Tão somente, pois, temei ao Senhor e servi-O fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez” (v.24).

Samuel serviu a Israel desde a tenra idade até envelhecer. Em sua velhice, declarou o fim de sua liderança sob o estandarte da fidelidade. O profeta iniciou como uma criança que “crescia diante do Senhor” (1Sm.2:21) e encerrou como um idoso que permanecia fiel diante de Deus: “o meu procedimento esteve diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje” (v.2). “Eis-me aqui” (v.3), foi a sua atitude diante de todos os filhos de Israel para que provassem se algum mal lhes tinha causado. E, como Deus por Testemunha, todo o povo confirmou o caráter íntegro do profeta.

Em suas palavras, Samuel fez um pequeno paradoxo entre a fidelidade de Deus e a infidelidade de Israel. Como um filho malcriado, Israel exigia ver cumpridos todos os seus caprichos. Até ao ponto de rejeitar a teocracia e, insolentemente, exigir a monarquia. Mas apesar de sua rejeição ao plano divino, se fossem obedientes ao conselho do profeta, seriam bem-sucedidos: “Se temerdes ao Senhor, e O servirdes, e Lhe atenderdes à voz, e não Lhe fordes rebeldes ao mandado, e seguirdes o Senhor, vosso Deus, tanto vós como o vosso rei que governa sobre vós, bem será” (v.14).

A exortação do profeta, porém, precisava ser acompanhada de algo visível que desse ao povo um vislumbre dos resultados de suas más escolhas. E “o Senhor deu trovões e chuva naquele dia; pelo que todo o povo temeu em grande maneira ao Senhor e a Samuel” (v.18). Os filhos de Israel haviam aprendido a temer a Deus da forma errada. Seus pecados os acusavam diante do Senhor. E, mediante a manifestação do poder divino, não O adoravam, mas dEle se escondiam. Rogaram, pois, que o profeta intercedesse por eles. E a resposta de Samuel foi: “Não temais”, vocês devem seguir a Deus de todo o coração (v.20).

Samuel foi dedicado a Deus por sua mãe, mas também decidiu entregar-se a Ele voluntariamente. E sua vida foi uma demonstração de humildade, fidelidade e confiança. Não havia coisa alguma de que o povo pudesse acusá-lo. Todavia, não se tratava apenas de reputação, mas de comunhão. Antes de ser amigo do povo, Samuel era amigo de Deus. Como o Pai lhe orientava, também como um pai cuidava de Israel. Não que fosse perfeito em tudo, mas em tudo era perfeitamente habilitado pelo Senhor.

O quanto necessitamos reviver os princípios que outrora moveram os grandes homens e mulheres de Deus a avançarem na divina obra! Humildade, fidelidade, dependência e confiança que, somados ao poder de Deus, iluminaram o mundo. Se tivéssemos mais intercessores e menos críticos, certamente poderíamos proclamar com poder que abalaria a Terra: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6). Samuel não deixou de advertir os filhos de Israel, mas também não ousou deixá-los à sua própria sorte, antes, lhes ensinou “o caminho bom e direito” (v.23), intercedendo ao Senhor por eles. Você deseja aprender o caminho bom e direito? Então persevere em examinar as Escrituras e não negligencie o privilégio da oração. “Tão-somente, pois, temei ao Senhor e servi-O fielmente de todo o vosso coração” (v.24). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, homens e mulheres de oração!

Rosana Garcia Barros

#1Samuel12 #RPSP

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1Samuel 11 – Comentado por Rosana Barros
17 de setembro de 2022, 0:45
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“Porém, Saul disse: Hoje, ninguém será morto, porque, no dia de hoje, o Senhor salvou a Israel” (v.13).

Uma das cidades de Israel, Jabes-Gileade, foi cercada pelos filhos de Amom. Com grande temor o povo propôs fazer aliança com eles. Só que a aliança feita lhes custaria, como diz o ditado, “o olho da cara”. Então, sete dias foi o tempo que tiveram na esperança de que, ao enviar mensageiros a todo Israel, seus irmãos viessem socorrê-los. Ao tomar conhecimento do caso, “todo o povo chorou em voz alta” (v.4). Retornando Saul do campo, “perguntou: Que tem o povo que chora?” (v.5). Ao saber do ocorrido, “o Espírito de Deus se apossou de Saul” (v.6) e acendeu-se a sua ira. Cortou em pedaços uma junta de bois e as enviou por todos os territórios de Israel, ameaçando fazer o mesmo a todos os bois daqueles que não seguissem a ele e a Samuel. “Então, caiu o temor do Senhor sobre o povo, e saíram como um só homem” (v.7).

Formou-se um grande exército a favor de seus irmãos em Jabes-Gileade. Estes, ao saberem do socorro que lhes viria, muito se alegraram e enganaram os amonitas declarando que no dia seguinte se entregariam. Contudo, o exército de Israel, liderado por Saul, feriu os amonitas a ponto de não ficarem “dois deles juntos” (v.11). E diante de tamanha vitória, o povo reconheceu a liderança de Saul e quis matar todo aquele que o havia rejeitado como rei. Mas Saul interviu e não permitiu que tal coisa sucedesse diante de um dia glorioso como aquele, em que Deus os havia dado livramento. Samuel, então, conduziu o povo a Gilgal para que fosse renovado o reinado de Saul. Ali, de fato, Saul foi reconhecido por Israel como o rei ungido de Deus, e ele “muito se alegrou ali com todos os homens de Israel” (v.15).

O povo temeu perder um olho, quando na verdade já havia perdido os dois. Não enxergavam o agir de Deus, apenas a visão embaçada e enegrecida de ações humanas. Permaneciam a fazer ofertas e holocaustos, mas o coração estava bem longe de compreender o real sentido dos sacrifícios. Cristo, a respeito de tal atitude, proferiu o que está escrito no livro do profeta Isaías: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o coração está longe de Mim” (Mt.15:8). Choravam, oravam, e aparentavam piedade. Mas a situação do povo era a descrita por Jesus: “são cegos, guias de cegos” (Mt.15:14). Não enxergavam um palmo à frente do que realmente deveriam enxergar. A disposição de Deus em salvá-los não tinha nada a ver com a disposição deles em serem salvos. Será que essa disposição inconsequente ficou no passado com Israel? Será que a nossa geração não sofre do mesmo mal?

A respeito disso Jesus deu um conselho um tanto assustador em Marcos 9:42-48. Resumindo, Ele diz que, se nossa mão nos faz tropeçar, que a arranquemos fora; se nosso pé nos faz tropeçar, que o arranquemos fora; e, se nosso olho nos faz tropeçar, que o arranquemos fora. Jesus não Se referiu a uma mutilação literal, e sim a abrir mão de fazer a nossa própria vontade, rejeitando tudo o que nos leva a pecar. A lançar fora o nosso eu para que Cristo viva em nós. É uma batalha individual, amados! O apóstolo Paulo viveu esse dilema. Ele expôs sua luta interna como a pior que já enfrentou: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto […] Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm.7:15 e 24). Mas no final, o apóstolo ergue um brado de vitória: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:25).

Se teus olhos te fazem pecar, Jesus tem poder para lhe restaurar a visão. Se teus pés estão paralisados onde não devem estar, Ele tem poder para lhe fazer andar pelo caminho eterno. Se tuas mãos estão ressequidas por pecados que te afligem, Ele tem poder de fazer delas mãos abençoadoras. Se sentes que teu coração está impuro, como uma lepra incurável, Cristo tem poder para torná-lo puro. Se sentes que estás neste mundo como corpo presente, mas que, por dentro, estás morto, Cristo tem poder para ressuscitá-lo. Que, hoje, o Senhor nos dê a vitória sobre as nossas próprias fraquezas e nos salve de nós mesmos. Eis o mais árduo combate, mas, com Cristo, receberemos a eterna vitória! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, salvos em Jesus Cristo, nosso Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1Samuel11 #RPSP

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1Samuel 10 – Comentado por Rosana Barros
16 de setembro de 2022, 0:45
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“O Espírito do Senhor se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem” (v.6).

Saul foi ungido por Samuel para ser o primeiro rei de Israel. O povo rejeitou o governo de Deus para dar início a uma monarquia que traria mais sofrimento do que vitórias. Samuel deu instruções a Saul acerca de seu retorno para casa. Seria uma viagem nada comum. Uma série de sinais provaram a Saul que Deus o estava guiando. E o Espírito Santo o mudou em outro homem, “e ele profetizou no meio [dos profetas]” (v.10).

Interrogado por seu tio, Saul omitiu a unção que havia recebido como príncipe de seu povo. E diante da expectativa de Israel em conhecer seu primeiro rei, escondeu-se entre as bagagens, até que o Senhor revelasse o seu esconderijo. Ao ser colocado no meio dos filhos de Israel, logo a sua imponente altura e beleza fizeram brilhar os olhos do povo, que prontamente rompeu em gritos: “Viva o rei!” (v.24). Apenas uns filhos de Belial se insurgiram contra o reinado de Saul. “Porém Saul se fez de surdo” (v.27).

A decisão do povo em ter um rei que pudesse ver, o levou a rejeitar a Deus, o Rei Eterno. E essa necessidade de contemplação ia além de ter um rei terreno; Israel desejava um rei que estivesse acima dos padrões dos monarcas das demais nações. Após ser ungido por Samuel, Saul permitiu que o Espírito Santo tomasse conta de seu coração e lhe tornasse um novo homem. Essa mudança foi real porque ele permitiu. Saul entrou em novidade de vida. Foi contemplado com a Guia divina que seria com ele se ele continuasse a fazer tudo conforme o Senhor lhe orientasse.

Saul teve medo diante da tremenda responsabilidade de liderar Israel. Seu temor, na verdade, também o mantinha dependente de Deus, e mesmo diante do desprezo de alguns, com prudência ignorou-lhes os insultos. No decorrer da história, Deus tem manifestado sinais incontestáveis de Seu cuidado e amor pela raça caída. Foi-nos dado o Seu Unigênito, que por Sua vida, morte e ressurreição, assinou com Seu sangue a aliança eterna com os filhos da luz. Agora está conosco o Consolador, que “com gemidos inexprimíveis” intercede por nós (Rm.8:26). O Espírito Santo deseja nos transformar em novas criaturas segundo à imagem de Cristo: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).

Eis o chamado do Senhor para nós, hoje: “Agora, pois, ponde-vos perante o Senhor” (v.19). Se tão somente permitirmos que o Espírito Santo nos conduza, mesmo que por vezes como Saul tenhamos medo, o Senhor mesmo nos tirará de nosso esconderijo falível para nos colocar em pé diante do único refúgio seguro: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2). Vigiemos e oremos!

Bom dia, novas criaturas em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#1Samuel10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri10



1Samuel 09 – Comentado por Rosana Barros
15 de setembro de 2022, 0:45
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“Tinha ele um filho cujo nome era Saul, moço e tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo” (v.2).

“Havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis […] homem de bens” (v.1). Ele tinha um filho chamado Saul, que a Bíblia apresenta como sendo tanto o mais belo quanto o maior em estatura de todo o Israel. Recebendo ordens de seu pai para ir em busca de umas jumentas extraviadas, Saul percorreu um longo caminho com um dos servos da casa de seu pai. Frustradas as suas expectativas e preocupado com o tempo ausente de casa, decidiu voltar. Mas o moço que com ele estava o persuadiu a procurar ali “um homem de Deus” que era “muito estimado” (v.6), a fim de saber o caminho que deveriam seguir. Este homem era o profeta Samuel.

Um dia antes, o Senhor já havia revelado a Samuel sobre a chegada de Saul e sobre o propósito de consagrá-lo como príncipe sobre Israel. Samuel levou Saul e o moço para comerem com ele, e acalmou o coração de Saul a respeito das jumentas de seu pai, garantindo que já as haviam encontrado. E mais do que isso, lhe proferiu estas palavras: “E para quem está reservado tudo o que é precioso em Israel? Não é para ti e para toda a casa de teu pai?” (v.20). Certamente, estas palavras e o fato de o profeta ter lhe dado “lugar de honra entre os convidados” (v.22), deixou Saul bem confuso. No dia seguinte, Samuel disse a Saul que despedisse o seu servo e que esperasse, porque ele lhe revelaria “a palavra de Deus” (v.27).

Israel pediu um rei e, apesar das futuras consequências desastrosas dessa decisão, não hesitaram em desafiar a autoridade do Senhor. E Deus daria ao povo exatamente o que pediu, à imagem e à semelhança dos reis das demais nações. Notem que Saul era filho de um homem rico, além de possuir uma beleza incomparável e um porte físico invejável. Percebem o quadro do governante perfeito? Alto, bonito e rico. Se houvesse um concurso de beleza masculina em Israel, certamente Saul seria o “mister Israel”. Saul, portanto, era uma daquelas pessoas cuja presença intimidava. Onde chegava, se destacava. Eis o rei perfeito, aos olhos humanos!

Porém, quando Samuel proferiu a Saul aquelas palavras de ânimo e de bênção no verso 20, eis a resposta de Saul no verso seguinte: “Porventura, não sou benjamita, da menor das tribos de Israel? E a minha família, a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com tais palavras?” (v.21). Percebemos aqui o que estava além da aparência. Saul revelou humildade. As palavras de Samuel lhe foram estranhas, apesar de toda a atenção que provocava. Por onde passava, os olhares se voltavam para a sua beleza encantadora e altura imponente. Mas, dentro do coração, revelou virtude maior do que a exterior. Como sua história teria sido diferente se não tivesse permitido que o orgulho o dominasse!

Todos sofremos nem que seja um pouco dessa síndrome de Israel. Temos prazer na contemplação do belo. Julgamos pela aparência. Olhamos, avaliamos e assinamos a sentença, tirando conclusões com base em nossa visão limitada. O Senhor nos convida a olhar para Ele e para a Sua Palavra. Quando olhamos para o Céu antes de olhar para as pessoas, conseguimos contemplar em nosso próximo a imagem do Criador, o alvo do amor de Cristo, que deve ser alvo do nosso amor também. E, com a visão do Céu, andaremos como Jesus andou, viveremos como Jesus viveu, amaremos como Ele amou e venceremos como Ele venceu.

Não se iluda pelo vislumbre das coisas deste mundo, mas permita que a terna mão de Cristo toque seus olhos e os mantenha a contemplar os Seus. Saul tinha beleza, altura e riqueza transitórios. Jesus tem uma eternidade de bênçãos a nos oferecer. Se abrires a porta do teu coração para Jesus, Ele abrirá os teus olhos e “a alegria do coração [será] banquete contínuo” (Pv.15:15). Seja a nossa beleza aquela que vem de um coração governado pelo Espírito Santo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, reflexos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1Samuel9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Samuel 08 – Comentado por Rosana Barros
14 de setembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Disse o Senhor a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a Mim, para Eu não reinar sobre ele” (v.7).

Avançado em dias, Samuel tomou as devidas providências para que seus filhos julgassem Israel em seu lugar. Joel e Abias, contudo, não andaram nos caminhos de seu pai, “antes, se inclinaram à avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito” (v.3). Sabendo disso, os anciãos de Israel foram ao encontro de Samuel para protestar contra tal liderança e exigir que ele constituísse um rei sobre o povo, segundo a tradição das demais nações.

Não deve ter sido fácil para Samuel ouvir aquelas palavras. Por vários anos, ele havia julgado o povo e os advertido de seus maus caminhos. Se tinha alguém que havia se tornado um modelo de homem consagrado a Deus, esse alguém era Samuel. Como agora lidar com a triste sorte de filhos que não lhe seguiram o exemplo? Isto deixou o coração do velho pai em pedaços. E, como sempre, o profeta depôs diante do Senhor a sua profunda tristeza: “Então, Samuel orou ao Senhor” (v.6).

O Senhor, nosso Deus, também é o nosso Pai amoroso, e jamais ignora um filho que dEle se aproxime com o coração quebrantado. Sentindo-se rejeitado pelo povo e envergonhado pelos filhos, Samuel foi consolado por Aquele que sabia o que ele estava sentindo: “pois a Mim Me deixou” (v.8). O fato dos filhos de Samuel não satisfazerem as expectativas do povo serviu apenas de impulso para um desejo que há muito crescia em seus corações. Eis o verdadeiro motivo de Israel pedir um rei: “Para que sejamos também como todas as nações” (v.20).

Desde a saída do Egito, Israel havia experimentado da grandeza de Deus, de Seu cuidado paterno em alimentá-los, protegê-los e instruí-los. A inclusão de um rei terreno lhes traria consequências que lhes foram expostas desde então. O Senhor não deixou o povo inadvertido. Por intermédio de Samuel, declarou todos os encargos e jugos que lhes sobreviriam. Ainda assim, assumiram as consequências, exigindo para si um líder semelhante às nações pagãs. Chegaria o dia em que clamariam novamente por auxílio, porém teriam de deparar-se com a assoladora realidade: “mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia” (v.18).

Perto como estamos do maior evento que este mundo jamais viu, eis diante de nós um prévio tempo de graça, mas também um tempo de angústia. Quando estudamos e paramos para meditar na vida de homens e mulheres de Deus, que, como Samuel, buscaram viver “de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4), e olhamos para a condição atual da igreja do Senhor, nos abate uma perplexidade e nos perguntamos: “Onde está aquela igreja?”. E a infelicidade de Samuel para com seus filhos tem sido a realidade de muitos lares, onde os filhos escolhem andar por caminhos diferentes.

Amados, como mãe cristã, posso lhes garantir com propriedade, que Deus sofre os nossos sofrimentos e sente as nossas dores. Ele compartilha da nossa angústia, mas não permite que sejamos por ela derrotados. O que Ele disse a Samuel, em outras palavras, foi que tanto o povo quanto seus filhos não estavam agindo por indisposição ao profeta e pai, mas a Deus. Se, pela graça de Deus, somos pais e mães que correspondem ao sagrado chamado do Senhor, precisamos segurar firme na esperança de que Ele irá completar a obra. Mas também precisamos cumprir com fidelidade a nossa parte, confiando e obedecendo as orientações que Deus nos deixou nestes últimos dias. A realidade é que a reforma de saúde, a verdadeira educação, a vida simples no campo estão sendo melhor compreendidas e vividas pelos que não possuem a luz que recebemos.

Que, como “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15), não desejemos imitar o mundo, para que, no Dia de Deus, não nos aconteça o que aconteceu com Israel: “mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia”. Mas que se cumpra em nossa família a bendita profecia: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6). E com alegria indizível, possamos exclamar naquele grande Dia: “Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is.8:18). Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja do Deus vivo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#1Samuel8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100