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“Porventura, fazes pouco caso das consolações de Deus e das suaves palavras que te dirigimos nós?” (v.11).
Acusações nunca tiveram o poder de corrigir. Elas simplesmente apontam situações negativas que podem ser verdade ou não. Elifaz acusou Jó de impiedade. E ele foi além, afirmando que Jó estava em iniquidade (v.5), acusando-o de ser um transgressor da lei do Senhor, “porque o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4). Percebemos nesse discurso de Elifaz a presença do orgulho e da presunção, a ponto de considerar as suas palavras e as de seus amigos como “consolações” e “suaves palavras” (v.11).
As palavras que proferimos só podem resultar em duas coisas, amados: bênção ou maldição. Está escrito que da boca que profere bênção, não pode haver maldição; pois, “pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?” (Tg.3:11). “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” (Tg.3:17). Precisamos buscar essa sabedoria, e a fonte é Cristo.
Jesus mesmo nos deixou escrito que: “pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37). Deus ama para salvar. Satanás acusa para destruir. De que lado da batalha estamos hoje, meus irmãos? Se já cometemos deslizes nesse sentido, o que muito provavelmente já aconteceu, o perdão de Cristo nos é estendido e ainda temos a oportunidade de, pela graça de Deus, fazer diferente. Não façamos como os amigos insensatos de Jó. Que de nossa boca não saiam palavras de acusação, e sim a atitude que eles deveriam ter praticado com seu amigo enfermo: “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg.5:15).
Jesus não condenava. Jesus exortava. É diferente, percebem? E Ele nos deixou o perfeito exemplo de uma vida de oração e de serviço abnegado. Sigamos, pois, as pegadas do nosso divino Mestre, e nossas palavras e ações refletirão sempre em verdadeiras consolações, para a glória de Deus, para o nosso bem e o do nosso próximo.
Senhor Deus, fomos chamados para sermos misericordiosos como Tu és misericordioso. Somente mediante uma vida cheia do Espírito Santo isso se torna possível. Por isso, Pai, clamamos pelo Espírito Santo em nossa vida, nos instruindo, nos transformando e nos guiando cada vez mais para perto do Senhor! Perdoa as vezes em que usamos a nossa língua para ferir alguém, mesmo que sem intenção, e dá-nos a sabedoria necessária para que as nossas palavras sejam para a edificação e consolo do nosso próximo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, sábios consoladores!
Rosana Garcia Barros
#JÓ15 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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