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“Ah, Senhor, Deus de Israel, justo és, pois somos os restantes que escaparam, como hoje se vê. Eis que estamos diante de Ti na nossa culpa, porque ninguém há que possa estar na Tua presença por causa disto” (v.15).
Terminada a perigosa viagem sob a proteção divina e estabelecidos em Judá, os príncipes do povo foram ter com Esdras para lhe revelar algo que o deixou atônito: “O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se separaram dos povos de outras terras com suas abominações […], pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e, assim, se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras, e até os príncipes e magistrados foram os primeiros nesta transgressão” (v.1-2).
Não era uma questão de pequeno porte, meus irmãos, e a reação de Esdras deixa isso bem claro. O Senhor havia ordenado com relação às nações pagãs: “não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós outros e depressa vos destruiria” (Dt.7:2-4). Como um povo que acabava de sair de uma condição de exílio por setenta anos devido à sua desobediência, retornava sob a mesma situação de rebeldia?
Fosse considerado um problema de pouca importância, e não restaria de Israel um “restante nem alguém que escapasse” (v.14). Foi quando os filhos de Deus, vendo “que as filhas dos homens eram formosas, [e] tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gn.6:2), que o mundo entrou em um colapso tal e imergiu em uma corrupção tão grotesca, que o Senhor precisou intervir através do dilúvio. Portanto, a reação de Esdras, rasgando as roupas e arrancando os cabelos, não foi exagerada, mas revelava a dimensão do problema e os terríveis resultados que dele poderiam advir se o problema não fosse imediatamente corrigido.
Através de uma educação deturpada, moldada segundo a cultura e a religião pagã, Israel corria o risco de encontrar o mesmo destino dos ímpios antediluvianos: a destruição. Em atitude de humilhação, Esdras rasgou seu coração a Deus, confessando a culpa de seu povo, reconhecendo a graça e a misericórdia do Senhor e Seu desejo em mudar a sorte da rebelde nação. Ele conhecia os estragos causados pelo jugo desigual e como isso afetava diretamente as futuras gerações. Mas, enquanto Esdras orava, o Senhor iniciava uma das reformas mais sofridas pelas quais Seus filhos teriam de passar.
Sabem, amados, eu acredito que nós estamos vivendo, agora, por um “breve momento” onde ainda podemos nos beneficiar da “graça da parte do Senhor” (v.8). Mas esse momento uma hora vai chegar ao fim, pois o “Espírito [Santo] não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). E enquanto estamos aqui, “na nossa servidão, não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu sobre nós a Sua misericórdia” (v.9). Isso é simplesmente maravilhoso e confortante! Saber que “o Senhor não retarda a Sua promessa […] Pelo contrário, Ele é paciente” (2Pe.3:9). Mas é necessário que haja uma resposta de nossa parte, ainda que esta exija de nós abnegação e sacrifício.
Chegada é a hora do povo de Deus se humilhar diante do Senhor, dobrar os seus joelhos, estender as mãos para o Céu e confessar a sua transgressão. Mas essa atitude deve ter um começo. Assim como Esdras deu início a esse reavivamento e o Senhor fez unir-se a ele todos os humildes de espírito, “que tremiam diante das palavras do Deus de Israel” (v.4), não temos que ficar olhando para os lados esperando ou cobrando ver em nossos líderes e irmãos essa guinada espiritual. Ela precisa começar na minha e na sua vida. Então, qualquer reforma que nos for requerida pelo Senhor, por mais dolorosa que seja, será realizada pelo poder que do alto nos será outorgado.
Inicie esta jornada espiritual conforme as instruções dadas pelo nosso supremo Modelo, Jesus Cristo: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6). Do silêncio do lugar de comunhão, Deus faz soar os alarmes do Céu no teu coração e no daqueles por quem você ora. Um relacionamento vivo e diário com Deus sempre foi e sempre será o único meio eficaz de permanecer em Sua presença, fazendo a Sua vontade. Basta olhar para Enoque, Noé, Abraão, Moisés, Jó, Daniel_ e tantos outros que entretinham íntima comunhão com o Senhor. Perseveremos nisso, amados, e faremos parte do “restante que escapou” (v.13).
Pai de amor eterno, o Senhor tem nos atraído com Tua benignidade. Mas qual tem sido a nossa resposta? Será que estamos carregando conosco os costumes e as tradições deste mundo ao mesmo tempo em que dizemos estar voltando para casa? A verdade, Senhor, é que estamos em grande culpa por causa das nossas iniquidades. O Teu Espírito tem iluminado os nossos olhos com a luz do Teu conhecimento; ainda assim, parece que pensamos ser de pouca importância nos comportarmos como os povos desta terra. Pai, por Tua graça e misericórdia, dá-nos a mesma percepção e atitude de Esdras diante de tudo o que contraria a Tua Palavra. Eis que estamos diante de Ti com a nossa culpa, confiando em Tua justiça, porque cremos que fazemos parte do restante que escapará da Tua ira final sobre esta Terra. Firma os nossos pés na Tua verdade para que possamos andar de volta para casa lado a lado com o Senhor. Clamamos, em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, reavivados pela comunhão!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ESDRAS 9 – A graça de Deus não nos deixa nas desgraças de nossos pecados. A bondade divina não deve servir de incentivo para pecar. A misericórdia de Deus deve nos impulsionar a uma correção de vida diante dos princípios de Sua Palavra.
Os judeus haviam chegado a Jerusalém do cativeiro que resultou da pecaminosidade deles perante Deus. O relato evidencia que a disciplina divina não resolveu totalmente o problema deles. Mesmo sem aprender completamente a lição no exílio, Deus cumpriu Sua promessa de libertação; porém, infelizmente, chegando em Sião, o povo caiu novamente na lama da perversão.
Podemos listar as falhas de caráter do povo observando os detalhes de Esdras 9:
• O povo se uniu aos pagãos, deixando-se influenciar por suas práticas pervertidas (Esdras 9:1, 11-12).
• O povo desprezou a pureza religiosa, envolvendo-se em jugo desigual – casamento de pessoas contrárias à fé bíblica (Esdras 9:2, 11-12).
• Os líderes do povo tomaram a dianteira na infidelidade a Deus (Esdras 9:3).
• Líderes e liderados abandonaram aos mandamentos de Deus seguindo as vis paixões do coração (Esdras 9:10, 14).
• A ingratidão dos remanescentes elevou a culpa deles até o céu (Esdras 9:4-9, 13-15).
Apesar da culpa titânica do povo de Deus, isso não foi desculpa nem um trampolim para Esdras acusar e condenar o remanescente.
Quais lições podem ser extraídas da atitude exemplar de Esdras? Ellen White destaca que “Esdras se lembrou da bondade de Deus em permitir que seu povo se estabelecesse novamente em sua terra natal e ficou cheio de indignação com que reagiram ao favor divino. Sua linguagem é de verdadeira humilhação de alma, a da contrição que faz prevalecer a oração dirigida a Deus. Só a oração da pessoa humilde chega até os ouvidos do Senhor dos Exércitos”.
Note que os mesmos princípios em Esdras 9 podem ser vistos no Novo Testamento, que é contra…
• Influências pervertidas (Romanos 12:2).
• Jugo desigual (II Coríntios 6:14-15).
• Líderes corrompidos (Atos 20:28-31).
• Vis paixões (Colossenses 3:1-10).
• Ingratidão que produz perversão (Romanos 1:18-21).
Quão diferente é o remanescente hoje diante destes pecados? Precisamos atualmente de grandes personagens como Esdras, que temam a Deus de verdade e, humildemente, clamem por misericórdia divina em prol do povo caído em pecado.
Remanescentes de Deus… reavivemo-nos! Precisamos ser restaurados e transformados! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESDRAS 8 – Primeiro leia a Bíblia
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: ESDRAS 8
Cerca de 2.000 pessoas voltaram com Esdras da Babilônia para Jerusalém. Eles estavam respondendo ao decreto de Esdras 7 “para reconstruir e restaurar Jerusalém”. Eles tinham heróis como Finéias listados em seus ancestrais. Mas onde estavam os levitas que poderiam servir na linhagem sacerdotal? (O mundo sempre precisa de mais servos do que líderes!) Esdras fez arranjos para trazer esses trabalhadores humildes necessários para Jerusalém.
Ezra jejuou e orou pela proteção de Deus porque tinha vergonha de pedir tal proteção ao estado. Ele se importava com a reputação de Deus aos olhos do rei e assim vivia pela fé.
Com tantos objetos valiosos sendo transportados através do país para Jerusalém, o perigo de serem alvo de bandidos era alto, mas Deus poupou as provisões.
“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra” (Salmos 34:7).
Deus provou ser sua “torre forte contra os inimigos” e que “Ele é galardoador dos que o buscam diligentemente”.
Esdras confiou os tesouros aos levitas. Eles eram servos fiéis em coisas grandes e pequenas. Os tesouros foram pesados no início da viagem e à chegada não faltava nada!
Essa falta de corrupção preparou o caminho para a unidade de ação. E tal transparência faz parte do plano de Deus para a obra hoje.
Carrent Liyu
Estudante no Institute of East Asia Training, Perak, Malásia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezr/8
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1158 palavras
1-14 Nem todos os exilados retornaram em resposta ao decreto de Ciro em 538 a.C. Um segundo grupo, significativamente menor, retornou com Esdras cerca de oitenta anos após o primeiro retorno. Bíblia Shedd.
1 Naquele momento, os judeus tinham permanecido na terra do exílio por quase um século e meio. Escavações em Nippur trouxeram à luz vários documentos que mostram a riqueza de muitos judeus que viviam na região da Mesopotâmia durante o reinado de Artaxerxes I. Portanto, deve ter sido uma tarefa difícil para Esdras convencer muitos deles a retornar em sua companhia. Os colonos que voltaram podiam esperar apenas um árduo pioneirismo na antiga pátria, com muito menos conforto do que tinham em Babilônia. Em vista dessas considerações, é surpreendente que Esdras tenha sido bem-sucedido em convencer quase 2 mil famílias a retornar ao seu país de origem com seus irmãos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 408.
15 O retorno de Esdras a Jerusalém foi prejudicado quando ele tentou recrutar levitas. Deus havia chamado estes homens para um serviço especial, mas poucos se voluntariaram quando seus serviços foram necessários. Deus presenteou a cada um de nós com habilidades com as quais podemos contribuir para o trabalho do Seu reino (Rm 12:4-8). Não espere ser recrutado, mas busque oportunidades para se voluntariar. Não atrapalhe o trabalho de Deus ao se deter. “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas” (1Pd 4:10). Life Application Study Bible Kingsway.
16 enviei. O texto parece indicar que Esdras não apenas se surpreendeu, mas também se perturbou quando nenhum levita respondeu ao seu apelo. Sem eles, a caravana parecia incompleta, particularmente à vista do seu desejo de operar um reavivamento (ver Ed 7:10, 14-28; cf. Ed 9, 10). CBASD, vol. 3, p. 409.
Esdras selecionou um grupo de homens influentes para persuadir alguns levitas a retornarem em sua companhia. Bíblia Shedd.
Joiaribe… Elnatã. Joiaribe e Elnatã, embora não tivessem título ou posição oficial foram especialmente eloquentes e persuasivos ou ainda foram considerados excepcionalmente qualificados para a tarefa que tinham diante de si. CBASD, vol. 3, p. 409.
21 bens (NVI). Os vastos tesouros que levavam consigo seria uma presa tentadora para assaltantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
jornada feliz. Literalmente “caminho reto”, ecoando Is 40:3. Em Is 52:12 o novo êxodo após o exílio é reminiscente da proteção de Deus durante o êxodo original. Andrews Study Bible.
Esdras e o povo viajaram aproximadamente 900 milhas [aprox. 1450 km] a pé. A viagem os levou através de territórios perigosos e difíceis e durou em torno de 4 meses. Eles oraram para que Deus lhes concedesse uma viagem segura. Nossas jornadas podem não ser tão difíceis e perigosas quanto as de Esdras, mas devemos reconhecer nossa necessidade de pedir a guia e proteção de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
22 Tive vergonha (NVI). As Escrituras falam muitas vezes de uma vergonha ímpia (Jr 48.13; 49.23; Mq 3.7) e, às vezes, assim como aqui, de uma vergonha santa. […] Tendo proclamado sua fé na capacidade de Deus de proteger a caravana, sentia vergonha de pedir a proteção humana. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não é recomendável falar-se em confiança na providência divina e, depois, quando no aperto, apelar para a débil força humana (cf Sl 20.7; 2Cr 14.11). Para não ser hipócrita, Esdras recusou-se a pedir proteção do exército e recomendou sua viagem ao Senhor. Deus honrou aquela fé (32). Bíblia Shedd.
inimigo. O v. 31 conclui que o v. 22 não se refere a nenhum inimigo imaginário. Pode ser que Esdras soubesse que os samaritanos estivessem esperando para interceptar a caravana, ou que algumas das tribos árabes, que não deviam lealdade à Pérsia, poderiam saber da passagem da caravana e planejassem um ataque de emboscada e pilhagem. CBASD, vol. 3, p. 410.
23 jejuamos. O jejum era considerado pelos judeus a maneira de humilhar-se perante Deus, e Jesus aprovou essa prática (Mc 2.18-22). Bíblia Shedd.
Muitas vezes oramos leviana e superficialmente. A oração séria, por contraste, requer concentração. Ela nos coloca em contato com a vontade de Deus e pode realmente nos mudar. Sem oração séria, reduzimos Deus a um farmacêutico com analgésicos para as dores que sentimos. Life Application Study Bible Kingsway.
25 ofereceram o rei… e todo o Israel. A contribuição total alistada no v. 26 é enorme, de tal modo que os críticos tem duvidado da autenticidade da lista. Todavia, os reis persas eram conhecidos por suas grandes riquezas e generosidade para com as religiões de povos conquistados. Também havia famílias judaicas ricas na Babilônia daquele tempo. Bíblia Shedd.
26 vinte e dois mil e setecentos e cinquenta quilos de prata (NVI; ARA: “seiscentos e cinquenta talentos de prata”) …. três toneladas e meia de ouro (NVI; ARA: “cem talentos de ouro”). Um talento equivalia a 35 quilos. Nota textual NVI.
Embora uma parte considerável desse tesouro possa ter saído da bolsa real, boa porção dele foi doada por judeus ricos da Pérsia e de Babilônia e por alguns simpatizantes gentios (ver Ed 7:15, 16). Embora o tesouro levado para a Judeia pareça valioso, não se deve esquecer que a riqueza da Pérsia naquele tempo era imensa (ver Dn 11:2). CBASD, vol. 3, p. 411.
31 no dia doze. De acordo com 7.9, a partida se deu no primeiro dia. A diferença se deve ao atraso sofrido com a finalidade de encontrar os levitas necessários. Bíblia Shedd.
a boa mão do nosso Deus. A referência dá continuidade a um dos maiores motivos dos capítulos anteriores: o segundo êxodo de Israel da Babilônia à terra prometida não é dependente do planejamento humano (apesar de ter havido planejamento), mas é realizado pelo poder da poderosa mão de Deus, como durante o primeiro êxodo (Êx 9:3). Andrews Study Bible.
estava sobre nós. Os receios de Esdras se justificavam e os perigos eram reais, mas a fé na proteção divina foi recompensada. CBASD, vol. 3, p. 411.
34 o peso total … imediatamente registrado. Não apenas os lingotes e os objetos foram contados e pesados, mas um inventário foi feito pelos sacerdotes do templo e o peso de cada objeto foi anotado, tal era o cuidado tomado para evitar desvios nas propriedades do templo. Isso também aliviou Esdras de responsabilidades adicionais e o protegeu contra possíveis acusações posteriores. Na Mesopotâmia, até os pequenos negócios eram documentados, e, sem dúvida, seria exigido que Esdras enviasse um recibo, como evidência de que as provisões do decreto haviam sido cumpridas. CBASD, vol. 3, p. 412.
O servo de Deus deve estar apto a manter uma contabilidade dos seus bens e dos seus atos, perante Deus e os homens. Bíblia Shedd.
35 holocaustos. Sacrifícios queimados, simbolizando real dedicação a Deus (ver Lv 1). A oferta pelo pecado sempre precedeu a oferta queimada, pois não há dedicação sem primeiro haver confissão e perdão. Bíblia Shedd.
36 Então, deram as ordens do rei aos seus sátrapas e aos governadores deste lado do Eufrates. Depois de chegar a Jerusalém, Esdras deve ter informado ao governador local a respeito de sua incumbência e entregou aos tesoureiros o decreto do rei sobre as finanças (Ed 7:21, 22). Esdras declara que esses oficiais colaboraram com ele. Raramente os persas se opunham aos interesses dos judeus. CBASD, vol. 3, p. 412.
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“Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23).
O segundo grupo de exilados, que voltou com Esdras para Jerusalém, correspondeu a aproximadamente dez por cento do total do primeiro grupo. Mas, ainda que fosse um pequeno grupo, essas famílias foram corajosas em abandonar o conforto de suas vidas bem estabelecidas em Babilônia para seguir _ Esdras numa viagem perigosa, para um lugar onde teriam que recomeçar a vida. Mas, ao analisar a lista dos que subiram com ele, Esdras percebeu que não havia entre eles “nenhum dos filhos de Levi” (v.15).
Segundo “a boa mão de Deus” (v.18), uniu-se a eles mais um grupo, desta vez, de levitas que ministrariam no templo, “todos eles mencionados pelo nome” (v.20). O grupo estava, então, completo. Todos atenderam ao chamado divino, e Esdras foi despertado para uni-los num só propósito: jejum e oração. Após um firme testemunho acerca do poder de Deus, Esdras teve “vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros” (v.22) para os defender. Sendo assim, ele e o povo clamaram para que o Senhor lhes desse uma “jornada feliz” (v.21) para eles, seus filhos e seus pertences.
Montando uma guarda especial para os tesouros consagrados a Deus, a boa mão do Senhor estava sobre eles, livrando-os dos inimigos e das “ciladas pelo caminho” (v.31), de forma que chegaram em Jerusalém e ali repousaram por “três dias” (v.32). “No quarto dia” (v.33), a “oferta voluntária” (v.28) foi pesada, e os “exilados que vieram do cativeiro ofereceram holocaustos ao Deus de Israel” (v.35) e “ajudaram o povo na reconstrução da Casa de Deus” (v.36).
Podemos dizer que Esdras buscou pessoas que o Senhor havia separado para ministrar em Sua Casa, liderou um reavivamento no meio dos exilados, promoveu a fidelidade e a confiança em Deus e inspirou o seu grupo a unir-se aos demais na edificação do templo. Precisamos desesperadamente de Esdras modernos! Homens e mulheres que se permitam ser usados por Deus de uma forma tão íntegra, que não restem dúvidas quanto ao seu caráter divinamente lapidado.
Enfrentamos, dia a dia, uma jornada perigosa repleta de inimigos e de “ciladas pelo caminho” (v.31). Muitas vezes somos tentados a buscar auxílio inútil quando ao nosso lado está o Senhor dos Exércitos, pronto para nos atender. Porque a “boa mão do nosso Deus é sobre todos os que O buscam, para o bem deles; mas a Sua força e a Sua ira, contra todos os que O abandonam” (v.22). Ao separarmos dias de jejum e oração, como Esdras, confiemos que, depois do deserto perigoso, há uma terra de repouso à nossa espera.
Acerca do jejum, Ellen White escreveu: “O verdadeiro jejum, que deve ser recomendado a todos, é a abstinência de qualquer espécie estimulante de alimento, e o uso apropriado de alimento saudável e simples, que Deus proveu em abundância. Precisam os homens pensar menos acerca do que hão de comer e beber de alimento temporal, e muito mais acerca do alimento do Céu, que dará tono e vitalidade à experiência religiosa toda” (Carta 73, 1896). Com toda a convicção e fé, proclamemos, hoje, amados: “Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23).
Nosso Pai Celestial, cremos que o Senhor nos deixou luz suficiente sobre a mensagem de saúde, que é um meio poderoso de nos ajudar no caminho de volta para casa. Oramos para que o Espírito Santo nos motive e nos ajude a praticar esta mensagem e a usá-la com sabedoria na obra de alcançar mais pessoas para o Teu reino. Não é uma questão de comida e bebida apenas, mas de confiar nos Teus planos para nós. Nós Te amamos e queremos voltar para casa o quanto antes! Por isso, Pai, nos reaviva e derrama sobre nós o refrigério do Teu Espírito, a fim de que o mundo seja iluminado com a Tua glória! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Jejuemos, vigiemos e oremos!
Bom dia, exilados a caminho do Lar Celestial!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ESDRAS 8 – Fazer a vontade de Deus exige determinação. As coisas nem sempre fluirão naturalmente bem. Todavia, não é por existirem desafios que Deus não estará abençoando.
Esdras faria uma viagem perigosa até Jerusalém com um grupo de judeus libertos da Babilônia, conquistada pela Pérsia. Nessa jornada, algumas famílias demonstraram interesse em retornar; contudo, não havia nenhuma família de levitas. Devido à importância da função levítica de divulgar os princípios da Palavra de Deus, Esdras não ousou partir sem elas (Esdras 8:1-20).
Esdras agiu como os filhos dos profetas que, diante da extrema necessidade de ampliar a Escola dos Profetas, não ousaram agir sem levar junto a Eliseu, o homem de Deus (II Reis 6:1-7).
Os relatos bíblicos nos indicam o valor a ser dado aos líderes espirituais (Hebreus 13:7, 17). O individualismo e o isolamento na jornada cristã são atitudes antibíblicas. Esdras era um indivíduo da alta sociedade e de elevado nível espiritual, contudo não agiu independentemente. A atitude de Esdras é nobre e deve ser replicada.
Por outro lado, devemos tomar cuidado para não ser influenciado por indivíduos regidos pelo Diabo: “Pois há muitos insubordinados, que não passam de faladores e enganadores… Eles afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos O negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra” (Tito 1:10, 16). Satanás afastou um grande grupo de anjos do governo de Deus tornando-os insubordinados, e hoje faz o mesmo com seres humanos, inclusive dentro da igreja verdadeira!
Na jornada cristã há grandes desafios. Portanto, precisamos contar com líderes espirituais da igreja de Deus e com o poderoso Deus da igreja. Foi assim no Antigo Testamento, e continua assim no Novo Testamento. Paulo não deveria fundar um cristianismo paralelo ao da igreja liderada pelos apóstolos; deveria unir-se, superando grandes obstáculos (Atos 9:1-30).
As práticas espirituais de Esdras deveriam influenciar-nos poderosamente para recebermos as tão almejadas respostas de Deus. Jejum e oração são úteis para solucionar nossas preocupações corretas: Assim que conseguiu várias famílias de levitas, Esdras separou 22 indivíduos para carregar os tesouros do templo. Ao chegarem ao destino, deveriam prestar contas. Todos foram fieis às suas responsabilidades; então, Deus os abençoou na perigosa jornada (Esdras 8:21-36).
Como Esdras, humilhemo-nos… para termos jornada bem-sucedida rumo à Nova Jerusalém! – Heber Toth Armí.