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“Ah, Senhor, Deus de Israel, justo és, pois somos os restantes que escaparam, como hoje se vê. Eis que estamos diante de Ti na nossa culpa, porque ninguém há que possa estar na Tua presença por causa disto” (v.15).
Terminada a perigosa viagem sob a proteção divina e estabelecidos em Judá, os príncipes do povo foram ter com Esdras para lhe revelar algo que o deixou atônito: “O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se separaram dos povos de outras terras com suas abominações […], pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e, assim, se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras, e até os príncipes e magistrados foram os primeiros nesta transgressão” (v.1-2).
Não era uma questão de pequeno porte, meus irmãos, e a reação de Esdras deixa isso bem claro. O Senhor havia ordenado com relação às nações pagãs: “não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós outros e depressa vos destruiria” (Dt.7:2-4). Como um povo que acabava de sair de uma condição de exílio por setenta anos devido à sua desobediência, retornava sob a mesma situação de rebeldia?
Fosse considerado um problema de pouca importância, e não restaria de Israel um “restante nem alguém que escapasse” (v.14). Foi quando os filhos de Deus, vendo “que as filhas dos homens eram formosas, [e] tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gn.6:2), que o mundo entrou em um colapso tal e imergiu em uma corrupção tão grotesca, que o Senhor precisou intervir através do dilúvio. Portanto, a reação de Esdras, rasgando as roupas e arrancando os cabelos, não foi exagerada, mas revelava a dimensão do problema e os terríveis resultados que dele poderiam advir se o problema não fosse imediatamente corrigido.
Através de uma educação deturpada, moldada segundo a cultura e a religião pagã, Israel corria o risco de encontrar o mesmo destino dos ímpios antediluvianos: a destruição. Em atitude de humilhação, Esdras rasgou seu coração a Deus, confessando a culpa de seu povo, reconhecendo a graça e a misericórdia do Senhor e Seu desejo em mudar a sorte da rebelde nação. Ele conhecia os estragos causados pelo jugo desigual e como isso afetava diretamente as futuras gerações. Mas, enquanto Esdras orava, o Senhor iniciava uma das reformas mais sofridas pelas quais Seus filhos teriam de passar.
Sabem, amados, eu acredito que nós estamos vivendo, agora, por um “breve momento” onde ainda podemos nos beneficiar da “graça da parte do Senhor” (v.8). Mas esse momento uma hora vai chegar ao fim, pois o “Espírito [Santo] não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). E enquanto estamos aqui, “na nossa servidão, não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu sobre nós a Sua misericórdia” (v.9). Isso é simplesmente maravilhoso e confortante! Saber que “o Senhor não retarda a Sua promessa […] Pelo contrário, Ele é paciente” (2Pe.3:9). Mas é necessário que haja uma resposta de nossa parte, ainda que esta exija de nós abnegação e sacrifício.
Chegada é a hora do povo de Deus se humilhar diante do Senhor, dobrar os seus joelhos, estender as mãos para o Céu e confessar a sua transgressão. Mas essa atitude deve ter um começo. Assim como Esdras deu início a esse reavivamento e o Senhor fez unir-se a ele todos os humildes de espírito, “que tremiam diante das palavras do Deus de Israel” (v.4), não temos que ficar olhando para os lados esperando ou cobrando ver em nossos líderes e irmãos essa guinada espiritual. Ela precisa começar na minha e na sua vida. Então, qualquer reforma que nos for requerida pelo Senhor, por mais dolorosa que seja, será realizada pelo poder que do alto nos será outorgado.
Inicie esta jornada espiritual conforme as instruções dadas pelo nosso supremo Modelo, Jesus Cristo: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6). Do silêncio do lugar de comunhão, Deus faz soar os alarmes do Céu no teu coração e no daqueles por quem você ora. Um relacionamento vivo e diário com Deus sempre foi e sempre será o único meio eficaz de permanecer em Sua presença, fazendo a Sua vontade. Basta olhar para Enoque, Noé, Abraão, Moisés, Jó, Daniel_ e tantos outros que entretinham íntima comunhão com o Senhor. Perseveremos nisso, amados, e faremos parte do “restante que escapou” (v.13).
Pai de amor eterno, o Senhor tem nos atraído com Tua benignidade. Mas qual tem sido a nossa resposta? Será que estamos carregando conosco os costumes e as tradições deste mundo ao mesmo tempo em que dizemos estar voltando para casa? A verdade, Senhor, é que estamos em grande culpa por causa das nossas iniquidades. O Teu Espírito tem iluminado os nossos olhos com a luz do Teu conhecimento; ainda assim, parece que pensamos ser de pouca importância nos comportarmos como os povos desta terra. Pai, por Tua graça e misericórdia, dá-nos a mesma percepção e atitude de Esdras diante de tudo o que contraria a Tua Palavra. Eis que estamos diante de Ti com a nossa culpa, confiando em Tua justiça, porque cremos que fazemos parte do restante que escapará da Tua ira final sobre esta Terra. Firma os nossos pés na Tua verdade para que possamos andar de volta para casa lado a lado com o Senhor. Clamamos, em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, reavivados pela comunhão!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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