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“E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?” (v.9).
Antes mesmo da criação do mundo, “Houve peleja no Céu” (Ap.12:7). No coração de um ser criado perfeito, surge o pecado, algo inexplicável que conhecemos como “o mistério da iniquidade” (2Ts.2:7). Conhecido como Lúcifer, um anjo de luz, esse querubim cobridor estava constantemente na presença de Deus e conhecia de perto o caráter do Eterno (Leia Ez.28:14-15). Sua rebelião contaminou o coração de terça parte dos anjos (Ap.12:4), compondo um motim contra Deus e os demais anjos que permaneciam fiéis. Essa guerra gerou uma perda irreparável no Céu e uma enorme tristeza no coração de Deus. Pois “Miguel e os Seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no Céu o lugar deles” (Ap.12:7-8).
O Senhor foi vitorioso na batalha no Céu, mas ainda havia uma batalha a ser travada na Terra. A essência do caráter de Deus é o amor; um fato que carrega a verdade de que no amor há liberdade. Certamente, o casal edênico foi advertido quanto a este inimigo oculto que poderia lhes tentar. Mas, astuto e sagaz, Satanás tomou a forma de uma serpente, na primeira sessão espírita da Terra. Com lisonjas e mentiras, fingindo ter interesse no ser humano, “a antiga serpente” (Ap.12:9), avançou em seu propósito de ferir ainda mais o coração de Deus através da queda do primeiro casal. E oferecendo a eles o que ele mesmo cobiçava (Is.14:14), comemorou em triunfo quando Eva comeu daquele fruto e o “deu também ao marido, e ele comeu” (v.6).
A tentação é o meio utilizado pelo Maligno para levar o homem a pecar. Entendam, amados: Tentação não é pecado. Se Eva houvesse ficado tentada a comer, mas não tivesse comido, de forma alguma estaríamos neste mundo de pecado hoje. Por isso é tão perigoso nos aproximarmos das “zonas de tentação”. Satanás sabe exatamente em que nos tentar. Mas, como Adão e Eva foram advertidos quanto ao perigo e às consequências da desobediência, hoje nós também temos a Palavra de Deus, que é viva e eficaz, e nos foi dada como uma bússola na direção de Deus.
Percebam que os olhos do casal foram abertos para o mal e fechados para a glória de Deus, pois perceberam a sua nudez. A forma humana de cobrir a nudez do pecado é ineficaz e nunca seria suficiente. Mas no relato a partir do versículo 8, temos descrito o passo a passo do plano da salvação:
- Deus procura o homem (v.8-9);
- Deus promove o diálogo entre Ele e o homem (v.11-13);
- Deus toma providência contra o mal (v.14);
- Deus traça o plano perfeito para acabar com o mal (v.15);
- Ele não esconde as consequências do pecado, mas promete cuidar do ser humano ao preparar-lhe roupas adequadas e ao vesti-lo (v.16-21).
Sabem, amados, o fato de Deus ter expulsado o casal do Éden, de lhes ter empregado duras consequências e impedido de se alimentarem da árvore da vida, nos revela a graça e a misericórdia de Deus para com a humanidade. Se não houvesse consequências ruins para o pecado, nunca nos daríamos conta de que esta não é a nossa casa original. E se a árvore da vida estivesse ao nosso alcance, o mal seria perpetuado. Ó, maravilhosa providência divina, “para guardar o caminho da árvore da vida” (v.24) até que estejamos prontos para dela desfrutar! Ali no Éden, houve o primeiro sacrifício “do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8). E Ele deseja nos vestir das mesmas vestes de Sua justiça. Só assim, estaremos prontos para novamente andar com Deus no jardim que Ele “tem preparado para aqueles que O amam” (1Co.2:9).
É só uma questão de tempo, meus irmãos, e logo o Senhor esmagará a cabeça da serpente de uma vez por todas (v.15), e nos levará para a Sua “santa cidade, Jerusalém, […] a qual tem a glória de Deus” (Ap.21:10-11).
Nosso Deus e Pai de misericórdias, nós Te louvamos pelo plano da redenção que, em Jesus, se cumpriu perfeitamente de uma vez por todas! Cremos em Tuas promessas e clamamos que nos prepare para Te encontrar, cobrindo a nossa nudez com as vestes de Tua justiça! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, justificados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 3 – Esse texto nos conta sobre a maior tragédia humana. Este capítulo nos revela por que não estamos num jardim, onde originalmente Deus colocara a humanidade. Ele mostra como o maravilhoso plano de Deus para nós foi arruinado. Ele explica a origem da dor, do sofrimento, da humilhação, da morte; e também da esperança!
Analisando atentamente este texto em seu contexto, entendemos que Moisés intentava mostrar aos sofredores israelitas que a angústia deles na escravidão egípcia não se dava pela inexistência de Deus, mas pela existência do pecado. E, que a existência do pecado, não se deu pelo fato de que Deus não cuidou bem do que criou, mas pela negligência de nossos primeiros pais.
Desde que o homem e a mulher optaram por confiar em suas próprias conclusões, Deus Se mostrou amoroso por trás de cada acontecimento e de cada capítulo da história humana, almejando reverter a situação. Apesar da porta do mundo ter sido aberta para o pecado e todo seu pacote de desgraça resultando em terríveis calamidades e angústias, Deus está conduzindo à história mundial a um fim glorioso.
Em meio ao medo, vergonha e desespero humanos veio Deus com a solução que eliminaria a morte e todas consequências funestas do pecado. Quando o futuro parecia escuro e incerto, Deus apresentou a primeira e mais importante profecia de toda a Bíblia. Em Gênesis 3:15 Deus revela que O descendente da mulher (Jesus) pagaria altíssimo preço a fim de cobrir a culpa do pecador com a justiça divina, assim como Deus cobriu os dois transgressores com peles de animais (Gênesis 3:19).
Na pior desgraça humana, percebemos a maior graça divina. Os desobedientes que deveriam morrer no dia em que comessem do fruto proibido, não morreram – animais inocentes morreram no lugar deles. Contudo, os pecadores sentiram a morte na pele ao serem revestidos com peles de animais mortos. A morte de Jesus pagaria o resgate da humanidade.
Assim foi revelado o evangelho, as boas notícias de que o mal não existirá eternamente. Em breve a cabeça do autor do pecado será esmagada por Quem já foi ferido na cruz (Romanos 16:20).
Através de Jesus, o desespero se transforma em esperança, a incerteza quanto ao futuro se transforma em certeza de vitória! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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991 palavras
1 sagaz. O ardil da serpente é ressaltado por sua habilidade de falar e pelo vocabulário da pergunta. Não foi um ataque direto, mas uma abordagem mais sutil, tendo em vista semear dúvida. Bíblia de Estudo Andrews.
Deus disse. Observe-se que a tentação está associada à dúvida relativa à Palavra de Deus, “Deus disse”. Bíblia de Estudo Andrews.
3 para que não morrais. Adão e Eva não morreram de imediato, mas, por não terem mais acesso à árvore da vida (3:22-24), o corpo deles começou a se enfraquecer até que morreram (5:5). Bíblia de Estudo Andrews.
6 Vendo a mulher. A primeira expressão do v. 6 imita o cap.1, no qual Deus “viu” que a criação que a criação era “boa”. Isso sugere que Eva havia usurpado o papel do Criador de determinar aquilo que era “bom”. Bíblia de Estudo Andrews.
12 O pecado mudou para sempre o relacionamento entre Deus e a humanidade e também entre o homem e a mulher. Eva apontou a serpente como a causa de seu engano. De maneira indireta, tanto Adão quanto Eva insinuaram que Deus seria o responsável pelo pecado (“a mulher que me deste”). Bíblia de Estudo Andrews.
14 Comerás pó. Uma expressão figurativa. CBASD, vol. 1, p. 216.
Aqui está o que se denomina de Proto-evangelho, isto é, a primeira referência feita ao necessário Redentor, capaz de efetuar a purificação pelo pecado, bem como pagar a horrenda pena que este acarreta. Bíblia Shedd.
Este te ferirá a cabeça. Adão, que foi vice-rei de Deus na Terra enquanto permaneceu leal, havia cedido a autoridade a Satanás, ao transferir sua lealdade a Deus para a serpente. … Adão começou a perceber a extensão de sua perda quando, de governante deste mundo passou a ser um escravo de Satanás. Contudo, antes de ouvir o pronunciamento da sentença, o bálsamo da esperança foi aplicado à sua alma despedaçada. Para a mulher, a quem havia culpado pela sua queda, ele agora devia se voltar em busca do livramento – na espera pelo descendente prometido, em quem haveria poder para vencer o arqui-inimigo de Deus e do homem. CBASD, vol. 1, p. 218 e 218.
16 Ele te governará. A mulher havia rompido seu relacionamento com o homem, o qual fora estabelecido por Deus. Em vez de ser uma auxiliadora “idônea”, ela havia se tornado sua tentadora. Portanto, seu status de igualdade com o homem foi afetado; ele havia governado como seu senhor e amo. As Escrituras descrevem a mulher como sendo “possuída” pelo homem. Entre a maioria dos povos não-cristãos a mulher tem estado sujeita, ao longo dos séculos, à degradação e, quase, à escravidão. Entre os hebreus, contudo, a condição da mulher era de distinta subordinação, mas não de opressão ou de escravidão. O cristianismo colocou a mulher na mesma plataforma que o homem no que diz respeito às bênçãos do evangelho (Gl 3:28). Embora o marido seja descrito como a cabeça do lar, os princípios cristãos devem levar o homem e sua esposa a uma experiência de verdadeira parceria, em que um seja tão devotado à felicidade e bem-estar do outro que nunca nenhum dos dois queira “governar” sobre o outro (ver Cl 3:18, 19). CBASD, vol. 1, p. 218, 219.
18 A erva. A punição divina estipulava também uma mudança parcial na alimentação. Evidentemente se deve concluir que a quantidade e a qualidade dos cereais, castanhas e frutas originalmente dados ao homem foram, como resultado da maldição, reduzidos a tal ponto que ele precisaria buscar uma porção da alimentação diária nas ervas. Essa mudança também deve ter ocorrido, em parte, devido à perda de certos elementos que eram obtidos da árvore da vida, à mudança no clima e talvez, principalmente, à sentença de ter de trabalhar arduamente para obter sustento. CBASD, vol. 1, p. 219.
19 No suor do seu rosto. O trabalho e o esforço desenvolvem o caráter e ensinam a humildade e a cooperação com Deus. Essa é uma das razões pelas quais a igreja cristã geralmente tem encontrado seus mais leais adeptos e defensores na classe trabalhadora. CBASD, vol. 1, p. 219.
Eva quer dizer vida. A linguagem primitiva não era a hebraica mas, à medida que os pensamentos se transmitem de uma para outra língua, os nomes vão se ajustando para manterem a significação original. Bíblia Shedd.
21 Vestimenta de peles. O ritual dos sacrifícios, embora não seja especificamente mencionado aqui, foi instituído nessa ocasião (PP, 68; cf. DTN, 28). A história dos sacrifícios de Caim e Abel relatada no capítulo seguinte mostra que os primeiros filhos de Adão e Eva estavam bem familiarizados com esse ritual. Se Deus não tivesse comunicado regulamentos definidos quanto aos sacrifícios, Sua aprovação à oferta de Abel e desaprovação à de Caim teria sido arbitrária. O fato de Caim não acusar a Deus de parcialidade evidencia que tanto ele quanto o irmão sabiam o que era requerido. CBASD, vol. 1, p. 220.
22 Como um de nós. Pela desobediência havia aprendido a diferença entre o bem e o mal, ao passo que Deus havia planejado que ele obtivesse esse conhecimento mediante a cooperação voluntária com a vontade divina. CBASD, vol. 1, p. 221.
Estenda a mão. Era então necessário impedir que o homem continuasse a participar do fruto da árvore da vida, a fim de que não se tornasse um pecador imortal (PP, 60).CBASD, vol. 1, p. 221.
23 A separação é o resultado inevitável do pecado (cf. Is 59.2). O pecado e o paraíso (significando o lugar onde Deus pode ser encontrado para com Ele manter-se comunhão) são realidades incompatíveis. Bíblia Shedd.
24 O refulgir de uma espada. A luz sempre foi um símbolo da presença divina. Como tal, o shekinah … Não havia uma espada literal guardando o portão do paraíso. O que havia era o que parecia ser o cintilante reflexo de luz de uma espada “que se revolvia” em todas as direções com grande rapidez – setas de luz refulgentes que irradiavam de um centro intensamente brilhante. … Essa luz viva e radiante não era nada senão a glória do shekinah, a manifestação da presença divina. Diante dela, durante séculos, os que eram leais a Deus se reuniam para adorá-Lo (PP, 62, 83, 84.).CBASD, vol. 1, p. 222.
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Texto bíblico: GÊNESIS 2 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – destaques
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
GENESIS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – texto completo
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/2
Gênesis 2 apresenta três princípios vitais, o Sábado, o casamento e a escolha. Vamos começar com o último desses três. A essência do que significa ser um ser humano é a capacidade de escolher. Deus não criou robôs mecanizados que O servem porque foram programados em algum computador celestial.
A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal foi colocada no jardim para permitir a expressão do livre arbítrio. Foi a intenção de Deus desde o início que, compreendendo Seu caráter e conhecendo Seu amor e cuidado, Seus filhos O servissem com alegria. Nossos primeiros pais não estavam predestinados a cair, mas tiveram a escolha de obedecer ou desobedecer. Nós recebemos a mesma oportunidade de escolha.
O Sábado nos chama de volta às nossas raízes a cada semana. Nos lembra de nosso amoroso Criador que nos fez para aproveitar a vida ao máximo. Assim como o sábado fundamenta nosso relacionamento com Deus, o casamento solidifica o relacionamento entre um homem e uma mulher. O Sábado e o casamento são instituições gêmeas do Jardim do Éden e o diabo tem atacado a ambos violentamente.
Guardar fielmente o sábado a cada semana constrói uma base sólida para nossa fé. Fortalece nosso relacionamento com Deus. Um lar amoroso e um casamento cristão sólido revelam o amor de Deus tanto para nossos familiares quanto para nosso círculo de influência. De que maneiras o Sábado ou o casamento tem enriquecido o seu relacionamento com Deus? Compartilhe sua resposta com outras pessoas no blog!
Mark Finley
Evangelista aposentado
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1448 palavras
1 Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e tudo que há neles. Declaração sintética que enfatiza o término bem-sucedido da criação dos céus, da terra e de seu “preenchimento”. Bíblia de Estudo Andrews.
Exército. A palavra “exército”, tsaba, denota todas as coisas criadas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 202.
2 Descansou. O verbo “descansou”, shabath, significa, literalmente, “cessar”um trabalho ou atividade (ver Gn 8:22; Jó 32:1; etc.). […] Deus não descansou porque precisa disso (ver Is 40:28). O descanso de Deus não foi resultado nem de exaustão nem de fadiga, mas de uma cessação de Sua ocupação prévia. CBASD, vol. 1, p. 202.
O descanso de Deus, no sétimo dia, compreende a cessação do trabalho criador e a satisfação em face do que tinha sido realizado. Trata-se de um dia separado (consagrado) para um propósito especial, incluindo o repouso físico e o reconhecimento da bondade divina mediante o culto (cf Êx 20.7 N. Hm). Bíblia Shedd.
3 E abençoou Deus o dia sétimo. A bênção sobre o dia sétimo subentendia que, dessa forma, ele era declarado objeto especial do favor divino e um dia que traria bênçãos a Suas criaturas. CBASD, vol. 1, p. 203.
E o santificou. O ato de santificação consistiu numa declaração de que o dia foi santo, ou separado para propósitos santos. … O sábado semanal do sétimo dia tem sido frequentemente considerado uma instituição para a dispensação judaica, mas o relato inspirado declara que ele foi instituído mais de dois mil anos antes do nascimento do primeiro israelita (um descendente de Jacó, ou Israel). Há, além disso, a palavra do próprio Jesus, ao declarar: “O sábado foi feito por causa do homem” (Mc 2:27), indicando claramente que esta instituição não foi estabelecida apenas para os judeus, mas para toda a humanidade. CBASD, vol. 1, p. 203.
Porque nele descansou. O sábado requer a abstenção do trabalho físico comum e a devoção da mente e do coração às coisas santas. … Os evangelhos atestam que ele foi usado dessa forma por Cristo e pelos apóstolos (Lc 4:16; At 17:2; 18:4) e que deveria continuar a ser observado pelos cristãos após a conclusão do ministério terrestre de Cristo (Mt 24:20). O fato de que o sábado continuará a ser celebrado na nova Terra como dia de adoração (Is 66:23) é uma clara indicação de que Deus nunca planejou ter sua observância transferida para outro dia. … A rejeição do sábado é uma rejeição ao Criador e abre as portas para todo tipo de falsas teorias. CBASD, vol. 1, p. 203, 204.
6 Uma neblina. Podemos pensar em “neblina” como sinônimo de “orvalho”. O fato de as pessoas do tempo de Noé zombarem da ideia de que chuva vinda do céu pudesse trazer destruição à Terra, no dilúvio, e de Noé ser elogiado por crer em “acontecimentos que ainda não se viam” (Hb 11:7) indica que a chuva era desconhecida para os antediluvianos (ver PP, 96-97). CBASD, vol. 1, p. 205.
7 formou. O homem (heb ‘adam) foi criado do pó da terra (heb ‘adamah), não da matéria divina, como em outras narrativas da criação da mesma época. Ele retornaria ao pó quando morresse (Gn 3:19). Bíblia de Estudo Andrews.
O fôlego de vida. “Fôlego”, neshamah. Vindo da Fonte de toda a Vida, o princípio vital entrou no corpo inanimado de Adão. É dito que o meio pelo qual a centelha da vida foi transferida para seu corpo foi o “sopro”de Deus. CBASD, vol. 1, p. 205.
Alma vivente.Uma interpretação mais adequada seria “ser vivente” (NVI), em vez de alma. A palavra hebraica traduzida por “alma” significa vida ou pessoa, não uma entidade separada. Nas Escrituras, as pessoas não têm alma, elas são almas/seres/pessoas. […] A morte acaba com a associação entre o fôlego de Deus e os elementos da terra, e a pessoa, ou ser vivo, deixa de existir (sobre a natureza da morte, ver Sl 115:17; 146:4; Dn 12:2; Jo 11:11-14; 1Ts 4:13, 14). Bíblia de Estudo Andrews.
8 E plantou o Senhor Deus um jardim. A localização do Éden é desconhecida. O dilúvio alterou de tal forma as características físicas da terra, que se tornou impossível a identificação atual de locais existentes antes dessa catástrofe. CBASD, vol. 1, p. 206.
9 Árvore do conhecimento do bem e do mal. O artigo definido “o” antes da palavra “conhecimento” significa que a árvore não podia fornecer todo e qualquer tipo de conhecimento, mas apenas certo tipo: o triste conhecimento do “mal”, em contraste com o “bem”. CBASD, vol. 1, p. 207.
10 Um rio. Muitos eruditos têm feito grande esforço em tentar esclarecer os v. 10-14, mas, provavelmente, nunca seja encontrada uma explicação satisfatória , porque a superfície da Terra após o dilúvio tem pouca semelhança com o que era antes. Uma catástrofe de tal magnitude capaz de fazer surgir elevadas cadeias de montanhas e formar vastas áreas oceânicas dificilmente teria deixado intactos acidentes geográficos menores como rios. Portanto, não se pode ter esperanças de identificar locais antediluvianos pelos acidentes geográficos atuais da Terra, a menos que a inspiração o faça para nós (PP, 105-108). CBASD, vol. 1, p. 207.
15 Os seres humanos foram colocados no jardim com dois propósitos. O primeiro, de “cultivar” ou trabalhar nele, destacando o importante conceito de que o trabalho é um dom divino, não uma punição que veio depois do pecado. Bíblia de Estudo Andrews.
17 No dia em que dela comeres. O pronunciamento divino “No dia em que dela comeres, certamente morrerás”, ou, literalmente, “morrendo, morrerás”, significa que no dia da transgressão a sentença seria pronunciada. O homem passaria do status de imortalidade condicional para o de mortalidade incondicional. … a separação da fonte da vida só podia trazer, inevitavelmente, a morte. Os mesmos princípios ainda são válidos. A punição e a morte são resultados certos da livre escolha, por parte do homem, de se colocar em rebelião contra Deus. CBASD, vol. 1, p. 209.
19 Trouxe-os ao homem. Adão devia estudar esses animais e se envolver na importante tarefa de lhes dar nomes apropriados, exercício este que requeria compreensão dos mesmos e de seus hábitos. […] Ao mesmo tempo, ele perceberia a via familiar que desfrutavam e, assim, sua própria falta de uma companhia. Reconhecendo também que Deus o havia criado infinitamente mais elevado que os animais, perceberia que não era possível escolher essa companhia entre eles. Para que a formação da mulher preenchesse totalmente o propósito do Criador, Adão precisava sentir sua própria incompletude e sua necessidade de companhia – em outras palavras, que não era bom que ele permanecesse só. CBASD, vol. 1, p. 209.
22 Transformou-a numa mulher. A mulher foi formada para ter uma unidade inseparável e um companheirismo por toda a vida com o homem, e o modo de sua criação devia lançar o alicerce para a ordenança moral do matrimônio. … O matrimônio é um tipo [símbolo] do companheirismo de amor e vida que existe entre o Senhor e Sua igreja (Ef 5:31, 32). CBASD, vol. 1, p. 210.
23 Esta, afinal, é osso dos meus ossos. Adão, reconhecendo nela a companheira desejada, recebeu-a alegremente como noiva e expressou sua alegria numa exclamação poética. As palavras “esta, afinal” refletem sua agradável surpresa quando viu na mulher a realização do desejo de seu coração. CBASD, vol. 1, p. 210.
Essa frase e a história da criação de Eva são o ponto que faz com que o casamento seja a mais íntima das relações humanas. Também é importante observar que Deus cria apenas uma Eva para Adão, não várias Evas nem outro Adão. Isso aponta para a monogamia heterossexual como padrão divino para o casamento, que Deus estabeleceu na criação. Bíblia de Estudo SBB NAA.
Chamar-se-á varoa.O nome que Adão deu a sua recém-criada companheira refletia o modo como Deus a criara. A palavra heb. ’ishah, “mulher”, é formada pela palavra ’ish,“homem”, com a terminação feminina. A palavra inglesa “woman” (do anglo saxão wife-man) está relacionada à palavra “man”da mesma forma. O mesmo ocorre em várias línguas. CBASD, vol. 1, p. 210.
24 Deixa o homem pai e mãe… tornando-se os dois uma só carne. Estas palavras expressam a mais profunda unidade física e espiritual de um homem e de uma mulher, e exaltam a monogamia diante do mundo como a forma de casamento ordenada por Deus. Gênesis 2:24 não recomenda um abandono do dever filial e do respeito para com o pai e a mãe, mas se refere primariamente ao fato de que a esposa de um homem deve estar em primeiro lugar em suas afeições e de que seu primeiro dever é com ela. Seu amor a ela deve exceder, mas certamente não substituir, o apropriado amor aos pais. CBASD, vol. 1, p. 210.
Tornando-se uma só carne. É significativo o fato de que Cristo usa exatamente esta passagem em Sua forte condenação ao divórcio (Mt 19:5). CBASD, vol. 1, p. 210,211.
25 Estavam nus. Adão e Eva não tinham necessidade nenhuma de roupas materiais, pois ao seu redor o Criador havia colocado um manto de luz, um manto simbólico de Seu próprio caráter justo, que era perfeitamente refletido neles. CBASD, vol. 1, p. 211.
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“Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o Senhor Deus os criou” (v.4).
O capítulo de hoje apresenta as duas instituições que Deus estabeleceu no Éden: o sábado e o casamento. Começando pelo sábado, Moisés relatou a criação e a existência desse mandamento, o qual o Senhor Deus escreveu com Seu dedo em tábuas de pedra e ainda reforçou, dizendo: “Lembra-te” (Êx.20:8). O sábado faz parte do plano original do Criador que, se não houvesse sido rompido, até hoje permaneceria sendo guardado por toda a humanidade como assinatura semanal inconfundível de um Deus que não muda (Ml.3:6).
No meio do capítulo nós temos a descrição da obra-prima da criação: o ser humano. Usando a matéria-prima “pó da terra”, Deus modelou o primeiro corpo humano e “lhe soprou nas narinas o fôlego de vida”, formando assim a primeira “alma vivente” (v.7). A criação do homem é realmente um relato muito especial, pois até então tudo havia sido criado pelo poder da palavra, mas percebemos Deus Se relacionando com esta parte de Sua obra de uma forma mais próxima e pessoal. Um privilégio que Ele ainda hoje nos outorga mediante o Espírito Santo. O Espírito de Deus é o fôlego de que necessitamos para ter vida, e vida em abundância (Jo.10:10).
Na continuação, lemos que Deus deu um presente a Adão e sua mulher, um presente de casamento. O Éden coroou a beleza da criação e foi o berço da instituição sagrada do matrimônio. De uma das costelas de Adão, sabiamente escolhida por Deus, como uma perfeita representação da função da mulher como esposa e da responsabilidade do homem como marido, o Senhor criou a primeira mulher. Ela foi criada por um osso – símbolo de força e resistência – tirado do lado do homem – símbolo de ternura e cuidado. Ou seja, amados, o casamento entre um homem e uma mulher deve ser uma união que seja estável, harmônica e resiliente. Nenhuma das partes domina a outra. Ambas andam juntas, como símbolo da união entre Cristo e Sua igreja (Ef.5:31-33).
Amados, Deus deseja abençoar cada lar de Seus filhos com as mesmas bênçãos dadas ao primeiro par. A cada sábado podemos desfrutar do antegozo do Céu se assim permitirmos. É privilégio nosso convidarmos o Espírito Santo para soprar sobre nós um novo fôlego de vida e nos capacitar a dizer não aos frutos proibidos desta geração. A “árvore do conhecimento do bem e do mal” (v.17) foi uma prova em que o primeiro casal fracassou. Mas o fato de que o Céu reserva para os fiéis a “árvore da vida” (Ap.22:2), é a prova de que o segundo Adão venceu, e nEle somos mais que vencedores (Leia Rm.5:19; 8:37).
E é nessa esperança que devemos estudar este livro. Os dois primeiros capítulos da Bíblia contam sobre a perfeita criação de Deus. Veremos a partir de amanhã, que o pecado causou uma ruptura entre Deus e o homem. Mas, com o perdão do spoiler, os dois últimos capítulos da Bíblia nos revelam que aquilo que era perfeito no início será restaurado, “e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).
Nosso Deus, Criador dos céus e da terra, louvado seja o Teu nome, pois ainda na criação, sabendo do que aconteceria depois, o Senhor nos deixou duas instituições sagradas, as quais permanecem como símbolos do Teu desejo em nos salvar para estarmos Contigo para sempre! Que a cada sábado, desfrutemos da bênção, do descanso e da santificação deste dia. E que o casamento dos filhos do Teu povo brilhe para o mundo a mensagem de que logo voltarás para buscar a Tua igreja. Sopra em nós, Pai, o fôlego restaurador e renovador do Teu Santo Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos! E até amanhã, pela graça e misericórdia de Deus!
Bom dia da preparação, criados com um propósito eterno!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 2 – O livro de Gênesis revela quem somos em um mundo com muitas vozes tentando nos diminuir, humilhar e nos tirar a dignidade concedida por Deus. Os versículos 7 e 22 deste capítulo nos informam que fomos criados por Deus, modelados por Suas próprias mãos.
Moisés se aproximou dos escravos israelitas no Egito e apresentou seu novo livro: Gênesis. Talvez Gênesis seja ainda mais necessário a nós nestes últimos dias do que o foi para seu primeiro público alvo. Gênesis revela nossa nobre origem quando estamos submergido numa sociedade que debate ideias degradantes procurando obstruir os princípios divinos que nos dão valor e sentindo à vida.
Gênesis 2 mostra que Deus pensou em tudo visando proporcionar o maior bem e felicidade às pessoas O representariam no mundo recém criado. Inspirado por Deus, Moisés nos mostra com maestria que os seres humanos são frutos do plano de um Deus de amor, idealizado e originado em Seu coração, criados por Suas próprias mãos; ou seja, não somos resultados de um caos, uma explosão evolutiva ou um desenvolvimento melhorado de uma criatura inferior.
Gênesis 2 revela que originalmente os humanos foram colocados num jardim perfeito plantado por Deus. Os filhos de Abraão não foram criados para serem escravos, nem para serem humilhados nos fornos de tijolos, amassando barro na escravidão, tratados pior do que tratam animais. Com Gênesis, Deus almeja apresentar o valor da humanidade.
O número 7 é especial para Deus. Gênesis 1:1 possui 7 palavras no hebraico. Gênesis 2:2 contém 2×7 palavras, ou seja, 14 palavras. O capítulo 2 encerra um ciclo de 7 parágrafos do relato de nossa origem falando do sétimo dia da criação.
No sexto dia, Deus havia criado os animais terrestres, o homem e a mulher. Havia plantado um jardim para o casal, ministrara o primeiro casamento e presenteado Seu jardim aos noivos recém-casados. O sétimo dia da criação de Deus era o primeiro dia inteiro do primeiro casal da história. A lua de mel foi uma viagem espetacular com Deus apresentando Sua criação!
Esse dia especial foi o sábado: O dia em que Deus parou de criar para dedicar a Seus filhos. Deus ainda anseia por esse relacionamento especial para o qual fomos criados. Devemos ansiar por esse relacionamento também.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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2486 palavras
1 Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e tudo que há neles. Declaração sintética que enfatiza o término bem-sucedido da criação dos céus, da terra e de seu “preenchimento”. Bíblia de Estudo Andrews.
Exército. A palavra “exército”, tsaba, denota todas as coisas criadas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 202.
2 Descansou. O verbo “descansou”, shabath, significa, literalmente, “cessar”um trabalho ou atividade (ver Gn 8:22; Jó 32:1; etc.). … Deus não descansou porque precisa disso (ver Is 40:28). O descanso de Deus não foi resultado nem de exaustão nem de fadiga, mas de uma cessação de Sua ocupação prévia. CBASD, vol. 1, p. 202.
O descanso de Deus, no sétimo dia, compreende a cessação do trabalho criador e a satisfação em face do que tinha sido realizado. Trata-se de um dia separado (consagrado) para um propósito especial, incluindo o repouso físico e o reconhecimento da bondade divina mediante o culto (cf Êx 20.7 N. Hm). Bíblia Shedd.
3 E abençoou Deus o dia sétimo. A bênção sobre o dia sétimo subentendia que, dessa forma, ele era declarado objeto especial do favor divino e um dia que traria bênçãos a Suas criaturas. CBASD, vol. 1, p. 203.
E o santificou. O ato de santificação consistiu numa declaração de que o dia foi santo, ou separado para propósitos santos. … O sábado semanal do sétimo dia tem sido frequentemente considerado uma instituição para a dispensação judaica, mas o relato inspirado declara que ele foi instituído mais de dois mil anos antes do nascimento do primeiro israelita (um descendente de Jacó, ou Israel). Há, além disso, a palavra do próprio Jesus, ao declarar: “O sábado foi feito por causa do homem”(Mc 2:27), indicando claramente que esta instituição não foi estabelecida apenas para os judeus, mas para toda a humanidade. CBASD, vol. 1, p. 203.
Porque nele descansou. Deus não poderia ter razão mais elevada para ordenar o descanso no sétimo dia do que o fato de que, ao assim fazê-lo, o homem pudesse desfrutar a oportunidade de refletir sobre o amor e bondade de seu Criador, e tornar-se semelhante a Ele. … O sábado requer a abstenção do trabalho físico comum e a devoção da mente e do coração às coisas santas. … Os evangelhos atestam que ele foi usado dessa forma por Cristo e pelos apóstolos (Lc 4:16; At 17:2; 18:4) e que deveria continuar a ser observado pelos cristãos após a conclusão do ministério terrestre de Cristo (Mt 24:20). O fato de que o sábado continuará a ser celebrado na nova Terra como dia de adoração (Is 66:23) é uma clara indicação de que Deus nunca planejou ter sua observância transferida para outro dia. … A rejeição do sábado é uma rejeição ao Criador e abre as portas para todo tipo de falsas teorias. CBASD, vol. 1, p. 203, 204.
O término da criação se encontra intimamente ligado à criação do sábado. O sétimo dia é o auge supremo da criação por abrir tempo e espaço para a santidade e a comunhão. […] De todos os dias da criação, Deus só abençoou e santificou o sétimo dia, indicando que pertence a ele de maneira especial. […] o descanso sabático não se originou com a ordem divina dada a Israel no monte Sinai [em Êx 20:8-11]. Em vez disso, começou com a atividade pessoal e criativa de Deus durante a semana da criação. Bíblia de Estudo Andrews.
4 Esta é a gênese. A palavra “gênese”, toledoth, é geralmente usada em referência à história familiar de uma pessoa, isto é, ao nascimento de seus filhos (ver Gn 5:1; 6:9; 11:10; etc.). … Um comentarista sugere que “gênese” se refere adequadamente à “história ou relato de sua produção”. CBASD, vol. 1, p. 204.
5 Nenhuma planta. Os v. 4-6 antecipam a criação do homem (v. 7), ao descrever brevemente a aparência da superfície, particularmente com respeito à vegetação, pouco antes do momento em que ele foi trazido à existência no sexto dia da semana da criação. Ali estava o paraíso perfeito, onde só faltava alguém “para lavrar o solo”. CBASD, vol. 1, p. 204.
6 Uma neblina. Podemos pensar em “neblina” como sinônimo de “orvalho”. O fato de as pessoas do tempo de Noé zombarem da ideia de que chuva vinda do céu pudesse trazer destruição à Terra, no dilúvio, e de Noé ser elogiado por crer em “acontecimentos que ainda não se viam” (Hb 11:7) indica que a chuva era desconhecida para os antediluvianos (ver PP, 96-97). CBASD, vol. 1, p. 205.
7 formou. O verbo denota a ação deliberada de um oleiro (Is 29:16; Jr 18:4-6). O homem (heb ‘adam) foi criado do pó da terra (heb ‘adamah), não da matéria divina, como em outras narrativas da criação da mesma época. Ele retornaria ao pó quando morresse (Gn 3:19). O fôlego divino criador de vida transformou o pó numa criatura feita à imagem de Deus e continuamente dependente dele: o homem (Jó 27:3). Bíblia de Estudo Andrews.
Do pó da terra. O fato de o homem ser composto por materiais derivados do solo, elementos da terra, é confirmado pela ciência. A decomposição do corpo humano após a morte dá testemunho disso. CBASD, vol. 1, p. 205.
O fôlego de vida. “Fôlego”, neshamah. Vindo da Fonte de toda a Vida, o princípio vital entrou no corpo inanimado de Adão. É dito que o meio pelo qual a centelha da vida foi transferida para seu corpo foi o “sopro”de Deus. … Ao ser comunicado ao homem, o “fôlego” é equivalente à sua vida; é a própria vida em si (Is 2:22). CBASD, vol. 1, p. 205.
Alma vivente.Uma interpretação mais adequada seria “ser vivente” (NVI), em vez de alma. A palavra hebraica traduzida por “alma” significa vida ou pessoa, não uma entidade separada. Nas Escrituras, as pessoas não têm alma, elas são almas/seres/pessoas. […] A morte acaba com a associação entre o fôlego de Deus e os elementos da terra, e a pessoa, ou ser vivo, deixa de existir(sobre a natureza da morte, ver Sl 115:17; 146:4; Dn 12:2; Jo 11:11-14; 1Ts 4:13, 14). Bíblia de Estudo Andrews.
Quando o divino “fôlego”(neshamah) de vida foi infundido na escultura inanimada do homem, este se tornou uma “alma”(nefesh) vivente. … Note que a nefesh é feita por Deus (Jr 38:16), pode morrer (Jz 16:30), ser morta (Nm 31:19), ser devorada (metaforicamente, Ez 22:25), ser resgatada (Sl 34:22) e ser refrigerada (Sl 19:7). Nada disso se aplica ao espírito, ruah, o que indica claramente a grande diferença entre os dois termos. É óbvio, diante disso, que a tradução “alma”para a palavra nefesh em Gn 2:7 não é apropriada, especialmente quando se tem em vista a expressão comumente usada “alma imortal”. Embora popular, esse conceito é alheio à Bíblia. A passagem pode corretamente ser traduzida da seguinte forma: “O homem se tornou um ser vivente” (NVI). Quando “alma”é considerada sinônimo de “ser”, alcança-se o significado bíblico de nefesh presente nesta passagem. CBASD, vol. 1, p. 206.
8 E plantou o Senhor Deus um jardim. A localização do Éden é desconhecida. O dilúvio alterou de tal forma as características físicas da terra, que se tornou impossível a identificação atual de locais existentes antes dessa catástrofe. CBASD, vol. 1, p. 206.
9 Árvore do conhecimento do bem e do mal. O artigo definido “o” antes da palavra “conhecimento” significa que a árvore não podia fornecer todo e qualquer tipo de conhecimento, mas apenas certo tipo: o triste conhecimento do “mal”, em contraste com o “bem”. CBASD, vol. 1, p. 207.
10 Um rio. Muitos eruditos têm feito grande esforço em tentar esclarecer os v. 10-14, mas, provavelmente, nunca seja encontrada uma explicação satisfatória , porque a superfície da Terra após o dilúvio tem pouca semelhança com o que era antes. Uma catástrofe de tal magnitude capaz de fazer surgir elevadas cadeias de montanhas e formar vastas áreas oceânicas dificilmente teria deixado intactos acidentes geográficos menores como rios. Portanto, não se pode ter esperanças de identificar locais antediluvianos pelos acidentes geográficos atuais da Terra, a menos que a inspiração o faça para nós (PP, 105-108). CBASD, vol. 1, p. 207.
11 Pisom. O nome do primeiro rio, Pisom, é desconhecido em qualquer fonte extra bíblica, e mesmo na própria Bíblia esse nome não é mencionado em nenhuma outra parte. As opiniões dos eruditos que identificam esse rio com o Indo ou o Ganges na Índia, com o Nilo no Egito, ou com rios da Anatólia, são infundadas. CBASD, vol. 1, p. 207.
13, 14. Giom… Tigre…Eufrates. Com respeito aos v. 13 e 14, ver o com. do v. 10. CBASD, vol. 1, p. 207.
15 Os seres humanos foram colocados no jardim com dois propósitos. O primeiro, de “cultivar” ou trabalhar nele, destacando o importante conceito de que o trabalho é um dom divino, não uma punição que veio depois do pecado. Bíblia de Estudo Andrews.
17 Da árvore do conhecimento do bem e do mal. É fútil especular sobre que tipo de fruto essa árvore produzia, uma vez que isso não foi revelado. A própria presença dessa árvore no jardim revelava que o homem era um agente moral livre. O serviço do homem não era forçado; ele podia obedecer ou desobedecer. A decisão era dele. CBASD, vol. 1, p. 208.
No dia em que dela comeres. O pronunciamento divino “No dia em que dela comeres, certamente morrerás”, ou, literalmente, “morrendo, morrerás”, significa que no dia da transgressão a sentença seria pronunciada. O homem passaria do status de imortalidade condicional para o de mortalidade incondicional. … a separação da fonte da vida só podia trazer, inevitavelmente, a morte. Os mesmos princípios ainda são válidos. A punição e a morte são resultados certos da livre escolha, por parte do homem, de se colocar em rebelião contra Deus. CBASD, vol. 1, p. 209.
18 Uma auxiliadora que lhe seja idônea. Isto é, […] para complementá-lo. CBASD, vol. 1, p. 209.
19 Todos os animais do campo. Moisés está registrando não o momento, mas simplesmente o fato da criação dos animais. CBASD, vol. 1, p. 209.
Trouxe-os ao homem. Adão devia estudar esses animais e se envolver na importante tarefa de lhes dar nomes apropriados, exercício este que requeria compreensão dos mesmos e de seus hábitos. Isso o qualificaria ou, talvez, demonstraria que ele estava qualificado para governá-los. Ao mesmo tempo, ele perceberia a via familiar que desfrutavam e, assim, sua própria falta de uma companhia. Reconhecendo também que Deus o havia criado infinitamente mais elevado que os animais, perceberia que não era possível escolher essa companhia entre eles. Para que a formação da mulher preenchesse totalmente o propósito do Criador, Adão precisava sentir sua própria incompletude e sua necessidade de companhia – em outras palavras, que não era bom que ele permanecesse só. CBASD, vol. 1, p. 209.
20 Não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. O estudo que Adão fez da criação animal lhe proporcionou considerável conhecimento, mas não satisfez seu anseio pela companhia de outro ser que fosse igual a ele. Este fato indica a participação igual que a mulher devia desfrutar com o homem. CBASD, vol. 1, p. 209.
22 Transformou-a numa mulher. A costela de Adão constituiu o material básico do qual sua companheira foi “construída”. A mulher foi formada para ter uma unidade inseparável e um companheirismo por toda a vida com o homem, e o modo de sua criação devia lançar o alicerce para a ordenança moral do matrimônio. … O matrimônio é um tipo [símbolo] do companheirismo de amor e vida que existe entre o Senhor e Sua igreja (Ef 5:31, 32). CBASD, vol. 1, p. 210.
E lha trouxe. O próprio Deus solenizou o primeiro casamento. Após criar a mulher, Ele a levou até Adão, que, àquela altura, já devia ter despertado de seu profundo sono. Como Adão era o “filho de Deus”(Lc 3:38), assim Eva podia ser, com propriedade, chamada de a filha de Deus; e como seu Pai, Deus a levou a Adão e a apresentou a ele. CBASD, vol. 1, p. 210.
23 Esta, afinal, é osso dos meus ossos. Adão, reconhecendo nela a companheira desejada, recebeu-a alegremente como noiva e expressou sua alegria numa exclamação poética. As palavras “esta, afinal” refletem sua agradável surpresa quando viu na mulher a realização do desejo de seu coração. O fato de ele ter repetido três vezes o pronome “esta”(no hebraico), aponta vividamente para aquela sobre quem, com feliz assombro, seus olhos então repousam com a intensa emoção do primeiro amor. … Ele a devia amar daí em diante como a seu próprio corpo, pois, amando-a, estaria amando a si mesmo. O apóstolo Paulo enfatiza essa verdade (Ef 5:28). CBASD, vol. 1, p. 210.
Essa frase e a história da criação de Eva são o ponto que faz com que o casamento seja a mais íntima das relações humanas. Também é importante observar que Deus cria apenas uma Eva para Adão, não várias Evas nem outro Adão. Isso aponta para a monogamia heterossexual como padrão divino para o casamento, que Deus estabeleceu na criação. Bíblia de Estudo SBB NAA.
Chamar-se-á varoa. O nome que Adão deu a sua recém-criada companheira refletia o modo como Deus a criara. A palavra heb. ’ishah, “mulher”, é formada pela palavra ’ish,“homem”, com a terminação feminina. A palavra inglesa “woman” (do anglo saxão wife-man) está relacionada à palavra “man”da mesma forma. O mesmo ocorre em várias línguas. CBASD, vol. 1, p. 210.
A associação íntima entre “homem” (‘ish) e “mulher” (‘ishah) é expressa por meio da semelhança de sons das palavras hebraicas. O casamento cria uma unidade de existência humana completamente nova. Bíblia de Estudo Andrews.
24 Deixa o homem pai e mãe… tornando-se os dois uma só carne. Estas palavras expressam a mais profunda unidade física e espiritual de um homem e de uma mulher, e exaltam a monogamia diante do mundo como a forma de casamento ordenada por Deus. Gênesis 2:24 não recomenda um abandono do dever filial e do respeito para com o pai e a mãe, mas se refere primariamente ao fato de que a esposa de um homem deve estar em primeiro lugar em suas afeições e de que seu primeiro dever é com ela. Seu amor a ela deve exceder, mas certamente não substituir, o apropriado amor aos pais. CBASD, vol. 1, p. 210.
Tornando-se uma só carne. A unidade entre marido e mulher é expressa em palavras inequívocas, pois existe entre ambos uma unidade de corpos, uma comunidade de interesses e uma reciprocidade de afeições. É significativo o fato de que Cristo usa exatamente esta passagem em Sua forte condenação ao divórcio (Mt 19:5). CBASD, vol. 1, p. 210,211.
se une. Enfatiza a unidade íntima e vai além da união sexual. O termo é utilizado no contexto da aliança (Dt 10:20; Js 23:8, 12) e denota lealdade absoluta. Bíblia de Estudo Andrews.
25 Estavam nus. Adão e Eva não tinham necessidade nenhuma de roupas materiais, pois ao seu redor o Criador havia colocado um manto de luz, um manto simbólico de Seu próprio caráter justo, que era perfeitamente refletido neles. Quando a imagem moral do Criador novamente se refletir em Seus filhos e filhas terrenos, Ele voltará para reclamá-los como Seus (ver Ap 7:9; 19:8; PJ, 69, 310). Esse manto branco de inocência é a veste com a qual os salvos da Terra estarão trajados quando adentrarem os portões do paraíso. CBASD, vol. 1, p. 211.
Estavam nus e não se envergonhavam. Esta descrição final nos vs. 18-25 oferece uma imagem de prazer inocente e antecipa os futuros desdobramentos da história. O tema da nudez do casal é tratado em 3.7-11, e um jogo com sons semelhantes das palavras “nus” (hebr. arummin) e “astuta” (3.1, hebr. arum) liga o término deste capítulo ao próximo. Bíblia de Estudo SBB NAA.
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Texto bíblico: GÊNESIS 1 – Primeiro leia a Bíblia
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