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“Respondeu-lhe o pai: Veio teu irmão astuciosamente e tomou a tua bênção” (v.35).
Sem enxergar e avançado em idade, Isaque chamou Esaú e o orientou a preparar-se para receber a bênção dada ao primogênito. A profecia, contudo, era clara: “o mais velho servirá ao mais moço” (Gn.25:23). Tomando ciência do que estava prestes a acontecer, Rebeca não pensou duas vezes, nem tampouco consultou o Senhor, mas cometeu o grave erro de orquestrar uma mentira que lhe custaria o alto preço de não mais ver o seu filho amado. Jacó tremeu diante do plano de sua mãe, temendo que em vez de receber a bênção fosse amaldiçoado. Mas Rebeca tomou para si a maldição: “Caia sobre mim essa maldição, meu filho” (v.13). Realmente ela sofreria os danos de ter agido por conta própria usando o artifício do engano.
A predileção de filhos foi um grande problema na educação de Jacó e Esaú. Mesmo ciente da promessa sobre Jacó, o amor de Isaque por Esaú não lhe permitia transmitir a bênção a seu filho mais novo. Nem a preferência de Rebeca permitiria que seu marido desse a bênção ao mais velho. E o resultado dessa guerra de interesses antagônicos foi a ruptura da família e a profunda tristeza de ter que despedir Jacó para uma terra distante. Jamais foi plano de Deus que as coisas acontecessem daquela forma. Se Rebeca houvesse confiado em Deus, ou se Jacó houvesse se negado a mentir a seu pai, ou se o próprio Isaque tivesse colocado a vontade divina acima de sua predileção, certamente teríamos uma história bem diferente no capítulo de hoje.
Quando permitimos que nossos sentimentos e gostos pessoais tomem conta do coração, desconsiderando buscar a instrução de Deus, podemos até obter em algum momento uma aparente vitória, mas os resultados futuros sempre serão desastrosos. Ao ousar manipular pessoas e situações a fim de favorecer as próprias vontades, muitos têm se colocado em terreno inimigo. Pensando obter bênçãos, trazem sobre si maldições. O desespero de Esaú também correspondeu ao seu ato insano de desprezar seu direito à primogenitura, trocando-o por um cozinhado de lentilhas (Gn.25:34). Toda aquela família disfuncional experimentou o sofrimento resultante de não colocar a vontade de Deus acima da vontade humana. E além da dor da separação de seu filho, Rebeca teve que lidar com a angústia da convivência com as esposas pagãs de Esaú, que “se tornaram amargura de espírito para Isaque e para Rebeca” (Gn.26:35).
Muitos têm questionado a misericórdia de Deus frente a todos os erros de percurso de Seu povo. A resposta, amados, está na fidelidade de Deus. Porque “se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-Se a Si mesmo” (2Tm.2:13). O Senhor havia estabelecido uma aliança com Abraão e sua descendência e Ele não muda (Ml.3:6). Apesar de tantos erros cometidos, aquela família daria continuidade à promessa do Senhor, e isso deveria ser para nós não uma desculpa para o pecado, mas uma fonte de consolo na certeza de que ninguém vai tão longe que Deus não possa alcançar. Todos nós somos alvo do amor de Deus, manifestado na vida de Seu Filho. E é justamente por nos amar que Ele deseja nos tornar “santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl.1:22). “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as Suas promessas” (Lc.1:37).
A última promessa de Jesus ao Seu povo, antes de Sua ascensão, foi a de revesti-lo com o poder do Espírito Santo (At.1:8). E na revelação dada a João, Sua última promessa foi: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20). A obra do Espírito Santo é a de nos preparar para o encontro com o Senhor. Vocês percebem, amados? As duas promessas estão unidas num só propósito: nos levar para casa. Apesar dos erros relatados no capítulo de hoje não terem anulado a promessa divina, eles geraram consequências que afetaram gerações e atrasaram o cumprimento da promessa da conquista de Canaã. Jesus deseja voltar, amados! Não atrasemos a Sua vinda! Sejamos, pois, verdadeiros diante do Senhor, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).
Deus fiel e Pai de misericórdias, que a Tua bondade nos conduza ao arrependimento e que. o Teu Espírito nos purifique e nos prepare para Te encontrar! Ó, Pai, se temos errado em nossa jornada, tornando-a ainda mais difícil, perdoa-nos e ajuda-nos a caminhar seguindo os passos de Jesus e apressando a Sua volta! Por Jesus nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros filhos da promessa!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 27 – Deus reforçou as promessas proferidas a Abraão duas vezes com Isaque (em Gênesis 26:2-5, 24). Agora, essa bênção precisa ser passada adiante. “Nenhum patriarca é perfeito. Isaque partilha de algumas fraquezas de seu pai [Gênesis 26:7-9]; mas, como seu pai, ele não permite que suas fraquezas estraguem permanentemente sua fé… Os fieis celebram a graça de Deus e não se deixam vencer culpando-se, nem se deixam destruir desprezando-se” observa Bruce Waltke
Em Gênesis 25:23 Deus havia prometido a Rebeca que, dos seus filhos gêmeos, “o mais velho servirá ao mais novo”. No mesmo capítulo, Esaú desprezou seu privilégio da primogenitura ao barganhá-la por um prato de lentilha com Jacó, ávido pelas bênçãos divinas (Gênesis 25:26-34). Contudo, o patriarca Isaque ignora tudo isso e deseja que seu filho preferido receba a bênção que outrora havia desprezado. Esaú já havia demonstrado não ser digno de um posto espiritual tão elevado e de grande responsabilidade casando-se com duas mulheres hititas: Judite e Basemate, amargurando a alma de seus pais (Gênesis 26:34-35).
Mesmo assim, teimosamente Isaque insiste que Esaú receba a bênção da primogenitura. Sua ignorância custou muito não apenas para si, pois toda a família sofreu consequências dolorosíssimas. Sua ignorância levou sua esposa a tomar atitudes erradas para não permitir que Esaú tomasse a bênção que seu preferido filho havia legitimamente comprado do irmão. Enganar pode dar certo, mas é errado.
Em meio à trapaça, mentira e engano, pensando estar abençoando Esaú, Isaque abençoa Jacó. O resultado foi catastrófico. Jacó precisou fugir da fúria mortal de seu irmão que respirava vingança implacável. Esaú desejou a bênção, porém, nem toda lágrima de arrependimento promove reavivamento (Hebreus 12:16-17).
Quando o diálogo entre marido e mulher se despede, os problemas chegam para hospedar-se. A preferência dos pais por um filho em detrimento do outro causa problemas irremediáveis. Que o relato em pauta, leve aos pais que praticam o favoritismo com seus filhos, repensarem suas práticas!
“O futuro das promessas pode ser esbanjado por uma família arruinada pelo ciúme, a fraude e as lutas pelo poder” declara Waltke, mas a graça divina atua na desgraça humana.
Certamente nada, nem ninguém, pode interromper os planos de Deus de salvar a humanidade. Deus é extraordinário! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 26 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 26 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/26
Quando Deus se declara o Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Êxodo 3:6; Mateus 22:32; Atos 3:13) Ele se declara o Deus de pessoas que passam por dificuldades e famílias problemáticas que são salvas e curadas por Sua graça. A história de Gênesis é realmente uma longa história familiar, especificamente focada nas primeiras quatro gerações da nação de Israel e no homem e na mulher que lideram cada uma dessas gerações. Esses homens e mulheres são Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Jacó, Raquel e Lia, e José e Azenate. Muitas vezes os consideramos heróis bíblicos e gigantes da fé. De fato, suas histórias são brevemente mencionadas em Hebreus 11 como exemplos de fé. No entanto, assim como nós, suas vidas também foram profundamente marcadas por seus próprios pecados e pelos pecados dos outros contra eles.
A história da família de Deus contada em Gênesis revela uma família marcada pela embriaguez, engano, assassinato, adultério, incesto, covardia, ciúme, ódio, traição, desprezo entre maridos e esposas e descrença total em Deus. Verdadeiramente, é uma história de pessoas que passam por dificuldades e famílias problemáticas. No entanto, é a história do Deus que salva e cura pessoas que passam por dificuldades e famílias problemáticas. É a história do Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Douglas Tilstra
Vice-presidente das Atividades Estudantis
Universidade Walla Walla – EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/26
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1265 palavras
1 Não se sabe se Abimeleque e Ficol (Gn 26:26) eram as mesmas pessoas já mencionadas (20:2 e 21:22) ou se eram simplesmente títulos que significavam, respectivamente “rei”e “comandante do exército”, embora a hipótese mais provável seja a última. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 382.
3 habita nela. a palavra hebraica traduzida como “habitar” indica um “forasteiro” ou um estrangeiro residente na terra (21.34; Hb 11.9,13). Isaque deve permanecer no lugar como um “estranho” que ainda não possui a terra (Bíblia de Genebra).
5 Considerando a ênfase e a especificidade da declaração, parece que havia alguma compreensão de detalhes da lei divina dos Dez Mandamentos muito antes do Sinai (Andrews Study Bible).
Alguns eruditos tem admitido que mandamentos, preceitos , estatutos, leis, são palavras que indicam algo no gênero que teria sido preservado até os dias de Moisés. Embora isto não esteja provado, tais palavras expressam bem o constante cuidado de Abraão em observar todas as revelações e instruções oriundas de Deus (Bíblia Shedd).
A obediência de Abraão é descrita em termos que recordam a exigência feita a Israel para que obedeça à lei de Moisés (cf Dt 11.1). Abraão é um tipo de Cristo que, pela Sua obediência, cumpriu as justas exigências da lei e assegurou as suas bênçãos sobre a sua descendência (Mt 5.17-18) (Bíblia de Genebra).
6 ficou. Assim como seu pai Abraão, Isaque respondeu com obediência à promessa de Deus (12.4; 17.23; 22.3) (Bíblia de Genebra).
7 É minha irmã. Isaque repete o mesmo erro que seu pai cometeu duas vezes. O medo o fez contar uma mentira (Andrews Study Bible).
Ele podia ter recebido em sua alma aquela graça suficiente que está sempre ao alcance dos homens tentados; mas, como muitos de nós, olhou para baixo e não para cima (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
Geralmente, os pecados dos pais são perpetuados nos filhos. Mas as fraquezas hereditárias nunca deixam os filhos livres de responsabilidade pessoal por seus próprios erros (ver Ez 18:20). CBASD, vol. 1, p. 382.
8 acariciava. O hebraico significa “brincar” e é da mesma raiz que o nome de Isaque (Bíblia de Genebra).
Isaque (Ytzaq) acaricia (metzaheq) Rebeca; aqui também há um jogo de palavras, como em 21.9 (Bíblia de Jerusalém).
10-11 “Culpa” […] e “tocar” são dois termos muito relacionados com o santuário. Se alguém tocasse alguma parte sagrada do santuário sem permissão estaria cometendo um erro perante Deus e se tornaria culpado. A despeito destes desvios, Isaque e Rebeca são possessão “santa” de Deus (Andrews Study Bible).
10 Abimeleque. O termo “Abimeleque” [Av=”pai”; Melech=”rei”] deve ser tomado como significando um título monárquico (tal como o de Faraó) (Bíblia Shedd).
12 semeou. Isaque se estabilizava mais em um lugar do que seu pai nômade. Seu sucesso dependia da chuva do céu (Bíblia de Genebra).
Cento por um é a expressão significativa da prosperidade incomum com que Deus estava enriquecendo a Isaque. Era, portanto, uma proporção duas a quatro vezes maior do que a média conseguida por outros. Tal prosperidade suscitava a inveja dos filisteus, que passaram a desejar-lhe mal, entupindo-lhe os poços, cavados ainda no tempo de Abraão (Bíblia Shedd).
15 lhe entulharam todos os poços. Com a morte de Abraão, os filisteus renegaram, com efeito, o pacto de não agressão (21.22-34). Eles não tinham fé verdadeira no Deus de Abraão (Bíblia de Genebra).
18-22 Três vezes os servos de Isaque reabriram poços abertos por Abraão. […] A disputa se transformou em inimizade, que levou finalmente ao conceito de expansão territorial, o que no VT está frequentemente associado a prosperidade ou salvação (Is. 54:2-3) (Andrews Study Bible).
O rico Isaque retirou-se da terra fértil para o vale de Gerar, dependendo dos poços originalmente cavados por Abraão (v.18). Nenhum dos patriarcas arriscou-se precipitadamente em guerra pela Terra Prometida. Eles confiavam que Deus daria a terra a seus descendentes na hora certa (15.13-14) (Bíblia de Genebra).
20 Eseque – heb. “contenda” (Bíblia Shedd).
21 Sitna – heb “inimizade”, “ódio”, ou “acusação” – da mesma raiz da qual deriva a palavra Satanás, que é o acusador (Bíblia Shedd).
22 Partindo dali. Sendo amante da paz, Isaque não queria se envolver com problemas por causa dos poços que seus homens cavavam, então se mudava cada vez que seus direitos eram contestados. CBASD, vol. 1, p. 383.
Reobote – “Alargamento” ou “amplitude” (Bíblia Shedd).
23 Berseba – beer, quer dizer “fonte” e sheba, quer dizer “sete” ou “juramento” (Bíblia Shedd).
O lugar do pacto original de não agressão com os filisteus (21.32) (Bíblia de Genebra).
25 levantou ali um altar. Como seu pai, Isaque construiu um altar em resposta à revelação de Deus (12.7-8) (Bíblia de Genebra).
invocado o nome do SENHOR. Isaque e Rebeca bem sabiam a razão por que Abraão tinha estado tão apreensivo pelo temor de que o filho se casasse com mulher pagã relacionava-se com o fato de que era praticamente universal a ignorância prevalecente com respeito ao Deus verdadeiro. Era vigente, por toda parte, um sem número de religiões enganosas e idólatras (Bíblia Shedd).
26-31 Abimeleque e sua comitiva não foram bem recebidos cordialmente – inicialmente Isaque não ofereceu nenhuma comida (ver 18:1-8) – mas Isaque era suficientemente sábio para finalmente concordar com uma aliança, celebrada por uma refeição comunal (Andrews Study Bible).
26 Abimeleque. Por ocasião do tratado anterior, Isaque estava com três anos de idade (Gn 21:8, 22; ver também o com. de Gn 21:8). O segundo tratado foi feito aproximadamente 97 anos mais tarde (25:26; 26:34). É provável, portanto, que o Abimeleque de Gênesis 26:26 não seja a mesma pessoa mencionada em 21:22 [Ver com. do v. 1]. … Pode-se imaginar como Isaque se sentiu quando Abimeleque descaradamente se gabou de sua própria justiça e desonestidade no passado. Quando servos de Abimeleque arruinaram vários dos poços de Isaque e roubaram pelo menos dois deles, não houve violência devido apenas à pacífica retirada de Isaque. CBASD, vol. 1, p. 383.
33 Chamou-lhe Seba. Os servos de Isaque o informaram sobre o sucesso que tiveram em abrir um novo poço naquele mesmo dia, e ele deu a esse poço [em heb. Beer] o nome de Seba, que significa “juramento”, em comemoração ao tratado com Abimeleque. A declaração “com isso, Berseba é o nome daquela cidade” não desacredita o fato de que Abraão já tinha dado exatamente esse nome ao local (Gn 21:31). Houve então uma razão adicional para manter o nome dado ao lugar havia um século. CBASD, vol. 1, p. 383.
34-35 A escolha das esposas de Esaú não foi dirigida pelo desejo de continuar a linhagem escolhida, tendo sido feito, ao contrário, feita sem observância de seu direito de primogenitura (25:29-34) ou mesmo talvez rebelião (Andrews Study Bible).
34 Tendo Esaú quarenta anos de idade. Às dificuldades de Isaque com os filisteus somou-se então uma aflição doméstica que lhe causaria profunda e duradoura tristeza. Esaú, que já havia demonstrado indiferença para com princípios religiosos, não viu razão para se aconselhar com os pais com respeito à escolha de uma esposa ou para fazer arranjos e conseguir uma entre seus parentes na Mesopotâmia. Quando estava com 40 anos de idade e seu pai com 100 (Gn 25:26), Esaú se casou simultaneamente, ou quase simultaneamente, com duas mulheres heteias. Ao fazê-lo, desafiou abertamente os princípios da orientação paterna, da proibição quanto ao casamento com pagãos e da monogamia. CBASD, vol. 1, p. 384.
Seus caminhos maus e perversos, sua religião idólatra e sua disposição frívola e profana trouxeram sofrimento a Isaque e Rebeca. CBASD, vol. 1, p. 384.
Os filhos devem tomar cuidado para que não cheguem a causar sofrimentos desnecessários àqueles que os amam (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
34, 35 A história da bênção roubada [Gn 25] é estruturada por referências ao casamento de Esaú com mulheres hetéias e o desprazer de seus pais por isto (27.46). O profano Esaú mostrou seu desrespeito pelas bênçãos da aliança ao se casar com filhas da terra (24.3-4; 31-50). Casando-se com cananéias e, consequentemente, aborrecendo seus pais (27.46), ele efetivamente se desligou da herança sagrada (21.21; 25.6) (Bíblia de Genebra).
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“Na mesma noite, lhe apareceu o Senhor e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque Eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, Meu servo” (v.24).
Como nos dias de Abraão, houve fome na terra de Canaã e Isaque foi à terra dos filisteus. As dificuldades que enfrentaria ali, porém, poderiam levá-lo a descer ao Egito como fez seu pai. Desta vez, o Senhor preveniu a Isaque de que não fizesse isso, mas que ficasse onde Ele lhe indicasse porque Ele cuidaria dele e de sua casa, confirmando o juramento que havia feito a Abraão. Isaque obedeceu ao Senhor, mas cometeu o mesmo erro de seu pai ao declarar ao povo daquela terra que Rebeca era sua irmã. E essa mentira teria causado uma grande tragédia, não fosse Abimeleque ter visto quando “Isaque acariciava a Rebeca, sua mulher” (v.8).
A prosperidade de Isaque ganhou fama em toda aquela região, “porque o Senhor o abençoava” (v.12). De forma que ele “prosperou, ficou riquíssimo” (v.13), e isso despertou a inveja nos filisteus. Naquele tempo, a água era considerada um recurso muito precioso, principalmente pelo contexto laboral da agricultura e da criação de animais. Ao entulharem “todos os poços que os servos de seu pai haviam cavado” (v.15), os filisteus deram o claro recado de que Isaque deveria ir embora. Até que o próprio rei foi bem direto em sua ordem de despejo e “Isaque saiu dali” (v.17).
Mais uma vez a perseverança de Isaque é percebida, nas tentativas frustradas de se ter um poço que pudesse desfrutar sem que houvesse contendas a respeito disso. Finalmente, ele conseguiu cavar um poço sem que ninguém o reclamasse e, na “mesma noite, lhe apareceu o Senhor” (v.24) e confirmou com ele a Sua aliança. Só neste capítulo vemos Deus aparecendo a Isaque por duas vezes, em ambas confirmando a promessa feita a Abraão, seu pai. Então, o mesmo rei que o havia expulsado de suas terras, retornou a Isaque a fim de estabelecer com ele uma aliança de paz, reconhecendo: “Tu és agora o abençoado do Senhor” (v.29). Era como se aquele rei pagão estivesse declarando que Isaque havia ficado no lugar de seu pai.
A bênção de Deus na vida de Seus fiéis pode gerar duas reações: admiração ou inveja. Alegrar-se com a bênção na vida alheia é um dom de Deus e faz parte do fruto do Espírito. Qual tem sido a nossa reação ao nos depararmos com as conquistas do nosso próximo? E como temos reagido quando tentam sabotar os nossos planos? A paciência de Isaque e seu caráter pacífico também apontam para um caráter que revelava o fruto do Espírito Santo. Ao declararem: “Vimos claramente que o Senhor é contigo” (v.28), até seus inimigos tiveram que reconhecer que Isaque era alguém diferente. Porque sua riqueza não estava no que possuía, mas nAquele a quem servia.
Percebam, amados, que o fruto do Espírito Santo (Gl.5:22-23) é percebido quando manifestado em ações e reações. Talvez a primeira impressão deixada por Isaque ao mentir a respeito de Rebeca não tenha sido das melhores; já a sua atitude frente às várias contendas nos poços, reagindo de forma pacífica a todas elas, pode ter feito seus inimigos confiarem nele assim como um dia confiaram em Abraão. E nós? Que impressão temos causado por onde andamos? É claro que a inveja pode nos atingir independentemente de nós mesmos. Mas ela pode sim ser evitada e afastada se, semelhante a Isaque, confiarmos no Senhor e obedecermos à Sua Palavra.
Confiemos no Senhor e na Sua Palavra, que diz: “Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos” (Pv.16:7).
Pai Celestial, como necessitamos do Teu Espírito a cada passo, frutificando em nós o Teu caráter! Concede-nos, ó Deus, o batismo do Espírito Santo e uma vida que Te glorifique! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, ricos do fruto do Espírito!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis26 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 26 – Este capítulo foca em Isaque como nenhum outro o faz.
Isaque era um indivíduo falho, enfrentando com paciência as crises da vida. Deus lhe pediu que ficasse em Gerar quando fugia da fome rumo ao Egito, como fizera Abraão. Isaque revelou ousadia espiritual permanecendo, quando a lógica humana pedia para migrar; contudo, falhou terrivelmente ao mentir sobre Rebeca ser sua irmã, como seu pai fizera.
Apesar disso, Deus o abençoou.
Acreditando nas promessas divinas, Isaque arduamente trabalhou o solo árido, obtendo fartas colheitas. Sua prosperidade incomodou os invejosos de Gerar. Como a inveja promove a loucura, os poços perfurados por Abraão foram enterrados. Isaque cavou outros poços, mas também enterraram. Sem tirar satisfações, brigar, vingar-se ou lutar pelos próprios direitos, Isaque pacificamente migrou ao vale de Gerar. Ali perfurou outro poço e levantou um altar para adorar, como seu pai fazia. Tempos depois, o rei pagão, Abimeleque, procurou Isaque visando à reconciliação. Sem indiferença e retaliação, Isaque o convidou à festa de celebração.
Ao enfrentar inveja, rejeição, injustiça e oposição, seja pacífico e paciente. Viva como cristão (1 Pedro 2:19-21, 23-25; 3:13-16; 4:15-15; Tiago 3:13-18).
Estar onde Deus quer não implica ser blindado dos problemas. As crises chegam até mesmo aos mais fervorosos servos de Deus. Contudo, não fuja para lugares aparentemente seguros neste mundo. Refugie-se no abrigo do Altíssimo e descanse à sombra do Todo-poderoso (Salmo 91:1).
O capítulo destaca que mesmo com nossas limitações e imperfeições, Deus cumpre Suas promessas. Se cultivarmos a paciência e aprendermos a evitar brigas em prol da paz, o resultado será reconciliação até daqueles que nos odeiam (Provérbios 16:7; 1 Pedro 2:11-12).
Paulo sintetiza a lição deste capítulo em Efésios 4:2 – “Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor”.
E, complementa com Colossenses 4:5-6 – “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um”.
Contudo, nenhuma paz nos tranquiliza se há amargura em nosso lar. A bigamia pagã do filho Esaú afligia o coração de Isaque e Rebeca (Gênesis 26:34).
Precisamos de Cristo para lidar com os desafios da existência (Mateus 11:29). NEle teremos paz! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 25 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 25 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/25
Neste capítulo, nos despedimos de Abraão e somos apresentados a Jacó, cujos filhos se tornam os líderes das doze tribos da nação de Israel. É por meio da nação de Israel que Deus cumprirá Sua promessa a Abraão de tornar sua família uma grande nação e abençoar o mundo inteiro (Gênesis 12:1-3). Em última análise, Jesus nasceria da família de Abraão e seria a maior bênção e o cumprimento final da promessa de Deus a Abraão (Mateus 1:1-17; Gálatas 3:16-17).
Mas antes da história dos filhos de Jacó e da formação da nação de Israel devemos ouvir a história de Jacó cujo nome é mudado para Israel. Precisamos aprender com a experiência de vida de Jacó e seguir sua jornada de enganador e trapaceiro (Gênesis 25:29-34; 27:36) até se tornar um Príncipe com Deus (Gênesis 32:28). Deus transforma o caráter de Jacó e finalmente muda seu nome como evidência dessa transformação. A história de Jacó é realmente a história de cada filho de Deus. Durante esses próximos dias, tente ler a história de Jacó como sendo a sua própria história.
Douglas Tilstra
Vice-presidente das Atividades Estudantis
Universidade Walla Walla – EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/25
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1527 palavras
1-11 Última menção de Abraão na história. Ele teve outra esposa, que parece ser descrita como uma concubina (v. 6). Seus filhos são suficientemente importantes para serem incluídos em uma breve genealogia, mas ao mesmo tempo são insignificantes para as bênçãos divinas e são mandados embora para proteger Isaque (Andrews Study Bible).
1 Desposou Abrão outra mulher. Embora a solidão de Abrão após a morte de Sara o houvesse tornado consciente de sua própria idade avançada (ver com. [CBASD] de 24:1), ele ainda desfrutava notável força física e mental e viveu mais 38 anos após o falecimento dela. O casamento de Isaque pode ter deixado Abrão ainda mais solitário do que antes e o levado a tomar outra esposa para tornar felizes seus últimos dias. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 374, 375.
2 Midiã. a tribo de Midiã aparece com frequência tanto na Bíblia quanto em inscrições antigas. Essa tribo se estabeleceu no norte da Península do Sinai e no noroeste da Arábia, do outro lado do golfo de Áqaba. Mais tarde, Moisés achou refúgio entre eles, na casa de Jetro, que adorava o verdadeiro Deus (Êx 2:15; 3:1; 18:1-6). Durante o tempo dos juízes, os midianitas atacaram repetidamente o povo de Israel (Jz 6 a 8). CBASD, vol. 1, p. 375.
6 Enviando-os. Em vista da grande riqueza de Abrão e de suas centenas de servos (ver Gn 13:2; 14:14) […] É presumível que cada filho tenha recebido o suficiente para começar bem a vida. O envio desses outros filhos “para a terra oriental” enquanto ele ainda era vivo foi uma precaução contra contendas depois de sua morte, particularmente com respeito ao direito de Isaque à terra de Canaã. CBASD, vol. 1, p. 375.
8-10 A descrição da morte de Abraão utiliza uma linguagem tradicional, enfatizando o avançado de sua idade. Seu corpo foi enterrado no sepulcro da família, aonde Sara já estava enterrada (23.19). A expressão “foi reunido ao seu povo” não denota movimento da alma, mas sim o inevitável destino pós queda da humanidade: todos iremos morrer. Isto é destacado fortemente no Pentateuco (25:17; 35:29; 49:33; Deut. 32:50) (Andrews Study Bible).
Esaú tinha 15 anos [tb Jacó] quando Abraão morreu (Bíblia Shedd).
9 Nascimentos e mortes unem as famílias (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
11 Beer-Laai-Roi. Isto é, “poço daquele que vive e me vê” (Bíblia NVI).
12-18 A genealogia de Ismael é incluída, marcando o cumprimento das promessas para Agar (16:10) e Abraão (17:20). Os doze filhos refletem as unidades tribais de Israel [genealogia de Jacó] (35:22b-26) (Andrews Study Bible).
18 Havilá ficava, provavelmente, perto do Sinai, ao noroeste da Arábia. Sur era um povoamento fortificado, mantido pelo Egito com a finalidade de antepor uma barreira contra os nômades orientais. Toda a área fica, portanto, compreendida pela Arábia setentrional [norte] (Bíblia Shedd).
19-34 Como Sara, Rebeca era estéril e somente concebeu devido a intervenção divina e orações de seu marido Isaque após vinte anos de casamento (v. 26) (Andrews Study Bible).
20 Padã-Arã. Provavelmente na região noroeste da Mesopotâmia (Bíblia Shedd).
21 Isaque orou ao Senhor. Como seu pai, Isaque aprenderia que os filhos da promessa não seriam fruto da operação da natureza, mas também seriam, evidentemente, um dom da graça. CBASD, vol. 1, p. 377.
22 lutavam. Forte expressão significando literalmente “esmagar um ao outro” (Deut. 28:33; Jz. 9:53). O tema do conflito progride desde o útero, passando pelo parto (Gên. 25:26), suas profissões diferentes (v. 27) e as preferências opostas dos pais (v. 28) (Andrews Study Bible).
23 A resposta divina antecipa o conflito entre os dois filhos de Isaque e destaca a preeminência da eleição divina sobre as tradições estabelecidas dos direitos do primogênito (Andrews Study Bible).
Essas duas nações irmãs sempre foram inimigas, e Israel geralmente se demonstrava a mais forte. CBASD, vol. 1, p. 378.
25 Esaú significa “cabeludo”. Em muitos aspectos ele era mais atraente e insinuante que Jacó, mas faltava-lhe uma coisa importante: a fé. Não era só o caso de ser ele um materialista (Hb 12.16) pois que, também Jacó assim se revelara na primeira fase de sua vida. O fato, porém, era que Esaú não depositava confiança nas promessas divinas, nem atribuía qualquer valor à aliança estabelecida com Abraão. Jacó, por outro lado, estava confiante e buscava tais promessas. Deus o abençoara e submetera-o à disciplina (Bíblia Shedd).
26 Jacó, “aquele que segura o calcanhar”, portanto, “Suplantador”, o que tira vantagem sobre outros pela astúcia (Bíblia Shedd).
27 Esaú saiu perito caçador. À medida que os dois meninos cresciam, tornava-se evidente uma grande diferença de caráter. Esaú mostrava uma disposição rude, caprichosa e se divertia com a vida selvagem e aventureira do campo e das matas. CBASD, vol. 1, p. 378.
Jacó, porém, homem pacato. A palavra heb. tam, aqui traduzida como “pacato”, sugere uma personalidade amigável, piedosa e polida. Os deveres e responsabilidade da tranquila vida familiar, que eram naturais para Jacó, “homem pacato, [que] habitava em tendas”. Enquanto Esaú nunca superou a inquietude física e emocional próprias da adolescência, Jacó desenvolveu a estabilidade de caráter e a sensatez que acompanham a maturidade. CBASD, vol. 1, p. 378.
28 Isaque amava a Esaú. A cega parcialidade de Isaque por seu primogênito, sem levar em conta as qualificações de caráter do filho para a liderança familiar, trouxe divisão à família. Como resultado, afrontas, miséria e injustiça marcaram a relação entre os dois irmãos e seus descendentes durante séculos. A preferência de Isaque por Esaú parece ter se baseado, pelo menos em parte, em sua paixão pela carne de caça. A dimensão em que o patriarca deixou seu amor e seu senso de justiça e piedade serem controlados por seu apetite é surpreendente e desapontadora. Além disso, sua experiência se tornou uma advertência. Mostrar preferência a um filho sobre o outro inevitavelmente gera ciúmes, divisão, amargura e inimizade. CBASD, vol. 1, p. 378, 379.
29-34 Jacó tira vantagem da situação e ganha o direito de primogenitura trocando-o por um cozido, procurando forçar a mão de Deus. A rápida refeição de Esaú (marcada por quatro verbos em rápida sucessão [comeu, bebeu, levantou-se, saiu]), dado em troca do direito de primogenitura, mostra a falta de sabedoria de Esaú (Heb. 12:16) (Andrews Study Bible).
29 Um cozinhado. As lentilhas vermelhas são, até hoje, um alimento favorito na Palestina, onde são preparadas com alho, cebola, arroz e óleo de oliva. Ocasionalmente também é acrescentada carne. CBASD, vol. 1, p. 379.
30 Edom significa “vermelho”, associa-se ao fato de ser esta a cor de Esaú (25), bem como a cor do prato de lentilhas, pelo qual ele negociara seu direito de primogenitura (Bíblia Shedd).
31 Vende-me primeiro o teu direito de primogenitura. A proposta de Jacó foi inescrupulosa e desprezível. Revelou também de impaciência, falta de confiança na provisão de Deus, semelhante à que foi manifesta por Abraão no casamento com Agar (Gn 16:3). As condições de venda impostas por Jacó eram exorbitantes, egoístas e indignas. A teoria de que os fins justificam os meios não tem a paorvação do Céu (ver Mt 4:3, 4; DTN, 121, 122). Deus não podia aprovar o ato, mas o usou para o eventual cumprimento de Seu propósito. CBASD, vol. 1, p. 379.
O direito de primogenitura tinha referência a certos privilégios atribuídos ao filho mais velho: 1) Porção dobrada dos haveres paternos, depois da morte deste; 2) Direito de exercer o sacerdócio sobre a família; Em relação à família de Abraão, a primogenitura incluía mais este direito: 3) Ficar na linha genealógica direta do Salvador por vir. (Bíblia Shedd).
Tais privilégios nada eram na opinião de Esaú, e ele se sentia muito satisfeito em desfazer-se de tudo o que implicavam, se somente pudesse obter a satisfação imediata dos apetites (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
32 A ponto de morrer. Esta tradução deixa a impressão de que Esaú queria dizer: “Morrerei de fome se não obter comida imediatamente. Nesse caso, meu direito de primogenitura não me será de nenhum proveito. Portanto, me é melhor obter comida e continuar vivendo sem o direito de primogenitura do que morrer agora na posse dele.” [..] Sendo indiferente às bênçãos que deviam ser suas, Esaú as considerou levianamente e, portanto, tornou-se indigno delas (PP, 181). CBASD, vol. 1, p. 379.
33 Jura-me. A conduta de Jacó nesta transação é difícil de ser defendida e suas palavras revelam premeditação (PP, 179). CBASD, vol. 1, p. 379.
34 Desprezou Esaú o seu direito de primogenitura. Para Esaú, a única coisa de valor era a satisfação momentânea do apetite; as futuras bênçãos espirituais pareciam remotas e irreais. Nisso ele se demonstrou um “profano”, isto é, irreligioso (Hb 12:16), insensível às coisas espirituais. Não se importava com nada, exceto a gratificação de seus desejos sensoriais. Como os animais irracionais, ele baseou suas decisões apenas em considerações sensoriais do momento. A extensão em que uma pessoa se dispõe a sacrificar os desejos presentes pelo bem futuro é uma medida adequada de sua maturidade emocional e espiritual. Nessa base, apenas, o cristão pode se tornar plenamente maduro, pois somente ele está pronto e disposto a abandonar tudo o que esta vida tem a oferecer para que possa ser considerado dignos da vida por vir (ver 2Co 4:17, 18; Fp 3:7-15; At 20:24; Lc 20:34, 35; Hb 11:10). A maneira trivial com que Esaú vendeu seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas demonstrou sua inadequação para se tornar herdeiro das graciosas promessas de Deus. Embora a conduta de Jacó não possa ser aprovada, a de Esaú merece a mais severa condenação. Jacó se arrependeu e foi perdoado; Esaú estava além do perdão porque seu arrependimento consistiu apenas de tristeza pelos resultados do ato precipitado e não pelo ato em si (Hb 12:16, 17; PP, 181). CBASD, vol. 1, p. 380.