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“Isaque orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu” (v.21).
O mistério sobre o segundo casamento de Abraão não fica claro. A expressão “outra mulher” (v.1) dá a entender que Abraão casou-se novamente após a morte de Sara. Mas não temos certeza disso. O fato é que a poligamia, um costume pagão, ainda causaria muito sofrimento ao povo de Deus. Da descendência de Quetura, por exemplo, surgiram os midianitas, que oprimiram a Israel no tempo dos juízes. Sem falar na descendência de Ismael, em constante rivalidade contra a descendência de Isaque. O fato é que a poligamia nunca foi plano de Deus e Israel teria sido poupado de muito sofrimento se tivesse rejeitado essa prática.
Mas apesar da aparente bênção da fertilidade de seus meios-irmãos, “Deus abençoou a Isaque” (v.11). E a paciência desse patriarca em esperar orando por um filho durante vinte anos, e de não tomar outra mulher como esposa, nos diz que Isaque percebeu que tomar caminhos diferentes dos propósitos divinos não vale a pena. Inicialmente podem até parecer um alívio ao fardo ou uma resposta positiva, mas depois se revelam como problemas ainda maiores. Isso nos diz que Isaque não apenas era um filho obediente, mas também um sábio observador. O próprio Paulo nos aconselhou a observarmos os erros de percurso de Israel, que “se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6).
Rebeca finalmente engravidou. Só que não foi uma gestação muito tranquila. Era provável que ela se sentisse muito mal ou até mesmo tivesse que suportar muitas dores devido à luta que acontecia em seu ventre. Eram os gêmeos já competindo pela primazia. Isso parece surreal, mas é a clara revelação da natureza humana, que desde os primeiros momentos se mostra muito aquém do que originalmente foi criada para ser. A profecia sobre os irmãos, porém, não era plano de Deus, mas foi dada pela onisciência divina que sabe o fim desde o princípio. Seria uma profecia condicional, se Esaú tivesse crescido permitindo que o Senhor mudasse o seu coração. Mas o relato a seguir nos diz que isso não aconteceu.
Ao colocar o seu apetite na frente da bênção divina, “desprezou Esaú o seu direito de primogenitura” (v.34). Seu estilo de vida o havia levado a apreciar o prazer imediato e, de forma inconsequente, “jurou e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó” (v.33). O amor preferencial de Isaque por Esaú acabou por favorecer o seu caráter inconstante. E o amor preferencial de Rebeca por Jacó o impulsionou a querer conquistar a bênção da primogenitura através de artifícios que o Senhor jamais aprovaria. E aqui, amados, precisamos dar uma atenção especial. Certamente, Jacó cresceu ouvindo de sua mãe que um dia ele seria maior do que seu irmão. E não pense que a motivação de Jacó era má. Porque Jacó almejava a bênção espiritual. Já Esaú pensava na herança material.
Se buscamos bênçãos espirituais passando os nossos irmãos para trás, tudo o que conseguiremos será frustração e maldição. Jacó descobriria a duras penas quão terrível é agir sem a direção e a aprovação de Deus. No episódio de hoje não vemos um certo e o outro errado. Ambos erraram feio! E quantas vezes Deus precisou arrumar a nossa bagunça e limpar a nossa sujeira! Tem sido assim desde o pecado no Éden. O ser humano quebra e Deus conserta. Mas chega uma hora em que alguns criam uma barreira intransponível, fechando o coração por completo para a obra do Espírito Santo, tornando-se como Esaú, que “não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb.12:17).
Amados, que não haja entre nós “algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb.12:16). Mas que sejamos guiados pelo Espírito Santo, orando pacientemente no Senhor e confiando em Seus planos ainda que tenhamos que aguardar um pouco mais.
Nosso Deus e Pai, quanta paciência o Senhor tem tido conosco! Somos teimosos, e quantas vezes tentamos resolver as coisas do nosso jeito só para lá na frente levarmos um grande tombo. Ó, Pai, tem misericórdia de nós! Perdoa-nos! E nos concede o Teu Santo e Bom Espírito para que como Teus filhos amados, possamos refletir o caráter do Teu Primogênito! Em nome de Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos amados do Senhor!
E um feliz dia das mães a todas as mamães reavivadas!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis25 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 25 – Após o casamento de Isaque, sozinho( devido ao falecimento de Sara), Abraão casou-se novamente. Quetura deu-lhe mais 6 filhos; ao todo, Abraão foi pai de 8 filhos.
Várias nações surgiram de Abraão através dos filhos de Quetura: uma nação se formou de Ismael e duas de Isaque: israelitas (de Jacó) e edomitas (de Esaú).
Abraão faleceu com 175 anos; interessante que no dia de seu funeral, Isaque e Ismael aparecem juntos, após muitos anos separados (Gênesis 25:9). Sobre Ismael, Ellen White informa:
“Os primeiros ensinos de Abraão não foram destituídos de efeito sobre Ismael, mas a influência de suas mulheres teve como resultado estabelecer a idolatria em sua casa. Separado do pai, e amargurado pela contenda e discórdia de um lar destituído do amor e temor de Deus, Ismael foi compelido a escolher a vida selvagem e pilhante de chefe do deserto, sendo sua mão contra todos e a mão de todos contra ele (Gênesis 16:16). Em seus últimos dias arrependeu-se de seus maus caminhos, e voltou ao Deus de seu pai; mas permaneceu o cunho de caráter dado à sua posteridade. A poderosa nação que dele descendera foi um povo turbulento, gentio, que sempre foi um incômodo e aflição aos descendentes de Isaque” (PR, 174).
Isaque orou por 20 anos pela esposa Rebeca. Devido à sua esterilidade, precisava de um milagre para ter filhos como sua mãe. Deus respondeu com uma gravidez de gêmeos: Jacó e Esaú. Orar nos faz avançar através das impossibilidades. Esaú nasceu primeiro, mas rejeitou seus privilégios sociais, familiares e espirituais de filho mais velho.
Esaú é exemplo de pessoas que banalizam a espiritualidade. Sua fome falou mais alto do que os privilégios e as bênçãos advindas ao primogênito:
“Todo seu interesse estava no presente. Estava pronto para sacrificar as coisas celestes pelas terrestres, para trocar um bem futuro por uma satisfação momentânea”; abrindo mão de sua primogenitura “experimentou uma sensação de alívio. Agora seu caminho estava desimpedido; podia fazer como quisesse. Por este prazer desenfreado, erroneamente chamado liberdade, quantos ainda estão a vender o seu direito de primogenitura a uma herança pura e incontaminada, eterna, nos Céus!”, alerta Ellen White (PR, 179).
Que sejamos como Jacó, ávidos pelas bênçãos espirituais. Consagremos nossa vida a Deus. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 24 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/24
Quando lemos a linda história de Isaque e Rebeca, não damos muita importância ao servo a quem Abraão confiou a vital tarefa de buscar uma esposa para Isaque. Na longa viagem, cercado de escravos e jóias, ele poderia ter fugido, mas preferiu ser fiel ao seu senhor. Ele foi e voltou, cumprindo com zelo e obediência o que lhe foi ordenado.
Muitas vezes, deixando de ser servos fiéis, não cumprimos com nossa responsabilidade junto ao nosso Senhor e fugimos dEle nos tornando reféns do inimigo. Querendo ser grandes, receber destaque e vantagens, nos esquecemos que Grande é o nosso Deus e que Ele sempre estará acima de tudo e de todos.
Que nosso orgulho não nos faça esquecer que mesmo tendo posses, tudo pertence ao Senhor e seremos sempre servos. Assim, um dia, como Eliezer, nossa maior recompensa será termos desempenhado nossa missão: retratar o caráter de nosso Senhor e sermos obedientes a Ele.
Maria Eduarda Costa
Dona de casa
Taubaté, São Paulo, Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/24
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1035 palavras
1-9 Tendo em vista que a escolha dos noivos era feita pelos pais nos tempos do VT, Abraão fez seu principal servo fazer um juramento, enquanto seu representante. Estas são as últimas palavras registradas de Abraão. por baixo de minha coxa. A natureza íntima do gesto simbólico ressalta a seriedade do juramento (Andrews Study Bible).
O juramento descrito tem sido designado como “juramento pela posteridade”, que significa a vingança relativamente a qualquer transgressão do juramento exercida pelos descendentes que procedessem de sua coxa (Bíblia Shedd).
As coxas eram vistas como a fonte de poder vital e procriativo (Dt 33.11; Jó 40.16; Hb 7.10). Tal juramento era inviolável, até mesmo depois da morte daquele a quem havia sido jurado (47.29-31) (Bíblia de Genebra).
3. não tomarás… das filhas dos cananeus. Abraão dá um exemplo aos seus descendentes para que tomem esposas da linhagem semita, que fora abençoada, e não dos cananeus, que foram amaldiçoados (9.24-27; Dt 7.1-4) (Bíblia de Genebra).
Este mandamento de Abraão corresponde à proibição feita pelo Senhor no sentido de impedir que os crentes se casem com descrentes ( 2 Co 6.14) (Bíblia Shedd).
10 A referência feita à existência de camelos no período patriarcal (séc. 19 a.C.) tem sido apresentada como evidência de inexatidão do relato bíblico. Esta objeção, porém, já foi dissipada pelas descobertas arqueológicas que indicam a existência de camelos domesticados desde o ano 3.000 a.C. (Bíblia Shedd).
12-14 Ó SENHOR Deus. O encontro do servo de Abraão e Rebeca foi planejado em oração (vs 26-17) (Bíblia de Genebra).
Como membro da casa de Abraão, o servo tinha aprendido a orar e pediu um sinal especial da parte do Senhor. O sinal era que se mostrassem atributos de caráter desejáveis na futura esposa de Isaque. Hospitalidade era um valor chave nas sociedades orientais (Andrews Study Bible).
bondade. A palavra hebraica (hesed) significa lealdade ao relacionamento pactual (Êx 15.13) (Bíblia de Genebra).
Um conceito chave nas duas orações do servo (vv 12, 14, 27), enfatizando o compromisso divino na aliança com Abraão (Andrews Study Bible).
16 Três importantes características de Rebeca: ela era muito bonita, ela estava na idade de casar e era solteira (Andrews Study Bible).
A virgindade da moça era importante para assegurar que a descendência seria realmente de Isaque (Bíblia de Genebra).
desceu… subiu. O poço, ou fonte, requeria que se subisse e descesse pela sua encosta várias vezes com um pesado jarro. Prover água para dez camelos sedentos significava retirar 250-400 galões (950-1500 l)(Andrews Study Bible).
22. meio siclo/shekel. Em torno de 1/5 de onça (5.5 g). dez siclos. Aproximadamente 4 onças (113 g) (Andrews Study Bible).
pendente… pulseiras. Tais dádivas deveriam ser reconhecidas pela jovem como presentes de noivado (Bíblia Shedd).
23-28 Deus não havia apenas mandado uma bondosa, hospitaleira e linda mulher, mas também um membro da grande família de Abraão. Betuel [pai de Rebeca] era primo de Isaque (Andrews Study Bible).
29-32 A entusiástica recepção de Labão ao estrangeiro é motivada pela ganância (v. 30), antecipando os tratos posteriores com Jacó (Andrews Study Bible).
33-51 As negociações de casamento começaram com uma refeição em que mais uma vez foi relatada a maravilhosa orientação divina. As refeições eram importantes eventos sociais naquela cultura (Andrews Study Bible).
33 Não comerei. Muito mais urgente, para o servo fiel, do que os costumes demorados da hospitalidade do antigo Médio Oriente, é a missão que ele tem de cumprir. Os servos do Senhor não devem mostrar menos urgência em cumprir sua missão de divulgar as boas novas do evangelho para o mundo (cf Lc 10.4 com 2 Tm 4.2; Mc 13.10) (Bíblia Shedd).
49 declarai-mo, para que eu vá, ou para a direita ou para a esquerda. Isto significa que o servo de Abraão se dispunha a procurar esposa para Isaque entre outras famílias aparentadas a Abraão (Bíblia Shedd).
50 Labão e Betuel. A proeminência de Labão na história e a ordem dos nomes neste verso sugerem que Betuel estava de algum modo incapacitado e que a liderança do clã já havia sido passada ao seu filho (Andrews Study Bible).
52 A terceira oração do servo é uma oração de agradecimento, seguida pela entrega do dote. O dote era um pagamento de compensação pela perda dos serviços da noiva e sua geração potencial (Andrews Study Bible).
53 Os presentes oferecidos à mãe e ao irmão [dote]… eram conhecidos como o Mohar, isto é, espécie de compensação à família pela perda da moça (Bíblia Shedd).
55 alguns dias. O total dos dias [proposto por Labão] é ambíguo; poderiam ser alguns dias ou alguns anos. Jacó ficou com Labão por vinte anos, fugindo da ira de Esaú (27.44; 31.18) (Andrews Study Bible).
58 Irei. O primeiro envolvimento ativo da pretendida noiva nos arranjos do casamento, demonstrando o importante papel da família. Rebeca está pronta para ir (Andrews Study Bible).
A própria moça não foi consultada , pois esse era o costume oriental, mas sua prontidão para partir sem demora, no dia seguinte, deixa claro que seu coração fora conquistado. Essa resposta favorável fez com que Eliezer se prostrasse com ações de graça. Será que estamos sempre tão ansiosos para louvar com estamos para orar? […] Quando seus amigos lhe sugeriram um adiamento para a partida, Rebeca não lhes deu ouvidos. Adornada com suas jóias, a moça desejava muito ver o noivo pessoalmente. Sua decisão, “Irei”, encerrou o assunto. O antegozo de nossa herança espiritual aumenta nosso anseio de ver e estar com aquEle que, não tendo visto, amamos (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
62 A fonte chamada de Beer-La-Roi é a mesma que fora indicada por Deus a Agar para salvar a vida de Ismael (cf Gn 16.14). Isaque ali viveria após a morte de Abraão (25.11) (Bíblia Shedd).
66 contou a Isaque. Como a narrativa muda sua atenção para Isaque, o relatório do servo a Abraão é omitido e passa-se a tratar diretamente acerca do futuro patriarca (Bíblia de Genebra).
67 amou. Isaque recebe Rebeca como sua noiva e a ama. A Escritura destaca o importante relacionamento, mesmo num casamento arranjado. Note tanto a ausência de menção a Abraão quanto a importância de Sara. Quando Rebeca entra na tenda da falecida matriarca, ela também toma o lugar da matriarca no clã. Agora é a vez de Isaque e Rebeca verem as promessas divinas serem cumpridas. De acordo com 25.20, Isaque tinha 40 anos de idade quando casou-se com Rebeca. Abraão teria nesta época 140 anos de idade e se ainda viveria como parte do clã por mais 35 anos. Contudo, sua liderança havia passado e ele não é mais o ator principal da história (Andrews Study Bible).
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“O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e de minha terra natal, e que me falou, e jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra, Ele enviará o Seu anjo, que te há de preceder, e tomarás de lá esposa para meu filho” (v.7).
A experiência no monte Moriá sobre a submissão de Abraão à ordem divina geralmente ofusca o fato de que também houve submissão por parte de Isaque. Em idade avançada como estava seu pai, Isaque poderia facilmente ter se negado a deitar naquele altar. Mas a fé que fez Abraão levantar o cutelo para imolar seu filho era a mesma que mantinha o filho como uma ovelha muda, conivente com a vontade de Deus. E, por isso, a obediência de Isaque é tão admirável quanto a obediência de Abraão. Porque Abraão foi obediente porque ouviu a voz de Deus, e Isaque, porque havia aprendido a obedecer ao Senhor através de seu pai.
Uma das características da impiedade nos últimos dias é a desobediência aos pais (2Tm.3:2). E uma das características da piedade é justamente o contrário: a união do coração dos pais aos filhos e dos filhos a seus pais (Ml.4:6). A unidade na fé naquela experiência entre pai e filho é o propósito de Deus para o Seu último remanescente. O Espírito Santo tem apelado a cada coração para que busquemos ao Senhor enquanto podemos achá-Lo e O invoquemos enquanto Ele está perto (Is.55:6), e isso, amados, em unidade (Jo.17:23). Notem que assim que o capítulo 22 de Gênesis encerra a experiência em Moriá, “foi dada notícia a Abraão” (Gn.22:20) de que seu irmão havia constituído descendência e o detalhe mais interessante é que lhe foi dito que “Betuel gerou a Rebeca” (Gn.22:22).
Era como se Abraão tivesse conhecido de antemão o nome de sua futura nora. A obediência de pai e filho seria recompensada. E no capítulo de hoje mais uma vez nos deparamos com a submissão de Isaque. A Bíblia diz que “era Isaque de quarenta anos, quando tomou por esposa a Rebeca” (Gn.25:20). E em nenhum momento percebemos algum tipo de negativa por parte de Isaque, mas seu silêncio novamente declarou sua lealdade e confiança no Senhor. E mesmo apesar de seu caráter firme e íntegro, ainda assim Abraão não confiou enviá-lo à sua terra natal. Um cuidado que tantos têm dispensado a seus filhos, muitas vezes permitindo que vão e frequentem ambientes que podem corromper os bons costumes (1Co.15:33).
Guiado pelo Espírito Santo, certo de que o Anjo do Senhor tomaria a frente daquela missão, Abraão enviou o seu servo de maior confiança à casa de seus parentes. Que tremenda a responsabilidade daquele servo! E isso lhe pesou no coração, de forma que não ousou se dirigir a Deus em seu próprio nome, mas em nome de seu senhor Abraão. A comunhão de Abraão com Deus era tão profunda, tão intensa e tão visível que seu nome tornou-se uma espécie de garantia para que aquela oração fosse atendida. E que relato magnífico de como Deus responde à oração humilde! Observando em silêncio Rebeca realizando exatamente o que tinha acabado de pedir em oração, imagino aquele servo boquiaberto tendo o seu coração batendo forte.
Sabem, amados, há pouco ouvi um sermão ministrado por meu pastor local, Tarcísio Pereira, comparando esse relato com a obra de Deus em Sua igreja. Ele comparou o servo ao Espírito Santo e Rebeca à igreja de Deus, sendo adornada para Isaque, que representa a Cristo. E faz todo o sentido. Como aquele servo teve pressa em levar uma esposa para o filho de seu senhor, “mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído” (v.16), o Espírito Santo não vê a hora de apresentar a Cristo a Sua “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5:27). Portanto, amados, uma característica que precisa ser encontrada em nós é a submissão à vontade divina.
Como pais, como filhos, como servos, o Senhor espera de nós nada menos do que obediência. E não me interprete errado, por favor! Não estou falando em salvação por obras. Acredito que o que temos estudado em Gênesis nesses últimos dias são claros o suficiente quanto a isso. Que a nossa obediência seja gerada pela fé que temos no Senhor e nos Seus planos. E a nossa submissão e confiança promova em outros o desejo de encontrar Jesus, o mesmo desejo que fez Rebeca declarar com convicção: “Irei” (v.58). Então, como Isaque “a amou” (v.67), seremos amados por Cristo por toda a eternidade e seremos o Seu consolo, pois “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11).
Nosso Deus Eterno, a Tua Palavra permanece viva e eficaz e permeia o nosso coração com a envolvente e maravilhosa obra do Espírito Santo. Louvado seja o Teu nome! Queremos Te ver através do estudo das Escrituras! Queremos Te conhecer cada dia mais! Faz-nos submissos à Tua vontade, Pai! E renova em nosso coração a alegria em Tua salvação! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, filhos submissos ao Pai!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis24 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 24 – “O Deus que criou a humanidade é, Ele mesmo, um ser social, um Deus que abrange três modos eternamente distintos de personalidade. Ele disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem’ e ‘Não é bom que o homem esteja só’. Assim, criou Deus o homem e a mulher e ordenou que procriassem. Sexualidade é Sua criação, casamento é Sua instituição, e companheirismo humano é Seu propósito”, declarou John Stott.
Porém, nossa sociedade está arruinando os planos de Deus que visam a satisfação e a felicidade real da humanidade. Deus projetou o matrimônio e o sexo para ser bênção, não maldição!
A AIDS é um dos resultados de deturpar o sexo idealizado por Deus. O adultério resulta em imensuráveis transtornos emocionais aos filhos do casal. A fornicação, sexo sem compromisso, muito comum em nossa cultura corrompida, é tão destrutiva quanto o adultério.
Nossa sociedade precisa dar mais atenção ao manual do Criador da humanidade. Abraão sabia a importância de uma boa esposa para Isaque, o filho da promessa. A experiência de Gênesis 6 deve ter-lhe servido de lição.
Abraão teve 12 sobrinhos de seu irmão Naor (Gênesis 22:20-24). Essa informação deve ter incentivado Abraão a enviar seu servo Eliézer a buscar esposa para Isaque.
Abraão não queria uma nora cananéia. Dentre as possíveis candidatas, em última instância, quem deveria escolher, era o próprio Deus. Para isso, seu servo recorreu à oração. O resultado foi encontrar Rebeca, mulher generosa, serviçal, dedicada, comprometida, desinteressada e de caráter elevadíssimo. A família consentiu dela ir com Eliézer, reconhecendo a mão de Deus em tudo o que acontecia. Isaque amou a esposa que Deus escolheu para ele.
Além da participação dos pais, a participação ativa de Deus é fundamental na escolha do cônjuge. Ele sabe melhor que nós mesmos quem mais combina conosco. Assim, a jornada de um matrimônio de sucesso deve ser trilhada no caminho da fé.
Principalmente no quesito relacionamento/casamento, o tolo não pensa antes de agir, o inteligente pensa antes de agir, mas o sábio ora a Deus antes de agir.
O casamento pode destruir o sonho de Deus, ou pode ser um apoio para o cumprimento dos Seus planos em nossa vida. Sejamos conscientes disso!
Auxiliemos os solteiros, indicando as estratégias para um bom casamento! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 23 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/23
“Ouça-nos, senhor; o senhor é um príncipe de Deus em nosso meio.” (Gn 23:6)
Depois de chorar e lamentar a morte de sua amada esposa Sara, Abraão se levantou e foi para o povo de Canaã. Ele pediu aos filhos de Hete que lhe dessem o direito de comprar o campo de Macpela para enterrar sua esposa.
O diálogo entre aquele povo e Abraão é interessante. Eles o chamaram de “príncipe de Deus”, tal era o respeito que tinham por ele. Além de receber bem a Abraão, eles também ofereceram o campo que ele pediu sem nenhum custo. No entanto, Abraão se ofereceu para pagar pelo campo.
Isso não nos ensina alguma coisa? Abraão não se auto-denominava um príncipe, mas era chamado assim por outros. E como verdadeiro líder e príncipe de Deus se comportou como tal, colocando-se no papel de servo diante do povo da região. Que belo tipo de Cristo era Abraão naquele lugar!
Hoje, também temos o privilégio de ser testemunhas de Jesus (Atos 1:8). Que possamos escolher servir mais do que ser servido porque essa é uma atitude de um verdadeiro príncipe de Deus!
Rosana Garcia Barros
Dona de casa e mãe
Maceió, Alagoas, Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/23
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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949 palavras
1 Sara é a única mulher em toda a Bíblia cuja idade nos é referida. Este interesse especial relativo à sua pessoa pode ser que tenha sua base na posição honrosa que lhe cabe como mãe espiritual dos crentes ( 1 Pe 3.6) (Bíblia Shedd).
A morte é uma lembrança constante de que este mundo não é nosso lar (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
2 Quiriate-Arba. Quiriate-Arba recebeu o nome de um dos gigantes anaquins, que aparentemente a fundou. O nome Hebrom foi dado à cidade posteriormente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 361.
3-16 A maior parte do capítulo descreve as importantes negociações para um lugar de sepultamento. As palavras chave são: “dar” (vs 4, 9, 11, 13) e “escutar” (vs 6, 8, 13, 15), que são as palavras normalmente utilizadas naquele tempo em negociações de venda em lugar de “comprar” e “vender” (Andrews Study Bible).
4 A compra do campo de Macpela, em Hebrom, tem sido objeto de esclarecimento pelas descobertas arqueológicas. Efrom não estava, absolutamente, insistindo por oferecer o campo; a transação toda estava sendo encaminhada sob o intuito de proporcionar-lhe um “bom negócio”. Ele não desejava vender apenas a cova porque, a menos que todo o campo estivesse incluído, algumas obrigações lhe seriam impostas, conforme estabelecia o antigo Código de Leis dos Hititas (v 11). No tempo de Abraão, oito siclos de prata equivaleriam ao salário anual de um trabalhador. O preço dado era exorbitante. A prata foi pesada, visto que a cunhagem de moedas se verificara só no período pós-exílico. Trata-se, então, do único pedaço de terra que Abraão chegara a possuir efetivamente naquela terra toda que Deus lhe havia dado. A cova funerária encontra-se atualmente sob uma mesquita maometana em Hebrom (Bíblia Shedd).
A extensa descrição da negociação e venda da caverna demonstra que Abraão assegurou um direito legal de posse irrestrito ao campo em Macpela. Antecipando o cumprimento maior da promessa da terra (13.15), Abraão torna-se o herdeiro legal de uma pequena porção na Terra Prometida (Bíblia de Genebra).
A insistência de Abraão em comprar esse túmulo, e o cuidado com que as negociações foram encaminhadas mostram que ele estava convencido de que seus descendentes haveriam de vir àquela terra e possuí-la. Era como se sentisse que ele e Sara ficariam ali esperando a volta de seus filhos (Gên 49.29,30). Do mesmo modo, os túmulos dos mártires e missionários que tombaram no cumprimento do dever, constituem os silenciosos postos avançados que mantém a posse daquelas terras para Cristo, assim como os túmulos dos santos esperam o Segundo Advento (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
estrangeiro. Embora Abraão vivesse na Terra Prometida como um estrangeiro (21.34; Hb 11.9,13), ele demonstrou sua fé nas promessas da aliança ao comprar o primeiro pedaço de terra na Terra Prometida – uma caverna para servir de sepultura (Bíblia de Genebra).
Como um estrangeiro, Abraão não tinha direito de herança a um campo de sepultamento, mas ele pediu por um. A posse de terras é sagrada em muitas culturas orientais e é ligada à felicidade familiar e dos ancestrais. O NT toma este tema e o aplica aos cristãos vivendo neste mundo (Heb. 11-9-13) (Andrews Study Bible).
6 príncipe [poderoso] de Deus. Embora alguns afirmem que este título fosse uma mera lisonja respeitosa, é possível que os habitantes de Hebrom tenham percebido a bênção de Deus sobre Abraão (Bíblia de Genebra).
7 Então, se levantou Abraão. A cortesia oriental, o tato e o processo de barganha são óbvios nos arranjos entre Abraão e os filhos de Hete. Abraão manifestou sua apreciação inclinando-se, um gesto de gratidão comum no Oriente. Ao não encontrar nenhuma oposição à sua sugestão um tanto vaga, Abraão em seguida fez uma proposta concreta. CBASD, vol. 1, p. 361.
9 Macpela. Macpela tem sido identificada com duas cavernas, uma sobre a outra, que se encontram sob uma mesquita muçulmana numa ladeira próxima a Hebrom. O acesso a ela, proibido durante séculos, teve uma exceção em 1882 para o futuro rei George V, da Inglaterra, e seu irmão. Desde a Primeira Guerra Mundial, vários cristãos têm tido a oportunidade de visitar a caverna superior, que contém marcos de pedra as quais trazem os nomes de Abraão, Sara, Isaque, Jacó, Rebeca e Lia. CBASD, vol. 1, p. 363.
10 porta. As transações legais ocorriam nos portões das cidades, no antigo Oriente Próximo (19.1; Rt 4.1-2) (Bíblia de Genebra).
11 dou-te. Como indicado pelo preço excessivo pedido (v. 15) e pelo dinheiro pago por Abraão (v. 13), a oferta de Efrom de dar a caverna e o campo a Abraão fazia parte do ritual de barganha do Oriente Próximo. A aparente generosidade da oferta tinha a intenção de forçar Abraão a corresponder com um presente de valor ainda maior (se aceitasse) ou de desencorajá-lo de continuar a negociar o seu preço (Bíblia de Genebra).
15 Quatrocentos siclos. Os registros babilônicos revelam que campos comuns eram vendidos naquela época por quatro siclos por acre, e as terras mais férteis a 40 siclos por acre.Segundo o padrão babilônico, Abraão teria podido comprar um campo de 100 acres por essa soma de dinheiro. CBASD, vol. 1, p. 3613.
16 Abraão… pesou-lhe. Abraão estava disposto a pagar um preço excessivo para que não viessem a existir problemas futuros quanto ao negócio (Bíblia de Genebra).
17-19 Declaração resumo da transação legal e sua natureza pública. Possuir um lugar de sepultamento para queridos membros da família era significante naquela cultura e marcou a fé de Abraão na promessa de Deus. Ele investe em um futuro que ele não pode ver. Esta caverna posteriormente se tornou o lugar de sepultamento para os patriarcas Abraão (25:9), Isaque (35:27-29; 49:31) e Jacó (49:29-30; 50:13), bem como para suas esposas, com exceção de Raquel [que foi sepultada em Belém, Gn 35:19]. (Andrews Study Bible).
19 sepultou… na caverna. Em uma expectativa sincera de que Deus iria cumprir a promessa da aliança com relação à terra (13.15), Abraão procurou ancorar seus descendentes na Terra Prometida (24.6-9; 25.9; 49-30; 50.13) (Bíblia de Genebra).