Filed under: Sem categoria
“Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava” (v.20).
O relato de hoje daria uma linda história de amor como foi a de Isaque e Rebeca, não fosse o registro a partir do versículo vinte e três. Tudo parecia estar dando certo. Após o sonho revelador que teve na viagem, Jacó chegou ao poço onde encontrou Raquel, e em seguida foi bem acolhido por seu tio Labão. Jacó se apaixonou por Raquel e propôs trabalhar durante sete anos a fim de desposá-la. Findo o prazo, Jacó reivindicou sua mulher de acordo com o que haviam combinado. Mas ao invés de Raquel, Labão lhe entregou sua filha Lia. Um engano que Jacó só percebeu “ao amanhecer” (v.25).
Nesse jogo de interesses, Jacó acabou sendo enganado de forma muito parecida a que enganou seu pai. Ele, o filho mais novo, enganou seu pai cego para receber a bênção de seu irmão mais velho. Lia, a filha mais velha, deitou-se com ele em hora escura, que Jacó não podia ver, no lugar de sua irmã mais nova. Fica claro que Jacó sofreu um tipo de juízo pelo que havia feito. Ainda assim, o Senhor olhou para o sofrimento de Lia, a preterida, e a fez fecunda. Lia deu à luz a Levi, que daria origem à tribo sacerdotal, e a Judá, a tribo da qual viria o Messias.
Sentindo-se desprezada por seu marido, Lia via no nascimento de seus filhos a chance de obter o amor de Jacó. Seus três primeiros filhos foram ansiosamente aguardados com esse propósito. Mas algo aconteceu na quarta gestação. O olhar de Lia se volveu de Jacó para Deus: “Esta vez louvarei o Senhor” (v.35). Justamente no nascimento daquele que apontava para Cristo, Lia entendeu que independentemente de Jacó não amá-la como amava a Raquel, havia um Deus no Céu que abria a sua madre porque muito a amava.
O amor é um dom de Deus. Quando, porém, amamos alguém e esse amor não é correspondido, experimentamos um pouco da dor que Deus sente diante dos filhos que O desprezam. Talvez Jacó não tratasse mal a Lia. Talvez ele procurasse agir como um bom marido, cumprindo suas obrigações como tal, mas, parafraseando o que escreveu o apóstolo Paulo, “se não tiver amor”, do que adianta (1Co.13:2)? Lia ainda cometeria erros em prol dos ciúmes que tinha de sua irmã, mas após o nascimento de Judá ela percebeu que era amada por Alguém bem maior, e a partir dali, resolveu fazer a vontade de Deus, sendo uma boa esposa.
Talvez você esteja vivendo o mesmo drama de Lia, um amor não correspondido. Mas o Senhor lhe diz hoje, que há libertação se você olhar para cima. Há um Deus no Céu que te ama incondicionalmente. Ele deseja abrir a madre do seu coração, para que você dê “muito fruto” (Jo.15:8). Se o amor de Deus estiver em nós, ó amados, seremos felizes mesmo que o mundo nos odeie (Leia Jo.15:18-19)! O grande milagre do amor não está em sermos amados por pessoas, mas está em amá-las ainda que elas não nos amem; uma obra que só o Espírito Santo pode realizar em nós (Rm.5:5). Escolha, hoje, olhar para cima e permitir que o Espírito do Senhor preencha o seu coração com o único amor que verdadeiramente satisfaz.
Pai amado, a Tua Palavra diz que o Senhor nos ama com amor eterno, e também diz que o Senhor pôs a eternidade em nosso coração. Ora, somente o que é eterno pode preencher a eternidade. Por isso, Pai, preenche o nosso coração com o Teu amor e, independentemente das circunstâncias, estaremos sempre satisfeitos. Em nome do Teu amado Filho Jesus, nós Te pedimos e já Te agradecemos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados pelo Pai Celestial!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis29 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
GÊNESIS 29 – Fraudes, ciúmes, invejas, rivalidades, paixões, decepção na lua-de-mel… Tudo isso no capítulo da história do jovem que teve ajuda de sua mãe para enganar o pai, e agora foi enganado pelo sogro. Que caos familiar!
Após a fuga devido à ameaça do fraudado Esaú, e após experimentar a bênção de Deus através da escada com anjos do céu descendo à terra, Jacó chegou a Harã, ali procurou pelos familiares da mãe, Rebeca. Com ajuda dos homens da região, encontrou a filha de Labão, por quem apaixonou. Porém, depois de 7 anos trabalhando arduamente, no dia das núpcias, o “egoísta e ganancioso Labão, desejando reter um auxiliar tão valioso, praticou um cruel engano substituindo Raquel por Lia”, comenta Ellen White (PR, 189). Um enganador enganando outro! Assim, Jacó colhia fartamente em sua vida o que havia plantado em sua casa.
Estudando as Escrituras, aprendemos que nem tudo que dá certo, é o modo certo de fazer. Jacó conseguiu a bênção do pai, mas complicou seu relacionamento com o irmão. Labão conseguiu casar Lia, mas agiu com malandragem. Lia consentiu em participar da fraude, e sofreu rejeição do marido enganado. Que loucura!
Através das Escrituras aprendemos que aquilo que numa cultura é normal, para Deus pode ser imoral. A cultura de Labão levou Jacó à frustração; e Lia, à rejeição. Embora nem tudo numa cultura seja ruim, tudo precisa passar pelo crivo da Palavra de Deus em comunhão com o Deus da Palavra. Sempre!
Os pais, os avós e o tio/sogro de Jacó, dependeram da mentira em algum momento da vida. Todavia, Deus os tomou como Seus instrumentos para fazer avançar Seus planos.
É digno de nota que a rejeitada e amargurada Lia foi percebida por Deus – Ele agiu em prol dela tornando-a fértil, enquanto que, a preferida e formosa Raquel não podia engravidar. De Levi, surgiu a linhagem sacerdotal do povo de Deus; e, de Judá, a linhagem real – de onde veio o Messias (Mateus 1:1-17).
Deus é maravilhoso. Mesmo com nossas falhas e defeitos em meio ao caos, Ele consegue conduzir perfeitamente Seu plano de redimir a humanidade.
Deus não é indiferente ao sofrimento de ninguém. Ele percebe e, no momento certo, intervém. Nas horas de crises, Deus atua! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: GÊNESIS 28 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 28 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/28
Poucas histórias da Bíblia ilustram melhor a atitude de Deus para com os pecadores (como declarado em Romanos 5:6-11) do que a história do sonho da escada de Jacó. Jacó era um homem culpado que fugia para salvar sua vida de um irmão irado a quem ele havia gravemente ofendido. Jacó estava sozinho, com medo, afastado da família e aparentemente afastado de Deus. É nessa hora exata que Deus vem a Jacó, sem aviso prévio e aparentemente sem ser convidado, exceto pelo grito de socorro de Jacó. Deus vem a Jacó e lhe assegura que, apesar de seu pecado, ele ainda é um filho precioso do Deus de Abraão e Isaque, e que todas as promessas feitas a eles também se aplicam a ele.
É enquanto ainda somos pecadores que Deus vem a nós como “Emanuel, Deus conosco” (Mateus 1:23). A escada que Jacó viu representa Jesus (João 1:51), a conexão entre Deus e a humanidade culpada. A família humana pode estar solitária, com medo e exausta, mas Deus não virou as costas para nós. Ele é verdadeiramente o Deus de Abraão, Isaque e Jacó – o Deus de todas as pessoas em dificuldades e famílias problemáticas.
Douglas Tilstra
Vice-presidente das Atividades Estudantis
Universidade Walla Walla – EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/28
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
Filed under: Sem categoria
446 palavras
3 Deus Todo-Poderoso. Literalmente, El-Shaddai (Bíblia Shedd).
4 A bênção de Abraão transmitida a Isaque que, por seu turno, a comunicou a Jacó, é novamente proferida. Parece que Isaque veio a concordar com a revelação de que Jacó, e não Esaú, haveria de ser o veículo da promessa divina (Bíblia Shedd).
5 Era necessário que [Jacó] fosse afastado da influência da sua mãe e levado a um mundo mais amplo, onde, através da dor e das frustrações, ele se tornasse um príncipe de Deus. Muitas vezes nosso ninho se rompe para que aprendamos a voar (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
6-9 A decisão de Esaú de se casar dentro da linhagem de Abraão através de Ismael demonstra sua falta de compreensão da descendência da promessa. Ele buscou casamento no ramo errado da linhagem (Andrews Study Bible).
Agindo por rivalidade contra seu irmão (v.6) e por um desejo de agradar a seu pai (v. 8), Esaú buscou uma nova esposa entre seus parentes, a família de Ismael (v. 9). Até mesmo nesta tentativa de agradar faltou-lhe percepção espiritual, porque Ismael era a descendência natural rejeitada de Abraão (17.18-21; 21.12-13) (Bíblia de Genebra).
11 fê-la seu travesseiro. Este termo hebraico é traduzido como “à sua cabeça”, em 1Sm 26.7. Ao invés de servir como travesseiro, a pedra pode ter protegido sua cabeça (Bíblia de Genebra).
12 A visão de Jacó tinha o propósito de certificá-lo do interesse divino a seu respeito (Bíblia Shedd).
O sonho de Jacó de um lugar de encontro entre céu e terra prenuncia Jesus Cristo, o Deus-Homem que reúne céu e terra (Jo 1.51). Através de Cristo, o “único mediador entre Deus e os homens” (1 Tm 2.5), temos acesso ao Pai (Ef 2.18) (Bíblia de Genebra).
O movimento das marés e a circulação do sangue não são mais regulares do que a comunicação entre o céu e a terra (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
13 Perto dele estava o SENHOR. Ou, Acima dela [da escada] (Bíblia NVI).
15 onde quer que fores. Em contraste com as deidades pagãs, cujo poder se pensava estar ligado a certas localidades (Bíblia de Genebra).
Até cumprir. O hebraico significa apenas que a promessa se cumprirá, não que será mudada depois de seu cumprimento (Bíblia de Genebra).
17 casa de Deus. Heb. “Bethel”, que mais tarde se tornou um santuário idólatra durante o tempo do reino dividido (Andrews Study Bible).
18 coluna. Um testemunho e monumento chamando a atenção para a importância do lugar (cf. 31.45-59).
Entornou azeite. Um ato de consagração (35.14; Êx 40.9; 2Sm 1.21) (Bíblia de Genebra).
20 voto. Votos eram condicionais, enquanto juramentos não o são. O voto de Jacó reaparece em pontos cruciais desta história (31:13; 35:1-3,7) (Andrews Study Bible).
22 dízimo. A segunda referência (14:20) no Gênesis a dizimar, antes da outorga da lei específica (Lev. 27:30-33; Deut. 14:22-29) (Andrews Study Bible).
Filed under: Sem categoria
“Perto dele estava o Senhor e lhe disse: Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, Eu ta darei, a ti e à tua descendência” (v.13).
Alertado por Rebeca acerca do perigo de “Jacó tomar esposa dentre as filhas de Hete” (Gn.27:46), “Isaque chamou a Jacó e, dando-lhe a sua bênção, lhe ordenou, dizendo: Não tomarás esposa dentre as filhas de Canaã” (v.1). O cuidado que Abraão teve com Isaque, Isaque teve com Jacó. A única diferença é que Jacó foi até a Mesopotâmia. A viagem não seria apenas por motivo de casamento, mas de salvar-lhe a vida, pois Esaú planejava matá-lo (Gn.27:41). Jacó prontamente obedeceu a ordem de seu pai e partiu “de Berseba e seguiu para Harã” (v.10).
Sabendo que Isaque havia abençoado a Jacó e o despedido à terra de seus parentes, “para tomar de lá esposa para si” (v.6), Esaú novamente revelou seu espírito de rebelião, pois foi “à casa de Ismael e, além das mulheres que já possuía, tomou por mulher a Maalate, filha de Ismael” (v.9). Parece que ele tinha uma satisfação maligna em atormentar os seus pais através de suas mulheres pagãs. E a obediência de Jacó era para ele como uma afronta contínua. Esaú fechou o coração para Deus e seus relacionamentos eram um reflexo disso.
O famoso sonho de Jacó nos dá um vislumbre bem diferente da situação de Esaú. Depois do que havia acontecido e diante da convivência insustentável com seu irmão, é bem provável que Jacó estivesse com o coração consumido pela tristeza. A aparição do Senhor em sonho e daquela escada mística repleta de anjos, além da promessa do cuidado divino, tudo isso renovou o ânimo do viajante cansado e lhe concedeu uma experiência impactante que o fez estabelecer uma aliança com Deus, chamando aquele lugar de Betel, “a Casa de Deus, a porta dos céus” (v.22).
Aquela escada misteriosa representa algo muito maior do que Jacó pudesse imaginar. Em Seu encontro com Natanael, Jesus desvendou o mistério ao declarar: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo.1:51). Através dos séculos, os anjos de Deus têm sido “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). E a obra intercessora de Cristo no santuário celestial é o que torna possível esse cuidado providencial. O sonho também aponta para a volta de Jesus com milhares de Seus anjos, “os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31).
É tão interessante perceber, amados, que Jacó fez de uma das pedras do lugar de travesseiro e usou a mesma pedra para erigir uma coluna. Em seu sonho, ele viu uma escada repleta de anjos. E chamou ao lugar onde estava de a porta dos céus. A Bíblia diz que Cristo é “a pedra que vive” (1Pe.2:4); que Cristo é a escada (Jo.1:51); e que Ele é a porta (Jo.10:9). O próprio Cristo Se manifestou a Abraão, a Isaque e a Jacó, mas notem que nenhuma experiência foi igual a outra. Jesus também deseja Se manifestar a mim e a você. Pode não ser através de experiências tão extraordinárias e sobrenaturais, mas com certeza Ele tem o jeito perfeito de alcançar e de consolar o meu e o seu coração.
Deus teria uma bênção tão especial para Esaú quanto deu para Jacó se aquele não tivesse escolhido o caminho da rebelião. Não permita que o inimigo manche o seu coração com inveja, rebeldia e cobiça. Mas que, sob a influência dos anjos de Deus, seu coração seja renovado com ânimo, paz e confiança, e com a esperança de muito em breve ser levado “para o encontro do Senhor nos ares, e assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).
Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, que privilégio sublime sabermos que o Senhor também é o nosso Deus! E como Deus pessoal, desejas estabelecer uma relação de amizade com cada um de nós de forma especial e única. Nós Te agradecemos pelo ministério dos Teus anjos, que cuidam de nós e nos influenciam a mantermos os olhos em Jesus! Que saibamos reconhecer, como Jacó, que o Senhor está em nosso lugar de comunhão e livra-nos de um coração rebelde e perverso! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis28 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
GÊNESIS 28 – Muitas vezes as falhas de caráter dos pais se tornam maiores e piores na vida dos filhos. Assim como se aprende coisas negativas, também se aprende as positivas. Isaque mentiu, mas também edificou altares para adorar a Deus; ambos praticados por seu pai Abraão.
Abraão mentiu pelo menos duas vezes, a mentira de Isaque foi pior; agora o neto de Abraão é o ícone do engano. O problema de Esaú não era suas falhas, pois Jacó também tinha as suas. Seu problema era que “sua mágoa não se originava da convicção de pecado; não desejava reconciliar-se com Deus. Entristecia-se por causa do resultado do pecado, mas não pelo próprio pecado”. Ele “representa aqueles que têm em pouco valor a redenção a eles comprada por Cristo, e estão prontos para sacrificar sua herança no Céu por amor as coisas perecíveis da Terra. Multidões vivem para o presente, sem qualquer pensamento ou cuidado pelo futuro”, destaca Ellen White (PP, 181).
Por outro lado, quando Jacó fugia ameaçado, “sentia-se como um rejeitado; sabia que toda esta inquietação fora trazida sobre ele pelo seu próprio procedimento errado… achava-se tão completamente só que sentiu necessidade da proteção de Deus, como nunca antes sentira” (PP, 183).
Deus agiu em prol de Jacó, mostrou Sua infinita misericórdia, porque viu seu coração estraçalhado. Deus percebe tudo!
A escada de anjos é a escada da graça que nos alcança nas profundezas de nossas desgraças. Não há lugar tão fundo que Deus não possa nos alcançar (Salmo 139:8-12). Não há pecado tão grande que possa obstruir o plano de Deus de salvar. Quando pecadores entendem tão grande amor e compaixão sendo eles merecedores da morte, a vontade de doar toma conta do coração.
Jacó prometeu entregar o dízimo de tudo; não para adquirir o favor de Deus, mas porque desfrutara desse favor sem qualquer mérito. Quanto mais entendermos nossa situação e notarmos a misericórdia de Deus, mais nosso coração se apegará a Ele! Quanto mais entendemos nossa desgraça, mas valorizaremos a Sua (Gálatas 3:13-14).
Deus desce e liga o Céu a Terra para “levantar” ao miserável pecador! Deus é gracioso, maravilhoso! Ele alcança os mais improváveis!
Os moribundos deste mundo podem contar com Deus sabendo que Ele anseia contar com eles! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: GÊNESIS 27 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 27 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/27
Esta história, como nenhuma outra nas Escrituras, mostra os trágicos resultados de pecados que se perpetuam por gerações. A manobra de Rebeca é similar à manobra de Sara envolvendo Agar (Gênesis 16:1-5). Ambas as mulheres pretendem “ajudar a Deus” no cumprimento da Sua promessa. Ambas usam métodos contrários aos planos de Deus. Rebeca perpetuou os pecados de sua sogra para a próxima geração. A mentira de Jacó a respeito da sua própria identidade não é tão diferente das mentiras de seu pai e avô acerca da identidade de suas esposas. Todos os três homens racionalizaram suas mentiras como necessárias para o cumprimento da promessa de Deus. Na realidade, suas mentiras revelaram covardia e desconfiança de Deus. Esta história revela hábitos passados de geração para geração tais como favoritismo, discórdia conjugal, rivalidade entre irmãos, ciúmes e ódio. Alguns temas que abrangem as gerações anteriores e posteriores a Jacó são: tentativa de assassinato, longa separação familiar e reconciliação final.
Esta história nos convida a refletirmos sobre nossas próprias famílias. Que traços, que pecados familiares, que hábitos e tendências herdamos de nossos pais e avós? A consciência disso não diminui nossa responsabilidade pessoal, mas aguça nosso foco em como e onde precisamos da graça de Deus em nossas vidas a fim de sermos vitoriosos contra os ataques de Satanás.
Douglas Tilstra
Vice-presidente das Atividades Estudantis
Universidade Walla Walla – EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/27
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
Filed under: Sem categoria
2296 palavras
1-46 Uma das palavras chave para a história cheia de suspense é “abençoar”, que aparece mais de 20 vezes. A história de bênção é, contudo, uma parte do esquema maior de controle, fraude e mal orientado amor paterno. É também uma reflexão da reduzida comunicação entre Isaque e Rebeca, que pareciam seguir suas próprias prioridades (Andrews Study Bible).
Esse capítulo narra um triste episódio na história da família escolhida. Esaú é o único caráter que provoca a simpatia geral. Isaque parece ter-se afundado numa senilidade precoce. Chega a ser difícil acreditar que aquele que carregou a lenha para o holocausto no monte Moriá, e se havia submetido de forma tão absoluta à vontade divina, viesse a tornar-se tão forte sensualista. Para ele só importava a satisfação dos sentidos. Talvez isso fosse devido à sua prosperidade e à vida tranquila que levava. Afinal de contas, é melhor ter uma vida intensa, com sua difícil escalada, do que descansar na indolência do vale. O direito de primogenitura já havia sido prometido a Jacó, e ele não precisaria buscá-la por meio de fraude. E Rebeca também agiu erradamente ao enganar o marido, mostrar parcialidade em relação aos filhos e agir indignamente. Quem poderia esperar que de uma família assim Deus iria levantar os líderes religiosos do mundo! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
O tema do conflito familiar entre os pais e entre os gêmeos agora se manifesta cabalmente na busca de bênção do patriarca. Isaque depende mais de seus sentidos falíveis do que da orientação divina (27.4; cf 25.23) e Rebeca usa de engano (27.6-17). Esaú quebrou o seu juramento (27.5) e Jacó mentiu abertamente (27.19-20). Embora a bênção seja passada de acordo com a vontade de Deus, o veredicto divino sobre suas ações é pronunciado nas consequências desastrosas: A resolução de Esaú em matar a Jacó (27.41; cf 4.8) e a fuga de Jacó da terra. Rebeca morreu sem um memorial (35.8) e Isaque vive, a partir de então, sem grande significado (35.28). Está aqui implícito um contraste entre Abraão, que em fé olhava para o futuro de Isaque de acordo com o propósito eletivo de Deus (cap. 24), e Isaque, que parece não ter feito nenhuma tentativa de encontrar esposas apropriadas para seus filhos (cf. 24-2-4) e que tentou opor-se à eleição divina (27.1-4; cf 25.23) (Bíblia de Genebra).
1 Isaque contava já com 137 anos de idade e deve ter admitido que a morte lhe estava próxima, embora, na realidade, tivesse vivido até os cento e oitenta anos (Bíblia Shedd).
Uma vez que seu meio-irmão Ismael, 14 anos mais velho (Gn 16:16; 21:5), havia morrido com 137 anos (Gn 25:17), as debilidades da idade avançada podem ter sugerido a ideia de que sua própria morte estava próxima. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 386.
4 comida saborosa, como eu aprecio. Esta propensão de Isaque para as coisas materiais estava na raiz deste conflito (vs 18-27; 25.27-28)(Bíblia de Genebra).
5 Rebeca estava escutando. Achando que Deus precisava urgentemente de seu auxílio, Rebeca tomou o assunto nas próprias mãos. CBASD, vol. 1, p. 387.
11-12 Jacó não tinha dúvidas sobre a moralidade do plano, mas apenas sobre sua possibilidade (Bíblia de Genebra).
12 Trarei sobre mim maldição. Rebeca silenciou o medo de Jacó de que a maldição do pai pudesse ser pronunciada sobre ele caso seu engano fosse descoberto; ela tomaria a maldição sobre si mesma. Ela estava tão decidida a alcançar seu objetivo quanto Isaque a alcançar o dele. Determinada a conseguir o que parecia de supremo valor e que estava a ponto de lhe escapar das mãos, ela calcularia o custo depois – não naquela hora. No momento, só uma coisa importava. Estava tão segura do sucesso de seu estratagema que não temia a possibilidade de uma maldição. CBASD, vol. 1, p. 387.
13 Parece que Rebeca depositava tanta confiança na palavra da promessa (25.23) que nem temia a eventualidade da maldição, nem admitia como ação repreensível, o emprego do engano com propósito de desviar para Jacó a bênção de Isaque. Impulsionada por sua parcialidade para com Jacó, ela não descansara na providência divina (Bíblia Shedd).
14 Ele foi. Jacó concordou com o plano da mãe e foi buscar os cabritos. Estes não eram da variedade europeia comum, cuja pele seria totalmente inadequada para tal tipo de engano. Eram cabritos orientais, cujo pelo negro e sedoso era às vezes usado como substituto para o cabelo humano. A objeção de Jacó deixa claro que ele não estava tão preocupado com o fato de ser errado, mas com o risco de ser descoberto. A natureza humana degenerada se preocupa menos com o pecado do que com seus resultados. Somente o Espírito de Cristo pode comunicar ao ser humano um coração contrito, arrependido e intrépido para fazer o que é certo e disposto a confiar em Deus quanto aos resultados desse modo de agir (ver 2Co 7:10; Mq 6:8). … Durante anos Jacó havia planejado como obter a cobiçada bênção, e agora ela estava para lhe escapar das mãos, mas bastou um pouco de persuasão por parte de Rebeca para transformar sua hesitação em ativa cooperação. Seus próprios desejos não santificados o tornaram uma vítima fácil das ciladas do tentador. CBASD, vol. 1, p. 387.
15 Jacó foi mais tarde enganado por roupas (37.31-33) (Bíblia de Genebra).
18-27a O diálogo entre pai e filho é uma cena dramática de meias verdades e mentiras completas. O beijo antes do recebimento da bênção (VS 26-27) era uma parte comum da cerimônia de despedida (48:10; 50:1) e é uma outra chance para que Isaque descubra o esquema mentiroso. O leitor é lembrado de outro famoso beijo de traição (Lucas 22:47-48) (Andrews Study Bible).
19 Foi necessária uma mentira após a outra para a realização de seu objetivo. CBASD, vol. 1, p. 387.
20 Notemos como uma mentira conduz a outra! São muito poucos os que se enveredam pelo caminho da fraude e que ficam só na primeira mentira; e como é terrível acrescentar à mentira uma blasfêmia, como quando ele disse que Deus mandara a caça ao seu encontro. Lutero se admira de que Jacó tenha tido o descaramento de fazer aquilo, acrescentando: “É muito provável que eu saísse correndo apavorado e deixasse o prato cair” (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
22 Um dia, Faraó iria desejar ser abençoado por aquelas mãos fraudulentas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
24 És meu filho Esaú mesmo? O sentido de tato de Isaque devia estar seriamente afetado por sua debilidade ou pela idade. Por outro lado, sua audição era mais aguçada, e o fez suspeitar da voz de Jacó. Mas o cheiro do campo e da floresta que estava nas vestes de Esaú (v. 15) parecia confirmar o toque das mãos cabeludas do filho. Finalmente, o flagrante aroma da “saborosa comida”(v. 9) despertou seu apetite, e ele varreu da mente os receios. Não enxergava; mas deixou que o toque, o paladar e o olfato prevalecessem sobre a audição. O erro original que havia conduzido a este engano era do próprio Isaque. Além disso, ele deliberadamente havia levado avante seu plano de investir Esaú do direito de primogenitura em face de uma ordem divina em contrário; e, portanto, Deus permitiu que ele fosse enganado (ver 1Sm 28:6; 1Rs 14:1-6; At 5:1-11). CBASD, vol. 1, p. 387, 388.
27b-29 A bênção é pronunciada de forma poética e contém imagens referenciando as preferências de ambos os filhos (campos abertos e fazendas) (Andrews Study Bible).
27 A bênção se distingue da primogenitura por ser mais espiritual. Era a invocação paterna do favor divino sobre o filho. Neste caso, a súplica de Isaque no sentido de que Jacó recebesse a promessa que Deus fizera mediante Abraão e o próprio Isaque, de que seria uma bênção e portador de bênçãos para o mundo, era algo de caráter espiritual, para o que Esaú jamais estaria capacitado, e mesmo Jacó teria de passar pela disciplina especial de Deus (Bíblia Shedd).
28 Nesta parte do mundo, onde são escassas as chuvas, o orvalho é de extrema importância para propiciar o crescimento da vegetação e a fertilidade da terra, sendo, por consequência, objeto de muitas referências a ele como se fosse uma prova de bênção (cf Deut 23.123-18; Os 14.5 e Zc 8.12) (Bíblia Shedd).
29 Sirvam-te povos. Jacó devia ser preeminente, não apenas sobre seus irmãos (no sentido mais amplo de todos os seus parentes), mas também sobre povos estrangeiros. Esta bênção abrange o conceito do domínio universal, que de fato era o plano original de Deus para Israel (ver Dt 4:6; 28:10; 2Cr 9:22, 23; Sl 126:3; Zc 2:11; 8:22, 23; 14:16; PJ, 289, 290). CBASD, vol. 1, p. 388.
33 estremeceu… de violenta comoção. O verbo geralmente expressa medo intenso (42:28; Êx. 19:16) mas é usado aqui numa estrutura gramatical e expressa maior intensificação. Isaque está em pânico (Andrews Study Bible).
e ele será abençoado. As bênçãos (como as maldições), uma vez pronunciadas, são eficazes e irrevogáveis (Bíblia de Jerusalém).
34-38 As lágrimas de Esaú são devidas a sua frustração e sua imensa raiva (Andrews Study Bible).
35 A bênção era uma maneira pela qual se expressava a última vontade, considerada de obrigação permanente, embora apenas proferida oralmente (Bíblia Shedd).
36 Não é com razão que se chama ele Jacó? Quanto ao significado do nome de Jacó, ver com. de Gênesis 25:26. CBASD, vol. 1, p. 388.
Jacó, “aquele que segura o calcanhar”, portanto, “Suplantador”, o que tira vantagem sobre outros pela astúcia (Bíblia Shedd, sobre Gn 25:26).
A reclamação de Esaú é marcada pelo uso de duas palavras de sons parecidos: bekorah “direito de primogenitura” e berakah “bênção” – e ambas foram roubadas por Jacó (ver 25:26) (Andrews Study Bible).
37 que me será dado fazer-te agora, meu filho. Embora Isaque soubesse que Deus havia escolhido a Jacó, ele tinha pretendido dar tudo a Esaú (Bíblia de Genebra).
38 Levantando Esaú a voz, chorou. Em resposta à súplica adicional de Esaú: “Não reservaste, pois, bênção nenhuma para mim?” Isaque repetiu, em essência, a bênção pronunciada sobre Jacó e disse a Esaú que não podia fazer nada mais por ele. Quando até seu pai, seu melhor amigo, pareceu se voltar contra ele, Esaú finalmente acordou para a terrível percepção de que Deus o havia rejeitado completamente. Suas lágrimas expressavam tristeza pela perda, mas não pela conduta que havia tornado essa perda inevitável. Suas lágrimas eram ineficazes porque ele já não era mais capaz de arrepender-se verdadeiramente (ver Hb 12:17). Como um abismo intransponível, seu caráter imperfeito se colocava entre ele e a percepção daquilo que agora lhe parecia ser de incomparável valor (ver Jr 8:20; Lc 16:26; PJ, 271). CBASD, vol. 1, p. 388, 389.
39-40 A bênção de Isaque para Esaú não é muito encorajadora (Andrews Study Bible).
40 Viverás da tua espada. O modo de vida e a ocupação dos edomitas eram bem adaptados ao seu país. Esta predição encontrou cumprimento nas disposição feroz e guerreira dos edomitas, que ganhavam o sustento caçando e controlando pela força as rotas de comércio. CBASD, vol. 1, p. 389.
Servirás a teu irmão. A promessa a Esaú abrangia uma luta perpétua e não totalmente inútil para libertar-se de Jacó. Isso foi uma repetição da predição divina feita antes do nascimento deles (Gn 25:23). A história dos filhos de Edom, em grande parte, confirma a servidão deles a Israel, a revolta para se libertarem e a reconquista por parte de Israel. … Foi só no reino de Acaz que os edomitas sacudiram permanentemente o jugo dos reis de Judá (2Rs 16:6; 2Cr 28:16, 17). Por fim, contudo, foram completamente vencidos por João Hircano, em cerca de 126 a.C., compelidos a aceitar a circuncisão e absorvidos pelo estado judeu (Josefo, Antiguidades, xiii.9.1; xv.7.9). … As predições de Isaque quanto a seus dois filhos cumpriram-se, assim, de maneira exata (Hb 11:20). A bênção sobre cada filho constituiu uma profecia. Embora Isaque estivesse sendo enganado quando falou sobre Jacó, o que ele disse não deixou de ser inspirado, e Jacó permaneceu abençoado (Gn 27:33). O fato de isso ter ocorrido não indica a aprovação divina sobre o ato de engano, pois Deus não depende de artifícios para realizar Sua vontade. Deus não ordenou o engano – agiu apesar dele. A bênção veio a Jacó, não por causa do engano, mas a despeito disso. Tanto os pais como os filhos agiram errado, e cada um, a seu próprio modo, sofreu como resultado disso. … Por seu desprezo de Deus e das coisas religiosas, Esaú perdeu para sempre os privilégios da liderança da família, que cabiam ao primogênito. CBASD, vol. 1, p. 390.
41 Os dias de luto. O desespero de Esaú logo se transformou em ódio mortal contra o irmão. Mas, por respeito ao pai, decidiu poupá-lo da tristeza e da vergonha do fraticídio intencionado. Pensando que a doença do pai terminaria numa rápida morte, adiou o assassinato que havia planejado. É claro que ele não podia saber que o pai se recuperaria e viveria outros 43 anos. CBASD, vol. 1, p. 390.
Este capítulo ensina claramente que: 1) Não é da vontade de Deus que façamos o mal, esperando que disso advenha o bem (Rm 6.1,2); 2) Esteja-se certo de que o pecado acha o pecador (Nm 32.23), pois todos os envolvidos que pecaram sofreram amargamente; 3) Andemos na luz como Ele na luz está (1 Jo 1.7); 4) O Senhor reina (Is 40.25-28) (Bíblia Shedd).
43 Dotada sempre de surpreendentes recursos e determinação de ânimo, Rebeca arquitetou um plano para salvar a vida de Jacó, em face da ira mortal evidente em Esaú. Ela conseguiu convencer a Jacó de que um curto exílio em Harã seria suficiente para amainar o ódio de Esaú. Conseguiu, também, convencer a Isaque, lembrando-lhe que de Harã viera sua esposa e de quão grandes tristezas lhe tinham acarretado as mulheres de Esaú (46). Dificilmente poderia ocorrer a Rebeca a dura realidade de que aquela seria a última vez que ia ver seu filho predileto (Bíblia Shedd).
45 providenciarei e te farei regressar. Jacó ficaria ausente durante vinte anos (31.38); Rebeca nunca mais viu seu filho (Bíblia de Genebra).
Por que hei eu de perder os meus dois filhos num só dia. Ambos seriam perdidos se Jacó fosse morto por Esaú, e Esaú, por um vingador de sangue (9.6; Nm 35.19-21)(Bíblia de Genebra).
Se Esaú matasse Jacó, então o parente mais próximo deste estaria obrigado, pelo costume, a matar Esaú. Talvez Esaú arrazoasse que sua própria popularidade pessoal no acampamento o protegeria de tal eventualidade, particularmente após a morte do pai. CBASD, vol. 1, p. 390.