Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 50 – Rosana Barros by Ivan Barros
5 de junho de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?” (v.19).

A morte de Jacó causou grande comoção não só à sua família, mas também aos egípcios, que ‘o choraram por setenta dias’ (v.3). Após esse período, José transmitiu à casa de Faraó o pedido de Jacó para ser sepultado ‘na caverna do campo de Macpela, que Abraão comprara com o campo, por posse de sepultura’ (v.13). Com a permissão de Faraó, José viajou com o corpo embalsamado de Jacó, acompanhado de seus irmãos e dos ‘principais da terra do Egito, de modo que o cortejo foi grandíssimo’ (v.9). A parada para mais sete dias de lamentação e luto, que chamou a atenção dos próprios cananeus, revela o quão impactante foi a influência de Jacó no Egito.

Ainda com o coração entristecido, José teve que lidar com a desconfiança de seus irmãos. Temendo a vingança de José pelo mal que lhe haviam feito, enviaram mensageiros com um suposto pedido de Jacó, ‘antes da sua morte’ (v.16). A Bíblia relata que, enquanto a mensagem era entregue, José chorava. Seus irmãos haviam convivido com ele durante os dezessete anos em que seu pai viveu no Egito, mas, mesmo assim, duvidaram do amor e do perdão de José. No entanto, as palavras e a atitude de José revelaram mais uma vez seu caráter nobre: ‘Assim, os consolou e lhes falou ao coração’ (v.21). José teve uma vida feliz e longeva, fazendo ‘jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui’ (v.25).

Amados, iniciamos o livro de Gênesis com a origem da vida no Éden e o terminamos com a morte de José no Egito. De Adão a José, acompanhamos a jornada da humanidade após a sua queda. E do Éden ao Egito, acredito que já percebemos o enorme contraste causado pelo pecado. No princípio, enquanto Deus dava vida ao mundo, ‘as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus’ (Jó 38:7). No fim do livro, a morte de Jacó causou ‘grande e intensa lamentação’ (v.10). Contudo, assim como no começo o Senhor manifestou Sua graça e perdão ao casal errante que merecia a morte – prometendo cuidar deles e de sua descendência, e lhes dando consolo ao coração –, no final, José confirmou seu perdão a seus irmãos errantes, prometendo cuidar deles e de seus filhos, e ‘lhes falou ao coração’ (v.21).

Ó, meus irmãos, ainda existe graça! Ainda existe perdão! E podemos, como José, ser instrumentos da graça e do perdão de Deus na vida de nossos semelhantes. Podemos confiar que, onde o primeiro Adão falhou, o segundo triunfou. ‘Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante’ (1Co.15:45). ‘Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos’ (Rm.5:19). Espero que a mensagem contida no livro de Gênesis tenha ficado muito clara e permaneça muito viva em nosso coração: Deus não abandonou a humanidade à sua própria sorte, mas, em Cristo, o segundo Adão, a redimiu e a perdoou. A decisão agora é nossa: Aceitaremos essa oferta gratuita de salvação?

Nosso amado Deus, sabendo que Jesus é o Verbo, a própria Palavra, nós Te agradecemos porque O encontramos já aqui em Gênesis. Desde o fato de que Ele é o Princípio da Tua criação, o segundo Adão, o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e em José, percebemos um tipo de Cristo, tudo isso enche o nosso coração de esperança e de confiança em Tuas fiéis promessas. Nós Te agradecemos, Pai, pelo conhecimento de Ti através do livro de Gênesis! E o fazemos em nome de Jesus, o vitorioso Filho do Homem. Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos e perdoados por Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis50 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



GÊNESIS 50 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
5 de junho de 2025, 0:30
Filed under: Sem categoria

GÊNESIS 50 – Alguém pode ter-se chocado com os relatos perversos dos personagens do povo de Deus. Não é pelo fato do texto bíblico descrever suas falhas que devemos abandonar a leitura. Ao perseverarmos nas Escrituras, notamos como Deus tem poder para reverter casos aparentemente irrecuperáveis.

“Durante os anos em que José estivera separado dos irmãos, estes filhos de Jacó se haviam mudado em seu caráter. Invejosos, turbulentos, enganadores, cruéis e vingativos tinham eles sido; mas, agora, quando provados pela adversidade, mostraram-se abnegados, leais uns para com os outros, dedicados ao pai, e, sendo eles homens de idade mediana, sujeitos à sua autoridade”, comenta Ellen White.

Assim, encerramos com vitória o último capítulo do primeiro livro contendo a história do povo de Israel. A esperança nasce ao percebermos que “as pessoas podem mudar. Os corações podem ser amolecidos. Novos rumos podem ser tomados. Milagres podem acontecer. Os candidatos menos prováveis para o reino celestial podem se tornar justos mediante Jesus Cristo e Sua graça infinita. Por isso, devemos sempre olhar para o próximo de forma aberta, pensando no que pode vir a ser. Enquanto houver vida, as pessoas têm o potencial de se tornar o que Deus quer que sejam mediante Seu amado Filho”. Desta forma, “não podemos esquecer de que João, sob inspiração divina, registrou [os nomes dos filhos de Jacó] em ligação aos redimidos na vinda de Cristo: Os selados – os especiais – os 144.000 (ver Ap 7:4-8; 21:12). É uma grande honra para aqueles irmãos, considerando todo seu passado”, analisa Philip W. Dunham.

Na morte, a esperança de Jacó e José é evidente nas promessas/profecias de Deus. Como eles, devemos ser movidos pelas promessas/profecias de Deus. Essa certeza também deveria tomar conta dos israelitas que sofriam como escravos nas insalubres fábricas de tijolos.

A profecia bíblica deve nos tornar convictos a tal ponto de agirmos focados nelas, pois certamente elas passarão de promessas a realidades (Gênesis 50:24-25).

Em breve Jesus virá resgatar-nos deste mundo que nos escraviza com suas filosofias opressoras e destruidoras. Enquanto esse dia não chega, permitamos que Deus transforme nosso caráter e ofereçamos perdão a quem precisa de paz no coração! Ódio, vingança e retaliação são eliminados pelo perdão!

Deixe Deus conduzir. Sabendo que tudo coopera para o bem, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



GÊNESIS 49 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
4 de junho de 2025, 1:30
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: GÊNESIS 49 – Primeiro leia a Bíblia

GÊNESIS 49 – BLOG MUNDIAL

GÊNESIS 49 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



GÊNESIS 49 by Luís Uehara
4 de junho de 2025, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/49

Gênesis 49 nos traz um sério aviso: nossas escolhas e ações têm uma influência decisiva em nossas vidas e na de nossos descendentes.

Muitas vezes nos surpreendemos ao ver como nossos filhos Christian e Giovani têm comportamentos e defeitos semelhantes aos nossos. Sabemos que traçar um caminho próprio tem sido uma luta, uma busca racional e espiritual para fortalecer as boas características e minimizar as más influências que lhes transmitimos.

Mas Gênesis 49 também traz boas notícias: não precisamos necessariamente estar presos à maldição de uma origem ruim. A graça de Deus pode transformar uma maldição em bênção. Simeão e Levi, por causa de seu caráter violento, influenciaram a dispersão de suas tribos em Israel (v. 7). Mas por causa de uma escolha sábia da tribo de Levi para se opor ao caminho fácil da idolatria (Êxodo 32:26), Deus escolheu os levitas como uma tribo sacerdotal para Israel.

Temos duas escolhas hoje: apenas lamentar noss
as fraquezas ambientais e hereditárias, ou nos submeter à ação do Espírito Santo para transformar nosso caráter à semelhança de Jesus. Deus pode transformar suas boas escolhas em uma linda colheita com efeitos eternos para nossos filhos naturais e espirituais.

Jeferson e Gisele Quimelli
Professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa
Paraná, Brasil

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/49
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



GÊNESIS 49 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
4 de junho de 2025, 0:50
Filed under: Sem categoria

1441 palavras

1-28 O último testamento de Jacó aos seus filhos (incluindo bênçãos e também algumas maldições) é um importante documento legal. Alinhado com sua natureza solene está o fato de ter sido escrito em poesia. A maioria das profecias de louvor ou recriminação são escritas em palavras que jogam com os nomes dos filhos ou fazem referências a animais e não são facilmente reproduzidas em uma tradução (Andrews Study Bible).

As declarações anunciadas por Jacó e anunciadas neste capítulo não são, propriamente, bênçãos. São predições relacionadas com as doze tribos de Israel, divinamente inspiradas, que de modo bem exato, retratam os caracteres dos respectivos ancestrais (Bíblia Shedd).

As palavras do patriarca inspirado profetizaram o destino das doze tribos que descendiam de seus filhos, em sua maior parte por meio de trocadilhos com seus nomes ou através de comparações com animais. Os nomes e as ações (boas ou más) dos doze filhos prenunciavam o destino de cada tribo. Essas bênçãos proféticas no final do período patriarcal foram organizadas de acordo com as mães – os seis filhos de Lia (vs. 3-15), os quatro filhos das servas (vs. 16-21) e os dois de Raquel (vs. 22-27) – e exibiam a soberania de Deus sobre a nação. Elas serão expandidas mais tarde na “benção de Moisés” (Dt 33), conferida no limiar da conquista da Terra (Bíblia de Genebra).

1 dias vindouros. As profecias de Jacó englobam toda a história de Israel, desde a conquista e distribuição da terra até o reino do Messias, Jesus Cristo (v. 10). Ver Nm 24.14; Dt 31.28-29; Is 2.2 (Bíblia de Genebra).

3-7 As profecias sobre os primeiros três filhos de Lia – Rúben, Simeão e Levi – anunciam o castigo por faltas cometidas e não usam comparações com animais (Bíblia de Genebra).

3 Rúben. Ver 29.32; 35.22. A herança de um filho do antigo Oriente Próximo não poderia ser alterada por uma decisão arbitrária do pai, mas tais mudanças poderiam ser feitas se ocorressem sérias ofensas sexuais do filho contra a família (Bíblia de Genebra).

Impetuoso. O comportamento de Rúben foi negligente e destrutivo. O termo em hebraico, aqui, denota orgulho e presunção (cf Jz 9.4; 1Cr 5.1-2) (Bíblia de Genebra).

não serás o mais excelente. É claro que Ruben não se mostrou excelente em coisa, como podemos verificar no fato de que nenhum só juiz, ou profeta, se refere como provindo dessa tribo. Muito cedo, ela foi conquistada por Moabe (Jz 5.15-16) (Bíblia Shedd).

6-7 no seu furor mataram homens Maldito seja o teu furor.  A violência referida aqui se relaciona com a destruição desnecessária de Siquém (34:25). A dispersão de Simeão se verificara mediante a absorção da tribo pela da de Judá. A maldição sobre Levi foi transformada em bênção visto que a tribo foi separada para as funções sacerdotais, caso em que veio a atuar como representante da nação diante de Deus. Tal transformação resultara do fato de que os levitas tomaram partido em favor do Senhor no ensejo da repressão do pecado relacionado com o bezerro de ouro (Êx. 35.25-29) (Bíblia Shedd).

7 dividi-los-ei… espalharei. Compartilhando de uma inclinação a uma ira e crueldade destrutivas, Simeão e Levi constituíam-se uma ameaça à paz (34.25-31). Após o êxodo do Egito, a tribo de Simeão diminuiu em importância e não foi mencionada na bênção de Moisés (Dt 33). Simeão não recebeu uma herança separada na Terra Prometida, mas a essa tribo foram destinadas cidades pertencentes à herança de Judá (Js 19.1-9). Semelhantemente, a tribo sacerdotal de Levi recebeu cidades por toda a terra (Js 21.1-42) (Bíblia de Genebra).

8 Judá significa “Louvor”. No futuro, as demais tribos teriam razões de louvar a esta tribo, uma vez que Davi, sua dinastia e o Messias foram da linhagem de Judá (cf Is 11.1 e Mt 1.1-17) (Bíblia Shedd).

As tribos se prostraram diante do descendente de Judá, Davi, por causa de seus feitos heróicos (2Sm 5.1-3) (Bíblia de Genebra).

8-12 Note a extensão e conteúdo da bênção de Judá. Apesar de não ser o primogênito (de nenhuma da mulheres de Jacó), sua transformação de caráter e liderança o prepararam para tarefas mais elevadas. O título messiânico “Leão de Judá” é baseado neste texto. O termo “Siló” no v. 10, é de tradução particularmente difícil. Ele é repetido quase literalmente em Ez. 21:27, onde é relacionado a um rei davídico. Aponta para um futuro rei de Israel, vindo da tribo de Judá. Tipologicamente, aponta além de Davi, para Cristo que é o Rei messiânico perfeito (Andrews Study Bible).

9 leãozinho. O termo significa força, coragem e ousadia (Jz 14.18; Pv 28.1). O leão era um símbolo adequado para os reis guerreiros da linhagem real davídica de Judá culminando no Messias conquistador, Jesus Cristo (Ap 5.5) (Bíblia de Genebra).

10 O cetro não se arredará. Uma profecia que foi posteriormente aperfeiçoada e confirmada pela aliança davídica (2Sm 7.16) ((Bíblia de Genebra).

11-12 A bem-aventurança do governante messiânico é representada pelo vinho (um símbolo de prosperidade, 27.28) e pela sua beleza (Sl 45.2-9) (Bíblia de Genebra).

13 A Zebulom, sexto filho de Lia, é prometido lugar favorável, com respeito ao mar Mediterrâneo. Js 19.10-16, entretanto, indica que o território desta tribo não limitava, propriamente, com o mar. De qualquer maneira, tinha fronteira com a Fenícia que era o maior poder marítimo de então e, sem dúvida, ganhou muita prosperidade através desse contato (Bíblia Shedd).

14 Issacar é comparado com um animal de carga, satisfeito com a tranquilidade na terra, e pronto a se sujeitar aos cananitas (Bíblia Shedd).

15 trabalho servil. Tendo falhado em expulsar os cananeus para fora do seu território, a tribo de Issacar aparentemente desejava negociar sua liberdade em troca do trabalho forçado (cf. Jz 1.28-30). Issacar livrou-se do jugo cananeu sob a liderança de Débora e Baraque (Jz 5.15) (Bíblia de Genebra).

16  (“juiz”) julgará, isto é, ganhará justiça e prestígio para essa tribo pela astúcia e luta contra outras tribos e os cananitas (Bíblia Shedd).

julgará. Ou “trará justiça a eles”. Ver 30.6 (Bíblia de Genebra).

17 serpente. Embora pequena, Dã era perigosa e subitamente atacava para derrubar inimigos maiores (Jz 18). O danita Sansão, sozinho, derrotou os filisteus (Jz 13-16) (Bíblia de Genebra).

19 Gade. Este versículo consiste num jogo de palavras (quatro das seis palavras hebraicas tem som semelhante a “Gade”) indicando o constante perigo a que Gade estava constantemente exposta por causa de seus vizinhos ao sul e ao leste (Amom e Moabe) (Bíblia de Genebra).

20 Aser ganhou como herança as terras baixas desde o Carmelo até Tiro. Era uma das partes mais férteis da Palestina, abundando em trigo e azeite de oliveira (cf 1 Rs 5.11) (Bíblia Shedd).

pão… delícias. Uma referência à sua terra fértil (Dt 33.24; Js 19.24-31). Ver 30.13 (Bíblia de Genebra).

21 A descrição de Naftali como gazela solta, sugere a ideia de agilidade, vitalidade e liberdade. Esta tribo herdou a terra à volta do mar da Galiléia, que se relacionaria com a vinda do Messias (cf Is 9.1,2 com Mt 4.15,16) (Bíblia Shedd).

22 frutífero. A estéril Raquel produziria a tribo mais frutífera (30.2,22; 41.52). se estendem sobre o muro. Os filhos de José mais tarde procurariam aumentar seu território (Js 17.14-18) (Bíblia de Genebra).

24-25 Note a admirável multiplicação de nomes divinos (Bíblia de Genebra).

24 Poderoso de Jacó é um título que se refere não somente às maravilhas feitas na vida do grande patriarca, mas também fala do futuro em que Ele tornará esta pequena família numa nação poderosa, abençoada e benéfica (cf Is 1.24, 49.26) (Bíblia Shedd).

25 Todo-poderoso. Heb El Shaddai (Bíblia Shedd).

abençoará. A raiz hebraica para “abençoar” é usada seis vezes neste versículo. Essas bênçãos significavam a fertilidade da terra alimentada pela água vinda do céu e das profundezas da terra (1.6-8) e a fertilidade do corpo (“seios e da madre”; 1.22; cf Nm 24.5-7). As bênçãos outorgadas aos homens na criação estavam concentradas em José (Bíblia de Genebra).

27 Benjamim é um lobo. Ver 35.18. Esta tribo, posteriormente, teria a reputação de um guerreiro feroz (Jz 20.14-25) (Bíblia de Genebra).

29-33 Esta é a cena final da morte e Jacó. Antes de morrer, Jacó relembra aos seus filhos que seu local de sepultamento não é no Egito, mas na terra da promessa, aonde seus ancestrais estão descansando (25:8). Sepultamento é o termo chave nesta seção e no próximo capítulo. Note que Jacó será enterrado com sua primeira mulher, Lia – não com Raquel (Andrews Study Bible).

49.29 – 50.26 Crendo nas promessas de Deus feitas a Abraão e Isaque acerca de Terra Prometida (13.15), Jacó pediu para ser enterrado com eles em Canaã (49.29-32; cf 47.29-31). José também instruiu a sua família para enterrá-lo na Terra Prometida depois do êxodo (50.24-26; cf 24.32). O enterro de Jacó na caverna de seus pais e a determinação de José para ser enterrado em Canaã destacam a solidariedade da família da aliança e apontam adiante para o êxodo do Egito. A unidade da família será enfatizada adiante pelas bondosas palavras de José e suas provisões para os seus irmãos que haviam lhe causado mal (50.15-21) (Bíblia de Genebra).

33 recolheu os pés na cama. Na iminência da morte, Jacó ainda está no controle (Andrews Study Bible).



Gênesis 49 – Rosana Barros by Ivan Barros
4 de junho de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

“A Tua salvação espero, ó Senhor!” (v.18).

As últimas palavras de Jacó foram predições que revelavam o que havia de acontecer à sua descendência ‘nos dias vindouros’ (v.1). Mas algumas bênçãos de Jacó a seus filhos mais pareciam maldições. Na verdade, o caráter de cada um também foi revelado, desde Rúben até Benjamim. Mesmo aqueles que receberam palavras mais duras, o objetivo ali era o de abrir-lhes os olhos para a necessidade de uma mudança genuína. Dentre todos, Dã foi chamado de serpente e de traidor. Era o famoso ‘morde e assopra’. Contudo, foi o único filho em que Jacó acrescentou um clamor: ‘A Tua salvação espero, ó Senhor!’ (v.18). O velho pai percebeu a seriedade da situação, caso seu filho não se arrependesse.

Apesar de ser o mais velho, Rúben em certo sentido perdeu a bênção da primogenitura, pois ousou deitar-se ‘com Bila, concubina de seu pai’ (Gn.35:22). A Simeão e Levi foi atribuído um trato violento, devido ao episódio em que mataram todos os homens de Siquém para vingar a humilhação de sua irmã Diná (Gn.34:25). Das bênçãos proferidas, a de Judá certamente é a mais especial. O seu arrependimento provou-se verdadeiro e Deus tinha planos para a sua descendência que ele nunca poderia imaginar. Pois a bênção de Judá apontava para Cristo, o Redentor do mundo. Não sei se Judá entendeu a grandiosidade daquelas palavras, mas certamente, aqueceram e fizeram arder o seu coração.

Outra bênção muito especial foi dada a José. Na verdade, foram bênçãos de toda sorte, ‘bênçãos dos altos céus’, ‘bênçãos das profundezas’, ‘bênçãos dos seios e da madre’ (v.25), para aquele ‘que foi distinguido entre seus irmãos’ (v.26). José realmente era diferente de seus irmãos e em toda a sua vida buscou ser fiel a Deus e andar em integridade na Sua presença. Ele, de fato, poderia ter sido o escolhido para gerar a descendência da qual viria o Messias. Mas acredito que a eleição de Judá revela algo maravilhoso: Deus tem propósitos grandiosos para todo pecador que se arrepende. Se Judá compreendeu, de fato, o que significavam as palavras de seu pai, em seu íntimo deve ter declarado: ‘Eu não mereço!’.

Amados, quando a graça de Cristo atinge em cheio um coração arrependido, a primeira reação é justamente esta: ‘Senhor, eu não mereço!’. Essa é a condição que permite ao Espírito Santo encontrar entrada e fazer morada. Mas é por não merecermos, é por nossa grande necessidade, que a graça de Deus encontra a sua razão de ser. Talvez se na genealogia de Jesus encontrássemos apenas homens como Enoque, José, Elias, Daniel, poderíamos pensar: ‘Que chance há para mim?’. Porém, na genealogia do Salvador do mundo encontramos homens e mulheres que cometeram muitos pecados e até mesmo crimes graves, mas que encontraram lugar de arrependimento e foram transformados pelo poder da graça divina.

Portanto, as palavras de repreensão de Jacó a alguns de seus filhos foram profecias condicionais. Se permitissem que Deus lhes transformasse o caráter, a última palavra a respeito de seu futuro seria do Pai Celestial. A tribo de Levi, por exemplo, por ter demonstrado zelo pelas coisas de Deus, recebeu a bênção divina (Êx.32:25-29) e foi eleita como a única tribo que poderia servir no templo (Nm.3:11-12). Da mesma forma, Deus pode mudar a sorte de qualquer pessoa que, sinceramente, O busque de todo o coração. Ele tem o poder de transformar prostitutas em mulheres puras, assassinos em homens de paz, bêbados em homens sóbrios, orgulhosos em humildes, avarentos em caridosos. Ou seja, há oportunidade para todos. ‘Porque para com Deus não há acepção de pessoas’ (Rm.2:11).

Ainda existe graça disponível para você. Aceite, hoje, esse dom gratuito! Entregue ao Senhor o papel da história de sua vida. Se você permitir, Ele apagará os seus pecados com a borracha do sangue de Jesus e escreverá o seu nome no Livro da Vida do Cordeiro com tinta que jamais se apaga.

Pai Eterno, nós Te agradecemos porque ainda que tenhamos tomado decisões erradas no passado, o Senhor deseja cuidar de nós no presente, nos preparando para um futuro glorioso. Tantos são os defeitos de caráter que precisam ser corrigidos em nossa vida! Ajuda-nos, Pai, por Tua graça e misericórdia! Como Davi, clamamos: ‘Cria em nós um coração puro e renova dentro de nós um espírito reto’! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, transformados pela graça!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis49 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



GÊNESIS 49 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
4 de junho de 2025, 0:30
Filed under: Sem categoria

GÊNESIS 49 – O primeiro livro da Bíblia pode ser dividido em duas partes. Primeiramente, um resumo de 2000 anos mostrando como Deus lidou com o pecado e salvou a humanidade no Dilúvio (Gênesis 1:1-11:32). Depois, um detalhamento de 300 anos nos 39 capítulos subsequentes relatando como Deus livrou a humanidade da fome. No primeiro caso, Deus usou Noé; no segundo, José.

Os 11 capítulos iniciais formam a introdução divina para justificar a preparação de uma nação para alcançar às demais nações para a salvação; a pregação do evangelho deveria começar com Israel, e chegar às outras nações.

A profecia de Gênesis 15:13-16, cumprindo-se ao pé da letra, e a teologia de Gênesis apresentam Deus agindo em prol de Israel. Porém, antes de adentrar à Terra Prometida, 10 dos 12 espias foram pessimistas, levando todo o povo à rebelião contra seus líderes espirituais (Números 13:1-14:38). Consequentemente, os filhos de Israel permaneceram 40 anos no deserto para que aprendessem a teologia pura: na teoria e na prática. Se tivessem assimilado a mensagem de Gênesis, o povo teria confiado no Deus que conduz à história apesar das grandes hostilidades e obstáculos no caminho. Será que, individual e coletivamente, não estamos enfrentando os desertos áridos da vida por negligenciar a teologia do primeiro livro da Bíblia?

Os personagens fiéis de Gênesis moveram-se motivados por promessas e profecias; portanto, esse livro tem um teor profético (Gênesis 3:15; 12:1-2; 15:13-16; 28:10-22; 37:5-10; 41:1-36, etc.). No penúltimo capítulo, Jacó profere bênçãos proféticas. A profecia “cobre de maneira notável toda a história israelita: passado, presente e futuro. A profecia reflete o futuro lugar de cada uma das tribos e pode retratar toda a atuação de Deus com Israel, desde a conquista de Canaã até a restauração no reino milenar de Cristo”, observa Merril F. Unger.

A profecia neste capítulo surge como testamento, que seria confirmado no decorrer da história. Deus mostra que por mais complexa que seja a vida, Ele faz a jornada terminar em vitória. A primogenitura concedida a Judá é a profecia indicando a vinda do Messias que viria reinar.

Deixe Deus te conduzir, não há nada melhor que confiar tudo a Ele! Ao guiar nossa história, Sua graça atua na desgraça transformando nossa trajetória!

Reavivemo-nos focando nas profecias divinas! – Heber Toth Armí.



GÊNESIS 48 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
3 de junho de 2025, 1:30
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: GÊNESIS 48 – Primeiro leia a Bíblia

GÊNESIS 48 – BLOG MUNDIAL

GÊNESIS 48 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



GÊNESIS 48 by Jeferson Quimelli
3 de junho de 2025, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/48

Este capítulo nos ajuda a entender o caráter de Jacó e a importância dos relacionamentos familiares.

Jacó era um pai afetuoso que chorou pelo desaparecimento de José e lamentou quando Simeão foi preso no Egito. Jacó, agora um avô amoroso, beija e abraça seus netos.

Surpreendentemente, Jacó adota os dois filhos de José, Manassés e Efraim, como seus próprios filhos. Esta foi uma forma de homenagear a memória de sua amada esposa Raquel, a quem ele desejava muito pudesse presenciar aquele momento com os netos. Assim, a profecia dada a José, de que ele teria porção dobrada entre seus irmãos, veio a se cumprir.

Jacó se refere a Deus como o benfeitor de sua vida – Aquele que lhe apareceu em um momento de grande necessidade quando ele fugia para salvar sua vida, e Aquele que prometeu abençoá-lo com muitos descendentes (versículos 3-4). Jacó dá testemunho de que Deus o sustentou e o livrou de todo mal, e suplica a Deus que abençoe os filhos de José (versículos 15-16). As palavras e ações de Jacó revelam a intimidade de sua caminhada com Deus.

Senhor, ajuda-nos a revelar o Teu caráter aos outros, especialmente no círculo familiar.

Jobson Santos
Professor de Religião na Universidade Adventista do Brasil (UNASP)
Hortolândia, Brasil

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/48
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara



GÊNESIS 48 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
3 de junho de 2025, 0:50
Filed under: Sem categoria

743 palavras

1 Manassés e Efraim. José recebeu os direitos de primogenitura e a porção dupla através da adoção de seus dois filhos por Jacó, que os elevou à posição de pais fundadores entre as doze tribos de Israel (37.8; 43.3; 1Cr 5.2). Bíblia de Genebra.

Deus todo-poderoso. Heb El-Shaddai. Bíblia Shedd.

Luz. O nome mais antigo de Betel. Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 Rúben e Simeão. Os dois filhos de Lia são mencionados por serem preteridos a fim de que a porção dupla seja dada a José, o primogênito de Raquel. Rúben perdeu seu direito como primogênito porque corrompeu o leito matrimonial de seu pai (35.22; 43.3; 49.3-4). Bíblia de Genebra.

A adoção dos filhos de José os elevava a uma condição de igualdade com seus próprios filhos mais velhos, que eram Rúben e Simeão. Isto explica a divisão da terra feita posteriormente na qual se verifica que a “casa de José” aparece constituída de duas tribos, isto é, Efraim e Manassés. Bíblia Shedd.

Os filhos que lhes nascerem depois deles serão seus. Tomariam os lugares de Efraim e Manassés, os quais Jacó adotara.  … O território de José, portanto, seria dividido entre Efraim e Manasés, mas Levi (o terceiro filho de Jacó; v. 35.23) não receberia “porção alguma da terra” (Js 14.4). Por isso, o número total de distribuições tribais continuaria doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Raquel morreu em Canaã. V. 35.16-19. Adotados pelo pai de José, Efraim e Manassés tomaram, com efeito, o lugar de outros filhos que Raquel, a mãe de José, poderia ter tido se não tivesse morrido. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A mãe de José, que morrera tão cedo, foi também honrada, postumamente, na adoção dos dois filhos mais velhos de José. Isso explica a alusão feita por Jacó a sua amada Raquel. Suas palavras parecem manifestar um desejo não expresso de que ela tivesse vivido para ver seu filho primogênito exaltado sobre o maior império do mundo na época, e, portanto, em posição de tornar-se um salvador para a casa de seu pai. CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1, p. 505.

12 dentre os joelhos. No antigo Oriente Próximo, os joelhos eram um símbolo de cuidado paternal e, por extensão, de adoção (30.3). Bíblia de Genebra.

14 mão direita. No antigo Oriente Próximo, as declarações orais eram acompanhadas pela imposição da mão direita, uma ação que funcionava como uma garantia legal. Esta é também a primeira vez nas Escrituras em que a bênção é acompanhada de uma imposição de mãos (cf Sl 139.5; Mt 19.13-15). Bíblia de Genebra.

15 José. Usado aqui como coletivo de Efraim e Manassés. Bíblia de Estudo NVI Vida.

pastor. Metáfora régia e íntima de Deus (v. Sl 23.1), usada em Gênesis somente aqui e na bênção que Jacó posteriormente impetrou sobre José (49.24). Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 Anjo. Ver nota em 16.7. O Anjo – o próprio Deus – tinha abençoado anteriormente a Jacó (v. 32.29). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ser chamado pelo nome de alguém era algo como apossar-se da sua vida psíquica e realizar de modo realista a vida do antepassado. Eia a razão por que se diz que Jacó haveria de retornar  a Canaã constituído em grande nação (46.3-4). Bíblia Shedd.

19 Efraim, posteriormente, tornara-se a tribo mais importante do reino do Norte de Israel. Bíblia Shedd.

Durante a monarquia dividida (930-722 a.C.), os descendentes de Efraim eram os mais poderosos no norte. “Efraim” era muitas vezes usado em referência ao Reino do Norte como um todo (v., e.g., Is 7.2, 5, 8, 9; Os 9.13; 12.1, 8). Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 colocou Efraim à frente de Manassés. Jacó, o filho mais jovem que lutara com Esaú para obter a primogenitura com a respectiva bênção e preferira a irmã mais jovem (Raquel) à mais velha (Lia), agora colocou o filho mais jovem de José acima do mais velho. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O motivo de dar a bênção do primogênito ao segunda ao nascer aparece frequentemente em Gênesis. Jacó podia até ter perdido a maior parte de sua visão física mas ainda tinha visão profética. Andrews Study Bible.

21 José morreu no Egito mas seus ossos foram trasladados para Canaã. Um conceito ainda mais significativo era o de que o ancestral continuaria a viver através dos filhos. Pelo fato de Efraim e Manassés terem recebido herança na terra de Canaã, José continuaria vivendo, voltando, portanto, àquela terra prometida. Bíblia Shedd.

22 região montanhosa. A palavra hebraica [shechem, cf.  Bíblia de Genebra.] assim traduzida é identificada com o topônimo Siquém, onde José foi posteriormente sepultado num terreno herdado por seus descendentes (v. Js 24.32; v. tb. 33.19; Jo 4.5). Bíblia de Estudo NVI Vida.