Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 36 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
30 de abril de 2024, 0:45
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Cercados pelos inimigos, atordoados pelos juízos e constantemente assediados por escarnecedores, os filhos de Israel sofreram o opróbrio resultante de sua rebeldia. Pela prevaricação de Seu povo, o nome de Deus foi zombado diante das demais nações. Mas, “de Deus não se zomba” (Gl.6:7). De modo que, “no fogo do [Seu] zelo” (v.5), o Senhor faria cair sobre aquelas nações o opróbrio pelo qual desprezavam a Israel (v.7). Em sonoros e repetidos “assim diz o Senhor Deus”, Ele deixou bem claro a autoria de tal juízo e Seu objetivo de vindicar a honra de Seu “santo nome” (v.22).

Ninguém gosta de ter seu nome envolvido em questões que venha a difamá-lo ou diminuí-lo. Nosso nome e reputação geralmente são duas coisas pelas quais zelamos. E o que estava em jogo naquele tempo não era tão somente a reputação de um povo, mas o caráter do seu Deus. Na genealogia de Adão podemos encontrar no significado de cada nome um recado de Deus à humanidade. Desde então, tornou-se um costume dentre o povo de Deus dar nome aos filhos com significados especiais. Nomes que fossem significativos na construção de seu caráter e até mesmo uma definição do que se tornariam.

Contudo, nem sempre o nome correspondia ao chamado de Deus. Abrão, por exemplo, significa “pai elevado”, e Deus mudou o seu nome para Abraão, “pai de uma multidão”. Jacó significa “aquele que vem do calcanhar”, ou há ainda quem entenda como “suplantador”. E o Senhor mudou o seu nome para Israel, “homem que luta com Deus”, ou “homem que vê Deus”. Jabez, que significa “tristeza” ou “gerado com dor”, não teve o seu nome mudado, mas apesar do seu nome, Deus o ergueu como “homem mais ilustre do que seus irmãos” (1Cr.4:9), concedendo-lhe uma vida de ricas bênçãos. Já alguns que carregavam no nome um áureo significado, como Saul, que significa “pedido a Deus” ou “desejado”, perderam por completo o sentido quando se afastaram dos propósitos divinos.

A questão é que o nome de Deus carrega o eterno peso de Seu imutável caráter. E a apostasia de Seu povo fez com que os povos da Terra questionassem o caráter divino. Os “montes de Israel” (v.1) eram um símbolo da presença de Deus, lugares em que o Senhor tantas vezes Se apresentara declarando Suas leis e erguendo-as como transcrição de Seu caráter. Mas esses mesmos montes haviam se tornado em lugar de idolatria e licenciosidade, profanando assim a santidade dAquele que os chamou para ser “um rebanho de santos” (v.38). Diante disso, assim disse o Senhor: “Vindicarei a santidade do Meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; as nações saberão que Eu sou o Senhor, diz o Senhor Deus, quando Eu vindicar a Minha santidade perante elas” (v.23).

Foram estas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:8). Qual a função de uma testemunha? Relatar o que viu e o que ouviu a respeito de algo ou alguém. A testemunha pode ser a favor ou contra uma determinada pessoa. Em um tribunal, as testemunhas podem ser questionadas pelo magistrado, pela defesa ou pela acusação. Sua participação pode definir um caso ou influenciar na decisão do juiz. Nosso papel, portanto, requer um fiel testemunho da pessoa de Jesus Cristo. Uma obra, porém, que, Jesus deixou bem claro, só pode ser realizada mediante o poder de Seu Espírito.

Não devemos nos esforçar por obedecer, mas nos esforçar por pedir o Espírito, que nos motiva a obedecer. Percebem, amados? Como água pura, o Espírito Santo é derramado sobre nós a fim de nos purificar de nossos pecados e nos preparar a fim de que sejamos a Sua habitação: “Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (v.27). A obra do Espírito Santo implica primeiro uma mudança de coração, ou seja, um reavivamento: “Dar-vos-ei um coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (v.26). Para, só então, haver uma mudança de hábitos e pensamentos, uma reforma: “Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações” (v.31).

Quando esta obra for completada no meio do povo de Deus, “Então”, e só então, “as nações que tiverem restado ao redor de vós, saberão” (v.36) que o Senhor tem uma igreja na Terra com testemunhas que representam com fidelidade o Seu santo nome. Uma igreja que teme e treme da Palavra do Senhor (Is.66:2) e que, “como um rebanho de santos” (v.38), pelo poder do Espírito, se une ao coro angelical: “Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (Ap.4:8).

Amados, se um dia já fomos motivo de profanação ao grande nome de Deus, que, a partir de hoje, possamos permitir que o Espírito Santo tenha total liberdade para agir em nossa vida e torná-la em fiel testemunho do evangelho eterno de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). E, em breve, o Senhor nos dará “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17). Um nome que glorificará o nome do nosso Deus para sempre.

Querido Deus, louvado seja o Teu santo nome! Queremos louvá-Lo com nossa vida. Então, Senhor, concede-nos o poder do Espírito Santo, a fim de que sejamos Tuas testemunhas não somente aguardando, mas apressando a Tua volta. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel36 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 36 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
30 de abril de 2024, 0:40
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EZEQUIEL 36 – Um estômago empedrado devido a ter sido colocado nele muitos lixos chamados, muitas vezes, de alimentos, deixa-o insensível para absorver os nutrientes. O hábito de comer errado arruína o sistema digestório. Os aparelhos digestivos precisam ser sensíveis para funcionar corretamente.

Da mesma forma, o coração de pedra está longe do ideal. O coração endurecido pelo pecado é indiferente, arrogante, estúpido e torna o indivíduo numa pessoa grossa, bruta e desumana.

• É o amor – não a indiferença, a frieza ou o sentimento de superioridade –, que torna-nos mais humanos.
• É a sensibilidade – não a rudeza, estupidez e a grosseria – que nos leva ao plano original de Deus para nós.

Enquanto o pecado nos faz cada vez mais insensíveis, brutos, animalescos, orgulhosos e tolos nos endurecendo cada vez mais para a bondade, a polidez e a misericórdia, o evangelho nos transforma; assim, em vez de causadores de mágoas, tristezas, amarguras e promotores de marcas profundas de agruras nos outros tornamo-nos bênçãos amando ao próximo, revelando Deus para uma sociedade que definha no pecado.

Precisamos aproximar-nos mais do Deus de amor, cheio de misericórdia e graça, assim nos tornaremos mais sensíveis, mais tolerantes, mais compreensíveis, ou seja, mais humanos! É sobre isso que Deus trata em Ezequiel 36, ao prometer restaurar Israel e renovar o coração de Seu povo. Ele promete uma nova aliança e um novo espírito, removendo os corações de pedra e dando um coração de carne.

“Satanás induz as pessoas a pensar que, por terem experimentado êxtase de sentimentos, estão convertidas. Mas sua experiência não muda. Seus atos são os mesmos que antes. Sua vida não demonstra bons frutos. Oram frequente e longamente, e constantemente se referem aos sentimentos que tiveram em tal e tal ocasião. Não vivem, porém, a vida nova. Estão iludidas. Sua experiência não vai além de sentimento”, comenta Ellen White.

E complementa, “ter uma mudança de coração é retirar as afeições do mundo, e uni-las a Cristo. Ter um coração novo é possuir uma mente nova, novos propósitos, motivos novos. Qual o sinal de um coração novo? – A vida transformada”.

Num ambiente corrompido pelo pecado (Ezequiel 36:1-23), devemos buscar renovação espiritual e a transformação que só podem vir da genuína reconciliação com Deus (Ezequiel 36:24-38). Assim, nos reavivaremos! – Heber Toth Armí.



EZEQUIEL 35 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
29 de abril de 2024, 1:00
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Texto bíblico: EZEQUIEL 35 – Primeiro leia a Bíblia

EZEQUIEL 35 – BLOG MUNDIAL

EZEQUIEL 35 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



EZEQUIEL 35 by Luís Uehara
29 de abril de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/35

Ezequiel fechou o círculo em suas proclamações contra as nações. O monte Seir e Edom foram mencionados na primeira mensagem de Ezequiel, no capítulo 25. Agora, Seir e Edom voltam ao foco. O objetivo desta mensagem é mostrar o futuro livramento de Israel.

Os edomitas foram impiedosos quando Israel e Judá foram invadidos pelos assírios e babilônios, unindo suas espadas aos dos invasores. Agora eles mesmos serão perseguidos pela espada.

No passado, em diversas ocasiões, os edomitas derramaram sangue inocente. Agora o sangue deles é derramado. A injustiça pode governar por um tempo, mas no juízo final ela se voltará contra a pessoa que não se arrepender.

Quando o Senhor voltar, como Ele julgará aqueles que são chamados pelo Seu nome? Somente poderemos encontrá-Lo em paz se tivermos buscado a paz e a justiça em nossa vida terrena (Mt 5:9).

Qual é a minha resposta quando os inocentes sofrem? Faço parte da multidão que os oprime, assim como aqueles que condenaram e crucificaram a Jesus? Ou me coloco ao lado da justiça e da verdade? No final das contas, é isto que o Juiz de toda a terra está procurando: pessoas que amam a paz e a bondade.

Apesar das doutrinas certas terem a sua importância e o seu lugar, no juízo final não ajudará em nada termos apenas aceitado intelectualmente as doutrinas corretas. O que realmente importará é como eu tratei meus companheiros seres humanos.’

Ross Cole
Avondale College, Austrália

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/35
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



EZEQUIEL 35 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
29 de abril de 2024, 0:50
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720 palavras

Uma profecia contra Edom, símbolo tipológico de uma longa oposição ao povo do SENHOR. Deus defenderia seus seguidores, e Seir (palavra sinônima para Edom) seria destruída por causa de seu ódio, seu orgulho e violência. Bíblia de Estudo de Andrews.

Ezequiel está provavelmente usando Edom para representar todas as nações opositoras ao povo de Deus. O capítulo 36 diz que Israel será restaurada, enquanto este capítulo diz que Edom (os inimigos de Deus) serão feitos “uma terra desolada”. Life Application Study Bible Kingsway.

1 A palavra do SENHOR. É ordenado ao profeta que apresente outra profecia contra Edom (Ez 25:12-14). Por que mais uma condenação no meio de promessas de restauração? O profeta anota os obstáculos para a reocupação da Palestina. Os edomitas tinham invadido parte do sul da Palestina depois de Israel ter sido levado cativo. Babilônia, provavelmente, tenha permitido isso porque Edom parece ter tomado partido contra Israel no cerco de Nabucodonosor a Jerusalém (ver com. do v. 5). O profeta prediz a completa remoção desse obstáculo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 762.

Seir. Edom (v. 15), parente de Israel (uma vez que Jacó e Esaú eram gêmeos, Gn 25.21-30) e seu inimigo constante, da parte de quem a fraternidade era muitas vezes procurada, mas raramente achada (cf. Am 1.11). Era necessário lidar com Edom antes de Israel poder achar paz (cf. Gn 32, 33). V. 25.12 e nota [BEV]; Is 63.1-6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

[O monte Seir] é o maciço central do território dos edomitas, e representa Edom. … Tanto durante as invasões dos assírios, como durante as de Nabucodonosor, os edomitas aproveitaram para se estender sobre o território conquistado. Bíblia de Estudo de Andrews.

Do heb. Se’ir, que vem de uma raiz que significa “ser cabeludo”. Este era o nome do cabeça de uma família de horeus que se ligou por matrimônio a Esaú, de quem descendem os edomitas … Também designa uma cadeia montanhosa a leste da Arabá, que se estende desde o Mar Morto, ao sul. Aqui o termo, poeticamente, representa Edom (ver Gn 36:8, 9; Dt 2:1, 5; 1Cr 4:42). CBASD, vol. 4, p. 762, 763.

5 Inimizade perpétua. Este ódio vinha desde o tempo de Jacó e Esaú (Gn 27:41; cf. Gn 25: Na época do êxodo, Edom se recusou a dar passagem a Israel por dentro de seu território (Nm 20:14-21). Dentro do [processo de ] estabelecimento [de Israel] em Canaã, os edomitas assistiram com inveja ao crescente poder de Israel. Edom se unira a Amom e Moabe contra Judá, nos dias de Josafá (2Cr 20:10, 11; cf. Sl 83:1-8; ver introdução ao Sl 83). Parece que, quando os babilônios tomaram Jerusalém, ocupando os portões e colocando-se nas estradas que levavam ao campo, para impedir o escape dos fugitivos (Ob 11-14). No dia da calamidade de Jerusalém, os edomitas de forma maldosa e vingativa exclamaram: “Arrasai-a, arrasai-a, até aos fundamentos”(Sl 137:7). CBASD, vol. 4, p. 763.

na hora da desgraça. Edom saqueou Jerusalém em 586 a.C. (v. Ob 11-14). Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 Eu te fiz sangrar [… visto que não aborreceste o sangue, o sangue te perseguirá]. Ou, “te preparei para o sangue”(ARC). Isso lembra as palavras de Jesus: “Todos os que lançam mão da espada à espada perecerão”(Mt 26:52). CBASD, vol. 4, p. 763.

8 Montanhas … outeiros … vales … correntes. As características físicas aqui mencionadas descrevem a topografia de Edom. CBASD, vol. 4, p. 763.

9 Perpétuas desolações. Ao exultar de forma selvagem pela destruição do rival, e ao pretender superioridade sobre Israel, Edom ficou, contudo, em desvantagem. Para Israel haveria uma restauração; para Edom, apenas perpétuas desolações. CBASD, vol. 4, p. 763.

10 As duas terras. Isto é, Judá e Israel. CBASD, vol. 4, p. 763.

os possuirei. Contrastar com Dt 2.2-6, passagem que proíbe Israel de tomar o território de Edom, porquanto Deus o deu aos descendentes de Esaú. Bíblia de Genebra.

Ainda que o SENHOR Se achava ali. Deus designou o território de Israel como a herança peculiar de Seu povo. Embora Israel estivesse momentaneamente ausente de seu território, Deus ainda tinha interesse na terra e a preservava para o retorno dos exilados. … Na verdade, a terra pertencia a Yahweh (ver Lv 25:23; Os 9:3; Jl 2:18). CBASD, vol. 4, p. 763.

11 Serei conhecido deles quando te julgar. O juízo sobre Edom serviria para convencer Israel de que seu Deus não o havia abandonado. CBASD, vol. 4, p. 763.

15 Como te alegraste com a sorte da casa de Israel, assim também farei a ti. Assim como Edom havia se regozijado com a queda de Israel, outros se alegrariam com a eventual derrocada de Edom. CBASD, vol. 4, p. 763.



EZEQUIEL 35 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
29 de abril de 2024, 0:45
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Como primogênito de Isaque, Esaú tinha por direito a primazia das bênçãos terrenas e espirituais. Crescendo como um forte caçador e líder, seu futuro parecia promissor, de sorte que seu pai estava disposto a lhe conceder tudo o que sua posição lhe garantia. Ao contrário de seu irmão Jacó, dedicado à pacata vida doméstica, Esaú era dado à vida pública e seus interesses visavam a riqueza e o poder. No entanto, sua força física e suposta autoridade eram facilmente derrotadas quando confrontadas com a fraqueza de seu caráter. O que desejava e pensava ser seu por direito, a bênção de não apenas herdar as posses corruptíveis, mas um nome que faria parte da tríade dos patriarcas de Deus, trocou pela satisfação de seu apetite (Gn.25:27-34).

Semelhante à troca feita no Éden, Esaú trocou a bênção pela maldição, de sorte que sua vida revelou o cumprimento da profecia dada a Rebeca em sua atribulada gravidez gemelar: “Respondeu-lhe o Senhor: Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão: um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço” (Gn.25:23). Não era necessário que Rebeca usasse de mentiras para que fossem cumpridas as palavras do Senhor e sua astúcia custou caro para Jacó, que teve de enfrentar um caminho sobremodo difícil. Nem tampouco Isaque agiu com sabedoria intentando conceder ao mais velho o que Deus havia reservado “ao mais moço”. Mas ainda que o homem faça planos, mesmo que seja com a intenção de “ajudar” nos propósitos divinos, Deus, em Sua infinita misericórdia, usa até mesmo as frustrações e sofrimentos a fim de nos levar para mais perto dEle.

Não era propósito do Senhor que Esaú fosse o pai de uma nação inimiga de Seu povo. A profecia dada a Rebeca não era um futuro predestinado, mas a revelação de um Deus onisciente. Se Esaú tivesse se humilhado perante o Senhor como fez Jacó, certamente sua descendência também seria herdeira das mesmas promessas. Seir, ou Edom, se refere à descendência de Esaú, que se tornou uma terrível inimiga e perseguidora da nação de Israel. Infelizmente, o emocionante reencontro dos irmãos há tantos anos separados (Gn.33:4), não destronou o orgulho do coração de Esaú, que continuou perseguindo, por suas próprias forças, a bênção que havia perdido.

A experiência de Esaú nos é apresentada como uma importante e urgente exortação, como está escrito: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb.12:14-17).

O que para os homens é uma aparência promissora, para Deus pode ser a causa determinante do fracasso. Esaú se apegou a um direito nominal, enquanto rejeitou o seu dever de submissão ao governo divino. Vivemos hoje sob o constante desafio de não cair na mesma armadilha: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). Esaú reclamou as promessas de Deus como se delas fosse merecedor. Jacó lutou com Deus com o coração contrito e quebrantado reconhecendo o seu demérito. Oh, amados, quanto necessitamos daquela noite de santa luta! Quanto necessitamos do toque corretivo de Deus em nossa coxa! Para que mancos, possamos reconhecer a nossa total dependência de Deus e urgente necessidade de mudança.

Sobre a nossa necessidade atual, há uma promessa a todos nós: “A história de Jacó é também uma segurança de que Deus não lançará fora aqueles que, arrastados ao pecado, se voltam a Ele com verdadeiro arrependimento. Deus enviará Seus anjos para confortá-los no tempo de perigo. Os olhos do Senhor estão sobre Seu povo. As chamas da fornalha parecem prestes a consumi-los, mas o Refinador os apresentará como ouro provado no fogo” (Ellen G. White, “O Grande Conflito”, edição condensada, CPB, p.270).

Clamemos pelo Espírito Santo, amados! Invoquemos o nome do Senhor, e Ele nos dará a herança de Jacó para sempre!

Santo Deus e Pai, como Esaú, muitos têm ignorado e até mesmo rejeitado a herança que o sangue de Cristo lhes garantiu. Dão as costas ao Senhor, enquanto declaram fazer parte do Teu povo. Oh, Deus Eterno, nos ensina a lutar em oração como Jacó! Arranca do nosso coração tudo aquilo que Te desagrada! Mostra-nos em que temos pecado contra Ti e santifica-nos! Que o Teu Espírito habite em nós, Pai de amor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros da promessa!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel35 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 35 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
29 de abril de 2024, 0:40
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EZEQUIEL 35 – O profeta de Deus, neste capítulo, enfatiza a responsabilidade individual e coletiva pelas ações e consequências.

Ezequiel 35 descreve uma mensagem profética dirigida aos habitantes de Edom. Ezequiel denuncia os pecados e ações injustas cometidas pelos edomitas, incluindo sua hostilidade contra israelitas. De um ponto de vista ético, o texto sagrado ilustra princípios como justiça, retidão e responsabilidade moral. Destaca-se a condenação da atitude egoísta e vingativa de Edom, que resulta em sofrimento para outros povos.

Desta forma, estamos diante de uma mensagem inspirada que ressalta a importância da equidade, compaixão e respeito pelos direitos e dignidade dos outros, bem como a responsabilidade pelas consequências de nossas ações em relação aos outros; fica evidente que as injustiças não passam despercebidas aos olhos de Deus e resultam em consequências severas (Ezequiel 35:1-4). A partir disso, considere os seguintes destaques:

• A punição de Edom é vista como consequência direta de suas ações. Isso salienta a justiça divina, onde as ações de uma pessoa ou nação têm consequências morais. Existe uma relação entre o comportamento humano e as intervenções divinas (Ezequiel 35:5-9).
• A condenação de Edom se deve ao seu ódio revelado na ira e no ciúme para com o povo de Deus em dias de dificuldades. A falta de empatia e compaixão com os necessitados atrai a retribuição de Deus, lembrando que precisamos mostrar piedade e solidariedade com os outros, especialmente aqueles que estão sofrendo, mesmo sendo estrangeiros (Ezequiel 35:10-11).
• A sentença contra Edom destaca a responsabilidade moral das nações e indivíduos por suas decisões e ações. Todos nós somos responsáveis não apenas por nossas ações diretas, mas também como respondemos ao sofrimento dos outros. Orgulho não passa de entulho que deve ser exterminado (Ezequiel 35:12-13).
• A justiça sobre Edom revela a fidelidade de Deus, O qual protege Seu povo. Ele observa tudo o que é feito ao Seu povo e toma providências para agir contra injustiças praticadas contra ele (Ezequiel 35:14-15). Daniel 7 também trata dessa temática, e o faz de forma mais abrangente!

Se aplicarmos o texto a nossa vida, seu conteúdo serve para promover relações justas e pacíficas entre os indivíduos e as nações, incentivando a busca pela justiça e pela reconciliação em vez da vingança e da opressão.

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



EZEQUIEL 34 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
28 de abril de 2024, 1:00
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Texto bíblico: EZEQUIEL 34 – Primeiro leia a Bíblia

EZEQUIEL 34 – BLOG MUNDIAL

EZEQUIEL 34 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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EZEQUIEL 34 by Luís Uehara
28 de abril de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/34

O capítulo 34 começa com Deus condenando o comportamento egoísta dos pastores do Seu rebanho, Israel. Esses pastores alimentavam-se às custas do rebanho. Como resultado, os pastores são descritos como ovelhas gordas e o rebanho do qual deveriam cuidar é descrito como ovelhas magras. Os pastores não estavam fortalecendo os enfermos, curando os enfermos, nem trazendo de volta os dispersos (versículo 4). Em vez disso, estes pastores egoístas usaram a força e a severidade para dominar o rebanho. Por causa do seu comportamento egoísta, o rebanho está espalhado por toda a superfície da terra (versículo 6) e se tornou uma presa.

Portanto, Deus tem que intervir e cuidar do Seu rebanho e fazer o que os pastores egoístas não fazem. Deus faz uma bela promessa: “Porei sobre elas um pastor, o meu servo Davi, e ele cuidará delas; cuidará delas e será o seu pastor”. Esta é uma referência a Jesus, nosso bom Pastor, que será Aquele que cuidará dos filhos de Deus quando os pastores não o fizerem. Jesus o fará. Ele estabelecerá uma aliança com Suas ovelhas e garantirá que elas possam viver com segurança, eliminando as feras maléficas.

Os filhos de Deus não serão mais vítimas porque o Senhor é seu Deus e eles são Seus filhos.

Laura Hamilton
Engenheira Química aposentada, Grand Junction, Colorado, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/34
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



EZEQUIEL 34 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
28 de abril de 2024, 0:50
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1325  palavras

Acusações aos pastores (líderes) egoístas e irresponsáveis e ao mau comportamento das ovelhas (povo); Deus julgará todos e promete colocar Seu Pastor para cuidar do rebanho. Bíblia de Estudo Andrews.

1 A palavra do SENHOR. Uma nova profecia na qual os pastores infiéis são censurados. Deus promete retirar desses pastores o Seu rebanho e colocar “Davi” em lugar deles como pastor (v. 23). A terra será restaurada à plena produtividade. A mensagem do capítulo é semelhante à de Jeremias 23:1 a 8. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 760.

2 Pastores. Do heb. ro’im … O termo é usado metaforicamente para designar os governantes ou líderes (ver 1Rs 22:17; Jr 2:8). CBASD, vol. 4, p. 760.

Os sacerdotes, profetas, anciãos e príncipes que, segundo 22.25-30, tinham negado seu dever de lealdade a Deus, oferecendo ao povo tradições, visões, leis e costumes que não partiam da palavra de Deus, mas sim da vontade humana. A queda de Jerusalém, tendo sido a prova evidente de que Ezequeil era o verdadeiro emissário de Deus, deu a este maior autoridade para debater o assunto acerca dos falsos profetas. Bíblia Shedd.

Apascentam a si mesmos. O pastor deve fazer aquilo que seu nome subentende. É provável que a acusação seja dirigida especificamente aos reis que governaram no último período de Judá. CBASD, vol. 4, p. 760.

3, 4 A acusação é dupla: os pastores usaram o rebanho para usufruírem de vantagens pessoais e faltaram nos seus deveres como pastores. As mesmas acusações têm sua aplicação na vida das igrejas quando os líderes buscam vantagens acima do bem-estar da congregação. Seriam traidores da sua sagrada vocação, culpados como falsos atalaias (33.6). Bíblia Shedd.

3 Gordura. Do heb. heleb. … Uma pontuação vocálica ligeiramente diferente daria a palavra halab, “leite”. Este é o termo que se encontra na tradução da LXX e da Vulgata (ver NVI e BJ). Qualquer dos dois significados se encaixa no contexto. Os governantes cobravam impostos exorbitantes. CBASD, vol. 4, p. 760.

4-6 Deus julgaria os líderes religiosos porque eles tinham sido apanhados em preocupação de si mesmos, negligenciando seu serviço aos outros. … Quando damos excessiva atenção a nossas próprias necessidades e ideias, pode ser que coloquemos Deus de lado e abandonemos aqueles que dependem de nós. Life Application Study Bible Kingsway.

4 A perdida. Ver Jr 50:6; cf. Mt 18:11-14; Lc 15. CBASD, vol. 4, p. 760.

5 Por não haver pastor. Os governantes são censurados pelo desastre que sobreviera a Israel. Seu mau exemplo havia feito com que o povo se afastasse do caminho da justiça. Isso não significa, é claro, que o povo estivesse livre de pecado. Ninguém pode ser forçado a transgredir; o consentimento da pessoa precisa ser obtido primeiramente. É por sua própria escolha que ela segue o mau exemplo de outros. CBASD, vol. 4, p. 760.

6 outeiros elevados. Possível alusão ao culto dos lugares altos. Bíblia de Jerusalém.

9, 10 Líderes verdadeiros focam em ajudar outros, não somente em prosperar. Life Application Study Bible Kingsway.

11-16 Deus promete assumir como pastor de Seu rebanho disperso. Quando nossos líderes falham, não devemos nos desesperar, mas lembrar que Deus está no controle e que promete voltar e cuidar de seu rebanho. Assim, sabemos que podemos recorrer a Deus em busca de ajuda. Ele ainda está no controle e pode transformar qualquer situação trágica para produzir o bem para Seu reino. Life Application Study Bible Kingsway.

11 Assim diz o SENHOR. As ricas promessas dos v. 12 a 31 descrevem as condições que poderiam ter prevalecido se Israel tivesse cumprido as condições de sua parte. As profecias foram parcialmente cumpridas na época do retorno do exílio. Mas, uma vez que os judeus deixaram de buscar uma verdadeira experiência espiritual, tanto durante o exílio como subsequentemente, o cumprimento da profecia foi restrito. Posteriormente, quando rejeitou o Messias, a nação rejeitou para sempre o direito de reivindicar as bênçãos prometidas. Estas promessas foram então transferidas para o novo Israel e devem se cumprir, em princípio, com este povo. … Em sua aplicação espiritual, esses versículos se cumprirão no novo céu e na nova terra, mas teriam encontrado cumprimento literal depois que os judeus voltassem do exílio babilônico, caso tivessem cumprido as condições que Deus estabeleceu. CBASD, vol. 4, p. 760, 761.

Eu mesmo procurarei. Deus mesmo, revelado na terra na pessoa de Cristo, tudo fez para buscar os pecadores perdidos, sendo ele o bom pastor (Jo 10.1-18; Lc 15.3-7). Bíblia Shedd.

14 Pastos bons. Se tivessem sido alcançadas as condições de arrependimento e reavivamento espiritual, o Senhor teria restaurado a Palestina à sua produtividade original, como uma “terra que mana leite e mel”(Êx 3:8, 17; Nm 13:27; etc.). CBASD, vol. 4, p. 761.

16 A gorda e a forte destruirei. A gordura era um sinal de prosperidade. a prosperidade, muitas vezes, leva ao esquecimento de Deus (Dt 32:15). Os pastores infiéis engordaram roubando o rebanho; alimentavam a si mesmos em vez de ao rebanho. CBASD, vol. 4, p. 761.

17 Ó ovelhas minhas. Antes da queda de Jerusalém, Deus manda Ezequiel falar “ao teu povo”, porque Deus não o reconhecia mais como povo particularmente Seu. Ao remanescente, por outro lado, os cativos na Babilônia, … Deus chama de rebanho Seu, explicando que ali no cativeiro estavam protegidos da desgraça final (Jr 24.5-7). Bíblia Shedd.

Entre ovelhas e ovelhas. Deus julgará entre os vários membros do rebanho. Nem todos vão partilhar da restauração; mas só os que se arrependerem e se voltarem para Deus, o pastor (ver Ez 34:20, 22; cf. Mt 25:31-46). CBASD, vol. 4, p. 761.

18 Pisar aos pés o resto. Os falsos pastores são acusados de esbanjamento e desperdício. Aquilo que não usavam, eles estragavam para que ninguém mais pudesse usar. CBASD, vol. 4, p. 761.

Pequenos grupos que almejavam poder para si mesmos e arruinaram a possibilidade de os restantes israelitas sobreviverem em paz, na cidade conquistada. No campo espiritual, pensa-se logo nos fariseus que, tendo em mãos as profecias sobre Jesus Cristo, não somente recusavam converter-se, mas pelas suas interpretações torcidas, não deixavam o povo atender à mensagem (Lc 11.52). Bíblia Shedd.

18-20 Um mau pastor não é apenas egoísta, mas destrutivo. Um ministro que turva as águas de outros levantando dúvidas desnecessárias, ensinando falsas ideias e agindo pecaminosamente, está destruindo a nutrição espiritual de seu rebanho. Life Application Study Bible Kingsway.

23-29 Suscitarei para elas um só pastor. Passagem de esperança messiânica; predição de um novo Pastor davídico que tomaria conta do povo de Deus, o apascentaria e governaria sobre ele como Príncipe. Este bom Pastor  fará uma aliança de paz com seus filhos e lhes dará terra, segurança e muitas bênçãos. Bíblia de Estudo Andrews.

23 Um só pastor. Em contraste, sem dúvida, com os muitos governantes que reinaram antes, e também com referência aos dois reinos de Israel, que deviam ser novamente reunidos. CBASD, vol. 4, p. 761.

Meu servo Davi. Os comentaristas têm aplicado esta predição ao Messias (Jr 23:5, 6; Lc 1:32). … Jesus, vindo em carne e, mais tarde, vindo em glória, passou a ser o cumprimento desta predição. CBASD, vol. 4, p. 761.

Davi é que as apascentará. Compare v 15 que declara que o próprio Deus apascentará as Suas ovelhas. Jesus Cristo tem cuidado dos Seus na Sua qualidade de Filho do homem, tendo Sua plena humanidade da família real de Davi (Mt 1.6-16). Quando jesus assim faz, é o próprio Deus agindo (Hb 1.3). A plenitude das duas naturezas de Cristo se revela em Hb 5.7-10; a natureza divina é necessária para conceder a salvação eterna, e a humana é necessária para que haja solidariedade com a humanidade e compreensão das nossas fraquezas. Ele é a revelação que os homens entendem. Bíblia Shedd.

23-25 Paz, aqui, significa mais que ausência de conflito. É contentamento, plenitude e segurança. Life Application Study Bible Kingsway.

25 Acabarei com a s bestas-feras. Foi dada a Israel a oportunidade de assumir uma vez mais seu papel como centro do reino espiritual de Deus que devia abranger o mundo todo, e como tal lhe foram prometidas todas as vantagens temporais (ver Ez 34:14; 26-30). CBASD, vol. 4, p. 761.

30, 31 Expressões únicas de um relacionamento de aliança entre Deus e seu povo. Bíblia de Estudo Andrews.

30 Ovelhas do Meu pasto. Esta é a aplicação da figura. É uma grande demonstração de graça quando o Deus do Céu condescende em ter comunhão com pessoas que, como um rebanho, se extraviaram dEle. CBASD, vol. 4, p. 761.