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JÓ 33 – Sem submissão total à revelação de Deus ficaremos tateando nas trevas da ignorância, acreditando sinceramente possuir inteligência.
Eliú faz tentativas de oferecer respostas às perguntas e dúvidas de Jó sobre a natureza de Deus e o propósito do sofrimento. Para isso, segue uma estrutura tripartite em seu discurso ao deprimente Jó:
Introdução (Jó 33:1-7):
• Eliú apresentou-se como quem tem mensagens de Deus para Jó.
• Seu propósito visava convencer Jó a ouvir suas palavras.
• Ele garantiu que seria sincero e só falaria a verdade.
Conteúdo do discurso (Jó 33:8-30):
• Eliú repreende Jó por alegar impecabilidade diante de Deus.
• Argumenta que todos os humanos são merecedores de punição por serem pecadores.
• Reforça a tese de Elifaz, Bildade e Zofar, porém, vai além ao argumentar que Deus pode enviar aflições para corrigir e disciplinar as pessoas.
• Ele enfatiza a importância de ouvir a voz de Deus e arrepender-se perante Ele.
Apelo final (Jó 33:31-33):
• Primeiramente, incentiva Jó a falar.
• Imediatamente, incentiva Jó a calar-se.
• Eliú pretende ensinar sabedoria a Jó.
Em síntese, parece que Eliú queria falar sem interrupções, convicto que suas palavras eram tão poderosas, importantes e relevantes que não deveriam ser interrompidas, ou contestadas. Isso sugere que Eliú achava-se dono da verdade, e não estava nem um pouco aberto a questionamentos ou dúvidas. Tal atitude revela uma pequena janela para a complexidade das relações interpessoais, indicando a perplexidade das discussões e comunicação humanas.
Será que atualmente existem pessoas como Eliú? Analise: Pessoas como Eliú…
• Acreditam que suas opiniões e perspectivas são as únicas corretas.
• Não dão abertura a questionamentos que confrontem suas opiniões.
• Falam demais.
• Não consideram importantes as opiniões alheias.
• Criticam e mal interpretam as ponderações dos outros.
Observe que, “Jó disse que não mentia (6:30), que não era perverso (10:7), que era justo e reto (12:4) e que não havia desobedecido a Deus (23:11-12), mas em nenhum momento afirmou ser irrepreensível. Persistiu em asseverar sua integridade (2:3; 27:4-5), mas nunca declarou ser perfeito. Na verdade, negou que o fosse (9:20-21). A premissa de Eliú [33:9] era equivocada, pois confundiu as palavras de Jó com as de Zofar [11:4]” (Warren Wiersbe). Ou seja, nem todo…
• sincero fala com sinceridade!
• mensageiro de Deus fala a Palavra de Deus!
Cuidado, vamos reavivarmo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JÓ 32 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 32 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/32
A idade por si só não lhe dá sabedoria. Sabedoria e conhecimento são adquiridos com uma boa dose de busca incansável e incontáveis horas de estudo. Eliú disse aos três homens: “Não são só os mais velhos, os sábios, não são só os de idade que entendem o que é certo.” Eliú foi paciente e esperou que os três homens respondessem ao desafio que Jó havia feito, mas os homens não tinham nada a dizer, porque não estavam escutando. Eles ouviram, mas não entenderam.
Eu acredito que Eliú respeitava Jó de certa forma, porque embora Jó estivesse questionando a Deus, ele havia pensado sobre o que Ele estava dizendo. Ao ler este capítulo, quero que você pense criticamente. Entenda a Palavra de Deus para que você possa entendê-lo. O problema de Jó era que ele era muito desconfiado. Ele questionou o caráter de Deus e Seu senso de justiça. Ele não enxergava porque Deus fizera o que fez.
Quero enviar uma mensagem aos jovens desta geração. Estude a Bíblia. Não seja como os três homens que falaram sem entender. Mantenha a Bíblia perto de seu coração e leia as palavras dEle. O livro de Jó tem uma mensagem poderosa esperando para ser descoberta por você.
Zawadi Lukwardo
Estudante, Academia Adventista dos Grandes Lagos, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/32
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553 palavras
Eliú … introduziu um novo ponto de vista. Enquanto os três amigos de Jó tenham dito que ele estava sofrendo por algum pecado passado, Eliú disse que o sofrimento de Jó não iria desaparecer até que ele percebesse o seu pecado presente. Ele sustentava que Jó não estava sofrendo por causa do pecado, mas que estava pecando por causa do sofrimento. Eliú apontava que a atitude de Jó se tornara arrogante ao ele tentar defender sua inocência. Eliú também disse que sofrimento não significa punição tanto quanto pode significar correção e restauração, para manter-nos no caminho certo. Há muita verdade na fala de Eliú. Ele estava pedindo para que Jó olhasse para seu sofrimento de uma perspectiva diferente e com um propósito maior em mente. Enquanto seu discurso esteja num nível espiritual mais elevado do que os de seus amigos, Eliú ainda assume equivocadamente que uma resposta correta ao sofrimento sempre trará cura e restauração (33:23-30) e que sofrimento está, sempre, de algum modo, conectado a pecado (34:11). Life Application Study Bible Kingsway.
1 Cessaram … de responder. Apesar da magnífica defesa de Jó, seus amigos desistiram dele, pois o consideraram teimoso, obstinado e cheio de justiça própria. Não puderam responder aos argumentos dele, mas não ousaram abrir mão de suas próprias tradições. Jó os teria satisfeito apenas se confessasse, humilhado, que pecara. isto ele não podia, em sã consciência, fazer; portanto, a discussão entre Jó e Elifaz, Bildade e Zofar terminou num impasse. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 658.
7-9 o fôledo do Todo-Poderoso, que lhes dá entendimento. Não é suficiente reconhecer uma grande verdade; ela deve ser vivida em cada dia. Eliú reconheceu a verdade de que Deus é a única fonte da real sabedoria, mas ele não usou a sabedoria de Deus para ajudar a Jó. Enquanto que ele reconhecia de onde a sabedoria vinha, ele não buscou adquiri-la. Tornar-se sábio é uma busca constante, de uma vida inteira. Não se contente em apenas saber sobre a sabedoria, faça ela parte da sua vida. Life Application Study Bible Kingsway.
8 Espírito. Aqui Eliú dá a razão para se aventurar a falar, embora fosse o mais novo do grupo. ele concluiu que o entendimento vem, não da idade, mas do Espírito de Deus. Uma vez que a sabedoria é dom divino, tanto os jovens quanto os idosos podem possuí-la. CBASD, vol. 3, p. 658.
18 não me faltam palavras. Os discursos de Eliú continuam sem trégua até o fim do cap. 37. Tem, porém, uma contribuição genuína a oferecer para o problema que Jó está enfrentando. Ao mesmo tempo, não se rebaixa a falsas acusações a respeito da vida pregressa de Jó, mas em geral limita suas críticas às citações extraídas das próprias palavras de Jó. Talvez seja essa a razão porque Deus, no epílogo, não condena Eliú junto com os três amigos de Jó (v. 42.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 odres novos prestes a se romper. Odres velhos tendem a rachar ou rebentar-se (v. Mt 9.17), mas não os novos. Obviamente, Eliú está ansioso para falar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 acepção. Eliú sinceramente deseja ser justo. Nega que tenha preferências pessoais. Não deseja ser influenciado pela idade, posição social ou amizade pessoal. Sua filosofia certamente vai desagradar alguns de seus ouvintes; portanto, ele sente a necessidade de fazer esta declaração com respeito a sua objetividade. CBASD, vol. 3, p. 659.
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“Permiti, pois, que eu fale […] Não farei acepção de pessoas” (v.20,21).
Eliú, que até então era desconhecido na narrativa, apareceu como alguém que acompanhava a conversa de Jó com seus amigos desde o início. Ele deixou bem claro que não se pronunciou anteriormente pelo fato de ser o mais novo daquele grupo, e que também estava ansioso por iniciar a sua fala e levantar a sua tese. Para ele, tanto Jó quanto seus amigos estavam não somente errados, mas tudo o que haviam falado tinha lhe provocado a ira (v.3).
Apesar de sua declarada indignação, a postura de Eliú pareceu ter sido menos agressiva, pedindo permissão a Jó para poder falar, prometendo não fazer “acepção de pessoas” (v.21). O jovem, que até então não fazia parte daquele debate, demonstrou o respeito e a consideração que os três amigos mais velhos não tiveram, e ficou de fora da reprovação divina dada no final do livro; o que alguns estudiosos acreditam ser prova de que as palavras de Eliú foram aceitas por Deus.
Em algumas situações, precisamos de um conciliador, alguém que nos ajude a dirimir conflitos de uma forma justa e imparcial. Todos nós temos um Conciliador em comum, amados: Aquele que “não faz acepção de pessoas” (At.10:34) e que, por mais que tenha motivos para nos acusar, escolheu nos amar: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
Que possamos, hoje, estar com os ouvidos bem atentos para ouvir a voz de um Deus que anseia falar conosco e nos contar a Sua sabedoria: “Invoca-Me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jr.33:3). “Porque melhor é a sabedoria do que joias” (Pv.8:11). Que o Espírito Santo nos torne sábios através de uma vida em harmonia com a Palavra de Deus; “que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos” (Hb.2:1). Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor eterno!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jó32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 32 – A retórica, como arte da comunicação, se usada com sabedoria, integridade e graça, não para manipular e enganar os ouvintes, pode ser de grande valia para transmitir ensinamentos divinos.
Eliú foi comunicar nato, que deve ter ficado calado devido a sua pouca idade diante de grandes e experientes sábios em seus discursos rebuscados. Porém, ao ouvir atentamente os quatro preletores – Jó, Elifaz, Bildade e Zofar – defendendo suas posições, ficou indignado e decidiu quebrar o silêncio deixado por Jó. Iniciou seu monólogo com técnicas de retóricas e linguagem poética, visando envolver sua audiência e exercer influência com uma mensagem memorável e impactante!
É possível perceber que Jó insinuava ser mais justo que Deus. “Jó havia afirmado que ele estava certo, e Deus, errado”, por isso Eliú não ficaria calado; contudo, “Eliú se propõe a fazer sua parte para ajudar Jó… Eliú sentiu-se compelido a falar. Revela-se cheio de palavras e se compara a odres cheios de vinho, estando prestes a arrebentar-se” (Comentário Bíblia Andrews).
Observe estas técnicas de comunicação de Eliú em Jó 32:
• Introdução: Antes de apresentar algum conteúdo, apresente-se, explique a razão de discursar, apesar das desvantagens (Jó 32:1-5).
• Autoridade argumentativa: Sabedoria não vem com a idade apenas, mas também e principalmente com a inspiração divina (Jó 32:6-10).
• Antítese: Eliú repreende a Jó por argumentar contra Deus e censura seus amigos pela incapacidade de responder a Jó; todos os filósofos deveriam submeter-se inteiramente à sabedoria que vem de Deus e à Sua soberana vontade (Jó 32:11-14).
• Retórica da indignação: Não com grosseria, brutalidade ou agressividade, mas com maestria poética e retórica da imagem, pode-se enfatizar a justiça de Deus frente à injustiça humana (Jó 32:15-22).
Para captar a atenção do público e apresentar uma mensagem clara é imprescindível utilizar a retórica como ferramenta. Para tanto,
• Conheça o público alvo: Além de respeitar a audiência, é importante conhecê-la para adaptar a mensagem conforme sua necessidade e expectativa.
• Preze pela clareza e a objetividade: Não se pode deixar espaço para interpretações ambíguas ou duvidosas, para que a mensagem seja compreendida e apreendida.
• Mantenha a paciência e a calma: Ao discursar é importante manter a compostura, evitando reações emocionais negativas que possam comprometer a mensagem.
Sejamos sábios ao transmitir a mensagem de Deus. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JÓ 31 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 31 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/31
Jó encontra-se em uma situação desesperadora no capítulo 31. Seus amigos e familiares optam por não acreditar que Jó é um homem puro e santo, então ele sente a necessidade de se defender de seus amigos que continuam desonrando sua integridade.
Essa situação me lembra de uma luta com a qual todos já lidaram antes. Seja provando que está certo no tribunal, na aula ou para sua mãe, todo mundo já sentiu a necessidade de provar que está certo e muitas vezes ficamos bravos ou chateados na tentativa.
No capítulo 31, Jó também assume a responsabilidade pelos pecados dos quais foi acusado. “Ah, se alguém me ouvisse! Agora assino a minha defesa. Que o Todo-poderoso me responda; que o meu acusador faça a acusação por escrito.” (v. 35) “Eu bem que a levaria nos ombros e a usaria como coroa.” (v 36)
Jó estava sendo acusado persistentemente de ser um pecador perverso, mas ele foi capaz de responder com calma e não teve vergonha de apresentar esses pecados acusados na frente de cada homem e mulher. Portanto, não se chateie ao sofrer acusação como é natural de nosso caráter, mas responda com calma e aceitação porque somente Deus pode conhecer seus pecados ou sua justiça e o trabalho de julgar é apenas dEle.
Cora Hall
Aluna, Academia Adventista dos Grandes Lagos, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/31
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1097 palavras
A mais importante questão na mente de Jó no cap. 31 é a falsa acusação de que fosse homem de iniquidade excepcional, não sofrendo mais do que o merecido. … Ele apela para Deus com um juramento para o nome divino, desafiando as sanções divinas se estivesse mentindo. … Jó é vítima de falsas acusações, por isso a sua defesa lhe era uma obsessão. Bíblia de Genebra.
1-4 Jó não tinha apenas evitado o grande pecado do adultério; ele não tinha tomado nem os primeiros passos em direção ao pecado ao olhar para uma mulher com desejo. Jó sabia que ele era inocente de pecados internos e externos. No cap. 29, Jó revisou suas boas ações. Aqui, no cap. 31, ele lista os pecados que ele não cometeu – em seu coração (v. 1-12), contra seus vizinhos (v. 13-23) e contra Deus (v. 24-34). Life Application Study Bible Kingsway.
1 Fiz aliança com meus olhos. Prometi solenemente para mim mesmo. Andrews Study Bible.
como, pois, os fixaria eu numa donzela? A fim de estar à altura do padrão divino, tanto os pensamentos quanto os atos deviam ser puros. Jó enfrentou o problema fazendo um pacto consigo de que não permitiria sua mente demorar-se na sedução da lascívia. Na linguagem figurada do texto, foi feita uma aliança entre a consciência e os olhos, um acordo que impunha aos olhos uma obrigação definitiva de não se demorar sobre o que sugerisse pensamentos impuros. CBASD – Comentário Bíblico Dventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 654.
6 não tenho culpa. Não subentende perfeição impecável. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 às minhas mãos se apegou qualquer mancha. Esta é a conhecida ilustração das mãos limpas. Não é preciso entender que Jó estava afirmando nunca ter havido qualquer mancha em suas mãos, mas ele nega que qualquer mancha tenha se apegado a suas mãos. CBASD, vol. 3, p. 655.
12 seria fogo. A condescendência com este pecado [“seduzir por causa de mulher”, v. 9] tende a destruir tudo que é bom num homem. Ela é desoladora em seus efeitos. CBASD, vol. 3, p. 655.
desarraigaria toda a minha renda. A experiência revela como a imoralidade frequentemente leva à pobreza (ver Lc 15:11-32). CBASD, vol. 3, p. 655.
13-23 Jó revela entender de modo genuíno as questões da justiça social: a igualdade entre os seres humanos baseia-se na criação(v. 13-15); é essencial a compaixão pelos necessitados (v. 16-20), e não deve haver abuso de poder e de influência (v. 21-23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Aquele que me formou … não é o mesmo que nos formou…? Este verso revela clara compreensão da igualdade dos seres humanos diante de Deus (ver At 17:26). Jó estava muito á frente de sua época no reconhecimento da atitude apropriada de um senhor para com um escravo. O fato de Deus ser o criador de todos, tanto senhores como escravos, é uma das grandes revelações da Bíblia. CBASD, vol. 3, p. 655.
18 desde o ventre CBASD, vol. 3, p. 655. Uma hipérbole [exagero]que indica que Jó não se lembrava de não ter atendido às necessidades dos indefesos. CBASD, vol. 3, p. 655.
19 por falta de roupa. Jó precedeu Dorcas (At 9:36-42) em muitos séculos (ver Is 58:7; Ez 18:7,16; Mt 25:36). CBASD, vol. 3, p. 655.
22 caia a omoplata. Que o juízo caia particularmente sobre as partes do corpo que fizeram o mal ou que se recusaram a fazer o bem. CBASD, vol. 3, p. 656.
23 o castigo de Deus…enfrentar Sua majestade. Jó declara temor e respeito por Deus,os quais apresenta como razões por que não poderia ter sido culpado dos atos cruéis a ele atribuídos. CBASD, vol. 3, p. 656.
24-28 Jó afirma que depender da riqueza para a felicidade é idolatria e nega ao Deus do Céu. Nós desculpamos a obsessão de nossa sociedade por dinheiro e posses como se fossem um mal necessário ou o “modo como tudo funciona” no mundo moderno. Mas todas as sociedades em todas as eras tem valorizado o poder e o prestigio que o dinheiro traz. Os verdadeiros crentes devem se despojar do profundamente arraigado desejo por mais poder, prestígio e posses. Eles não devem negar seus recursos a vizinhos de perto e de longe que tem necessidades físicas desesperadas. Life Application Study Bible Kingsway.
26 se olhei para o sol. Uma referência específica à idolatria. O culto ao sol era comum no antigo Oriente e dominante no Egito havia longo tempo. A adoração à Lua era subordinada à adoração ao Sol. Parecia haver uma tendência natural para se adorar aquilo que fornecia luz (ver Dt 4:19; 2Rs 23:5; Ez 8:16). CBASD, vol. 3, p. 656.
27 beijos lhes atirei com a mão. Era costume beijar os ídolos (1Rs 19:18; Os 13:2). Os corpos celestes estavam tão longe que os adoradores não podiam ter acesso a eles e, portanto, expressavam sua adoração beijando a mão. O que Jó quer dizer é que nunca participou dessa idolatria. CBASD, vol. 3, p. 656.
28 infiel a Deus (NVI). A prática da idolatria nega a Deus. Andrews Study Bible.
29-32 O pecado de se alegrar com a desgraça do inimigo era condenado por Moisés (Êx 23.4, 5) e por Cristo (Mt 5.43-47). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33-34 Forte repúdio à hipocrisia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jó declarou que ele nem mesmo tentou esconder seus pecados , como os homens costumeiramente fazem. O medo de que nossos pecados sejam descobertos nos leva ao engano. Nos cobrimos de mentiras para que pareçamos bons aos outros. Mas não podemos nos esconder de Deus. … Quando você reconhece seus pecados, você se liberta para receber perdão e uma nova vida. Life Application Study Bible Kingsway.
35-37 O clímax: Jó coloca a sua assinatura de compromisso (“Eis aqui a minha defesa assinada!” e desafia que alguém lhe faça uma acusação específica. Bíblia de Genebra.
37 mostrar-Lhe-ia. Jó não tinha nada a esconder de Deus. Ele está disposto a divulgar todos os atos de sua vida. Irá responder à acusação de Deus em todos os pormenores. CBASD, vol. 3, p. 657.
38 Se a minha terra clamar contra mim. a razão para a reclamação da terra é dada no v. 39: práticas antiéticas nas fazendas [roubo ou morte/apropriação indébita]. Andrews Study Bible.
39 Jó está seguro de que não cometeu um dos pecados comuns dos grandes proprietários de terra. CBASD, vol. 3, p. 657.
40 Fim das palavras de Jó. Jó encerra seu caso com a sua assinatura. Agora o resto depende do juiz. Bíblia de Genebra.
Suas queixas e seus argumentos chegaram ao fim. Só voltará a fazer declarações breves de arrependimento (40:4, 5; 42:2-6) depois dos discursos divinos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Assim termina o argumento do patriarca em seu próprio favor. Até o fim ele protesta sua integridade. Jó oscila entre a esperança e o desespero. Sua atitude para com Deus é a de alguém ferido, que busca ser curado. Houve avanço ruma a uma solução, mas os fios emaranhados só são alinhados quando Deus se revela (Jó 38:1). CBASD, vol. 3, p. 657.
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“Tomara eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação!” (v.35).
O fim das palavras de Jó descreve um resumo de sua defesa. Ponto por ponto, ele declarou a sua integridade conforme a sua consciência lhe permitia. Jó trouxe à tona os pecados aos quais estava exposto e revelou o segredo de sua integridade: “Fiz aliança com meus olhos” (v.1). Ou seja, ele fez uma resolução de não contemplar o mal, de desviar os olhos de qualquer ameaça que pudesse corromper o seu coração. Para Jó, o pecado do adultério e da lascívia começava pela contemplação, uma verdade que foi confirmada por Jesus: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt.5:27-28).
A obediência aos mandamentos de Deus requer constante vigilância e oração. Jó sabia disso, e como um homem temente ao Senhor, mas também como um falho ser humano, conhecendo suas limitações, se desviava do mal. Semelhante a Jó, precisamos fazer uma aliança com os nossos olhos, pois eles são “a lâmpada do corpo” (Mt.6:22). De nada vale para Deus a aparência de piedade a mascarar uma mente pervertida e dominada pelas baixas paixões. Somos transformados à imagem do que contemplamos. Precisamos, portanto, fixar os nossos olhos no único lugar seguro: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2).
Selar um compromisso com os nossos olhos significa entregá-los aos cuidados do Espírito Santo, o colírio divino (Ap.3:18). E, certamente, sempre que vier a tentação e o perigo de nos desviarmos do caminho eterno, ouviremos a Sua voz a nos dizer: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Mas isso não se refere apenas ao pecado do adultério. Jó mesmo prosseguiu em sua defesa com relação a outros pecados em que poderia ter caído. Podemos dizer que Jó 31 é o “louvor do homem virtuoso” se compararmos com a descrição da mulher virtuosa em Provérbios 31.
Quantos têm se enveredado por caminhos tortuosos com a desculpa de que suas inclinações não podem ser vencidas, desonrando a Deus com o falso testemunho de que existem pecados que o poder divino não é capaz de subjugar. Outros têm considerado como sendo normal os recursos que o inimigo utiliza para corromper o caráter do homem, e julgam como extremistas aqueles que não compartilham de seus hábitos nocivos. As maldições ditas por Jó não foram invocadas para seus inimigos, mas para ele mesmo, caso fosse achado em falta diante de Deus. Será que teríamos, agora, a mesma ousadia?
Amados, fomos chamados para sermos “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus”, para que a nossa vida seja uma declaração das “virtudes dAquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Precisamos buscar uma vida santa assim como o nosso Deus é santo (1Pe.1:16). Naquele Grande Dia, ninguém terá a desculpa de dizer que não sabia disso. Não é hora de olhar para os lados, mas, como Jó, olhar para nós mesmos e, então, erguendo nossos olhos a Cristo, clamar: “vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl.139:24). Vigiemos e oremos!
Bom dia, nação santa de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó31 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100