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Texto bíblico: JÓ 34 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 34 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/34
Eliú esperou para falar até que os mais velhos terminassem de repreender Jó. Irritado com Jó por ele se justificar, o jovem atacante, arrogantemente, deixa escapar: “Ouça-me. Ensinarei a você a sabedoria.” Assumindo o papel de advogado de defesa da divindade, Eliú insiste que Deus sempre retribui as pessoas com justiça, por suas ações. O sofrimento de Jó seria decorrente de algum pecado que ele havia cometido.
Essa ética causal da justiça de Deus era comum nos tempos do Antigo Testamento. Bom comportamento significava bênçãos. Mau comportamento era igual a sofrimento. Era uma abordagem “dente-por-dente” da vida, lógica e gerenciável. Essa crença ainda permeia religiões cármicas como hinduísmo e budismo.
No entanto, o livro de Jó destrói essa ilusão equivocada. Descobrimos que o sofrimento pode ocorrer sem causas conhecidas. O sofrimento nem sempre é o resultado direto de nossos pecados. Uma visão tão mal-informada do sofrimento omite a realidade do Grande Conflito e cria uma angústia espiritual desnecessária.
Os que sofrem não devem ser castigados por algum pecado não identificado que lhes possa ter causado o sofrimento. Afogando-se em dores misteriosas e imerecidas, os doentes precisam de amigos amáveis e ouvintes que não os julguem. Eles precisam da presença de um Salvador que também sofreu imerecidamente. O sofrimento nem sempre vem com uma explicação clara de 2 + 2 = 4.
Lori Engel Capelã (atualmente com deficiências),
Eugene, Oregon EUA
Texto original:
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445 palavras
O segundo discurso de Eliú – sobre a maldade de Jó e o poder de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
Resumo: 1 Eliú acusa Jó de atribuir injustiça a Deus. 10 O Deus todo-poderoso não pode ser injusto. 31 O homem deve humilhar-se diante de Deus. 34 Eliú repreende Jó. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 663.
10-33 Eliú afirma que Deus é justo, e que colocou o homem num universo moral, no qual colhe o fruto daquilo que semeia, seja coisa boa ou má (10-12). Declara que a autoridade absoluta só pertence a Deus (13-15), e que o domínio de Deus é perpétuo por ser um domínio de justiça (17-19). A onisciência de Deus é outra garantia de Sua justiça (20-18). [Segundo Eliú,] Jó revelara ignorância ao queixar-se de Deus, pois o Deus justo só envia sofrimento para o benefício do homem, motivo para Lhe prestarmos culto (29-33). Bíblia Shedd.
10-15 Deus não peca e nunca é injusto, afirmou Eliú. Ao longo deste livro, os discursos de Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú têm elementos de verdade. Infelizmente, estas pepitas da verdade estão enterradas sob camadas de falsas suposições e conclusões. Embora possamos ter um rico conhecimento bíblico e experiências de vida, devemos nos certificar de que nossas conclusões sejam consistentes com toda a palavra de Deus, não apenas com partes dela. Life Application Study Bible Kingsway.
11 segundo as suas obras. Crença comum de que as pessoas recebem o que merecem (Gl 6:7). Bíblia de Estudo Andrews.
14, 15 A inversão da criação divina (Gn 2:7). Bíblia de Estudo Andrews.
17 aborrecesse. Não se importar com algo. Bíblia de Estudo Andrews.
20 por força invisível. Subentende ação divina (Dn 2:34, 45). Bíblia de Estudo Andrews.
23 Jó desejava ser julgado pelo tribunal divino (23:3, 4; 24:1), mas Eliú afirma que os juízos de Deus dispensam os processos característicos das cortes terrenas. Bíblia de Estudo Andrews.
34-37 Eliú invoca o veredito dos homens de entendimento em relação às palavras rebeldes de Jó, pois considera que sua atitude rebelde é mais terrível do que as próprias tribulações, que decerto continuarão até Jó se arrepender de sua rebeldia. Bíblia Shedd.
35-37 Explosão de hostilidade da parte de Eliú a Jó. Bíblia de Estudo Andrews.
36 provado até ao fim. Sujeito a mais pressão ou castigo. Bíblia de Estudo Andrews.
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“Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus passos” (v.21).
Diferente de seu discurso inicial mais brando e, aparentemente, sem a intenção de engrandecimento próprio, Eliú aumentou o volume de sua indignação. Apesar de ter incitado Jó a falar, ele prosseguiu com seus discursos mediante o silêncio de Jó e de seus amigos. Não consigo ver Eliú como quem esperava aplausos, mas, certamente, ele esperava que suas palavras fossem bem compreendidas, e aceitas as suas razões. Contudo, ele acabou caindo no mesmo erro dos demais, em interpretar o sofrimento de Jó como um castigo merecido e suas palavras como uma afronta “contra Deus” (v.37).
Julgando precisar Deus de um advogado, Eliú arguiu sobre o que não sabia e lançou sobre Jó o opróbrio da ignorância. Em uma coisa, porém, ele tinha razão: “Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus passos” (v.21). Esta verdade, por si só, deveria fazê-lo calar. A tentativa de Jó em justificar-se, e as palavras de todos os que o acusavam, era totalmente desnecessário visto que “todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos dAquele a Quem temos de prestar contas” (Hb.4:13). Não há nada que seja oculto a Deus. Aquele que nos criou sabe exatamente do que somos formados e lê cada intenção camuflada.
Permanecendo fiel em sua integridade, Jó representa todas as gerações de fiéis que permanecem íntegros ainda que duramente provados. A prova não representa perigo àqueles que mantém uma íntima ligação com Deus, que confiam na perfeita provisão de seu Redentor. Mesmo cercados por inveja, crítica e perseguição, como José no Egito, Daniel em Babilônia e Jó entre acusadores, cheios do temor do Senhor, seus corações vibram pela fé viva nAquele que é poderoso nas batalhas e justo para, no tempo determinado, levantar-Se para defendê-los.
A nossa luta, amados, não consiste em vestir a armadura de Deus e usá-la com a autoridade que não nos foi dada. A armadura não é para atacar ninguém, nem tampouco para justificação própria. A armadura é Cristo! “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm.13:14). Revestidos de Cristo, de Sua verdade, Sua justiça, Sua pregação, Sua fé, Sua salvação, Sua Palavra, estamos tão somente aceitando a vitória que Ele já nos conquistou.
Qual é então o nosso papel, hoje, como o povo de Deus que aguarda a Sua promessa? É que tenhamos a atitude que Satanás mais receia: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr.7:14). Quando o remanescente de Deus estiver unido neste propósito, então, “à meia-noite, os povos são perturbados e passam” (v.20), mas os redimidos do Senhor, “pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (Hb.6:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, fiéis à toda prova!
Rosana Garcia Barros
#Jó34 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 34 – Em qualquer debate é necessário ser justo, coerente e leal. Contudo, isto é raro na esfera humana. Por bem intencionado que um indivíduo seja, pode falhar ao tentar colocar suas próprias opiniões.
Veja Eliú, que após ouvir o debate longo de Jó, Elifaz, Bildade e Zofar, quis contribuir com o tema do sofrimento. Porém, na ânsia de estar certo, comete erros, como qualquer ser humano.
Nos seus dois primeiros discursos (Jó 33 e 34), das três vezes que fez referência ao que Jó disse, uma vez colocou palavras na boca de Jó que Jó nunca proferiu, outra vez ele acertou, mas na terceira deturpou a citação de Jó. Eliú afirmou:
• “Você disse ao meu alcance; eu ouvi bem as palavras: ‘Estou limpo e sem pecado; estou puro e sem culpa” (Jó 33:8-9). “Jó não havia dito isso”, afirma o comentário da Bíblia Andrews. Quem, na verdade disse algo nesse sentido em referência à Jó, foi Zofar (Jó 11:4).
• “Jó afirma: ‘Sou inocente, mas Deus me nega justiça. Apesar de eu estar certo, sou considerado mentiroso; apesar de estar sem culpa, Sua flecha me causa ferida incurável’” (Jó 34:5-6). “A citação está correta desta vez (ver 6:4; 27:2)” (Bíblia Andrews). Porém, ignora fortes declarações de fé expressas por Jó (Jó 19:25-27).
• “Pois diz: ‘Não dá lucro agradar a Deus’” (Jó 34:9). Na verdade, Eliú faz “uma distorção” do discurso de Jó, pois, em realidade, “Jó havia dito que os perversos pensam que a vida é assim (21:15)” (Bíblia Andrews).
Eliú tenta falar em nome de Deus, todavia perverte as falas do homem de Deus. Além de acusado pelos três velhos amigos, Jó era mal compreendido por Eliú, que sugeria ser mediador entre ele e Deus (Jó 33:23-24).
Devemos estar alerta com que faz citação do que os outros disseram. Considere:
• A integridade numa discussão depende de honestidade intelectual onde qualquer citação de alguém deve ser precisa e justa.
• Uma citação fora do contexto pode mudar completamente sentido original das palavras; portanto, é importante considerar todo o contexto que envolveu originalmente a citação.
• Não é correto distorcer a fala do outro para manter nosso ponto-de-vista!
Cuidado! Pior que distorcer as palavras de uma pessoa, é distorcer a Palavra de Deus (II Pedro 3:16). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.