Reavivados por Sua Palavra


2Timóteo 2 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
12 de novembro de 2021, 0:45
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“Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer Àquele que o arregimentou” (v.4).

Após sua primeira experiência em Roma, marcada por decepções e descobertas, o jovem monge Martinho Lutero descobriu, em meio à escória de um dissoluto lugar, o mais valioso tesouro que o homem pode encontrar: a “graça que está em Cristo Jesus” (v.1). Foi ali, enquanto subia os degraus de uma suposta escada sagrada que, “de súbito uma voz semelhante a trovão pareceu dizer-lhe: ‘o justo viverá da fé’ Rom.1:17. Ergueu-se de um salto e saiu apressadamente do lugar, envergonhado e horrorizado. […] Desde aquele tempo, viu mais claramente do que nunca o engano de se confiar nas obras humanas para a salvação, e a necessidade de fé constante nos méritos de Cristo” (Ellen G. White, O Grande Conflito, CPB, p.125). Sem dúvida, a Reforma Protestante abriu uma porta no cenário profético preparando o bom caminho pelo qual passariam tantos homens e mulheres de Deus, eleitos para uma obra de resgate da verdade.

Milhares de fiéis, condenados pela igreja papal, sofreram até à morte, como malfeitores. Mas quanto mais sangue inocente era derramado, mais conversões eram testemunhadas. O conhecimento da graça de Cristo, da justificação pela fé no sacrifício do Filho de Deus, significava para eles a aquisição do amor que nem a morte poderia romper. Ainda que algemados, feridos e humilhados, seus corações gozavam da paz que excede todo o entendimento. E os calabouços escuros e insalubres eram iluminados e envoltos em uma atmosfera celestial que nenhum palácio jamais pôde superar. Assim se tornou a vida do memorável prisioneiro cristão em Roma. Deus fez da prisão de Paulo um ponto de luz para o mundo. Ainda que “sofrendo até algemas, como malfeitor”, Paulo se manteve firme na certeza de que “a Palavra de Deus não está algemada” (v.9).

Por meio de sua experiência pessoal com Deus e de tudo que até então havia sofrido, Paulo usou uma comparação que, creio eu, seja a que mais se aproxime da realidade em que vivemos: o combate da fé. Estamos bem no centro de uma guerra pelo controle de nossa vida. De um lado, Satanás, constantemente nos armando ciladas e nos ofertando mentiras que, de tão sutis, enganariam, “se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Do outro, Jesus, constantemente nos oferecendo Sua armadura e Sua indumentária de justiça, e a liberdade por Sua verdade, pois “se somos infiéis, Ele permanece fiel” (v.13). O grande problema é que estamos sendo tão absorvidos pelos “negócios desta vida” (v.4), a atual conjuntura tem sido tão imperativa, que nossa mente se tornou escrava de nós mesmos. Já acordamos preocupados com um tempo que não nos pertence, nos autodenominando soldados de Cristo enquanto Cristo é o último a ser consultado em nossas demandas.

Percebam a direção, o alvo, que Paulo apontou para o jovem Timóteo:
Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus” (v.3).
Trabalhe com o objetivo de satisfazer Cristo (v.4).
Lembra-te de Jesus Cristo” (v.8).
Fiel é Cristo (v.13).

Ellen White escreveu: “Cientes de nossa deficiência, devemos contemplar a Cristo” (Parábolas de Jesus, CPB, p.404). Quando tiramos o foco de nós mesmos, de nossos “achismos” e “de palavras que para nada aproveitam” (v.14), e passamos a admirar a pessoa de Cristo, Sua graça, Seu amor, Sua bondade, Sua longanimidade, nosso objetivo de vida se resume em “satisfazer Àquele que [nos] arregimentou” (v.4). Quando, como criancinhas, em sinceridade e humilde dependência vamos até Jesus em busca de auxílio, o Senhor passa a nos dar “compreensão em todas as coisas” (v.7). É quando essa mudança acontece que, por mais que às vezes tenhamos a sensação de que estamos sozinhos, mais na frente encontramos o Senhor nos estendendo a mão e dizendo: “Você nunca está sozinho. É que o Meu silêncio às vezes é a melhor forma para que você volte a depender de Mim”.

Logo teremos de enfrentar uma resistência ainda maior do que a que Lutero enfrentou e perseguições bem piores do que as vividas por Paulo. E as palavras ditas a Timóteo precisam ser estampadas em nosso coração a fim de que perseveremos “como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade” (v.15). Muitos, ainda que professando piedade, estão se desviando da verdade “e estão pervertendo a fé de alguns” (v.18). “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que Lhe pertencem; E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (v.19). Ou seja, Deus tem um povo para chamar de Seu, e convida todo aquele que ainda não O conhece para que se arrependa e abandone a injustiça. “Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor” (v.22). “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Logo a nossa exaustão dará lugar ao descanso celestial, a nossa tristeza à alegria eterna, pois se já morremos com Cristo, “também viveremos com Ele; se perseveramos, também com Ele reinaremos” (v.11, 12). Ele prometeu, “Ele permanece fiel” (v.13).

Fiel é esta palavra” (v.11). “Pondera o que acabo de dizer” (v.7). Vigiemos e oremos!

Bom dia, bons soldados de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Timóteo2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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