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“Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (v.14).
Muito antes de Arão ou da ordem para a edificação do santuário terrestre, já havia a sacerdócio de Cristo e o santuário celeste. Após libertar o seu sobrinho Ló, bem como o povo de Sodoma e Gomorra que havia sido levado cativo, e recuperado todos os seus tesouros, Abrão foi recebido por “Melquisedeque, rei de Salém… sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14:18). Este encontro misterioso e intrigante quanto ao fato de que, até então, não havia relato algum da existência de um santuário na Terra, foi a prefiguração do sacerdócio de Cristo. Levando consigo pão e vinho, o “rei de Salém”, ou “rei da paz”, também prefigurou o sacrifício de Cristo. “Assim… Cristo a Si mesmo não Se glorificou, para se tornar sumo sacerdote, mas O glorificou Aquele que Lhe disse:… Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (v. 5-6).
Como Sacerdote, e Sumo Sacerdote, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem” (v.8-9). Assim como Jesus, o próprio Filho de Deus, obedeceu ao chamado do Pai e procurou viver em obediência, somos chamados a seguir-Lhe o exemplo. Cristo veio a esta Terra e experimentou as nossas fraquezas, condoendo-Se de nossa triste condição. A Sua perfeita obediência nos garante a salvação eterna, mediante os Seus indiscutíveis méritos. Justificado pela fé, Abrão buscou viver em conformidade com a vontade de Deus e encontrou a bênção e a aprovação divina em seu encontro com Melquisedeque.
Da mesma forma que Cristo mesmo foi provado no sofrimento, o cristão é provado a fim de ser constantemente aperfeiçoado. O Seu sacrifício por nós foi eficaz e suficiente, mas isto não significa que não temos um papel a cumprir. “E de tudo lhe deu Abrão o dízimo” (Gn 14:20). A resposta de Abrão frente à bênção recebida, e sua obediência a ponto de estar disposto a sacrificar o próprio filho, são provas de que a salvação nunca é infrutífera, mas sempre redunda em obras de justiça. O próprio Deus provou o Seu amor para conosco, em ter-nos enviado o Seu Primogênito. Que maior prova de amor podemos Lhe oferecer se não com nossa fé operante?
Se, de fato, conhecemos “os princípios elementares dos oráculos de Deus” (v.12), então, “pela prática”, exercitemos as nossas faculdades para sabermos fazer diferença entre o bem e o mal (v.14). Assim como Abrão devolveu o dízimo de tudo o que tinha, mas se recusou a aceitar recompensas de um rei corrupto, precisamos nos apegar às verdades da Palavra de Deus que definem, de maneira muito clara, “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml 3:18). Enquanto o tempo ainda nos é favorável, que possamos crescer na graça de Cristo, e alcançar, como Abraão, o mais privilegiado título que ele poderia receber: “Abraão, Meu amigo” (Is 41:8)
Bom dia, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Hebreus5 #RPSP
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613 palavras
1 Sumo Sacerdote. As qualificações essenciais do sumo sacerdote são aqui apresentadas para mostrar que Cristo as tem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 459.
Pelos pecados. Os dons e sacrifícios eram pelos pecados do povo. O sistema cerimonial foi projetado para ensinar a aversão de Deus ao pecado e o plano para eliminá-lo. CBASD, vol. 7, p. 460.
2 Rodeado de fraqueza. O sumo sacerdote estava sujeito às mesmas paixões que seu povo. Seu conhecimento pessoal e prático das fraquezas e tentações da carne o levava a ter uma compreensão simpática das fraquezas e falhas dos outros, e o qualificava a dar conselhos e ajuda aos que eram tentados. CBASD, vol. 7, p. 460.
4 Chamado por Deus. O ofício de sumo sacerdote era por determinação divina. Foi Deus que escolheu Arão para a função (Êx 28:1). A sucessão na família de Arão também era ordenada por Deus, como está implícito no texto em consideração. No decorrer da história, muitos sacerdotes de Israel que exerceram a função eram indignos da mesma, mas, aqui, o autor não está preocupado com isso. É seu propósito expor a nomeação divina como a qualificação essencial do verdadeiro sumo sacerdote, a fim de mostrar que Cristo preencheu esse requisito, bem como outros. CBASD, vol. 7, p. 460.
7 Tendo oferecido. Isto é, oferecendo, ou, tendo a oferecer. A ideia da passagem é que, ao fazer Suas orações e súplicas, e sendo ouvido, Jesus aprendeu a obediência. A obediência foi aprendida através dessas experiências, e não em seguida a elas. CBASD, vol. 7, p. 461.
Quem O podia livrar. O fato de o Pai ser capaz de salvar o Filho da morte tornava a provação ainda mais intensa. A humanidade do Filho de Deus recuou de horror pela separação do Pai. Embora estivesse disposto a percorrer sozinho as águas profundas, Ele orou fervorosamente para ser dispensado de beber o cálice, caso houvesse outra maneira. Mas não havia e, por isso, Ele o bebeu. CBASD, vol. 7, p. 461.
9 Autor. Do gr. aitios, “causa”, “fonte”. Foi o cumprimento do plano estabelecido antes da fundação do mundo em relação à encarnação, vida, morte, ressurreição e glorificação que fez de Cristo o meio de salvação. CBASD, vol. 7, p. 463.
11 Difíceis de explicar. O autor estava ciente da dificuldade desse tema, e que era necessário haver a mesma percepção espiritual por parte da igreja. É evidente que ele estava bem familiarizado com seus leitores, caso contrário, não se atreveria a falar deles dessa maneira. CBASD, vol. 7, p. 463.
12 Devíeis ser mestres. Estes não eram novos conversos, do contrário, essa afirmação não faria sentido. Aparentemente, eles não haviam progredido tanto quanto poderiam. CBASD, vol. 7, p. 463.
Leite e […] alimento sólido. Estas figuras representam os avançados e fundamentais princípios do evangelho (ICo 3:1, 2). Deus quer que todos cresçam à plena estatura da maturidade em Cristo e que “não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina” (Ef 4:14). CBASD, vol. 7, p. 464.
13 Inexperiente. Do gr. apeiros, “que desconhecem”, “trabalhadores não qualificados”. O apeiros não desconhece por completo a Palavra da justiça, mas seu conhecimento é limitado, e o crescimento espiritual fica retardado. Assim como as pessoas se tornam hábeis em um ofício ou profissão, do mesmo modo, Deus quer que nos tornemos mais hábeis e experientes no uso da Palavra. CBASD, vol. 7, p. 464.
14 Alimento sólido. O autor está preparando seus leitores para instrução avançada acerca da verdadeira posição de Cristo. Deseja estimular os leitores a alcançar um grau de interesse mais elevado no que está prestes a transmitir Ele entende que era chegado o tempo para que eles dessem um passo à frente, abandonassem os hábitos infantis e se tornassem adultos. CBASD, vol. 7, p. 464.
Exercitadas. Do gr. gumnazõ, “treinar”, “exercitar”. CBASD, vol. 7, p. 464.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/hebreus/hb-capitulo-4-2/
Hebreus 4 contém duas exortações para nós: “Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso …” (v. 11 NVI) e “aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança …” (v. 16 NVI).
O verdadeiro descanso é algo difícil para nós alcançarmos. Isso implica pelo menos duas coisas: (1) que o trabalho tenha sido feito e (2) que tenhamos feito provisão perfeita para as necessidades do futuro. Embora seja verdade que podemos tirar alguns dias de folga do trabalho ou umas férias com o propósito de “descansar”, quem de nós pode realmente dizer que terminou completamente seu trabalho e fez provisão perfeita para o futuro? É por isso que Deus não nos convida simplesmente para descansar, mas para entrarmos em Seu descanso (vs. 1-11). É um descanso proporcionado pela graça divida que nos possibilita desfrutar livremente de algo que pertence somente a Deus.
Israel não entrou naquele descanso quando entrou em Canaã, porque somente através da fé se pode desfrutar do verdadeiro descanso. Ele não se refere a uma terra, mas ao descanso no qual Deus entrou ao criar o Sábado, ao terminar Seu trabalho e fazer provisão perfeita para nós de tudo que precisávamos.
Nós não precisamos esperar até o próximo sábado para entrar naquele descanso. O descanso da graça está disponível “hoje”, por meio da fé, para aqueles que acreditam e confiam plenamente em Deus.
Felix H. Cortez
Universidade Andrews
Estados Unidos
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1383
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/28
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Comentário em áudio: Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosB/Reavivados21-08-2018.mp3
Áudio online [voz Valesca Conty]:
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HEBREUS 4 – No capítulo 3, o escritor inspirado “faz uma longa citação do Salmo 95 e fala dos descrentes que foram amaldiçoados por Deus e morreram no deserto. Embora o autor fale de descrentes no capítulo 3, ele se dirige e crentes no capítulo 4. A admoestação em 3.12-14 é agora resumida e é substancialmente aumentada em 4.1-11. A questão que é levantada é esta: A promessa de entrar no descanso de Deus que foi dada aos israelitas, mas perdida por causa da descrença, ainda é válida em nossos dias? A resposta é um sonoro sim. A mensagem de entrar no descanso que Deus promete é a mesma e ainda exige a aceitação pela fé. A certeza é que ‘nós que cremos entraremos no descanso’ (Hb 4.5)” (Simon Kistemaker).
As promessas do Antigo Testamento não caducaram com a descrença dos judeus, nem com a morte de Cristo. Na verdade, elas foram ampliadas. O descanso de Deus para Seu povo não é mais em algum lugar desse planeta, mas primeiramente em Jesus, o qual guiará e levará o crente para a Canaã Celestial, ou Pátria Superior (Hebreus 11:9-10, 16; 13:14).
• A continuidade da sacralidade do sábado, que nos instiga ao descanso semanal até hoje, nos garante o cumprimento do descanso na eternidade (vs. 1-11);
• A vivacidade e a perspicácia da Palavra de Deus, se devidamente utilizada, capacita e prepara o crente para o descanso eterno com o Deus da Palavra (vs. 12-13);
• A habilidade e autoridade de Cristo como Sumo Sacerdote dos que conservam firmes a sua confissão de fé, é a garantia total de que, apesar da nossa fraqueza, podemos nos apropriar da promessa divina (vs. 14-16).
Há uma linda música, cujo título é Before The Throne of God Above, da qual postarei algumas frases traduzidas:
Diante do trono de Deus nas alturas;
Eu tenho uma justificação forte e perfeita.
O Sumo Sacerdote cujo nome é Amor
Que sempre vive e advoga por mim.
[…]
Quando Satanás me tenta ao desespero
E mostra a culpa dentro de mim,
Para cima eu olho e vejo lá,
Aquele que deu um fim a todo meu pecado.
[…].
Minha alma é comprada pelo Seu sangue,
Minha vida está escondida com Cristo nas alturas…
Experimentemos essa realidade! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (v.9).
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1 Sendo-nos deixada a promessa. A promessa de entrar no “descanso” de Deus não foi retirada como resultado dos repetidos erros de Israel. A promessa continua válida e se repete a cada geração. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 448.
Tenha falhado. Ou seja, assim como o antigo Israel não havia conseguido entrar no prometido descanso de Deus. CBASD, vol. 7, p. 449.
3 Descanso. 0 descanso em que os cristãos, incluindo os de origem judaica, entram é o mesmo ao qual Deus tinha convidado o antigo Israel a entrar. É um descanso de alma que resulta da entrega total a Cristo e da integração da vida ao propósito eterno de Deus. CBASD, vol. 7, p. 449.
6 Não entraram. A geração de israelitas que deixou o Egito “não entrou” na terra da promessa, e os que entraram em Canaã, como nação, nunca entraram no descanso espiritual que Deus lhes propôs. CBASD, vol. 7, p. 452.
9 Povo de Deus. Ou seja, os cristãos, que agora são o povo escolhido de Deus tão verdadeiramente quanto os israelitas o foram no passado. CBASD, vol. 7, p. 455.
11 Esforcemo-nos. Ou, “sejamos zelosos”, “façamos todo o esforço”. É necessário esforço diligente e determinado a fim de entrar no “descanso” de Deus. CBASD, vol. 7, p. 455.
A fim de que ninguém. Aquele que se esforça para “entrar naquele descanso” se desvia da armadilha da descrença em que o antigo Israel caiu. CBASD, vol. 7, p. 455.
12 Pensamentos e propósitos. Ou, “pensamentos e motivos”, “pensamentos e intenções”. Como uma lâmina afiada que separa “juntas” de “medulas”, os claros princípios da “palavra de Deus” discernem entre o bem e o mal, entre os pensamentos e motivos certos e errados. CBASD, vol. 7, p. 456.
14 Conservemos firmes. Do gr. krateõ, “ter a posse de”, “reter”, como a própria vida. Cristo é digno de nossa plena fé e confiança, e nada deve ser permitido entre nós e Ele. CBASD, vol. 7, p. 457.
15 A nossa semelhança. Em todos os aspectos, a não ser pelo pecado.Ele Se tornou um conosco. CBASD, vol. 7, p. 457.
16 Para socorro em ocasião oportuna. Isto é, em tempos de tentação. Precisamos da graça para suportar as dificuldades e o sofrimento, bem como para vencer a tentação. Aquele que vai diariamente ao trono da graça para novos suprimentos de misericórdia e graça entra no “descanso” que Deus provê a todo crente sincero. CBASD, vol. 7, p. 458.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/hebreus/hb-capitulo-3-2/
Ao lermos Hebreus 3 e pensarmos na enorme oportunidade desperdiçada pela geração israelita do deserto de entrar na terra prometida, podemos ser tentados a pensar que teríamos feito diferente caso estivéssemos na mesma situação. O autor de Hebreus diz, entretanto, que “hoje” temos exatamente a mesma oportunidade. Se quisermos, podemos entrar no descanso de Deus.
Por que Israel falhou aonde Jesus venceu? Penso que isso tem a ver com o “engano do pecado” (Hb 3:13 ARA). O pecado sugere que a única coisa que importa é “o hoje”. Quando a nossa segurança do “hoje” está ameaçada, tendemos a esquecer do cuidado de Deus no passado e suas promessas para o futuro, porque as exigências do presente sequestram nossa atenção.
Deus, no entanto, nas palavras do Salmo 95, convida-nos a fazer o oposto: a romper o domínio da urgência, a escravidão do presente, e “hoje” nos lembrarmos tanto do cuidado que Deus tem demonstrado no passado quanto de Suas promessas para o futuro. Então, e somente então, entramos em Seu descanso.
Felix H. Cortez
Universidade Andrews
Estados Unidos
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1382
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/27
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Comentário em áudio: Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosB/Reavivados20-08-2018.mp3
Áudio online [voz Valesca Conty]: