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GÊNESIS 16 – A família é alvo tanto de Deus quanto do diabo. Sempre foi assim, e continua sendo. Deus fez um casal e colocou no jardim do Éden. Satanás orquestrou uma investida nociva à família, induzindo à esposa a destruir o marido, e o marido a transferir sua culpa à esposa (Gênesis 3:1-12) e ambos a serem expulsos do belo e harmonioso jardim.
Em seguida, nota-se o estrago multiplicando-se na família. Os filhos do casal, em uma desavença espiritual, sofrem com um assassinato: O irmão mais velho mata ao irmão mais novo (Gênesis 4:1-10). E… não demorou para o diabo inserir a prática da poligamia (Gênesis 4:19-24). A família divinamente criada sempre esteve sob ataque cultural e espiritual.
Alguns pontos explicativos são sugeridos por Andreas J. Köstemberger:
1. A família é o centro de aprendizado teológico: a) Deus a usa para nos ensinar Sua própria natureza (amor, relacionamento e unidade); b) Deus a usa para nos ensinar o evangelho (nos tornamos filhos de Deus, adotados pela graça); c) Deus a usa para nos ensinar sobra a igreja (que é a família dEle, somos todos irmãos).
2. Na família se obtém capacitação para o serviço: a) serviço na igreja/comunidade; e, b) serviço na sociedade.
3. Na família se promove a esperança escatológica, de um lar de glória com seres transformados na presença do Pai Celestial, onde o amor e a vida existirão para sempre.
Deus comissionou a família de Abrão a fim de abençoar todas as famílias da terra (Gênesis 12:1-3). Satanás cria oportunidades e põe obstáculos na trajetória da família de Abrão visando sua destruição. Se ele conseguir, ele destruirá a esperança de uma família perfeita e impedirá o cumprimento dos planos divinos na Terra.
Observe:
• A própria esposa de Abrão, seguindo o costume cultural, sugere ao seu marido que tenha relação sexual com a serva egípcia, a fim de que consiga o filho que Deus lhes prometeu (vs. 1-2).
• Abrão aceita a proposta, teve um filho com Hagar, e sentiu a desgraça bater à porta de sua família (vs. 3-6).
• Deus intervém em meio à desgraça, causada por Abrão e Sara, para salvar Hagar e Ismael (vs. 7-16).
Não permita que Satanás destrua tua família. Busque a Deus para restaurá-la, concertá-la e abençoá-la! – Heber Toth Armí.
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“Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para Aquele que me vê?” (v.13).
A paciência como uma das virtudes do fruto do Espírito Santo é, em sua essência, um atributo divino que deveria ser praticado em nossa vida como parte integrante de nossa fé. Mas quão difícil é esperar! Possuímos alguns “relógios” na vida, que indicam a hora de certas coisas acontecerem. Quando sentimos fome, por exemplo, automaticamente pensamos que chegou a hora de comer. Quando vem o sono, nosso corpo avisa que chegou a hora de dormir. Sarai estava dando ouvidos ao seu relógio biológico quando sugeriu a Abrão que tomasse Agar por mulher. No entanto, quando está em jogo uma promessa divina, mais do que qualquer relógio indicando que a hora já vai avançada, a paciência torna-se um dom indispensável.
Quantas vezes as nossas angústias invadem a sede da emoção e nos fazem tomar atitudes precipitadas e sem a anuência divina. Nem Sarai e nem Abrão consultaram ao Senhor a respeito de Agar. Abrão simplesmente “anuiu ao conselho de Sarai” (v.2) e casou-se com a serva egípcia. Decisões precipitadas, porém, nunca afetam apenas quem as tomou, mas há uma influência direta e indireta sobre outros. Agar concebeu a Ismael e, de Ismael surgiria um povo sobremodo numeroso (v.10). Estamos sempre dispostos a limitar o tempo para determinadas situações em nossa vida, mas quão difícil é ter de arcar com as consequências.
Para Sarai, a consequência foi ter que conviver debaixo do desprezo da segunda esposa de Abrão, devido à sua infertilidade. É certo que Agar aproveitou-se da situação, mas ela simplesmente reagiu segundo a sua esfera de instrução. E, novamente, o “relógio” de Sarai avisou que era hora de tomar uma providência e fazer de tudo para interromper o curso do que dantes pensava ser o melhor a se fazer. Não sabemos que tipo de humilhação Agar sofreu, mas creio que foi tão severa que ela temeu a própria vida e de seu filho. Mas o que há de mais lindo em tudo isso, é que, ainda que nos falte a paciência de aguardar pelo relógio de Deus, Ele é pontual em Suas promessas e age na hora certa até mesmo Se valendo do tempo e das condições que nós mesmos estabelecemos.
Mesmo que Sarai e Abrão tenham agido de forma contrária aos planos divinos, o Senhor permanecia fiel e justo. Agar não foi consultada a respeito da decisão de seus senhores. Como serva, simplesmente se submeteu ao jugo que lhe fora imposto. E, “junto a uma fonte de água no deserto” (v.7), nunca imaginou que o Deus de Abrão viria pessoalmente lhe falar. E como o Mestre da comunicação, e o maior Psicólogo de todos os tempos, iniciou o diálogo com uma pergunta: “Agar, serva de Sarai, donde vens e para onde vais?” (v.8). Parece até uma pergunta simples e que com certeza Ele já sabia a resposta, mas que abriu uma porta a fim que pudesse alcançar o coração de Agar. “Fujo” (v.8), foi a sua resposta. Por vezes, quando pensamos que fugir é a melhor alternativa, Deus nos pede para voltar e nos submeter diante do que mais nos causa medo.
“Humilha-te” (v.9), certamente não é o que queremos ouvir, nem tampouco o que queremos fazer, mas, aos olhos de Deus, é melhor ser o humilhado do que o opressor. Ismael não seria o filho da promessa, mas, para Agar, seria sempre a lembrança de que o Senhor a acudiu em sua aflição (v.11). Agar teve o privilégio de estar face a face com Jesus, porque Ele sempre está com o aflito no deserto. Eu não sei em que momento você está no relógio de sua vida, e nem se você decidiu acelerar o tempo e teve de colher consequências que têm te machucado. Talvez você seja vítima da falta de paciência de alguém e esteja enfrentando um deserto tentando fugir do que lhe causa dor. Agar “invocou o nome do Senhor” (v.13).
Vivemos hoje no limiar do tempo em que o relógio do Apocalipse está prestes a soar a meia-noite e “acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Por mais que o caminho que o Senhor nos mostre não seja o mais fácil de se seguir, sem dúvida alguma, ele sempre será o melhor. Por que, como bem reconheceu Agar, o Senhor é o “Deus que vê” (v.13). Peça, agora, ao Espírito Santo que lhe conceda paciência para esperar, humildade para aceitar, coragem para enfrentar e fé para adorar. Creia que, hoje, “o Senhor te acudiu na tua aflição” (v.11).
Feliz semana, servos do Deus que tudo vê!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis16 #RPSP
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1-6 O homem de fé está lutando contra as limitações práticas da fé. A história mostra também a tensão nos relacionamentos familiares que longos períodos de espera podem originar. Note também o silêncio de Deus neste capítulo – exceto pelo longo diálogo com a banida Hagar (Andrews Study Bible).
1 Serva. O termo hebraico denota uma serva pessoal da esposa, não uma escrava qualquer (cf 21.10). O relacionamento dela com Sara é semelhante ao de Eliézer com Abraão (15.2) (Bíblia de Genebra).
2 Possuí minha serva. Deus tinha recentemente reconhecido a fé de Abrão (15:6) mas Abrão agora aparece como simples peça do plano de Sara. Contudo, para entender o plano desesperado de Sara, a vergonha associada a ser estéril precisa ser completamente entendida (1 Sam. 1:5-6). A esterilidade não significava somente a falta de um filho (e portanto de um futuro), mas também apontava para um desgosto divino. Por outro lado, a prática sugerida por Sara para chegar à maternidade por todo o antigo Oriente, do terceiro até o primeiro milênio a.C (Andrews Study Bible).
“A substância da fé possuída por Abraão e por Sara era deficiente, não em relação à promessa, mas em relação ao método pelo qual ela se cumpriria” (Calvino). O comportamento de Sara estava errado, mas tinha precedentes no Código de Amurabe e nos tabletes de argila descobertos em Nuzi. Em ambas estas fontes vemos que os contratos de casamento estabeleciam a obrigação de prover-se de uma serva para o marido, caso a mulher não chegasse a dar-lhe filhos. O resultado foi o aparecimento da discórdia no lar (4-6) (Bíblia Shedd).
Dentro deste costume [… ] a autoridade sobre os filhos resultantes desta união era da esposa legítima e não da esposa-escrava (Bíblia de Genebra).
Anuiu [concordou]. A frase “anuiu ao conselho” (Gen. 6:2) somente aparece em 3:17, onde se descreve a decisão de Adão de comer o fruto proibido. Este tipo de obediência é autodestrutiva. Outros elementos e ligações verbais (p. ex: “tomou” [3:6/16:3]) conectam esta história à história da queda do homem no cap. 3(Andrews Study Bible).
5-6 A gravidez de Hagar alterou os relacionamentos na casa de Abrão. As reclamações de Sara resultam na confirmação da posição de Sara na casa. Quando Abrão autoriza sua esposa para fazer o que lhe parecer bem com Hagar, Sara “humilhou-a”/ (veja 31:50) (Andrews Study Bible).
Essa geração natural não trouxe paz; apenas o maior descendente de Abraão (Gl 3.16), o Filho do Deus da paz, pode fazê-lo (Bíblia de Genebra).
7-13 Anjo do SENHOR. O nome final – dado no v. 13 (“Tu és Deus que vê”) – sugere que o Anjo de Deus é o próprio Deus (Andrews Study Bible).
Como a Anjo do Senhor fala em nome de Deus na primeira pessoa do singular (v. 10) e como Hagar deu “ao SENHOR que lhe havia falado” o nome “Tu é o Deus que me vê” (v. 13), o anjo parece ao mesmo tempo ser diferenciado do Senhor “por ser chamado mensageiro” – que é o significado da palavra hebraica traduzida por “anjo”) e identificado com ele. Diferenciacação e identificação semelhantes acham-se em 19.1, 21; 31.11, 13; Êx 3.2, 4; Jz 2.1-5; 6.11, 12, 14; 13.3, 6, 8-11, 13, 15-17, 20-23; Zc 3.1-6; 12.8. Segundo a interpretação cristã tradicional, esse “anjo” era uma manifestação pré-encarnada da Cristo como Mensageiro-Servo de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 O caminho de Sur se refere a uma muralha ou a fortificações existentes ao longo da fronteira oriental do Egito contra forças estrangeiras vindas de, ou através da Palestina (Bíblia Shedd).
11 Ismael. Heb “Deus ouve” (Bíblia Shedd).
15 Abrão dá nome ao filho e, portanto, o legitimiza. Ele tem agora 86 anos de idade e tem estado em Canaã por onze anos (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-15/
Abrão era muito parecido conosco. Quando lemos as promessas da Bíblia, também nos perguntamos como podemos saber que serão cumpridas. Ao examinar a resposta de Deus às perguntas de Abrão, vemos a paciência de Deus. Deus se humilhou, estendendo a mão a Abrão no seu nível.
Quando Deus pediu os animais específicos, Abrão entendeu o que Deus estava fazendo. Deus estava seguindo as tradições culturais de um contrato entre duas pessoas, típico do dia de Abrão. Ele estava fazendo um pacto de sangue. A chama de Deus passando entre os animais era a promessa de Deus de que Ele viria através de Abrão. Quando Abrão estava dormindo, Deus revelou a ele o futuro de seus descendentes. Deus lhe disse que levaria séculos antes que a promessa fosse realizada. Deus escolheu trazer Abrão como amigo ao Seu círculo de conhecimento.
O mesmo Deus de Abrão é o nosso Deus hoje. Nós temos nosso próprio pacto de sangue com Deus através da morte de Jesus na cruz. A ressurreição de Jesus é a nossa garantia de que Deus está vivo e nos redimiu. Através das escrituras, Deus expôs o futuro da raça humana. Isso culmina na promessa de que Ele voltará para nos levar para o Céu.
Kathlyn Mayer
Troy, Nova Iorque, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=265
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça este comentário em áudio:
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GÊNESIS 15 – Após recusar bens materiais do rei de Sodoma e entregar os dízimos dos bens materiais ao rei de Salém em resposta à vitória que Deus lhe concedera sobre Quedorlaomer e seus aliados opressores, “veio a Palavra do Senhor a Abrão, numa visão” (v. 1).
Abrão estava aprendendo a colocar Deus em primeiro em tudo, na família, nas lutas da vida e também sobre os bens materiais. A família de Caim tornou-se materialista e perdeu-se nas águas do dilúvio (Gênesis 4:20-22), a família de Abrão se afastava desse caminho perigoso devolvendo dízimos.
• Aplicação: A fé nos ergue das coisas passageiras deste mundo.
Na nova revelação de Deus a Abrão, este pergunta da promessa que recebera de ter um filho. E Deus reitera ao ansioso Abrão Sua promessa e direciona seus pensamentos àquilo que realmente aconteceria (vs. 1-5).
O verso 6 é fundamental no texto, na vida de Abrão e também para nós. “E Abrão acreditou! Acreditou no Eterno. E Deus o declarou: ‘Justificado diante de Deus’”.
• Esse ato de fé que justifica o pecador diante de Deus refere-se à soteriologia – doutrina da salvação.
• Essa fé viva, ativa e orientada, “não se baseia na carne envelhecida de Sara nem nos ossos carcomidos de Abrão, mas na palavra revelada de Deus” (Walter Brueggemann).
• A fé requerida por Deus dos seres humanos significa confiança absoluta nEle, nas Suas obras e nas Suas Palavras.
“Deus percebe o valor e a natureza enérgica da fé e reconhece que ela é o primeiro passo rumo à ação de obediência. A fé leva Abrão a demonstrar sua justiça mediante o oferecimento de um sacrifício (15.7-21), a fé sustenta Abrão quando ele aprende que levará mais de quatrocentos anos até seus descendentes herdarem a terra (15.13-14) e a fé fornece, portanto, a base para a aliança entre Deus e Abrão, implícita em Gênesis 12-14 e explícita em Gênesis 15. Sem fé não pode existir justiça. No entanto, onde a fé existe, seguir-se-ão mais e mais ações justas, à medida que o relacionamento humano-divino se desenrola” (Paul R. House).
Além de orientar a religiosidade, estas palavras deveriam avivar a esperança dos israelitas escravos que completava o período indicado na profecia.
Note: Deus está no controle; portanto, reavivemo-nos também! Com Deus, existe esperança! – Heber Toth Armí.
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“Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado por justiça” (v.6).
Quão difícil fora a peregrinação de Abrão! Tendo que lidar com povos inimigos, conflitos, a separação de seu sobrinho Ló e o risco de perder sua esposa. Afinal de contas, será que de fato valeu a pena obedecer a Deus, sair de sua terra e viver como um forasteiro em terra estranha? O que faria um homem viver desse modo não fosse a confiança no Deus que ele conhecia? Os últimos acontecimentos, porém, certamente abalaram as emoções do ancião que, diante das ameaças que o cercavam, foi consolado pela voz familiar: “Não temas, Abrão, Eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande” (v.1).
É certo que Abrão estava cercado de povos pagãos, mas a angústia que lhe consumia a alma estava em um berço vazio. Além da esterilidade de Sara, ambos já alcançavam idade avançada. O tempo tornou-se inimigo do idoso peregrino. Mas ao contemplar os céus e a infinidade de estrelas, algo diferente aconteceu. Sob o manto de um céu que palavra alguma pode descrever, Abrão foi convidado a vislumbrar o plano divino e compreendeu que o mesmo Deus que criara cada uma daquelas estrelas, era poderoso para suscitar-lhe descendência na velhice. E o tempo que dantes lhe roubava o sonho, se tornaria em aliado para a realização de um milagre, pois “de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar” (Hb.11:12).
Abrão “creu no Senhor” e foi justificado (v.6). Ele tanto confiou, que foi declarado justo por isso. Você consegue conceber essa ideia de justificação? Não por ter saído de sua terra, não por ter lutado bravamente, não pelos sacrifícios que ofereceu, não pelo dízimo que devolveu. Mas pelo simples motivo de ter crido, isso lhe foi atribuído por justiça. Sem dúvida alguma, a justificação pela fé é uma das doutrinas bíblicas mais difíceis de se compreender, simplesmente porque a ideia humana sobre justificação implica em explicação, esclarecimento, motivo. E, ao colocarmos na balança da vida um ser humano pecador, é difícil entender como o simples gesto de crer o torna justo diante de um Deus santo.
Fazendo distinção, contudo, entre crer de fato e apenas dizer que crê, entendemos melhor esta doutrina. Quando avançamos até o livro de Hebreus, ali encontramos o verdadeiro significado da fé: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb.11:1). Então, mais à frente, percebemos, através da trajetória de vários homens e mulheres, que a fé sempre precedia a ação. Foi pela fé que “Abraão, quando chamado, obedeceu” (Hb.11:8). Eis o verdadeiro sentido da obediência: ela é movida pela fé. É até possível ser obediente sem crer (os fariseus que o digam), mas é impossível crer e ser desobediente. Porque a obediência genuína e agradável a Deus provém de um coração completamente dependente e submisso a Ele.
Quando Deus chama Seus filhos, os chama para a liberdade. Foi assim com Abrão: “Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra” (v.7). Foi assim com Israel: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2). Foi com esse objetivo que Jesus veio ao mundo: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo.8:36). E será com esse objetivo que Ele virá segunda vez: “O vencedor herdará estas coisas, e Eu lhe serei Deus, e ele Me será filho” (Ap.21:7). Pela fé em Cristo, todos nos tornamos filhos de Abraão e herdeiros segundo a promessa, o derradeiro “Israel de Deus” (Gl.6:16). E o conselho de Jesus ao antigo Israel ecoa aos nossos corações, hoje: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão” (Jo.8:39).
Amados, não é o mero conhecimento da Bíblia, nem tampouco uma obediência legalista o que nos libertará de nossa condição miserável. Assim como Abrão foi acometido de “grande pavor e cerradas trevas” (v.12), mas logo após, “fez o Senhor aliança com Abrão” (v.18), os filhos de Deus também têm sofrido pela inconstância de um enganoso coração. E somente o verdadeiro conhecimento poderá libertar-nos desta prisão: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:24-25). “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Portanto, meus irmãos, “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3).
Feliz sábado, amigos de Deus! (Leiam Is.41:8 e Jo.15:14)
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis15 #RPSP
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730 palavras
1 veio a palavra do SENHOR. Esta frase tipicamente introduz uma revelação a um profeta (12.7, 20.7; Jr 18.1; Ez 6.1; Os 1.1) (Bíblia de Genebra).
A promessa divina é introduzida pela primeira declaração “não temas” encontrada na Escritura (26:24, 46:3; Num. 21:34; Deut. 1:21) (Andrews Study Bible).
2 mas Abrão disse. Embora o endereçamento seja respeitoso, o diálogo de Abrão com Deus sugere um relacionamento íntimo. Ele ainda está pronto a questionar Deus (Andrews Study Bible).
sem filhos. Esta expressão, no hebraico, pode significar “viver sem filhos” ou “morrer sem filhos”. Abraão estava perplexo, talvez em parte porque não ter filhos era visto como um sinal de castigo divino (Lv 20.20-21; 1Sm 1.11; Jr 22.30) (Bíblia de Genebra).
3 um servo… será o meu herdeiro. Esta prática de um casal sem filhos adotar um escravo como herdeiro é confirmada nos textos de Nuzi (cerca de 1.500 a.C.), uma coleção de mais de 4.000 tábuas de argila encontrados pertos de Kirkuk, no Iraque (Bíblia de Genebra).
6 creu… imputado para justiça. Definição clássica de fé. Mesmo apesar de Abrão não poder ver o cumprimento da promessa, ele “acreditou”. A fé é demonstrada em momentos de crise (Is. 7:9; Jon. 3:5; Sal. 78:22, 32). imputado para justiça. A terminologia sugere uma interação que vai além de um sentido relacional. Deus declarou Abrão justo não por causa de suas grandes ofertas ou sacrifícios, mas com base em sua fé (Andrews Study Bible).
Neste significativo versículo aparecem, pela primeira vez, as palavras: “creu”, “imputado” e “justiça”, que fazem parte do contexto da “fé salvadora”. Em todos os tempos, a salvação fora oferecida aos homens sob a base da fé. Os santos do AT olhavam para Cristo e eram salvos mediante Sua morte expiatória, exatamente como nós olhamos para aquela morte vicária em nosso lugar e recebemos os benefícios dela mediante a fé (cf. Rm 4.18-24) (Bíblia Shedd).
Este verso nos dá o mais antigo núcleo da doutrina da justificação pela fé e não pelas obras (Gl 3.6-14). Abraão creu na promessa do nascimento de um herdeiro dentre os mortos (Rm 4.17-21; Hb 11.11-12), e Deus imputou isto como justiça a Abraão, satisfazendo o mandato da sua aliança. A justificação de Abraão pela fé é um modelo para a nossa fé na ressurreição de Jesus Cristo, o sacrifício de Deus pelo pecado e o ato de Deus em nos imputar justiça pela fé (Rm 4.22-25) creu. Abraão é o pai de todos aqueles que creem (Rm 4.11) e todos os que creem são filhos de Abraão (Gl 3.7) (Bíblia de Genebra).
7 Eu sou o SENHOR que te tirei. Uma forma de autoidentificação de Deus depois do êxodo (Ex 20.2) (Bíblia de Genebra).
8 O nome “Senhor Deus” (em heb Adonai Jahweh) significa “dono”, indicando a submissão de Abraão como escravo de Deus. O mesmo nome (“Senhor”) é empregado pela mulher em relação ao marido, indicando a intimidade do amor e a dependência em submissão ao marido (cf 1 Pe 3.6) (Bíblia Shedd).
11 aves de rapina. Um simbolismo das nações impuras tentando destruir os descendentes de Abraão. enxotava. Abraão simbolicamente defende a sua herança prometida contra os agressores estrangeiros (Bíblia de Genebra).
12-14 Israel deverá herdar Canaã através do ato sobrenatural de Deus, redimindo-os da escravidão (Bíblia de Genebra).
13-16 quatrocentos anos…quarta geração. Descrição profética do tempo de escravidão no Egito. Aparentemente, uma geração significa 100 anos. Estes números devem ser entendidos como número arredondados (Ex. 12:40 refere-se a 430 anos). Os amorreus representavam todos os povos de Canaã (Andrews Study Bible).
15 ditosa velhice. Ver 25.8 (Bíblia de Genebra).
17 fogareiro fumegante e tocha de fogo. O ritual tem seu clímax em fumaça e fogo, que são frequentemente símbolos da presença de Deus (Ex. 12:21; 19:18; 20:18). Jer. 34:18 provê um texto paralelo ao ritual da aliança. Todo animal sacrifical possível está incluído neste significante ritual de aliança (Andrews Study Bible).
Símbolos da presença de Deus com Israel no seu caminho para a Terra Prometida (Ex 13.21, 19.18; 20.18). (Bíblia de Genebra).
passou entre os pedaços. Assim como indicado em outros textos do Oriente Próximo e em Jr 34.18, passar entre os pedaços de animais significava a punição daqueles que quebram a aliança… Deus jura por si mesmo que manteria os termos da aliança. Ver 22.16-17; Hb 6.13 (Bíblia de Genebra).
18 desde o rio o Egito ao grande rio Eufrates. Provavelmente a extensão da terra prometida a Abraão e a sua semente; compreendia desde a corrente que dividia a Filístia do Egito até o rio Eufrates. Estas foram, efetivamente, as fronteiras de Israel no tempo do rei Salomão (Bíblia Shedd).
19-21 Além das fronteiras geográficas, a terra é identificada por seus ocupantes. Ver 10.15-18 (Bíblia de Genebra).
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