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“Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares” (v.26).
Aonde há uma mulher virtuosa ou um um chefe de família temente a Deus, há anjos transformando o lar em um “acampamento de Deus” (v.1). Jacó havia cometido muitos erros, e colhido as consequências destes, mas o Senhor lhe provava constantemente que o Seu amor rompe as barreiras do tempo e alcança qualquer coração que se arrepende de seus pecados, os confessa e deixa. O Espírito Santo anseia por consolar todo aquele que O busca reconhecendo a sua condição de total dependência. Jacó sabia que tinha tomado a decisão correta. Ele confiava na provisão de Deus. Mas estava com medo de estar face a face novamente com aquele que mais prejudicara.
Quando saiu de sua casa, a última imagem que guardou de seu irmão foi um rosto iracundo e um olhar homicida. Temeu não somente por sua vida, mas que o seu erro passado resultasse em vingança contra suas mulheres e filhos. Seu temor não era sem motivo, posto que Esaú, tomando notícia de uma grande caravana que se aproximava de suas terras, fora conferir do que se tratava e a notícia recebida de que era seu irmão Jacó retornando com sua família o fez marchar ao seu encontro na companhia de “quatrocentos homens” (v.6). O pacífico Jacó, que gastara todo o seu tempo fora no ofício de pastor de ovelhas, não teria chance alguma contra Esaú e seu exército. Sentiu-se como uma ovelha indefesa prestes a encontrar-se com um leão.
Lembrou-se Jacó das promessas divinas e com o coração despedaçado pela angústia, clamou e requereu do Senhor o cumprimento das mesmas. Após uma noite de súplicas, levantou-se para aplacar a ira de Esaú com presentes. Foram rebanhos e rebanhos de animais que, àquele tempo, serviam como moeda. Jacó elaborou uma estratégia tentando apaziguar a ira de seu irmão com dádivas, tentando resolver humanamente um problema que só uma intervenção divina poderia resolver.
O plano de Jacó, contudo, não foi de todo rejeitado por Deus e desconsiderado por Esaú. Em cada determinada distância, Esaú deparava-se com uma prova do verdadeiro arrependimento de seu irmão e de sua tentativa em reconciliar-se. A certo ponto, o Espírito de Deus iniciou naquele duro coração um processo de quebrantamento e quanto mais se aproximava do reencontro, a ira de Esaú ia sendo abrandada. Enquanto isso, Jacó tomava todas as medidas necessárias para proteger o seu lar. E após certificar-se de que suas mulheres e filhos estavam em lugar seguro, ficou para enfrentar sozinho os resultados de seu remoto pecado. Ou, pelo menos, pensou estar só.
Às margens daquele ribeiro, o cansado peregrino iniciou uma estranha luta com um estranho homem. À princípio, creio que pensara ser Esaú, tentando resolver no braço o que não conseguira há vinte anos. Fora uma luta intensa e longa, a ponto de durar “até ao romper do dia” (v.24). O Senhor absteu-Se de Sua força divina durante toda uma noite, a ponto de a Escritura relatar que já não podia mais com Jacó, e, a fim de enfraquecê-lo, “tocou-lhe na articulação da coxa” (v.25). A luta que se travara no silêncio deve ter sido quebrada com um brado de dor, mas não com a desistência do ferido homem. E ao pedido urgente: “Deixa-me ir”, sobreveio a resposta mais comovente: “Não te deixarei ir se me não abençoares” (v.26).
Pela última vez Jacó seria lembrado como o usurpador ou enganador. Lutara com Deus com perseverança em busca da bênção e vencera o mal com o bem, através de seus presentes pacíficos. À partir dali, seu nome novo registraria o início da nação eleita de Deus: Israel. Esta noite de luta e profunda angústia também representa o tempo final descrito pelo profeta Daniel, “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1). Jesus também passou por experiência semelhante, mas com intensidade que não se pode comparar, ao suar gotas de sangue no jardim do Getsêmani (Lc.22:44).
Será que não estamos prestes a enfrentar semelhante noite? Creio que já estamos adentrando em sua escuridão e a nossa única salvaguarda será um testemunho de paz e uma vida de perseverante e intensa oração. Se assim formos encontrados quando vier o nosso Senhor e Salvador, como Israel, poderemos dizer: “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” (v.30). E Ele mesmo nos dará “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17).
Bom dia, exército de oração!
Desafio do dia: Estabeleça três horários fixos de oração por dia e, em pelo menos um deles, siga as orientações dadas por Jesus, registradas em Mateus 6:5-8.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis32 #RPSP
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1204 palavras
1-32 Este é um capítulo chave na biografia de Jacó. Na luta com o Anjo de Deus, Jacó finalmente chega ao fim. Cheio de ansiedade e na perspectiva do encontro com Esaú, ele recebe encorajamento divino especial (Andrews Study Bible).
1 Esta palavra significa”duplo acampamento” ou “dupla hoste”, em referência a dois grupos de anjos, um que ia adiante dele e outro que o seguia (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
Do mesmo modo como os anjos lhe tinham aparecido por ocasião de sua viagem de exílio, aqui também, o Senhor lhe envia graciosamente Seus anjos para certificá-lo da presença divina, bem como da indispensável proteção em face do ameaçador encontro com Esaú (Bíblia Shedd).
Maanaim. Significa “dois acampamentos” e mais tarde se tornou cidade levítica em Gade (Jos. 13.26) bem como a capital temporária do reinado de Isbosete (2 Sam. 2:8-9). Note a forte ligação com Gên. 28:11-12, que marcou a saída de Jacó de Canaã (Andrews Study Bible).
3-8 Jacó fez tudo humanamente possível para preparar o caminho: o relatório que seus mensageiros trouxeram de volta, contudo, é confuso e aumenta a ansiedade de Jacó. A divisão do seu acampamento em dois é motivado pelo seu desejo de sobreviver e talvez como uma resposta à revelação divina em Maanaim (Andrews Study Bible).
4 Os mensageiros deviam traçar uma clara distinção entre “meu senhor Esaú” e “teu servo Jacó”. A tarefa deles era apaziguar Esaú, principalmente pela ênfase na humildade de Jacó – que era uma tácita admissão de seu erro – e no fato de que Jacó desistia de toda pretensão à herança. Ao salientar que estava voltando com grandes riquezas, JAcó não estava se gabando, mas deixando claro para Esaú que não retornara com o desejo de participar do patrimônio (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
6 Se a inimizade de Esaú para com seu irmão havia se abrandado durante os anos, parece que ele nunca mencionou o fato para seus pais, e o resultado foi que Rebeca não tinha conseguido cumprir a promessa de mandar buscar Jacó (Gn 27:45). […] A razão de Esaú para encontrar Jacó com um grupo armado era, primeiro, impressionar o irmão com o devido respeito para com sua condição de superioridade; segundo, garantir um entendimento satisfatório; e terceiro, usar a força, se necessário, para salvaguardar seus próprios interesses. Em outras palavras, ele estava preparado para qualquer eventualidade (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
9-12 A oração de Jacó clama pelas promessas divinas (v. 12) e expressa seus medos (Andrews Study Bible).
13-21 O presente de Jacó é muito grande e busca (1) sugerir a Esaú que Jacó não veio reclamar seu direito de primogenitura e (2) pacificar o irmão afastado (Andrews Study Bible).
22 O ribeiro do Jaboque ainda permanece como linha divisória na cadeia de montanhas de Gileade. Despeja suas águas no Kordão (no lado oriente) a 70 km ao sul da Galiléia e a cerca de 38 km ao norte do mar Morto (Bíblia Shedd).
24-29 De modo similar à sua saída de Canaã, Jacó se encontra sozinho novamente (28:11-22). Homem. O leitor é deixado a imagina a identidade do atacante. Os. 12:4 o identifica como “o Anjo”, enquanto Jacó o reconhece como “Deus” (v. 30) (Andrews Study Bible).
Pode ser que tal homem tivesse dado a Jacó a impressão de que se tratasse de espia vindo da parte de Esaú. Entretanto, no decorrer da luta ali travada, Jacó veio a compreender que aquele homem não era um simples mortal, pois se tratava de um emissário da parte de Deus (Bíblia Shedd).
25 O oponente desconhecido usou apenas a força de um ser humano em sua luta com Jacó. Pensando ter sido abordado por um inimigo mortal, Jacó lutou como o faria para salvar a própria vida. Mas, à medida que se aproximava a aurora, um único toque de força mais que humana foi suficiente para aleijar Jacó, e ele se deu conta de que seu antagonista era mais que humano (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
O anjo poderia facilmente prevalecer sobre Jacó na pugna física ali travada. Transparece o fato de que o Senhor desejava que Jacó se Lhe rendesse de modo voluntário, corporal e espiritualmente, assim como se demonstrava predisposto a oferecer a Esaú suas riquezas. Mediante um golpe instantâneo, o Senhor o privara de qualquer capacidade de resistir. Assim Deus procede também para conosco. Deus há de elevar-nos até sua pessoa; isto, porém, Ele efetua tão somente depois de levar-nos aos extremos de nossas necessidades [capacidades]. Por causa da inveterada resistência que Lhe oferecemos, bem como da incapacidade que revelamos de sentir Sua mão paternal através da disciplina que nos é imposta, Ele tem de “tocar-nos” para reduzir-nos à impotência total, e, assim, fortalecer-nos na Sua graça ( 2 Co 12.9,10) (Bíblia Shedd).
28 O novo nome de Jacó (ver 35:10) marca uma mudança significante: o suplantador se tornou o superador e pode, agora, prover o nome certo para a nação do concerto. (Andrews Study Bible).
Não mais Jacó, “suplantador”, mas Israel, “Campeão com Deus”, pois que Jacó lutara (sarah) com Deus e com os homens, obtendo a vitória (Bíblia Shedd).
E sim Israel. Uma combinação de yisra[h], “ele luta” ou “ele governa”, de sarah, “lutar” ou “governar”, e ‘El, “Deus”. Sem a interpretação acompanhante dada pelo próprio Deus, o nome poderia ser traduzido “Deus luta” ou “Deus governa”. O significado pretendido e explicado por Deus, porém, é “ele luta com Deus”, “ele prevalece com Deus” ou “ele governa com Deus” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
29 A revelação do nome de alguém era como um passo avantajado, no sentido de firmar-se uma amizade íntima e de estabelecer-se uma aliança mútua (Bíblia Shedd).
30 Jacó vê a face de Deus na absoluta escuridão da noite. Somente as “costas” (Êx. 33.23), os “pés” (Êx. 24:10), a “forma” (Num. 12:8) de Deus podem ser vistas. “Peniel” (face de Deus) reflete a experiência de Jacó (Andrews Study Bible).
A minha vida foi salva. Isto é, “estou preservado e serei preservado”. Estas palavras ecoam a nova fé que Jacó encontrara. Ele tinha a certeza de que, o que quer que lhe acontecesse, contanto que fosse da vontade de Deus, uma mão divina o preservaria de todo o mal. Até as coisas que pareciam ser contra ele no momento em que ocorreram, demonstraram ser providenciais (Gn 42:36). Peniel foi o ponto decisivo na vida de Jacó (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
31 Manquejava. Embora fisicamente manco, provavelmente para o resto da vida, mas com o espírito liberto, Jacó desfrutou as mais ricas bênçãos de Deus. Toda luta deixa cicatrizes. […] Até nosso Senhor Jesus Cristo leva as marcas do feroz conflito pelo qual passou quando esteve na Terra, e continuará a tê-las por toda a eternidade. Nossas marcas desaparecerão e erão esquecidas (2Co 4:17; Is 65:17). Ao passo que nossas cicatrizes são resultado da luta contra o eu, as marcas dos cravos nas mãos de Cristo sobrevieram através do conflito enfrentado com os poderes das trevas, em nosso favor (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
32 articulação do quadril. …a frase diria “o nervo do quadril”. Os judeus ortodoxos se abstêm de comer essa porção de qualquer animal usado como alimento… Embora ela não seja mencionada em outra parte do AT, o Talmude judaico considera esse costume como uma lei cuja violação deve ser punida com açoites (Tratado Chulin, Mishnah, 7) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-31/
“…tenho visto tudo o que Labão lhe fez.” (v. 13, NVI).
Essa mensagem de Deus certamente encorajou o coração perturbado de Jacó, desgastado por anos de excesso de trabalho e manipulação emocional. Quão reconfortante! Jacó não teve que lutar sozinho em suas batalhas; Deus estava lutando por ele.
Você foi enganado e maltratado por alguém por anos? Imagine como seria reconfortante se Deus lhe dissesse diretamente: “Eu vi tudo o que Fulano está fazendo com você”. É absolutamente verdade. Nada escapa à atenção de Deus: nenhum insulto, nenhum engano, nenhum abuso, nenhuma traição – absolutamente nada é muito trivial para ele. Nada escapa de Seu escrutínio soberano. Deus se importa como as outras pessoas tratam você, a menina dos olhos dele!
Você pode ter Labões modernos fazendo sua vida miserável hoje, mas mais importante, você tem um Deus que vê tudo o que está sendo feito para você. Confie que Deus trará bem do mal, assim como fez para o Jacó. Todas as coisas funcionam juntas para o nosso bem – ao final!
Deus é especialista em transformar maldições em bênçãos. Seu moderno “Labão” pode ter tramado contra você, mas Deus está planejando o teu curso. Deus está lutando por você. E se Ele está do teu lado, quem pode estar contra você?
Lori Engel
Eugene, Oregon USA
Postado no blog mundial em: https://www.revivalandreformation.org/?id=277
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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GÊNESIS 31 – Ambição, inveja, egoísmo, interesse próprio, tirar vantagem fazem parte do coração natural que ilude, manipula e engana. Ganância, rivalidade e maldade caracterizam o coração daqueles que estão chafurdando no pecado, ignorando o perdão divino e desprezando o plano de salvação.
1. Labão explora seu genro Jacó, o qual é motivado a fugir da casa do sogro com tudo o que tem (vs. 1-21);
2. Labão persegue a Jacó até encontrá-lo, mas nada impede os propósitos de Deus de se cumprirem (vs. 22-55).
Jacó vê a si mesmo em seu sogro. Olhar para o sogro era o mesmo que olhar-se no espelho. Quando olhava ao sogro, ele via “alguém tão desejoso de enganar, tão desejoso de atingir os próprios objetivos, tão desejoso de fazer negócios quanto ele próprio” observa o teólogo Paul R. House.
As pessoas enfrentam dificuldades quando convivem com alguém que tem os mesmos defeitos. Há intolerância quando percebe-se nos outros os próprios defeitos. Contudo, Deus usa isso como espelho para levar-nos a reconhecer e abominar nossos erros, embora custe entender isso.
Contudo, Deus estava no controle, mexendo os pauzinhos a fim de revelar seu plano de salvação à família de Jacó e ao mundo. Deus cumpre o que prometeu a Abraão, mas Jacó deveria voltar à terra de seus pais (vs. 2-5). Deus está com Seus filhos ainda que estes não O buscam.
Após 20 anos com Labão, após ser enganado no casamento e ter trabalhado o dobro pela esposa Raquel, após ter o salário alterado 10 vezes para pior, Jacó fugiu cheio de mágoa. Deus providenciou forma de resolver as diferenças com o sogro. Jacó partiu com os problemas resolvidos (vs. 33-49) – Deus é perito em resolver problemas, confie nEle!
Graça é bênção imerecida. Deus opera em pessoas que merecem punição, mas oferece bênçãos. Aquele que precisa de salvação precisa experimentar, primeiramente, as bênçãos de Deus, a fim de aceitar o plano da salvação que visa libertar da condenação.
• Assim como Deus agiu na família de Jacó, está atuando em nossa família – a demora é devido a nossa teimosia.
• Deus usa vários métodos a fim de mostrar-nos quão mal somos; um deles é colocar-nos diante de pessoas com nossos defeitos.
• Deus nos cuida, independentemente de nossas falhas.
Arrependamo-nos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“E disse o Senhor a Jacó: Torna à terra de teus pais e à tua parentela; e Eu serei contigo” (v.3).
A prosperidade de Jacó provocou a inveja no coração de Labão e de seus filhos, e a feição daquele que dantes o recebera com festa já “não lhe era favorável, como antigamente” (v.2). Era hora de sair daquele lugar e voltar para casa. E após a confirmação divina e a aprovação de Lia e Raquel, aproveitando-se de um tempo em que Labão estava fora de casa, reuniu sua família e “fugiu com tudo o que lhe pertencia” (v.21). Só após três dias Labão tomou notícia da fuga e, apercebendo-se do sumiço de seus “ídolos do lar” (v.19), saiu no encalço de Jacó com a fúria de quem se sentia traído.
O Senhor, contudo, não permitiu que a raiva de Labão fosse consumada e, em sonho, lhe falou a fim de proteger o seu servo Jacó. O diálogo que se seguiu entre sogro e genro foi amistoso e terminou com um acordo de paz. Antes disso, porém, Labão procurou certificar-se se os seus deuses não estavam naquele acampamento. E a resposta de Jacó se cumpriria com o nascimento de Benjamim: “Não viva aquele com quem achares teus deuses” (v.32). A dissimulação de Raquel e os ídolos que ainda conservava em seu coração e em seu lar lhe custaria a própria vida.Vivemos no limiar do maior evento que o Universo já contemplou. Jesus prometeu: “voltarei” (Jo.14:3). E está chegando o tempo em que os rostos que um dia nos tinham grande consideração não mais nos serão favoráveis. Sob o olhar e a bênção de Deus, o Seu povo marchará para a triunfante vitória. Até lá, o Senhor nos diz: “Fugi do meio de Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr.51:6). “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). É um recado claro e urgente que demanda renúncia e uma firme decisão.
Assim como a mentira e a idolatria de Raquel lhe custaria a própria vida, muitos dentre o professo povo de Deus, conservando os ídolos deste mundo no coração e no lar, sofrerão as dores de quem estava tão perto de chegar em Canaã, mas tão longe da santificação e da pureza de Cristo que são a marca daqueles que atravessarão os portais da eternidade. Com profundo zelo o Senhor reivindica que o Seu povo se mantenha imaculado da contaminação que há no mundo e, inspirando Seu servo, ordenou: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).
Não é hora de esconder ídolos, meus irmãos! É hora de fugir de nós mesmos, de nossas fraquezas, de tudo que nos remete a erros passados e de buscar, no Senhor, forças para continuar marchando até alcançar o nosso verdadeiro Lar. Que até lá, sejamos uns para os outros as mãos que ajudam a levantar, os pés que indicam o caminho certo, os lábios que proferem bênçãos e o coração que transborda o amor de Deus. A jornada é difícil e o caminho é estreito, mas grande e sobremodo poderoso é o Senhor que nos guia e nos diz: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).
Bom dia, peregrinos rumo à Canaã Celestial!
Desafio do dia: Existem muitos ídolos modernos que podem nos roubar a coroa da vida eterna. Ore pedindo ao Espírito Santo que lhe mostre os “ídolos” que acaso você ainda não abandonou e peça forças para livrar-se deles.
Rosana Garcia Barros
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1208 palavras
1-55 Em cumprimento à sua promessa em 28.15, O Senhor levou Jacó de volta à Terra Prometida com grande riqueza às custas e Labão e acima da oposição do mesmo (v. 42). Deus permaneceu firme às suas promessas, apesar das maquinações de Jacó e da idolatria pagã de sua casa (v. 19; 28.20) (Bíblia de Genebra).
1-3 Jacó “ouvia”, “reparou”, e, então, Deus falou. Todos os sentidos dispararam o alarme da mudança da situação. Os filhos de Labão, que aparecem pela primeira vez na história, reclamam do estrangeiro (Andrews Study Bible).
3 Torna à terra. A partida de Jacó e seus filhos de Padã-Arã prenuncia o êxodo das doze tribos de Israel do Egito; eles vão em resposta a um chamado de Deus para adorar na terra de Canaã (vs. 3,13; cf Êx 3:13-18); eles despojam o inimigo de sua riqueza (v. 9; cf Êx 12:35-36); eles são perseguidos por forças superiores e salvos por intervenção divina (vs 21-42; cd Êx 14:5-31). Estes exemplos do Antigo testamento, por sua vez, apontam para a peregrinação do Novo Israel, a igreja (1Co 10-1-4) (Bíblia de Genebra).
4 Então, Jacó mandou vir. Jacó finalmente começou a responder a Deus com pronta obediência (cf 12.4; 17.23; 22.3) (Bíblia de Genebra).
4-15 Esta é a primeira vez que Lia e Raquel concordam com um plano de ação. O retorno a Canaã não é somente uma necessidade (devido à alteração das condições), mas também uma resposta à ordem de Deus, que (como sempre) é seguida de uma promessa divina (ver 12:1-2) (Andrews Study Bible).
7 dez vezes. O número dez significava plenitude; Jacó talvez esteja deplorando a magnitude da desonestidade de Labão (Bíblia de Genebra).
9 Deus tomou. Através de seu comportamento desonesto para com Jacó, Labão ficou sujeito à maldições da aliança (12.3; 27.29) (Bíblia de Genebra).
15 consumiu tudo o que nos era devido. Esta frase ocorre em contextos sociais semelhantes nos textos mesopotâmicos de Nuzi (c. 1500 a.C). legalmente, pelo menos parte da compensação recebida pelo pai quando cedia a filha em casamento deveria ser dada à própria filha (Bíblia de Genebra).
17-21 Note a descrição completa da visão divina, comparada à breve visão no v. 3 (Andrews Study Bible).
19 ídolos do lar. Ídolos pequenos, portáteis, associados frequentemente com deuses ancestrais ou padroeiros. Estes ídolos domésticos eram muito importantes, e seu desaparecimento significava problemas. Uma vez que eles eram parte da herança, pode ser que Raquel os considerava como seu direito de herança – especialmente considerando que elas não tinham recebido nada (vs. 14-15) (Andrews Study Bible).
Os ídolos, que Raquel furtara, eram “terafins”, ou “deuses domésticos”, pertencentes a Labão (cf 30). Os tabletes de Nuzi indicam que os “terafins” provavam então, que os possuidores eram os legítimos herdeiros. É provável que Labão não tivesse nenhum herdeiro varão ao tempo da vinda de Jacó para sua casa. Uma vez casado com suas filhas, Jacó deveria, naturalmente, ser admitido como filho adotivo e herdeiro. Entretanto, posteriormente nasceram filhos a Labão (31.1) e os costumes de então estabeleciam que os filhos tivessem precedência sobre os adotivos. Transparece, na descrição dos fatos, que Raquel estava determinada a tudo fazer no sentido de que se mantivessem os direitos do esposo e dos descendentes. Jacó estava na plena ignorância dos atos de Raquel. Ele deveria estar consciente do direito de primogenitura em sua própria família, isto é, de Isaque (Bíblia Shedd).
23 seus irmãos. Labão tinha superioridade militar [cf. v. 29] (Bíblia de Genebra).
24 veio Deus. Deus soberanamente protegeu Jacó, assim como tinha feito com Abraão (12.17; 20.3) e Isaque (26.8) (Bíblia de Genebra).
25-42 O diálogo entre Labão e Jacó é cheio de acusações e suposições. Labão foi muito longe para encontrar seus ídolos caseiros, mas não pôde encontrá-los devido à esperta ação de Raquel. De acordo com as leis posteriores sobre menstruação (Lev. 15:19-23), uma audiência judia poderia ver o humor implícito: Raquel, argumentando menstruação, estava, na verdade, ridicularizando estes deuses (Andrews Study Bible).
27 alegria… harpa. Novamente, Labão apelou para o costume (cf 29.26), desta vez reclamando que o ritual costumeiro de despedida não havia sido seguido (cf 24.60) (Bíblia de Genebra).
35 regras das mulheres. O período menstrual. A lei mosaica vai, mais adiante, especificar que as mulheres nessa condição eram cerimonialmente impuras (Lv 15.19-24). Assim como no cap. 27, o filho mais novo havia enganado seu pai (Bíblia de Genebra).
39 sofri o dano. De acordo com as leis antigas que especificavam as responsabilidades dos pastores, como as que estão no código de Hamurábi (c. 1750 a.C.), Jacó não deveria ser responsável pelas perdas (Bíblia de Genebra).
38-41 Jacó conseguiu excelente folha de serviços, como pastor de ovelhas. O Código de Amurabe (contemporâneo) estabelecia que o pastor teria de fornecer uma lista dos animais que lhe fossem confiados. Alguns poderiam ser usados para alimentação; ele não ficava responsável pelos que fossem devorados pelos leões ou mortos pelos raios. Do pastor, porém, esperava-se que devolvesse o rebanho com razoável incremento e que pagasse em dobro as ovelhas que se tivessem perdido por negligência. Os versículos que seguem ficam bem esclarecido em face do referido Código (Bíblia Shedd).
43-55 A despeito da atitude agressiva de Labão, Jacó e seu sogro entram em concerto que resolve a questão entre eles. Uma pedra é estabelecida como uma coluna (28:11, 18; 35:14,20), e uma pilha de pedras é juntada. Seu nome é incluído tanto em aramaico (a provável língua de Labão) e em hebraico, para funcionar como testemunha (Andrews Study Bible).
42 O Temor de Isaque, ou “aquele que atemoriza Isaque” (Bíblia de Genebra).
O comportamento decisivo apresentado por Jacó em sua amarga argumentação, consistia em asseverar que Deus tinha pronunciado uma sentença e condenado os atos de Labão. Tal maneira de arrazoar levou Labão a propor o estabelecimento de uma aliança com Jacó (cf v. 44) (Bíblia Shedd).
43 tudo que vês é meu. A reivindicação de Labão mostra que o temor de Jacó era justificado (v. 31) (Bíblia de Genebra).
46 A antiga praxe de tomar uma refeição para firmar um compromisso é bem conhecida. Posteriormente, oferecia-se também um sacrifício, o qual se fazia acompanhar de uma festa de ação de graças (54). mediante a participação no sacrifício e os compromissos mutuamente assumidos, não se podia admitir nenhuma violação (cf também 26.30) (Bíblia Shedd).
47 Jegar-Saaduta, frase aramaica que significa “monte/pilha do testemunho”. Galeede [Gileade] é palavra hebraica equivalente (Bíblia Shedd).
49 Mispa, “posto de vigilância”. A ereção de uma coluna ou “monte” tinha por objetivo indicar que ficava estabelecida uma linha divisória através da qual nenhum dos compromissados haveria de passar com intuitos hostis (Bíblia Shedd).
50 tomares outras mulheres além delas. A família de Tera dava valor à estrutura familiar, em contraste com os cananeus (24.3-4; 26.34-35; 27.46; 28.9). Esta proibição era comumente encontrada em contratos de casamento do antigo Oriente Próximo (Bíblia de Genebra).
53 O Deus de Abrãao… Naor… pai. Labão, o pagão, aparentemente considerava o Deus de Abraão como um dos deuses de sua família. Tera, o pai de Abrão e Naor, foi provavelmente um adorador da lua em Ur (11.27; Js 24.14) (Bíblia de Genebra).
54 Irmãos nesta passagem poderá ter a significação de parentes próximos referindo-se, provavelmente, aos filhos de Labão. O termo “filhos” em hebraico (55) não raro inclui todos os filhos e, neste caso, os netos de Labão. Pelo menos nesta fuga, Jacó não deixara um parente ou irmão tão ofendido que precisaria temer por sua vida, como foi no caso de Esaú. Foi uma lição de fé para Jacó, ouvir como Deus tinha advertido a Labão para não vingar-se. Não foi a astúcia de Jacó, mas o cuidado de Deus que o salvara (29.31) (Bíblia Shedd).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-30/
A disfunção familiar é escandalosa em Gênesis 30: rivalidade entre irmãos, poligamia, ciúmes, manipulação e controle, subornos, raiva – está tudo lá!
Por exemplo, considere a exigência de Raquel: “Dê-me filhos ou eu morrerei”. A identidade de Rachel se baseava no fato de ela ter ou não filhos. Buscando satisfazer suas próprias necessidades, ela impôs exigências impossíveis ao marido frustrado. Sua felicidade foi baseada em circunstâncias externas que ela não podia controlar. Se ela não conseguisse o que queria, então ela preferia morrer.
“Dê-me o que eu preciso ou não serei feliz.” “Dê-me o que eu quero ou então …” Motivos trágicos que expõem corações egoístas. Palavras trágicas que continuam destruindo casas e vidas hoje.
Mais tarde, as palavras de Raquel: “Eu tive uma grande luta com minha irmã, e eu ganhei” revelam que ela estava mais interessada em ganhar do que em um relacionamento. Quantas relações foram destruídas devido à necessidade de vencer ou estar certo? Quantos de nós tentam e manipulam os outros para atender às nossas próprias necessidades?
Quando confiamos em Deus para satisfazer nossas necessidades, encontramos segurança interna e felicidade que não podem ser encontradas manipulando ou controlando os outros.
Lori Engel
Eugene, Oregon USA
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Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli