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Moisés escreveu este livro para mostrar coisas importantes ao povo que saíra do Egito, taxado de escravo, tratado de forma inferior a animais. Sua importância era tão real como a nossa:
• Nossa nobre origem divina revela nossa importância (Gênesis 1-2);
• Após o pecado, o Criador revelou um plano: Haveria um Salvador para libertar todo pecador (Gênesis 3);
• Com a multiplicação do pecado, foi necessário limitá-lo por meio de um dilúvio mundial e a confusão das línguas na Torre de Babel (Gênesis 4-11).
• Deus investiu em Abraão no processo do plano de salvação, o qual seria o pai da nação donde viria o Messias.
Até o 11º capítulo Moisés sintetiza cerca de 2000 anos de História mundial, os 39 restantes contam em detalhes a origem do povo judeu (nossa também) e expõe a razão de Israel estar no Egito.
Chegamos ao último capítulo do livro das origens/gênese. Estamos contidos nele devido a que o plano de salvar o mundo envolve a todos nós. Além das muitas lições que aprendemos esta é a mais importante delas.
Com tal lição em foco, observe com atenção o legado de José para nós que chegamos na conclusão de sua história:
1. Poder, política e status podem perverter muitas pessoas (quase todas), mas José ensina-nos que nenhum sucesso precisa corromper quem humildemente teme a Deus;
2. Autoridade, fama e riquezas podem corromper muitas pessoas, mas José demonstra que nenhum lance pode tornar vingativo um servo de Deus;
3. Sabedoria, habilidades e vitórias não devem deixar nenhum filho de Deus ignorante, insensível ou estúpido; pelo contrário, como José, deve reconhecer, humildemente, a poderosa mão divina em tudo e, ajudar àqueles que precisam.
Antes de morrer, José deixou-nos o segredo teológico que norteou sua vida, ao dizer a seus irmãos: “Não é preciso ter medo. Por acaso estou no lugar de Deus? Será que vocês não percebem que planejaram o mal contra mim, mas Deus transformou o mal em bem […] salvando a vida de muita gente? […] Vou cuidar de você e de seus filhos” (vs. 19-21).
Se esta filosofia reger tua vida experimentarás grandes sucessos e colaborarás com a salvação de muita gente! Você aceita?
Você tem absorvido aos princípios bíblicos de vida? Em que Gênesis te influenciou? – Heber Toth Armí.
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“Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração” (v.21).
A morte de Jacó causou grande comoção em toda a terra do Egito. José tornara-se tão amado pelo povo, que os egípcios choraram a sua dor. O velho Israel também cativara o coração daquele povo com a sua satisfação em abençoar-lhes e de sempre ter em seus lábios palavras de bondade. Como está escrito: “Pela bênção que os retos suscitam, a cidade se exalta” (Pv.11:11). A sua morte representava uma grande perda não apenas para a sua família, mas também para a terra que o acolhera, que o pranteou por “setenta dias” (v.3).
Devidamente autorizado por Faraó, José cumpriu o juramento feito a seu pai e subiu para sepultá-lo no lugar designado. Além de José e de seus irmãos, muitos egípcios acompanharam “o cortejo”, de forma que “foi grandíssimo” (v.9). Em determinado momento do caminho, houve uma segunda fase de luto “e José pranteou seu pai durante sete dias” (v.10), de maneira a chamar a atenção dos cananeus, que exclamaram: “Grande pranto é este dos egípcios” (v.11). E findo o sepultamento, todos retornaram para o Egito. Os irmãos de José, porém, temendo por suas vidas, acordaram entre si uma estratégia para aplacar a suposta ira de José. Pensaram que, com a morte de Jacó, José poderia intentar vingança contra eles.
Ouvindo as palavras dos mensageiros de seus irmãos, “José chorou enquanto lhe falavam” (v.17). Aquelas ruins suspeitas entristeceram profundamente o seu coração. Cogitavam que o bem que José lhes tinha feito era por causa de Jacó e de Benjamim, e que só aguardava o momento oportuno para lhes retribuir todo o mal que lhe fizeram no passado. E vendo que eles novamente se prostravam, oferecendo-se como servos, lhes provou que o seu perdão era autêntico e que Deus transformara a maldição em bênção para a conservação da vida deles mesmos e de suas famílias. José “os consolou e lhes falou ao coração” (v.21).
Jacó foi um homem que cometeu muitos erros e teve de colher danosas consequências. Mas tornou-se um homem de Deus que fazia a diferença na vida das pessoas onde quer que habitasse. A bênção do Senhor era visível em sua vida. Foi assim até apartar-se da casa de seus pais, foi assim na casa de Labão, foi assim em Canaã e não foi diferente no Egito. José, apesar da Bíblia não fazer referência direta a erros específicos, também foi um homem sujeito aos mesmos sentimentos que você e eu. Talvez seu maior erro tenha sido a ingenuidade de compartilhar seus sonhos com seus irmãos. Mas José não permitiu que as vicissitudes da vida destruíssem a sua fé. Confiando na guia divina, andou passo a passo com Deus e tornou-se um símbolo do que Cristo faria pela humanidade. Jacó e José foram embaixadores de Deus na Terra.
Todas as vezes que alguém nos fizer mal, como José, indaguemos: “acaso, estou eu em lugar de Deus?” (v.19). Deus não nos confiou o ministério da punição ou da retaliação, e sim o ministério da reconciliação em Cristo Jesus, “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando Consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação” (2Co.5:19). Sejamos, pois, imitadores de Cristo e obedientes à palavra da exortação, de “que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef.4:1-3).
Feliz sábado, embaixadores de Cristo!
Desafio do dia: Convide pelo menos um amigo, para estudarmos juntos o livro de Êxodo.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis50 #RPSP
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497 palavras
1-3 O texto foca o sofrimento de José e mantém silêncio sobre os irmãos. Jacó é tratado do mesmo modo que o seria um nobre egípcio, marcando a alta consideração pela família de José. A religião egípcia requeria o embalsamento do corpo tendo em vista a jornada após a vida. Quarenta dias… setenta dias. Os quarenta dias de embalsamento eram seguidos de trinta dias de luto (Num. 20:29; Deut. 34:8) (Andrews Study Bible).
2 embalsamassem. Uma prática egípcia destinada a preservar o corpo após a morte e, desta forma, conservar a identidade pessoal na vida pós-morte. Não existia essa prática em Israel. Aqui, o intento é o de preservar o corpo para ser transportado para Canaã (Bíblia de Genebra).
4 falou José à casa de Faraó. Logo após ter chorado a morte de seu pai (Dt 34.8), a aparência de José talvez não fosse adequada para se apresentar diante de Faraó (cf 41.14) (Bíblia de Genebra).
4-14 Após receber a permissão de Faraó para enterrar Jacó em Canaã, José, seus irmãos, e “todos” os oficiais de Faraó viajaram a Canaã para o enterro de Jacó. A explicação de José para a necessidade do enterro em Canaã (v. 5 “sepultura que eu cavei para mi mesmo”) é colocada de modo que possa ser entendida pelos egípcios (Andrews Study Bible).
9 carros e cavaleiros. A história posterior do êxodo usa linguagem similar (Êx. 14:9, 17-18, 23, 26, 28) (Andrews Study Bible).
10 além do Jordão. As palavras “além do Jordão” indicam que esse livro [Gênesis] foi concluído na outra margem desse rio, onde Moisés, depois, faleceu (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento – F.B Meyer).
11 Abel-Mizraim. Lit. “Lamentação do Egito” (Andrews Study Bible).
No hebraico ebel significa “lamentação” e abel, “campo”. O nome parece ser um jogo das duas palavras (Bíblia Shedd).
13 Caverna do campo de Macpela. Ver 24.3.
17 As lágrimas de José só demonstraram o seu amor para os irmãos ao pensar que eles tinham desconfiado do seu perdão genuíno (Bíblia Shedd).
19 Este é o coração e o clímax da história de José: só Deus pode perdoar pecado e cobrir a culpa do homem pecador. A providência divina dirige em tudo, tornando os propósitos maus dos homens em bem (cf 45.4-7) (Bíblia Shedd).
21 lhes falou ao coração. Ver 34:3. O perdão verdadeiro entre seres humanos é induzido pelo perdão divino (Ef. 4:32) (Andrews Study Bible).
22,26 110 anos. O tempo ideal de uma vida, segundo inscrições egípcias (Bíblia Shedd).
Note a longevidade decrescente dos patriarcas desde Abraão (175 anos; 25:7) até José (110 anos). Ele recebeu embalsamento e honras de sepultamento como as teve Jacó (Andrews Study Bible).
23 Os filhos de Maquir, neto de José, são descritos como tomados sobre os seus joelhos (lit “nascidos sobre os seus joelhos”). Significa “adotados como seus descendentes” (Bíblia Shedd).
24 Deus certamente nos visitará. O verbo hebraico traduzido por “visitar” denota um encontro divino que mudará a vida de alguém para o bem ou para o mal (21.1; Êx 3.16, 4.31; Lc 1.68,78; At 15.14) (Bíblia de Genebra).
25 transportar os meus ossos. Os ossos de José foram tirados do Egito por Moisés (Êx 13.19) e, mais tarde, foram sepultados em Siquém (Js 24.32) (Bíblia de Genebra).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-49/
Gênesis 49 nos traz uma séria advertência: Nossas ações e escolhas têm uma influência decisiva em nossas vidas e na de nossos descendentes.
Muitas vezes ficamos surpresos ao ver como nossos filhos Christian e Giovani apresentam comportamentos e defeitos semelhantes aos nossos. Sabemos que traçar um caminho próprio tem sido uma luta para eles, uma busca racional e espiritual para fortalecer as boas características e minimizar as más influências que lhes transmitimos.
Mas Gênesis 49 também traz boas notícias: nós não necessariamente temos que ficar presos à maldição de uma má origem. A graça de Deus pode transformar maldição em bênção. Simeão e Levi, por causa de seu caráter violento, influenciaram a dispersão de suas tribos em Israel (v.7). Mas, por causa de uma escolha sábia da tribo de Levi de enfrentar o caminho fácil da idolatria (Êx 32:26), Deus escolheu os levitas como a tribo sacerdotal para Israel.
Temos uma escolha hoje: lamentar nossas fraquezas ambientais e hereditárias ou nos submeter à ação do Espírito Santo para transformar nosso caráter à semelhança de Jesus. Deus pode transformar nossas boas escolhas em uma boa colheita com efeitos eternos aos nossos filhos naturais e espirituais.
Jeferson e Gisele Quimelli
Professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa
Paraná, Brasil
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=295
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio(Voz: Valesca Conty):
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Enquanto muitos pais jogam pragas e amaldiçoam seus filhos, o cristão atento abre a Bíblia e aprende com Jacó a abençoá-los para deixar-lhes o maior dos legados: Bênçãos espirituais (o que não exclui bênçãos materiais).
A boca fala do que o coração está cheio; tão-somente o coração de um pai cheio das bênçãos de Deus abençoará profusamente seus filhos! Somente poderá deixar um sólido legado espiritual aquele que é realmente espiritual. O legado espiritual é a maior e melhor herança que um pai pode deixar a seus filhos!
A única forma de descansar em paz é abençoando os filhos e deixando a família em paz antes de morrer. Pais egoístas, que não pensam em seu fim nem se preocupam com seus filhos e netos não repartem a herança nem preparam sua família para sua morte. Então, grandes problemas surgirão começando com brigas por herança entre irmãos.
O testamento de Jacó a cada um de seus filhos se vê nos seguintes versículos:
1. Ruben (vs. 1-4);
2. Simeão e Levi (vs. 5-7);
3. Judá (vs. 8-12);
4. Zebulom (v. 13);
5. Issacar (vs. 14-15);
6. Dã (vs. 16-18);
7. Gade (v. 19);
8. Aser (v. 20);
9. Naftali (v. 21);
10. José (vs. 22-26);
11. Benjamim (v. 27).
Depois de especificar bênçãos conforme as características de cada filho, Jacó encolheu-se na cama e expirou/morreu (vs. 28-33). Que atitude nobilíssima! Que morte magnífica! Que funeral pacífico foi esse! Apenas quem vive com qualidade morre com dignidade!
A vida de Jacó e de seus filhos demonstram que o mais importante não é quem bem começa a vida cristã, mas quem bem termina. Não importa o quanto você errou, mas o que você aprendeu dos erros. Não importa quantas vezes tenhas caído em pecado, mas quantas vezes você deixou de regredir e passou a progredir na fé.
Jacó demora-se mais ao abençoar Judá. Ele recebe a bênção da primogenitura em lugar de Ruben, o mais velho. Judá/leãozinho – que casou-se com uma pagã; teve três filhos perversos; teve mais dois filhos com sua nora –, foi abençoado como rei pelo patriarca. Algum equívoco? Não! Vimos como ele converteu-se/transformou-se!
De Judá virá Siló, uma referência ao Messias! Por conseguinte, Jesus foi chamado de Leão da tribo de Judá! – Heber Toth Armí.
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“Ajuntai-vos e ouvi, filhos de Jacó; ouvi a Israel, vosso pai” (v.2).
Após a bênção proferida sobre Efraim e Manassés, “chamou Jacó a seus filhos e disse: Ajuntai-vos, e eu vos farei saber o que vos há de acontecer nos dias vindouros” (v.1). As últimas palavras de quem está à beira da morte geralmente são palavras cheias de significado e que representam o que tenha sido mais importante na vida. Não foi diferente com Jacó. Seus filhos eram o que possuía de mais importante na terra e suas palavras finais foram-lhes dirigidas com o peso de quem sabia que suas escolhas definiriam o destino de cada um e das doze tribos de Israel.
A bênção profética de Jacó não tinha o poder de ser definitiva. Eram profecias condicionais, como o foi no caso de Levi. Sua descendência mostraria fidelidade ao Senhor em um momento de apostasia e receberia o privilégio do sacerdócio e dos cuidados do templo. Apesar do cunho negativo de algumas palavras, não deixavam de ser bênçãos, como a voz de Deus a indicar-lhes suas faltas e ruins inclinações e os convidando ao arrependimento. Temos facilidade em receber elogios e palavras de apreço, mas quão difícil é ouvir palavras de correção e de repreensão.
Vamos analisar as palavras ditas a alguns dos filhos de Israel:
- A Rúben foi dito: Você é impetuoso e adúltero;
- A Simeão e Levi: Vocês são farinha do mesmo saco, violentos e assassinos;
- A Issacar: Você não passa de um preguiçoso, mas trabalhará como um servo;
- A Dã: Você é uma serpente que morde por trás, um fofoqueiro e idólatra.
Notem que logo após a bênção proferida a Dã, disse Jacó: “A Tua salvação espero, ó Senhor!” (v.18). As tribos de Israel foram um símbolo da antiga aliança, mas também permaneceriam sendo um símbolo da aliança eterna entre Deus e o Seu povo de todos os tempos. Ao fazer referência aos cento e quarenta e quatro mil (número simbólico), João dividiu este número entre as tribos de Israel, mas a tribo de Dã não é citada ali (Ap.7:5-8). Em dado momento da história de Israel, a profecia de Jacó se cumpriu nesta tribo e, por sua deslealdade e idolatria, perdeu o direito à porção da herança eterna. Foram avisados, mas não deram atenção à repreensão divina.
A ordem dada pelo enfermo ancião aos seus filhos: “Ajuntai-vos e ouvi” (v.2) é uma regra áurea de Deus para o Seu povo. Todas as vezes que Israel se reunia com o objetivo de ouvir as palavras do Senhor eram grandemente abençoados. Nem sempre o que Deus tem para nos dizer é fácil de se ouvir. Geralmente são palavras que ameaçam o nosso conforto e ferem o nosso egoísmo. Mas quão maravilhoso é experimentar a real liberdade que a Palavra do Senhor nos oferece! Foi quando Israel se reuniu ao pé do monte que Deus manifestou o Seu poder e glória. Foi quando Neemias e o povo se reuniram para orar e reconstruir os muros de Jerusalém que Deus os abençoou e os livrou dos inimigos. Foi quando os discípulos de Jesus se reuniram em oração para clamar pela promessa do Consolador que cumpriu-se a promessa no Pentecostes.
Quando o derradeiro povo de Deus compreender que esta ordem, “Ajuntai-vos e ouvi”, é tão atual quanto o foi no passado, seremos testemunhas oculares do derramamento da chuva serôdia. Com um apelo forte e urgente, somos chamados pelo Espírito Santo a unirmos nossas vozes em orações e súplicas, nossas mãos sustentando-nos uns aos outros e nossos corações pulsando no mesmo ritmo de quem ama a vinda do Salvador. Não encare os sofrimentos e as tribulações com o desânimo de um derrotado. Lembre-se de Jesus e o quanto Ele sofreu para que você e eu sejamos herdeiros das bênçãos eternas. Ele mesmo nos advertiu: “No mundo, passais por aflições”, porém, também nos garantiu a vitória: “mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33).
Não importa o seu passado. Entregue-se a Cristo, agora e à cada dia, e o seu futuro eterno estará garantido!
Bom dia, vencedores em Cristo Jesus!
Desafio do dia: Faça do seu lar uma casa de oração. Estabeleça motivos de oração diários para orar junto com sua família.
Rosana Garcia Barros
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1-28 O último testamento de Jacó aos seus filhos (incluindo bênçãos e também algumas maldições) é um importante documento legal. Alinhado com sua natureza solene está o fato de ter sido escrito em poesia. A maioria das profecias de louvor ou recriminação são escritas em palavras que jogam com os nomes dos filhos ou fazem referências a animais e não são facilmente reproduzidas em uma tradução (Andrews Study Bible).
As declarações anunciadas por Jacó e anunciadas neste capítulo não são, propriamente, bênçãos. São predições relacionadas com as doze tribos de Israel, divinamente inspiradas, que de modo bem exato, retratam os caracteres dos respectivos ancestrais (Bíblia Shedd).
As palavras do patriarca inspirado profetizaram o destino das doze tribos que descendiam de seus filhos, em sua maior parte por meio de trocadilhos com seus nomes ou através de comparações com animais. Os nomes e as ações (boas ou más) dos doze filhos prenunciavam o destino de cada tribo. Essas bênçãos proféticas no final do período patriarcal foram organizadas de acordo com as mães – os seis filhos de Lia (vs. 3-15), os quatro filhos das servas (vs. 16-21) e os dois de Raquel (vs. 22-27) – e exibiam a soberania de Deus sobre a nação. Elas serão expandidas mais tarde na “benção de Moisés” (Dt 33), conferida no limiar da conquista da Terra (Bíblia de Genebra).
1 dias vindouros. As profecias de Jacó englobam toda a história de Israel, desde a conquista e distribuição da terra até o reino do Messias, Jesus Cristo (v. 10). Ver Nm 24.14; Dt 31.28-29; Is 2.2 (Bíblia de Genebra).
3-7 As profecias sobre os primeiros três filhos de Lia – Rúben, Simeão e Levi – anunciam o castigo por faltas cometidas e não usam comparações com animais (Bíblia de Genebra).
3 Rúben. Ver 29.32; 35.22. A herança de um filho do antigo Oriente Próximo não poderia ser alterada por uma decisão arbitrária do pai, mas tais mudanças poderiam ser feitas se ocorressem sérias ofensas sexuais do filho contra a família (Bíblia de Genebra).
4 Impetuoso. O comportamento de Rúben foi negligente e destrutivo. O termo em hebraico, aqui, denota orgulho e presunção (cf Jz 9.4; 1Cr 5.1-2) (Bíblia de Genebra).
não serás o mais excelente. É claro que Ruben não se mostrou excelente em coisa, como podemos verificar no fato de que nenhum só juiz, ou profeta, se refere como provindo dessa tribo. Muito cedo, ela foi conquistada por Moabe (Jz 5.15-16) (Bíblia Shedd).
6-7 no seu furor mataram homens … Maldito seja o teu furor. A violência referida aqui se relaciona com a destruição desnecessária de Siquém (34:25). A dispersão de Simeão se verificara mediante a absorção da tribo pela da de Judá. A maldição sobre Levi foi transformada em bênção visto que a tribo foi separada para as funções sacerdotais, caso em que veio a atuar como representante da nação diante de Deus. Tal transformação resultara do fato de que os levitas tomaram partido em favor do Senhor no ensejo da repressão do pecado relacionado com o bezerro de ouro (Êx. 35.25-29) (Bíblia Shedd).
7 dividi-los-ei… espalharei. Compartilhando de uma inclinação a uma ira e crueldade destrutivas, Simeão e Levi constituíam-se uma ameaça à paz (34.25-31). Após o êxodo do Egito, a tribo de Simeão diminuiu em importância e não foi mencionada na bênção de Moisés (Dt 33). Simeão não recebeu uma herança separada na Terra Prometida, mas à essa tribo foram destinadas cidades pertencentes à herança de Judá (Js 19.1-9). Semelhantemente, a tribo sacerdotal de Levi recebeu cidades por toda a terra (Js 21.1-42) (Bíblia de Genebra).
8 Judá significa “Louvor”. No futuro, as demais tribos teriam razões de louvar a esta tribo, uma vez que Davi, sua dinastia e o Messias foram da linhagem de Judá (cf Is 11.1 e Mt 1.1-17) (Bíblia Shedd).
As tribos se prostraram diante do descendente de Judá, Davi, por causa de seus feitos heróicos (2Sm 5.1-3) (Bíblia de Genebra).
8-12 Note a extensão e conteúdo da bênção de Judá. Apesar de não ser o primogênito (de nenhuma da mulheres de Jacó), sua transformação de caráter e liderança o prepararam para tarefas mais elevadas. O título messiânico “Leão de Judá” é baseado neste texto. O termo “Siló” no v. 10, é de tradução particularmente difícil. Ele é repetido quase literalmente em Ez. 21:27, onde é relacionado a um rei davídico. Aponta para um futuro rei de Israel, vindo da tribo de Judá. Tipologicamente, aponta além de Davi, para Cristo que é o Rei messiânico perfeito (Andrews Study Bible).
9 leãozinho. O termo significa força, coragem e ousadia (Jz 14.18; Pv 28.1). O leão era um símbolo adequado para os reis guerreiros da linhagem real davídica de Judá culminando no Messias conquistador, Jesus Cristo (Ap 5.5) (Bíblia de Genebra).
10 O cetro não se arredará. Uma profecia que foi posteriormente aperfeiçoada e confirmada pela aliança davídica (2Sm 7.16) ((Bíblia de Genebra).
11-12 A bem-aventurança do governante messiânico é representada pelo vinho (um símbolo de prosperidade, 27.28) e pela sua beleza (Sl 45.2-9) (Bíblia de Genebra).
13 A Zebulom, sexto filho de Lia, é prometido lugar favorável, com respeito ao mar Mediterrâneo. Js 19.10-16, entretanto, indica que o território desta tribo não limitava, propriamente, com o mar. De qualquer maneira, tinha fronteira com a Fenícia que era o maior poder marítimo de então e, sem dúvida, ganhou muita prosperidade através desse contato (Bíblia Shedd).
14 Issacar é comparado com um animal de carga, satisfeito com a tranquilidade na terra, e pronto a se sujeitar aos cananitas (Bíblia Shedd).
15 trabalho servil. Tendo falhado em expulsar os cananeus para fora do seu território, a tribo de Issacar aparentemente desejava negociar sua liberdade em troca do trabalho forçado (cf. Jz 1.28-30). Issacar livrou-se do jugo cananeu sob a liderança de Débora e Baraque (Jz 5.15) (Bíblia de Genebra).
16 Dã (“juiz”) julgará, isto é, ganhará justiça e prestígio para essa tribo pela astúcia e luta contra outras tribos e os cananitas (Bíblia Shedd).
julgará. Ou “trará justiça a eles”. Ver 30.6 (Bíblia de Genebra).
17 serpente. Embora pequena, Dã era perigosa e subitamente atacava para derrubar inimigos maiores (Jz 18). O danita Sansão, sozinho, derrotou os filisteus (Jz 13-16) (Bíblia de Genebra).
19 Gade. Este versículo consiste num jogo de palavras (quatro das seis palavras hebraicas tem som semelhante a “Gade”) indicando o constante perigo a que Gade estava constantemente exposta por causa de seus vizinhos ao sul e ao leste (Amom e Moabe) (Bíblia de Genebra).
20 Aser ganhou como herança as terras baixas desde o Carmelo até Tiro. Era uma das partes mais férteis da Palestina, abundando em trigo e azeite de oliveira (cf 1 Rs 5.11) (Bíblia Shedd).
pão… delícias. Uma referência à sua terra fértil (Dt 33.24; Js 19.24-31). Ver 30.13 (Bíblia de Genebra).21 A descrição de Naftali como gazela solta, sugere a ideia de agilidade, vitalidade e liberdade. Esta tribo herdou a terra à volta do mar da Galiléia, que se relacionaria com a vinda do Messias (cf Is 9.1,2 com Mt 4.15,16) (Bíblia Shedd).
22 frutífero. A estéril Raquel produziria a tribo mais frutífera (30.2,22; 41.52). se estendem sobre o muro. Os filhos de José mais tarde procurariam aumentar seu território (Js 17.14-18) (Bíblia de Genebra).
24-25 Note a admirável multiplicação de nomes divinos (Bíblia de Genebra).
24 Poderoso de Jacó é um título que se refere não somente às maravilhas feitas na vida do grande patriarca, mas também fala do futuro em que Ele tornará esta pequena família numa nação poderosa, abençoada e benéfica (cf Is 1.24, 49.26) (Bíblia Shedd).
25 Todo-poderoso. Heb El Shaddai (Bíblia Shedd).
abençoará. A raiz hebraica para “abençoar” é usada seis vezes neste versículo. Essas bênçãos significavam a fertilidade da terra alimentada pela água vinda do céu e das profundezas da terra (1.6-8) e a fertilidade do corpo (“seios e da madre”; 1.22; cf Nm 24.5-7). As bênçãos outorgadas aos homens na criação estavam concentradas em José (Bíblia de Genebra).
27 Benjamim é um lobo. Ver 35.18. Esta tribo, posteriormente, teria a reputação de um guerreiro feroz (Jz 20.14-25) (Bíblia de Genebra).
29-33 Esta é a cena final da morte e Jacó. Antes de morrer, Jacó relembra aos seus filhos que seu local de sepultamento não é no Egito, mas na terra da promessa, aonde seus ancestrais estão descansando (25:8). Sepultamento é o termo chave nesta seção e no próximo capítulo. Note que Jacó será enterrado com sua primeira mulher, Lia – não com Raquel (Andrews Study Bible).
49.29 – 50.26 Crendo nas promessas de Deus feitas a Abraão e Isaque acerca de Terra Prometida (13.15), Jacó pediu para ser enterrado com eles em Canaã (49.29-32; cf 47.29-31). José também instruiu a sua família para enterrá-lo na Terra Prometida depois do êxodo (50.24-26; cf 24.32). O enterro de Jacó na caverna de seus pais e a determinação de José para ser enterrado em Canaã destacam a solidariedade da família da aliança e apontam adiante para o êxodo do Egito. A unidade da família será enfatizada adiante pelas bondosas palavras de José e suas provisões para os seus irmãos que haviam lhe causado mal (50.15-21) (Bíblia de Genebra).
33 recolheu os pés na cama. Na iminência da morte, Jacó ainda está no controle (Andrews Study Bible).
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Errata: Davi era da tribo de Judá da linhagem de Jesus