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I CORÍNTIOS 6 – Após lamentar a negligência do pecado na igreja, orientar quanto ao julgar o pecado na igreja e advertir quanto ao expurgar o pecado da igreja no capítulo anterior, o ousado mas amoroso apóstolo Paulo tratará no capítulo supracitado de “forma mais profunda sobre os dois problemas básicos que vem tratando até agora: As tensões dos relacionamentos interpessoais e as paixões interpessoais”, observa Hernandes Dias Lopes.
William MacDonald, em seu comentário deste capítulo, o intitula de “Devassidão entre os cristãos”. Álvaro César Pestana o divide em dois tópicos:
1. O problema de brigas judiciais entre irmãos (vs. 1-11);
2. O problema de práticas imorais (vs. 12-20).
Leia com atenção e ore para aplicar cada ensinamento ao teu coração:
Brigas judiciais e práticas imorais resultam da vida daqueles que não prezam pelos valores espirituais.
• A forma dos cristãos resolverem contendas entre irmãos difere da forma dos incrédulos. O mundo promove contendas, a igreja deve promover a reconciliação tendo por base o perdão divino.
• Os problemas dos cristãos devem ser resolvidos, não negligenciados. O mundo ensina a promover os problemas influenciando cada um a lutar por seus direitos; a Bíblia ensina resolver os problemas, ainda que tenha de perder, abrindo mão de seus direitos. Diga não à vingança!
• No âmbito eclesiástico o eu deve dar lugar a Deus para resolver qualquer questão; já a sociedade, com seus próprios preceitos carnais, estimula as pessoas a um confronto infernal.
• A imoralidade permeia a sociedade desprovida dos princípios de vida providos por Deus à humanidade decadente, mas essa imoralidade sexual deve estar longe de todo aquele que se rendeu a Deus.
• Enquanto o mundo foge da vida estressante nos prazeres da impureza, o crente foge das impurezas do pecado para Jesus.
“A igreja de Corinto estava sendo influenciada pelo meio em que vivia em vez de influenciá-lo. A igreja foi colocada no mundo para influenciá-lo e não para ser influenciada por ele. Porém, na igreja de Corinto o mundo estava ditando as normas e os rumos do comportamento da igreja” (Lopes).
Como cristãos atuais do corpo de Cristo, devemos atuar conforme rege a Palavra de Deus, não a palavra humana ou os desejos carnais; portanto, reavivemo-nos na Palavra a fim de revelarmos na vida os ensinamentos divinos! – Heber Toth Armí.
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“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (v.19).
Duas coisas afetavam a igreja de Corinto e estavam tomando grandes proporções. Havia ali sérios litígios entre irmãos e imoralidade sexual, pecados que foram postergados e tornaram-se do conhecimento de todos, inclusive dos incrédulos. As dissensões tornaram-se tão graves que alguns ousavam levar suas causas diante dos tribunais seculares. Não estavam dispostos a crucificar o próprio eu e colocavam “perante incrédulos” (v.6) litígios que deveriam ser julgados “no meio da irmandade” (v.5). Certamente aquela igreja precisava dar ouvidos às palavras de Paulo, ou continuaria sendo uma vergonha em sua comunidade.
Só o fato de existirem demandas no meio do povo de Deus é denominado por Paulo de “completa derrota” (v.7). O orgulho não permitia que sofressem as injustiças, e sim que buscassem de todas as formas possíveis a satisfação da justiça própria. Provavelmente, alguns casos foram levados diante de magistrados e outros ameaçavam fazer o mesmo. Na questão da imoralidade, havia promiscuidade tal que Paulo mesmo afirmou que “nem mesmo entre os gentios” se via tanta imoralidade (Rm 5:1). Em Seu ministério terrestre, Jesus nunca excluiu ninguém e sempre procurou Se misturar com os pecadores, mas Sua palavra de ordem não era “Permaneçam como estão!”, e sim, “Vai e não peques mais” (Jo 8:11).
Não recebemos de Deus a autoridade e o direito de julgar o que não nos compete, mas precisamos usar de honestidade para com os nossos irmãos. Como bem pontua Warren Wiersbe: “Apesar de os cristãos não deverem julgar as motivações uns dos outros (Mt 7:1-5), nem seus ministérios (1 Co 4:5), certamente é esperado que sejamos honestos sobre a conduta uns dos outros… O pecado não deveria ser ‘varrido para debaixo do tapete’, pois, afinal, era de conhecimento geral até mesmo dos incrédulos de fora da igreja” (Comentário Bíblico Expositivo, NT1, p. 766).
Tentar mascarar o pecado professando piedade, como se um título religioso fosse suficiente é, no mínimo, uma ofensa aos olhos de Deus. Suas orações e louvores não passam de palavras espúrias para Aquele que é “Santo, Santo, Santo” (Ap 4:8) e que vem buscar uma igreja santa. Todos nós estamos na mesma condição: pecadores. O próprio Paulo confessou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24). Mas o que fará a diferença entre pecadores e pecadores naquele grande Dia, será a nossa conduta e reação com relação ao pecado. Estamos vigiando, orando e nos esforçando por não cair em tentação? Ou simplesmente aprovamos ou somos indiferentes ao pecado, que acabamos perdendo a consciência espiritual que o reprova?
A lascívia praticada naquela igreja, comenta Warren Wiersbe, era cometida tendo por base “dois argumentos. Em primeiro lugar: ‘Todas as coisas me são lícitas’ (1 Co 6:12). Essa era uma expressão em voga em Corinto e tomava como base um conceito falso da liberdade cristã… O segundo argumento deles era: ‘Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos’ (1 Co 6:13). Consideravam o sexo um apetite a ser saciado, não uma dádiva a ser guardada e usada com cuidado” (Idem, p. 769). Portanto, amados, “Fugi da impureza” (v.18).
Disciplinar nunca foi e nunca será tarefa fácil. Os pais que o digam. Um pai ou uma mãe temente a Deus nunca tratará os erros dos filhos com negligência ou indiferença, mas fará o que estiver ao seu alcance para corrigi-los e mostrar-lhes, por preceito e por exemplo, como andar no caminho eterno. Quanto mais o Pai Celestial não procurará atuar no meio do Seu povo a fim de que Seus filhos sejam lavados, santificados e “justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (v.11).
Não encare a repreensão e a disciplina como ofensas que devem ser ignoradas. Peça a Deus sabedoria para aceitar a repreensão e também, quando preciso for, para repreender seu irmão “com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl 6:1). E ainda que, por vezes, alguns não tenham sabedoria para disciplinar, consideremos a possibilidade de ser um recado direto de Deus para a nossa salvação. Somos “santuário do Espírito Santo” (v.19), e fomos comprados por alto preço. “Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (v.20).
Bom dia, santuário do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios6 #RPSP
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1 Tendo questão. Neste mundo, as divergências e diferenças de opinião entre as pessoas são comuns, mesmo dentro da igreja. Mas deve-se ter cautela ao escolher o caminho para solucioná-las, bem como em manifestar o espírito adequado na busca de solução. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 766.
2 Julgar o mundo. Esta é uma referência ao período após o segundo advento de Cristo. Os santos ascendem aos céus com Cristo por ocasião do segundo advento (Jo 14:1-3; lTs 4:16, 17) ali se assentam em tronos para compartilhar com Jesus a autoridade e o poder de julgar e executar juízo (Ap 20:4; Dn 7:22). Os santos julgarão os anjos caídos ( ICo 6:3) e seres humanos impenitentes que não buscaram paz com Deus por meio de Cristo. Isso se dará durante o milênio, isto é, os mil anos que transcorrerão antes de Cristo e os santos voltarem para esta Terra (Ap 20:4, 6). CBASD, vol. 6, p. 767.
9 Herdarão. O reino celestial é mencionado em vários textos como uma herança. Os injustos, tão ávidos por bens materiais a ponto de prejudicar a igreja com processos em tribunais civis, são advertidos de se privarem da herança eterna de valor incomparável a qualquer bem terreno. CBASD, vol. 6, p. 770.
11 Lavastes. Isto é, lavados dos pecados. 0 batismo é o sinal exterior, o reconhecimento e confirmação da experiência interior de renúncia do pecado por parte do pecador arrependido. O ato de lavar, mencionado neste versículo, é o milagre da regeneração experimentado pelo indivíduo cujos pecados foram perdoados e lavados pelo sangue de Cristo, em cujo sacrifício expiatório o pecador depositou sua fé. CBASD, vol. 6, p. 771.
13 Alimentos. Deus proveu alimento para o ser humano, e fez o estômago para digeri-lo. Todos têm o direito de satisfazer o apetite por comida. Porém, embora Deus tenha dado ao ser humano o apetite por comida e feito provisão para que este o satisfaça, o cristão não é livre para comer tudo o que desejar, sem considerar a quantidade e a qualidade. Ele deve se lembrar que foi comprado pelo sangue de Cristo, e é seu dever manter seu corpo em boa condição (ICo 6:20). CBASD, vol. 6, p. 772.
17 Que se une a o Senhor. Quem ama e confia no Senhor busca se unir a Ele em todas as coisas. Rejeita tudo o que desagrada a Deus e aceita apenas o que está em harmonia com Sua vontade. Essa união com Cristo é uma atividade constante e se torna seu principal interesse. CBASD, vol. 6, p. 774.
19 Não sois de vós mesmos. O ser humano não pertence a si mesmo, ele não tem direito de usar suas faculdades de acordo com os desejos e motivações de seu coração não convertido. Ele é propriedade de Deus pela criação e pela redenção. O ser humano deve viver mental, física e espiritualmente como Deus orienta, para a glória de Seu nome, e não para a satisfação dos desejos carnais. CBASD, vol. 6, p. 775.
20 Preço. Deus atribui à raça humana um valor elevado. Isso fica claro diante do infinito preço de resgate que Jesus pagou na cruz. Jesus teria vindo ao mundo e daria Sua vida por um único pecador. Visto que foi comprado por Deus, o pecador redimido deve moralmente viver somente para Deus; obedecer os Seus mandamentos e “fugir” de toda imoralidade. CBASD, vol. 6, p. 775.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/1-corintios/1co-capitulo-5/
O apóstolo Paulo está preocupado com os relatos sobre a igreja: “há imoralidade entre vocês”, ele escreveu. A imoralidade não repreendida traz profundas implicações para a igreja, que é o corpo de Cristo.
Nos primórdios da história adventista um pastor chamado W.C. Gales, ministrou durante um tempo e, em seguida, ele e sua esposa deixaram a igreja e se divorciaram. Ele se arrependeu, se casou novamente, e decidiu retornar à igreja. Ellen White aconselhou os líderes da igreja que o aceitassem, e que ele não deveria se divorciar de novo para voltar a sua primeira esposa, o que poderia causar mais mal do que bem. Ela ainda apoiou a decisão que ele voltasse ao ministério. Infelizmente, não demorou muito para que ele se envolvesse em outros casos amorosos. Desta vez, ele foi demitido do ministério pastoral. Ele era um transgressor sexual contumaz. A graça deve ser estendida a um pecador arrependido, mas ali estava um homem que tinha um padrão de imoralidade [leia EGW, Testemunhos sobre o Comportamento Sexual, Adultério e Divórcio, pp. 225-235].
O apóstolo Paulo é claro ao afirmar que os membros da igreja de Corinto deveriam prestar contas a Deus, o que também inclui o seu comportamento sexual.
Paulo afirma que os líderes da igreja devem lidar com firmeza com pessoas envolvidas em aberta transgressão da lei de Deus. Hoje também devemos zelosamente cuidar para que a igreja de Deus tenha um padrão moral que a recomende perante a sociedade em geral.
Michael W. Campbell
Professor Associado de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas USA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1313 e https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/19
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio: Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados12-06-2018.mp3
Canais dos vídeocomentários Pr Ronaldo de Oliveira e Pr Adolfo Suarez
Acompanhe o projeto https://credeemseusprofetas.org/
Ouça online [Voz Valesca Conty]:
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I CORÍNTIOS 5 – Após deixar claro que problemas de relacionamentos, divisões eclesiásticas e ambições sociais evidenciam falta do poder do evangelho, Paulo trata de outros temas que devem também ser pautados pelo evangelho.
O mau testemunho na igreja será um obstáculo para a sociedade incrédula; ou melhor, será uma boa justificativa para os incrédulos não terem motivação de se tornarem cristãos.
• O evangelho precisa ser eficaz na vida dos evangélicos para que os que ainda não são vejam que vale a pena ser.
Uma igreja impura em uma cultura corrompida não terá o poder que Cristo espera que ela tenha. Quando uma igreja não é pura em relação ao evangelho, a influência do mundo penetra na vida de seus membros a tal ponto de agirem pior que os descrentes. Reflita:
1. É possível existir, na igreja, perversão sexual que até os pagãos desconhecem. Na igreja de Corinto, madrasta e enteado mantinham relações sexuais (v. 1).
2. Há líderes espirituais que se vangloriam de sua sabedoria, mas são coniventes com horríveis pecados. Os líderes que se vangloriavam de sua espiritualidade em Corinto deveriam ter removido tais indivíduos do rol de membros dessa comunidade (v. 2).
3. Paulo mostra como se deve lidar com o infrator religioso:
• Uma reunião da igreja no poder de Cristo deve analisar o caso, remover o transgressor e entregá-lo a Satanás; pois, quem sabe o torpe pecador terá sua consciência despertada para a justiça (vs. 3-6).
• Assim como um fruticultor elimina frutas podres para não contaminar as boas em seu depósito; ou, como a dona de casa lança fora o fermento velho para não danificar toda a massa, a igreja deve eliminar pecadores que denigrem o poder e a pureza do evangelho (vs. 7-8).
• Associação com crentes hipócritas, desde sociedade empresarial até casamentos com um professo crente que se comporta como descrente, deve ser fortemente evitado (vs. 9-11).
• A igreja deve legislar sobre os que estão ligados a ela, a tal ponto de ter de expulsar dela a quem precisa (vs. 12-13).
Paulo, outrora, havia escrito o que estamos lendo agora. Não temos seus primeiros escritos sobre o tema, mas que bom que ele reiterou o assunto! Essa repetição serve de alerta para que não caiamos na corrupção.
Portanto, purifiquemo-nos, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (v.11).
Este capítulo, sem dúvida, revela uma verdade muito delicada que nem todos estão dispostos a aceitar. Vivemos em uma época tão permissiva que certas atitudes que dantes causavam espanto, hoje já são consideradas de pouca importância. A exortação é considerada retrógrada e a repreensão logo é subjugada como um julgamento de alguém que deveria preocupar-se apenas com a própria vida. Entretanto, a igreja de Corinto estava tomada pela desunião e pelo mundanismo de uma forma tão preocupante que sérias providências deveriam ser tomadas a título de urgência.
Ao Se referir à igreja dos últimos dias, Jesus também não economizou palavras ao chamar o laodiceano de “infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3:17). Contudo, Sua dura repreensão é seguida de um conselho e de palavras de amor de um Pai que repreende a quem ama e não desiste de nenhum de Seus filhos. De igual forma, Paulo procurava ser um pai espiritual para a igreja primitiva, e bem sabia que fazia parte de seu dever exortá-la também. Ele não disse que os cristãos devem cortar relações com os de fora da igreja, pois estes são o alvo de Cristo na pregação do evangelho. E sim que devemos nos afastar daquele que, “dizendo-se irmão” (v.11), apresenta um comportamento impuro, não confiável ou que tem prazer em falar da vida alheia.
Infelizmente, a Bíblia deixa bem claro que os que estão ao nosso lado, na esmagadora maioria das vezes, tornam-se nossos piores inimigos. Desde o início do pecado neste mundo, uma série de relatos torna esta estatística uma dura verdade. Quem matou Abel? Seu irmão Caim. Ismael e Isaque, irmãos e líderes de povos que sempre foram inimigos. Esaú e Jacó, brigando desde o ventre. Quem vendeu a José como escravo para os ismaelitas? Seus próprios irmãos. Quem perseguiu Davi a fim de matá-lo? Saul, aquele que dizia amá-lo e o próprio filho de Davi. Por quem Jesus foi morto? Pelos reclamos de Seu próprio povo. Pelas mãos de quem Estêvão foi apedrejado? De seus patrícios. Percebem? Paulo não nos convida a criarmos ruins suspeitas a respeito de nossos irmãos e a desconfiar de todos, mas orienta àqueles que são guiados pelo Espírito Santo a dar ouvidos à Sua voz quando ficar evidente “o fermento da maldade e da malícia” (v.8).
Realmente este é um assunto muito delicado, mas que tem a ver com salvação não somente nossa, mas daqueles que persistem no pecado. A expressão “entregue a Satanás” (v.5) não se refere a desprezar quem não aceita a repreensão, mas em que a sua prática não pode e não deve ser tolerada dentro do corpo de Cristo sem que este experimente os efeitos de suas más escolhas. A igreja de Deus deve ser composta por homens e mulheres que lutam contra o pecado e é esta igreja que Jesus vem buscar. E se alguns escolhem o caminho da dor e do fundo do poço, ainda ali Deus pode resgatá-los a fim de que sejam salvos “No Dia do Senhor [Jesus]” (v.5).
Todos os dias, precisamos fazer um autoexame e pedir que o Espírito Santo nos revele nossas más tendências e pecados escusos. Temos sido “os asmos da sinceridade e da verdade”, ou nossas palavras e ações revelam “o fermento da maldade e da malícia” (v.8)? As palavras de Paulo, antes de tudo, precisam ser uma aplicação pessoal. E bem mais do que ações externas, Deus sonda as nossas intenções, se realmente há sinceridade e verdade, ou malícia e maldade. Na igreja do Deus vivo deve haver ordem e decência e é dever dos seus líderes o de orientar os membros a serem fiéis portadores das verdades eternas, ainda que correndo o risco de ser mal interpretados. Certamente, as ovelhas ouvirão a repreensão como a vara do Bom Pastor a lhes conduzir.
Lembremos do desfecho da vida de Ananias e Safira. Aparentavam boas intenções, mas Deus revelou a maldade de seus corações. Não há mais tempo de se brincar com o pecado, meus irmãos! Estamos às portas do Dia decisivo que revelará as nossas obras. Que o “Deus da paz [nos] santifique em tudo; e o [nosso] espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23). Amém!
Bom dia, “asmos da sinceridade e da verdade” (v.8)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Coríntios5 #RPSP
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1060 palavras
1 Geralmente, se ouve. Paulo introduz de forma abrupta o novo tema, que trata do escândalo de incesto na igreja. … Era uma questão de conhecimento geral entre os crentes, o que tornava a atitude da igreja para com o ofensor ainda mais repreensível. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 759.
Imoralidade. Do gr porneia. Esta palavra ocorre duas vezes nesse versículo e é um termo geral para descrever relações sexuais ilícitas, seja entre pessoas casadas ou não (ver Mt 5:32; At 15:20). CBASD, vol. 6, p. 759.
5 entregue. Paulo faz sua recomendação acerca da sentença que a igreja deveria pronunciar sobre o membro desviado. Em geral, entende-se que esta é uma sentença que significa a remoção da pessoa da igreja. CBASD, vol. 6, p. 761.
a Satanás. Existem apenas dois reinos espirituais neste mundo: o reino de Deus e o de Satanás. Se alguém deixa o reino de Deus, entra no de Satanás (ver Jo 12:31; 16:11; 2Co 4:4). Esse pecador obstinado, com sua própria conduta pecaminosa, tinha se retirado do reino de Deus, e isso devia ser reconhecido com sua expulsão oficial da igreja (comparar com 1Tm 1:20). CBASD, vol. 6, p. 761.
destruição da carne. As Escrituras chamam a prática imoral de “obras da carne” (Gl 5:19; cf Cl 3:5). Os cristãos são advertidos a não viverem “segundo a carne” (Rm 8:13). … O ímpio é deixado a sofrer as consequências de sua má conduta. CBASD, vol. 6, p. 761.
Seja salvo. A disciplina da igreja tem o propósito de despertar o pecador a fim de atentar para sua perigosa situação e mostrar a ele a necessidade de arrependimento e contrição. Uma vez corrigido e humilhado por sua disciplina, o pecador pode ser convidado novamente à virtude e à fé. O objetivo da correção da igreja jamais deve ser a vingança, mas salvação da ruína. O membro separado da igreja deve ser objeto de interesse, e devem ser esforços para sua recuperação espiritual (ver Mt 18:17; Rm 15:1; Gl 6:1, 2; Hb 12:13). CBASD, vol. 6, p. 761.
7 lançai fora. Do gr ekkathairo, “limpar por completo”. Paulo convida os crentes a remover por completo o que é prejudicial à igreja. Não é apenas uma questão de eliminar da igreja a pessoa licenciosa; é uma exortação para despertar a todos quanto ao risco de serem complacentes e acomodados com a própria situação. CBASD, vol. 6, p. 761.
o velho fermento. O “fermento” é usado para representar o pecado (cf Mt 16:6; DTN, 407, 408; PP, 278). Os judeus eram instruídos a remover de seus lares todo fermento, de modo que não restasse sequer uma partícula de pão levedado antes de comerem a Páscoa (ver Êx 12:19; 13:7). Do mesmo modo, a igreja cristã em Corinto foi instruída a se assegurar de que o pecado tinha sido lançado fora, em especial, a imoralidade. CBASD, vol. 6, p. 766.
nova massa. A igreja se tornaria pura e livre de toda influência corruptora resultante da condescendência com o mal quando expulsasse os culpados e se apartasse de todo pecado. Seria como uma porção de farinha ou massa antes de se adicionar o fermento. Eles participariam do poder regenerador do Espírito Santo. CBASD, vol. 6, p. 762.
Como sois, de fato, sem fermento. Isto é, o estado ideal. Os cristãos coríntios tinham sido limpados do pecado. Deviam se lembrar disso e se esforçar sempre para manter a pureza. CBASD, vol. 6, p. 762.
Cristo, nosso Cordeiro pascal. “A morte do cordeiro pascal era combra da morte de Cristo” (GC, 399; cf. PP, 274, 277). A Páscoa também era um memorial do livramento do Egito. Na noite do livramento, o anjo destruidor passou acima das casas onde se via o sangue nos umbrais (ver Êx 11:7; 12:29; PP, 279(. Mais uma vez, o anjo destruidor cumprirá sua terrível missão, e apenas os que tiverem eliminado o fermento do pecado e estiverem sob o sangue do Cordeiro pascal, Jesus Cristo, serão poupados (ver com. De Ez 9:1-6; ver Ap 7:1-3, 14:1-5; TM, 445; T3, 266, 267; T5, 210, 212, 216, 505). CBASD, vol. 6, p. 762.
8 celebremos. O cristão deve se manter livre da corrupção do pecado. Isto é, o “velho fermento” deve ser lançado fora. CBASD, vol. 6, p. 762.
Não com o velho fermento. Um convite para abandonar o antigo modo de vida, com paixões e sentimentos corruptos motivados pelos desejos de um coração não renovado. CBASD, vol. 6, p. 763.
maldade. É provável que o uso da palavra neste caso se refira ao sentimento que causava facções e partidos na igreja de Corinto (1Co 1:11-13). As divisões em grupos separados entre si e disputando a supremacia aumentam a inveja e os maus sentimentos. CBASD, vol. 6, p. 763.
9 associásseis. Deus não quer que Seu povo se exponha à influência corruptora de pecadores rebeldes, e adverte os crentes a não se associar com eles. A proibição não é de se ter contato para pregação e testemunho, mas de associação habitual e amizade. CBASD, vol. 6, p. 763.
Impuros. Este termo se refere a pessoas pervertidas que praticam relações sexuais ilícitas em troca de dinheiro, ou simplesmente para satisfazer os próprios desejos lascivos. Tais práticas são abomináveis ao Senhor (1Co 6:9, 10; Gl 5:19-21; Ef 5:5; 1Tm 1:9, 10; Ap 21:8; 22:15). CBASD, vol. 6, p. 763.
11 maldizente. Ou “ultrajador”, ou seja, quem maltrata e vitupera o próximo. Cristãos que tê o hábito da maledicência devem ser corrigidos. CBASD, vol. 6, p. 764.
Nem ainda comais. A proibição inclui refeições de caráter social (cf Gl 2:12) bem como a Ceia do Senhor (DTN, 656). Os cristãos não devem fazer nada que dê motivos para os observadores pensarem que transgressores da lei de Deus são considerados como de boa reputação pela igreja (ver 2Jo 10, 11). Deve-se manter elevada a norma de verdade e pureza. Nos dias de Paulo, isso era muito importante. Os inimigos acusavam os cristãos de várias formas e vício. Caso ficasse conhecido que cristãos toleravam pessoas ímpias e imorais em seu meio, ou que mantinham relacionamento com elas, essas acusações teriam fundamento e seriam considerado fidedignas. Portanto, era preciso distanciamento por completo dos apóstatas e ímpios e divulgar que a igreja não tinha ligação com eles. Somente assim a igreja poderia se manter pura e livre de influência contaminadora de pecadores que se recusavam a se arrepender e abandonar a impiedade. CBASD, vol. 6, p. 765.
13 Deus os julgará. Deus julga os pensamentos, palavras e atos de todos. Quer a pessoa reconheça ou não a soberania divina, é Deus quem julga todos os aspectos da vida. Ele aprova ou condena segundo Sua sábia justiça (ver Gn 18:25; Sl 50:6; 75:7; 94:1-10; At 10:42). Ter a certeza de que a justiça divina é segura ajuda o crente a permanecer calmo frente aos problemas. Ele sabe que Deus observa e que, ao final, o vingará (ver Mt 5:10-12; Lc 6:22, 23). CBASD, vol. 6, p. 765.