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JÓ 26 – Uma fé rasa vacila frente a qualquer vento que soprar; porém, uma fé viva resiste até aos mais fortes vendavais que solapam toda nossa estabilidade. A forma como alimentamos nossa fé determinará como lidaremos com as calamidades que assaltam este mundo corrompido pelo pecado.
Os amigos de Jó esgotaram seus depósitos de conhecimento teológico ligado ao sofrimento. Jó ergue sua voz para confrontá-los, mostrando a fragilidade dos que criam ser sábios. O teólogo Paul R. House observa que a resposta de Jó teve três partes: Jó…
• …contesta o sistema de crença dos seus amigos, argumentando que as pessoas más nem sempre sofrem (21:1-34); Deus os deixa prosperar.
• …confessa que busca saber por que a justiça parece invertida, mas que ainda não conseguiu uma resposta adequada (23:1-24:23).
• …se recusa a confessar os pecados que não cometeu (26:1-27:23).
O mesmo teólogo, após sistematizar estes pontos, analisa e conclui que até aquele momento, com todos aqueles diálogos filosóficos, ainda “os caminhos de Deus permanecem sob julgamento; o caráter divino ainda está sob escrutínio. As confissões de fé não interromperam a busca inexorável de Jó por uma completa compreensão”.
“Esta é a mensagem religiosa do livro: o homem deve persistir na fé até mesmo quando seu espírito não encontra sossego”, explica o comentário introdutório da Bíblia de Jerusalém.
Este capítulo demonstra que:
1. A filosofia e a teologia sem discernimento espiritual é deliberadamente inútil para consolar, confortar e salvar o sofredor de suas dores (vs. 1-4).
2. Às vezes é preciso ser sarcástico com aqueles que pensam serem donos da verdade, quando, na verdade, estão falando um monte de bobagens (vs. 2-4);
3. Há situações em que é necessário mostrar aos interlocutores equivocados que além de suas proposições há mais informações do que imaginam (vs. 5-14).
Os versículos 12 e 13 falam que Deus “abate o adversário” e “fere o dragão veloz [Leviatã]”. Parece que Jó tem uma ideia de que seu caso envolvia forças misteriosas do mal. A teologia do Grande Conflito ainda era embrionária na mente dos servos de Deus, mas já fazia sentido para explicar o que nenhuma outra teoria explicava satisfatoriamente.
É importante ir além da superfície teológica e ser um observador do todo, para não se apegar a ideias minúsculas! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Que leve sussurro temos ouvido dEle!” (v. 14).
Apesar de tudo que Jó discorre acerca da soberania de Deus, ao contrário de seus amigos, ele reconhece a sua limitação diante da grandeza do Pai da Eternidade. Por mais que as suas palavras fossem bem mais claras e mostrassem que os seus conhecimentos estavam acima do que a própria ciência só revelaria milhares de anos depois (v. 7), Jó era humilde o suficiente para confessar que o seu entendimento não passava de um leve sopro perante o Soberano do Universo. Enquanto seus amigos inflavam o ego em discursos cheios de orgulho e de prepotência, Jó desconsiderava o próprio eu e dignificava a onisciência e a onipotência de Deus. Para um homem daquele tempo, saber que Deus “faz pairar a terra sobre o nada” (v. 7), já nos é uma prova inquestionável de que Jó não foi apenas o homem mais íntegro e abastado de sua época, mas, provavelmente, o mais sábio também. Por mais que Jó ainda tivesse uma percepção equivocada acerca do conflito entre o bem e o mal, ele não duvidou, em momento algum, que existe um Deus soberano em poder que sustenta o mundo em Suas mãos. A intenção de Jó neste capítulo foi a de mostrar a Bildade de que: o que eram as palavras dele (v. 4) diante do conhecimento que ele tinha de Deus? Que, mesmo tendo uma visão pálida do poder e da grandeza de Deus, ele sabia o suficiente para que a sua fé não vacilasse diante de sua terrível situação.
Por mais que tenhamos de enfrentar momentos difíceis; por mais que eles se tornem mais difíceis ainda diante de “amigos” zombadores; por mais que a vida nos surpreenda com situações a nosso ver inexplicáveis; creia que há um Deus que conhece o fim desde o princípio e que preparou um lugar edênico para todos os que, como Jó, permanecerem fiéis até o fim. Perseveremos até o fim (Vide Mateus 24:13), amados, então também veremos o que viu o discípulo amado: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Apocalipse 21:1).
Feliz sábado, perseverantes de Deus!
Desafio do dia: Seja uma fiel testemunha de Cristo. Que a sua vida seja uma bênção para muitas outras neste dia especial.
*Leiam #Jó26
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Bildade retorna à fala sem responder aos argumentos de Jó nem trazer nada de novo. Ele acerta em destacar a posição elevada de Deus, tanto em poder como em santidade e pureza (v 2,3). Também acerta em afirmar que o homem, por si só, não pode alcançar justiça e pureza diante de Deus (v. 4). Mas erra ao afirmar que o homem é somente como vermes e larvas (v.6) [destacando o que afinal sobra do homem após sua vida].
Bildade mostra uma visão teológica incorreta ao demonstrar não entender corretamente a mensagem de esperança e restauração dada aos primitivos pais em Gên 3:15. Tampouco compreende o valor que o homem tem aos olhos de Deus. Somente após a vida de ministério de Jesus estas afirmações equivocadas de Bildade puderam ser refutadas com maior clareza.
Jó, porém, tinha um relacionamento com Deus que o permitia manter sua esperança num Salvador e no seu valor perante o Eterno. Ele só não sabia como este conhecimento prático e real se encaixava com seu quadro atual de sofrimento.
Querido Deus,
Os seres humanos são a coroa de sua criação, vermes de desgraça por causa de Adão, mas são Teus filhos por causa de Sua aceitação de Cristo, o segundo Adão. Obrigado por estas Boas Novas. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/25 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/21/
Tradução Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Jó 25
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pp/59 e https://credeemseusprofetas.org/
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A resposta fina de Zofar é inconsistente.. Ela ignora os exemplos de Jó da prosperidade do ímpio. Ao invés de de tentar refutar a Jó, Bildade acusa Jó de orgulho por estar reivindicando que seu sofrimento não era resultado de pecado.. Jó nunca reivindicou estar sem pecado mas somente que não foi seu pecado que lhe causou seus problemas atuais. (Life Application Study Bible Kingsway.)
Esta curta resposta de Bildade encerra o que os três amigos de Jó tinham a dizer, pois Zofar não tenta responder. O discurso parece ser o esforço elaborado de alguém que sentia a necessidade de dizer algo, mas não sabia como refutar a linha argumentativa de Jó. Longe de aceitar o desafio de Jó e de lidar com a dificuldade envolvida na prosperidade dos ímpios, Bildade evita completamente o assunto e se limita a tocar brevemente em dois velhos e surrados temas: o poder de Deus e a pecaminosidade universal do ser humano. Ele não lança nova luz sobre nenhum desses temas. Repete em grande parte o que Elifaz já havia dito em discursos anteriores (ver Jó 4:17; 15:14) (CBASD, vol. 3, p. 635).
Bildade aceita a revelação inicial de Elifaz. (Andrews Study Bible.)
2 o domínio. Jó reconhecera plenamente a sabedoria de Deus (Jó 23:13). Contudo, Bildade podia fazer estas declarações facilmente porque não estava passando por uma experiência de sofrimento. Jó estava passando por um teste pessoal de sua confiança em Deus (CBASD, vol. 3, p. 635).
4-6 As novas provas pedidas por Jó (24.25) não foram alistadas (Bíblia Shedd).
4 Como, pois, seria justo[…]? Nem Bildade, nem seus amigos, nem Jó podiam responder a esta pergunta. Somente no tempo do evangelho é que os seres humanos receberam plena elucidação do princípio da justificação pela fé (ver Rm 3:23-25; Cl 1:25-27) (CBASD, vol. 3, p. 635).
5 não tem brilho. Bildade acredita que tanto a lua quanto as estrelas são imperfeitas quando contrastadas com Deus, o criador delas. Se assim é, quão pequeno deve parecer o homem! O que Bildade não sabia é que o ser humano, a despeito de sua fragilidade, é infinitamente mais precioso aos olhos de Deus do que as obras inanimadas da criação (CBASD, vol. 3, p. 635).
6 que é verme. Ver Jó 7:5. Estas palavras têm o objetivo de humilhar a Jó e de impressioná-lo com sua pequenez. Jó precisava ser encorajado, não ser conscientizado de sua fraqueza. Dessa forma, os amigos terminam sua defesa da tradição: falando de vermes! Em seu zelo por defender uma ideia, falharam em compreender a Deus e em solidarizar-se com o amigo que sofria (CBASD, vol. 3, p. 635).
É importante entender que foi Bildade, não Deus, que chamou o homem de verme. Os seres humanos são criados à imagem de Deus (Gn 1:26, 27). Sl8:5 diz que o homem é “um pouco inferior aos seres celestiais”. … Para nos achegarmos a Deus, não precisamos rastejar como vermes. Podemos nos aproximar dEle confiantemente em fé (Hb 4:16). (Life Application Study Bible Kingsway.)
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JÓ 25 – Argumentos fortes até calam opositores charlatães, mas não os convencem. Os discursos dos amigos de Jó encurtaram frente ao contra-argumento de Jó. Agora, Bildade, fala pouco; ele não tem novidade para dizer!
A lição já está obvia: Nenhuma fonte de sabedoria supera a sabedoria revelada por Deus. A Bíblia está a anos-luz à frente de qualquer livro publicado neste mundo.
Maria do Carmo Rabello destacou que, “tudo o que foi escrito por filósofos, sábios e cientistas sobre o ser humano, seus objetivos e seu destino, deixa muito a desejar quando comparado com as verdades contidas na Bíblia”. E, que dizer sobre Deus?
• O livro de Jó é o berço da revelação escrita de Deus. A revelação é progressiva. Embora Jó não obteve todas as informações até o final do livro, nós temos mais informações do que ele; contudo, muitos preferem a ignorância antes que a revelação divina.
• Muitos não estão nem mesmo no nível sapiencial de Jó, estão no nível dos amigos; entretanto, certamente tem gente no nível ainda mais baixo da ignorância, pois, embora equivocados, os amigos de Jó criam em Deus.
O último dos amigos a falar foi Bildade. Sobre ele, Matthew Henry diz: “Aqui Bildade apresenta uma resposta muito breve a este último discurso de Jó, como alguém que começa a se cansar do caso”.
Bildade fala…
1. Do poder de Deus (vs. 1-3)
2. Da justiça de Deus (vs. 4-6).
Para Bildade, Deus é soberano, temível, autoritário, onipotente, onipresente, inacessível, transcendente. Sua teologia tem muita verdade, mas está misturada com falsidade. Ele não crê que Deus possa justificar o ser humano.
Bildade apresenta Deus como onipresente para punir pobres mortais; e, transcendente, a ponto de ser indiferente aos humanos tratando-os como vermes. Mesmo confrontado por tal visão carrasca de Deus, Jó não se apostatou. Ele não deu motivos para Satanás gloriar-se.
“É perturbador ver os amigos de Jó falando sobre Deus com ares de tanta sabedoria quando, na verdade, não fazem ideia do que estão dizendo. Com muita frequência, aquele que mais fala sobre Deus é o que menos sabe sobre Ele” diz Warren Wiersbe.
Pense:
• Quantos pregadores charlatães existem…
• Quantos líderes religiosos impondo meias verdades ao povo…
• Quantas heresias nos púlpitos/TV/livros/sites/vídeos…
Fiquemos alerta com falsas teologias! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Como, pois, seria justo o homem perante Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?” (v. 4).
O argumento de Bildade é, no mínimo, desesperador. Ele iguala o homem a um verme que se desenvolve em substâncias em estado de decomposição; ou seja, um nada. Segundo a sua leiga opinião, diante do Todo-Poderoso Deus somos seres insignificantes e fadados à podridão do pecado.
As poucas palavras de Bildade contém uma grande ignorância acerca do conhecimento de Deus. Ele chamou de “gusano” a criatura que foi feita à imagem e semelhança do seu Criador. Por mais que o pecado tenha obscurecido a criação perfeita de Deus, ainda assim o salmista Davi dá uma conotação completamente diferente à condição do homem: “Que é o homem, que dele Te lembres? E o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus, e de glória e de honra o coroaste” (Salmo 8:4-5).
Somos a obra-prima da criação de Deus e, apesar de realmente não podermos nos justificar por nós mesmos, Ele já tinha todo o plano traçado para nos justificar: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1); e para nos purificar: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a Tua Palavra” (Salmo 119:9). Não somos vermes insignificantes. Somos o alvo do mais intenso amor de Deus (Vide João 3:16). Basta crer e aceitar este amor!
Bom dia, justificados por Cristo, purificados pela Sua Palavra!
Desafio do dia: Você já está lendo algum livro da pena inspirada? Se não, aconselho que iniciemos a leitura do livro “Caminho a Cristo”, de Ellen G. White. Este livro está disponível no site www.cpb.com.br ou pelo aplicativo EGW writings.
*Leiam #Jó25
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Jó deseja levar seus três amigos ao cerne da questão: este mundo e seus eventos não durarão para sempre; os maus serão destruídos nos últimos dias, não importa o sucesso que possam alcançar na vida. Resumidamente, este é o tema do capítulo.
Jó começa o capítulo perguntando porque Deus não estabelece períodos de julgamento e retribuição. Se Deus não é cego para o que acontece na História, por que aqueles que conhecem e amam a Deus não poderiam ver esses julgamentos em seus próprios dias? Por que eles devem ver todo o sofrimento? (v. 1). Jó conclui que todas as injustiças serão julgadas no tempo certo por Deus (v. 24). Agora é o tempo para desenvolvermos nossa confiança e nossa fé.
Moisés, o escritor, podia bem identificar-se com esta acusação de Jó contra os ímpios e o sofrimento dos oprimidos, especialmente quando ele, enquanto relata a história de Jó, se lembra de seus parentes, amigos e demais hebreus tão oprimidos após a morte de José. As más ações dos ímpios nos dias de sofrimento dos hebreus no Egito eram as mesmas que aconteciam nos dias de Jó.
Querido Deus,
Nós também vivemos nesse ambiente hostil cercado por todos os tipos de maldade. Proteja-nos neste dia com a Sua graça sustentadora. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/24 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/24
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/20/
Tradução Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 24
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
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2 os limites. Ou, “os marcos de divisa” (NTLH). […] Nos lugares onde propriedades vizinhas não eram divididas por cercas de qualquer tipo, como no antigo Oriente em geral, a única forma de distinguir entre a terra de um homem e de outro era por meio de pequenas pedras colocadas a intervalos da linha de divisa. Uma forma fácil de roubo era deslocar esses marcos, colocando-os mais para dentro da terra do vizinho (CBASD, vol. 3, p. 632).
3 órfão. Ver 1Sm 12:3. Deus deu regulamentos destinados a reprimir a tendência natural dos egoístas de não tratar com bondade os órfãos e as viúvas (ver Êx 22:22; Dt 24:17; 27:19; Sl 94:6; Is 1:23; 10:2; Jr 5:28; Zc 7:10). O jumento do órfão e o boi da viúva estavam entre as mais valiosas posses desses desafortunados (CBASD, vol. 3, p. 632, 633).
5 como asnos monteses no deserto. Oprimidos e necessitados que eram banidos da sociedade e obrigados a procurar substitstência precária como a do jumento selvagem no deserto (CBASD, vol. 3, p. 633).
6 rabiscam. Rebuscam as últimas uvas, apesar de a Lei exigir que os restos da vindima sejam deixados para os pobres (Bíblia Shedd).
9 orfãozinhos são arrancados. Esta é uma referência ao costume cruel de tomar crianças como escravas a fim de saldar a dívida do pai (ver Ne 5:5; cf 2Rs 4:7) (CBASD, vol. 3, p. 632).
Das viúvas roubam-se até as criancinhas para serem vendidas e entregues à escravidão e, como escravas, trabalham com os gêneros alimentícios dos opressores, sem, entretanto, ter o direito de prová-los, 10, 11 (Bíblia Shedd).
12 desde as cidades. O clamor dos oprimidos emerge não só dos desertos e das fazendas, mas também das cidades. O objeto de Jó era mostrar, em oposição à crença errônea de seus amigos, que Deus não pune imediatamente todo ato mau nem recompensa toda boa obra. Muitas vezes, há um longo tempo até que o vício seja punido e a virtude, recompensada. Portanto, o caráter de alguém não pode ser julgado por sua prosperidade ou adversidade. Aqui se encontrava a falha básica na filosofia dos supostos amigos de Jó (CBASD, vol. 3, p. 633).
13 inimigos da luz. Este versículo inicia uma nova seção, que abrange os v. 13 a 17 e trata de assassinos, adúlteros e ladrões. Esse tipo de iniquidade floresce na escuridão. Seus adeptos são “inimigos da luz” – não só a luz do dia, mas também a luz da razão, da consciência e da lei. Não possuem qualquer restrição moral (CBASD, vol. 3, p. 633).
16 minam as casas. Antigamente o roubo das casas era feito desta forma. As janelas eram poucas e ficavam muito altas na parede. As portas eram fortemente trancadas com ferrolhos e barras, mas as paredes, por serem feitas de barro, entulho ou tijolos secos ao sol, eram fracas e podiam ser facilmente rompidas (ver Ez 12:5, 12) (CBASD, vol. 3, p. 633).
17 sombra da morte. Ou, “profunda escuridão”. Quando a profunda escuridão da noite se inicia, essas pessoas começam seu trabalho. A chegada da noite é para elas o que o amanhecer é para outros (CBASD, vol. 3, p. 634).
18 maldita é a porção. Isto é, seu modo de vida, seu modo de ganhar a vida, é abominável (CBASD, vol. 3, p. 634).
Já não andam pelo caminho das vinhas. Suas vinhas não produzirão. Eles tem vivido da pilhagem e não merecem ganhar sua subsistência por meio das vinhas(CBASD, vol. 3, p. 634).
20 A estéril. A opressão de uma estéril indicava extrema crueldade. A mulher estéril era especialmente vítima indefesa da pressão porque não tinha filho para defender seus direitos. A esterilidade era considerada como resultado de algum pecado e do desprazer divino(CBASD, vol. 3, p. 634).
24 São exaltados por breve tempo. Esta é a conclusão de Jó com respeito à maneira como Deus trata os ímpios. Seus amigos afirmam que estes são punidos nesta vida por seus pecados e que grandes crimes logo atrairiam grandes calamidades. Jó nega isso e diz que o fato é que os perversos são exaltados. Contudo, ele sabe que chegará o tempo em que eles receberão a recompensa de seus maus atos. Jó afirma, porém, que a morte deles pode ser tranquila e fácil e que talvez nenhuma prova extraordinária do desprazer divino acompanhe sua partida (CBASD, vol. 3, p. 634).
25 Jó termina seu discurso apelando para seus amigos provarem o contrário daquilo que dissera; não está interessado em ganhar o debate; só quer descobrir a verdade sobre os problemas que o afligem (Bíblia Shedd).
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JÓ 24 – O judeu Nachimânides colocou o problema do mal como um tema complexo, como “a questão mais difícil que se encontra tanto na raiz da fé quanto da apostasia, com o qual estudiosos de todas as épocas, povos e línguas têm lutado”.
David Hume, um renomado filósofo, encurralou os crentes em Deus com estas históricas questões, oriundas de Epicuro: Se Deus…
• …quer impedir o mal, porém é incapaz de fazê-lo? Então Ele é impotente, não onipotente;
• …tem poder para impedir o mal, mas não o deseja? Então Ele é malévolo;
• …pode e quer eliminar o mal, então por que existe o mal?
Afinal, se Deus é bom e poderoso deve eliminar o mal; se não o faz, a existência do mal sufoca a existência de Deus.
A ignorância do plano da salvação incapacita o intelecto mais robusto entender o mundo. A filosofia desprovida da revelação divina não passa de conjecturas. Quatro filósofos debatiam em busca de verdades (Jó e seus amigos), assim como muitos outros fizeram. O livro de Jó é a primeira revelação escrita de Deus. Consequentemente, o próprio Jó tateava no escuro procurando respostas.
O livro de Jó “dá suas expressões mais profundas de agonia no capítulo 24. Jó é a própria expressão do sofrimento e desnorteia os fieis de todas as gerações. Mas ele não havia abandonado a fé e volta às expressões tradicionais da justiça de Deus em 24.18-24” (Duane A. Garret).
• Jó levanta argumentos sobre as injustiças no campo, na natureza (vs. 1-11).
• Jó levanta questões sobre injustiças e crimes nas cidades (vs. 12-17).
• Jó mesmo deseja fazer justiça com suas mãos (vs. 18-25).
“Para o bem do Universo inteiro, ao longo dos séculos sem fim, devia Satanás desenvolver mais completamente seus princípios para que suas acusações contra o governo divino pudessem ser vistas sob sua verdadeira luz por todos os seres criados e para sempre pudessem ser postas acima de qualquer dúvida a justiça e misericórdia de Deus e a imutabilidade de Sua lei” (Ellen G. White).
• Como saberíamos o que é injustiça, se Deus não desse espaço para ela manifestar-se?
• Como compreenderíamos que os bons sofrem nas mãos dos maus, se Deus não permitisse?
• Como conheceríamos o caráter do mal, sem oportunidades para manifestar-se?
Ficou claro? – Heber Toth Armí.
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“Os perversos são inimigos da luz, não conhecem os Seus caminhos, nem permanecem nas Suas veredas” (v. 13).
Ao contrário do pensamento de seus amigos, Jó mostra uma visão diferente acerca dos perversos. Ao iniciar clamando pela justiça divina (v. 1), ele já revela que o que se podia ver em seu redor nem sempre equivalia ao que seus amigos afirmavam ser genérico. Perversos também obtinham êxito em seus projetos e, muitas vezes, não eram devidamente punidos por suas iniquidades; e para que os seus projetos iníquos obtivessem sucesso, inocentes tinham que sofrer.
Jó tinha razão? Olhe em sua volta e veja a desigualdade social, a violência, a miséria, os acidentes, os desastres; estamos cercados pela injustiça e, a cada dia, percebemos que o homem regride e as mazelas avançam. Não poderia ser diferente diante de um mundo regido por uma coisa cujo salário é a morte: o pecado (Vide Romanos 6:23). Quando o pecado entrou no mundo, a injustiça começou o seu império. Só após a morte de Abel, o primeiro inocente, os nossos primeiros pais passaram a ter ideia do quanto custou a sua desobediência. Mas daí, Cristo veio e sofreu a morte mais injusta de todos os tempos por amor a mim e a você, sendo “obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2:8).
Ser fiel a Deus não nos torna imunes às injustiças deste mundo, mas, pelo nome de Cristo, somos justificados diante de Deus. E ainda está escrito: “Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (I Pedro 4:14). Como Jó, almejemos o Dia em que o nosso Redentor se levantará sobre a terra e nos levará para a Cidade de Deus, onde “habita justiça” (Vide II Pedro 3:13).
Bom dia, futuros cidadãos da Pátria de justiça eterna!
Desafio do dia: Seja um “justiceiro” do SENHOR. Como? Praticando a verdadeira e pura religião. Leia Tiago 1:27 e descubra como praticar a religião de Cristo.
*Leiam #Jó24
Rosana Garcia Barros