Reavivados por Sua Palavra


Jó 28 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
17 de outubro de 2016, 0:50
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Este capítulo é um belo poema sobre a sabedoria, mostrando que ela está inteiramente fora do alcance do homem, a não ser quando procurada no espírito de temor ao Senhor. Jó, vendo quão insolúvel é o problema do destino dos justos e dos injustos, e conhecendo a falência dos argumentos dos seus amigos, decide, então, entregar sua sorte, juntamente com suas dúvidas, diretamente nas mãos de Deus (Bíblia Shedd).

Este capítulo é uma das mais antigas e belas obras de história natural do mundo. É também um dos grandes poemas da literatura universal. O capítulo não é argumentativo, senão meditativo. Seu objetivo parece ser mostrar que o ser humano deve aceitar a providência divina, ainda que não a entenda. Jó mostra que o homem fez surpreendentes descobertas com respeito á natureza, mas a verdadeira sabedoria se encontra somente no temor do Senhor. A mineração do ouro e da prata é mencionada como um exemplo da habilidade humana (CBASD, vol. 3, p. 642).

3 Os homens põem termo á escuridão. As lanternas dos mineiros põem fim à escuridão debaixo da terra (Bíblia Shedd).

5 revolvida como fogo. “Os túneis seguiam os veios de quartzo até o interior da montanha. O fogo era usado para fazer com que a pedra ficasse quebradiça, e então ela era extraída com o uso de enxadas por homens que usavam lamparinas. O quartzo era esmiuçado, transformado em pó e lavado até que permanecesse só o ouro” (Erman, Life in Ancient Egipt,p. 463-22, citado em CBASD, vol. 3, p. 643).

7,8 essa vereda [NVI: “caminho oculto”].Ninguém conhece o “caminho” de Deus. Jesus comparou-o ao vento (v. Jo 3.8). É maravilhoso pensar que Deus é onipresente e que, ainda assim, pode ter uma presença imediata (Bíblia de Estudo NVI Vida).

9 revolve. A idéia é que nada, por mais difícil que seja, nem mesmo o trabalho de cortar a rocha mais dura, detém o mineiro em sua tarefa (CBASD, vol. 3, p. 643).

11 Tapa os veios de água. A referência talvez seja à criação de barragens, diques e outras formas de represamento para controlar a água no processo de mineração (CBASD, vol. 3, p. 643).

o que estava escondido. Tesouros ocultos, ouro e pedras preciosas que estão nas profundezas da terra. A ilustração foi admiravelmente escolhida. O objetivo de Jó era mostrar que a verdadeira sabedoria não podia ser encontrada pelo conhecimento humano ou por mera investigação. Portanto, ele escolhe um exemplo em que o ser humano demonstra grande habilidade e sabedoria, e em que adentra mais longe na escuridão. Ele escava poços através das rochas, fecha fontes que esguicham e desnuda tesouros ocultos. Tudo isso, porém, não o capacita a compreender como funciona o governo de Deus (CBASD, vol. 3, p. 644).

13 nem se acha ela na terra dos viventes. O homem precisa olhas para uma fonte mais elevada de sabedoria. A verdadeira sabedoria vem por revelação divina (CBASD, vol. 3, p. 644).

14 O abismo diz: ela [a sabedoria] não está em mim . Do heb tehom. A idéia é que as vastas profundezas podem ser investigadas, mas a verdadeira sabedoria não se encontra desta forma (CBASD, vol. 3, p. 644).

15 ouro fino. São usadas quatro diferentes palavras hebraicas para aumentar a força da figura, indicando que não existe nenhum tipo de ouro que possa comprar a sabedoria (CBASD, vol. 3, p. 644).

20 Donde, pois, vem, a sabedoria […]? Em vista do fato de que a sabedoria não pode ser obtida pela mineração nem comprada, onde é possível encontrá-la? Esta pergunta, feita no v. 12, é repetida para ênfase. É a pergunta básica considerada no capítulo (CBASD, vol. 3, p. 644).

22 abismo. Do heb. ‘abaddon (ver com. de Jó 26:6) (CBASD, vol. 3, p. 644).

23 Deus lhe entende. O ser humano estendeu as investigações da ciência muito além dos limites de conhecimento alcançado nos dias de Jó. Ele mergulhou nos segredos do átomo. Contudo, a declaração de Jó é tão verdadeira hoje como quando foi proferida. A verdadeira sabedoria só vem por revelação divina (CBASD, vol. 3, p. 644, 645).

25 vento […] águas. Estas coisas, que estão entre os elementos mais incontroláveis da terra, estão sob o controle de Deus (CBASD, vol. 3, p. 645).

“Muito antes de se reconhecer cientificamente que o ar possuía peso (a força exercida sobre um corpo pela atração gravitacional da terra), a Bíblia já o disse” (Richard Gunther, citado em Bíblia de Estudo NVI Vida).

27 viu Ele a sabedoria e a manifestou. Esse versículo usa uma série de verbos para revelar a relação de Deus com a sabedoria. Só Deus a compreende e revela. A sabedoria não tem nenhuma outra fonte (ver Pv 8:22-30). Ela não é resultado do acaso; está em Deus, uma vez que Ele é a causa primeira de todas as coisas (CBASD, vol. 3, p. 645).

28 eis que… Jó indica a seus ouvintes a conclusão para a qual todo o capítulo converge. O que é a sabedoria? A resposta é dada: “o temor do Senhor”. O devido reconhecimento de Deus e a submissão a Ele constituem o fator de suprema importância. Humildade, reverência, respeito, adoração e fé são aspectos da sabedoria que ultrapassam o conhecimento terreno. O que é o entendimento? A resposta é igualmente clara: “o apartar-se do mal”. O entendimento é mais do que intelectual – é ético; exige um padrão de vida. Reverência e retidão são os dois grandes requisitos divinos (CBASD, vol. 3, p. 645).

O caminho para se obter a verdadeira sabedoria é a comunhão com o próprio Deus (Bíblia Shedd).

Jó declara que a sabedoria não pode ser encontrada entre os vivos. É natural para as pessoas que não entendem a importância da Palavra de Deus buscarem a sabedoria aqui na terra. Eles buscam filósofos e outros líderes por uma direção para a vida. Entretanto, Jó disse que a sabedoria não é encontrada aqui. Nenhum líder ou grupo de líderes podem produzir suficiente conhecimento ou ponto de vista que explique a totalidade da experiência humana. A interpretação maior [original: ultimate] da vida, de quem somos e para onde estamos indo, deve vir de fora e acima de nossas vidas mortais. Quando buscando por orientação, busque a sabedoria de Deus como revelada na Bíblia. Para sermos elevados acima e além dos limites da vida, devemos conhecer e confiar no Senhor da vida (Life Application Study Bible Kingsway).



JÓ 28 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
17 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 28 – Ser sábio deveria ser o objetivo principal de todo mortal a fim de saber viver bem os poucos dias de vida que tem. Este capítulo mostra crescimento e maturidade em Jó que progrediu no conhecimento através do sofrimento.

“Jó nos ensina uma lição muito valiosa. Quanto maior o sofrimento, tanto melhor determinamos o que verdadeiramente importa, e isto nos faz voltar ao começo. O sofrimento no ajuda a discernir as nossas prioridades e nos concentrar nos objetivos certos” (Charles R. Swindoll).

A sabedoria é essencial em cada situação da vida, e Jó demonstra o valor dado a ela. John E. Hartley chama este capítulo de “hino da sabedoria”, dividindo-o em quatro partes:

• Habilidade humana para a mineração (vs. 1-11);
• Valor da sabedoria, não pode ser comparada (vs. 12-19);
• Deus conhece a sabedoria (vs. 20-27);
• Sabedoria para a humanidade (v. 28).

O auge da sabedoria está na conclusão do capítulo: “O temor do Senhor é a sabedoria, e o afastar-se do mal é ter entendimento”.

Compare a definição da sabedoria de Jó 28:28 com Provérbios 1:7 e 9:10. Creio ser essa a definição mais nobre de sabedoria, por conseguinte, “você pode obter quatro diplomas de doutorado e nunca alcançar sabedoria ou entendimento. Com certeza não é o estudo superior que vai fazê-lo temer ao Senhor. Mesmo as melhores universidades não oferecem um curso sobre o temor do Senhor. A fonte? Deus e só Deus. Por ‘temor do Senhor’ estou me referindo a um grande respeito por Deus, acompanhado de ódio pessoal pelo pecado” (Swindoll).

• A sabedoria verdadeira não está nas riquezas, nem nas habilidades humanas, nas escolas ou universidades deste mundo, nem na ciência e também não está na tecnologia, por mais avançada que seja (vs. 1-19).
• A sabedoria pode estar com cada pessoa apenas quando aceita a revelação de Deus (a Bíblia) com reverência e submissão para sua vida (vs. 20-28).
• Medite na introdução do livro de Provérbios que começa no capítulo 1 e termina no capítulo 9, ali terás incentivo intenso para viver sabiamente.

Jesus é a essência da sabedoria (I Coríntios 1:30; Colossenses 2:3) e o mais alto nível de sabedoria é ser sábio para a salvação (II Timóteo 3:15)! Vamos dedicar tempo para aprofundar-se visando obter verdadeira sabedoria. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 28 – #RPSP – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
17 de outubro de 2016, 0:30
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“E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento” (v. 28).

Apesar de todo o esforço humano por conquistar as riquezas terrestres (v. 1-11), há uma riqueza que não pode ser encontrada em canto algum deste planeta e cujo valor o homem não pode cogitar (v. 13): a SABEDORIA. É uma tarefa árdua, difícil e que requer muita paciência e habilidade, a de extração de pedras e metais preciosos das rochas e dos solos profundos. Porém, por maior que seja o grau de dificuldade, é uma tarefa possível ao homem. Já a aquisição que excede ao valor das pérolas (v. 18), “está encoberta aos olhos de todo vivente” (v. 21). A sabedoria, portanto, não é algo inerente ao homem, é um dom de Deus. Não se conquista a sabedoria e nem o entendimento, mas, se pede. Precisamos ir a Fonte, e pedir: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tiago 1:5).

Então, o capítulo encerra com duas formas de se “extrair” da Rocha (Vide Isaías 44:8) tanto a sabedoria quanto o entendimento: temer a Deus e apartar-se do mal. Deus nos deixou mensagens especiais nestes últimos dias, que são as três mensagens angélicas de Apocalipse 14. A primeira voz nos diz: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Apocalipse 14:7). E a segunda nos diz o seguinte: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Apocalipse 14:8). Somos chamados a temer a Deus, e a apartar-nos do mal proveniente da Babilônia, de toda e qualquer confusão que nos desconecta do caminho da salvação. Vocês entendem o que isso significa? Significa que Deus nos chama a sermos sábios e a entendermos que há sim diferença entre o bem e o mal, entre o limpo e o imundo, entre o ímpio e o justo. E só poderemos optar por fugir do mal, quando o bem, a verdade, estiver bem firmada em nosso coração.

Continuemos desbravando a Palavra do SENHOR. Continuemos extraindo dela tesouros mais valiosos do que o mais puro ouro (v. 16). Então, a sabedoria do SENHOR preservará a nossa mente e o Seu entendimento será como plano pavimento para que nossos pés não vacilem.

Bom dia, tementes a Deus!

Desafio do dia: Fuja do mal. Não contemple o que não lhe faz bem.

*Leiam #Jó28

Rosana Garcia Barros



Jó 27 by Jeferson Quimelli
16 de outubro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Jó fez uma ligeira pausa e seus amigos provavelmente ficaram em silêncio por um momento. Então Jó “prosseguiu em seu discurso” (v. 1 NVI). Ele diz: “…vive Deus, que me tirou o direito… que amargurou a minha alma” (v. 2). Sabemos que Deus não o faz diretamente, mas permitiu a Satanás, o destruidor do universo, que testasse a Jó.

Que Deus tenha plena confiança em nós como ele tinha em seu fiel servo, Jó! Jó estava determinado: “enquanto em mim estiver a minha vida, e o sopro de Deus nos meus narizes, nunca os meus lábios falarão injustiça, nem minha língua pronunciará engano” (v. 3, 4). Ele diz: “Manterei minha retidão, e nunca a deixarei; enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá.”(v. 6 NVI). Jó não tem nenhum arrependimento a respeito da forma como ele viveu.

Querido Deus,
Queremos permanecer firmes, a despeito das tempestades do inimigo sobre nós, tendo a certeza que Tu estás nos segurando firmemente pela mão. O caminho dos ímpios não é o nosso caminho porque Te amamos e desejamos seguir a Ti. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

 

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/27 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/27
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/23/ Tradução Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Jó 27
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/60 e https://credeemseusprofetas.org/



Jó 27 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
16 de outubro de 2016, 1:50
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Este capítulo pode ser dividido em três partes distintas. Na primeira (v. 1-6), Jó afirma sua integridade e determinação de permanecer fiel até o fim. Na segunda (v. 7-12), ele censura seus inimigos. Na terceira (v. 13-23), considera novamente o modo como Deus trata os ímpios e admite a punição e a destruição final deles. Este discurso toma a forma de uma série de provérbios que Jó cita, um após o outro (CBASD, vol. 3, p. 639).

1 discurso. Do heb. mashal […] O termo sugere uma nova tendência nas palavras de Jó. As palavras combativas e carregadas de emoção estão dando lugar a uma expressão calculada de opiniões que são fruto de grande reflexão (ver a repetição do termo em Jó 29:1) (CBASD, vol. 3, p. 640).

2 Tão certo como vive Deus. Este é o único lugar em que Jó recorre a um juramento. Diante da solenidade da ocasião, ao exortar pela última vez os amigos, Jó acha que é apropriado iniciar suas observações com um apelo a Deus como sua testemunha […] Tamanha é a confiança que Jó tem de sua sinceridade, que ele se sente livre para apelar ao Deus que, conforme sua visão humana, o tem tratado como se ele fosse culpado (CBASD, vol. 3, p. 640).

amargurou a minha alma. Tornou minha vida miserável (Andrews Study Bible).

3. sopro. Heb. ruach […] “vento” (Jó 26:13) e […] o próprio princípio que anima a vida (Ec 3:19) (CBASD, vol. 3, p. 640).

4 injustiça. Os amigos de Jó tentaram extrair dele uma confissão de culpa. Jó não só permanece firme na consciência de sua integridade, mas faz um compromisso decidido de lealdade futura. A despeito da pressão e da tradição, Jó está determinado a ser honesto (CBASD, vol. 3, p. 640).

5 que eu vos dê razão. Os amigos de Jó afirmaram resolutamente que ele era culpado de algum pecado. Em linguagem forte, Jó se recusa a admitir que eles tivessem razão. Algumas pessoas, sob coerção, confessam faltas que não cometeram. Jó se recusou firmemente a fazer isso (CBASD, vol. 3, p. 640).

6 à minha justiça me apegarei. Uma pessoa pode perder propriedades, famílias, amigos, saúde; mas ainda pode ter uma infalível fonte de consolo: a consciência limpa (ver At 23:1; 24:16; 1Co 4:3,4; 2Tm 1:3; 1Jo 3:21) (CBASD, vol. 3, p. 640).

9 tribulação. A hipocrisia consciente e a constante impiedade separam a pessoa de Deus e, freqüentemente, tornam impossível que Ele atenda as orações. Os amigos de Jó fizeram declarações semelhantes, aplicando-as a ele (CBASD, vol. 3, p. 640).

10 invocará a Deus em todo o tempo? O ímpio ora apenas em ocasiões extraordinárias; não habitualmente. Ele permite que suas ocupações interrompam o tempo destinado à oração, negligencia a devoção particular pelo menor pretexto e logo acaba abandonando-a por completo (CBASD, vol. 3, p. 640).

18 traça.Um símbolo da fragilidade, impotência e decomposição (CBASD, vol. 3, p. 641).

choça. Frágil habitação, feita para a época da vindima ou da ceifa, que se desfaz ao ser abandonada, no fim do serviço (Bíblia Shedd).

19 já não a vê. O homem acorda e se vê arruinado ou na mão de assassinos, ou então acorda e descobre que sua riqueza se foi (CBASD, vol. 3, p. 640).

23 batem palmas. O ímpio é objeto de zombaria (CBASD, vol. 3, p. 641).



Jó 27 – Comentário Pr Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
16 de outubro de 2016, 1:45
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JÓ 27 – Quem deve teme, quem não deve não teme. Jó conhecia quem Ele era e sabia que tinha vivido corretamente, ele não tinha do que envergonhar-se. Contudo, Jó não era perfeito. Ele tinha natureza pecaminosa como a nossa. Ele não era impecável/infalível. Ele errava e falhava como qualquer crente fervoroso e íntegro nos dias de hoje.

O capítulo em questão pode-se dividir em três partes:

1. Jó revela confiança em si mesmo (vs. 1-6);
2. Jó profere imprecações aos seus inimigos (vs. 7-10)
3. Jó intenta ensinar aos seus amigos (vs. 11-23).

Observemos atentamente: Jó insinua que Deus é injusto ao deixar a injustiça solapar o justo (neste caso, ele): “O Deus santo me negou justiça! O Todo-poderoso arruinou minha vida!” (AM).

• Será que Deus fez isso mesmo, ou… isso é Jó acusando Deus?
• Seria essa uma crítica infundada diante de seu sofrimento intenso?

Mais à frente, Jó admite ter falhado, se humilha e arrepende-se (Jó 42:1-6). Desta forma, precisamos cuidar ao estudar e pregar sermões extraídos de seu livro.

Nem tudo o que Jó disse é correto. Ele falhou. Ele admitiu que queixava-se como revoltado (23:2), revelou estar confuso (26:3), e, além de outros comentários duvidosos sobre Deus, agora O acusou de injusto, causador de injustiças, Quem amargurou a sua alma, mesmo ele (Jó) sendo “justo ao máximo”, “aos próprios olhos” (27:1-6; 32:1).

Certamente, Jó…

• …era de carne e osso e dotado de natureza pecaminosa como todos nós.
• …era frágil, sentia dor e sofria como qualquer ser humano;
• …tinha fome, sede, sono, era limitado física e intelectualmente como qualquer mortal.
• …tinha emoções e sentimentos como nós; consequentemente, sentia a dor do abandono, as críticas, calúnias e frieza de seus amigos.

Assim, em meio ao sofrimento titânico, Jó ficou confuso, desesperado, deprimido. Desamparado, ele reclamou e falou coisas incorretas sobre teologia.

Contudo, em meio às suas crises emocionais e espirituais, Jó não rejeitou Deus como fazem os ímpios (27:7-10). Ele é referência de perseverança a todos nós; pois, mesmo incompreendido pelos amigos (vs. 11-12) e sendo “evangelizado” com mensagens de um Deus tirano (vs. 13-23), não ousou apostatar-se!

Tendo tudo para desistir, Jó persistiu! Que legado!

Amigo(a)! Inspire-se em Jó: Busque, comprometa-se com Deus, confie apesar de tudo, mesmo sem entender muitas coisas! – Heber Toth Armí.



Jó 27 – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
16 de outubro de 2016, 1:30
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JÓ 27 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS

“Longe de mim que eu vos dê razão! Até que eu expire, nunca afastarei de mim a minha integridade” (v. 5).

Por duas vezes a sua integridade foi confirmada pelo próprio Deus. Por duas vezes o SENHOR o defende diante do Universo. Por duas vezes sua integridade é colocada em xeque. Por duas vezes Deus alcança vitória contra Satanás mediante o Seu servo Jó. A afirmação: “não me reprova a minha consciência por qualquer dia da minha vida” (v. 6), não exclui Jó do rol de pecadores, pois todos nascemos em pecado (Vide Salmo 51:5) e carecemos da glória de Deus (Vide Romanos 3:23). O que faz com que Jó profira tais palavras é justamente a sua integridade (v. 5). As escolhas que ele fez na vida, as renúncias, o apartar-se do mal, fez toda a diferença. Mesmo que houvesse desvanecido a sua esperança terrena, a esperança de que o seu Redentor, em Sua volta, lhe concederia a vida eterna era a sua única alegria (Jó 19:25-27).

Por mais que houvesse questionado, no capítulo vinte e quatro, o porquê dos ímpios muitas vezes não serem castigados, no capítulo de hoje Jó deixa bem claro para seus amigos néscios que ele bem sabia qual é “a porção dos perversos e a herança dos opressores” (v. 13). Jó, desde o seu estado próspero inicial havia sido um homem íntegro em todos os sentidos, compassivo para com todos e que até então não tinha inimigos… ou pelo menos não imaginava que tinha. Foi no momento em que mais precisou de ajuda que descobriu que aqueles que chamava de amigos e irmãos, tornaram-se seus opressores. Como está escrito: “Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos próprios irmãos!” (I Coríntios 6:8). O que ele disse no verso sete não foi como rogando uma praga, mas a verdadeira essência de todo aquele que se levanta contra os santos do Altíssimo: perverso e injusto. Para estes não há esperança (v. 8), caso não cheguem ao arrependimento, “ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?” (I Coríntios 6:9).

Oh, amados, que a injustiça e a perversidade não façam parte de nossa vida maculando a única coisa que levaremos daqui para o Céu: o nosso caráter. Como Jó fitou os olhos e a esperança em seu Redentor, que nossos olhos estejam fixos em Cristo para que Ele imprima em nós o Seu caráter íntegro, reto e santo: “Cristo é nosso modelo, o perfeito e santo exemplo que nos foi dado para que O seguíssemos” (Para Conhecê-Lo, 265).

Bom dia, santos do Altíssimo, seguidores de Jesus Cristo!

Desafio do dia: Clame ao SENHOR pelo batismo do Espírito Santo! Este deve ser o nosso clamor diário. Eis o resultado deste batismo: Gálatas 5:22-23.

*Leiam Jó 27!

Rosana Garcia Barros



3 milhões de acessos no blog Reavivados by Jeferson Quimelli
15 de outubro de 2016, 18:49
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Mais de 3 milhões de acessos! Obrigado, Senhor! Obrigado leitores! 

reavivados



Jó 26 by Jeferson Quimelli
15 de outubro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Jó responde a seus amigos com desânimo: “Como sabes aconselhar ao que não tem sabedoria e revelar plenitude de verdadeiro conhecimento! Com a ajuda de quem proferes tais palavras? “ (v. 3, 4a).

Jó parece escarnecer da abordagem teológica egípcia expressa por seus interlocutores. Jó ironiza no v. 5: “A alma dos mortos treme debaixo das águas com seus habitantes. [ou: “Por que vocês continuam pensando sobre os deuses e a voz sagrada que leva os homens para longe sob as águas? Quando os homens ouvem isso, eles tremem“].

Jó quer saber os detalhes da origem desta teologia egípcia do que acontece aos mortos após a morte. Não há monstros à espreita no Nilo celeste tentando roubar as almas dos falecidos da voz sagrada do [Deus Sol] Ra enquanto, à meia-noite, ele viaja e atravessa os doze portões que dão acesso à sala de julgamento de Osíris, o juiz dos mortos.

Querido Deus,
Cremos na erradicação final de Satanás e seus anjos. Sabemos que os grandes eventos finais da história deste mundo estão perto de ocorrer. Ajude-nos a permanecer firmes ao Teu lado. Amem.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/26
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/22/ Tradução Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Jó 26
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
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JÓ 26 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
15 de outubro de 2016, 0:50
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Aqui começa o longo discurso de Jó, que termina no cap. 31. Neste discurso, após descartar rapidamente o último discurso de Bildade, Jó passa a explicar seus pontos de vista. Ele fala, em primeiro lugar, do poder e da majestade de Deus (Jó 26:5-14); depois, lida com as questões que dizem a respeito a sua própria integridade e à forma como Deus trata os seres humanos. Ele admite que, no final, a retribuição sobrevém aos ímpios (Jó 27). No cap. 28, depois de prestar um merecido tributo à inteligência e à engenhosidade do ser humano no que respeita às coisas terrenas, Jó diz que o mundo espiritual e os princípios do governo divino são para ele inescrutáveis […] Finalmente, após dar uma descrição de sua antiga vida próspera (cap. 29), em contraste com sua vida desditosa atual (cap. 30), ele conclui com uma declaração de sua integridade nos vários deveres e obrigações da vida (cap. 31) (CBASD, vol. 3, p. 636).

Jó responde ao discurso de Bildade, mas realmente considera sua contribuição sem utilidade e, mesmo, fora de propósito, pois o Jó nunca havia negado a grandeza e a majestade de Deus e, agora, passa a dar sua visão do poder insondável de Deus (Bíblia Shedd).

2-4 Como sabes ajudar […]! As palavras de Jó são sarcásticas, pois Bildade não contribuíra com nenhuma luz às considerações de Jó, feitas no cap. 4 (Bíblia Shedd).
[…] série de exclamações e perguntas objetivam revelar a fraca lógica do discurso de Bildade (CBASD, vol. 3, p. 636).

4 de quem é o espírito […]? Jó questiona: de onde procede a sua autoridade? Certamente, não havia evidências da inspiração divina (CBASD, vol. 3, p. 636).

5 A alma dos mortos. No original não há a palavra “alma”. A frase diz: “os mortos”. […] O contexto de Jó 26:5 sugere que a referência é aos mortos. Bildade enfatizou a soberania de Deus nos céus. Jó acrescenta que o poder de Deus se estende até aos habitantes do she’ol (ver v. 6) (CBASD, vol. 3, p. 637).

6 além. Do heb. she’ol, um lugar figurativo onde os mortos são descritos como se estivessem juntos (ver Is 14:9, 10) (CBASD, vol. 3, p. 637).
o abismo. Do heb. ‘abaddon. Um substantivo empregado paralelamente ashe’ol e que o retrata como um lugar de ruína e destruição. A palavra ocorre seis vezes no AT (Jó 26:6; 28:22; 31:12;Sl 88:11; Pv 15:11; 27:20; cf Ap 9:11) (CBASD, vol. 3, p. 637).

7 faz pairar a terra sobre o nada. As lindas fotos coloridas tiradas pela Apolo 10 dão realce empolgante a esta doutrina (Bíblia Shedd).
Em vez de visualizar a Terra como se repousasse sobre colunas, como criam os alguns antigos, sua concepção era a de ser ela sustentada pelo poder do Deus que ele adorava (CBASD, vol. 3, p. 637).

8-14 A grandeza do universo visível, a sabedoria e o poder de Deus revelados na sua criação, não se comparam com a glória de tudo o que o olhar humano nem sequer pode sondar (Bíblia Shedd).

8 Prende as águas. A metáfora é provavelmente extraída dos odres de água tão conhecidos no antigo Oriente, e especialmente na Arábia, para o armazenamentp deste líquido. Esses odres podiam se romper com o peso do conteúdo, mas as nuvens podiam conter grandes quantidades de água sem tais riscos (ver Jó 38:37; Pv 30:4) (CBASD, vol. 3, p. 637).

“Uma tempestade comum contém cerca de 100 mil toneladas de água. Imagine 100 mil toneladas de água flutuando no céu! Toda essa água está simplesmente ali, sem cair ou ‘rasgar’ a nuvem. (Richard Gunther, emBíblia Evangelismo em Ação NVI Vida).

9 Enconde a face do Seu trono. Isto é, ele cobra Seu trono de nuvens. O significado desta declaração pode ser de que Deus Se oculta aos sentimentos físicos do ser humano. Deus acha por bem manter Sua comunhão com as pessoas em nível espiritual, em vez de em nível sensorial. Embora as nuvens possam esconder Seu trono da visão humana (ver 1Rs 8:12; Sl 18:11; 97:2), este existe, e um dia os redimidos o verão (Ap 22:1-1) (CBASD, vol. 3, p. 637).

10 Traçou um círculo. A referência parece ser a forma do horizonte, que tem a aparência de um círculo e parece ser traçado com um compasso (CBASD, vol. 3, p. 638).

13 sopro. Do heb. ruach, que também pode ser traduzido como “espírito” ou “vento”, como em dezenas de casos no AT. O contexto precisa determinar a escolha do significado.