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JÓ 33 – A complexidade da vida faz as pessoas investirem seus pensamentos na busca de respostas às perplexidades da humanidade.
Mesmo para os religiosos, surgem mais enigmas que respostas. A sabedoria dos filósofos, a ciência dos pesquisadores e a inteligência dos pensadores são insuficientes para esclarecer os problemas da existência. Carecemos de algo mais!
Eliú intentará desvendar mistérios. Sua abordagem difere da dos outros que intentaram, mas foi tão infeliz quanto eles em revelar os enigmas da vida. Apesar disso, neste capítulo Eliú apresenta temas bem interessantes, vale a pena prestar atenção juntamente com Jó (vs. 1-4):
1. Eliú intenta fazer com que Jó percebesse que ao declarar sua inocência, mas, culpando a Deus, foi injusto de sua parte; pois, nós humanos, somos formados por Deus do pó da terra, nossa visão é limitada demais para acusar nosso Criador, nosso padrão de justiça é pequeno demais para colocar Deus no banco dos réus (vs. 5-18).
2. Eliú concentra-se nos vários métodos usados por Deus para falar ao ser humano (vs. 19-30). O alvo de Deus é resgatar/salvar; por isso, fala-nos por meio…
a) De visões e sonhos;
b) Do sofrimento;
c) De doenças graves;
d) De um anjo.
3. Eliú enfoca na sabedoria, sendo ela o caminho mais coerente para a explicação dos complexos mistérios da existência humana (vs. 31-33).
Eliú não se aproximou de Jó como juiz, mas como amigo e irmão; ele não acusou falsamente a Jó, mas aceitou a afirmação de sua justiça; Ele não usou linguagem abusiva, mas respeitosa; ele não falou visando torturar Jó, mas ajudá-lo.
Eliú deseja agir como revelador de Deus para Jó, sua intenção é ser um intérprete de Deus perante o sofredor angustiado e exausto de tanta dor. Ele almeja orientar Jó em sua forma de lidar com Deus. Seus discursos são o elo entre os discursos filosóficos de Jó e seus amigos e os discursos divinos, o qual virá em seguida – após o seu.
O ser humano frustrado possui uma necessidade incontida de explorar algo novo em busca de respostas satisfatórias. Explorar não é errado; precisamos ser curiosos como crianças e exploradores como adolescentes, mas sempre firmados no alicerce da Palavra de Deus – pois, ela é a fonte da verdadeira sabedoria!
Reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.
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“Deveras orará a Deus, que lhe será propício; ele, com júbilo, verá a face de Deus, e Este lhe restituirá a Sua justiça” (Jó 33:26).
Quanto mais avanço no estudo do livro de Jó, mais percebo o quanto preciso aprender e o quanto preciso mudar meus conceitos. A nossa visão acerca do sofrimento humano é muito limitada. Ao observarmos o sofrimento alheio, logo nossa mente é levada a levantar os mais diversos pontos de vista e as mais variadas sugestões para dirimir a dor do outro, ou para julgar a causa do infortúnio. Mas basta a situação mudar de lado para percebermos que nenhuma opinião e nenhum ponto de vista são capazes de oferecer a solução necessária. Nos tornamos juízes e conselheiros quando com os olhos contemplamos o sofrer do próximo, e quando com a pele passamos pelo mesmo, a única coisa que desejamos é de um olhar de amor que nos transmita a firme certeza: Calma, logo vai passar.
Eliú poderia ter resumido a sua fala nas palavras dos versos vinte e três a vinte e oito. A sabedoria não está em falar um turbilhão de palavras profusas, mas conseguir atingir corações com uma simples mensagem. Nós complicamos tanto as coisas que nem nos damos conta de que é na simplicidade que encontramos a paz que tanto precisamos e almejamos. Assim como Jó foi redimido e resgatado, nós também já o fomos: quando Deus se fez homem e morreu por amor a mim e a você. Hoje, Cristo intercede por cada um de nós junto ao Pai, para que muito em breve possamos ver a Sua face. Permita que Jesus reine soberano em teu coração, então, mesmo em meio ao sofrimento, poderás sempre afirmar com firme convicção: “achei resgate” (v. 24)!
Bom dia, resgatados por Cristo!
Desafio do dia: Não julgue o sofrimento alheio, mas ore por aqueles que sofrem. Desta forma, encontrarás alento para o teu sofrimento também.
*Leiam #Jó33
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Os primeiros três amigos eram mais velhos que Eliú, o próximo orador. Moisés explica que este era o motivo dele estar em silêncio (v. 4), no típico estilo asiático, onde os mais velhos têm primazia (v. 6). Ele esperou pelo fim das falas dos anciãos, ouviu atentamente seus raciocínios e observou sua busca por palavras (v. 11). Normalmente quando as pessoas começar a procurar por palavras isto significa que a conversa está quase no fim.
Moisés certamente assistiu a muitas reuniões no palácio de Hatshepsut e sabia muito bem que, quando uma pessoa de importância fala todos se aquietam, enquanto ele fala com vigor, mas em um determinado ponto o tom de voz se abaixa assinalando o fim do discurso.
Pressentindo a proximidade do fim do discurso dos idosos, Eliú pede permissão para falar (v. 20), declarando que será imparcial e não lisonjeará ninguém (v. 21). Ele afirma que se assim procedesse seria levado [morto] pelo Seu Criador. Eliú não aprendera ainda a falar de modo gracioso, porém sem falsidade.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/32 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/32
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/27/
Tradução Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Jó 32
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/60 e https://credeemseusprofetas.org/
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Eliú … introduziu um novo ponto de vista. Enquanto os três amigos de Jó tenham dito que ele estava sofrendo por algum pecado passado, Eliú disse que o sofrimento de Jó não iria desaparecer até que ele percebesse o seu pecado presente. Ele sustentava que Jó não estava sofrendo por causa do pecado, mas que estava pecando por causa do sofrimento. Eliú apontava que a atitude de Jó se tornara arrogante ao ele tentar defender sua inocência. Eliú também disse que sofrimento não significa punição tanto quanto pode significar correção e restauração, para manter-nos no caminho certo. Há muita verdade na fala de Eliú. Ele estava pedindo para que Jó olhasse para seu sofrimento de uma perspectiva diferente e com um propósito maior em mente. Enquanto seu discurso esteja num nível espiritual mais elevado do que os de seus amigos, Eliú ainda assume equivocadamente que uma resposta correta ao sofrimento sempre trará cura e restauração (33:23-30) e que sofrimento está, sempre, de algum modo, conectado a pecado (34:11). Life Application Study Bible Kingsway.
1 Cessaram … de responder. Apesar da magnífica defesa de Jó, seus amigos desistiram dele, pois o consideraram teimoso, obstinado e cheio de justiça própria. Não puderam responder aos argumentos dele, mas não ousaram abrir mão de suas próprias tradições. Jó os teria satisfeito apenas se confessasse, humilhado, que pecara. isto ele não podia, em sã consciência, fazer; portanto, a discussão entre Jó e Elifaz, Bildade e Zofar terminou num impasse. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 658.
7-9 o fôledo do Todo-Poderoso, que lhes dá entendimento. Não é suficiente reconhecer uma grande verdade; ela deve ser vivida em cada dia. Eliú reconheceu a verdade de que Deus é a única fonte da real sabedoria, mas ele não usou a sabedoria de Deus para ajudar a Jó. Enquanto que ele reconhecia de onde a sabedoria vinha, ele não buscou adquiri-la. Tornar-se sábio é uma busca constante, de uma vida inteira. Não se contente em apenas saber sobre a sabedoria, faça ela parte da sua vida. Life Application Study Bible Kingsway.
8 Espírito. Aqui Eliú dá a razão para se aventurar a falar, embora fosse o mais novo do grupo. ele concluiu que o entendimento vem, não da idade, mas do Espírito de Deus. Uma vez que a sabedoria é dom divino, tanto os jovens quanto os idosos podem possuí-la. CBASD, vol. 3, p. 658.
18 não me faltam palavras. Os discursos de Eliú continuam sem trégua até o fim do cap. 37. Tem, porém, uma contribuição genuína a oferecer para o problema que Jó está enfrentando. Ao mesmo tempo, não se rebaixa a falsas acusações a respeito da vida pregressa de Jó, mas em geral limita suas críticas às citações extraídas das próprias palavras de Jó. Talvez seja essa a razão porque Deus, no epílogo, não condena Eliú junto com os três amigos de Jó (v. 42.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 odres novos prestes a se romper. Odres velhos tendem a rachar ou rebentar-se (v. Mt 9.17), mas não os novos. Obviamente, Eliú está ansioso para falar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 acepção. Eliú sinceramente deseja ser justo. Nega que tenha preferências pessoais. Não deseja ser influenciado pela idade, posição social ou amizade pessoal. Sua filosofia certamente vai desagradar alguns de seus ouvintes; portanto, ele sente a necessidade de fazer esta declaração com respeito a sua objetividade. CBASD, vol. 3, p. 659.
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JÓ 32 – Deus estava encurralado. Jó colocou o Criador do Universo num beco sem saída. Deus estava no banco dos réus. Seu caráter estava sendo julgado. Jó aparentemente se colocava acima da justiça divina. Já havia silenciado seus amigos com seus argumentos, agora quer respostas de Deus!
Eliú, aparentemente jovem, aparece do nada, para chamar a atenção de Jó e seus três amigos. Quando todos não tinham mais o que falar, Eliú tem novidades. Por ser um bom ouvinte, quem fala por último pode falar melhor. Quem ouve, medita; quem presta atenção nos mais velhos, pondera melhor seus pensamentos; quem avalia o que os outros dizem aprende a sabedoria.
O discurso de Eliú é único, sem réplica ou tréplica; é longo, profundo e impactante. Este capítulo é apenas uma introdução de sua preleção sobre o sofrimento e o Deus soberano. Eliú se apresenta; sendo jovem, havia permanecido em silêncio, respeitando os mais velhos; mas irritou-se, perdeu a paciência e, então, furioso e explodindo de raiva expôs sua opinião (vs. 1-5);
Eliú contesta alguns paradigmas tradicionais:
1. Nem sempre idade significa maturidade, inteligência e sabedoria; a sabedoria vem de Deus não da idade, nem da experiência e nem mesmo da faculdade (vs. 6-10);
2. Nem sempre pensar que ter razão significa ter razão, pode ser arrogância; Eliú acha que vai conseguir convencer a Jó daquilo que os outros três amigos fracassaram (vs. 11-22).
Embora muito educado, Eliú explodiu de raiva. Embora tenha honrado aos mais velhos com seu silêncio, Eliú agora passou a atacar a sabedoria e as ideias dos experientes com o quebrar do silêncio.
Sua ira se ascendeu; ele falou cheio de indignação…
• …Contra Jó, por ele justificar a si mesmo diante de Deus (v. 2);
• …Contra os três amigos filósofos de Jó, por condenarem Jó sem conseguir provar que Jó estava errado (v. 3);
• …Por ver os três sábios se renderem ao silêncio (v. 5).
Aplicações: Ser motivado pela…
• Raiva, indignação e ira não promove sabedoria, mas arrogância;
• Coragem, intrepidez e ousadia pode revelar insegurança;
• Força, vigor e raciocínio jovial só aparentará resolução aos dilemas da vida.
Eliú intentará dar a resposta que definirá a questão de Jó, será que conseguirá? Não perca, acompanhe até o fim. Seja perseverante!
Reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.
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JÓ 32 – #RPSP -COMENTÁRIO ROSANA BARROS
“Permiti, pois, que eu fale… Não farei acepção de pessoas” (v. 20,21).
Inicia-se aqui um monólogo. Eliú, que até então era desconhecido no livro de Jó, aparece como alguém que acompanhava a conversa de Jó com seus amigos desde o início. Ele deixou bem claro que não se pronunciou antes pelo fato de ser o mais novo daquele grupo, e que também estava ansioso por iniciar a sua fala e levantar a sua tese. Para ele, tanto Jó quanto seus amigos estavam não somente errados, mas tudo o que haviam falado tinha lhe causado ira.
Apesar do texto não dar a certeza de que Eliú falou diretamente a Jó no verso quinze, o verso vinte dá a entender que sim, já que ele pede permissão a Jó para poder falar, prometendo não fazer “acepção de pessoas” (v. 21). O jovem, que até então não fazia parte daquele debate, demonstra o respeito e a consideração que os amigos de Jó não tiveram, ainda que tenha, igualmente, levantado acusações contra Jó.
Em algumas situações, precisamos de um conciliador, alguém que ajude a dirimir conflitos de uma forma justa e imparcial. Todos nós temos um Conciliador em comum, Aquele que “não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34) e que, por mais que tenha motivos de nos acusar, escolhe nos amar (Vide João 3:16). Que possamos hoje estar com os ouvidos bem atentos para ouvir a voz de um Deus que anseia falar conosco e nos contar a Sua sabedoria.
Bom dia, justos do SENHOR!
Desafio do dia: Se tiver alguma queixa contra alguém, apresente-a a Deus e confie em Sua providência.
*Leiam #Jó32
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Jó quer tratar aqui de sua inocência. Ele tinha feito um “pacto” com os olhos, “de não olhar com cobiça para moças” (v. 1, NVI). Jó não permitia que seus olhos se demorassem sobre o que lhe pudesse sugerir pensamentos que turbassem sua comunhão com Deus, mantendo seus desejos sob domínio do Espírito. Que porção, portanto, ele poderia esperar receber de Deus se alimentasse uma mente impura? (v. 2). Ele sabe que os ímpios só podem esperar a ruína (v. 3). E que Deus conhece os “caminhos” de sua vida, num testemunho de quem andava nos caminhos de Deus (v. 4).
A partir do versículo 5 em diante, quase quinze vezes, Jó basicamente descreve: Se for encontrado em mim algum mau comportamento, que eu sofra uma maldição. Se fui falso e enganador (como os amigos repetidamente acusavam) (v. 5) que o próprio Deus me avalie imparcialmente (pesasse com balança justa), declarando minha integridade (v. 6).
Nos versos 35 a 37 Jó descreve o quanto almeja que alguém o ouça (v. 35). Moisés, o escritor do livro de Jó, também era um profeta. Ele viu, como Abraão (Jo 8:56), a Cristo como seu Advogado (Heb. 11:26).
Querido Deus,
Abraão e Moisés já sabiam que necessitavam de um intercessor no Céu, Alguém que fosse um divino Príncipe da Paz, que tivesse acesso ao próprio Deus. Nós não queremos nada entre nós e nosso Advogado, Jesus Cristo. Nada mesmo. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/31
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/27/
Tradução Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Jó 31
Comentário em áudio Pr Valdeci
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A mais importante questão na mente de Jó no cap. 31 é a falsa acusação de que fosse homem de iniquidade excepcional, não sofrendo mais do que o merecido. … Ele apela para Deus com um juramento para o nome divino, desafiando as sanções divinas se estivesse mentindo. … Jó é vítima de falsas acusações, por isso a sua defesa lhe era uma obsessão. Bíblia de Genebra.
1-4 Jó não tinha apenas evitado o grande pecado do adultério; ele não tinha tomado nem os primeiros passos em direção ao pecado ao olhar para uma mulher com desejo. Jó sabia que ele era inocente de pecados internos e externos. No cap. 29, Jó revisou suas boas ações. Aqui, no cap. 31, ele lista os pecados que ele não cometeu – em seu coração (v. 1-12), contra seus vizinhos (v. 13-23) e contra Deus (v. 24-34). Life Application Study Bible Kingsway.
1 Fiz aliança com meus olhos. Prometi solenemente para mim mesmo. Andrews Study Bible.
como, pois, os fixaria eu numa donzela? A fim de estar à altura do padrão divino, tanto os pensamentos quanto os atos deviam ser puros. Jó enfrentou o problema fazendo um pacto consigo de que não permitiria sua mente demorar-se na sedução da lascívia. Na linguagem figurada do texto, foi feita uma aliança entre a consciência e os olhos, um acordo que impunha aos olhos uma obrigação definitiva de não se demorar sobre o que sugerisse pensamentos impuros. CBASD – Comentário Bíblico Dventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 654.
6 não tenho culpa. Não subentende perfeição impecável. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 às minhas mãos se apegou qualquer mancha. Esta é a conhecida ilustração das mãos limpas. Não é preciso entender que Jó estava afirmando nunca ter havido qualquer mancha em suas mãos, mas ele nega que qualquer mancha tenha se apegado a suas mãos. CBASD, vol. 3, p. 655.
12 seria fogo. A condescendência com este pecado [“seduzir por causa de mulher”, v. 9] tende a destruir tudo que é bom num homem. Ela é desoladora em seus efeitos. CBASD, vol. 3, p. 655.
desarraigaria toda a minha renda. A experiência revela como a imoralidade frequentemente leva à pobreza (ver Lc 15:11-32). CBASD, vol. 3, p. 655.
13-23 Jó revela entender de modo genuíno as questões da justiça social: a igualdade entre os seres humanos baseia-se na criação(v. 13-15); é essencial a compaixão pelos necessitados (v. 16-20), e não deve haver abuso de poder e de influência (v. 21-23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Aquele que me formou … não é o mesmo que nos formou…? Este verso revela clara compreensão da igualdade dos seres humanos diante de Deus (ver At 17:26). Jó estava muito á frente de sua época no reconhecimento da atitude apropriada de um senhor para com um escravo. O fato de Deus ser o criador de todos, tanto senhores como escravos, é uma das grandes revelações da Bíblia. CBASD, vol. 3, p. 655.
18 desde o ventre CBASD, vol. 3, p. 655. Uma hipérbole [exagero]que indica que Jó não se lembrava de não ter atendido às necessidades dos indefesos. CBASD, vol. 3, p. 655.
19 por falta de roupa. Jó precedeu Dorcas (At 9:36-42) em muitos séculos (ver Is 58:7; Ez 18:7,16; Mt 25:36). CBASD, vol. 3, p. 655.
22 caia a omoplata. Que o juízo caia particularmente sobre as partes do corpo que fizeram o mal ou que se recusaram a fazer o bem. CBASD, vol. 3, p. 656.
23 o castigo de Deus…enfrentar Sua majestade. Jó declara temor e respeito por Deus,os quais apresenta como razões por que não poderia ter sido culpado dos atos cruéis a ele atribuídos. CBASD, vol. 3, p. 656.
24-28 Jó afirma que depender da riqueza para a felicidade é idolatria e nega ao Deus do Céu. Nós desculpamos a obsessão de nossa sociedade por dinheiro e posses como se fossem um mal necessário ou o “modo como tudo funciona” no mundo moderno. Mas todas as sociedades em todas as eras tem valorizado o poder e o prestigio que o dinheiro traz. Os verdadeiros crentes devem se despojar do profundamente arraigado desejo por mais poder, prestígio e posses. Eles não devem negar seus recursos a vizinhos de perto e de longe que tem necessidades físicas desesperadas. Life Application Study Bible Kingsway.
26 se olhei para o sol. Uma referência específica à idolatria. O culto ao sol era comum no antigo Oriente e dominante no Egito havia longo tempo. A adoração à Lua era subordinada à adoração ao Sol. Parecia haver uma tendência natural para se adorar aquilo que fornecia luz (ver Dt 4:19; 2Rs 23:5; Ez 8:16). CBASD, vol. 3, p. 656.
27 beijos lhes atirei com a mão. Era costume beijar os ídolos (1Rs 19:18; Os 13:2). Os corpos celestes estavam tão longe que os adoradores não podiam ter acesso a eles e, portanto, expressavam sua adoração beijando a mão. O que Jó quer dizer é que nunca participou dessa idolatria. CBASD, vol. 3, p. 656.
28 infiel a Deus (NVI). A prática da idolatria nega a Deus. Andrews Study Bible.
29-32 O pecado de se alegrar com a desgraça do inimigo era condenado por Moisés (Êx 23.4, 5) e por Cristo (Mt 5.43-47). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33-34 Forte repúdio à hipocrisia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jó declarou que ele nem mesmo tentou esconder seus pecados , como os homens costumeiramente fazem. O medo de que nossos pecados sejam descobertos nos leva ao engano. Nos cobrimos de mentiras para que pareçamos bons aos outros. Mas não podemos nos esconder de Deus. … Quando você reconhece seus pecados, você se liberta para receber perdão e uma nova vida. Life Application Study Bible Kingsway.
35-37 O clímax: Jó coloca a sua assinatura de compromisso (“Eis aqui a minha defesa assinada!” e desafia que alguém lhe faça uma acusação específica. Bíblia de Genebra.
37 mostrar-Lhe-ia. Jó não tinha nada a esconder de Deus. Ele está disposto a divulgar todos os atos de sua vida. Irá responder à acusação de Deus em todos os pormenores. CBASD, vol. 3, p. 657.
38 Se a minha terra clamar contra mim. a razão para a reclamação da terra é dada no v. 39: práticas antiéticas nas fazendas [roubo ou morte/apropriação indébita]. Andrews Study Bible.
39 Jó está seguro de que não cometeu um dos pecados comuns dos grandes proprietários de terra. CBASD, vol. 3, p. 657.
40 Fim das palavras de Jó. Jó encerra seu caso com a sua assinatura. Agora o resto depende do juiz. Bíblia de Genebra.
Suas queixas e seus argumentos chegaram ao fim. Só voltará a fazer declarações breves de arrependimento (40:4, 5; 42:2-6) depois dos discursos divinos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Assim termina o argumento do patriarca em seu próprio favor. Até o fim ele protesta sua integridade. Jó oscila entre a esperança e o desespero. Sua atitude para com Deus é a de alguém ferido, que busca ser curado. Houve avanço ruma a uma solução, mas os fios emaranhados só são alinhados quando Deus se revela (Jó 38:1). CBASD, vol. 3, p. 657.
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JÓ – Nem todo sofrimento é colheita de pecados. O justo, às vezes, sofre mais que o ímpio, o sábio mais que o tolo, o bom mais que o mau…
Em seu indescritível sofrimento, Jó faz uma defesa judicial de sua integridade, ele revela que…
1. Não se envolveu com nenhuma imoralidade. Jó foi veementemente contra o adultério; desde o simples olhar à mulher alheia até consumação do ato lhe é repugnante. Como seria diferente nossa sociedade se todo homem estivesse disposto a ser punido por algum tipo de imoralidade praticada! (vs. 1-12).
2. Não se rendeu à rudeza e nem à frieza. Jó era justo com seus funcionários e compassivo com todos os seus semelhantes mesmo quando poderia tirar vantagens. Como seria diferente se nossos dirigentes, políticos e patrões tivessem um senso de bondade, justiça e equidade como Jó! (vs. 13-22, 31-32).
3. Não se apegou às riquezas. Jó não amou bens materiais mais que a Deus, nem idolatrou qualquer coisa no lugar de Deus. Quem dera todos os ricos fossem como Jó em suas atitudes (vs. 23-28).
4. Não se curvou às algemas do ódio. O ódio escraviza, promove sentimentos ruins e ações impuras. Quão bom seria se toda população odiasse mortalmente o ódio e almejasse apenas o bem a todos! (vs. 29-30).
5. Não se ateve diante da hipocrisia. Jó sabia claramente que, dos pecados que seus amigos o acusaram, era inverídico; ele não temia ser investigado. Nenhuma das “carapuças” indicadas serviram nele. Que maravilha seria se fôssemos mais íntegros e menos hipócritas! (vs. 33-40).
Jó emite um documento judicial de sua integridade. “Este testamento de inestimável valor é uma conclusão apropriada ‘das palavras de Jó’ (v. 40). É um juramento de liberação na forma de uma confissão negativa. O procedimento era bem-conhecido no sistema judiciário antigo. Um crime podia ser compensado se a pessoa criminosa rogasse sobre si uma maldição […]. Jó 31 alista crimes específicos, negando-os todos. A fórmula que Jó emprega é: ‘Se fiz X, então me aconteça Y!’ X é o crime; Y é a penalidade” (Francis I. Andersen).
Contudo, ao findar seu livro, Jó muda de ideia sobre si mesmo: “Retrato-me e arrependo-me”. Só avançando em nosso estudo entenderemos tal mudança de atitude que também devemos ter! – Heber Toth Armí.
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“Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação!… Fim das palavras de Jó” (v. 35,40).
E ‘se‘ fosse você que estivesse no lugar de Jó? E ‘se‘ fosse a sua vida que estivesse sendo julgada? Jó tinha convicção de sua integridade perante Deus. Ele não temia o julgamento e nem a acusação do adversário, mas confiava na justiça do SENHOR. A conjunção ‘se‘ é utilizada vinte e quatro vezes, enfatizando a ideia de que as acusações feitas pelos opressores de Jó não faziam sentido algum. Jó não se eximiu de ser um pecador, mas deixou bem claro que em toda a sua vida foi ensinado a andar em retidão diante de Deus e diante dos homens, e foi firme em seguir por este caminho (v. 7).
O capítulo encerra dizendo: “Fim das palavras de Jó”. O fim de um texto, de uma redação, de um livro ou de uma oratória é sempre fechado por uma conclusão. A conclusão de Jó foi: eu preservo a minha integridade tanto em atos quanto em palavras e aguardo a justiça do Todo-Poderoso. PONTO.
‘Se‘ você fizesse um resumo de seu dia, hoje, a que conclusão chegaria? O ‘se‘ de Jó não denotava arrependimento por ter feito o que não deveria, mas um orgulho santo de ter escolhido não fazer o mal. O adversário está ao nosso redor “como leão que ruge procurando alguém para devorar” (I Pedro 5:8), louco para acrescentar à nossa vida o sentimento de culpa provocado pelo ‘se‘ negativo. Mas Cristo está ao lado de todo aquele que O ama, fazendo com que todas as coisas cooperem para o seu bem (Vide Romanos 8:28). Eis como Cristo reconhece os que O amam: “SE me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15). Eis como Deus ouve o Seu povo e o sara: “SE o Meu povo que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter de seus maus caminhos…” (II Crônicas 7:14). Que os ‘SE‘s de nossa vida não sejam de tristeza por escolhas erradas, mas de firme convicção por escolhas íntegras. “Todavia, SE alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I João 2:1).
Bom dia, amados de Cristo!
Desafio do dia: Entregue as suas maiores batalhas a Deus em oração, e, no fim do dia, faça uma retrospectiva analisando os ‘SE‘s positivos e/ou negativos.
*Leiam #Jó31
Rosana Garcia Barros