Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 16 by Jeferson Quimelli
27 de julho de 2015, 1:00
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Comentário Devocional:

Sara claramente não acreditava que Abrão era velho demais para ter filhos quando ela sugeriu que ele tomasse Hagar, a empregada egípcia, para ajudar a cumprir a promessa da aliança de Deus.

O que Sara estava pensando? [Resposta sugestiva: Provavelmente ela pensou que as coisas se resolveriam bem ao agirem eles de seu modo, sem grandes consequências negativas]. O que Abrão estava pensando? [Mesmo em dúvida, resolveu assumir como razoável a proposta de Sara]. Onde é que Hagar entra em cena? (Veja Gn 12:14-16). Seria este o modelo ideal de fé? [Certamente não]. 

Observe como, logo após, eles começam a jogar o jogo da culpa (v. 5-6). Observe como a dinâmica familiar muda (v. 6-8). Observe bem o que acontece quando nos afastamos do plano de Deus e começamos a fazer as coisas à nossa maneira. A decisão do casal teve consequências irreparáveis, com resultados que duram até hoje. Certamente há lições a serem aprendidas aqui.

Hagar não pediu para entrar nessa situação. Ela era apenas uma serva egípcia que fazia o que se esperava dela. Mas ela se aproveitou das circunstâncias, desprezou sua patroa e sofreu as consequências disso. O que Hagar aprendeu com Abrão e Sara a respeito do Deus deles nesse episódio? Foi este um testemunho positivo? [Certamente não] O que ela aprendeu de Deus por si mesma? [Que Deus cuida de Seus filhos, e mantém Suas promessas mesmo que nos desviemos de Sua vontade] O que ela aprendeu de Deus a respeito de suas próprias responsabilidades? [Que não devemos nunca agir pela consciência dos outros].

Hagar concebeu um filho de Abraão e o chamou de Ismael, que significa “Deus ouve”. Apesar das circunstâncias adversas que cercaram o nascimento e a infância do seu filho, Deus prometeu a Hagar que a sua descendência seria numerosa.

A promessa de Deus conceder um filho a Abraão por parte de Sara também foi cumprida. Sua descendência também foi numerosa, não somente no Israel literal, mas também na igreja cristã,  o Israel espiritual.

Também para nós o Senhor prometeu em Sua Palavra ricas bênçãos e as cumprirá. Porém a amplitude das bênçãos dependerá de quão completamente confiarmos em Seus planos e de quão fielmente obedecermos Seus mandamentos.

Edwin Reynolds
Professor na Southern Adventist University

 

Texto original:  http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/16
Tradução e adaptação: JAQ/JDS
Texto bíblico: Gênesis 16 
Comentário em áudio
Leitura da semana do programa Crede em Seus Profetas: Caminho a Cristo, p. 6-7 



Gênesis 16 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
27 de julho de 2015, 0:30
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1-6 O homem de fé está lutando contra as limitações práticas da fé. A história mostra também a tensão nos relacionamentos familiares que longos períodos de espera podem originar. Note também o silêncio de Deus neste capítulo – exceto pelo longo diálogo com a banida Hagar (Andrews Study Bible).

Serva. O termo hebraico denota uma serva pessoal da esposa, não uma escrava qualquer (cf 21.10). O relacionamento dela com Sara é semelhante ao de Eliézer com Abraão (15.2)  (Bíblia de Genebra).

Possuí minha serva. Deus tinha recentemente reconhecido a fé de Abrão (15:6) mas Abrão agora aparece como simples peça do plano de Sara. Contudo, para entender o plano desesperado de Sara, a vergonha associada a ser estéril precisa ser completamente entendida (1 Sam. 1:5-6). A esterilidade não significava somente a falta de um filho (e portanto de um futuro), mas também apontava para um desgosto divino. Por outro lado, a prática sugerida por Sara para chegar à maternidade por todo o antigo Oriente, do terceiro até o primeiro milênio a.C (Andrews Study Bible).

“A substância da fé possuída por Abraão e por Sara era deficiente, não em relação à promessa, mas em relação ao método pelo qual ela se cumpriria” (Calvino). O comportamento  de Sara estava errado, mas tinha precedentes no Código de Amurabe e nos tabletes de argila descobertos em Nuzi. Em ambas estas fontes vemos que os contratos de casamento estabeleciam a obrigação de prover-se de uma serva para o marido, caso a mulher não chegasse a dar-lhe filhos. O resultado foi o aparecimento da discórdia no lar (4-6) (Bíblia Shedd).

Dentro deste costume [… ] a autoridade sobre os filhos resultantes desta união era da esposa legítima e não da esposa-escrava (Bíblia de Genebra).

Anuiu [concordou]. A frase “anuiu ao conselho” (Gen. 6:2) somente aparece em 3:17, onde se descreve a decisão de Adão de comer o fruto proibido. Este tipo de obediência é autodestrutiva. Outros elementos e ligações verbais (p. ex: “tomou” [3:6/16:3]) conectam esta história à história da queda do homem no cap. 3(Andrews Study Bible).

5-6 A gravidez de Hagar alterou os relacionamentos na casa de Abrão. As reclamações de Sara resultam na confirmação da posição de Sara na casa. Quando Abrão autoriza sua esposa para fazer o que lhe parecer bem com Hagar, Sara “humilhou-a”/ (veja 31:50) (Andrews Study Bible).

Essa geração natural não trouxe paz; apenas o maior descendente de Abraão (Gl 3.16), o Filho do Deus da paz, pode fazê-lo (Bíblia de Genebra).

7-13 Anjo do SENHOR. O nome final – dado no v. 13 (“Tu és Deus que vê”) – sugere que o Anjo de Deus é o próprio Deus (Andrews Study Bible).

Como a Anjo do Senhor fala em nome de Deus na primeira pessoa do singular (v. 10) e como Hagar deu “ao SENHOR que lhe havia falado” o nome “Tu é o Deus que me vê” (v. 13), o anjo parece ao mesmo tempo ser diferenciado do Senhor “por ser chamado mensageiro” – que é o significado da palavra hebraica traduzida por “anjo”) e identificado com ele. Diferenciacação e identificação semelhantes acham-se em 19.1, 21; 31.11, 13; Êx 3.2, 4; Jz 2.1-5; 6.11, 12, 14; 13.3, 6, 8-11, 13, 15-17, 20-23; Zc 3.1-6; 12.8. Segundo a interpretação cristã tradicional, esse “anjo” era uma manifestação pré-encarnada da Cristo como Mensageiro-Servo de Deus.  Bíblia de Estudo NVI Vida.

7 O caminho de Sur se refere a uma muralha ou a fortificações existentes ao longo da fronteira oriental do Egito contra forças estrangeiras vindas de, ou através da Palestina (Bíblia Shedd).

11 Ismael. Heb “Deus ouve” (Bíblia Shedd).

15  Abrão dá nome ao filho e, portanto, o legitimiza. Ele tem agora 86 anos de idade e tem estado em Canaã por onze anos (Andrews Study Bible).




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