Filed under: esperança
Comentário devocional:
Jó responde a seus três amigos, questionando quanto tempo eles irão atacá-lo com palavras (v. 2). Dez vezes eles o haviam humilhado (v. 3). Jó disse não haver feito nada de errado (v. 4). Jó quer que eles saibam que ele está passando por um caminho sagrado construído para ele por Deus (v. 6). Como Jó tem uma profundo relacionamento com Deus, ele clama a Deus contra os erros (“a violência”), que ele está sofrendo, porém sem resposta (v. 7).
Embora Jó não soubesse, na verdade Deus havia permitido uma série de ações contra ele, desde que ele fora escolhido como uma vitrine para os mundos não caídos. Deus bloqueou o seu caminho e Jó não pode passar, Ele colocou escuridão em seu caminho, Ele o despojou de sua honra; Ele tirou a coroa de sua cabeça, Ele o quebrantou completamente; Ele arrancou a sua esperança como se arranca uma árvore (vv. 8 -10). Jó sente que Deus acendeu a sua ira contra ele e o considerava como um inimigo (v. 11). Era muito doloroso para Jó considerar-se inimigo de Deus.
Sabemos, porém, que o verdadeiro inimigo de Deus é Satanás, que só agiu sob a permissão de Deus contra Jó, para benefício nosso e de todo o universo para que compreendamos a questão do sofrimento.
Jó sofreu muito com o tratamento recebido por parte das pessoas mais próximas a ele. Seu irmão se distanciou, seus amigos se tornaram estranhos, seus parentes fugiram, seus amigos se esqueceram dele, os membros de sua família passaram a considerá-lo como um estranho, seu servo o ignora, sua esposa detesta o seu hálito, seus filhos o ignoram, a juventude o despreza, jovens fofocam acerca dele, seus amigos íntimos o evitam e aqueles a quem ele ama voltam-se contra ele (vv. 13-19). Há também consequências físicas: ele tornou-se extremamente esquelético e escapou da morte apenas pela pele de seus dentes (v. 20). Ele implora por piedade por parte de seus amigos!
Jó então expressa o desejo de que suas palavras fossem escritas em um livro (e realmente estão, no Céu!) (V. 23). Elas deveriam ser escritas de forma bem segura com uma caneta de ferro sobre uma pedra para permanecerem para sempre.Sua esperança alcança níveis surpreendentes! “Eu sei que o meu Redentor vive e que no fim se levantará sobre a terra ” (v. 25, NVI). Jó afirma que verá a Deus por si mesmo (v. 27).
Seus amigos influenciados por uma filosofia humanista devem deixar de lado seus falsos conceitos e “temerem a espada”, o castigo de Deus, pois as iniqüidades serão avaliados no juízo investigativo.
Querido Deus,
Sabemos que nosso Redentor vive e que por fim se levantará para libertar-nos de todo o mal. Mantenha-nos bem junto ao Teu coração! Amém.
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O segundo discurso de Bildade. Começando por censurar a Jó, descreve graficamente os terrores e a ruína que estão reseervadas para os perversos, inclusive Jó, que quer mudar a ordem do mundo (Bíblia Shedd).
1 respondeu Bildade. Grandemente irritado pelo fato de Jó tratar o conselho de seus amigos com tanto desprezo, Bildade não consegue mais conter suas emoções. Ele amontoa observações desdenhosas sobre Jó e tenta aterrorizá-lo para que siga o conselho dado por eles. Ele traça o quadro mais terrível de todos já apresentados sobre o fim dos ímpios, e insinua que Jó pode esperar algo até pior se não mudar seus caminhos. Para Bildade, Jó se tornou um homem ímpio (v. 5, 21), uma personificação do mal (CBASD, vol. 3, p. 612).
2 considera. Isto é: "Observe, preste atenção e medite. Pense um pouco, em vez de falar; depois, calmamente e sem pressa, começaremos a responder ao que você disse (CBASD, vol. 3, p. 612).
3 aos teus olhos passamos por curtos de inteligência. A idéia geral parece ser que Jó não mostrara consideração pelos pontos de vista deles, como eles achavam que queles sábios conceitos mereciam (CBASD, vol. 3, p. 612).
5 a luz do perverso se apagará. As palavras aqui podem ser referir aos costumes da hospitalidade árabe, segundo os quais fogueiras eram mantidas acesas para benefício de estranhos e de hóspedes (CBASD, vol. 3, p. 612).
6 A luz se escurecerá. A luz, aqui, simboliza a prosperidade do morador da tenda; o estilo de Bildade é cheio de alusões e provérbios, e esta expressão é típica entre os árabes na hora da desgraça (Bíblia Shedd).
O apagar-se de uma lâmpada é, para os orientais, uma imagem de completa ruína. Uma luz acesa na casa e o fogo ardendo na lareira são símbolos de que a boa fortuna do proprietário está preservada. Quando esta se acaba, a luz se apaga (ver Jó 21:17) (CBASD, vol. 3, p. 612).
13 primogênito da morte. Parece que as doenças são descritas como filhas da morte, isto é, "filhas que causam morte". Neste caso, o "primogênito da morte" seria uma doença de natureza particularmente grave. Provavelmente a referência seja a Jó e sua aflição (CBASD, vol. 3, p. 613).
14 rei dos horrores. A própria morte, cúmulo dos perigos alistados (Bíblia Shedd).
Uma referência metafórica à morte (CBASD, vol. 3, p. 613).
15 enxofre. Símbolo de ter sido castigado por Deus, como Sodoma (Bíblia Shedd).
20 ocidente…oriente. Lit "posterior" e "anterior", podem ser gerações do passado e do futuro, os contemporâneos e sua posteridade (Bíblia Shedd).
21 tais são, na verdade. Bildade não apresenta algo novo na denúncia encontrada neste capítulo. Ele espressa com renovada veemência seu conceito de que as calamidades de Jó são resultado de seus pecados. Pode ser que a renovada fúria do ataque de Bildade se devesse, em parte, à frustração pelo fato de suas admoestações prévias terem sido desconsideradas. Talvez Bildade já tivesse esgotado sua lógica e agora tentasse usar a veemência para suprir essa falta (CBASD, vol. 3, p. 613).
Comentário devocional:
Bildade inicia com uma censura a Jó e diz que os ímpios são julgados e recebem sua recompensa não só no futuro, mas também no presente e que Jó é um deles. Bildade está contrariado com Jó por que este rejeita as (suas) legítimas ciência e filosofia, por achá-las insensatas e não merecedoras de atenção. Bildade diz: “Por que somos considerados […] ignorantes aos seus olhos?” (v. 3 NVI). “Ah, você, que se dilacera de ira! Deve-se abandonar a terra por sua causa? (v. 4 NVI).
Então Bildade continua afirmando – incluindo a Jó em sua acusação – que, mesmo agora, a luz do ímpio se apagará (v. 5). A força da sua vida (sua lâmpada), o vigor dos seus passos, se enfraquecerão. Várias armadilhas o aguardam e o derrubarão, principalmente as armadas por ele mesmo (v. 6-10). O ambiente em que vive será hostil, ele viverá sobressaltado, as calamidades estarão prontas a o assaltar como uma fera faminta. Tudo que ímpio conseguir construir e juntar poderão ser perdidos em um só momento (v. 11, 12).
Estas palavras de Bildade, mostram que o “amigo” de Jó, defende a teologia egípcia da morte. Nela, todos devem passar por este processo após a morte, deixando a terra num barco com o rei sol, Ra, para fazer uma viagem no rio Nilo celestial. Os mortos passam por 12 portões com monstros aterrorizando-os no caminho. À meia-noite, diretamente sobre o Nilo terreno, os mortos aparecem na sala de julgamento do deus Osíris para o juízo investigativo e aguardam o julgamento de fogo.
Bildade continua: Quando um ímpio morre, “é arrancado da segurança de sua tenda e o levam à força ao rei dos terrores” (v. 14 NVI). Ninguém mais se lembrará dele, seu nome não terá mais influência alguma, ele será lançado da luz para as trevas, e [lá] não terá mais filhos (v. 17-19).
Bildade está tentando assustar Jó com o seu conhecimento da teologia pagã dos mortos. A cena é de horror. “É assim a habitação do perverso; essa é a situação de quem não conhece a Deus” (v. 21 NVI). Este quadro de horror do pós-vida, como apresentado por Bildade, é totalmente contrário ao entendimento de Jó.
Mentiras são inventadas ao nosso redor por aqueles que não lêem corretamente a Palavra de Deus. O ponto de vista de horror de Bildade a respeito da vida após a morte soa semelhante a crenças modernas. Jó acreditava na Segunda Vinda.
Querido Deus,
O nosso mais profundo desejo, como também Jó ansiava, é sermos plenamente restaurados por Teu poder quando da Segunda Vinda. Quer estejamos no descanso ou vivos para nos juntarmos aos demais na manhã da ressurreição, que permaneçamos sempre em Cristo, nossa justiça, na promessa da salvação futura. Esta é a nossa humilde súplica. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Trad JAQ/GASQ
Texto bíblico: Jó 18
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As palavras de Jó revelam várias maneiras de se tornar um melhor consolador para aqueles que sofrem: (1) não fale apenas por uma necessidade de conversar; (2) não faça sermões dando respostas prontas; (3) não acuse nem critique; (4) coloque-se no lugar da outra pessoa; e (5) ofereça ajuda e encorajamento. Tente estas sugestões de Jó, sabendo que elas foram dadas por uma pessoa que precisava de grande conforto. Os melhores consoladores são aqueles que conhecem algo sobre sofrimento pessoal (Life Application Study Bible).
19 Jó tinha medo de que Deus o houvesse abandonado. No entanto, ele apelou diretamente a Deus (o seu advogado e testemunha) e ao conhecimento que Deus tinha de sua inocência. Uma testemunha é alguém que viu algo que beneficia o requerente. Ao usar esses termos, Jó mostrou que ele tinha lançado toda a sua esperança de qualquer defesa justa sobre Deus, no Céu, porque ele provavelmente morreria antes de ser justificado na Terra. No Novo Testamento, aprendemos que Jesus Cristo intercede em nosso favor (Hebreus 7:25, 1 João 2:1) e, portanto, não temos nada a temer (Life Application Study Bible).
Comentário devocional:
Jó respondeu a seus amigos dizendo-lhes estar familiarizado com o pensamento humano contemporâneo: “Eu tenho ouvido muitas coisas como estas” (v. 2). Seus conceitos do divino estão errados, por isso são como “palavras de vento” (v. 3). Eles precisam de atualização sobre a verdade das Escrituras, “para trazer clareza às suas respostas” (v. 3). Se Jó pensasse apenas num nível humano, ele também falaria como os amigos e sacudiria a cabeça (v. 4). Mas ele falaria palavras encorajadoras [de acordo com a NVI] (v. 5).
Todo esse discurso havia cansado Jó e silenciado seu testemunho (v. 7). As palavras dos seus amigos eram um testemunho contra ele. Eles o acusam “cara a cara” (v. 8).
A culpa dos seus amigos é semelhante a culpa de Satanás. A ira de Satanás dilacerou a Jó, mas em última análise foi Deus quem o permitiu.
Jó chorou muito até ficar com olheiras (v. 16). Apesar de tudo isso, Jó não tem violência em seu coração ou em suas mãos e sua oração é pura (v. 17). Ele diz que, mesmo a sombra da morte não lhe dá uma pausa para parar de chorar (v. 18).
Por traz das palavras de Jó descobrimos a teologia de Moisés. Ele diz que o seu advogado e testemunha está no Santuário Celestial e “testifica por ele nas alturas” (v. 19). Isso é o que o profeta Miquéias também viu mais tarde, quando disse: “O Senhor é testemunha do seu santo templo” (Miquéias 1:2). O advogado é intercessor e amigo de Jó.
Jó deseja que houvesse alguém capaz de interceder junto a Deus em seu nome como um homem fala com seu amigo (v. 21). O personagem que faz exatamente isso que Jó está pedindo é Cristo (lemos isto em Daniel 7). Quando Jó morrer, ele não voltará a esta vida ou a qualquer vida até a manhã da ressurreição (v. 22).
Querido Deus,
Vivemos em uma sociedade moderna, onde a violência parece ser admirada, respeitada, apoiada, embelezada, e até santificada. Ajude-nos a ficar longe da violência verbal e não verbal e que nossas orações sejam puras como as orações de Jó. Amém
Filed under: Sem categoria
1-16 O primeiro ciclo de debates deixou os quatro interlocutores bastante contrariados: os três amigos, pela obstinação de Jó, e este último, pela absoluta falta de compreensão de sua dificuldade da parte daqueles. Aqui começa o segundo ciclo do debate, com uma palestra de Elifaz. Este se sente profundamente ferido ao verificar que Jó espezinhou as pérolas de sabedoria que os seus amigos lhe lançaram. Aparentemente foram vãos todos os seus esforços no sentido de obrigar Jó a humilhar-se perante o Deus de toda a sabedoria e de todo o poder, e agora protesta contra as atitudes de Jó.
Nos cap 15-21, os amigos de Jó ficam cada vez mais exasperados, apegando-se às suas doutrinas, e sendo sempre mais prontos a lançar acusações contra Jó, enquanto este vai avançando em sua busca angustiante da paz de espírito, virando as costas a homens cegos e à crueldade do destino, para achar o Deus de justiça e misericórdia, que será seu Vindicador na sua luta pela verdade (Bíblia Shedd).
4 Os amigos de Jó receiam que, se Jó nega a doutrina de que todo pecado provoca imediato sofrimento, que que todo sofrimento pressupõe um pecado cometido, isto será um atentado contra a moralidade, além do que, isto motivará o pensamento de que se pode pecar impunemente (Bíblia Shedd).
8 Só o fato de Jó não ter concordado com seus "consoladores", foi o suficiente para estes se desinteressarem da consolação e adotarem um tom ofensivo e sarcástico; mas Jó nunca dissera ser mestre em sabedoria (Bíblia Shedd).
11 suaves palavras. Parece que Elifaz se considera portador de inspirada consolação (cf 4.12-21), (Bíblia Shedd).
27 enxúndia. Heb pmã, "gordura", da idéia de "encher" – "abundância" (Bíblia Shedd).
29-35 Acumulam-se as nuvens, preparando a tempestade que rebentará para dar fim à prosperidade do ímpio; seu destino é como o da planta que murcha e seca prematuramente. Indiretamente, tudo isto é aplicado a Jó, a quem seus amigos começam a considerar como um ímpio (Bíblia Shedd).
Filed under: confiança em Deus
Comentário devocional:
Elifaz, que baseia o seu conhecimento em evidências da vida. Ele considera que
a fala de Jó é “conversa inútil e sem valor” (v. 3). Para Elifaz as
respostas são encontradas dentro dos limites da existência e, portanto, Jó está
demonstrando desrespeito pela tradição (v. 4). Elifaz acredita que, se você é
bom, Deus lhe abençoa e se você é ruim, Deus lhe castiga. Como coisas ruins
aconteceram com Jó, ele deveria estar cheio de “culpa” e
“astúcia” (v. 5).
valiosa tradição dos seres humanos deve ser considerada (v. 7). Jó não é o
“primeiro homem” nascido e nem foi criado antes das colinas terem
sido feitas. Assim, ele deve ouvir a maioria e não achar que somente ele possui
sabedoria (v. 8). A experiência comum a todos os seres humanos pode explicar a
situação de Jó (v. 9). Então Elifaz, acrescenta:”o que você sabe que nós
não sabemos?” Nosso conhecimento não é a experiência de um só homem, mas
“Temos do nosso lado homens de cabelos brancos, muito mais velhos que o
seu pai” (v. 10).
que alguém que está ligado a Deus e Seus planos está em contraste gritante com aquele
que se limita apenas ao pensamento terreno. Pensadores cristãos corretamente
concluem que quando uma pessoa se “liberta” da Bíblia o seu quadro de
compreensão acerca da realidade diminui. Jó pergunta aos seus três amigos, por
que seus “olhos brilham”, quando sentem que o apanharam com suas
perguntas e respostas (v. 12).
puro sobre a terra, diz Elifaz: “ninguém nascido de mulher é justo”
(V. 14). Mas Cristo era justo. Ele é a nossa justiça. Esta experiência de
receber a justiça de Cristo, experimentada por Jó, Elifaz não consegue
entender. Em certo sentido, Elifaz é um porta-voz de Lúcifer, ao dizer que Deus
não confia em ninguém – a mesma acusação de Lúcifer contra Deus durante a
rebelião no Céu (v. 15-16). Uma segunda acusação contra Deus se segue: “E
nem os céus são puros aos Seus olhos”. Esta alegação é contrária a Gênesis
1-2 e está mais próxima de Gênesis 3 e da serpente.
tradição (v. 17 – 19). Na contramão do sucesso está o homem mau (o que inclui a
Jó, é claro). “Todos os dias de um homem perverso estão cheios de dor e
luto” (v. 20). “Só ouve ruídos aterrorizantes; quando se sente em
paz, ladrões o atacam” (v. 21). Os ímpios estão destinados à espada e não
têm pão (vv. 22-23). A visão de Elifaz sobre o envolvimento de Deus com este
mundo é de punição. Deus envia o sofrimento e a angústia para assustar os maus.
Como um guerreiro, o homem quer resistir a Deus e acrescenta ao peso do seu
pecado um estilo de vida descuidado (vv. 25-27). Cidades serão destruídas e se
tornarão ruínas. Ele não ficará rico, mas ainda assim ele não se afastará da
escuridão. Os ímpios sofrerão e perderão tudo. E isso, de acordo com Elifaz,
inclui a Jó (vv. 30-33).
Alto, de onde vem toda a nossa ajuda. Guarde-nos em segurança em Seu coração
antes que dias de sofrimento surjam em nosso caminho. Amém.
Kyungpook
Filed under: Sem categoria
O profundo discurso de Jó neste capítulo ilustra uma grande verdade: ter um conjunto correto de doutrinas não é suficiente. Ter conhecimento do que acreditar não é tudo que é necessário para agradar a Deus. A verdade não testada pela experiência da vida pode se tornar estática e estagnada. O sofrimento pode trazer uma qualidade dinâmica para a vida. Assim como a seca obriga as raízes de uma árvore a se aprofundarem em busca de água, também o sofrimento pode levar-nos da aceitação superficial da verdade para a dependência em Deus para a esperança e vida (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
7-22 O Velho Testamento não diz muito a respeito da ressurreição dos mortos. Isto não surpreende porque Cristo não havia ainda conquistado a morte. O pessimismo de Jó a respeito da morte é compreensível. O que é admirável é sua crescente esperança (14:14). Se apenas Deus o escondesse com os mortos e o trouxesse para fora novamente! Se apenas ele pudesse morrer e viver novamente! Quando enfrentamos sofrimento, temos uma vantagem sobre Jó. Nós sabemos que os mortos ressuscitarão. Cristo ressurgiu, e nós tempos esperança baseada na promessa de Cristo em João 14:19 (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Filed under: ressurreição
Comentário devocional:
No capítulo 14, Jó se concentra em descrever a condição humana: ser “nascido de uma mulher”, “curto de dias” e “cheio de problemas” (v. 1). É exatamente o oposto do Jardim do Éden, onde os seres humanos foram criados e formados por Deus para viver eternamente e andar em paz com o seu Criador. Agora os seres humanos são como as rosas que desabrocham e são cortadas, e como as sombras se movem e somem (v. 2).
Jó sente que os olhos de Deus estão sobre ele e que está sob investigação e juízo (v.3). E lamenta não ter nada de bom e perfeito a mostrar, pois herdou a degeneração pós queda e possui a semente da morte no corpo, como resultado dos pecados de Adão e Eva: “Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém!”(v. 4).
Jó segue comparando uma árvore e o ser humano quanto à esperança de uma nova vida:quando uma árvore é cortada, parece que ela morreu, mas voltará a brotar; as águas da chuva podem renovar uma árvore seca (v. 7-9). Por outro lado, quando um homem forte enfraquece e morre, não mais retornará à sua vida anterior (v. 10).
Então Jó descreve a condição das pessoas após a morte: o homem se deita e não se levanta até que os céus deixem de existir (v. 12). Jó não acredita na imortalidade da alma, ou que uma parte do ser humano (sua alma) continue a existir após a morte.
Jó diz: “Se tão somente me escondesses na sepultura e me ocultasses até passar a tua ira! Se tão somente me impusesses um prazo e depois [na ressurreição] Te lembrasses de mim! “(v. 13 NVI).
Jó afirma que conhece a Deus e que responderá quando Deus o chamar do túmulo, pois sabe que Ele ama os seres humanos que fez (v. 15).
Por agora, o Senhor está observando os passos de Jó, mas Jó sabe que com Deus há perdão e não levará em conta seus pecados contra Ele, porque todos eles estão encerrados em um saco (v. 16).
Jó apresenta aqui em termos bastante claros o anseio pela ressurreição e pela expiação. Temas fundamentais para a humanidade e que somente vieram a ser melhor compreendidos a luz dos ensinos de Jesus que declarou: “Eu sou a ressurreição e a Vida”.
Querido Jesus,
As tocantes palavras de Jó ecoam o meu próprio anseio pela ressurreição – restauração e vida eterna, perfeição e glória. Seja minha ressurreição e minha vida. Lembre-se de mim quando vieres no Seu reino. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Trad/Adap JA/GASQ/JDS