Reavivados por Sua Palavra


Jó 5 by Jeferson Quimelli
30 de junho de 2013, 23:12
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Resumo: "Quem te responderá? O homem nasce para enfrentar problemas. Quanto a mim, eu buscaria a Deus. Não despreze Sua disciplina. Ele fere, mas te cura."

Comentário devocional:

Elifaz acha que o que acontece na vida de uma pessoa é consequência imediata dos seus atos. Portanto, o problema de Jó, na opinião de Elifaz, é ele mesmo. O seu discurso principal é que o homem colhe o que semeia. Jó não deve pedir a ajuda dos céus (v. 1), pois isto é tolice e desonestidade (v. 2). Os bens das pessoas tolas são destruídos, elas morrem na guerra (v. 3,4) e sua colheita é saqueada (v. 5).

As dificuldades do homem “não nascem do chão”, mas, sim, do próprio homem, que “nasce para as dificuldades como as fagulhas voam para cima” (v. 6 e 7, NVI). Por esta razão, deve-se buscar a Deus (v. 8), que é um Deus Soberano (vv. 11-12) e faz o que Lhe agrada, mesmo em detrimento da vontade de suas criaturas, reduzindo-as a meros brinquedos. Se Ele quiser quebrar Seus brinquedos, quem poderá impedi-Lo? Este ponto de vista da soberania de Deus exposto por Elifaz não é bíblico e omite a revelação de Seu amor.

De acordo com Elifaz, Deus escolhe aleatoriamente os caídos e os que choram (v. 11). Ele destrói ativamente as ações mentais dos homens, os impede de consertar as coisas (v. 12) e sua sabedoria e conselhos são dissipados (v. 13). Quando Deus age, os homens encontram apenas escuridão todos os dias. É escolha arbitrária de Deus querer salvar o carente e desesperado (v. 15). Mas há esperança para os pobres (v. 16). Portanto, tudo o que acontece a uma pessoa é disciplina de Deus e não deve ser rejeitado (v. 17).

Elifaz pensava que Deus inflige dor nas pessoas quando Ele acha necessário, e depois os cura quando quer (v. 18). Indiferente se houverem um ou sete problemas, Ele pode proteger o homem contra o mal (v. 19). Na fome e na guerra Ele protege o indivíduo de morte (v.20). Ele protege a pessoa contra falatórios e nada precisa ser temido (v. 21). Pode-se rir da destruição e não ter medo de animais selvagens (v. 22, 23). Isso em virtude da paz que Deus nos dá neste mundo. Neste pensamento de Elifaz, a paz circunda a pessoa e os recursos do céu estão disponíveis para ela agora.

Falta a Elifaz o correto entendimento das coisas, do ponto de vista bíblico. A diferença entre o pensamento de Jó e o de Elifaz, ambos equivocados, é que o primeiro traz a ideia filosófica do auto sacrifício e o segundo tem o pensamento "comamos e bebamos, porque amanhã morreremos" (Is. 22:13).

Querido Deus,

voltamo-nos para Ti para suprir todas as nossas necessidades, não porque queiramos criar o nosso próprio paraíso na terra, mas porque colocamos em Ti a nossa esperança que o criará para nós ao final. Queremos viver no presente com esta esperança futura em nós. Amém.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Trad/Adap JAQ/GASQ

Texto bíblico: Jó 5



Jó 4 – comentários by Jeferson Quimelli
30 de junho de 2013, 21:19
Filed under: Sem categoria

1. Elifaz. Suas declarações são mais profundas que as de seus companheiros. […] Ele resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado. Há certa dose de verdade no discurso de Elifaz. Ele revela um discernimento perspicaz, mas lhe falta calor humano e simpatia, e erra completamente ao avaliar a situação de Jó. Elifaz é um exemplo de como pessoas sinceras, que deixam de compreender a Deus e Sua atitude para com o ser humano, podem lidar de maneira ineficiente com verdades profundas (CBASD, vol. 3, p. 567).
Elifaz afirmava que recebera conhecimento secreto através de uma revelação especial de Deus (v.12-16) e que ele tinha aprendido muito de sua experiência pessoal (v.8). Ele argumentou que o sofrimento é resultado direto do pecado e que, portanto, se Jó confessasse seu pecado seu sofrimento teria fim. Elifaz via o sofrimento como punição de Deus, que devia ser bem recebido a fim de trazer de volta a pessoa a Deus. Em alguns casos, certamente, isto é verdade (Gál. 6:7,8), mas este não era o caso de Jó. Embora Elifaz fizesse comentários bons e verdadeiros, ele fez três suposições equivocadas: (1) uma pessoa boa e inocente nunca sofre; (2) aqueles que sofrrem estão sendo punido por seus pecados; e (3) Jó, por estar sofrendo, havia feito algo de errado aos olhos de Deus (Life Application Study Bible).

Elifaz […] e os outros dois acreditavam que aquele excessivo sofrimento era uma consequência do seu [de Jó] pecado e evidência dele. […] De acordo com essa filosofia, bastava que ele confessasse o seu pecado, e tudo voltaria ao normal e o sol tornaria a brilhar no seu caminho (Comentário Devocional VT – FBMeyer).

O problema dos amigos não se achava tanto no que sabiam, mas, sim, no que não sabiam (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Temã era uma cidade comercial, conhecida como um lugar de sabedoria (ver Jer 49:7) (Life Application Study Bible).

2 Elifaz supõe que sua palestra vá ofender a Jó, e, portanto, pede desculpas de antemão (Bíblia Shedd).

5 Elifaz acha que Jó não tinha gabarito de viver à altura das lições que havia dado a outras pessoas que tinham caído na desgraça (Bíblia Shedd).

7,8 O que Elifaz disse era em parte verdadeiro e em parte falso. É verdadeiro que aqueles que promovem pecado e confusão eventualmente serão punidos; é falso que qualquer um que for bom e inocente nunca irá sofrer. Todo o material registrado e citado na Bíblia está alí por escolha de Deus. Parte dele é registro do que as pessoas disseram e fizeram mas não é um exemplo a se seguir. Os pecados, os defeitos, os maus pensamentos e concepções errôneas acerca de Deus são parte da Palavra inspirada de Deus, mas não devemos seguir estes exemplos errôneos somente porque estão na Bíblia. A Bíblia nos traz ensinamentos e exemplos que deveremos fazer assim como aquilo que não deveremos fazer. Os comentários de Elifaz são um exemplo do que devemos evitar – fazer suposições falsas sobre outros baseado em nossa própria experiência (Life Application Study Bible).

12,13 Apesar de Elifaz declarar que sua visão tinha inspiração divina, é questionável se ela realmente viera de Deus porque mais tarde Deus mesmo criticou Elifaz por representá-Lo erradamente (42.7). Seja qual for a origem da visão, ela é resumida em 4:17. Aparentemente, a declaração é completamente verdadeira – um mero mortal não pode tentar questionar os motivos e atos de Deus. Elifaz, contudo, tomou este pensamento e o expandiu, expressando suas próprias opiniões. Sua conclusão (5:8) revela seu entendimento superficial de Jó e de seu soffrimento. É facil que professores, conselheiros e amigos bem intencionados comecem com uma porção da verdade de Deus e, então, errem o alvo (orig: go off on a tangent). Não limite Deus à sua perspectiva e entendimento finito da vida (Life Application Study Bible).

12-21 Aqui, notamos que Elifaz é um místico. No seu debate, depende muito da sua experiência pessoal; fala do que aprendeu em visões e sonhos (Bíblia Shedd).

18, 19 Os anjos realmente cometem erros? Lembre-se de que foi Elifaz quem disse isso e não Deus. Portanto deveríamos ser cuidadosos em construir conhecimento a respeito do mundo espiritual a partir das opiniões de Elifaz (Life Application Study Bible).[NT: Note que o comentarista não está afirmando nem que a frase é correta nem que não é. Apenas que a palavra de Eifaz não é suficiente para construirmos teologias sobre ela ].



Áudio do capítulo do dia em inglês by Jeferson Quimelli
30 de junho de 2013, 6:43
Filed under: Sem categoria
Amigos,
uma novidade que pode interessar:
Você pode escutar o capítulo do dia em inglês, através do links enviado pelo boletim diário do blog mundial. Ótimo para quem praticar seu inglês.

Listen  
T
Aqueles que se interessarem em receber este boletim diário, podem fazer sua inscrição na página de abertura do blog, em: http://www.revivedbyhisword.org.
Tenha um ótimo e abençoado dia.
Jeferson.
—– Mensagem encaminhada —–

De: Revived by His Word <revivedbyhisword@ministerialassociation.org>
Enviadas: Domingo, 30 de Junho de 2013 3:59
Assunto: Job 4 – Revived by His Word

Job 4 – Revived by His Word

Good morning, Jeferson, Job 4 is here for you to read!
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Job 4

Read in the NIV or NKJV

Listen  
Then Eliphaz the Temanite answered and said,
If we assay to commune with thee, wilt thou be grieved? but who can withhold himself from speaking?
Behold, thou hast instructed many, and thou hast strengthened the weak hands.
Thy words have upholden him that was falling, and thou hast strengthened the feeble knees.
But now it is come upon thee, and thou faintest; it toucheth thee, and thou art troubled.
Is not this thy fear, thy confidence, thy hope, and the uprightness of thy ways?
Remember, I pray thee, who ever perished, being innocent? or where were the righteous cut off?
Even as I have seen, they that plow iniquity, and sow wickedness, reap the same.
By the blast of God they perish, and by the breath of his nostrils are they consumed.
10 The roaring of the lion, and the voice of the fierce lion, and the teeth of the young lions, are broken.
11 The old lion perisheth for lack of prey, and the stout lion’s whelps are scattered abroad.
12 Now a thing was secretly brought to me, and mine ear received a little thereof.
13 In thoughts from the visions of the night, when deep sleep falleth on men,
14 Fear came upon me, and trembling, which made all my bones to shake.
15 Then a spirit passed before my face; the hair of my flesh stood up:
16 It stood still, but I could not discern the form thereof: an image was before mine eyes, there was silence, and I heard a voice, saying,
17 Shall mortal man be more just than God? shall a man be more pure than his maker?
18 Behold, he put no trust in his servants; and his angels he charged with folly:
19 How much less in them that dwell in houses of clay, whose foundation is in the dust, which are crushed before the moth?
20 They are destroyed from morning to evening: they perish for ever without any regarding it.
21 Doth not their excellency which is in them go away? they die, even without wisdom.
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Jó 4 by Jeferson Quimelli
30 de junho de 2013, 0:09
Filed under: caráter de Deus

Resumo: Elifaz diz: “Você vai ficar impaciente? Alguma vez você viu o inocente perecer? Ouvi uma voz: ‘Pode um homem ser mais justo do que Deus?’ ”

Comentário devocional:

Elifaz é o primeiro amigo de Jó a responder ao seu lamento. Esses amigos de Jó não tinham conhecimento da história da rebelião no Céu e da prolongada discussão entre Satanás e Deus, a respeito da fidelidade de Jó. A questão era muito maior do que eles poderiam imaginar.

Alguns estudiosos querem ver o lado bom de Elifaz e tentar desculpá-lo por ele estar expondo, em sua fala, o pensamento dominante de sua época. Ele está dizendo que Jó costumava ser um conselheiro e ajudava a muitos (v. 3 e 4), mas agora que a tragédia surgiu em seu caminho, ele se tornou impaciente e agora é ele quem necessita de um conselheiro (v. 5). No verso 7 Elifaz explica o seu ponto de vista, “segundo o que eu tenho visto ” (v. 8). A fonte do seu conhecimento é a sua experiência e seus sentidos. Ele tem a idéia de que é no presente que Deus castiga os ímpios e recompensa os fiéis. Aqueles que semeiam problemas, isso mesmo colherão (cf. v. 8). É pela ira de Deus que o ímpio chega ao seu fim, mesmo agora (cf v. 9).

Durante uma noite, quando Elifaz tentava dormir, um espírito passou diante de seu rosto (v. 15). Ele ficou com muito medo e tremendo (v. 14). Seu cabelo se arrepiou e ele pulou para fora da cama (v. 16). Ele não podia discernir o vulto corretamente, apesar de estar na frente de seu rosto. A voz culpou os atos de Deus de uma maneira que somos lembrados dos papéis desempenhados por Lúcifer na rebelião no céu. Sua intenção é lançar dúvidas sobre a justiça de Deus. “Seria, porventura, o mortal justo diante do seu criador? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador?” (v. 17).

Estas perguntas feitas com objetivo de gerar dúvidas pedem um não como resposta, o que reforça mais uma acusação a Deus: “Eis que Deus não confia nos seus servos” (v. 18). Esta acusação de culpa de Deus na Terra é ligada à culpa de Deus no Céu, pois Ele “aos Seus próprios anjos atribui imperfeições” (v. 18), tendo, por isso, os expulsado do Céu.

Satanás está usando aqui a mesma estratégia que ele usou com Eva em Gênesis 3. Se os próprios anjos não são poupados, os seres humanos não podem esperar nada melhor. Entre a manhã e a noite é Deus quem quebra os seres humanos em pedaços (“Nascem de manhã e à tarde são destruídos”, v. 20a). O espírito de atribuição de culpa continua, e Elifaz repete: (v. 20b). “Eles perecerão pela retenção”, o que significa que Deus retém as bênçãos dos céus dessas pessoas. Eles são desconectados de suas vidas, são deixados a morrer sem ter conhecimento do porquê.

Querido Deus, nós também nos deparamos com tragédias. Pessoas e a nossa consciência querem nos acusar de maldade que merece punição imediata de Deus. Mas nós sabemos que irás recompensar a todos no futuro não pela nossa (inexistente)
justiça, mas pela justiça de Jesus Cristo. Mantenha-nos na palma da sua mão. Amém.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Trad/Adap JAQ/GASQ

Texto bíblico: Jó 4



Jó 3 by Jeferson Quimelli
29 de junho de 2013, 0:00
Filed under: respeito, reverência, soberania de Deus

Comentário devocional:

A partir deste capítulo, Jó começa a refletir sobre sua condição. Alguns estudiosos querem chamar essas seções de “discursos em forma poética” com Satanás, como se fossem parte de uma introdução artificial. Porém a falha em sua argumentação é que a atuação de Satanás se estende por todo o capítulo três até o capítulo quatro, com sua aparição a Elifaz de 4:12 em diante. Satanás utilizou os amigos de Jó para continuar seu ataque. Então, eles ficam em silêncio e Jó começa a falar. O Talmude judaico recomenda que os consoladores não deveriam dizer nada até que o enlutado iniciasse a conversação.

Jó começa, então, a reclamar do dia de seu nascimento, através de uma série de comparações: dia e noite (v. 3); escuridão e luz (v. 4); nuvens e sombra (v. 5); um dia não especial (v. 6), nenhuma manifestação de alegria (v. 7), amaldiçoem o dia e a noite(v. 8), as estrelas deviam ser obscurecidas e que não seja visto o amanhecer (v. 9). Tudo isso por causa do dia do seu nascimento. Ele pediu que Deus não desse valor para o dia do seu nascimento (v. 4).

 Jó quer que alguém lhe diga qual o propósito de sua existência e porque ele nasceu (v.11-12). Ele diz que, se tivesse morrido ao nascer, estaria dormindo e experimentando um verdadeiro descanso sabático (versículo 13). Um segundo significado de descanso sabático está no versículo 17, ou seja, “os maus cessam de perturbar”: os prisioneiros ficariam à vontade “e não ouvem a voz do feitor” e está “o servo livre de seu senhor”(v.18-19). Um terceiro significado de Sábado ou descanso está no versículo 26, que é estar à vontade, tranquilo e livre de confusão.

A compreensão judaica é que Jó estava incomodado por causa do relatório da perda de seu gado; não estava tranquilo por causa das notícias sobre o fogo; não estava em paz por causa do relatório dos camelos; e muito perturbado por causa dos problemas nos festejos de seus filhos. Porém, esta interpretação judaica não está correta. Perder entes queridos e bens é muito difícil para qualquer um. O que Jó está dizendo é que ele desejava nunca ter nascido e então não sofreria a privação da paz como a dos Sábados e das bênçãos em sua vida.

Embora não culpe a Deus, Jó se pergunta por que Ele não impediu o mal. Afinal, qual é o propósito de viver quando você ganha o mundo inteiro e, então, perde tudo? Por quê um Deus amoroso continuar a dar vida a uma alma amargurada (v.20)?

Na Grécia antiga, os palcos para peças eram construídos com três pisos de madeira em três níveis simbólicos: o superior para o céu, embaixo para o submundo e no meio para a vida cotidiana. O espectador tinha uma perspectiva completa do contexto, uma vez que podia ver as influências espirituais superiores e inferiores sobre o que se encenava e os resultados sobre a vida cotidiana.

 O livro de Jó foi escrito para que tivéssemos uma visão dos níveis superior e inferior sobre a vida cotidiana. A agonia de Jó era a sua falta de conhecimento sobre o plano do líder da rebelião no Céu. Mas nós, os leitores, estamos bem informados e podemos ver tudo.

Querido Deus,

Vivemos com tragédias diárias e turbulências nos rodeando e nos afetando. Te agradecemos pelo relato histórico que Moisés fez sobre a vida de Jó, nos informando como lidar com sofrimento e dor em nossas vidas.

Amém.
Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Trad JAQ/GASQ





Texto bíblico: Jó 3



Jó 2 by Jeferson Quimelli
28 de junho de 2013, 0:47
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Neste capítulo, Satanás tem acesso ao céu, depois da queda de Adão e Eva, para conversar com Cristo (ver História da Redenção, p. 26). Se ele teve acesso ao céu, isso ocorreu na época de Abraão, época em que Jó viveu.

Desde que Satanás roubou este planeta, a Terra se tornou a única ovelha perdida, mas Deus está plenamente consciente do que vem acontecendo aqui. Ele conhecia Jó e o sofrimento e também a vitória dele sobre o sofrimento. Quando Deus, através de Cristo, perguntou a Satanás de onde ele viera, ele disse: "De andar de um lado para o outro e para cima e para baixo, na Terra." Ele estava muito ocupado projetando o mal e desastres, não apenas para Jó, mas para toda a humanidade.

Jó pertence a Deus, como nós também pertencemos a Ele. Deus estava orgulhoso de Jó e perguntou a Satanás se ele havia observado Jó, "homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal" (verso 3). Coloque-se na situação de Jó e aprenda de sua experiência. Deus permite que Satanás atue contra Jó, mas não o abandona. De fato, Deus enviou o seu Filho para vir e morrer por Jó, para que Jó possa viver, o que Ele também fez por todos nós, para que possamos viver. Por causa disso, todos os filhos de Deus e os anjos não caídos verão o amor de Deus e exultarão de alegria.

Séculos mais tarde, quando os rabinos Rashi e Ibn Ezra buscaram interpretar o versículo 4 [“Então
Satanás respondeu ao Senhor: ‘Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará
pela sua vida.’ ” ARA] eles não sabiam o que fazer com ele. A palavra que Moisés usou aqui não foi “pele”, mas a palavra egípcia "pôr fim". Satanás quer dizer que se Jó pudesse ser trazido próximo da morte, as bênçãos dadas por Deus mostrariam um resultado diferente. Por essa razão, Satanás queria que Deus lhe permitisse tocar a pele de Jó com uma doença (verso 5). Deus permitiu a Satanás fazer isso e também deixou que trouxesse desastres sobre bens de Jó, o que Satanás fez (versículo 7).

Satanás obteve apoio da esposa de Jó, que lhe procurou fazer crer que ele estivesse tão próximo da morte que ele deveria amaldiçoar a Deus e morrer. Isso seria o que hoje é chamado de "eutanásia", ou seja, levar alguém à morte para evitar o sofrimento. Jó recusou a sugestão de eutanásia de sua esposa (verso 10). Em seguida, os amigos de Jó, Elifaz, Zofar e Bildade vieram vê-lo. Chocados com o que viram, eles esperaram sete dias para falar a Jó sobre a causa de seu sofrimento.

Querido Deus,

Muitas pessoas inocentes estão sofrendo e Tu sabes porquê elas sofrem. Mas Tu também sabes que nada se compara com as bênçãos e dádivas que Tu lhes darás quando da Volta de Jesus e após. Inclua-nos, portanto, em seu reino de Graça. Amen.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Kyungpook

Sangju, Coreia do Sul

Trad JAQ/GASQ

Texto bíblico: Jó 2



Mapa Muros Jerusalém by Jeferson Quimelli
27 de junho de 2013, 20:30
Filed under: Sem categoria

Mapa com os muros de Jerusalém nos tempos: pré-exílico e de Neemias, comparados com os atuais.

Valiosíssimo para se entender o cap. 3 de Neemias.

É interessante notar o comentário, da mesma fonte do mapa, a respeito no nome da colina ocidental, chamada monte Sião:

“A colina ocidental, chamada erroneamente de Sião desde a época medieval, é a montanha mais alta de Jerusalém, com 769 m. […] A antiga ideia de que a Cidade de Davi se situava na colina ocidental, o que se refletiu em seu tradicional nome Sião, foi abandonada. Descobertas arqueológicas do século 20 mostram que a antiga fortaleza dos jebuseus, mais tarde chamada de Cidade de Davi ou Sião, estava localizada na colina sudoeste, e o templo, na colina nordeste”. CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 444.



Jó 1 by Jeferson Quimelli
27 de junho de 2013, 0:16
Filed under: confiança em Deus
Comentário devocional:


Jó foi, provavelmente, um contemporâneo de Abraão que nasceu por volta de 2.000 anos a.C. e também estava familiarizado com o sistema de sacrifícios ligados ao culto, com os conceitos da salvação e o papel da expiação. Jó é descrito por Moisés neste épico histórico como um grande fazendeiro. Ele tinha 7.000 ovelhas e 3.000 camelos, bem como 500 bois e 500 jumentas, o que era, realmente, um grande negócio. 

Seus filhos e filhas estavam acostumados a jantar na casa uns dos outros. Sabemos que eles não estavam bebendo álcool ou comendo carne de porco nestes eventos, uma vez que Jó não estava ciente de que eles haviam pecado. No entanto, ele orou por eles no início da manhã (ulay hatheu), porque “talvez os meus filhos tenham, lá no íntimo, pecado ” (v. 5 NVI). Observe que quando o “vinho” (v. 13) é usado no sentido bíblico negativo, isto inclui o álcool; mas quando não se fala dele negativamente se está referindo ao “fruto da videira” puro, suco de uva sem fermentação.  

Sabemos que todas as ações de Deus são dirigidas a partir do Santuário e é aí que os “filhos de Deus” e também Satanás iam falar com Deus (v. 6). Satanás tinha acesso a Deus até a cruz, mas não depois (ver História da Redenção, p. 26). No livro de Jó, o objetivo de Satanás era questionar o mérito e culpa das criaturas de Deus. Quando o Filho de Deus perguntou a Satanás se ele havia visto Jó e quão íntegro e reto ele era (v. 8), a resposta foi negativa. 

Satanás não presta atenção às coisas boas. Ele acusou que Jó de ser fiel somente porque Deus o estava abençoando e exaltando (v. 10) e pediu uma chance para derrubá-lo. Satanás concluiu que Jó iria se voltar contra Deus se as coisas fossem na direção oposta. Estão grandes desastres feriram a Jó: os sabeus roubaram seus bois e jumentos, fogo queimou as ovelhas e os servos; os caldeus levou todos os seus camelos e um tornado matou seus filhos. 

Em choque, Jó fez seis coisas: ele se levantou, rasgou as suas roupas, raspou a cabeça, caiu no chão, adorou a Deus, e discursou, louvando a Deus neste discurso. Deus se agradou disso, mas Satanás não. Jó não pecou e não culpou a Deus. 

Querido Deus,

Dá-nos a força para que, como Jó, não caiamos quando em tentação. E que possamos dizer, tanto nos bons quanto nos maus momentos: “Bendito é o meu Deus porque todos os meus problemas estão nas Suas mãos. E eu também estou. Em nome de Jesus, amém.  

Koot van Wyk

Kyungpook National University

Sangju, Coreia do Sul

Trad JAQ



Texto bíblico: Jó 1 



Ester 10 – comentários by Jeferson Quimelli
26 de junho de 2013, 11:44
Filed under: Sem categoria

1 tributo sobre a terra. Dario Histaspes foi o primeiro monarca a cobrar impostos universais, mas Xerxes (Assuero) se distinguiu como um grande arrecadador de tributos (ver Dan 11:2). O tributo teria que ser ajustado ao longo do tempo, e Xerxes estaria em extrema necessidade de aumentar os impostos depois de retornar da desastrosa campanha contra a Grécia (CBASD, vol. 3, p. 544).

A guerra contra os gregos prolongou-se na Ásia Menor durante muitos anos depois da batalha de Salamina. Havia necessidade desses tributos, para que o império arcasse com as enormes despesas havidas (Bíblia Shedd).

A referência a esses impostos talvez diga respeito a um material presente na fonte utilizada pelo autor, a qual ele recomenda aos leitores que quiserem mais informações e confirmação (Bíblia de Estudo NVI Vida).

as ilhas (ARC). Ou “terras do mar” (ARA), neste caso, as províncias marítimas na fronteira com o Mediterrâneo e o mar Egeu. Estas foram ocupadas por um tempo considerável por guarnições persas, mesmo após a derrota na Grécia, e estariam incluídas em qualquer tributações feitas por Xerxes (CBASD, vol. 3, p. 544 e 545)

Note que o rei e Mordecai são mencionados duas vezes nos últimos três versos do livro. Este não é um livro sobre um imprevisível rei persa, mas sobre um povo cuja sobrevivência se articulou na coragem no comprometimento de duas pessoas (Andrews Study Bible).

2 estão escritos. Esta frase usa as mesmas forma e linguagem utilizadas pelo(s) editor(es) dos livros de Reis e Crônicas para concluir os registros dos reis de Judá e Israel (1Rs 14:29; ver tb 1Rs 15:23; 16:14; 2Cr 25:26). O propósito é claro: apesar de Israel estar disperso por toda a terra, seus líderes compartilham status similar aos reis dos séculos passados (Andrews Study Bible).

livro da história. As Crônicas do império persa, cf 2.23; 6.1. Essas Crônicas devem ter sido estudadas na composição do Livro de Ester (Bíblia Shedd).

3 segundo depois do rei Assuero. Mordecai tinha galgado à posição oficial de Hamã (3.2 e 8.15). Os registros históricos mostram que no ano 465 a.C., aquela posição pertencia a Artabano, que naquele ano assassinou o rei Assuero (Xerxes I). Se os acontecimentos narrados nestes capítulos pertencem ao ano 474 a.C., então é provável que entre 474 e 465 a.c., tanto Ester como Mordecai teriam morrido ou caído do poder; naquele intervalo Vasti recuperou sua posição, apesar dos esforços dos nobres para isso evitar. No caso de Ester ter caído do poder, podemos frisar a expressão de 4.14 “Quem sabe se para tal conjuntura como essa é que foste elevada a rainha?”. A mensagem da sua vida é “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito”, (Rm 8.28) (Bíblia Shedd).

Não foram descobertos registros arqueológicos de Mordecai sendo o segundo em comando, mas durante este tempo existe uma estranha falha nos registros persas. […] Foi descoberto um tablete com o nome Mardukaya como sendo um oficial nos primeiros anos do reinado deAssuero; alguns acreditam que este seja Mordecai (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

Mordecai é avaliado como um estadista judeu ideal. A importância dele como modelo para os judeus e no estabelecimento da Festa de Purim foi reconhecida no livro apócrifo dos Macabeus, em que a Festa de Purim é chamada de “o dia de Mordecai” (2Macabeus 15.35) (Bíblia de Genebra).

Percebe-se claramente a providência divina em todos os incidentes aqui registrados. Em todos os governos humanos e todos os acontecimentos há sempre um propósito divino; e, assim como Deus exaltou Mordecai com honra e glória, de igual modo poderá agir em favor dos que O amam, e, desse modo, por fim, porá todos os inimigos sob os pés (Comentário Bíblico Devocional-VT, FBMeyer).

No livro de Ester podemos ver claramente Deus trabalhando na vida de indivíduos e nos assuntos de uma nação. Mesmo quando parece que todo o mundo está nas mãos de pessoas perversas, Deus ainda está no controle protegendo aqueles que são Seus. Apesar de não entendermos tudo o que acontece ao nosso redor, devemos confiar na proteção de Deus e manter nossa integridade, fazendo o que sabemos que é correto. Ester, que arriscou sua vida ao comparecer diante do rei, tornou-se heroína. Mordecai, que estava efetivamente condenado à morte, não só sobreviveu, como chegou a se tornar a segunda mais alta autoridade na nação. Não importa quão sem esperança é a nossa condição ou o quanto queiramos desistir, não precisamos nos desesperar. Deus está no controle de nosso mundo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).



Ester 10 by Jeferson Quimelli
25 de junho de 2013, 19:42
Filed under: confiança em Deus, vitória
Comentário devocional:

 

O curto último capítulo do livro de Ester começa com um claro sinal de que, apesar da crise e da guerra posterior, algumas coisas na Pérsia continuavam as mesmas. O rei Assuero impôs aumentos de impostos sobre a terra e sobre as ilhas. Teria sido este um esforço para compensar os fundos que Hamã havia proposto ao planejar o decreto de morte dos judeus e expoliação de seus bens? Talvez, mas o mais provável é que isto mostrasse o rei simplesmente olhando para o seu personagem favorito: ele mesmo.

 

Mordecai é confirmado como primeiro ministro [ou grão vizir] e somos lembrados de que tudo foi registrado nas crônicas oficiais dos medos e persas. Mordecai não buscou poder e não permitiu que o poder ou posição envenenassem sua mente com orgulho, como aconteceu com Hamã, seu antecessor. Deus colocou um homem bom em uma posição de influência e abençoou não só o povo judeu através deste ato, mas também todo o Império Persa. Sua confirmação foi merecida.

 

O capítulo final não menciona o nome de Ester. Só nos resta supor que o resto de seu tempo como rainha foi muito parecido com os primeiros cinco anos. Após evitar uma crise terrível, ela continuava casada com o mesmo homem. Mordecai ainda cuidava dela, protegendo-a. Só que agora, ele poderia fazer isso de dentro da corte, em vez de a partir do pátio do palácio. Não sabemos se Ester teve filhos, envelheceu ou morreu feliz. Só conhecemos um momento de sua vida, talvez o de maior bravura e mais difícil e, quem sabe, o seu momento mais brilhante.

 

Que a nossa vida, também, possa ser reconhecida pela nossa fé. Que a nossa superação dos momentos de dificuldade possam revelar a atuação soberana de Deus em nossa vida, mesmo que o nome dele não seja mencionado, como no livro de Ester.

 

Jean Boonstra
Voz da Profecia
Trad/Adap JAQ

 

Texto bíblico: Ester 10