Reavivados por Sua Palavra


Isaías 51 by jquimelli
16 de abril de 2014, 0:00
Arquivado em: cuidado de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

Existe muita profundidade de sentimento neste capítulo. Três personagens estão em constante conversação. Isaías fala aos justos deixados em Judá (v. 1-3), Deus fala com ternura ao Seu povo (v. 4-8) e Judá fala de volta a Deus (v. 9-10). Então Isaías repete a promessa do retorno dos exilados (v. 11), Deus fala a Judá novamente (v. 12-16), especificamente, a Jerusalém (v. 17-20) e, finalmente, Isaías fala aos aflitos e desencorajados (v. 21-23).

Aqui, também encontramos dois exemplos de vocativos duplos. O que é isso? Na Bíblia, um vocativo duplo é um sinal de profunda emoção e preocupação, como “Marta, Marta …” (Lucas 10:41), ou “Simão, Simão” (Lucas 22:31). Quando os justos em Judá apelam a Deus, eles gritam: Desperta! Desperta! Veste de força, o teu braço, ó Senhor; acorda, como em dias passados” (v.9 NVI). Foi Deus quem, no passado, abateu o Egito (v. 9 ARA) e feriu o dragão (Satanás). No verso 17, é Deus quem responde a Jerusalém: “Desperta, desperta! Levanta-te, ó Jerusalém” (ARA). Ele reconhece a dor que no futuro infligiria ao Seu povo através do poder da Babilônia, levando a eles a “ruína e destruição, fome e espada” (v.19 NVI), com a profanação do templo e o incêndio da cidade.

Deus encerra, então, esta descrição dolorosa com uma nota de esperança. É o próprio Senhor “que defende o seu povo” (v. 22) e retribuirá ao inimigos o sofrimento causado ao Seu povo (v. 22 e 23). O capítulo salienta aqui dois atributos maravilhosos de Deus: Sua justiça e Sua salvação (v. 5-6).

Que Deus extraordinário nós servimos! Ele estaria em seu direito se nos deixasse colher as conseqüências de nossas ações, sem dar nenhuma explicação. No entanto, ele se inclina até nós para nos ajudar a entender a causa de nossa doença e as razões de Suas ações. Ele deixa claro que preferiria evitar ministrar a nós remédio tão amargo, pois Ele é um Pai terno que se condói com o sofrimento de seus filhos. Mas Ele está mais interessado em que saremos da doença –  não importa o custo ou a dor – a continuarmos no pecado e, assim, acabarmos perdidos para sempre.

Ao vermos o imenso interesse de Deus para que abandonemos tudo aquilo que nos prejudica, tomemos a firme decisão de seguir o exemplo de Abraão, nosso pai na fé (v.2). Ele saiu da Babilônia, respondendo ao chamado de Deus para se dedicar a Ele. Nós também, pela graça de Deus, precisamos sair da nossa Babilônia de pecado, dúvida, indolência, entretenimento e auto-indulgência e seguir este maravilhoso Deus até o fim. Amém.

 

Ron E M Clouzet

Seminário da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/51/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 51 



Isaías 50 by jquimelli
15 de abril de 2014, 0:00
Arquivado em: comunhão, fidelidade de Deus | Tags:

Comentário devocional:

Deus havia abandonado Seu povo? Para muitos judeus parecia que sim. Seus inimigos eram uma ameaça constante para eles, e Deus havia predito o exílio dos judeus em uma terra estrangeira. Neste capítulo o Senhor apresentou diante deles duas questões legais: divórcio e escravidão (v.1).

Deus não tinha, de fato, se divorciado de Judá, apesar de muitos falarem desta maneira em Jerusalém. Se fosse assim, eles poderiam apresentar um certificado de divórcio? Não podiam. Não havia como obter provas de que isto houvesse acontecido. Deus também não os havia vendido permanentemente como escravos. Ninguém podia apresentar um documento de que os havia comprado. 

Judá seria mandado embora por um período de tempo, mas isso não significava uma ruptura permanente de seu relacionamento com Deus. Desta maneira, os judeus não poderiam em auto piedade reivindicar que haviam sido abandonados pelo Senhor. Na verdade, o Senhor já havia tentado várias vezes obter alguma resposta da Sua noiva: “Por que razão … quando chamei, ninguém respondeu?” (v.2 ARA),  Ele chorou.

Deus continua a justificar a sua capacidade de cuidar de Judá no verso 2. Sua mão não era curta que não os pudesse alcançar. A expressão “mão que não pode alcançar” estava relacionada à falta de recursos financeiros (Lv 5:7; 12:8; 14:21), a incapacidade de alguém de pagar o preço para libertar um escravo. Certamente, o Senhor do universo era totalmente capaz de sustentar sua “esposa”, bem como de pagar o resgate por ela. Ele não havia feito isso antes, quando Ele libertou o seu povo do Egito?

À pergunta no verso 2: “Quando eu chamei, por que ninguém respondeu?” (NVI) surge a resposta: Jesus, o Servo de Deus, seria esse homem, esperando ansiosamente para trabalhar para o Senhor. A cada manhã o Senhor acordava Jesus, despertava o Seu ouvido (v. 4), como discípulo fiel. Foi essa rotina matinal de se tornar cheio do Espírito e submissão diária, aprendendo a levar adiante a missão de Deus no mundo, que preparou Jesus a oferecer suas costas àqueles que O feriam (v. 6; ver Marcos 15:15). Os Evangelhos não registram que a barba de Jesus tenha sido arrancada (v. 6 NVI) em seu julgamento, embora isso possa ter acontecido. Jesus suportou tudo que o diabo pode imaginar trazer contra Ele.

Durante anos eu ministrei uma disciplina universitária sobre a vida de Jesus. Por volta da terceira semana, eu desafiava meus alunos a tentarem esta experiência: durante 10 dias pedirem a Deus que os acordasse todas as manhãs, como havia feito com Jesus, a fim de passarem tempo com Ele. No início, muitos estudantes que estudavam até tarde da noite não acreditavam que seria possível acordar cedo sem um despertador, simplesmente pelo sussurro do Senhor. Para grande surpresa deles, isto acontecia a todos aqueles que sinceramente desejavam passar tempo com Deus pela manhã.

Este era a grande necessidade de Cristo, e é também a nossa. “Muitos, mesmo nas horas de devoção, deixam de receber a bênção da comunhão real com Deus. Estão com demasiada pressa. Com passos precipitados se apressam a atravessar o círculo da amável presença de Cristo, detendo-se somente um momento no recinto sagrado, não esperando por conselho. Não têm tempo de ficar com o Mestre divino. Com seus fardos voltam eles a seus trabalhos. Estes trabalhadores nunca poderão alcançar o maior êxito antes que aprendam o segredo da força. Devem dar a si mesmos tempo para pensar, orar e esperar de Deus a renovação da força física, mental e espiritual. … Não uma parada momentânea em Sua presença, mas um contato pessoal com Cristo, assentando-nos em Sua companhia – tal é a nossa necessidade” (Educação, p 260-261).

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/50/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 50 



Isaías 49 by jquimelli
14 de abril de 2014, 0:00
Arquivado em: amor | Tags: ,

Comentário devocional:

Este capítulo apresenta os ideais de Deus para com o seu servo “Israel”. No entanto, estes ideais foram cumpridos em sua plenitude apenas por Jesus. 

Apesar de Deus mostrar a Sua decepção pela resposta do povo de Israel (v. 4), Deus diz no verso 6: “Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até os confins da terra” (NVI). Deus não tinha em mente apenas a salvação de Israel, Ele desejava salvar o mundo todo!

Na pessoa de Jesus, o evangelho de libertação do pecado e da morte iria viajar em montanhas transformadas em rodovias, atingindo os “de longe.” As pessoas se voltariam para a verdade libertadora de Jesus “do norte e do ocidente, e … da terra de Sinim” (v. 11-12 ARA). Ou seja, das terras dos exilados (Egito, Crescente Fértil), bem como dos confins da terra.

Com relação à reclamação, por parte de Israel, de que Deus tinha se esquecido deles, Ele responde com algumas das palavras mais ternas encontradas em toda a Escritura: “Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você! … eu gravei você nas palmas das minhas mãos” (v. 15-16 NVI). Que amor incrível é esse?

A palavra hebraica hesed, que significa misericórdia, deriva da palavra que é traduzida como útero. Este é o profundo amor de uma mãe. Deus excede até o dela! Além disso, Deus tinha escrito Suas promessas nas palmas das Suas mãos. Ao longo da eternidade a aliança de amor de Deus estará inscrita nas palmas das mãos de Jesus. As cicatrizes dos cravos nas mãos de Jesus serão uma lembrança perpétua do Seu sacrifício pela humanidade, de ter dada a sua vida em benefício daqueles a quem Ele sempre amou (João 15:13).

Este capítulo termina com um poderoso retrato dos exilados voltando pra casa. Novamente, nos é oferecido um doce quadro familiar: “Eles trarão nos braços os seus filhos e carregarão nos ombros as suas filhas.” (v. 22 NVI) Isto acontecerá porque o Senhor lutará contra os que contendem conosco (v.25).

Não estamos sozinhos, pais! Nunca estivemos e nunca estaremos! Jesus é Quem luta contra o inimigo de nossas crianças, pela salvação delas. Aleluia!

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/49/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 49 



Isaías 48 by jquimelli
13 de abril de 2014, 0:00
Arquivado em: escolhas | Tags: , ,

Comentário devocional:

Nos capítulos anteriores de Isaías, as nações pagãs foram confrontadas com a presciência de Deus; agora são os filhos rebeldes de Judá que são confrontados com essa presciência divina: “Eu predisse há muito as coisas passadas, minha boca as anunciou, e eu as fiz conhecidas; então repentinamente agi, e elas aconteceram. Pois eu sabia quão obstinado você era… antes que acontecessem eu as anunciei a você para que você não pudesse dizer: ‘Meus ídolos as fizeram” (v. 3-5, NVI).

No futuro, quando os exércitos de Nabucodonosor avançassem sobre Judá, aqueles seus filhos rebeldes não poderiam reclamar que Deus lhes havia deixado sem proteção. Há muito tempo, Ele já lhes tinha dito o que iria acontecer e por quê. Ele até lhes disse como lidar com a invasão (Jeremias 27:6-11): “Mas a nação que obedecer ao governo do rei da Babilônia e o servir, eu deixarei que fique na sua própria terra, para cultivá-la e morar nela. Eu, o Senhor, falei” (Jr. 27:11, NVI). 

Deve ter sido muito doloroso para o Senhor ver Seu povo não dar ouvido a Seus conselhos. “Desde a antiguidade o seu ouvido tem se fechado” (v. 8, NVI). Nada é mais mortal para a alma do que a teimosa recusa em ouvir a Deus e Sua vontade. “Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens”, diz Deus: “sua paz seria como um rio”. No entanto, “não há paz alguma para os ímpios” (v.18). 

Quantas vezes perdemos a paz interior porque respondemos mais rapidamente às vozes das circunstâncias do que à voz segura do Senhor. Precisamos admitir que confiar em Deus não acontece naturalmente. Enquanto estivermos nesta terra, sempre teremos que escolher acreditar mais em Deus do que em nossos sentimentos. 

“Todo o Céu observa com intenso interesse para ver se olhamos a Jesus e nos submetemos a Sua vontade, ou se, na tentação, seguiremos as inclinações do coração natural e as solicitações do maligno. Que os que se acham perplexos por causa das tentações, busquem Deus em oração. … Perseverai em oração, vigiando sem duvidar, e o Espírito Santo atuará no agente humano, trazendo coração e mente em submissão aos retos princípios” (Para Conhecê-Lo, p. 273).

A submissão a Deus, com fé, nos traz a vitória (1 João 5:4). Então experimentaremos “a paz como um rio”. 

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/48/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Isaías 48  



Isaías 47 by jquimelli
12 de abril de 2014, 0:00
Arquivado em: Queda de babilônia | Tags: ,

Comentário devocional:

Temos visto um crescendo desde Isaías 40: Judá está em um momento de grande angústia e incerteza – a nação deve esperar no Senhor (Isa 40); Ciro, um dia libertará o oprimido povo de Deus (Isa 41); Ciro é um tipo do Messias por vir, nosso poderoso libertador do pecado! (Isa 42); O remédio para o pecado de Israel incluiu o cativeiro na Babilônia (Isa 43); Deus derramará o Seu Espírito sobre Seus filhos! Eles não precisam confiar nos ídolos feitos pelo homem (Isa 44). Deus prometeu agir através de Ciro – lembre-se que foi Ele quem criou todas as coisas! (Isa 45). Os deuses dos babilônios serão carregados após a derrota da nação, enquanto o povo de Deus será carregado no colo   pelo Senhor (Isa 46).

Finalmente, Isaías 47 descreve a queda de Babilônia. A “filha virgem” de Babilônia (as prostitutas cultuais dos templos pagão eram muitas vezes chamados de “virgens sagradas”) cairia e finalmente acabaria sentada no pó (v.1). Se este capítulo soa familiar é porque muitas de suas frases, palavras e pedaços são também mostrados no livro do Apocalipse. Isaías e Jeremias falam da Babilônia histórica, enquanto Apocalipse refere-se à Babilônia espiritual no tempo do fim.

Babilônia vive “na glória e luxo” (Ap 18:7 NVI), mas agora ela “não será mais chamada mimosa e delicada” (Isa 47:1 NVI). Ela se vangloriava: “jamais ficarei viúva nem sofrerei a perda de filhos” (v. 8 NVI; ver Apoc 18:7), mas Deus a fará desolada (v.11). E tudo isso acontecerá “num mesmo instante, num único dia” (v.9 NVI), de fato, “em apenas num só dia … em apenas uma hora” (Apoc 18:8, 10 e  17, 19).

Uma das coisas mais intrigantes a respeito de Deus é como Ele usa os maus para cumprir Seus propósitos, em benefício de Seus filhos. Como é importante guardarmos isso em nossas mentes. Grande parte da miséria que nos cerca pode ser o meio que Deus usará para o nosso bem. Não é de admirar que sejamos aconselhados a não nos preocuparmos, pois ”a ansiedade é cega, e não pode discernir o futuro; mas Jesus vê o fim desde o começo. Em toda dificuldade tem Ele um caminho preparado para trazer alívio.” (O Desejado de Todas as Nações, p.330). 

E agora, atente e aplique à sua vida o encerramento deste pensamento: “Os que aceitam como único princípio tornar o serviço e a honra de Deus o supremo objetivo, hão de ver desvanecidas as perplexidades, e uma estrada plana diante de seus pés.”

Confie nEle. Confie nEle! Fale para si mesmo as promessas de Deus até que você confie nEle. Faça isto hoje.

Ron E M Clouzet
EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/47/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 47 



Isaías 46 by jquimelli
11 de abril de 2014, 0:00
Arquivado em: profecias | Tags: ,

Comentário devocional:

Bel era um dos principais deuses dos babilônios. Bel, assim como Baal, significa “senhor”, e era também o título aplicado ao principal deus deles, Marduk (Jer. 50:2 ), e a seu filho Nebo, o deus do conhecimento e da literatura. Os babilônios costumavam peregrinar até à cidade de Bel, no início de cada ano, levando as imagens em carroças puxadas por animais (v. 1). Mas esses deuses e todo esse esforço não conseguiriam evitar a queda de Babilônia. 

A história revela que quando o rei assírio Senaqueribe destruiu Babilônia cerca de um século antes, levou o ídolo Marduk como despojo de guerra. Deus estava dizendo através de Isaías que o mesmo que acontecera no passado aconteceria de novo com os deuses de babilônia: “eles mesmos vão para o cativeiro” (v. 2b NVI).

E o maravilhoso Deus de Israel vai ainda mais longe ao contrastar os deuses incompetentes da Babilônia consigo mesmo. Enquanto os deuses dos pagãos precisavam ser carregados de um lugar para outro por animais de carga (v. 1b), o próprio Deus carrega Seus adoradores no colo, desde o nascimento até a morte! “Escute-me, ó casa de Jacó, todos vocês que restam da nação de Israel, vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e eu os levarei; eu os sustentarei e eu os salvarei. ” (v. 3-4 NVI).

Você já ouviu falar do Poema das Pegadas? Certamente já. “Uma noite eu sonhei que estava andando na praia com o Senhor…” Às vezes, o autor (quem quer que seja), ao olhar para trás, só podia discernir um par de pegadas na areia, e isso o incomodava, porque ele imaginava que o Senhor o tinha deixado a andar sozinho durante o período mais difícil de sua vida. Finalmente, o Senhor lhe sussurrou: “Quando você viu apenas um par de pegadas, foram os momentos em que Eu te carreguei no colo.”

Como é difícil para nós lidar com o silêncio de Deus! Quão natural é para nós a ceder ao desânimo quando as coisas ao nosso redor parecem dar errado, quando a noite escura da alma parece habitar em nosso coração!

Deus, através de Seu servo Isaías, recorda-nos que fazer deuses a partir daquilo que Ele criou não é razoável nem trará a solução aos nossos problemas (v. 5-7). Apeguemo-nos Àquele que conhece o fim “desde o princípio” (v. 10 ARA), tendo a certeza de que a Sua salvação “não está distante” (v.13 NVI). 

Concentremo-nos diariamente em Deus e lembremo-nos de que Sua libertação está próxima.

Ron E M Clouzet

EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/46/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 46 



Isaías 45 by jquimelli
10 de abril de 2014, 0:00
Arquivado em: profecias | Tags: ,

Comentário devocional:

Este capítulo é tão rico que é difícil escrever um comentário limitado a poucas palavras.

Em primeiro lugar encontramos novamente a figura de Ciro. Os evangelistas atuais citam Isaías 44:26 a 45:1 e, efetivamente, impressionam sua audiência ao contar a história da conquista da Babilônia e como havia sido profetizada por Isaías, 150 anos antes de realmente acontecer. O nome do conquistador, os reis e nações subjugados, o rio desviado, os portões deixados abertos e a declaração de que Jerusalém e seu Templo seriam reconstruídos – tudo isso está contido nesses versículos.

A versão de Ciro, escrita no Cilindro de Ciro, agora no Museu Britânico, fala da conquista da Babilônia sem uma batalha sequer e a subsequente libertação dos cativos para adorarem como bem entendessem em suas próprias terras.

O historiador grego Heródoto, fornece mais alguns detalhes. Enquanto Ciro estava sitiando a cidade de Babilônia o seu cavalo favorito se afogou no rio Eufrates. Chateado com o rio, ele colocou seus homens a cavar canais para desviar o seu curso. O Eufrates corria então sob os muros e através da cidade, e quando o nível da água caiu o suficiente para permitir que o exército de Ciro foi capaz de percorrer o leito do rio e encontrar os portões internos da cidade aberta. Naquela noite o rei de Babilônia foi morto (Dan 5:30) .

Muitos eruditos liberais assumiram a posição de que a seção dos capítulos 40-66 de Isaías não podia ter sido escrita pelo profeta Isaías, mas, sim, por um “segundo” Isaías. Uma das principais razões é a menção de Ciro antes de seu nascimento, os detalhes desta profecia e o fato de que em vários lugares o texto fala do exílio na Babilônia e do retorno dos exilados. A conclusão errônea destes estudiosos é que esta parte de Isaías foi escrita dois séculos mais tarde, quando esses eventos já estavam ocorrendo, e não antes.

Contudo existem razões sólidas para creditar a Isaías a autoria também desta porção, uma delas é que o apóstolo João cita Isaías 6 e Isaías 53 como sendo de um único autor (veja João 12:38-41). Além disso, o livro de Isaías encontrado entre os Manuscritos do Mar Morto, copiado 150 anos antes de Cristo e descoberto em 1947, não dá nenhuma indicação de haver divisões no livro ou da existência de vários autores.

Outro ponto de destaque neste capítulo pode ser visto nos versos 11 e 12 quando Deus dá duas razões poderosas como prova de Sua divindade e atributos: o fato de que ele pode prever o futuro e que Ele é o criador do universo. Este aspecto é mencionado tantas vezes nestes capítulos que eu acabei chamando-o de: “a Assinatura de Deus”. Ela tem três componentes: 1) Ele criou os céus; 2) Ele criou a terra; e 3) Ele criou a raça humana para encher a terra. Isso é mencionado seis vezes nesta seção de Isaías (42:5; 44:24; 45:12, 18; 51:13, 16), duas vezes neste capítulo! “Fui Eu que fiz a terra e nela criei a humanidade. Minhas próprias mãos estenderam os céus; Eu dispus o seu exército de estrelas” (v.12 NVI).

Uma das experiências mais gratificantes para mim, nos últimos anos, tem sido a de aprender muito mais sobre cosmologia e a grandeza de Deus. O ajuste fino do universo e do planeta em que vivemos, e até mesmo a nossa própria biologia são evidências maravilhosas de que há um só Deus, e de que Ele unicamente tem o poder de colocar em operação tão grande projeto. 

Louvado seja o Seu santo nome! Ele é o Criador!

Ron E M Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/45/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 45 




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