Reavivados por Sua Palavra


Hebreus 10 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg

1 Sombra. Uma sombra mostra apenas as linhas gerais do original. Assim, não se deve esperar completa semelhança entre a sombra e o objeto que a molda. A palavra é aqui contrastada com “imagem” (eikõn), que indica uma representação mais próxima (Ap 3:14). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 498.

5 Sacrifício e oferta. A afirmação de que Deus não desejava isso é referente ao oferecimento desses sacrifícios apenas como cumprimento de um ritual, sem a verdadeira devoção. Foi Cristo que instituiu o sistema sacrificial. Usado corretamente, era uma bênção ao adorador. Mas Deus não tinha prazer nos sacrifícios do adorador formal (Os 6:6). CBASD, vol. 7, p. 498.

14 Aperfeiçoou. O sacrifício único de Cristo realizou o que os sacrifícios contínuos dos sacerdotes não podiam realizar, pois estes não poderiam purificar a consciência. Quando o pecador aceita pela fé os benefícios desse único sacrifício, ele é aceito no Amado, sendo considerado perfeito, porque Cristo, o substituto, assume seu lugar (Rm 5:1). CBASD, vol. 7, p. 500.

22 Plena certeza. Aqueles que “se aproximam” devem fazê-lo com fé no poder de Cristo em purificar do pecado e conceder graça para viver acima do pecado. A dúvida e a incredulidade restringem a capacidade de se apropriar dos méritos do Salvador. CBASD, vol. 7, p. 502.

25 O Dia. A referência é ao dia de “juízo e fogo vingador” (v. 27), o dia em que “Aquele que vem virá” (v. 37). A expressão “vedes que o dia se aproxima” aponta para a antiga admoestação do Senhor, em resposta à indagação dos discípulos: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e da consumação do século” (Mt 24:3). A indagação e a resposta abrangem igualmente tanto a destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., quanto o fim do mundo. CBASD, vol. 7, p. 503.

26 Já não resta sacrifício. A lei mosaica prescrevia a morte, não sacrifícios, para os apóstatas obstinados (v. 28). Foi assim com Nadabe e Abiú (Lv 10:1-5), Coré, Datã, Abirão e seus 250 apoiadores (Nm 16:1-35). Sacrifícios por essas pessoas teriam sido inaceitáveis ao Senhor, pois tinham valor apenas como representação de corações arrependidos. CBASD, vol. 7, p. 504.

37 Aquele que vem. Ou seja, aquele que prometeu voltar (Jo 14:1-3). CBASD, vol. 7, p. 507.

Tardará. Do gr. chronizõ, “passar o tempo”, “atrasar”. As promessas de Deus podem parecer demoradas, mas, a seu tempo, se cumprirão. CBASD, vol. 7, p. 507.

39 Somos dos que. Diplomaticamente, o autor inclui todos os leitores no grupo que “viverá pela fé” (v. 38). A admoestação dos v. 23 a 36 sugere que alguns deles estavam em perigo de retornar “para a perdição”. Mas o escritor afasta o pensamento de que qualquer deles pudesse fazê-lo. CBASD, vol. 7, p. 507.



Mateus 20 – comentários selecionados by jquimelli

1-16 Esta parábola dos trabalhadores da vinha vira os valores tradicionais de cabeça para baixo. Também é um claro ensino de que a entrada no reino se dá pela boa vontade em aceitar a graça de Deus somente e não por mérito ou pela quantidade ou qualidade de obras. A parábola também ensina que é Deus quem determina quem entra no reino. Alguns que não esperamos estarão lá. Andrews Study Bible.

Esta parábola só é difícil de entender para aqueles que falham em reconhecer sua absoluta dependência da graça diante de qualquer coisa boa que vem da mão de Deus. Não há espaço para o cristão ter ciúme das boas dádivas de Deus dadas aos outros. Bíblia de Genebra.

A divisão [inapropriada] entre o fim do cap. 19 e o início do 20 obscurece a íntima relação cronológica e temática entre ambos. Foi a conversa de Jesus com o jovem rico (Mt 19:16-22) e Sua subsequente discussão com os discípulos que levou à narração da parábola dos trabalhadores da vinha. De fato, a parábola ilustra especificamente a verdade declarada em Mateus 19:30, que é repetida no final como recurso de ênfase (Mt 20:16). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 489.

4 o que for justo. Isto é, correto. Seria um pagamento proporcional às horas trabalhadas. Nesse exemplo, não houve negociação com nenhum dos últimos homens contratados. Não fizeram perguntas, mas aceitaram a oferta do empregador, confiando em sua promessa e em seu senso de justiça. CBASD, vol. 5, p. 490.

5-6 hora sextahora undécima, O dia, em Israel, estava dividido em quatro partes iguais, convencionalmente chamadas “terceira hora”, 9 horas da manhã; “a sexta hora”, meio dia; “a nona hora”, 15 horas; “o pôr do Sol” [a duodécima hora], 18 horas. Cada dia não era igual no verão e no inverno, por isso era raríssimo, senão difícil, especificar precisamente as horas; daí a necessidade da expressão “undécima hora”, v. 9, que, atualmente, num mundo de precisão mecânica, equivaleria a “cinco para as seis”. Bíblia Shedd.

8 Ao cair da tarde (NVI). Como os lavradores eram pobres, a lei de Moisés exigia que fossem pagos no fim de cada dia (cf. Lv 19.13; Dt 24.14, 15). Bíblia de Estudo NVI Vida.

10 os primeiros. estes representam aqueles que esperam e reivindicam um tratamento preferencial, pois julgavam ter se sacrificado mais e trabalhado mais diligentemente do que seus colegas. Também representam os judeus, que haviam sido os primeiros a aceitar o chamado do Senhor para trabalhar na Sua vinha (ver PJ 400; vol. 4, p. 13-19). CBASD, vol. 5, p. 491.

15 não me é lícito […]? O proprietário não se refere a qualquer estatuto legal, mas simplesmente pergunta: “Não é admissível que eu faça o meu desejo?”. CBASD, vol. 5, p. 491.

porque eu sou bom? Eles haviam acusado o proprietário de parcialidade e, por implicação, de injustiça. O proprietário explica que não é uma questão de justiça ou injustiça, mas de generosidade. Tratou todos os diaristas com justiça e, caso quisesse, não poderia fazer melhor que isso? Jesus deixa claro que não se ganha o favor divino, como os rabis ensinavam. Os obreiros cristãos não negociam com Deus. Se Deus lidasse com os seres humanos com base na estrita justiça, ninguém se qualificaria para a infinita generosidade do Céu e da eternidade. CBASD, vol. 5, p. 492.

18 Eles O condenarão à morte. Os líderes judaicos estavam planejando assassinar Jesus desde a cura do paralítico no tanque de Betesda, dois anos antes, e haviam designado espiões para segui-Lo aonde fosse … O sucesso da missão de Cristo na Galileia os levou a intensificar esses esforços … Depois disso, eles se tornaram mais agressivos em seus frequentes ataques públicos … Nos últimos meses, durante o ministério na Pereia, eles haviam feito várias tentativas de prendê-Lo e matá-Lo … Seus planos, por fim, tomavam uma forma mais definida, particularmente depois da ressurreição de Lázaro, poucas semanas antes. CBASD, vol. 5, p. 493.

19 e O entregarão. Pela primeira vez Jesus menciona o fato de que os gentios, as autoridades romanas, serviriam de instrumento em Sua morte. CBASD, vol. 5, p. 493.

22 ser batizados (ARC). Do gr baptizo. … Aqui é óbvio que a palavra é usada figurativamente. Assim como o cálice representa os sofrimentos de Jesus, o “batismo” representa Sua morte. CBASD, vol. 5, p. 494.

23 cálice. No Antigo Testamento, o “cálice” normalmente significa o derramamento da ira de Deus (Sl 75.8; Is 51.17, 22; Jr 25.15-16). Que os discípulos beberiam este cálice significa que eles passariam por sofrimentos, porém note-se que Jesus o chama “meu cálice”. Pelo fato de Jesus ter bebido o cálice da ira de Deus sozinho, os crentes não bebem a ira que merecem. Bíblia de Genebra.

26 sirva. Do gr. diakonos, “mordomo, “servo”, ou “diácono” (ver com. de Mc 9:35). CBASD, vol. 5, p. 494.

28 resgate. Do gr. lutron, “resgate”, “expiação”, ou “recompensa”. CBASD, vol. 5, p. 494.

Este termo se refere ao preço pago para livrar alguém da escravidão ou da prisão. O preço para a libertação do pecado e da condenação é a vida de Jesus, oferecida por nós. Bíblia de Genebra.



Provérbios 21 by jquimelli
25 de janeiro de 2014, 0:00
Filed under: obediência | Tags: ,

Comentário devocional:

No Antigo Testamento, o sacrifício era parte da experiência de adoração. Começando com Adão, adotado pelos patriarcas, continuou na tenda da congregação e depois no templo de Jerusalém, até 70 d.C, quando este foi destruído. Os sacrifícios eram muito importantes para os serviços do templo e com o tempo passaram a ser cada vez mais valorizados. Mas ao longo de toda a Escritura há um tema de destaque que insiste que os sacrifícios devem ser considerados secundários à justiça, obediência e fé.

De fato, Isaías traduz a mensagem do Senhor com uma linguagem muito forte: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? – diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes” (Isaías 1:11 ARA).

Os profetas unanimemente repetiram a mensagem do Senhor: “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (Oséias 6:6).

O povo de Israel muitas vezes entendia a adoração como atos rituais de sacrifício, assim como seus vizinhos pagãos compreendiam. Mas Deus queria que Seus filhos compreendessem a essência da verdadeira adoração. É por isso que Jesus repetiu essas mesmas palavras: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento]” (Mateus 9:13 ARA).

Provérbios 21 nos adverte duas vezes para que não tenhamos más intenções ao nos achegarmos a Deus para a adoração (versos 3 e 27). Provérbios 21:27 afirma claramente: “O sacrifício dos ímpios é abominação; Quanto mais oferecendo-o com intenção maligna!” (ARA). O ímpio sacrifica para obter o favor divino, para encobrir irregularidades que pretende continuar fazendo ou, pior ainda, cheio de hipocrisia.

É por isso que Provérbios 21:3 aconselha aos que desejam ser fiéis a Deus: “Fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao SENHOR do que oferecer sacrifícios” (Prov. 21:3 NVI). Quantas vezes nós adoramos a Deus com motivos errados e até mesmo sem nenhuma intenção de mudança?

Querido Senhor, ajuda- me a entrar em Tua presença para Te adorar com um coração grato pelo que tens feito por mim. Que meus motivos sejam puros, baseados em minha necessidade de Ti. E quando eu deixar a Tua presença, vou precisar do Espírito Santo para me manter perto de Ti. Amém.

Oleg Kostyuk
Hope Channel – EUA

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/21/ 

Traduzido por: JAQ/JDS

Texto bíblico: Provérbios 21 




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